Manchester United - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/manchester-united/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 20 Aug 2016 01:37:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Manchester United - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/manchester-united/ 32 32 Vizinhos https://www.ocafezinho.com/2016/07/06/vizinhos/ https://www.ocafezinho.com/2016/07/06/vizinhos/#respond Wed, 06 Jul 2016 11:48:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=49620 Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

José Mourinho, o auto-intitulado Special One, com toda a marra do mundo e mais alguma que porventura tenha sobrado por aí, foi apresentado nesta terça-feira como novo treinador do Manchester United, o maior campeão inglês, com 20 títulos. Na mesma cidade, o rival Manchester City terá no banco, comandando seu time, o catalão Pep Guardiola, desafeto predileto do treinador português em seus tempos de Real Madrid, quando o outro treinava o Barcelona e os dois protagonizaram embates memoráveis dentro e fora de campo, nas entrevistas, acirrando a rivalidade que começou, pra valer, na semifinal da Liga dos Campeões da Europa de 2010, vencida pela retranca da Internazionale de Milão de Mourinho contra a exuberância do Barça então campeão.

Mourinho venceria aquela Liga dos Campeões na final contra o Bayern de Munique, quebrando uma seca de 45 anos da Inter de Milão sem a taça, a segunda conquistada pelo técnico que começou como pupilo do inglês Bobby Robson no Sporting de Lisboa, tradutor e treinador adjunto que foi com o chefe para o Porto e, depois, para o Barcelona, isso na década de 90, quando por lá jogava Pep Guardiola, volante cria da casa, campeão da primeira Liga dos Campeões do Barcelona, em 1992. Bobby Robson saiu do Barça e Mourinho continuou, como assistente do holandês Louis Van Gaal, esse mesmo que deixou agora o Manchester United para que o português assumisse. Sob o comando de Van Gaal, Mourinho era treinador-adjunto, Guardiola era capitão do time e os dois conquistaram juntos, na temporada 1996/97, a Copa do Rei da Espanha e a antiga Copa dos Vencedores de Copas, na época a segunda em importância da Europa.

A carreira de técnico, mesmo, Mourinho iniciou no Benfica, mas por pouco tempo, graças a uma troca de diretoria que o levou para o modesto União de Leiria, de onde o Futebol Clube do Porto o tirou para lançá-lo à fama mundial com dois títulos portugueses, 2003 e 2004, a Copa nacional de 2003, a Copa Uefa de 2003, contra o Celtic de Glasgow na final, e o maior de todos os títulos, a Liga dos Campeões da Europa de 2004, cuja imagem mais marcante talvez seja a comemoração de Mourinho em pleno estádio de Old Trafford, sua casa agora, no gol que classificou o Porto para as quartas-de-final do torneio, eliminando os anfitriões do Manchester United.

Guardiola CityDali Mourinho foi para o Chelsea, conquistou campeonatos, copas, mas não a Copa dos Campeões que ganhou também na Inter, além de campeonatos nacionais, muitos, mais um ou outro no Real Madrid em meio às rusgas com Guardiola, outro mais na volta ao Chelsea, mas não mais a Liga dos Campeões que o atual treinador do Manchester City, agora rival caseiro, conquistou em sua primeira temporada como treinador, a Copa dos Campeões Europeus e todo o resto possível de taças numa temporada, tudo, campeonato espanhol, Copa do Rei, supercopas da Espanha e da Europa e por último, o Mundial de Clubes, tudo conquistado na primeira temporada de Guardiola como treinador do Barcelona, a primeira da vida dele.

No ano seguinte haveria o ônibus de Mourinho e da Inter, mas depois, em 2011, o Barcelona de Pep Guardiola voltaria a ganhar a Liga dos Campeões, o Mundial, o espanhol etc… E tão unânimes eram os elogios, tão incontestável o domínio que o treinador adorado, amado, resolveu mudar de ares. Foi para o Bayern de Munique, onde ganhou mais campeonatos, copas, mas não a Liga dos Campeões que agora, tendo o José Mourinho logo ali ao lado, voltará a buscar, além, é claro, do campeonato inglês, cujo equilíbrio foi usado até pelo próprio Mourinho pra minimizar o confronto direto com o rival antigo.

“Falar sobre um técnico, um clube e – eu não gosto da palavra, mas um rival, não é certo. Uma coisa é estar em uma competição como na Espanha, quando se trata de uma corrida entre dois cavalos. Na Itália, há três times. Mas na Premier League isso não faz sentido. Se você focar em um time ou um rival, os outros estarão rindo. Então, não quero fazer parte disso.”

Apresentado pelo Manchester City dois dias antes, Guardiola, que nunca foi o mais exaltado entre os dois, também foi político, incluindo o rival português no rol dos grandes treinadores que medirão seus conhecimentos, sua competência ou simplesmente marra na disputa pela Premier League deste ano.

“As pessoas não vêm ao estádio para ver o treinador, mas sim os jogadores. Nós estamos cá para os ajudar. Este ano estarão na liga inglesa treinadores como Mourinho, Klopp, Conte, Ranieri e Pochettino, mas o nosso trabalho é ajudar os jogadores, nada mais”.

luis.edmundo@terra.com.br

 

 

 

 

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A Copa, a vida, o futebol https://www.ocafezinho.com/2016/05/22/a-copa-a-vida-o-futebol/ https://www.ocafezinho.com/2016/05/22/a-copa-a-vida-o-futebol/#respond Mon, 23 May 2016 02:13:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=45919 Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

O time jamais tinha sido campeão de nada na primeira divisão, nada no nível profissional, adulto, e chegava novamente, pela segunda vez na história, à final do mais antigo torneio de futebol do planeta, na terra dos inventores do esporte. A torcida do Crystal Palace, simpático clube de Croydon, no sul de Londres, fez festa no tradicionalíssimo estádio de Wembley, palco da final da Copa desde 1923 até 2000, quando foi posto abaixo para, reconstruído, voltar a sediar a grande decisão desde 2007. O pai com o filho no colo, o careca alto, forte, quarentão, o senhor de cachecol nas cores do clube, cabelo branco, óculos e boina, os dois torcedores com cabeça de águia, símbolo do time, todos fizeram festa e foram ao delírio aos 33 minutos do segundo tempo, quando o Crystal Palace abriu o placar no golaço de Jason Puncheon, que havia entrado em campo seis minutos antes, no lugar de Cabaye.

Como na primeira vez, em 1990, a decisão era contra o maior campeão nacional entre os times ingleses, o arquivencedor Manchester United, cujos torcedores, inclusive os mais novos, vivenciaram títulos de todos os tipos, entre eles 20 campeonatos nacionais, contra 18 do segundo maior vencedor, o Liverpool; e 11 Copas da Inglaterra, chegando à final para igualar as 12 do Arsenal e tornar-se, também, o maior detentor de Copas em seu país. Isso sem falar nos títulos continentais, mundiais, sonho impossível, suprema utopia para o pai com o filho no colo, o careca alto, forte, quarentão, o senhor de cachecol nas cores do time e os jovens, quase adolescentes com o rosto pintado em vermelho e azul, todos em êxtase na hora do gol do time, numa felicidade acumulada, liberta aos urros, aos abraços apertados em conhecidos ou não, e na comemoração inesperada, hilária, do treinador do Crystal Palace, Alan Pardew.

Como mostra esse vídeo (além de mostrar também o pai com o filho no colo, o careca quarentão, o senhor de cachecol…), com toda a seriedade sugerida por seu terno impecável, alinhado, o técnico do Crystal Palace simplesmente não se conteve com o gol de seu time e dançou solto, numa espécie de miudinho anglo-saxão revestido de um estilo próprio, pessoal. Pena que a alegria não durou nem três minutos, tempo suficiente para o espanhol Juan Mata empatar a partida, aproveitando bela jogada individual de Wayne Rooney, que levou para a direita e cruzou para o belga Fellaini matar no peito ao lado de Mata, que chutou de primeira, sem deixar quicar. A bola passou por baixo das pernas do zagueiro Joel Ward, que, em cima da linha, chegou a tocar nela com o joelho esquerdo.

Man United FA CUF finalÀquela altura Fellaini já havia acertado o travessão do goleiro Wayne Hemessey, completando passe de letra de Martial, e o próprio Martial também já havia acertado a trave do Crystal Palace, de cabeça, após cruzamento do equatoriano Valência. Hemessey havia defendido ainda outro chute perigoso de Mata, embaixo, no canto. Do outro lado Bolasie obrigara o espanhol De Gea, goleiro do United, a fazer bela defesa, espalmando pra corner um chute também no canto, embaixo, e antes, na primeira jogada de perigo da partida, Connor Wickham ganhou do zagueiro Smalling na corrida, foi puxado, caiu, levantou e se livrou de outro marcador pra fazer o gol com o goleiro adversário parado e o jogo paralisado porque o juiz, Mark Clattenburg, resolveu não dar vantagem no lance. Deu a falta e o cartão amarelo a Smalling.

O jogo foi para a prorrogação e, nos primeiros 15 minutos, Smalling seria expulso, o que voltou a animar os sofridos torcedores do Crystal Palace, ainda mais quando Dwight Gayle recebeu livre na frente de De Gea e chutou para outra grande defesa do goleiro espanhol. E então veio o gol da vitória do todo-poderoso Manchester United, com um a menos em campo, o chutaço no ângulo de Jesse Lingard para colocar as coisas nos seus devidos lugares, para enterrar de vez o sonho do pai com o filho no colo, do careca alto, forte, do senhor de cachecol com as cores de times, dos jovens cara-pintadas, dos cabeças-de-águia e também de Alan Pardew, que, no entanto, não se arrependeu de sua dancinha inusitada.

Numa final de Copa da Inglaterra, como treinador, é difícil você conseguir aproveitar algum momento. Se vocês me perdoarem por minha dança, posso dizer que estava apenas aproveitando aquele momento. Meus jogadores deram tudo, tudo, Eles mereciam vencer, mas o jogo é assim.

O fim de semana foi de finais de Copa pela Europa. Na Alemanha, o Bayern de Munique bateu o Borussia Dortmund nos pênaltis e ficou com a taça na despedida do treinador Pepe Guardiola, que treinará o Manchester City na próxima temporada. O italiano Carlo Ancellotti assumirá o Bayern. Na França, o Paris Saint Germain venceu o Olimpique de Marseille na despedida do atacante sueco Zlatan Ibrahimovic. Na Espanha, o Barcelona conquistou a Copa do Rei ao vencer o Sevilha. Em Portugal, o Sporting Braga levou a Taça ao vencer o Porto nos pênaltis. E na Itália, a Juventus venceu o Milan e conseguiu a dobradinha, ao levar este ano o campeonato nacional e a Copa.

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