israel - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/israel/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 26 Jun 2026 21:34:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png israel - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/israel/ 32 32 Agenda de Israel colapsa diante da resistência do Irã e do desgaste do apoio americano, avalia embaixador https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/#comments Fri, 26 Jun 2026 20:58:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/agenda-de-israel-colapsa-diante-da-resistencia-do-ira-e-do-desgaste-do-apoio-americano-avalia-embaixador/

Em entrevista ao canal Dialogue Works, o embaixador e ex-diplomata americano Chas Freeman traçou um panorama sombrio para os interesses de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio, apontando o colapso da agenda expansionista israelense e a fragilidade da posição negociadora americana diante do Irã. Freeman destacou que as negociações indiretas, mediadas por Paquistão e Catar, pouco avançaram e que o Irã mantém o controle efetivo do Estreito de Ormuz.

Segundo Freeman, o principal objetivo americano nas conversas é reabrir a passagem para o transporte marítimo de petróleo, mas o governo Trump tem dificultado o processo com novas exigências. “O Irã está no controle. Os Estados Unidos são o demandante, pedindo favores”, disse o embaixador. Ele criticou a condição imposta pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, de que o comércio de petróleo iraniano seja denominado em dólares, o que, na sua avaliação, apenas entrega mais alavancagem a Teerã.

O embaixador também enfatizou que a recusa israelense em se retirar do Líbano e da Síria representa um desafio direto aos acordos em negociação. “Os Estados Unidos deram um cheque em branco a Israel para fazer o que quisesse no Líbano, e agora quer impor restrições”, afirmou. Para Freeman, a proposta de uma comissão de controle conjunto entre EUA e Irã para supervisionar o Líbano simbolizaria um reconhecimento tácito da influência iraniana na região, em detrimento dos interesses israelenses.

Freeman analisou a mudança no discurso do vice-presidente J.D. Vance, que nos últimos dias passou a enfatizar o direito de autodefesa de todos os países, inclusive territórios sob ocupação. “É um grande passo de afastamento de Israel”, avaliou, lembrando que o direito internacional reconhece a resistência armada contra a ocupação militar. A postura reflete, segundo ele, uma ala do movimento MAGA que defende a diplomacia em vez da força, embora Vance esteja envolvido em uma difícil batalha para vender o memorando de entendimento a um público cético.

Outro ponto central da entrevista foi a formação de uma coalizão entre Egito, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, que se reuniu paralelamente às negociações com o Irã. Freeman vê nesse agrupamento um potencial núcleo para uma nova arquitetura de segurança regional, capaz de equilibrar ou cooperar com Teerã, e que desafia a hegemonia militar israelense. “Israel é a fonte da instabilidade na região, não o Irã”, cravou.

Questionado sobre o futuro de Israel, Freeman foi taxativo: o país está em uma encruzilhada histórica. “Depois de 78 anos, vocês já deveriam ter pelo menos uma proposta de coexistência pacífica”, ironizou. Ele argumentou que a dependência exclusiva do poder militar fracassou repetidamente e que a sociedade israelense, dominada por elementos fascistas, se recusa a refletir sobre os próprios erros, isolando-se internacionalmente e caminhando para a autodestruição caso não mude de rumo.

Por fim, Freeman conectou a crise externa à política interna dos Estados Unidos, apontando que o fracasso militar e diplomático reverbera nas eleições de meio de mandato e na desintegração do sistema bipartidário. “Os americanos perderam a confiança nas instituições políticas”, disse. Com a aproximação do prazo de 21 de agosto, o embaixador vê pouco progresso concreto e um Irã cada vez mais fortalecido, enquanto Israel se vê abandonado até por seus tradicionais patronos.

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Explosões no Estreito de Ormuz e cessar-fogo no Líbano à beira do colapso, alerta professor Steve Hanke https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/#respond Fri, 26 Jun 2026 20:12:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/explosoes-no-estreito-de-ormuz-e-cessar-fogo-no-libano-a-beira-do-colapso-alerta-professor-steve-hanke/

O cenário geopolítico no Oriente Médio permanece carregado de contradições e riscos, segundo avaliação do professor Steve Hanke, da Johns Hopkins University. Em entrevista ao podcast Dialogue Works, o economista apontou que as negociações entre Irã e Estados Unidos na Suíça são cercadas por narrativas conflitantes, com Washington promovendo um discurso de abertura de mercados que, na prática, não se sustenta.

Hanke criticou as declarações de Donald Trump sobre a suposta abertura de mercados, argumentando que o ex-presidente age na verdade para fechar o comércio internacional. Como evidência desse fechamento, o professor citou a recente proibição de veículos elétricos chineses nos Estados Unidos e as barreiras crescentes impostas à exportação de soja.

Para o economista, a retórica sobre as exportações agrícolas americanas para o Irã é puro giro político voltado para apaziguar os agricultores do Meio-Oeste. Essa base eleitoral tradicional tem se afastado do trumpismo devido às sanções comerciais severas que reduziram drasticamente as vendas para a China.

No Estreito de Ormuz, o professor vê uma mudança de poder definitiva baseada no controle geográfico exercido pelas forças iranianas. Ele destacou que os iranianos mostraram ser uma ameaça crível e podem fechar a passagem estratégica no momento em que decidirem.

Atualmente, o tráfego de embarcações pela região está reduzido a apenas cinquenta e três por cento do volume registrado no período pré-guerra. Hanke apontou que essa redução acentuada evidencia os riscos contínuos e os impactos profundos para o comércio marítimo internacional.

A respeito do ataque com drones contra um navio comercial na rota, o economista criticou a reação de Donald Trump na rede social Truth Social. Enquanto o ex-presidente classificou o incidente como um movimento tolo, ele permaneceu em silêncio diante das constantes violações israelenses ao cessar-fogo no Líbano.

O professor alertou que essa diplomacia caótica e desinformada faz com que os tomadores de decisão dos Estados Unidos operem sem clareza estratégica. Ele traçou um paralelo histórico com mil novecentos e setenta e nove, quando Jimmy Carter proibiu exportações agrícolas para a União Soviética e prejudicou gravemente os produtores de Iowa.

Aquele embargo histórico acabou por beneficiar a produção da Argentina e contribuiu diretamente para a derrota eleitoral do presidente Carter. Hoje, a mesma insatisfação se repete entre fazendeiros americanos que sofrem com as perdas financeiras causadas pelas sanções contra a China.

Sobre o cessar-fogo no sul do Líbano, Hanke afirmou que o memorando de entendimento é claro ao exigir que Israel interrompa os bombardeios e retire suas tropas. No entanto, o economista prevê que essa desocupação não ocorrerá devido à aceitação ampla da doutrina de um Grande Israel no espectro político do país.

A única alternativa viável para alterar essa postura expansionista seria a suspensão do financiamento militar concedido por Washington. Hanke prevê que a resistência do Hezbollah sairá fortalecida da crise, repetindo o padrão de oposição popular observado na Faixa de Gaza.

No cenário político interno dos Estados Unidos, o professor classificou o senador J.D. Vance como uma figura sem influência real nas decisões de política externa. Ele denunciou que o Congresso americano desvia o olhar dos conflitos devido à atuação de lobbies financeiros que compram a vontade dos parlamentares.

O economista mencionou que as ambições militares israelenses podem avançar para além das fronteiras atuais, com a Turquia sendo apontada por analistas como um alvo futuro. No âmbito econômico do Irã, ele estimou a inflação anual em cem por cento, o que ainda não caracteriza um quadro de hiperinflação.

Ao ser consultado por membros do parlamento iraniano, Hanke recomendou a criação de um conselho monetário lastreado em ouro para estabilizar o câmbio local. O ouro representa um ativo neutro e soberano, sendo altamente valorizado pela população iraniana como reserva de valor segura contra a desvalorização cambial.

Enquanto o governo dos Estados Unidos falha em estabelecer uma política de dolarização coerente, o Irã adota alternativas práticas para contornar o bloqueio. O país asiático utiliza o yuan chinês e as criptomoedas como instrumentos eficazes para manter suas transações internacionais ativas.

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Acordo no Líbano é ‘pausa performática’ e não cessa hostilidades, alerta Aaron Maté https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/acordo-no-libano-e-pausa-performatica-e-nao-cessa-hostilidades-alerta-aaron-mate/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/acordo-no-libano-e-pausa-performatica-e-nao-cessa-hostilidades-alerta-aaron-mate/#respond Thu, 25 Jun 2026 14:09:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/acordo-no-libano-e-pausa-performatica-e-nao-cessa-hostilidades-alerta-aaron-mate/

A recente tensão no sul do Líbano evidencia a fragilidade do acordo de cessar-fogo mediado recentemente. Questionado pelo apresentador Andrew Napolitano, o analista Aaron Maté classificou o memorando de entendimento (MoU) como uma “pausa performática”, e não um armistício sólido.

Segundo Aaron Maté, o destino do entendimento depende do que o presidente Donald Trump deseja fazer. Ele citou uma reportagem do Canal 13 de Israel, segundo a qual um alto funcionário israelense afirmou que a mensagem recebida dos americanos foi clara: “Vocês tiveram permissão para operar sem restrições, e esse período acabou”. Ainda assim, Maté pondera que a declaração pode não passar de retórica, seja por parte de Israel ou dos Estados Unidos.

O analista ressaltou que o próprio governo Trump vê o Hezbollah como um “câncer” – expressão usada pelo embaixador dos EUA, Mike Walter –, desconsiderando que se trata também de um movimento político com bancada expressiva no parlamento libanês. Essa visão alinhada à de Israel dificulta uma solução duradoura, porque Tel Aviv deseja erradicar o grupo com uso da força.

Por outro lado, o Irã traçou uma linha vermelha, afirmando que a ocupação israelense do Líbano é inaceitável e precisa acabar. Para Maté, o memorando atual, que pede o fim das hostilidades em todas as frentes, apenas adia o problema sem resolvê-lo.

A declaração do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforça esse impasse: “Nossos soldados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para frustrar qualquer ameaça”, disse. O premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, atuando como mediador nas negociações envolvendo o Irã e os EUA, alertou para a existência de “sabotadores” que tentam torpedear o acordo. Embora não tenha citado nomes, a referência a Netanyahu foi evidente para Napolitano.

A análise de Aaron Maté sugere que, enquanto a comunidade internacional não tratar o Hezbollah como parte legítima da sociedade libanesa e enquanto Israel mantiver privilégios militares, o MoU não passará de uma trégua temporária, com risco de escalada a qualquer momento.

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Projeto do Grande Israel está colapsando, afirma Jeffrey Sachs https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/projeto-do-grande-israel-esta-colapsando-afirma-jeffrey-sachs/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/projeto-do-grande-israel-esta-colapsando-afirma-jeffrey-sachs/#respond Thu, 25 Jun 2026 14:09:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/projeto-do-grande-israel-esta-colapsando-afirma-jeffrey-sachs/

Na entrevista ao canal Glenn Diesen, o professor Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, afirmou que o projeto do Grande Israel está colapsando.

O conceito de Grande Israel representa a ambição de manter controle israelense sobre todo o território capturado na Guerra dos Seis Dias de 1967 e impedir a criação de um Estado palestino. Segundo Jeffrey Sachs, professor da Universidade de Columbia, essa ideologia remonta à própria criação do mandato britânico na Palestina e ganhou força com os sucessivos assentamentos ilegais e governos de direita. “É a doutrina do atual governo, o mais radical e extremista que Israel já teve”, afirmou Sachs, destacando que a coalizão liderada por Benjamin Netanyahu inclui figuras que defendem abertamente a supremacia judaica e a limpeza étnica.

O entrevistado descreveu duas vertentes que sustentam o projeto: uma de segurança, segundo a qual Israel só estaria seguro controlando territórios além de suas fronteiras internacionais, e outra religiosa, baseada em uma interpretação do Antigo Testamento que promete terras “do rio Egito ao Eufrates”. Sachs criticou duramente o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, que como líder evangélico justifica a anexação de territórios porque seria uma promessa divina. “É chocante do ponto de vista prático, legal, moral e teológico”, declarou.

Para Jeffrey Sachs, o governo Netanyahu vem aplicando há 30 anos uma estratégia de “derrubar governos que apoiam os militantes”, em vez de negociar uma solução política. Ele citou a invasão do Iraque em 2003 como uma “guerra baseada em mentiras”, planejada por neoconservadores americanos e israelenses para eliminar um regime que apoiava a causa palestina. O mesmo padrão, segundo o analista, repetiu-se na Síria com a operação Timber Sycamore, da CIA, que mergulhou o país em 15 anos de guerra com o objetivo de isolar o Irã e enfraquecer o chamado “eixo da resistência”.

A guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, representou a tentativa culminante de realizar o sonho de 40 anos de Netanyahu, mas resultou em um fracasso militar. “Foi uma guerra de agressão completamente ilegal e fútil”, afirmou Sachs. Ele ressaltou que o Irã demonstrou capacidade de dissuasão ao fechar os estreitos e impor um impasse que obrigou o presidente Trump a buscar um acordo. A derrota no campo militar, combinada com o crescente isolamento internacional, está inviabilizando o projeto expansionista.

Outro golpe decisivo vem da transformação da opinião pública nos Estados Unidos. O professor observou que a cobertura diária do genocídio em Gaza fez com que o apoio americano migrasse de Israel para os palestinos em apenas três anos. Como prova, citou as primárias democratas em Nova York, onde candidatos que defendem os direitos palestinos venceram de forma esmagadora — inclusive em distritos com forte presença judaica. “Os americanos apoiariam Israel, mas não apoiam o Grande Israel”, resumiu.

Sachs concluiu que, diante da inviabilidade de uma solução de força, Israel terá de repensar sua própria natureza. Na entrevista conduzida por Glenn Diesen no canal Glenn Diesen, ele defendeu uma saída negociada — seja um Estado binacional democrático ou dois Estados vivendo lado a lado — e alertou que a continuidade da violência e do apartheid transformará Israel em um Estado pária, ameaçando sua própria sobrevivência. “Não porque o mundo seja hostil, mas por seu próprio comportamento delinquente”, disse o economista, para quem “o delírio precisa acabar” para que se alcance a paz.

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Israel se prepara para atacar o Iêmen enquanto atrocidades em Gaza geram condenação internacional, alerta Larry Johnson https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-se-prepara-para-atacar-o-iemen-enquanto-atrocidades-em-gaza-geram-condenacao-internacional-alerta-larry-johnson/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-se-prepara-para-atacar-o-iemen-enquanto-atrocidades-em-gaza-geram-condenacao-internacional-alerta-larry-johnson/#respond Thu, 25 Jun 2026 00:11:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-se-prepara-para-atacar-o-iemen-enquanto-atrocidades-em-gaza-geram-condenacao-internacional-alerta-larry-johnson/

As forças de defesa de Israel estão atualizando planos para uma possível retomada das operações contra os Houthis no Iêmen, segundo revelou o analista geopolítico Larry Johnson durante entrevista ao Dialogue Works. Embora não haja no momento uma justificativa evidente, ele alertou que Israel pode fabricar um pretexto, como o lançamento de mísseis balísticos contra seu território. “Isso seria uma tolice, porque os iemenitas vão revidar e causar danos significativos”, afirmou Johnson, destacando o histórico de retaliação efetiva do grupo apoiado pelo Irã.

Paralelamente, a comissão de inquérito da ONU divulgou um relatório contundente sobre a morte de um adolescente palestino de 14 anos em Khan Yunis. Soldados israelenses atiraram no garoto quando ele saía de casa, deixaram-no sangrar por 45 minutos enquanto conversavam e fumavam, e ainda dispararam contra a mãe que tentava socorrê-lo. Para Johnson, as evidências são “horríveis” e remetem a métodos que os próprios judeus condenaram no Holocausto. “Em vez de ‘nunca mais’, eles estão fazendo de novo, da forma mais brutal e desumana. Depois se perguntam por que estão perdendo apoio nos Estados Unidos”, declarou o analista.

Em resposta às críticas, o embaixador israelense na ONU, Danny Dannon, pediu uma investigação sobre viés antissemita nos relatórios das Nações Unidas. Para Johnson, trata-se de uma tentativa de desviar o foco das atrocidades ao rotular qualquer crítica como antissemitismo, inclusive contra judeus como Norman Finkelstein, filho de sobreviventes do Holocausto. “Esses extremistas sionistas tentam decidir quem é judeu ou não para justificar ataques horríveis a crianças”, ressaltou.

No campo diplomático, Larry Johnson destacou o papel crescente do Paquistão na nova arquitetura de segurança do Golfo. Após o assassinato do presidente do parlamento iraniano, o Paquistão ofereceu ajuda de inteligência e política que, segundo ele, interrompeu a série de assassinatos seletivos de altos funcionários no Irã. “O Paquistão tem sido um mediador honesto e vai participar do guarda-chuva nuclear que será oferecido à Arábia Saudita”, disse Johnson, revelando que representantes paquistaneses voarão em breve para Riad a fim de selar o acordo. Ele também mencionou a intervenção paquistanesa para impedir que os iranianos abandonassem as conversas em Genebra diante de insultos de Donald Trump.

O analista comentou ainda as negociações entre Israel e Líbano, classificando-as como infrutíferas porque o governo libanês não tem controle sobre o Hezbollah, principal força de resistência. Segundo Johnson, o objetivo inicial israelense era buscar ajuda libanesa contra o grupo, mas o presidente libanês rejeitou a ideia, e agora Israel precisa encontrar uma forma de recuar sem parecer uma retirada. “O Hezbollah tem infraestrutura para derrotar qualquer invasão. A Síria não tem capacidade logística para uma operação dessas, apesar das bravatas de Trump”, avaliou.

Por fim, Johnson alertou que a crise no Estreito de Ormuz continua artificialmente alimentada por Washington. Dados de rastreamento marítimo mostram navios petroleiros deixando a região, mas quase nenhum chegando. “O petróleo que está fluindo não vai para os Estados Unidos, vai para a China. Enquanto isso, o preço real do barril já ultrapassa US$ 100, muito acima do valor de referência. É uma ilusão achar que a crise acabou”, concluiu o especialista.

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Israel sofre derrota em todas as frentes e as consequências já começam, afirma Scott Ritter https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/#respond Wed, 24 Jun 2026 21:13:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-sofre-derrota-em-todas-as-frentes-e-as-consequencias-ja-comecam-afirma-scott-ritter/

Em entrevista ao programa Dialogue Works, o ex-oficial de inteligência dos EUA Scott Ritter fez uma análise contundente da atual situação no Oriente Médio, afirmando que Israel já foi derrotado em todas as frentes e que as consequências dessa derrota já estão se manifestando. Segundo Ritter, o memorando de entendimento (MoU) assinado entre os EUA e o Irã, cujo primeiro ponto trata da soberania do Líbano, reflete exatamente essa realidade. ‘A segurança de Israel só pode ser garantida com base na soberania libanesa’, disse. Ele lembrou que o Hezbollah existe unicamente devido à ocupação ilegal do sul do Líbano por Israel e que, caso Israel insista em permanecer, será expulso novamente, como já ocorreu em 2000.

Para Ritter, qualquer mecanismo de ‘deconfliction’ proposto pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, é inútil se a premissa for subordinar a soberania libanesa à segurança israelense. ‘Os EUA são incapazes de cumprir acordos’, afirmou, acrescentando que a prioridade americana sempre foi a segurança de Israel, permitindo que o país bombardeie Beirute quando quiser, enquanto o Hezbollah é impedido de retaliar. Ele enfatizou que a única solução aceitável é a retirada total de Israel de cada centímetro do território libanês, o que faria a milícia perder sua legitimidade e se transformar em um partido político ou ser absorvida pelo exército libanês.

O entrevistado foi categórico ao afirmar que o Irã não cederá. Caso Israel ataque novamente o Líbano, o MoU perderá efeito e Teerã retaliará, assim como fez no passado. Para Ritter, o fator determinante é o Estreito de Ormuz. ‘O Irã já mostrou que pode fechar o estreito, e isso asfixia a economia mundial’, explicou. Ele ressaltou que a sobrevivência política de Donald Trump está atrelada à reabertura consistente da passagem, pois a crise energética decorrente da guerra precipitada pelo próprio presidente ameaça as eleições legislativas de novembro. ‘É a economia, estúpido’, repetiu, parafraseando o lema político americano, para sublinhar que as carteiras vazias dos eleitores enterrarão qualquer apoio a Israel.

Ritter também avaliou a relação entre Netanyahu e Trump. Segundo ele, o primeiro-ministro israelense, ‘um criminoso genocida comparável a Adolf Hitler’, levou os EUA a uma guerra contra o Irã que terminou em derrota. O MoU, disse, foi ditado pelo Irã e assinado por Trump como uma rendição disfarçada. Com as eleições se aproximando e a economia em frangalhos, o presidente americano vê Netanyahu como o responsável pela ruína da marca Trump e tende a abandoná-lo. ‘Netanyahu não sobreviverá politicamente se Trump puxar o tapete’, comentou, prevendo até uma guerra civil em Israel, dada a polarização extrema que o premier gerou no país.

Quanto a J.D. Vance, o ex-oficial da Marinha foi descrito como alguém sem qualquer experiência militar estratégica. ‘Ele era um cabo que tirava fotografias’, disse Ritter, destacando que Vance jamais precisou tomar decisões complexas de logística ou geopolítica e, portanto, não compreende a realidade do Estreito de Ormuz nem a capacidade militar iraniana. Para Ritter, tanto Trump quanto Vance sabiam dos riscos antes do conflito, mas foram enganados por assessores como Pete Hegseth, que prometeram uma vitória impossível.

Por fim, Ritter apontou que a derrota dos EUA e de Israel está reconfigurando toda a arquitetura de segurança do Oriente Médio. As monarquias do Golfo, que antes dependiam da proteção militar americana, perceberam que os sistemas de defesa não funcionaram e que a cavalaria não virá. Agora, buscam um novo arranjo que inclua o Irã, a Turquia, o Paquistão e outras potências regionais, deixando os EUA de fora. ‘O Grande Israel acabou’, concluiu. ‘Israel recuará para suas fronteiras, sofrerá pressão para sair da Síria e, mais cedo ou mais tarde, terá que aceitar um Estado palestino, porque sua economia é insustentável sem relações normalizadas com o mundo.’

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Trump perdeu a guerra contra o Irã e precisa vendê-la como vitória, afirma professor iraniano https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/#respond Wed, 24 Jun 2026 21:12:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/trump-perdeu-a-guerra-contra-o-ira-e-precisa-vende-la-como-vitoria-afirma-professor-iraniano/

O professor Seyed M. Marandi, da Universidade de Teerã e ex-assessor da equipe de negociação nuclear do Irã, avaliou que os Estados Unidos perderam a guerra contra o Irã e o recente memorando de entendimento (MoU) firmado entre os países reflete a necessidade americana de sair do conflito sem uma derrota explícita. Em entrevista ao programa de Glenn Diesen, Marandi afirmou que o plano de dez pontos inicialmente aceito pelos EUA já era um recuo em relação à exigência de rendição incondicional.

Segundo Marandi, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu agravou a situação ao bombardear Beirute e sabotar o cessar-fogo, mantendo o Estreito de Ormuz fechado para países aliados dos EUA e elevando os preços da energia. “O próprio Trump admitiu que os EUA tinham apenas quatro semanas de reservas de petróleo”, lembrou o professor, destacando que a crise energética forçou o recuo americano.

O memorando, que revoga as sanções sobre as exportações de petróleo iraniano e descongela ativos, foi aprovado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, embora o Líder Supremo, aiatolá Khamenei, tenha manifestado insatisfação com alguns pontos. Marandi interpretou a crítica como um sinal enviado a Washington: “Os negociadores iranianos não cederão mais nada”.

Apesar da melhora no tráfego de navios, o professor observou que as ameaças de Trump contra o Irã mantêm a desconfiança de seguradoras e armadores, o que na prática limita a normalização do fluxo no estreito – situação que, segundo ele, favorece a manutenção da alavancagem iraniana nas negociações.

Para Marandi, as declarações do presidente americano sobre os mísseis iranianos e a necessidade de energia nuclear para fins pacíficos mostram uma mudança retórica sem precedentes, mas o verdadeiro teste será a implementação do MoU. Ele considera que a pressão doméstica e a força do lobby sionista nos EUA ainda podem destruir o acordo, em especial porque Netanyahu fará de tudo para boicotá-lo.

O entrevistado argumentou que o crescente desgaste da imagem de Israel, alimentado pelo genocídio em Gaza e pela brutalidade no Líbano, está enfraquecendo o sionismo na opinião pública ocidental. “Mesmo entre os republicanos mais velhos, base tradicional do apoio a Israel, a rejeição aumenta”, disse. No entanto, ressalvou que a influência da oligarquia sionista sobre a mídia e as plataformas digitais ainda é imensa.

“O colapso do império está se desenrolando diante dos nossos olhos”, concluiu Marandi, prevendo tempos sombrios, mas vendo no longo prazo a inviabilidade do regime israelense. Ele ponderou que qualquer tentativa de retomar o confronto com o Irã só aceleraria a crise econômica global e aprofundaria o isolamento de Israel.

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Phil Giraldi: ‘Israel pronta para sabotar acordo entre EUA e Irã’ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/#respond Wed, 24 Jun 2026 20:32:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/phil-giraldi-israel-pronta-para-sabotar-acordo-entre-eua-e-ira/

Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, o ex-agente da CIA e analista Phil Giraldi participou do programa Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano. O tema central foi a frágil memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã e a disposição de Israel em sabotá-lo. Giraldi alertou que o governo de Benjamin Netanyahu, em aliança com ministros como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, vê qualquer acordo como um veneno e fará tudo para reverter ou subverter o processo.

Segundo Giraldi, a pressão israelense sobre o presidente Donald Trump pode assumir formas violentas. “Isso significa que a porta está aberta para ações como bandeiras falsas, para encenar situações que motivem os Estados Unidos a voltarem para casa, para Israel”, afirmou. Ele recordou o ataque ao navio USS Liberty, em 1967, e mencionou suspeitas de envolvimento israelense no assassinato de John F. Kennedy e no conhecimento prévio dos ataques de 11 de setembro. “Eles ficariam felizes em afundar um navio da Marinha americana e matar 300 marinheiros, então estão bastante dispostos e capazes de fazer esse tipo de coisa”, acrescentou.

O analista também destacou o poder do lobby israelense nos Estados Unidos, citando as doações de Miriam Adelson, que teria repassado 250 milhões de dólares a comitês de ação política ligados a Trump. “Eles controlam a narrativa nos Estados Unidos que sai sobre Israel. Esse poder é muito maior que o de Netanyahu para fazer Trump fazer algo que ele talvez não queira”, observou. Para Giraldi, a suspensão da permissão de residência da empresária seria uma medida coerente.

A conversa abordou ainda a declaração do vice-presidente JD Vance, que alertou Israel sobre a dependência de seu patrono americano, e a resposta do deputado Randy Fine, que acusou Vance de desrespeito. Giraldi ironizou: “Ele foi eleito por amar Israel, e não se desviou disso”. Também comentou a ameaça de Ben-Gvir, que sugeriu que Trump “não se machucaria” — interpretada pelo analista como uma insinuação de violência física, semelhante ao destino de JFK.

Sobre o próprio Trump, Giraldi classificou como “doentia” a retórica do presidente, que ameaçou o Irã com “fazer o que temos que fazer” caso o acordo não avance, violando o espírito do memorando. “Se a única opção é violência e ameaças, estamos num beco sem saída”, criticou.

Para o ex-oficial de inteligência, a única saída para evitar uma guerra maior é cortar completamente o apoio militar, financeiro e político a Israel. “Se isso significa puxar o plugue, graças a Deus, vamos fazer isso”, concluiu. Giraldi lembrou que o último premiê israelense a falar em paz, Yitzhak Rabin, foi assassinado por um extremista de direita, e que pesquisas mostram que a maioria da população judaica israelense apoia as operações em Gaza e no Líbano. “Se tiverem que matar você, eles o farão. Nós, americanos, devemos estar muito conscientes dessa possibilidade”, finalizou.

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Israel mata 2 no sul do Líbano durante negociações em Washington https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/#respond Wed, 24 Jun 2026 17:44:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/ Um ataque israelense com drone matou ao menos duas pessoas no sul do Líbano, enquanto autoridades de Israel e do Líbano participam de uma nova rodada de negociações em Washington para tentar encerrar os combates entre os dois países. A ofensiva ocorreu apesar da redução recente da intensidade dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, após pedidos dos Estados Unidos e da República Islâmica do Irã por um cessar-fogo.

o ataque israelense atingiu um veículo na estrada de Tallat al-Dabsha, perto de Kfar Reman, no distrito de Nabatieh. Pouco depois, as forças israelenses bombardearam com artilharia os arredores da cidade de Yater, na região de Bint Jbeil.

A reportagem da Al Jazeera aponta que os ataques representam mais uma violação do cessar-fogo renovado na semana passada, após acordo entre Estados Unidos e Irã voltado a conter a guerra mais ampla no Oriente Médio. O Exército de Israel declarou que mirava integrantes do Hezbollah no sul libanês.

A permanência de tropas israelenses em território libanês tornou-se um dos pontos centrais de tensão nas conversas em Washington. Políticos libaneses afirmam que a retirada israelense e o fim dos ataques são condições essenciais para que o cessar-fogo se sustente.

Israel, por sua vez, condiciona a saída de suas forças ao desarmamento completo do Hezbollah. Essa posição mantém o impasse militar e diplomático em aberto, mesmo com a tentativa de mediação conduzida em território norte-americano.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Exército israelense não deixará o Líbano, «mesmo se houver uma exigência americana». Katz também disse que «200 mil moradores não retornarão», em referência às pessoas deslocadas à força do sul libanês.

Katz alegou que a presença de população civil no passado teria sido acompanhada por bombas de beira de estrada e ataques contra soldados israelenses. «Não estamos nos retirando», acrescentou o ministro, deixando explícita a resistência de Tel Aviv a qualquer saída imediata do território libanês.

A correspondente da Al Jazeera Heidi Plett, em Tiro, no Líbano, relatou que a atividade militar israelense diminuiu, mas não terminou. As operações seguem mais limitadas do que a violência registrada no fim de semana, mas continuam impondo risco permanente à população civil do sul do país.

Apesar da ameaça de novos ataques, muitos moradores do sul do Líbano voltaram para suas casas nos últimos dias. Na cidade de Abbasiyeh, perto de Tiro, cerca de 80% da população retornou, de acordo com o prefeito local citado pela reportagem.

Plett observou que Abbasiyeh conta com água, eletricidade e serviços médicos locais, uma realidade que não se repete em muitas cidades e vilarejos da região. A diferença de infraestrutura ajuda a explicar por que parte da população consegue voltar, enquanto outras comunidades permanecem sob condições mais precárias.

Em Washington, a correspondente da Al Jazeera Rosiland Jordan afirmou que a rodada mais recente de conversas entre Israel e Líbano deve incluir um componente militar direto. Uma das propostas em discussão permitiria que forças libanesas substituíssem as tropas israelenses, desde que avaliadas pelos Estados Unidos como sem vínculos com o Hezbollah.

Aoun afirmou ainda que a reconstrução das áreas destruídas viria na sequência e separou as conversas entre Líbano e Israel das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Hezbollah condenou as negociações entre Líbano e Israel nos Estados Unidos e exigiu primeiro a retirada completa das forças israelenses do território libanês. A posição reforça a centralidade da ocupação israelense no impasse e mostra que a redução dos ataques ainda não significa uma estabilização real da fronteira sul do Líbano.

Com informações de Al Jazeera.

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Mearsheimer vê Netanyahu encurralado por fracassos militares e pelo 7 de outubro https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/mearsheimer-netanyahu-fracassos-militares-7-outubro/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/mearsheimer-netanyahu-fracassos-militares-7-outubro/#respond Tue, 23 Jun 2026 22:12:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260431

Em entrevista ao canal Judging Freedom, apresentado por Andrew Napolitano, o cientista político John Mearsheimer afirmou que Benjamin Netanyahu entrou em uma fase de forte desgaste político e militar, cercado por frentes de crise que já não consegue controlar.

A análise de Mearsheimer sustenta que Netanyahu teve papel central na decisão de iniciar a guerra e vendeu a Donald Trump a expectativa de uma vitória rápida para Israel e para os Estados Unidos. O resultado, segundo ele, foi o oposto: a promessa de triunfo deu lugar a um impasse prolongado.

No sul do Líbano, o Hezbollah continuaria impondo custos militares às Forças de Defesa de Israel. Em Gaza, o Hamas permanece ativo. Na Cisjordânia, o governo israelense enfrenta desgaste pelas operações contra palestinos. Na Síria, Israel também segue envolvido em uma frente que amplia a sensação de dispersão estratégica.

Mearsheimer também relaciona a crise atual ao debate sobre o 7 de outubro. Para ele, Netanyahu ainda não respondeu politicamente por ter sido o primeiro-ministro em exercício quando os ataques ocorreram. Esse ponto, afirma, continuará pesando sobre sua sobrevivência no poder.

Além da pressão militar e política, Netanyahu enfrenta problemas judiciais. A combinação de guerra sem vitória clara, crise regional, contestação interna e processo na Justiça cria, segundo a análise, um cerco que tende a se fechar mais cedo do que tarde.

O trecho analisado é curto, mas revela um eixo importante da discussão: a crise de Netanyahu já não depende apenas do andamento da guerra contra o Irã ou de Gaza. Ela envolve também Líbano, Cisjordânia, Síria, a responsabilidade política pelo 7 de outubro e seu futuro nos tribunais.

O vídeo original está disponível no canal Judging Freedom. A entrevista foi conduzida por Andrew Napolitano, com análise de John Mearsheimer.

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Larry Johnson diz que Israel depende dos EUA para sustentar guerra contra o Irã https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/larry-johnson-israel-depende-eua-guerra-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/larry-johnson-israel-depende-eua-guerra-ira/#respond Tue, 23 Jun 2026 22:12:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260430

Em entrevista ao canal Judging Freedom, apresentado por Andrew Napolitano, o ex-analista da CIA Larry Johnson afirmou que Israel não conseguiria sustentar sozinho uma guerra aberta contra o Irã sem o envolvimento militar dos Estados Unidos.

A avaliação de Johnson parte de um diagnóstico simples: a capacidade israelense de prolongar o conflito depende de uma rede de proteção americana, formada por bases, centros de operação, reabastecimento aéreo, inteligência, defesa antimísseis e presença militar regional.

Segundo o entrevistado, a guerra recente expôs essa dependência. Johnson disse que, no confronto de doze dias, Israel precisou recorrer rapidamente a Washington. Para ele, esse episódio mostrou que o discurso de autossuficiência militar israelense não corresponde à realidade operacional.

O ponto mais sensível da análise é a retirada gradual de estruturas americanas da região. Johnson afirmou que centros de operação que funcionavam em regime permanente foram reduzidos ou desativados, enquanto o Comando de Combate Aéreo dos EUA passou a organizar a volta de aeronaves para bases americanas.

Ele citou o exemplo dos caças F-35, que precisam de uma logística complexa de reabastecimento para atravessar longas distâncias. A retirada desse aparato, segundo Johnson, diminui a margem de manobra de Israel caso o conflito com o Irã volte a escalar.

Na leitura do analista, o problema para Netanyahu é que essa proteção não pode ser reconstruída instantaneamente. Se os aviões, equipes e centros de comando deixam a região, não há como recolocar tudo no lugar de uma hora para outra.

O vídeo original foi publicado pelo canal Judging Freedom. A entrevista foi conduzida por Andrew Napolitano, com análise de Larry Johnson.

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Soldados de Israel executam criança palestina de três anos com tiro na cabeça em Gaza https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/#respond Tue, 23 Jun 2026 21:04:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/ Um agricultor palestino relatou que soldados das Forças de Defesa de Israel emboscaram seu veículo perto da chamada ‘linha amarela’, na fronteira de Gaza, e dispararam diretamente contra a cabeça de seu filho de três anos, matando-o instantaneamente enquanto a criança chorava em seus braços. O próprio pai ficou gravemente ferido, com uma perna estilhaçada por um terceiro disparo.

O depoimento foi colhido no Hospital Al-Aqsa, em Deir Al-Balah, no centro de Gaza, onde a vítima, Baha Abu Al-Ajeen, conversou com a equipe do portal RT. Ele contou que estava trabalhando em suas terras e trafegava por uma estrada rural quando as tropas israelenses surgiram de repente e ordenaram a parada. ‘A primeira bala acertou a estrada; a segunda atingiu a criança diretamente enquanto estava nos meus braços’, narrou o fazendeiro. ‘Um soldado atirou na cabeça do meu filho.’

De acordo com o relato, os militares ainda se recusaram a chamar uma ambulância e confiscaram o telefone do palestino, proibindo-o de pedir qualquer socorro.

Abu Al-Ajeen foi mantido ‘por horas dentro de um veículo militar’, com o filho agonizando em seus braços. ‘Logo depois que meu filho morreu nos meus braços, eles o tiraram de mim’, afirmou. Somente depois disso foi deixado em um local desconhecido, de onde conseguiu chegar ao hospital.

Procuradas pelo RT para comentar o episódio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) limitaram-se a declarar que os soldados ‘iniciaram procedimentos padrão de apreensão de suspeitos, que incluíram fogo de advertência’, e que ‘foi reportado que, como resultado do fogo, um morador de Gaza foi morto e outro ficou ferido’. A nota não faz qualquer menção à identidade das vítimas nem à idade da criança executada.

O assassinato se insere em um padrão documentado por organismos internacionais. Um relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado concluiu que as forças israelenses ‘miraram e mataram deliberadamente’ crianças palestinas em Gaza e na Cisjordânia ocupada. O documento acusa Israel de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade no enclave, apontando que aproximadamente 30% de todos os mortos em Gaza desde outubro de 2023 são crianças.

O levantamento da ONU ainda assinala que os ataques a serviços de maternidade e de cuidados neonatais, combinados com o bloqueio de ajuda humanitária, provocaram aumento de abortos espontâneos, malformações congênitas, mortes por desnutrição e doenças entre menores de idade. Israel rechaçou as conclusões classificando-as como ‘relatório difamatório de advocacia’ e ‘farsa difamatória’.

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelam que mais de 50 mil crianças palestinas foram mortas ou feridas pelas forças israelenses desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. O organismo destaca que as execuções prosseguiram mesmo após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2025.

O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando combatentes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel, causando cerca de 1.200 mortes e o sequestro de mais de 250 pessoas. A campanha aérea e terrestre israelense subsequente já matou mais de 73 mil pessoas em Gaza, segundo autoridades sanitárias locais.

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Tom Fletcher, por sua vez, informou ao Conselho de Segurança que mais de 67 mil palestinos haviam sido mortos até a aprovação da Resolução 2803 em novembro de 2025. Desde então, quase mil palestinos foram mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, incluindo mais de 250 crianças, conforme dados do UNICEF.

A execução de uma criança de três anos com tiro na cabeça enquanto estava nos braços do pai expõe a brutalidade com que a ocupação israelense segue ceifando vidas palestinas, inclusive de bebês e recém-nascidos, em flagrante violação do direito internacional humanitário. O silêncio dos Estados Unidos e das potências europeias diante de assassinatos sistemáticos de menores contrasta com a mobilização retórica que exibem em outros cenários de conflito, evidenciando o tratamento seletivo que o Ocidente confere ao valor da vida humana conforme a nacionalidade das vítimas.

Com informações de RT.

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ONU conclui que Israel pratica genocídio ao atacar crianças em Gaza https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/#respond Tue, 23 Jun 2026 12:04:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/ Uma comissão de inquérito independente das Nações Unidas concluiu que Israel continua a alvejar e matar deliberadamente crianças palestinas, configurando atos de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. As evidências, colhidas desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, foram compiladas em um relatório divulgado pela Al Jazeera.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, foi estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos em maio de 2021 para investigar as causas profundas do conflito. O presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, foi enfático ao afirmar que as forças de segurança israelenses miram intencionalmente nos menores de idade, desrespeitando qualquer mecanismo de proteção internacional. “As evidências mostram que as crianças palestinas foram deliberadamente alvejadas e mortas”, declarou Muralidhar.

Os números expõem a gravidade da catástrofe humanitária. Cerca de 30 por cento de todas as pessoas mortas em Gaza desde o início da guerra são crianças. O relatório denuncia ainda que os ataques israelenses a centros de saúde materna e neonatal constituem uma tentativa direta de comprometer o futuro reprodutivo dos palestinos, resultando em um aumento alarmante de abortos espontâneos, defeitos congênitos e sequelas psicológicas irreversíveis.

Mesmo sob anúncios de cessar-fogo, a violência letal não cessou. De acordo com a UNICEF, mais de 50 mil crianças já foram mortas ou feridas desde o início da agressão militar israelense. A continuidade dos ataques ignora qualquer trégua e revela desprezo absoluto pelo direito à vida.

Além das execuções e do cerco que condena milhares à inanição, a investigação da ONU revelou um quadro brutal de detenções arbitrárias e tortura de menores em prisões israelenses, incluindo abusos sexuais sistemáticos. Dados da organização palestina Defence for Children International-Palestine (DCIP) apontam que mais da metade das crianças detidas por Israel está encarcerada sem qualquer acusação formal ou julgamento, em violação flagrante das convenções internacionais.

A estratégia de aniquilação não se limita a Gaza. Na Cisjordânia, forças israelenses destruíram deliberadamente orfanatos e instalações educacionais. Para os investigadores da ONU, ao atacar o cuidado e o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, Israel busca aniquilar a própria coesão e a existência futura do povo palestino.

A conclusão atual ecoa um relatório anterior da mesma comissão que já apontava haver bases razoáveis para classificar as ações de Israel como genocídio. Na ocasião, os comissários afirmaram que Israel executou quatro das cinco condutas proibidas pela Convenção do Genocídio de 1948, incluindo o ato de impor medidas destinadas a impedir os nascimentos dentro do grupo. «Ao atacar as crianças, Israel está atacando a própria capacidade do povo palestino de existir e de determinar o seu futuro», sentenciou Muralidhar.

Com informações de Al Jazeera.

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Capítulo perdido da evolução humana emerge em caverna de 300 mil anos em Israel https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/capitulo-perdido-da-evolucao-humana-emerge-em-caverna-de-300-mil-anos-em-israel/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/capitulo-perdido-da-evolucao-humana-emerge-em-caverna-de-300-mil-anos-em-israel/#respond Tue, 23 Jun 2026 03:23:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/capitulo-perdido-da-evolucao-humana-emerge-em-caverna-de-300-mil-anos-em-israel/ Um dos períodos mais enigmáticos e menos compreendidos da longa e sinuosa trajetória humana acaba de ganhar contornos inesperados. Arqueólogos que desvendam os segredos de uma caverna pré-histórica em Israel, com uma idade estonteante de 300 mil anos, revelaram ao mundo um tesouro de ferramentas de pedra, ossos de animais e vestígios de fogo.

Estes achados providenciam um raro e profundo vislumbre da vida cotidiana de ancestrais remotos, oferecendo pistas cruciais sobre um elo perdido em nossa intrincada árvore genealógica. O sítio, poeticamente descrito pelos pesquisadores como uma autêntica ‘cápsula do tempo’, permaneceu selado e intocado desde os tempos do período Acheulo-Yabrudiano.

Essa era primordial foi um tempo de inovações tecnológicas radicais e adaptações sociais profundas, que sutilmente prenunciaram os comportamentos complexos das espécies humanas que viriam a dominar o planeta. O local fascinante, aninhado nas proximidades da cidade de Fureidis, ao sul da vibrante Haifa, foi ocupado de forma intermitente entre 400 mil e 250 mil anos atrás.

Seu teto, outrora imponente, desabou em um evento cataclísmico que, paradoxalmente, agiu como um guardião silencioso, protegendo de forma excepcional os preciosos artefatos contra os implacáveis elementos e a passagem do tempo até os dias atuais. A descoberta em Fureidis representa um marco na arqueologia do Levante, uma região vital para a compreensão da diáspora humana.

O doutor Kobi Vardi, chefe da Divisão de Pré-História da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) e um dos codiretores das minuciosas escavações, expressou sua profunda convicção ao jornal The Times of Israel de que esta é, possivelmente, a última manifestação cultural de um vasto e contínuo desenvolvimento humano. ‘Entre 250 mil e 50 mil anos atrás, tanto o Homo sapiens quanto os neandertais criaram uma cultura material e simbólica totalmente distinta. Estamos, portanto, exatamente no epicentro deste momento de transição fundamental’, explicou Vardi, sublinhando a singularidade do achado.

Apesar da identidade exata dos antigos ocupantes da caverna permanecer envolta em um mistério — pois nenhum vestígio humano direto foi ainda desenterrado —, os pesquisadores inclinam-se a crer que os hábeis artesãos do local pertenciam a uma população arcaica, ancestral direta tanto dos neandertais clássicos que vagaram pela Europa quanto dos próprios humanos modernos, o Homo sapiens. O sofisticado conjunto de ferramentas encontrado é um testemunho eloquente de sua engenhosidade.

Este arsenal lítico inclui minúsculos, mas eficazes machados de mão, raspadores laterais meticulosamente trabalhados e lâminas de pedra de corte fino, artefatos que notavelmente se distinguem das tradições anteriores por seu design inovador e avançado. Tais instrumentos sugerem uma profunda compreensão das propriedades da pedra e uma habilidade manual apurada, muito além do que se esperava para o período.

A reportagem detalhada do Daily Mail sobre a descoberta ressalta que a caverna funcionava como um repositório histórico, abrigando cerca de cem raspadores laterais. Estes, considerados uma verdadeira marca registrada da cultura Acheulo-Yabrudiana, eram ferramentas multifuncionais, utilizadas com destreza para esquartejar a caça recém-abatida e para o processamento minucioso de peles de animais, essenciais para vestuário e abrigo.

Os diminutos machados de mão, por sua vez, representam um salto tecnológico significativo, indicando que a técnica de lascamento da pedra havia atingido um patamar de complexidade e refinamento inédito na vasta região do Levante. O domínio de tais métodos não apenas aprimorava a eficiência da caça, mas também revelava uma crescente capacidade cognitiva e de planejamento.

Os indícios arqueológicos corroboram a existência de uma comunidade pré-histórica dotada de habilidades superiores e uma notável inteligência coletiva. Os habitantes da caverna demonstravam ser peritos na extração de sílex de afloramentos rochosos próximos, evidenciando uma compreensão geológica rudimentar, e destacavam-se como caçadores formidáveis, capazes de abater tanto presas pequenas quanto animais de grande porte.

Entre os impressionantes restos faunísticos recuperados, foram identificados gamos, gazelas ágeis, cavalos antigos e até mesmo bois selvagens robustos, todos exibindo marcas inequívocas de abate e corte humano. A excepcional preservação desses ossos, de uma idade geológica que raramente chega aos nossos dias em tão bom estado, oferece um banquete de informações para os paleoantropólogos.

Para Vardi, a harmoniosa coexistência de raspadores e machados de mão foi fundamental para estabelecer a afiliação dos ocupantes à esquiva cultura Acheulo-Yabrudiana, um elo evolutivo considerado crucial para desvendar os meandros da evolução humana. ‘Este é o único sítio conhecido na imponente Cordilheira do Carmelo onde essa fase crucial da pré-história foi descoberta em um estado tão primitivo, não sobreposta por camadas culturais posteriores, exceto por uma pequena porção da caverna’, enfatizou ele.

A precisão da datação foi alcançada por meio de uma análise exaustiva e de ponta das próprias ferramentas líticas recuperadas no local, um feito técnico notável que confere robustez científica à descoberta. A estratigrafia impecável do sítio permitiu aos pesquisadores reconstruir com fidelidade a sequência de ocupações e a evolução cultural, desvendando camadas de história petrificada.

A disposição do espaço interno da caverna, com áreas distintas para atividades específicas, sugere ainda que esses humanos pré-modernos viviam em grupos sociais substancialmente maiores e mais intricadamente conectados do que seus predecessores distantes. A presença incontestável de fogueiras controladas, evidenciando o domínio do fogo, e a proximidade de uma nascente de água potável que outrora fluía serenamente ao lado do sítio, pintam um quadro vívido de um domínio ambiental que transcendia a simples subsistência, revelando uma inteligência coletiva e uma organização social em plena ebulição.

Essas características marcam uma distinção fundamental em relação a grupos humanos mais antigos, que operavam em estruturas sociais menos complexas. A cooperação para a caça de grandes animais e a gestão dos recursos hídricos e do fogo indicam um avanço notável na capacidade de organização e comunicação, elementos essenciais para a coesão de grupos maiores e para a transmissão de conhecimento através das gerações.

A descoberta em Fureidis, portanto, projeta uma luz incandescente sobre o período entre 400 mil e 250 mil anos atrás, uma vasta janela temporal que, até então, possuía pouquíssimos registros arqueológicos no estratégico Oriente Próximo. As escavações não apenas ajudam a preencher lacunas cruciais sobre como nossos ancestrais caçavam, utilizavam o fogo e cooperavam em suas comunidades, mas o fazem justamente no instante em que as velhas tradições humanas começavam a se dissolver e novos e complexos comportamentos emergiam, definindo as futuras sociedades neandertais e do Homo sapiens.

A localização geográfica de Israel, na encruzilhada entre a África, Europa e Ásia, sempre a posicionou como um corredor natural para as migrações de hominídeos, tornando cada achado arqueológico na região de importância global. A caverna de Fureidis solidifica ainda mais o papel do Levante como um laboratório natural da evolução humana, onde diferentes linhagens se encontraram e interagiram ao longo de milênios. A riqueza estratigráfica do local promete revelar mais segredos nos próximos anos, à medida que as investigações prosseguem.

Alguns cientistas de renome mundial suspeitam, com base nas evidências morfológicas das ferramentas e no contexto temporal, que os ocupantes da caverna poderiam ser descendentes diretos de populações frequentemente agrupadas sob a ampla e um tanto misteriosa categoria do Homo heidelbergensis. Este hominídeo é amplamente considerado o último ancestral comum que, de forma crucial, deu origem direta tanto aos humanos modernos quanto aos neandertais, os icônicos habitantes das cavernas europeias.

Tudo indica, portanto, que o sítio de Fureidis capturou um momento verdadeiramente pivotante e irrepetível da árvore genealógica humana, quando uma população de transição começou a exibir, de maneira embrionária, os traços cognitivos e culturais que se tornariam as marcas registradas de nossa própria linhagem e das de nossos primos evolutivos mais próximos. Este capítulo recém-descoberto desafia narrativas pré-existentes e nos força a reavaliar a complexidade da evolução humana em seu alvorecer, enriquecendo nossa compreensão sobre a intrincada tapeçaria de nossa origem.

A análise contínua dos artefatos e dos restos orgânicos promete desvendar ainda mais nuances sobre essa era de transformação, expandindo o horizonte do conhecimento paleoantropológico. Cada fragmento de pedra lascada, cada osso fossilizado, carrega consigo ecos de uma existência milenar, revelando a incrível resiliência e a inventividade de nossos antepassados em um mundo em constante mudança. Fureidis emerge, assim, como um portal inestimável para o passado mais distante da humanidade, um testemunho silencioso da jornada incessante de nossa espécie.

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Coronel Aguilar: Israel falha pela sexta vez em tomar colina estratégica no Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/coronel-aguilar-israel-falha-pela-sexta-vez-em-tomar-colina-estrategica-no-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/coronel-aguilar-israel-falha-pela-sexta-vez-em-tomar-colina-estrategica-no-libano/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:33:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260192

Em entrevista ao canal Dialogue Works, apresentado por Nima Alkhorshid, o coronel Anthony Aguilar analisou o mais recente fracasso das forças israelenses em tomar a colina de Ali al-Tahir, no sul do Líbano, uma posição estratégica controlada pelo Hezbollah. Segundo Aguilar, Israel tentou conquistar o local seis vezes, incluindo a última ofensiva, sem sucesso.

Aguilar destacou que a colina funciona como uma fortaleza do Hezbollah, com dezenas de túneis subterrâneos e posições de tiro elevadas que permitem visão ampla da região, inclusive do norte de Israel. A incapacidade israelense de avançar nesse ponto reflete, para o analista, a dificuldade maior de atingir os objetivos militares declarados no sul do Líbano.

O coronel também criticou a diplomacia dos Estados Unidos, afirmando que o país não possui um representante honesto em Israel que defenda os interesses americanos. Ele apontou que o embaixador americano em Israel atua mais em favor de Israel do que dos EUA, o que enfraquece as negociações de cessar-fogo com o Irã. Aguilar argumentou que o acordo em discussão, embora pareça uma rendição, é do interesse americano no momento, pois as condições tendem a piorar com a continuidade do conflito.

Um dos pontos centrais da análise foi o uso do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão pelo Irã. Aguilar explicou que, ao fechar a passagem estratégica, o Irã consegue infligir danos econômicos aos EUA sem recorrer a ataques militares diretos, uma vez que a Marinha americana não pode reabrir o estreito sem um conflito de alta intensidade. Essa medida, somada à ameaça de ataques cinéticos contra Israel, coloca os EUA diante de uma escolha difícil: priorizar Israel ou os próprios interesses nacionais.

O analista concluiu que o cessar-fogo é frágil e que a lógica de Israel é prolongar o conflito para arrastar os EUA para um confronto direto com o Irã, enquanto o Irã demonstra compreender a arte da pressão econômica sem necessidade de escalada nuclear. A ausência de um interlocutor americano imparcial, somada à inexperiência de negociadores como Jared Kushner e Steve Witkoff, torna o cenário ainda mais volátil.

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Larry Johnson: Israel não dura duas semanas contra o Irã sem socorro militar dos EUA https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/larry-johnson-israel-nao-dura-duas-semanas-contra-o-ira-sem-socorro-militar-dos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/larry-johnson-israel-nao-dura-duas-semanas-contra-o-ira-sem-socorro-militar-dos-eua/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:33:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260167

O ex-oficial de inteligência da CIA Larry Johnson, em entrevista no canal Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano, destrinchou aquela que considera a cláusula mais decisiva do memorando de entendimento (MoU) costurado entre Irã e Estados Unidos: o trecho que coloca os dois países como corresponsáveis pela integridade territorial e soberania do Líbano. Para Johnson, a redação não é cosmética — abre caminho explícito para uma resposta armada iraniana caso Israel mantenha os ataques.

Quem viola essa integridade hoje, lembrou o ex-analista da CIA citando Ray McGovern, é Israel. E o memorando estipula que os garantes dessa integridade são Teerã e Washington. A consequência operacional, segundo Johnson, é direta: se Israel não retirar suas forças nem cessar as ofensivas, o Irã passa a ter base jurídica e diplomática para atacar posições israelenses no Líbano, em coordenação com o Hezbollah, para empurrá-las para fora do território libanês.

Napolitano lembrou que Johnson já afirmou em outras edições do programa que Israel não sobreviveria a um confronto direto contra o Irã sem o envolvimento militar americano. O ex-oficial confirmou: “duas semanas”. Na guerra de doze dias travada recentemente, Tel Aviv esteve, nas palavras dele, implorando aos Estados Unidos por socorro — sinal de que a aritmética militar israelense, sem o guarda-chuva americano, simplesmente não fecha.

À medida que as forças militares americanas se retiram da região, esse guarda-chuva começa a recolher. Johnson foi claro: se a guerra contra o Irã reacender, as tropas dos EUA não conseguem voltar à área em tempo real. Israel perderia a margem de manobra que sempre dependeu de bases logísticas e capacidade de reposição americana — um cenário que muda radicalmente o cálculo do gabinete de Benjamin Netanyahu.

O frame realista que Johnson articula no programa converge com o de outros analistas norte-americanos que vêm dissecando a posição israelense — entre eles John Mearsheimer (UChicago), Larry Wilkerson (ex-Powell), Jeffrey Sachs (Columbia) e Scott Ritter. Para esse grupo, a aposta israelense em sustentar uma frente permanente contra o Irã sem contrapartida diplomática colide com a realidade material: armamento, logística, dissuasão regional e, sobretudo, opinião pública americana já não respaldam guerra aberta.

A reação previsível, antecipa Johnson, será deslegitimar quem assina o MoU. Trump e o vice-presidente JD Vance serão pintados como “inimigos de Israel” — manual conhecido em Washington para silenciar qualquer voz que ouse desafiar o lobby israelense. Mas, do ponto de vista da equação militar, a aritmética é cruel: sem americanos no terreno, a equação real é Irã + Hezbollah de um lado, Israel exausto pela guerra de doze dias do outro.

O que está em jogo, no fim, é a sustentabilidade da estratégia ultraconfrontacional do atual gabinete israelense. O memorando entre Washington e Teerã sinaliza um realinhamento que retira Israel da posição de fiador exclusivo da segurança regional e o coloca em pé de igualdade com um Irã reconhecido como interlocutor legítimo. Quem ignorar essa mudança e insistir em confrontar Teerã, alerta Johnson, corre o risco de fazê-lo sem rede de segurança — e sem tempo hábil para Washington vir buscar.

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Evidências de violência sexual sistemática de Israel contra detentos palestinos se acumulam e pressionam TPI https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:24:11 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/ Um novo documentário da Al Jazeera intitulado Bodies of Evidence expôs relatos chocantes de sobreviventes palestinos que detalham a tortura sexual infligida por guardas prisionais e soldados israelenses contra mulheres, homens e crianças sob custódia. Os testemunhos reforçam um quadro perturbador que organizações de direitos humanos vêm documentando há décadas, mas que se intensificou drasticamente desde outubro de 2023.

Mais de 750 mil palestinos já foram detidos em prisões israelenses desde 1967, segundo estimativas citadas pela Al Jazeera. Atualmente, há pelo menos 9.500 detentos palestinos, incluindo mais de 360 crianças, e cerca de 3.500 estão sob prisão administrativa, sem acusação formal ou julgamento. Outros 1.300 palestinos de Gaza permanecem em centros de detenção militar.

O documentário revela que os abusos não se limitam aos centros de detenção, mas ocorrem em todas as etapas do cárcere: desde as prisões em batidas domiciliares e hospitalares, passando por transferências e interrogatórios, até o encarceramento e as audiências em tribunais militares. As vítimas relatam espancamentos, fome, privação de sono, ataques diretos aos órgãos genitais, estupros com objetos e animais, humilhação pública e obstrução de atendimento médico.

O campo de detenção de Sde Teiman, uma base militar israelense convertida em prisão, tornou-se particularmente notório pelos abusos generalizados. Um vídeo vazado mostrando soldados agredindo brutalmente um detento palestino gerou condenação internacional, mas não resultou em nenhuma responsabilização concreta.

O jornal israelense Haaretz nomeou o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o comissário-chefe do Serviço Prisional, Kobi Yaakobi, como colaboradores nesse sistema de abusos. A denúncia aponta para um envolvimento direto de altas autoridades na perpetuação dessas violações graves.

Juridicamente, a distinção entre atos isolados e violência sistemática é crucial. Um único ato de violência sexual em contexto de ocupação beligerante pode configurar crime de guerra. Quando os atos são repetidos, generalizados e sistemáticos, podem constituir crimes contra a humanidade — e quando a tortura sexual é infligida a membros de um grupo protegido com a intenção de destruí-lo total ou parcialmente, pode configurar genocídio.

A Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio não define genocídio apenas como assassinato. Inclui também causar danos corporais ou mentais graves, infligir deliberadamente condições de vida destinadas a destruir o grupo e impor medidas que impeçam nascimentos dentro do grupo. A violência sexual pode enquadrar-se em todas essas categorias, causando danos físicos duradouros aos órgãos reprodutivos, aumentando riscos de infertilidade e gerando traumas psicológicos profundos que destroem a capacidade de reprodução biológica e social do grupo.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda reconheceu esse princípio no histórico julgamento de Akayesu, estabelecendo que o estupro e a violência sexual podem constituir genocídio quando cometidos com intenção genocida. Em Ruanda, a violência sexual foi usada com a intenção de destruir o povo tutsi; na Bósnia, foi empregada como arma de perseguição étnica; em Mianmar, crimes de gênero contra os rohingya são parte integrante da campanha genocida. O caso palestino segue o mesmo padrão.

A desumanização, base ideológica do genocídio, está claramente em ação. Autoridades israelenses de alto escalão identificaram os palestinos como “animais humanos” desde o início do genocídio em Gaza. Os relatos de soldados rindo, filmando, aplaudindo e zombando enquanto cometem violência sexual indicam que o abuso não apenas ocorreu, mas foi normalizado e celebrado dentro da estrutura militar.

O sistema de justiça israelense, como amplamente documentado por comissões independentes da ONU, contém deficiências estruturais, processuais e institucionais que minam a responsabilização efetiva. Onde um sistema de justiça é estruturado para proteger perpetradores em vez de oferecer justiça às vítimas, ele falha em dissuadir violações graves e permite a continuação da conduta ilícita, incluindo as formas mais severas de abuso.

Diante desse cenário, o Tribunal Penal Internacional precisa investigar a violência sexual contra palestinos não apenas como crime de guerra, mas como potencial crime contra a humanidade e ato genocida. A investigação deve percorrer toda a cadeia de comando, desde os guardas e soldados que cometeram os abusos, passando por supervisores imediatos e comandantes de instalações, até autoridades ministeriais responsáveis pela política de detenção. A ausência de responsabilização significativa cria o terreno fértil no qual a impunidade se autorreforça e as violações persistem e se expandem.

Com informações de Al Jazeera.

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Mearsheimer endossa Vance: ‘Israel precisa acordar’ e cair na real do acordo Trump-Irã https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/mearsheimer-endossa-vance-israel-precisa-acordar-e-cair-na-real-do-acordo-trump-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/mearsheimer-endossa-vance-israel-precisa-acordar-e-cair-na-real-do-acordo-trump-ira/#respond Mon, 22 Jun 2026 04:29:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260152

O cientista político John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, endossou no canal Judging Freedom — apresentado pelo juiz Andrew Napolitano — uma das declarações mais duras já feitas por um alto integrante do governo norte-americano contra o atual gabinete de Benjamin Netanyahu. O alvo da fala é a postura de setores do governo israelense que vêm hostilizando publicamente Donald Trump e o acordo que sua administração tenta costurar com o Irã.

O ponto de partida da análise é uma fala recente do vice-presidente JD Vance em entrevista coletiva. Vance afirmou estar incomodado ao ver figuras do gabinete de Netanyahu saírem em campo para atacar pessoalmente o presidente dos Estados Unidos e desqualificar o desenho de acordo com Teerã. Para o vice-presidente, esse comportamento é míope e ingrato diante da posição real em que Israel se encontra.

Vance enumerou dois argumentos centrais. Primeiro: Trump é hoje o único chefe de Estado no mundo abertamente simpático a Israel — e governa a superpotência global. Segundo: nos últimos três meses, dois terços das armas defensivas que protegem o território israelense foram fabricadas por mãos americanas e pagas com dólares do contribuinte norte-americano. A conclusão do vice é direta: o problema de Israel não é Donald Trump, e quem em Israel acredita que é precisa acordar e enxergar a realidade do país.

Mearsheimer, um dos teóricos mais conhecidos da escola realista das relações internacionais e autor de obras como The Israel Lobby and U.S. Foreign Policy, sublinhou que a fala de Vance — apesar de duríssima no tom — não é antissemita nem anti-Israel. Ao contrário: é um aviso franco de um aliado que enxerga melhor do que o próprio governo israelense em que beco sem saída Tel Aviv se meteu ao apostar todas as fichas no confronto permanente com o Irã.

O cientista político antecipa que a tentativa imediata será deslegitimar tanto o vice-presidente quanto Trump como “inimigos de Israel”. Para Mearsheimer, esse manual já é conhecido e historicamente eficaz dentro do debate público americano, onde críticos da política externa israelense são rapidamente rotulados. Mas a leitura realista é outra: Vance está apenas dizendo “os fatos da vida” para um aliado que parou de saber distinguir interesse estratégico de paranoia.

O fundo da análise é que tanto Israel quanto os próprios Estados Unidos construíram a bagunça regional em que estão metidos — desde a campanha de máxima pressão contra Teerã até a guerra de desgaste com o Hezbollah no Líbano e os bombardeios sucessivos que levaram à crise do Estreito de Ormuz. Para Mearsheimer, a única forma honesta de sair desse atoleiro é exatamente o acordo com o Irã que a administração Trump tenta destravar — mesmo enfrentando a hostilidade aberta de aliados que deveriam ser os mais interessados em ver a poeira baixar.

A leitura do canal de Napolitano se soma a uma série crescente de vozes de analistas norte-americanos — entre eles Jeffrey Sachs, Scott Ritter, Larry Wilkerson e Ray McGovern — que vêm convergindo, de ângulos distintos, para o mesmo diagnóstico: o realinhamento que Trump tenta forçar no Oriente Médio é incômodo para o establishment de Washington e para Netanyahu, mas é a única costura possível para evitar que a guerra com o Irã transborde para uma escala que nenhuma das partes consegue mais controlar.

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Hezbollah mata cinco soldados israelenses em dois ataques no sul do Líbano, incluindo comandante de batalhão https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/hezbollah-mata-cinco-soldados-israelenses-em-dois-ataques-no-sul-do-libano-incluindo-comandante-de-batalhao/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/hezbollah-mata-cinco-soldados-israelenses-em-dois-ataques-no-sul-do-libano-incluindo-comandante-de-batalhao/#respond Sun, 21 Jun 2026 22:34:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/21/hezbollah-mata-cinco-soldados-israelenses-em-dois-ataques-no-sul-do-libano-incluindo-comandante-de-batalhao/ O movimento de resistência Hezbollah desferiu dois golpes consecutivos contra as forças de ocupação israelenses no sul do Líbano, matando cinco soldados em episódios separados e ferindo outros 13 — num dos reveses mais pesados sofridos pelo Exército israelense na região em dias recentes. Os ataques concentraram-se na área da aldeia de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, e frustraram tentativas israelenses de avançar sobre a estratégica Crista de Ali al-Taher.

O primeiro e mais letal dos ataques ocorreu pouco após a meia-noite de sexta-feira, quando um drone ou míssil antitanque do Hezbollah atingiu diretamente um blindado do 52º Batalhão da 401ª Brigada Blindada israelense, matando toda a tripulação. O tenente-coronel Dor Gedalia Ben Simhon, comandante do 52º Batalhão, morreu junto com os outros três membros de sua tripulação após o ataque ao tanque em Kfar Tebnit. Ben Simhon tinha 32 anos e era natural do Kibutz Beit HaShita, no norte de Israel.

Além de Ben Simhon, foram identificados como mortos no mesmo incidente o segundo-sargento Yoav Klein, de 21 anos, e o segundo-sargento Liav Kababia, de 20 anos, ambos do 52º Batalhão. Ben Simhon havia assumido o comando do 52º Batalhão em 20 de abril, após seu antecessor ter sido gravemente ferido no sul do Líbano. O quarto soldado morto no ataque ao tanque foi identificado posteriormente como o segundo-sargento Nave Habshoosh.

Segundo investigação militar israelense, o segundo ataque ocorreu por volta de 1h30 da manhã, quando uma salva de foguetes e um drone explosivo atingiram forças especiais israelenses próximas à aldeia de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh. O soldado morto nessa ação foi identificado como primeiro-sargento e membro da Unidade Maglan, da Brigada de Comandos. O ataque matou o soldado e feriu outros 13, incluindo dois em estado grave, um em estado moderado e dez com ferimentos leves.

A mídia israelense informou que o vice-comandante da Brigada de Comandos estava entre os feridos. O Hezbollah afirmou ter repelido uma ofensiva israelense de quatro dias que visava avançar mais fundo no sul do Líbano.

Em comunicado, o grupo disse que seus combatentes atacaram tropas e tanques israelenses com drones, foguetes e artilharia, impedindo o avanço em direção a Kfar Tebnit. O Hezbollah declarou que continuará a defender a área de Kfar Tebnit, incluindo a Crista de Ali al-Taher, sob a qual o grupo mantém um importante sistema de túneis.

O contexto geopolítico torna os ataques ainda mais significativos. A violência representa o mais recente episódio dos confrontos mortais entre Israel e o grupo apoiado pelo Irã, que continuam no Líbano desde que os EUA e o Irã firmaram um memorando de entendimento comprometendo-os e seus aliados a cessar as hostilidades no país. Israel, que não foi parte do acordo, recusou as exigências iranianas de retirada de sua zona-tampão no sul do Líbano.

Em reação à morte dos quatro soldados, o ministro israelense de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, escreveu nas redes sociais: ‘Todo o Líbano deve arder.’ O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu que Israel ‘abra as portas do inferno.’

A retórica incendiária dos ministros de extrema-direita contrasta com a pressão crescente dos EUA sobre Tel Aviv. O presidente dos EUA, Donald Trump, evitou publicamente exigir a retirada israelense, mas pediu um ‘cessar-fogo completo’ e expressou crescente irritação com as ações de Israel no Líbano.

As forças israelenses ainda ocupam uma faixa do sul do Líbano, de onde mais de um milhão de pessoas foram expulsas pelos combates, enquanto o Hezbollah permanece invicto. Segundo apurou o portal Islam Times, os ataques sucessivos marcam alguns dos golpes mais letais sofridos pelas forças de ocupação israelenses no sul do Líbano nos últimos dias, à medida que os confrontos entre o Hezbollah e as tropas israelenses continuam em toda a região fronteiriça.

Com informações de TEHRANTIMES.

Com informações de TEHRANTIMES.

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John Mearsheimer analisa críticas de oficiais israelenses a Trump sobre acordo com o Irã https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/john-mearsheimer-analisa-criticas-de-oficiais-israelenses-a-trump-sobre-acordo-com-o-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/20/john-mearsheimer-analisa-criticas-de-oficiais-israelenses-a-trump-sobre-acordo-com-o-ira/#respond Sun, 21 Jun 2026 02:42:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260028

Em entrevista ao canal Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano, o analista John Mearsheimer abordou as críticas de oficiais israelenses e do lobby à postura do presidente Donald Trump em relação ao acordo com o Irã. Mearsheimer afirmou que essas críticas não são justificadas e que a única solução viável para a situação atual é o acordo proposto por Trump.

Mearsheimer ressaltou que o presidente Trump é o único líder mundial que demonstra simpatia pela nação de Israel neste momento, sendo também o líder da superpotência mundial. Ele lembrou que nos últimos três meses, dois terços das armas defensivas que protegeram o território israelense foram produzidas e financiadas pelos Estados Unidos. Segundo ele, o problema de Israel não é Donald Trump, e quem pensa diferente precisa acordar para a realidade da situação.

O analista também destacou que, embora haja tentativas de desacreditar tanto Vance quanto Trump, o que eles estão dizendo faz sentido e não é anti-Israel. Mearsheimer acredita que, se o lobby e Israel continuarem a pressionar contra Trump, ele reagirá ainda mais fortemente. Além disso, ele enfatizou que ninguém está propondo uma alternativa viável ao acordo, e que voltar a bombardeios seria catastrófico e aceleraria a aproximação do precipício.

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