Irã - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/ira/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 27 Jun 2026 20:12:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Irã - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/ira/ 32 32 Mísseis do Irã forçam recuo dos EUA: bases se movem para oeste para escapar de ataques, diz Ray McGovern https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/misseis-do-ira-forcam-recuo-dos-eua-bases-se-movem-para-oeste-para-escapar-de-ataques-diz-ray-mcgovern/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/misseis-do-ira-forcam-recuo-dos-eua-bases-se-movem-para-oeste-para-escapar-de-ataques-diz-ray-mcgovern/#respond Sat, 27 Jun 2026 20:12:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/misseis-do-ira-forcam-recuo-dos-eua-bases-se-movem-para-oeste-para-escapar-de-ataques-diz-ray-mcgovern/

A escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio ganhou novos contornos nos últimos dias, com ataques mútuos no estratégico Estreito de Ormuz. Segundo Ray McGovern, ex-agente da CIA e comentarista geopolítico, os iranianos se sentem no controle da situação e não têm pressa em ceder às pressões americanas. “Se eu fosse iraniano, diria que estamos na posição de vantagem. Podemos tolerar melhor do que os Estados Unidos e Trump, especialmente com as eleições de meio de mandato se aproximando”, disse McGovern. O Irã vem impondo taxas e restrições à passagem de navios, e qualquer embarcação que tente furar o bloqueio é alvo de mísseis, como ocorreu com um petroleiro que transportava 2 milhões de barris de petróleo bruto.

A resposta dos EUA incluiu ataques a instalações iranianas no sul do país e, segundo a Associated Press, uma base americana no Bahrein foi atingida na noite anterior à visita do secretário de Estado Marco Rubio. McGovern ironizou a situação: “Não achei que Rubio tivesse coragem de visitar o Bahrein. O ataque iraniano aparentemente aconteceu depois que as rodas do avião dele já estavam no ar”. O analista critica a postura americana de buscar canais secretos enquanto mantém uma retórica dúbia. “Se eu estivesse em Teerã, diria: querem falar conosco? Usem mediadores. Não queremos mais dessas artimanhas”, afirmou.

O Líbano emerge como peça-chave no tabuleiro, tanto que o primeiro ponto do memorando de entendimento entre as partes trata da necessidade de Israel se retirar do país. McGovern acredita que o Irã faz questão desse item por uma questão de princípio: “O Irã não age como as petromonarquias do Golfo. Há um altruísmo, uma solidariedade que não estamos acostumados a ver no Ocidente”. Ele vê uma chance real de Donald Trump frear Israel para reabrir o Estreito de Ormuz, condição vital para evitar um colapso econômico global. “Netanyahu está em apuros políticos. Se for substituído, pode acabar na cadeia. Mas a maioria em Israel ainda acredita que o ‘Papai’ Trump vai ceder. Pela primeira vez, há uma chance de ele dizer: chega, parem com o Líbano”, avaliou.

A devastação causada pelos mísseis iranianos foi tamanha que, segundo reportagem do Wall Street Journal, os comandos militares americanos estudam reposicionar suas bases para oeste, possivelmente em Israel. Para McGovern, isso só tornaria Israel um alvo ainda mais exposto. “Os mísseis hipersônicos iranianos já provaram que podem atravessar qualquer defesa aérea. Se moverem as bases para Israel, será um alvo maior e mais acessível”, alertou. Ele acrescentou que a mídia israelense esconde os verdadeiros danos por meio de uma censura rigorosa.

Sobre a guerra na Ucrânia, McGovern destacou a postura cautelosa de Vladimir Putin, mesmo diante das provocações da Otan. Ele mencionou que, apesar dos drones estarem adiando o avanço russo, o Kremlin não retaliará atacando um país da Otan, pois o risco de uma reação imprevisível de Trump é demasiado alto. “Putin pergunta: qual a chance de Trump invocar o Artigo 5 e nos levar a uma guerra com a Otan? Mesmo que seja 10%, isso é alto demais. Estamos vencendo a guerra em terra. Por que arriscar tudo o que construímos desde 2000?”, relatou o analista, que vê o líder russo como alguém moldado pela tragédia pessoal — seu irmão mais velho morreu de fome no cerco de Leningrado — e determinado a não repetir os horrores da guerra.

McGovern também lembrou que a Rússia já não aposta mais em acordos com os EUA. Após Rubio declarar que o entendimento de Anchorage estava morto, Ushakov respondeu que “uma parte ainda está comprometida com o discutido em Anchorage, mas a outra se mostrou incapaz de cumprir sua parte do processo e de honrar os acordos”. A conclusão de Moscou: “Já não esperamos que esses acordos sejam cumpridos. Esperamos a vitória.” Para McGovern, tanto russos quanto iranianos adotam uma estratégia de paciência, confiando que o tempo e a geografia jogam a seu favor.

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Analista David Pyne Adverte: Violações do Cessar-Fogo no Golfo Pérsico Podem Gerar Depressão Global https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/analista-david-pyne-adverte-violacoes-do-cessar-fogo-no-golfo-persico-podem-gerar-depressao-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/analista-david-pyne-adverte-violacoes-do-cessar-fogo-no-golfo-persico-podem-gerar-depressao-global/#respond Sat, 27 Jun 2026 20:12:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/27/analista-david-pyne-adverte-violacoes-do-cessar-fogo-no-golfo-persico-podem-gerar-depressao-global/

A tensão no Estreito de Ormuz atingiu novo patamar, com ataques e retaliações entre Irã e Estados Unidos, revelando a fragilidade do acordo de cessar-fogo mediado recentemente. Segundo o analista geopolítico David Pyne, a situação é uma competição perigosa: “os EUA insistem que o estreito seja livre e aberto, que o Irã não controle, e que eles estão no controle. E o Irã demonstra semanalmente que a autoridade última sobre quais navios passam e quais não passam está com eles, e que há pouco que os EUA possam fazer.”

Conforme explicou Pyne, o propósito do novo cessar-fogo de 60 dias era estabelecer uma trégua genuína, mas acabou se mostrando uma farsa. “Ambos os lados violaram”, afirmou. Ele classificou o ataque dos EUA a quatro alvos iranianos como uma escalada desproporcional e uma violação direta do espírito do memorando de entendimento. Para o entrevistado, a resposta americana foi uma tentativa de minar a nova autoridade iraniana de gestão do tráfego marítimo, o que pode desencadear uma guerra sem fim.

A análise também se voltou para o Líbano, onde o governo local assinou um acordo com Israel, mas a milícia Hezbollah, que não participou das negociações, vê a permanência de tropas israelenses como ocupação ilegítima. David Pyne apontou que a cláusula um do memorando assinado pelo presidente Trump compromete as partes a garantir a soberania e a integridade territorial do Líbano, implicando a retirada de forças estrangeiras. No entanto, Israel continua bombardeando e ocupando o sul do país. “O Hezbollah nunca vai se desarmar”, disse Pyne, sugerindo que a solução ideal seria integrar o grupo ao Exército libanês, mas somente após o fim da ocupação.

O entrevistado criticou abertamente a postura do secretário de Estado Marco Rubio, que ele considera um “neocon” que dificulta qualquer saída diplomática. Segundo Pyne, “Rubio é o pior. Ele vê tudo em preto e branco, trata os israelenses como soldados de Deus e todos os inimigos como automaticamente maus”. O analista também expressou frustração com a instabilidade de Trump: “Ele é frequentemente o seu pior inimigo. Sabota seus próprios acordos de paz”. A oscilação entre dureza privada contra Netanyahu e concessões públicas mina qualquer possibilidade de paz duradoura.

Ao abordar as divisões internas no Irã e nos EUA, Pyne alertou que a ausência de canais de comunicação diretos pode levar a uma espiral de violência. Apesar de um anúncio de Vance sobre uma nova linha de diálogo, o IRGC negou sua existência. Para o especialista, a única forma de evitar uma guerra total é retornar ao cessar-fogo e adotar uma política de neutralidade benevolente. “Se continuar atacando o Irã, é quase inevitável que eles fechem de novo o estreito e provoquem uma depressão global”, concluiu David Pyne, sublinhando que o controle iraniano sobre Ormuz é uma realidade que nenhum poder militar americano consegue superar.

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Agenda de Israel colapsa diante da resistência do Irã e do desgaste do apoio americano, avalia embaixador https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/#comments Fri, 26 Jun 2026 20:58:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/

Em entrevista ao canal Dialogue Works, o embaixador e ex-diplomata americano Chas Freeman traçou um panorama sombrio para os interesses de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio, apontando o colapso da agenda expansionista israelense e a fragilidade da posição negociadora americana diante do Irã. Freeman destacou que as negociações indiretas, mediadas por Paquistão e Catar, pouco avançaram e que o Irã mantém o controle efetivo do Estreito de Ormuz.

Segundo Freeman, o principal objetivo americano nas conversas é reabrir a passagem para o transporte marítimo de petróleo, mas o governo Trump tem dificultado o processo com novas exigências. “O Irã está no controle. Os Estados Unidos são o demandante, pedindo favores”, disse o embaixador. Ele criticou a condição imposta pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, de que o comércio de petróleo iraniano seja denominado em dólares, o que, na sua avaliação, apenas entrega mais alavancagem a Teerã.

O embaixador também enfatizou que a recusa israelense em se retirar do Líbano e da Síria representa um desafio direto aos acordos em negociação. “Os Estados Unidos deram um cheque em branco a Israel para fazer o que quisesse no Líbano, e agora quer impor restrições”, afirmou. Para Freeman, a proposta de uma comissão de controle conjunto entre EUA e Irã para supervisionar o Líbano simbolizaria um reconhecimento tácito da influência iraniana na região, em detrimento dos interesses israelenses.

Freeman analisou a mudança no discurso do vice-presidente J.D. Vance, que nos últimos dias passou a enfatizar o direito de autodefesa de todos os países, inclusive territórios sob ocupação. “É um grande passo de afastamento de Israel”, avaliou, lembrando que o direito internacional reconhece a resistência armada contra a ocupação militar. A postura reflete, segundo ele, uma ala do movimento MAGA que defende a diplomacia em vez da força, embora Vance esteja envolvido em uma difícil batalha para vender o memorando de entendimento a um público cético.

Outro ponto central da entrevista foi a formação de uma coalizão entre Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, que se reuniu paralelamente às negociações com o Irã. Freeman vê nesse agrupamento um potencial núcleo para uma nova arquitetura de segurança regional, capaz de equilibrar ou cooperar com Teerã, e que desafia a hegemonia militar israelense. “Israel é a fonte da instabilidade na região, não o Irã”, cravou.

Questionado sobre o futuro de Israel, Freeman foi taxativo: o país está em uma encruzilhada histórica. “Depois de 78 anos, vocês já deveriam ter pelo menos uma proposta de coexistência pacífica”, ironizou. Ele argumentou que a dependência exclusiva do poder militar fracassou repetidamente e que a sociedade israelense, dominada por elementos fascistas, se recusa a refletir sobre os próprios erros, isolando-se internacionalmente e caminhando para a autodestruição caso não mude de rumo.

Por fim, Freeman conectou a crise externa à política interna dos Estados Unidos, apontando que o fracasso militar e diplomático reverbera nas eleições de meio de mandato e na desintegração do sistema bipartidário. “Os americanos perderam a confiança nas instituições políticas”, disse. Com a aproximação do prazo de 21 de agosto, o embaixador vê pouco progresso concreto e um Irã cada vez mais fortalecido, enquanto Israel se vê abandonado até por seus tradicionais patronos.

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Explosões no Estreito de Ormuz e cessar-fogo no Líbano à beira do colapso, alerta professor Steve Hanke https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/#respond Fri, 26 Jun 2026 20:12:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/

O cenário geopolítico no Oriente Médio permanece carregado de contradições e riscos, segundo avaliação do professor Steve Hanke, da Johns Hopkins University. Em entrevista ao podcast Dialogue Works, o economista apontou que as negociações entre Irã e Estados Unidos na Suíça são cercadas por narrativas conflitantes, com Washington promovendo um discurso de abertura de mercados que, na prática, não se sustenta.

Hanke criticou as declarações de Donald Trump sobre a suposta abertura de mercados, argumentando que o ex-presidente age na verdade para fechar o comércio internacional. Como evidência desse fechamento, o professor citou a recente proibição de veículos elétricos chineses nos Estados Unidos e as barreiras crescentes impostas à exportação de soja.

Para o economista, a retórica sobre as exportações agrícolas americanas para o Irã é puro giro político voltado para apaziguar os agricultores do Meio-Oeste. Essa base eleitoral tradicional tem se afastado do trumpismo devido às sanções comerciais severas que reduziram drasticamente as vendas para a China.

No Estreito de Ormuz, o professor vê uma mudança de poder definitiva baseada no controle geográfico exercido pelas forças iranianas. Ele destacou que os iranianos mostraram ser uma ameaça crível e podem fechar a passagem estratégica no momento em que decidirem.

Atualmente, o tráfego de embarcações pela região está reduzido a apenas cinquenta e três por cento do volume registrado no período pré-guerra. Hanke apontou que essa redução acentuada evidencia os riscos contínuos e os impactos profundos para o comércio marítimo internacional.

A respeito do ataque com drones contra um navio comercial na rota, o economista criticou a reação de Donald Trump na rede social Truth Social. Enquanto o ex-presidente classificou o incidente como um movimento tolo, ele permaneceu em silêncio diante das constantes violações israelenses ao cessar-fogo no Líbano.

O professor alertou que essa diplomacia caótica e desinformada faz com que os tomadores de decisão dos Estados Unidos operem sem clareza estratégica. Ele traçou um paralelo histórico com mil novecentos e setenta e nove, quando Jimmy Carter proibiu exportações agrícolas para a União Soviética e prejudicou gravemente os produtores de Iowa.

Aquele embargo histórico acabou por beneficiar a produção da Argentina e contribuiu diretamente para a derrota eleitoral do presidente Carter. Hoje, a mesma insatisfação se repete entre fazendeiros americanos que sofrem com as perdas financeiras causadas pelas sanções contra a China.

Sobre o cessar-fogo no sul do Líbano, Hanke afirmou que o memorando de entendimento é claro ao exigir que Israel interrompa os bombardeios e retire suas tropas. No entanto, o economista prevê que essa desocupação não ocorrerá devido à aceitação ampla da doutrina de um Grande Israel no espectro político do país.

A única alternativa viável para alterar essa postura expansionista seria a suspensão do financiamento militar concedido por Washington. Hanke prevê que a resistência do Hezbollah sairá fortalecida da crise, repetindo o padrão de oposição popular observado na Faixa de Gaza.

No cenário político interno dos Estados Unidos, o professor classificou o senador J.D. Vance como uma figura sem influência real nas decisões de política externa. Ele denunciou que o Congresso americano desvia o olhar dos conflitos devido à atuação de lobbies financeiros que compram a vontade dos parlamentares.

O economista mencionou que as ambições militares israelenses podem avançar para além das fronteiras atuais, com a Turquia sendo apontada por analistas como um alvo futuro. No âmbito econômico do Irã, ele estimou a inflação anual em cem por cento, o que ainda não caracteriza um quadro de hiperinflação.

Ao ser consultado por membros do parlamento iraniano, Hanke recomendou a criação de um conselho monetário lastreado em ouro para estabilizar o câmbio local. O ouro representa um ativo neutro e soberano, sendo altamente valorizado pela população iraniana como reserva de valor segura contra a desvalorização cambial.

Enquanto o governo dos Estados Unidos falha em estabelecer uma política de dolarização coerente, o Irã adota alternativas práticas para contornar o bloqueio. O país asiático utiliza o yuan chinês e as criptomoedas como instrumentos eficazes para manter suas transações internacionais ativas.

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Coronel Macgregor: EUA foram derrotados no Estreito de Ormuz e Trump está sob coação de Israel https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/coronel-macgregor-eua-foram-derrotados-no-estreito-de-ormuz-e-trump-esta-sob-coacao-de-israel/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/coronel-macgregor-eua-foram-derrotados-no-estreito-de-ormuz-e-trump-esta-sob-coacao-de-israel/#comments Fri, 26 Jun 2026 14:08:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/coronel-macgregor-eua-foram-derrotados-no-estreito-de-ormuz-e-trump-esta-sob-coacao-de-israel/

Em entrevista ao programa Judging Freedom, o coronel reformado do Exército dos EUA, Doug Macgregor, traçou um panorama preocupante da guerra conduzida por Donald Trump no Oriente Médio, afirmando que os Estados Unidos foram derrotados militarmente pelo Irã e que o presidente está sob intensa pressão do lobby israelense. Macgregor deixou claro que a abertura do Estreito de Ormuz continua longe de ser uma realidade: ‘O Irã ainda controla o estreito de forma efetiva’, disse, e os ataques recentes da Guarda Revolucionária a embarcações não autorizadas mostram que o conflito está longe do fim.

Segundo o coronel, a suposta vitória propagada pelo governo é uma ficção perigosa. Ele ironizou a narrativa oficial: ‘Como a Guarda Revolucionária pode ainda agir, se dissemos que afundamos sua marinha e destruímos sua força aérea?’. Na prática, a negativa das seguradoras internacionais em retomar plenamente as operações revela que o mercado não acredita no fim das hostilidades, o que manterá os preços do petróleo artificialmente altos por semanas, com impacto global sobre fertilizantes e derivados.

Macgregor descartou a viabilidade de uma invasão terrestre ou de operações especiais profundas no território iraniano. A tentativa de decapitar o regime e resgatar urânio enriquecido em Isfahan fracassou diante de defesas aéreas e milícias locais. ‘Estamos com sorte de ter perdido tão pouco’, disse. Para o coronel, a era da projeção de força convencional americana no Oriente Médio acabou: navios de guerra não conseguem se aproximar da costa sem serem ameaçados por mísseis de longo alcance, e qualquer base regional seria destruída em horas.

A questão israelense ocupa o centro da análise. O coronel acredita que Trump nunca quis essa guerra, mas foi arrastado por Israel e seus agentes nos EUA. A revelação de uma conversa tensa entre Trump e Netanyahu, na qual o presidente o acusa de sabotar o memorando de entendimento com o Irã, evidencia a pressão insustentável. ‘Netanyahu fará tudo ao seu alcance para sabotar qualquer acordo’, afirmou Macgregor, que vê o primeiro-ministro israelense incapaz de sobreviver politicamente sem uma guerra em curso.

Para Macgregor, a única saída é o desengajamento total: ‘A solução militar não é atacar, é sair. Precisamos dizer a Israel que fizemos tudo o que iríamos fazer e vamos embora. Mas Trump ainda não conseguiu dar esse passo porque está sob coação’. O coronel mencionou o risco de chantagem financeira, citando o lobby israelense e a possibilidade de que os mesmos financiadores que elevaram Trump ao poder possam retirar seu apoio e impulsionar um impeachment caso ele se oponha a Israel de forma definitiva.

Uma manobra atual, revelada por Macgregor, mostra que Trump autorizou a venda de motores a jato à Turquia por 700 milhões de dólares, ao mesmo tempo que planeja usar uma ‘brigada degoladora’ de sírios contra o Hezbollah no Líbano. ‘Está tentando subornar Erdogan para ignorar o que ocorre em sua esfera de influência e ao mesmo tempo arrastar a Síria para uma guerra contra xiitas, o que pode detonar um conflito regional com a entrada de russos e chineses ao lado do Irã’, alertou. O coronel concluiu que Trump está sendo tristemente manipulado e que a combinação de derrota militar, chantagem doméstica e tentações táticas pode levar a uma depressão econômica global.

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Inteligência paquistanesa frustrou campanha de assassinatos de Israel contra o Irã, revela Pepe Escobar https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/inteligencia-paquistanesa-frustrou-campanha-de-assassinatos-de-israel-contra-o-ira-revela-pepe-escobar/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/inteligencia-paquistanesa-frustrou-campanha-de-assassinatos-de-israel-contra-o-ira-revela-pepe-escobar/#comments Thu, 25 Jun 2026 20:13:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/inteligencia-paquistanesa-frustrou-campanha-de-assassinatos-de-israel-contra-o-ira-revela-pepe-escobar/

O analista geopolítico Pepe Escobar revelou, em entrevista ao canal Dialogue Works, informações inéditas sobre o papel crucial da inteligência militar do Paquistão na interrupção da série de assassinatos seletivos de líderes iranianos atribuídos a Israel. Segundo Escobar, logo após o assassinato de Ali Larijani — então o homem mais poderoso do Irã, enquanto o líder Mostaba Khamenei se recuperava de um atentado — a inteligência paquistanesa estabeleceu contato com os mais altos escalões da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). Diante da ameaça da continuação da chamada “cadeia de mortes”, o Paquistão ofereceu ao Irã um sofisticado centro de contraespionagem eletrônica, montado com ajuda da China, e chegou a enviar seus melhores técnicos a Teerã para demonstrar como neutralizar os ataques cibernéticos e eletrônicos que vinham sendo usados nas eliminações.

“Depois do assassinato de Larijani, não houve mais nenhum assassinato. Os iranianos, como os chineses e os paquistaneses, agora têm toda a capacidade de contraespionagem de que precisam”, afirmou Escobar. A súbita paralisação das operações deixou em pânico tanto os Estados Unidos quanto Israel, que já estavam alarmados com as capacidades ofensivas do Irã e passaram a enfrentar também um fortalecimento sem precedentes na guerra eletrônica iraniana. O analista destacou que as fontes da inteligência paquistanesa confiaram a ele e a Larry Johnson essas informações por saberem que seriam divulgadas sem distorções, e que parte do material, por sua sensibilidade, ainda permanece sob sigilo, inclusive sem revelar nomes de programas e empresas envolvidos na cadeia de ataque original.

Outro ponto explosivo trazido por Escobar foi o relato minucioso das negociações entre EUA e Irã realizadas na Suíça, que quase colapsaram três vezes. As delegações jamais se falaram diretamente, com todas as conversas passando pelo primeiro-ministro paquistanês Sharif e pelos cataris. O chanceler iraniano Arakchi, diante de ameaças de Donald Trump, ameaçou abandonar as conversas, sendo segurado pessoalmente por líderes paquistaneses e pelo ministro das Relações Exteriores saudita, príncipe Faisal. Durante uma ligação tensa, Faisal garantiu ao general Munir, chefe do exército paquistanês, que a Arábia Saudita e o Catar assegurariam os US$ 24 bilhões previstos no memorando de entendimento, independentemente de Trump honrar o pagamento. “Em menos de uma hora, duas grandes nações do Golfo prometeram ao Irã que ele receberia seu dinheiro. Foi algo enorme”, comentou Escobar.

A cúpula também acelerou um movimento geopolítico mais amplo: a criação de um guarda-chuva de segurança liderado por Paquistão e Arábia Saudita para o Oeste Asiático, com possível adesão do Catar, Bahrein, Kuwait e Egito, e até mesmo a Turquia sendo considerada. Pepe Escobar explicou que o Irã não se opõe porque o Paquistão — que já atua como mediador entre Teerã e Washington — garantiu que a estrutura não será uma plataforma ofensiva contra o Irã, e a China apoia o arranjo para facilitar seus interesses geoeconômicos. “O que nasceu naquela noite em Bürgenstock, na Suíça, começou a mudar todo o tabuleiro do Oriente Médio sem interferência americana”, disse.

Escobar também analisou a situação doméstica de Trump, que estaria desesperado por um acordo porque as reservas estratégicas de petróleo dos EUA podem se esgotar até meados de agosto, elevando o preço dos combustíveis e a inflação às vésperas das eleições de meio de mandato. “Ele está encurralado pelo lobby sionista, pelos neocons, por doadores como Miriam Adelson e pela opinião pública. Sabe que não controla o Estreito de Ormuz e que uma guerra total seria catastrófica.” Após as midterms, no entanto, todos os analistas consideram provável que o governo americano retome a via militar contra o Irã, e a liderança iraniana, segundo o analista, “não tem ilusões e está com o dedo no gatilho”.

Por fim, o jornalista revelou que a inteligência paquistanesa também descobriu um plano israelense para assassinar o marechal-de-campo Asim Munir durante as negociações, e que um alerta enviado a Tel Aviv fez com que o atentado fosse cancelado. “Paquistão e Israel já travam uma guerra por procuração, e os sionistas sabem que não podem agir como de costume. O Paquistão é uma potência nuclear”, destacou Escobar. As revelações foram feitas no âmbito do novo canal Transition Protocol, que mantém com Larry Johnson, especializado em inteligência de fontes de altíssimo nível sobre as negociações entre Irã e EUA.

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Irã muda a ordem mundial e deixa Trump enfurecido, analisam Richard Wolff e Michael Hudson https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/ira-muda-a-ordem-mundial-e-deixa-trump-enfurecido-analisam-richard-wolff-e-michael-hudson/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/ira-muda-a-ordem-mundial-e-deixa-trump-enfurecido-analisam-richard-wolff-e-michael-hudson/#comments Thu, 25 Jun 2026 03:05:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/ira-muda-a-ordem-mundial-e-deixa-trump-enfurecido-analisam-richard-wolff-e-michael-hudson/

As negociações entre Estados Unidos e Irã, realizadas na Suíça com mediação do Paquistão e do Catar, marcaram uma virada na geopolítica do Oriente Médio. Durante o encontro, uma enorme explosão em instalações petrolíferas do Catar e reuniões paralelas de chanceleres da Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Egito no Cairo expuseram a complexidade regional. Donald Trump, por sua vez, anunciou um acordo de paz histórico para encerrar o conflito no Estreito de Ormuz, destacando o fluxo recorde de 19 milhões de barris de petróleo em um único dia e assegurando que o Irã nunca terá uma arma nuclear. Para os analistas Richard Wolff e Michael Hudson, a retórica presidencial merece ceticismo.

Richard Wolff apelidou o presidente de “Taco Trump”, sugerindo que ele sempre recua e cria narrativas convenientes, independentemente da verdade. “Ele diz o que é útil naquele momento, sem se importar com a consistência”, afirmou Wolff, lembrando que frequentemente o próprio secretário de Estado ou o vice-presidente desmentem as declarações do mandatário. O economista destacou que o fluxo de petróleo citado por Trump não corresponde à realidade pré-guerra e que o anúncio é mais um espetáculo do que um acordo sólido. Wolff também alertou para a pressão de Israel e seus aliados internos nos EUA, como AIPAC, para reverter qualquer aproximação com o Irã.

Michael Hudson acrescentou que as palavras de Trump visam manipular os mercados financeiros e o eleitorado. “O que ele mais quer é enriquecer a si mesmo e a sua família, além de garantir lealdade entre os membros do gabinete”, disse Hudson. Segundo ele, a estratégia é inflar artificialmente os preços das ações e títulos antes de mudar o discurso, permitindo ganhos de curto prazo para grandes investidores. Hudson sublinhou que o petróleo que atravessa o Estreito de Ormuz é majoritariamente iraniano, destinado à China, e que a suposta solução da questão nuclear é uma cortina de fumaça para adiar o reconhecimento da derrota dos EUA na guerra contra o Irã.

Os dois entrevistados também analisaram a crise econômica que se desenha nos Estados Unidos. Wolff citou um relatório da Moody’s Analytics que calcula em 132 bilhões de dólares o custo da guerra no Irã para os contribuintes americanos e estima em 49% a probabilidade de recessão em um ano. Hudson foi mais contundente: “A chance é de 100%, já estamos em recessão desde o governo Obama”. Ele lembrou que 40% da população não tem poupança e que o aumento dos preços do petróleo elevará os custos de transporte, fertilizantes e alimentos, agravando as tensões sociais.

O cenário político interno dos EUA também foi abordado. Wolff destacou a vitória de candidatos socialistas em Nova York, como Zoran Mamdani, com ampla margem, sinalizando um deslocamento à esquerda impulsionado pela oposição à guerra e ao papel de Israel. “Há uma pressão tremenda para encerrar a guerra do Irã, mas ainda é prematuro afirmar que Trump prevalecerá”, ponderou Wolff. Hudson apontou que a maioria dos americanos sempre foi contra o conflito e que o governo tenta manipular a opinião pública com discursos otimistas enquanto se aproxima uma crise de abastecimento de petróleo.

Sobre a reconfiguração regional, ambos ressaltaram que países como Arábia Saudita, Egito e Paquistão buscam uma arquitetura de segurança autônoma, livre das bases militares americanas. Segundo Wolff, os aliados dos EUA perceberam que as bases se tornaram alvos dos mísseis iranianos e que o país já não é um parceiro confiável, seja por suas tarifas comerciais ou pela manipulação do dólar. Hudson alertou que a alternativa é uma solidariedade islâmica que supere a divisão entre sunitas e xiitas, e destacou o papel dúbio dos Emirados Árabes Unidos, descritos como “coringa e patrocinador do terrorismo regional”, em contraste com o novo pragmatismo de Riad.

A entrevista concluiu com um alerta sobre a Europa, cuja economia definha após a decisão de confiscar ativos russos, provando ao mundo que nenhum país deve manter reservas no continente. “O custo da guerra, a perda de confiança dos investidores e a aproximação do colapso financeiro vão acelerar o declínio da hegemonia americana”, resumiu Wolff. Para Hudson, a crise do petróleo forçará os países a criar novas instituições econômicas para evitar serem vítimas colaterais das aventuras militares dos EUA e de Israel.

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Matthew Hoh: Resolução de cessar-fogo do Congresso americano é ‘farsa total’ enquanto 80% dos EUA querem ação real https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/matthew-hoh-resolucao-de-cessar-fogo-do-congresso-americano-e-farsa-total-enquanto-80-dos-eua-querem-acao-real/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/matthew-hoh-resolucao-de-cessar-fogo-do-congresso-americano-e-farsa-total-enquanto-80-dos-eua-querem-acao-real/#respond Thu, 25 Jun 2026 03:04:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/matthew-hoh-resolucao-de-cessar-fogo-do-congresso-americano-e-farsa-total-enquanto-80-dos-eua-querem-acao-real/

A recente aprovação de resoluções de poderes de guerra pelo Congresso dos Estados Unidos, com amplo apoio democrata, não passa de um gesto performático e sem qualquer poder real para conter o presidente, afirmou o analista político Matthew Hoh, ex-fuzileiro naval e crítico da política externa americana. Em entrevista ao canal Dialogue Works, Hoh explicou que a chamada War Powers Resolution, criada em 1973, jamais foi usada com sucesso para barrar uma ação militar e que o atual movimento legislativo é apenas uma tentativa de “cobrir as costas” dos parlamentares enquanto a guerra já terminou.

Segundo Hoh, a resolução pode seguir dois caminhos: um conjunto, que exigiria uma maioria à prova de veto presidencial — impossível de alcançar — ou um concorrente, que não tem força de lei sobre o Executivo. “Não há histórico jurídico que diga que o presidente precisa obedecer a uma resolução concorrente”, disse. “É uma farsa. O Congresso nunca usou seu verdadeiro poder, o poder da bolsa, para frear guerras.” Ele lembrou que a mesma ferramenta foi vetada por Donald Trump em 2019, no caso do Iêmen, e que, na prática, os parlamentares acabarão votando a favor do financiamento do conflito, apesar da retórica.

Para o entrevistado, a situação no Líbano será a prova de fogo do acordo entre Washington e Teerã. Hoh acredita que Israel será forçado a retirar suas tropas do sul libanês, mas manterá uma “ocupação por fogo”, com drones e vigilância aérea, transformando a região em uma zona de tiro livre. Em troca, os israelenses teriam carta branca para continuar a anexação da Cisjordânia e a operação em Gaza. Apesar de considerar o cenário “feio e catastrófico” para a população local, ele vê nesse arranjo a única forma de evitar o colapso do cessar-fogo.

Hoh destacou que as novas capacidades de defesa aérea do Hezbollah podem complicar esse esquema, com o grupo utilizando drones anti-drones. “Os israelenses não terão a mesma liberdade de ação de antes”, explicou. “Qualquer ataque israelense ao norte do sul do Líbano poderia justificar uma resposta iraniana mais dura, como o fechamento do Estreito de Ormuz.” Ele também apontou a pressão política sobre Benjamin Netanyahu, cujas pesquisas de opinião despencaram, e a possibilidade de que o primeiro-ministro seja forçado a aceitar termos que são “um anátema pessoal e político para ele”.

Na análise geopolítica mais ampla, o entrevistado vê o surgimento de uma nova arquitetura de segurança na Ásia Ocidental, com eixos como Arábia Saudita-Paquistão-Turquia e Emirados-Índia, além do reposicionamento do Irã como potência mundial. “Os iranianos demonstraram que são uma potência global e agora precisam atuar como tal, projetando influência além de suas fronteiras”, disse Hoh, acrescentando que o papel dos Estados Unidos na região tende a diminuir, exceto em Israel e na Jordânia.

Quanto ao Memorando de Entendimento entre EUA e Irã, Hoh foi cético sobre a remoção permanente das sanções, que depende do Congresso e enfrenta forte oposição de neoconservadores e do Partido Democrata. O presidente pode emitir isenções temporárias, mas um acordo final provavelmente permanecerá como um modus vivendi informal. “Pode ser o melhor que conseguiremos pelos próximos dois anos e meio”, avaliou.

Internamente, Hoh observou uma transformação na opinião pública americana: 60% têm visão negativa de Israel, e as vitórias de candidatos pró-Palestina nas primárias de Nova York sinalizam que a base democrata já não tolera o alinhamento com o lobby israelense. “O establishment do partido ainda resiste, mas a direção é clara”, afirmou. Ele também mencionou a rejeição crescente entre republicanos, como o caso de Tucker Carlson, que anunciou não votar mais no partido, mostrando que as fissuras no consenso pró-Israel estão se alastrando nos dois lados do espectro político.

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Alastair Crooke: ‘Pressão de Trump sobre o Irã é um erro estratégico’, e Europa flerta com guerra nuclear https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/alastair-crooke-pressao-de-trump-sobre-o-ira-e-um-erro-estrategico-e-europa-flerta-com-guerra-nuclear/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/alastair-crooke-pressao-de-trump-sobre-o-ira-e-um-erro-estrategico-e-europa-flerta-com-guerra-nuclear/#respond Thu, 25 Jun 2026 00:11:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/alastair-crooke-pressao-de-trump-sobre-o-ira-e-um-erro-estrategico-e-europa-flerta-com-guerra-nuclear/

Em conversa com o apresentador Daniel Davis, Alastair Crooke, ex-diplomata britânico e analista geopolítico, classificou como absurda a estratégia do presidente Donald Trump de pressionar o Irã para obter concessões no acordo nuclear. Segundo Crooke, a insistência de Washington em tratar o Irã como um ‘arcebispo do diabo’ e responsável pelo terrorismo mundial ignora a complexidade das negociações e pode inviabilizar qualquer avanço diplomático.

O analista detalhou que o memorando de entendimento atual limita o envolvimento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apenas ao urânio enriquecido a 60%, cerca de 430 quilos. Se houver um acordo final, esse material poderá ser diluído para 3,67%, mas a AIEA não terá um papel abrangente em todo o processo. ‘A questão nuclear ainda não está sendo discutida em detalhes’, afirmou Crooke, destacando que a estratégia de Trump de impor mais pressão sobre Teerã é um erro estratégico.

Além disso, Crooke apontou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, precisa do endosso de Trump para as próximas eleições e busca uma visita a Washington antes de setembro para assinar um acordo de segurança que, na prática, daria a Israel um controle sem precedentes sobre o Pentágono e as forças armadas dos EUA. Essa manobra, observou, é vista por muitos como uma tentativa de consolidar seu legado.

A conversa também mergulhou na guerra na Ucrânia, onde Crooke vê uma escalada muito perigosa. Relatórios indicam que Trump teria dado sinal verde para que o presidente Volodymyr Zelensky agisse de forma mais agressiva, incluindo ultimatos a Belarus e ataques dentro do território russo. ‘Estamos caminhando para uma escalada séria’, disse Crooke, que lembrou a declaração do porta-voz de Putin de que a Rússia abandonou as negociações e buscará a vitória militar.

O diplomata alertou que a Europa, liderada por países como Reino Unido, França e Alemanha, está produzindo mísseis de longo alcance e adotando uma retórica belicosa que ignora os riscos. ‘Os russos estão ouvindo essa linguagem e se preparando para a guerra’, afirmou. Crooke destacou que Moscou já divulgou listas de fábricas europeias que se tornaram alvos legítimos e não descarta o uso de armas nucleares táticas se os ataques com mísseis continuarem. ‘Não há estadistas na Europa que façam as perguntas básicas: por que uma guerra com a Rússia beneficiaria os europeus?’, questionou.

Por fim, Crooke lamentou a falta de debate público e o controle da mídia na Europa, que suprime vozes dissidentes. Ele acredita que a única mudança possível viria por meio de eleições, mas partidos como o AfD na Alemanha estão sob ameaça de banimento, apesar de serem os mais populares. ‘Todas as pontes para o futuro foram quebradas. Se não se pode mudar pelo voto, a violência se torna inevitável’, concluiu.

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Israel sofre derrota em todas as frentes e as consequências já começam, afirma Scott Ritter https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/#respond Wed, 24 Jun 2026 21:13:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/

Em entrevista ao programa Dialogue Works, o ex-oficial de inteligência dos EUA Scott Ritter fez uma análise contundente da atual situação no Oriente Médio, afirmando que Israel já foi derrotado em todas as frentes e que as consequências dessa derrota já estão se manifestando. Segundo Ritter, o memorando de entendimento (MoU) assinado entre os EUA e o Irã, cujo primeiro ponto trata da soberania do Líbano, reflete exatamente essa realidade. ‘A segurança de Israel só pode ser garantida com base na soberania libanesa’, disse. Ele lembrou que o Hezbollah existe unicamente devido à ocupação ilegal do sul do Líbano por Israel e que, caso Israel insista em permanecer, será expulso novamente, como já ocorreu em 2000.

Para Ritter, qualquer mecanismo de ‘deconfliction’ proposto pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, é inútil se a premissa for subordinar a soberania libanesa à segurança israelense. ‘Os EUA são incapazes de cumprir acordos’, afirmou, acrescentando que a prioridade americana sempre foi a segurança de Israel, permitindo que o país bombardeie Beirute quando quiser, enquanto o Hezbollah é impedido de retaliar. Ele enfatizou que a única solução aceitável é a retirada total de Israel de cada centímetro do território libanês, o que faria a milícia perder sua legitimidade e se transformar em um partido político ou ser absorvida pelo exército libanês.

O entrevistado foi categórico ao afirmar que o Irã não cederá. Caso Israel ataque novamente o Líbano, o MoU perderá efeito e Teerã retaliará, assim como fez no passado. Para Ritter, o fator determinante é o Estreito de Ormuz. ‘O Irã já mostrou que pode fechar o estreito, e isso asfixia a economia mundial’, explicou. Ele ressaltou que a sobrevivência política de Donald Trump está atrelada à reabertura consistente da passagem, pois a crise energética decorrente da guerra precipitada pelo próprio presidente ameaça as eleições legislativas de novembro. ‘É a economia, estúpido’, repetiu, parafraseando o lema político americano, para sublinhar que as carteiras vazias dos eleitores enterrarão qualquer apoio a Israel.

Ritter também avaliou a relação entre Netanyahu e Trump. Segundo ele, o primeiro-ministro israelense, ‘um criminoso genocida comparável a Adolf Hitler’, levou os EUA a uma guerra contra o Irã que terminou em derrota. O MoU, disse, foi ditado pelo Irã e assinado por Trump como uma rendição disfarçada. Com as eleições se aproximando e a economia em frangalhos, o presidente americano vê Netanyahu como o responsável pela ruína da marca Trump e tende a abandoná-lo. ‘Netanyahu não sobreviverá politicamente se Trump puxar o tapete’, comentou, prevendo até uma guerra civil em Israel, dada a polarização extrema que o premier gerou no país.

Quanto a J.D. Vance, o ex-oficial da Marinha foi descrito como alguém sem qualquer experiência militar estratégica. ‘Ele era um cabo que tirava fotografias’, disse Ritter, destacando que Vance jamais precisou tomar decisões complexas de logística ou geopolítica e, portanto, não compreende a realidade do Estreito de Ormuz nem a capacidade militar iraniana. Para Ritter, tanto Trump quanto Vance sabiam dos riscos antes do conflito, mas foram enganados por assessores como Pete Hegseth, que prometeram uma vitória impossível.

Por fim, Ritter apontou que a derrota dos EUA e de Israel está reconfigurando toda a arquitetura de segurança do Oriente Médio. As monarquias do Golfo, que antes dependiam da proteção militar americana, perceberam que os sistemas de defesa não funcionaram e que a cavalaria não virá. Agora, buscam um novo arranjo que inclua o Irã, a Turquia, o Paquistão e outras potências regionais, deixando os EUA de fora. ‘O Grande Israel acabou’, concluiu. ‘Israel recuará para suas fronteiras, sofrerá pressão para sair da Síria e, mais cedo ou mais tarde, terá que aceitar um Estado palestino, porque sua economia é insustentável sem relações normalizadas com o mundo.’

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Trump perdeu a guerra contra o Irã e precisa vendê-la como vitória, afirma professor iraniano https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/#respond Wed, 24 Jun 2026 21:12:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/

O professor Seyed M. Marandi, da Universidade de Teerã e ex-assessor da equipe de negociação nuclear do Irã, avaliou que os Estados Unidos perderam a guerra contra o Irã e o recente memorando de entendimento (MoU) firmado entre os países reflete a necessidade americana de sair do conflito sem uma derrota explícita. Em entrevista ao programa de Glenn Diesen, Marandi afirmou que o plano de dez pontos inicialmente aceito pelos EUA já era um recuo em relação à exigência de rendição incondicional.

Segundo Marandi, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu agravou a situação ao bombardear Beirute e sabotar o cessar-fogo, mantendo o Estreito de Ormuz fechado para países aliados dos EUA e elevando os preços da energia. “O próprio Trump admitiu que os EUA tinham apenas quatro semanas de reservas de petróleo”, lembrou o professor, destacando que a crise energética forçou o recuo americano.

O memorando, que revoga as sanções sobre as exportações de petróleo iraniano e descongela ativos, foi aprovado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, embora o Líder Supremo, aiatolá Khamenei, tenha manifestado insatisfação com alguns pontos. Marandi interpretou a crítica como um sinal enviado a Washington: “Os negociadores iranianos não cederão mais nada”.

Apesar da melhora no tráfego de navios, o professor observou que as ameaças de Trump contra o Irã mantêm a desconfiança de seguradoras e armadores, o que na prática limita a normalização do fluxo no estreito – situação que, segundo ele, favorece a manutenção da alavancagem iraniana nas negociações.

Para Marandi, as declarações do presidente americano sobre os mísseis iranianos e a necessidade de energia nuclear para fins pacíficos mostram uma mudança retórica sem precedentes, mas o verdadeiro teste será a implementação do MoU. Ele considera que a pressão doméstica e a força do lobby sionista nos EUA ainda podem destruir o acordo, em especial porque Netanyahu fará de tudo para boicotá-lo.

O entrevistado argumentou que o crescente desgaste da imagem de Israel, alimentado pelo genocídio em Gaza e pela brutalidade no Líbano, está enfraquecendo o sionismo na opinião pública ocidental. “Mesmo entre os republicanos mais velhos, base tradicional do apoio a Israel, a rejeição aumenta”, disse. No entanto, ressalvou que a influência da oligarquia sionista sobre a mídia e as plataformas digitais ainda é imensa.

“O colapso do império está se desenrolando diante dos nossos olhos”, concluiu Marandi, prevendo tempos sombrios, mas vendo no longo prazo a inviabilidade do regime israelense. Ele ponderou que qualquer tentativa de retomar o confronto com o Irã só aceleraria a crise econômica global e aprofundaria o isolamento de Israel.

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Phil Giraldi: ‘Israel pronta para sabotar acordo entre EUA e Irã’ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/#respond Wed, 24 Jun 2026 20:32:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/

Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, o ex-agente da CIA e analista Phil Giraldi participou do programa Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano. O tema central foi a frágil memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã e a disposição de Israel em sabotá-lo. Giraldi alertou que o governo de Benjamin Netanyahu, em aliança com ministros como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, vê qualquer acordo como um veneno e fará tudo para reverter ou subverter o processo.

Segundo Giraldi, a pressão israelense sobre o presidente Donald Trump pode assumir formas violentas. “Isso significa que a porta está aberta para ações como bandeiras falsas, para encenar situações que motivem os Estados Unidos a voltarem para casa, para Israel”, afirmou. Ele recordou o ataque ao navio USS Liberty, em 1967, e mencionou suspeitas de envolvimento israelense no assassinato de John F. Kennedy e no conhecimento prévio dos ataques de 11 de setembro. “Eles ficariam felizes em afundar um navio da Marinha americana e matar 300 marinheiros, então estão bastante dispostos e capazes de fazer esse tipo de coisa”, acrescentou.

O analista também destacou o poder do lobby israelense nos Estados Unidos, citando as doações de Miriam Adelson, que teria repassado 250 milhões de dólares a comitês de ação política ligados a Trump. “Eles controlam a narrativa nos Estados Unidos que sai sobre Israel. Esse poder é muito maior que o de Netanyahu para fazer Trump fazer algo que ele talvez não queira”, observou. Para Giraldi, a suspensão da permissão de residência da empresária seria uma medida coerente.

A conversa abordou ainda a declaração do vice-presidente JD Vance, que alertou Israel sobre a dependência de seu patrono americano, e a resposta do deputado Randy Fine, que acusou Vance de desrespeito. Giraldi ironizou: “Ele foi eleito por amar Israel, e não se desviou disso”. Também comentou a ameaça de Ben-Gvir, que sugeriu que Trump “não se machucaria” — interpretada pelo analista como uma insinuação de violência física, semelhante ao destino de JFK.

Sobre o próprio Trump, Giraldi classificou como “doentia” a retórica do presidente, que ameaçou o Irã com “fazer o que temos que fazer” caso o acordo não avance, violando o espírito do memorando. “Se a única opção é violência e ameaças, estamos num beco sem saída”, criticou.

Para o ex-oficial de inteligência, a única saída para evitar uma guerra maior é cortar completamente o apoio militar, financeiro e político a Israel. “Se isso significa puxar o plugue, graças a Deus, vamos fazer isso”, concluiu. Giraldi lembrou que o último premiê israelense a falar em paz, Yitzhak Rabin, foi assassinado por um extremista de direita, e que pesquisas mostram que a maioria da população judaica israelense apoia as operações em Gaza e no Líbano. “Se tiverem que matar você, eles o farão. Nós, americanos, devemos estar muito conscientes dessa possibilidade”, finalizou.

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Scott Ritter denuncia ‘cheerleaders cegos’ e afirma que EUA são ‘incapazes de acordo’ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/scott-ritter-denuncia-cheerleaders-cegos-e-afirma-que-eua-sao-incapazes-de-acordo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/scott-ritter-denuncia-cheerleaders-cegos-e-afirma-que-eua-sao-incapazes-de-acordo/#respond Wed, 24 Jun 2026 20:30:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/scott-ritter-denuncia-cheerleaders-cegos-e-afirma-que-eua-sao-incapazes-de-acordo/

O ex-inspetor de armas da ONU Scott Ritter fez duras críticas à atual administração dos Estados Unidos, classificando os principais assessores militares de Donald Trump como “cheerleaders cegos” que encorajam aventuras militares sem considerar a realidade. Em entrevista ao programa Judging Freedom, Ritter afirmou que figuras como o presidente do Estado-Maior Conjunto e Pete Hegseth foram escolhidos justamente por sua postura subserviente, dispostos a dizer “sim” a qualquer operação que o presidente queira empreender.

Segundo Scott Ritter, essa atitude belicista já levou os EUA a derrotas no passado. “Nós apanhámos porque calculamos mal, porque não levamos em conta a realidade”, disse, referindo-se a conflitos anteriores. Ele alertou que um eventual confronto com o Irã seria ainda mais grave: “Se nos envolvermos com o Irã, a coisa vai escalar para além da nossa capacidade de contê-la. Vamos ficar sem munições de precisão”. Ritter enfatizou que essa análise já era conhecida há anos, mas é ignorada pelos atuais “cheerleaders”.

Ao analisar o recente Memorando de Entendimento assinado entre Washington e Teerã, o entrevistado foi categórico: os Estados Unidos são “incapazes de cumprir acordos”. Ritter lembrou a frase do chanceler russo Sergey Lavrov e explicou que quase todas as questões centrais do documento foram postergadas por 60 dias, sem resolução real. “Não resolvemos nada”, afirmou, citando o impasse sobre o direito iraniano ao enriquecimento de urânio e a recusa do Irã em entregar o controle do material enriquecido, que Trump chamou jocosamente de “poeira nuclear”.

De acordo com Scott Ritter, o maior obstáculo é que o Irã não perdeu a guerra, portanto os EUA não podem ditar termos de rendição. “Sanções, reparações, ativos confiscados… tudo isso será um enorme problema político para Trump”, previu. Contudo, o ponto mais grave foi a promessa americana de não ameaçar o uso da força durante as negociações. Horas depois de assinar o documento, disse Ritter, Trump declarou que bombardearia o Irã “até virar pó”, minando completamente a credibilidade do acordo.

O ex-inspetor afirmou que esse comportamento destrói qualquer confiança internacional. “A assinatura de Trump não vale nada. Sob ele, a palavra dos Estados Unidos não vale nada. Somos incapazes de cumprir acordos”, declarou. Ritter estendeu a desconfiança a outras potências: “Os russos agora olham para Trump e dizem que não podem acreditar em uma só palavra. E os chineses estão dizendo o mesmo”. Para ele, a falta de integridade do presidente americano isola os EUA no cenário global.

Ritter concluiu que a crise de credibilidade não é um episódio isolado, mas um padrão ligado à personalidade do ocupante da Casa Branca. “Donald Trump é um mentiroso nato, um fanfarrão, um bufão. Ele não tem a integridade que a presidência exige”, disparou, reforçando que as decisões militares apoiadas por bajuladores cegos representam um risco real não apenas para os Estados Unidos, mas para a estabilidade internacional.

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Irã está no controle do Estreito de Ormuz e alerta que volta da guerra é iminente se Israel não deixar o Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/ira-esta-no-controle-do-estreito-de-ormuz-e-alerta-que-volta-da-guerra-e-iminente-se-israel-nao-deixar-o-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/ira-esta-no-controle-do-estreito-de-ormuz-e-alerta-que-volta-da-guerra-e-iminente-se-israel-nao-deixar-o-libano/#comments Wed, 24 Jun 2026 18:49:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260600

A vida voltou à normalidade em Teerã, mas a economia ainda pesa sobre a classe média e trabalhadora. Segundo o professor Mohammad Marandi, da Universidade de Teerã, entrevistado pelo canal Judging Freedom nesta quarta-feira (24), a expectativa é de que as próximas semanas tragam alívio, já que o Irã retomou as exportações de petróleo pelo Golfo Pérsico após o acordo temporário com os Estados Unidos.

Sobre o controle do Estreito de Ormuz, Marandi foi categórico: “O Irã controla o estreito. Não foi Donald Trump quem manteve o domínio”. Ele argumentou que, ao contrário do que sugeriu o secretário de Estado Marco Rubio, as águas não são internacionais, mas sim o encontro dos mares territoriais iraniano e omanense, reconhecidos pelo direito internacional. A cobrança de taxas de passagem, suspensa durante os 60 dias do memorando, será retomada assim que o prazo expirar, ainda que sob justificativas ambientais ou de seguro, evitando o termo “pedágio”. O entrevistado ressalta que essa prática de controle só surgiu como resposta à guerra iniciada por Trump e Netanyahu.

O professor explicou que a venda de petróleo bruto, agora livre de sanções pelo período do acordo, é feita diretamente pelo governo. Antes, as transações ocorriam de forma subterrânea, com intermediários e sem o uso do sistema bancário internacional, sob risco constante de represálias americanas contra compradores. “Agora vendemos abertamente, pelo menos até o fim deste prazo”, disse Marandi.

Quanto às conversas na Suíça, o analista foi enfático: mísseis balísticos não foram discutidos e jamais estarão sobre a mesa. “Os iranianos nunca discutiriam seus meios de defesa. Foram eles que salvaram o país”, afirmou, ecoando declaração do presidente Pezeshkian de que sem esses armamentos, Irã teria sido devastado como Gaza. Também não houve autorização para novos inspetores da AIEA visitarem os locais bombardeados. Apenas o reator de Bushehr e o reator experimental de Teerã permanecem acessíveis; o acesso às áreas atingidas depende de “progresso significativo” no memorando de entendimento.

O ponto mais explosivo, contudo, é o Líbano. Netanyahu declarou que suas tropas manterão total liberdade de ação no sul do país, enquanto um bebê libanês foi gravemente ferido hoje e três pessoas morreram na véspera. Marandi alertou que, se Israel não se retirar completamente e cessar os ataques, o Irã abandonará o acordo e retornará à situação de duas semanas atrás: fechamento do Estreito de Ormuz a navios ligados a aliados americanos e possível escalada militar. “Estamos muito perto de voltar à guerra”, repetiu, citando a forte pressão popular – exacerbada pela comoção da Ashura, o martírio do imã Hussein – que cobra do governo iraniano uma postura mais dura.

Apesar de Gaza não estar explicitamente no memorando, o tema foi levado à ala política do Hamas, e Marandi acredita que a exigência de um fim completo da matança em todo o “território, especialmente no Líbano”, pode fazer o frágil cessar-fogo ruir. “Se eu fosse americano, levaria os iranianos muito a sério”, concluiu o professor, indicando que a paciência de Teerã está no limite.

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Larry Johnson diz que Israel depende dos EUA para sustentar guerra contra o Irã https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/larry-johnson-israel-depende-eua-guerra-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/larry-johnson-israel-depende-eua-guerra-ira/#respond Tue, 23 Jun 2026 22:12:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260430

Em entrevista ao canal Judging Freedom, apresentado por Andrew Napolitano, o ex-analista da CIA Larry Johnson afirmou que Israel não conseguiria sustentar sozinho uma guerra aberta contra o Irã sem o envolvimento militar dos Estados Unidos.

A avaliação de Johnson parte de um diagnóstico simples: a capacidade israelense de prolongar o conflito depende de uma rede de proteção americana, formada por bases, centros de operação, reabastecimento aéreo, inteligência, defesa antimísseis e presença militar regional.

Segundo o entrevistado, a guerra recente expôs essa dependência. Johnson disse que, no confronto de doze dias, Israel precisou recorrer rapidamente a Washington. Para ele, esse episódio mostrou que o discurso de autossuficiência militar israelense não corresponde à realidade operacional.

O ponto mais sensível da análise é a retirada gradual de estruturas americanas da região. Johnson afirmou que centros de operação que funcionavam em regime permanente foram reduzidos ou desativados, enquanto o Comando de Combate Aéreo dos EUA passou a organizar a volta de aeronaves para bases americanas.

Ele citou o exemplo dos caças F-35, que precisam de uma logística complexa de reabastecimento para atravessar longas distâncias. A retirada desse aparato, segundo Johnson, diminui a margem de manobra de Israel caso o conflito com o Irã volte a escalar.

Na leitura do analista, o problema para Netanyahu é que essa proteção não pode ser reconstruída instantaneamente. Se os aviões, equipes e centros de comando deixam a região, não há como recolocar tudo no lugar de uma hora para outra.

O vídeo original foi publicado pelo canal Judging Freedom. A entrevista foi conduzida por Andrew Napolitano, com análise de Larry Johnson.

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Coronel Aguilar: Israel falha pela sexta vez em tomar colina estratégica no Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/coronel-aguilar-israel-falha-pela-sexta-vez-em-tomar-colina-estrategica-no-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/coronel-aguilar-israel-falha-pela-sexta-vez-em-tomar-colina-estrategica-no-libano/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:33:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260192

Em entrevista ao canal Dialogue Works, apresentado por Nima Alkhorshid, o coronel Anthony Aguilar analisou o mais recente fracasso das forças israelenses em tomar a colina de Ali al-Tahir, no sul do Líbano, uma posição estratégica controlada pelo Hezbollah. Segundo Aguilar, Israel tentou conquistar o local seis vezes, incluindo a última ofensiva, sem sucesso.

Aguilar destacou que a colina funciona como uma fortaleza do Hezbollah, com dezenas de túneis subterrâneos e posições de tiro elevadas que permitem visão ampla da região, inclusive do norte de Israel. A incapacidade israelense de avançar nesse ponto reflete, para o analista, a dificuldade maior de atingir os objetivos militares declarados no sul do Líbano.

O coronel também criticou a diplomacia dos Estados Unidos, afirmando que o país não possui um representante honesto em Israel que defenda os interesses americanos. Ele apontou que o embaixador americano em Israel atua mais em favor de Israel do que dos EUA, o que enfraquece as negociações de cessar-fogo com o Irã. Aguilar argumentou que o acordo em discussão, embora pareça uma rendição, é do interesse americano no momento, pois as condições tendem a piorar com a continuidade do conflito.

Um dos pontos centrais da análise foi o uso do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão pelo Irã. Aguilar explicou que, ao fechar a passagem estratégica, o Irã consegue infligir danos econômicos aos EUA sem recorrer a ataques militares diretos, uma vez que a Marinha americana não pode reabrir o estreito sem um conflito de alta intensidade. Essa medida, somada à ameaça de ataques cinéticos contra Israel, coloca os EUA diante de uma escolha difícil: priorizar Israel ou os próprios interesses nacionais.

O analista concluiu que o cessar-fogo é frágil e que a lógica de Israel é prolongar o conflito para arrastar os EUA para um confronto direto com o Irã, enquanto o Irã demonstra compreender a arte da pressão econômica sem necessidade de escalada nuclear. A ausência de um interlocutor americano imparcial, somada à inexperiência de negociadores como Jared Kushner e Steve Witkoff, torna o cenário ainda mais volátil.

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Larry Johnson: Israel não dura duas semanas contra o Irã sem socorro militar dos EUA https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/larry-johnson-israel-nao-dura-duas-semanas-contra-o-ira-sem-socorro-militar-dos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/larry-johnson-israel-nao-dura-duas-semanas-contra-o-ira-sem-socorro-militar-dos-eua/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:33:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260167

O ex-oficial de inteligência da CIA Larry Johnson, em entrevista no canal Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano, destrinchou aquela que considera a cláusula mais decisiva do memorando de entendimento (MoU) costurado entre Irã e Estados Unidos: o trecho que coloca os dois países como corresponsáveis pela integridade territorial e soberania do Líbano. Para Johnson, a redação não é cosmética — abre caminho explícito para uma resposta armada iraniana caso Israel mantenha os ataques.

Quem viola essa integridade hoje, lembrou o ex-analista da CIA citando Ray McGovern, é Israel. E o memorando estipula que os garantes dessa integridade são Teerã e Washington. A consequência operacional, segundo Johnson, é direta: se Israel não retirar suas forças nem cessar as ofensivas, o Irã passa a ter base jurídica e diplomática para atacar posições israelenses no Líbano, em coordenação com o Hezbollah, para empurrá-las para fora do território libanês.

Napolitano lembrou que Johnson já afirmou em outras edições do programa que Israel não sobreviveria a um confronto direto contra o Irã sem o envolvimento militar americano. O ex-oficial confirmou: “duas semanas”. Na guerra de doze dias travada recentemente, Tel Aviv esteve, nas palavras dele, implorando aos Estados Unidos por socorro — sinal de que a aritmética militar israelense, sem o guarda-chuva americano, simplesmente não fecha.

À medida que as forças militares americanas se retiram da região, esse guarda-chuva começa a recolher. Johnson foi claro: se a guerra contra o Irã reacender, as tropas dos EUA não conseguem voltar à área em tempo real. Israel perderia a margem de manobra que sempre dependeu de bases logísticas e capacidade de reposição americana — um cenário que muda radicalmente o cálculo do gabinete de Benjamin Netanyahu.

O frame realista que Johnson articula no programa converge com o de outros analistas norte-americanos que vêm dissecando a posição israelense — entre eles John Mearsheimer (UChicago), Larry Wilkerson (ex-Powell), Jeffrey Sachs (Columbia) e Scott Ritter. Para esse grupo, a aposta israelense em sustentar uma frente permanente contra o Irã sem contrapartida diplomática colide com a realidade material: armamento, logística, dissuasão regional e, sobretudo, opinião pública americana já não respaldam guerra aberta.

A reação previsível, antecipa Johnson, será deslegitimar quem assina o MoU. Trump e o vice-presidente JD Vance serão pintados como “inimigos de Israel” — manual conhecido em Washington para silenciar qualquer voz que ouse desafiar o lobby israelense. Mas, do ponto de vista da equação militar, a aritmética é cruel: sem americanos no terreno, a equação real é Irã + Hezbollah de um lado, Israel exausto pela guerra de doze dias do outro.

O que está em jogo, no fim, é a sustentabilidade da estratégia ultraconfrontacional do atual gabinete israelense. O memorando entre Washington e Teerã sinaliza um realinhamento que retira Israel da posição de fiador exclusivo da segurança regional e o coloca em pé de igualdade com um Irã reconhecido como interlocutor legítimo. Quem ignorar essa mudança e insistir em confrontar Teerã, alerta Johnson, corre o risco de fazê-lo sem rede de segurança — e sem tempo hábil para Washington vir buscar.

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EUA e Irã negociam na Suíça em meio ao impasse com Israel no Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/#respond Mon, 22 Jun 2026 11:02:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/ Representantes dos Estados Unidos (EUA) e do Irã realizaram, neste domingo (21), na Suíça, a primeira reunião de negociações após assinatura de memorando de entendimento para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio.

Com duração de 80 minutos, a reunião ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano entre o Hezbollah e Israel. A delegação iraniana afirmou aos norte-americanos que o acordo final só poderá ser alcançado com o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Após Israel atacar o Líbano nesse sábado (20), Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz que, de acordo com o memorando de entendimento, deveria ficar com o tráfego livre pelos próximos 60 dias.

O porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o encontro na Suíça visou implementar os acordos previstos no memorando, destacando a necessidade de acabar com o conflito no Líbano.

“Sem a implementação dessas disposições, especialmente o parágrafo 1 (encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano), não é possível prosseguir para a fase de negociação do acordo final”, disse o porta-voz, em uma rede social.

Baqaei informou ainda que foram discutidas as isenções para exportação de petróleo do Irã, hoje bloqueadas por sanções dos EUA, assim como as medidas para liberação de fundos iranianos congelados no exterior, também alvo de sanções econômicas.

Em meio às negociações na Suíça, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar bombardear o Irã, responsabilizando o Hezbollah pela situação no Líbano.

“O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!”, disse o presidente estadunidense.

O chefe do Parlamento iraniano, MB Ghalibaf, que lidera as negociações na Suíça, reagiu à declaração de Donald Trump.

“Não levamos em conta as ameaças dos americanos. É melhor que tomem cuidado com suas declarações; nossas forças armadas estão prontas para responder de outra maneira. Por mais que falem, somos nós que agimos”, respondeu Ghalibaf, também em uma rede social.

Antes de Trump ameaçar o Irã, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que lidera a delegação da Casa Branca na Suíça, afirmou que as negociações tiveram “grande progresso” nos últimos dias, demonstrando otimismo na “diplomacia” para “transformar” o Oriente Médio.

“O que o presidente [Trump] nos pediu foi que virássemos a página, que transformássemos nosso relacionamento com o povo do Irã”, disse Vance a jornalistas antes da reunião com a delegação iraniana.

Enquanto o Irã cobra os EUA para forçar o aliado Israel a sair do Líbano, o governo de Tel Aviv segue mantendo a posição de que o exército israelense vai manter suas posições no sul do Líbano.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país tem liberdade para agir no Líbano “sem restrições” para eliminar “ameaças”, com a manutenção de tropas no território libanês.

“Como o primeiro-ministro Netanyahu e eu esclarecemos – Israel não se retirará da zona de segurança no Líbano”, disse Katz, em uma rede social.

O grupo político militar libanês Hezbollah afirmou, também nesse domingo, que qualquer violação da ocupação de Israel no Líbano será respondida pelo grupo.

O secretário geral do grupo xiita, Sheikh Naim Qassem, divulgou comunicado afirmando que Israel deve deixar o Líbano.

Qassem ressaltou que os Estados Unidos são capazes, se quiserem, de obrigar Israel a interromper suas agressões, considerando que é o apoio dos EUA que permitiu que a ocupação de Israel avançasse no Líbano.

Fonte: Agência Brasil

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Trump ameaça novos ataques ao Irã quatro dias após assinar memorando de cessar-fogo https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/trump-ameaca-novos-ataques-ao-ira-quatro-dias-apos-assinar-memorando-de-cessar-fogo/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/trump-ameaca-novos-ataques-ao-ira-quatro-dias-apos-assinar-memorando-de-cessar-fogo/#respond Sun, 21 Jun 2026 16:54:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/trump-ameaca-novos-ataques-ao-ira-quatro-dias-apos-assinar-memorando-de-cessar-fogo/ O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar a República Islâmica do Irã com novos bombardeios caso o Governo do Irã não contenha grupos aliados no Líbano. A declaração foi publicada neste domingo no Truth Social, sua rede social, apenas quatro dias após a assinatura do Memorando de Entendimento de Islamabad — o acordo que formalizou o cessar-fogo entre Washington e Teerã.

‘O Irã deve imediatamente fazer com que seus PROXIES altamente pagos no Líbano parem de causar problemas. Se não o fizerem, atingiremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que mais duro!!!’, escreveu Trump, em tom de ultimato que contrasta frontalmente com o compromisso de paz recém-firmado. A ameaça foi confirmada por múltiplos veículos internacionais, incluindo o

O padrão se repete: Trump assina um compromisso escrito e, dias depois, retoma a linguagem de força máxima. Enquanto o Irã sinalizava com gestos concretos de distensão — incluindo a reabertura do Estreito e a reafirmação do caráter pacífico de seu programa nuclear —, Washington oscila entre a mesa de negociações e o ultimato militar. A fragilidade do acordo fica exposta não apenas pela retórica presidencial, mas pela recusa de Israel em se submeter a qualquer trégua que não tenha sido negociada por Jerusalém.

Com informações de Sputnik.

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Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques israelenses no Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/ira-anuncia-fechamento-do-estreito-de-ormuz-em-resposta-a-ataques-israelenses-no-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/ira-anuncia-fechamento-do-estreito-de-ormuz-em-resposta-a-ataques-israelenses-no-libano/#comments Sun, 21 Jun 2026 09:04:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/ira-anuncia-fechamento-do-estreito-de-ormuz-em-resposta-a-ataques-israelenses-no-libano/ 5 Comentários 🔥]]> O comando operacional das Forças Armadas do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz à navegação marítima como resposta direta à continuidade dos ataques israelenses contra o Líbano e às violações do memorando de entendimento para um cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. A declaração foi emitida pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, estrutura máxima de coordenação militar da República Islâmica.

A decisão, divulgada pela emissora estatal iraniana IRIB e repercutida pela agência Sputnik, representa uma escalada de enorme gravidade no Oriente Médio, mirando diretamente uma das artérias mais vitais do comércio global de petróleo. Pelo Estreito de Ormuz transita aproximadamente um quinto de toda a produção mundial de petróleo, equivalente a cerca de 17 milhões de barris diários, conectando os principais países produtores do Golfo Pérsico — como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Catar e Bahrein — aos mercados consumidores da Ásia, Europa e Américas.

Esta via marítima estreita é considerada um ponto de estrangulamento crucial para o abastecimento energético global, tornando qualquer interrupção de sua navegação uma ameaça direta à economia mundial.

O comunicado oficial iraniano aponta a “violação flagrante das promessas dos EUA e o fracasso na implementação da primeira cláusula do memorando de entendimento sobre o fim da guerra” como justificativa central para a medida. As autoridades militares iranianas também citaram as “violações contínuas do cessar-fogo por parte de Israel no sul do Líbano” como fator determinante para o bloqueio.

A nota do Quartel-General Khatam al-Anbiya foi taxativa ao estabelecer que, caso Israel mantenha sua agressão contra o território libanês, Teerã adotará novas e mais abrangentes medidas, visando forçar o cumprimento das obrigações internacionais por parte do Estado israelense. O tom da declaração indica que o Irã está disposto a sustentar e ampliar a pressão, empregando todos os recursos disponíveis para desestimular a escalada e restaurar a estabilidade regional.

O memorando de entendimento mencionado pelas forças armadas iranianas havia sido pactuado com a mediação de Washington e previa o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o teatro de operações libanês. Segundo o governo iraniano, os Estados Unidos não apenas falharam em garantir o cumprimento do acordo, como permitiram que Israel seguisse com operações militares no sul do Líbano, minando qualquer possibilidade de distensão.

A postura de Washington, que se apresenta como mediador mas é percebido por Teerã como cúmplice das ações israelenses, tem sido duramente criticada pelo governo iraniano. Enquanto os EUA falam em estabilidade e desescalada, a inação em frear Israel é vista como apoio velado à continuidade do conflito, o que corrói a credibilidade de qualquer iniciativa diplomática ocidental na região.

A decisão de Teerã ocorre em um momento de profunda deterioração da segurança regional, exacerbada pela intensificação das incursões e bombardeios israelenses em território libanês, que desconsideram os apelos internacionais por moderação. O Irã sustenta que a medida busca restaurar um equilíbrio estratégico precário e forçar o retorno à mesa de negociações em condições que respeitem integralmente a soberania libanesa e os termos dos acordos pré-estabelecidos.

O fechamento do Estreito de Ormuz é uma tática de pressão que a República Islâmica já considerou em momentos de tensão anteriores, demonstrando a seriedade de sua atual postura. A ameaça de bloquear essa passagem vital para o transporte de petróleo é um alerta direto à comunidade internacional sobre as consequências da agressão israelense e da falha dos EUA em garantir a paz.

A escalada representa um risco significativo para a navegação internacional e pode agravar a já volátil situação do Oriente Médio, afetando cadeias de suprimentos e fomentando instabilidade em uma região crucial para a economia global. Observadores internacionais alertam que a medida poderá provocar respostas de outras potências, elevando ainda mais o nível de confrontação e os preços globais de energia.

Com informações de Sputnik.

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