Mc Poze do Rodo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mc-poze-do-rodo/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 15 Apr 2026 13:11:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Mc Poze do Rodo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mc-poze-do-rodo/ 32 32 Operação da PF atinge MC Poze e Ryan SP https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/operacao-da-pf-atinge-mc-poze-e-ryan-sp/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/operacao-da-pf-atinge-mc-poze-e-ryan-sp/#respond Wed, 15 Apr 2026 13:11:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=235021 MC Poze do Rodo foi preso pela PF nesta quarta-feira em operação contra lavagem de dinheiro que movimenta valores bilionários no país. O cantor integra a Operação Narcofluxo. A ação visa desarticular associação criminosa acusada de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em transações ilegais. O esquema incluía operações com criptoativos no Brasil e no exterior.

Agentes federais cumpriram o mandado no início da manhã. A prisão ocorreu em condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. No mesmo local, o cantor foi vítima de assalto no mês passado.

A PF também cumpria outros dois mandados de prisão no estado. Em Bertioga, litoral paulista, policiais prenderam o MC Ryan SP. As ações integram operação nacional coordenada.

A defesa de Poze afirmou desconhecer os autos ou o teor do mandado. “Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Esta é a terceira vez que Poze é preso. Em 2023, ele foi detido em investigação da Polícia Civil do Rio. Em 2019, o cantor foi preso em flagrante após show em Mato Grosso.

Segundo a PF, os envolvidos usavam sistema para ocultar valores. O esquema incluía operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. A investigação aponta sofisticação nas estratégias.

Cerca de 200 policiais cumpriram 39 mandados de prisão temporária. Também foram executados 45 mandados de busca e apreensão da 5ª Vara Federal em Santos. As ações ocorreram em nove estados e no Distrito Federal.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Foram apreendidos veículos, valores, documentos e equipamentos eletrônicos. Os itens subsidiarão o aprofundamento das investigações.

O caso expõe o uso crescente de criptoativos em esquemas de lavagem no Brasil. A operação revela como organizações criminosas se adaptam a novas tecnologias financeiras. O desafio é acompanhar essa evolução.

Para o funk, a prisão reacende o debate sobre vínculos entre artistas e facções. Poze já foi investigado por shows em áreas dominadas pelo Comando Vermelho. A questão envolve limites da liberdade artística.

A Polícia Civil afirmou que letras de Poze “fazem apologia ao tráfico”. Segundo a DRE, shows eram usados para aumentar lucros com venda de entorpecentes. Os recursos financiariam armas e equipamentos para crimes.

A Operação Narcofluxo sinaliza maior rigor federal contra crimes financeiros no setor cultural. O desfecho pode influenciar como o país combate lavagem por meio de eventos e ativos digitais. A investigação prossegue.

Com informações de G1*
Editado por Rhyan de Meira* 

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Justiça do Rio revoga prisão do MC Poze do Rodo https://www.ocafezinho.com/2025/06/03/justica-do-rio-revoga-prisao-do-mc-poze-do-rodo/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/03/justica-do-rio-revoga-prisao-do-mc-poze-do-rodo/#respond Tue, 03 Jun 2025 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209989 Desembargador criticou a atuação da Polícia Civil no caso

A Justiça do Rio concedeu nesta segunda-feira (2) habeas corpus a Marlon Brandon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo. Na decisão, o desembargador Peterson Barroso Simão, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, criticou a forma de atuação da Polícia Civil no caso.

“Existem indícios que comprometem o procedimento regular da polícia. Pelo pouco que se sabe, o paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente”, escreveu o magistrado.

O funkeiro foi preso na última quinta-feira (29), em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio, em uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Ele foi algemado com as mãos para trás, sem camisa e levado descalço para a delegacia. Ele teria de cumprir prisão temporária de 30 dias.

“O material arrecadado na busca e apreensão [na casa do funkeiro] parece ser suficiente para o prosseguimento das investigações, sem a necessidade da manutenção da prisão já que não há comprovação, por ora, de que ele estivesse com armamento, drogas ou algo ilícito em seu poder”, disse Simão.

O magistrado explicou na decisão, que MC Poze do Rodo já tinha sido investigado em outro processo e absolvido em duas instâncias da Justiça do Rio.

“A prisão temporária não é exatamente a solução almejada pela população, pois todos nós imaginamos como funciona a máquina criminosa do Comando Vermelho. É preciso prender os chefes, aqueles que pegam em armas e negociam drogas. O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade”.

O advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que defende o funkeiro, classificou a decisão como “serena que restabelece a liberdade e dá espaço à única presunção existente no direito: a de inocência”.

Medidas cautelares que MC Poze do Rodo terá de cumprir:

  • Comparecimento mensal em juízo até o dia 10 de cada mês para informar e justificar suas atividades;
  • Não se ausentar da Comarca enquanto perdurar a análise do mérito do habeas corpus;
  • Permanecer à disposição da Justiça informando telefone para contato imediato;
  • Proibição de comunicar-se com pessoas investigadas pelos fatos envolvidos no inquérito, testemunhas, bem como pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 02/06/2025

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Sabrina Craide

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