Jensen Huang - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/jensen-huang/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 10 Dec 2025 14:11:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Jensen Huang - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/jensen-huang/ 32 32 Trump libera chips avançados para China, mas ela não quer mais https://www.ocafezinho.com/2025/12/10/trump-libera-chips-avancados-para-china-mas-ela-nao-quer-mais/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/10/trump-libera-chips-avancados-para-china-mas-ela-nao-quer-mais/#respond Wed, 10 Dec 2025 14:11:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222877 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a Nvidia a vender seus chips mais avançados para clientes aprovados na China. A marca específica desses processadores é o H200, desenvolvido especialmente para aplicações de inteligência artificial.

Há uma ironia profunda no timing dessa decisão. No exato momento em que Trump autoriza a exportação de chips Nvidia, a China segue o caminho oposto. Pequim está evitando comprar processadores americanos e orientando suas principais empresas a adquirir exclusivamente chips produzidos domesticamente.

Essa reviravolta reflete o fracasso da estratégia americana de contenção tecnológica. As restrições impostas nos anos anteriores não desaceleraram o desenvolvimento chinês. Ao contrário, estimularam investimentos massivos da China em sua própria indústria de semicondutores, que experimenta crescimento exponencial.

A resposta de Pequim foi estratégica e coordenada. Pela primeira vez, o governo chinês incorporou processadores de inteligência artificial de fabricantes domésticos—Huawei e Cambricon entre eles—à sua lista oficial de fornecedores para compras governamentais.

Essa iniciativa, conhecida como “Xinchuang”, canaliza bilhões de dólares anuais para fortalecer a indústria local. O objetivo é garantir autossuficiência tecnológica e reduzir vulnerabilidades a futuras restrições externas.

Reguladores em Pequim estudam mecanismos para limitar rigorosamente o acesso aos chips H200 da Nvidia. Potenciais compradores precisariam passar por um processo de aprovação exigente, justificando por que fornecedores domésticos são incapazes de atender suas necessidades. O setor público chinês pode ser inteiramente proibido de adquirir esses processadores, tornando a concessão de Trump praticamente irrelevante.

Grandes empresas chinesas como Alibaba, ByteDance e Tencent enfrentam uma encruzilhada. Embora prefiram os chips Nvidia pela superior performance, agora são pressionadas a adotar alternativas domésticas. Muitas delas têm recorrido a uma estratégia alternativa: treinar seus modelos de inteligência artificial no exterior, onde conseguem acessar os chips Nvidia banidos em casa.

As empresas chinesas estão se beneficiando de investimentos massivos do governo em pesquisa, infraestrutura e redução de custos operacionais. Subsídios de energia reduzem as contas de eletricidade em até 50% para data centers que utilizam chips domésticos. Simultaneamente, Pequim constrói novas usinas solares, nucleares e hidrelétricas em escala sem precedentes para alimentar a indústria de semicondutores e data centers de IA.

A capacidade energética chinesa é hoje esmagadoramente superior à americana. Em 2025, a China possui 1.100 GW de capacidade solar instalada acumulada, enquanto os Estados Unidos possuem aproximadamente 150 GW. Na energia eólica, a China lidera com 600 GW contra 150 GW dos EUA. A China agora possui mais capacidade solar e eólica instalada do que os EUA e União Europeia combinados. Na energia nuclear, a capacidade chinesa é de 58 GW, comparada aos 94 GW dos EUA—uma diferença que se reduz rapidamente com novos projetos em construção na China. No total, a capacidade energética chinesa é aproximadamente o dobro da americana, como destacou Jensen Huang.

Curiosamente, Trump havia permitido anteriormente que a Nvidia vendesse o chip H20, um modelo menos avançado, para a China. Pequim respondeu restringindo o acesso a esse processador, argumentando que seu desempenho não era significativamente superior ao das alternativas chinesas.

A indústria de pesquisa chinesa em inteligência artificial é formidável. Metade de todos os pesquisadores de IA do mundo são chineses. Setenta por cento das patentes de inteligência artificial publicadas no ano anterior vieram da China. Nove das dez principais universidades de ciência e tecnologia do mundo agora estão localizadas na China, uma inversão completa da situação de uma década atrás.

A China também lidera a construção de infraestrutura para IA. Setenta e quatro por cento de todos os grandes projetos de energia solar e eólica em construção globalmente estão na China. Essa velocidade de expansão energética é essencial para alimentar os data centers de IA que o país está construindo em ritmo acelerado.

“Estamos gerações à frente em chips”, afirmou Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, em entrevista concedida em 3 de dezembro de 2025 ao presidente do CSIS (Center for Strategic and International Studies), instituição de referência em análise de segurança nacional. A conversa repercutiu amplamente nas redes sociais.

Huang estruturou a competição tecnológica entre EUA e China através de cinco dimensões fundamentais. “AI é um bolo de cinco camadas”, explicou. “Energia, chips, infraestrutura, modelos e aplicações.”

Na dimensão de energia, a China possui vantagem esmagadora. “A China tem o dobro da quantidade de energia que temos como nação, e nossa economia é maior que a deles”, observou Huang. Essa capacidade energética é determinante para construir fábricas de semicondutores, data centers de IA e supercomputadores.

Na dimensão de chips, os EUA mantêm liderança tecnológica. No entanto, Huang advertiu contra a complacência. “Semicondutores é um processo de manufatura. Qualquer um que pense que a China não consegue fabricar está cometendo um grande erro.”

Na dimensão de infraestrutura, a China demonstra velocidade extraordinária de construção. “Se você quer construir um data center aqui nos Estados Unidos, de quebrar o solo até ter um supercomputador de IA funcionando leva provavelmente três anos”, explicou Huang. “Eles conseguem construir um hospital em um fim de semana. Essa é uma desafio real.”

Na dimensão de modelos de IA, Huang reconheceu a liderança chinesa em código aberto. “China está muito à frente, muito à frente em open source”, afirmou. Essa vantagem é essencial para inovação em startups, pesquisa acadêmica e desenvolvimento industrial.

Na dimensão de aplicações, a percepção social chinesa sobre os benefícios da IA é significativamente mais positiva. “Se você fizesse uma pesquisa em sua sociedade e na nossa perguntando se a IA provavelmente fará mais bem do que mal, 80% dos chineses diriam que sim. No nosso caso, a maioria diria o contrário”, observou Huang.

Huang exaltou a Huawei como força formidável na competição tecnológica. “Huawei é uma das empresas de tecnologia mais formidáveis que o mundo já viu. Eles merecem, embora tenham muito apoio, todo o respeito que todos deveriam dar a eles. São formidáveis, ágeis, se movem com velocidade incrível.”

A indústria de semicondutores chinesa duplica seu tamanho anualmente. “A indústria de semicondutores no mundo cresce entre 20% e 30% ao ano. Quando você duplica anualmente, não leva muito tempo para alcançar”, destacou Huang.

Huang foi explícito quanto às implicações estratégicas. Ao ceder o mercado chinês à Huawei mediante restrições anteriores, os EUA acelerou a construção de uma capacidade tecnológica completamente autônoma na China. Essa arquitetura será disseminada globalmente, redefinindo a geopolítica tecnológica.

A liberação dos chips H200 por Trump ocorre quando a China já constrói sua própria tecnologia. A nação não apenas prescinde dessa concessão—consolida sua independência tecnológica através de determinação estatal, capital abundante e recursos humanos de excelência. O timing da decisão americana revela-se, portanto, não como uma abertura estratégica, mas como uma concessão a um processo que já está irreversivelmente em marcha.

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A franqueza chocante do CEO da NVIDIA contra as sanções tecnológicas à China https://www.ocafezinho.com/2025/10/19/a-franqueza-chocante-do-ceo-da-nvidia-contra-as-sancoes-tecnologicas-a-china/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/19/a-franqueza-chocante-do-ceo-da-nvidia-contra-as-sancoes-tecnologicas-a-china/#respond Sun, 19 Oct 2025 15:11:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219521 A corrida tecnológica entre Estados Unidos e China entrou em uma fase crítica, e as palavras de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, expuseram uma verdade incômoda: as barreiras comerciais impostas por Washington não apenas fracassaram em conter o avanço chinês, mas aceleraram a independência tecnológica do país asiático. Huang lidera a NVIDIA, empresa americana que domina globalmente a produção de chips especializados para inteligência artificial, componentes essenciais que funcionam como o cérebro dos sistemas de IA modernos. Suas declarações recentes não deixam margem para dúvidas: a política de restrições foi um erro estratégico monumental que custou caro às empresas americanas e fortaleceu justamente o adversário que se pretendia enfraquecer.

Quem é Jensen Huang e o que é a NVIDIA?

Jensen Huang nasceu em Tainan, Taiwan, em 1963, e sua trajetória personifica o sonho americano. Enviado aos Estados Unidos ainda criança, formou-se em engenharia elétrica pela Oregon State University e concluiu seu mestrado na prestigiosa Stanford University. Em 1993, aos 30 anos, fundou a NVIDIA ao lado de dois sócios, apostando em um mercado então emergente: as unidades de processamento gráfico, conhecidas como GPUs.

A NVIDIA começou desenvolvendo chips gráficos para o mercado de videogames, mas sob a liderança visionária de Huang, a empresa percebeu que a arquitetura paralela das GPUs poderia revolucionar outros campos. Hoje, a NVIDIA é a líder mundial indiscutível na fabricação de chips especializados para inteligência artificial. Esses semicondutores são fundamentais para treinar e operar modelos de IA, processando volumes massivos de dados em velocidades que processadores convencionais jamais alcançariam. Seus chips equipam desde data centers gigantescos até supercomputadores de pesquisa, tornando a empresa uma das mais valiosas do planeta e colocando Huang no centro do debate sobre o futuro tecnológico global.

Um fracasso autoinfligido

Quando o governo americano impôs restrições à exportação de chips avançados para a China, a justificativa oficial centrava-se em preocupações de segurança nacional. Huang, porém, não hesitou em classificar a medida pelo que ela realmente representou. Em entrevista ao New York Times em maio de 2025, foi categórico: “No geral, o controle de exportação foi um fracasso”. O analista francês Arnaud Bertrand, especialista em relações sino-americanas, ecoou essa avaliação em publicação no X (antigo Twitter) de 18 de outubro de 2025, descrevendo a política como “uma das decisões mais autodestrutivas já tomadas pelo governo dos EUA”.

Os números comprovam a dimensão do desastre. A participação de mercado da NVIDIA na China despencou de 95% para praticamente zero. Um dos maiores mercados consumidores de tecnologia do mundo simplesmente desapareceu das projeções financeiras da companhia. Huang expressou sua perplexidade: “Não consigo imaginar nenhum formulador de políticas pensando que isso é uma boa ideia”. A frase resume a frustração de quem viu bilhões de dólares em receita evaporarem por uma decisão política que ignorou as realidades do mercado global.

O estímulo inesperado à inovação chinesa

A premissa que sustentava as sanções revelou-se não apenas equivocada, mas perigosamente arrogante. Washington apostou que a China seria incapaz de desenvolver tecnologia própria de chips avançados. Huang desmantelou essa ilusão: “Os EUA basearam sua política na suposição de que a China não pode fabricar chips de IA. A suposição sempre foi questionável. Agora, está claramente errada”.

Longe de paralisar o setor tecnológico chinês, as barreiras funcionaram como catalisador. O governo de Pequim respondeu com investimentos maciços em empresas nacionais como a Huawei, que rapidamente desenvolveram chips suficientemente avançados para sustentar aplicações de inteligência artificial. Huang reconheceu que os esforços de Washington deram às empresas chinesas “o espírito, a energia e o apoio governamental para acelerar seu desenvolvimento”. O resultado foi a emergência de um ecossistema tecnológico chinês cada vez mais autossuficiente, reduzindo drasticamente a dependência de fornecedores ocidentais e criando concorrentes diretos para as empresas americanas.

Um suicídio estratégico

As consequências transcendem o âmbito econômico e adentram o território da estratégia geopolítica. Huang alertou que a China já possui inteligência artificial funcional e está “nanossegundos atrás” dos Estados Unidos em capacidade de fabricação de chips. Ao ceder um mercado que representa 30% da demanda tecnológica global e concentra 50% da pesquisa mundial em IA, os EUA podem estar, nas palavras de Bertrand, “cedendo e desistindo” da corrida pela supremacia tecnológica.

As sanções criaram um vácuo rapidamente preenchido por engenheiros chineses que Huang descreve como “formidáveis, inovadores e famintos”. A ironia é pungente: uma política justificada como medida de segurança nacional ignorou que nenhum país, incluindo a China, basearia sua defesa em tecnologia estrangeira. Assim como o Pentágono não utiliza chips chineses em sistemas críticos, o governo chinês jamais dependeria de semicondutores americanos para suas aplicações militares. O argumento de segurança nacional, portanto, sempre foi uma cortina de fumaça para uma política que beneficiou apenas os concorrentes das empresas americanas.

Perspectivas futuras: um caminho incerto

O futuro das relações comerciais entre Estados Unidos e China no setor tecnológico permanece envolto em incertezas. Recentemente, sinalizações vindas de Washington indicam possível flexibilização das restrições. O próprio Trump, que durante seu primeiro mandato intensificou as barreiras comerciais, demonstrou abertura para renegociações. Em outubro de 2025, autoridades americanas e chinesas concordaram em retomar negociações comerciais “o mais rápido possível”, sinalizando que ambos os lados reconhecem os custos da escalada protecionista.

Huang defende abertamente o relaxamento das restrições, argumentando que espalhar tecnologia americana pelo mundo fortalece, em vez de enfraquecer, a posição dos Estados Unidos. A lógica é simples: empresas americanas dominam a tecnologia de ponta, e impedi-las de vender significa apenas abrir espaço para que concorrentes chineses desenvolvam alternativas próprias. Especialistas apontam que a descentralização tecnológica já está em curso, com a China investindo pesadamente em autossuficiência e formando alianças com outros países para criar cadeias de suprimento independentes do Ocidente.

O cenário mais provável envolve uma convivência tensa entre cooperação seletiva e competição acirrada. Setores considerados estratégicos permanecerão sob vigilância e restrições, enquanto áreas menos sensíveis poderão experimentar reaproximação comercial. O risco, porém, é que os nanossegundos de vantagem tecnológica americana se transformem em anos de atraso caso Washington persista em políticas que aceleram a inovação chinesa em vez de contê-la.

Conclusão: acordar antes que seja tarde

As críticas de Jensen Huang expõem a miopia de uma política que se provou cara, ineficaz e contraproducente. As barreiras tecnológicas custaram bilhões à NVIDIA e outras empresas americanas, mas seu maior custo foi estratégico: fortaleceram o adversário que pretendiam conter. Como o próprio CEO concluiu, “as restrições de exportação estimularam a inovação da China”. Washington precisa acordar para essa realidade antes que a distância de nanossegundos se transforme em um abismo tecnológico intransponível. O tempo para correção de rota está se esgotando, e cada dia de atraso representa uma vantagem adicional entregue de bandeja aos concorrentes chineses.

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Entenda tudo sobre o colapso da NVIDIA na China https://www.ocafezinho.com/2025/06/14/entenda-tudo-sobre-o-colapso-da-nvidia-na-china/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/14/entenda-tudo-sobre-o-colapso-da-nvidia-na-china/#respond Sat, 14 Jun 2025 07:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210694 O CEO da NVIDIA disparou contra sanções que impedem negócios com a China e alertou: sem esse mercado, os EUA arriscam ficar fora da liderança em IA

A NVIDIA, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, está perdendo terreno na China — e o motivo tem nome: as restrições impostas pelos Estados Unidos. Em um cenário onde Pequim já foi um dos mercados mais lucrativos para a empresa, o CEO Jensen Huang admitiu que, se as sanções norte-americanas continuarem, a China deixará de fazer parte das projeções financeiras da companhia.

Leia também: EUA sabotam a própria vanguarda e enfraquecem a NVIDIA 

O que aconteceu?

A NVIDIA está sendo espremida entre dois gigantes: de um lado, a China, seu antigo mercado bilionário; do outro, os EUA, que impõem barreiras cada vez mais duras à exportação de chips avançados. A empresa já não pode vender seus processadores de ponta para o país asiático, e até alternativas adaptadas, como o acelerador de IA H20, foram bloqueadas. Resultado? O negócio da NVIDIA na China está encolhendo rapidamente.

“A posição da NVIDIA na China é frágil, segundo acredita Jensen, pois as restrições de exportação dos EUA estão minando a influência da empresa.”

A China não vai esperar

Enquanto a NVIDIA se vê amarrada pelas políticas de Washington, a China segue em frente. O país já demonstrou capacidade de desenvolver tecnologias próprias, como o modelo de IA DeepSeek R1, mesmo sem acesso aos chips mais avançados dos EUA. Se as restrições continuarem, Pequim vai acelerar ainda mais sua independência tecnológica — e, quando isso acontecer, a NVIDIA pode perder o mercado chinês para sempre.

“Se a tecnologia dos EUA não estiver presente na região, a China acabará desenvolvendo alternativas próprias que, no futuro, poderão desafiar a hegemonia norte-americana global em inteligência artificial.”

NVIDIA x EUA: A guerra interna

Jensen Huang não esconde sua insatisfação com as políticas de Washington. Ele já chamou as regras de controle de exportação de “sem sentido” e criticou abertamente a proibição do H20. Para ele, as sanções só estão acelerando o que os EUA tentam evitar: o fortalecimento da China como potência tecnológica.

“Jensen não parou por aí: ele também criticou as restrições de exportação dos EUA e sua eficácia, afirmando que essas políticas falharam em alcançar seus objetivos.”

E agora?

Com o governo norte-americano mantendo suas restrições — como deixou claro o secretário de Comércio Howard Lutnick após o acordo de Genebra —, a NVIDIA está diante de um dilema: perder um mercado essencial ou desafiar as regras de Washington. Enquanto isso, a China segue seu caminho, provando que, com ou sem a NVIDIA, seu avanço em IA não será freado.

Uma coisa é certa: se os EUA não repensarem sua estratégia, a NVIDIA será só mais uma vítima de uma guerra que pode custar caro à liderança tecnológica norte-americana.

Com informações de wccftech.com e O Cafezinho*

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CEO de gigante americana de tecnologia fala sobre empregos e IA https://www.ocafezinho.com/2025/05/08/ceo-de-gigante-americana-de-tecnologia-fala-sobre-empregos-e-ia/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/08/ceo-de-gigante-americana-de-tecnologia-fala-sobre-empregos-e-ia/#respond Thu, 08 May 2025 12:27:22 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208162 CEO da Nvidia, Jensen Huang, sobre IA: todos os empregos serão afetados, alguns desaparecerão.

O fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, fez uma avaliação direta sobre o mercado de trabalho à medida que a inteligência artificial avança na sociedade.

“Você não perderá seu emprego para a IA, mas para alguém que a utilize”, afirmou Huang na terça-feira, durante a Conferência do Instituto Milken, em Santa Monica, Califórnia.

Huang acrescentou: “Recomendo 100% que aproveitem a IA, não sejam essa pessoa”.

Ele sugeriu baixar softwares como Perplexity e o ChatGPT, da OpenAI, para conhecer melhor os usos da inteligência artificial.

Apesar do crescimento contínuo da IA nas empresas norte-americanas e dos lucros impressionantes da Nvidia, os investidores da empresa enfrentaram um 2025 atípico.

As ações da Nvidia caíram 15% no acumulado do ano, impactadas pela ofensiva do governo Trump contra a exportação de chips de IA para a China e pelo temor de excesso de capacidade de produção nos EUA.

A leitura do mercado é que, embora a empresa provavelmente tenha um ano financeiramente forte, as taxas de crescimento talvez não repitam o ritmo espetacular de 2024.

No entanto, os resultados do primeiro trimestre de gigantes como Microsoft, Alphabet e Meta enfraqueceram esse pessimismo. As três big techs demonstraram otimismo com a demanda por serviços de IA e anunciaram que continuarão investindo pesadamente em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

Durante a conferência, Huang apresentou a narrativa da IA a um auditório repleto de investidores, ao lado de Michael Milken.

Vista Equity Partners e o investidor de tecnologia Robert Smith disseram ao Yahoo Finance, também no evento, que as oportunidades com IA em muitas empresas de tecnologia continuam sendo imperdíveis.

“Agora sim”, respondeu Smith ao ser questionado se os valuations do setor estavam atrativos.

“Em alguns casos, isso acontece porque essas empresas ainda não perceberam todo o seu potencial, e os investidores tampouco entenderam o verdadeiro impacto da adoção de IAs agentivas em seus modelos. Nem todas se tornarão uma IA generativa. Algumas sequer têm direito de existir, porque não fizeram o trabalho necessário para entender seus fluxos e dados”, explicou Smith.

Brian Sozzi
Brian Sozzi é editor executivo do Yahoo Finance.
6 de maio de 2025
Yahoo Finance

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Nvidia prevê que IA será o maior salto tecnológico da história https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/nvidia-preve-que-ia-sera-o-maior-salto-tecnologico-da-historia/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/nvidia-preve-que-ia-sera-o-maior-salto-tecnologico-da-historia/#respond Thu, 17 Oct 2024 16:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195225 Jensen Huang, CEO da empresa, revela como a revolução da IA está prestes a transformar indústrias, impulsionar robôs e redefinir a produtividade humana


No Lenovo Tech World 2024, Jensen Huang, CEO da Nvidia, compartilhou sua visão de um futuro impulsionado pela robótica, afirmando que a revolução da IA poderá ser o maior avanço da humanidade até agora. Em conversa com Yuanqing Yang, presidente e CEO da Lenovo, Huang destacou que as mudanças trazidas pela IA serão maiores para as empresas do que qualquer outro salto tecnológico anterior, transformando indústrias, empresas e até países inteiros.

“A revolução da IA será a maior revolução industrial que já vimos”, afirmou Huang. “Nos últimos 12 meses, assistimos a um despertar extraordinário em todos os setores, com cada empresa e país reconhecendo o poder da inteligência digital.”

Computação reinventada

Durante o evento, as duas empresas anunciaram uma parceria de IA híbrida e refletiram sobre as grandes transformações que viveram nas últimas décadas. Huang mencionou que passaram pela revolução do PC, da internet e da nuvem móvel, mas que agora a reinvenção da computação está em sua forma mais ampla, impulsionada pelo aprendizado de máquina rodando em GPUs. Huang destacou que, enquanto a codificação criou software e uma enorme indústria, o aprendizado de máquina está gerando inteligência artificial, onde máquinas podem realizar o trabalho dos programadores.

Robôs digitais e físicos

Huang também abordou a evolução da IA agêntica, onde agentes digitais ou “robôs de informação” serão capazes de entender e executar tarefas complexas com autonomia. Segundo ele, esses agentes digitais trabalharão ao lado de robôs físicos, estabelecendo as bases para as indústrias do futuro. “Essas duas inteligências artificiais serão a espinha dorsal das indústrias mundiais”, disse Huang.

Huang reforçou sua visão de “colegas de trabalho de IA”, robôs que desempenharão funções como marketing e gerenciamento da cadeia de suprimentos, aumentando drasticamente a produtividade. “Queremos alcançar uma produtividade sobre-humana”, declarou Huang, prevendo um futuro onde a colaboração entre humanos e IA transformará a força de trabalho global.

Com essa revolução em curso, Nvidia e Lenovo estão na linha de frente para moldar o futuro da tecnologia, reforçando a importância da IA e da robótica em todas as esferas da sociedade.

Via Agências de Notícias

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