medicamentos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/medicamentos/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 14 May 2025 21:25:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png medicamentos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/medicamentos/ 32 32 Na China, Governo fecha acordos para produzir vacinas, medicamentos e hospital inteligente no Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/05/14/na-china-governo-fecha-acordos-para-produzir-vacinas-medicamentos-e-hospital-inteligente-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/14/na-china-governo-fecha-acordos-para-produzir-vacinas-medicamentos-e-hospital-inteligente-no-brasil/#respond Wed, 14 May 2025 23:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=208731 Alexandre Padilha integra comitiva do presidente Lula que, nesta terça-feira (12), firmou parcerias com o país asiático com o apoio da pasta. Conheça os projetos

O ministro Alexandre Padilha participou nesta terça-feira (12) em Pequim, na China, de encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do setor de saúde do país asiático. Entre as parcerias estabelecidas, destacam-se três acordos bilaterais entre chineses e brasileiros para a produção de vacinas de última geração, para a transferência de tecnologia na área de equipamentos de imagem e para a construção de uma plataforma industrial de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) no Brasil.

“A visita à China, com o presidente Lula, tem permitido que o Ministério da Saúde consolide essas parcerias que vão levar muita tecnologia, conhecimento e renda para o Brasil”, disse o ministro da Saúde.

Ele destacou que as iniciativas firmadas significam mais vacinas, medicamentos e equipamentos de exames de imagem para o povo brasileiro. “Esses acordos estão tendo todo o apoio do Ministério da Saúde na articulação e, também, nos passos regulatórios que possam existir em relação a eles, como na aprovação da agência reguladora brasileira e nas visitas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na China para aprovação da produção”, afirmou.

Como resultado da viagem, o Ministério deve conseguir agilizar, ainda, o andamento de outras três iniciativas firmadas anteriormente no Brasil. São projetos para a produção nacional da insulina glargina e de vacina contra a dengue , além da criação de um hospital digital inteligente. “Já tínhamos dado passos decisivos, mas estamos aproveitando a visita para acelerar a implantação desses projetos”, disse Padilha.

Desenvolvimento de vacinas no Brasil

Na área de vacinas, as empresas Eurofarma e Sinovac Biotech propõem criar o iBRID — Instituto Brasil-China para Inovação em Biotecnologia e Doenças Infecciosas e Degenerativas: um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. O acordo firmado aborda um memorando de entendimento para a criação do instituto, que deve acelerar soluções terapêuticas complexas para doenças infecciosas, câncer, condições imunológicas e degenerativas, com foco em vacinas de última geração, anticorpos monoclonais, imunoterapias e terapias celulares e genéticas avançadas.

Com a parceria para desenvolvimento de vacinas entre a empresa nacional e a chinesa, será possível ter no Brasil uma plataforma de exportação para as Américas e a África, segundo o ministro. “É uma parceria extremamente ampla e inovadora, porque constitui uma verdadeira plataforma binacional de produção de imunizantes, e não é uma vacina específica, são várias. Isso dá uma possibilidade muito ampla de desenvolvimento não só tecnológico, mas de escala de produção para essa empresa nacional brasileira, o que contribuirá muito para o Ministério da Saúde”, salientou Padilha.

Produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs)

Outra parceria está relacionada à produção de IFAs no Brasil, o que ainda é um desafio tecnológico, conforme o ministro. Esses insumos são matérias-primas para a produção de medicamentos.

As multinacionais Aurisco e a Nortec Química S.A, maior produtora de IFAs da América Latina, assinaram um memorando de entendimento que propõe parceria estratégica para construir uma plataforma industrial robusta de IFAs no Brasil. Isso ajudará a reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade nacional de produção desses insumos em áreas críticas.

A parceria envolve acordos com empresas chinesas para transferência de tecnologia e cooperação regulatória, com estrutura societária que assegure ao menos 51% de controle nacional. O projeto prevê novas unidades produtivas no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de até 500 toneladas por ano de IFAs sintéticos e uma unidade focada em Biotecnologia, com investimento estimado de R$ 350 milhões. O projeto visa reduzir a dependência de importação, garantir autonomia do Sistema Único de Saúde (SUS) e inserir o Brasil nas cadeias globais de valor, com produção industrial prevista entre 3 e 5 anos.

Equipamentos de imagem

No país asiático, também foram assinados memorandos de entendimento na área de equipamentos de imagem com diversas empresas para fabricação de detectores de imagens médicas tipo “flat panel” no Brasil.

Um dos objetivos é atualizar o parque de equipamentos de raios-X, que, atualmente, utiliza tecnologia antiga, com filmes radiográficos de alto custo e baixa qualidade. A produção nacional desses detectores permitirá exames mais baratos e de melhor qualidade. Eles são usados em radiografia digital e fluoroscopia para capturar imagens de alta resolução de forma rápida, convertendo raios X em sinais digitais para diagnósticos mais precisos e menor exposição à radiação. A parceria é com a empresa chinesa Careray.

Está prevista, também, a fabricação de equipamentos de ultrassom no Brasil para atender à demanda nacional e da América Latina, a fim de proporcionar diagnósticos precisos e não invasivos em áreas como ginecologia, cardiologia, obstetrícia e vascular.

A expectativa é que a produção nacional reduza custos e amplie o acesso a esses equipamentos em cidades de médio e pequeno porte, beneficiando as redes de saúde pública e privada. A parceria é com o Shantou Institute of Ultrasonic Instruments (SIUI).

Foram firmadas, ainda, parcerias para a fabricação de equipamentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética, com a empresa chinesa Wandong Medical;

produção de equipamentos de radioterapia no Brasil, com a Shinva Medical; e de aceleradores lineares para esterilização de alimentos e insumos médicos, com a chinesa Iray Group.

“Essas parcerias são extremamente inovadoras, porque é a possibilidade de transferência de tecnologia de equipamentos médicos, seja tomografia, ultrassom, raio-x. Isso é inovador porque o Brasil importa praticamente todos os seus grandes equipamentos médicos. E a produção brasileira poderá ter um impacto muito significativo na geração de emprego e renda no nosso país”, destacou o ministro da Saúde.

Vacina contra dengue, insulina glargina e hospital inteligente

Na visita à China, Alexandre Padilha participou de outras agendas para acelerar três iniciativas que já haviam sido delineadas no Brasil. Uma delas envolve o Banco Nacional do Desenvolvimento do BRICS e uma série de hospitais e universidades da China que desenvolvem hospitais inteligentes. Essas unidades hospitalares utilizam inteligência artificial e equipamentos de conexão nos procedimentos.

O Brasil estuda a possibilidade de criar o seu primeiro hospital inteligente, com tecnologia que deve ser desenvolvida em várias regiões do país.

Já a iniciativa relacionada à produção de insulina glargina, o tipo mais moderno do medicamento, envolve uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Biomm e a Gan & Lee, anunciada em abril deste ano. “A visita aqui permitiu que a gente pudesse acelerar a encomenda para essa parceria. Teve a resposta positiva por parte da parceira chinesa de que podem entregar, neste ano, 20 milhões de unidades dessa insulina”, disse Padilha.

O ministro ainda participou de agenda para aceleração da entrega da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Ela será fabricada na China porque o instituto brasileiro não poderia produzi-la em escala. A ideia é iniciar uma campanha ampla de imunização contra a doença no ano que vem com as doses produzidas por meio dessa parceria.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 14/05/2025

Por Ministério da Saúde

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Medicamentos têm menor reajuste médio desde 2018 https://www.ocafezinho.com/2025/03/31/medicamentos-tem-menor-reajuste-medio-desde-2018/ Mon, 31 Mar 2025 17:07:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205656 Aumento máximo ficou em 5,06%, mas maior parte dos remédios sobe 2,6%

Os medicamentos terão o menor reajuste médio desde 2018, conforme a resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), publicada nesta segunda-feira (31) no Diário Oficial da União. Embora o teto de reajuste tenha ficado em 5,06%, equivalente à inflação oficial acumulada em 12 meses, esse percentual só incidirá sobre cerca de 7% dos remédios.

O aumento não é automático e depende de as empresas farmacêuticas enviarem o relatório de comercialização à Cmed. Após essa fase, o reajuste, na prática, só é cobrado à medida que os estoques das farmácias forem repostos.

Como todos os anos, a resolução da Cmed divide os medicamentos em três níveis de reajuste, conforme o grau de concorrência. Os percentuais são os seguintes:

  • Nível 1: 5,06%;
  • Nível 2: 3,83%;
  • Nível 3: 2,6%.

Os remédios do nível 1, no entanto, só representam 7,8% do total de medicamentos. O nível 2 corresponde a 15%. O nível 3 representa 77,2%.

Ao considerar a série histórica, os percentuais de aumento para os remédios de nível 2 e 3 são os mais baixos desde 2018, quando o nível 2 ficou em 2,47% e o nível 3, em 2,09%. Em relação aos medicamentos de nível 1, o aumento de 5,06% é superior ao reajuste de 4,5% de 2024, mas inferior à alta de 5,6% em 2023.

Entenda o cálculo

O aumento nos preços de medicamento ocorre sempre em 31 de março de cada ano. A prática é regulamentada pela Lei 10.742/2003, que estabelece as diretrizes para a regulação de preços.

Para calcular o reajuste dos medicamentos, a Cmed considera primeiramente a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de março do ano anterior a fevereiro do ano atual. Para chegar aos três níveis de reajuste, o órgão pega o IPCA e considera os seguintes parâmetros:

  • subtração de um fator de produtividade (fator X);
  • acréscimo de fator de ajuste de preços relativos entre setores (fator Y);
  • acréscimo de fator de ajuste com base na concorrência dentro de um mesmo setor (fator Z), que mantém, reduz ou anula o desconto no fator X.

Divulgado todos os anos por meio de nota técnica, o fator de produtividade é estabelecido com base em projeções de ganhos de produtividade da indústria farmacêutica. Se houver previsão de queda no Índice de Produtividade do Trabalho do Setor Farmacêutico, o fator X deve ser igual a zero.

O fator Y representa custos de produção não medidos pelo IPCA, como tarifas de energia, variação cambial e preços de insumos. O fator Z corresponde a concorrência e custos não captados pelo IPCA específicos de um setor.

O percentual de reajuste de cada medicamento é calculado pegando o IPCA em 12 meses até fevereiro (5,06% em 2025), subtraindo o fator X e somando os fatores Y e Z. Caso o fator X fique em zero, o fator Z também será zero.

No fim de janeiro, a Cmed divulgou que houve ganho de produtividade de 2,459% de 2024 para 2025. No fim de fevereiro, o órgão informou que o fator Y ficou negativo em -0,70904 e, portanto, ficará em 0 para este ano.

Usado para classificar os medicamentos em níveis 1, 2 e 3, o nível Z é definido da seguinte forma:

  • Nível 1: medicamentos em mercados mais competitivos e sem desconto do Fator X;
  • Nível 2: medicamentos em mercados moderadamente concentrados, com desconto de 50% do Fator X;
  • Nível 3: medicamentos em mercados muito concentrados, com desconto integral do Fator X.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 31/03/2025

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Valéria Aguiar

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IA reduz pela metade o tempo para novos medicamentos, diz XtalPi https://www.ocafezinho.com/2025/01/20/ia-reduz-pela-metade-o-tempo-para-novos-medicamentos-diz-xtalpi/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/20/ia-reduz-pela-metade-o-tempo-para-novos-medicamentos-diz-xtalpi/#respond Mon, 20 Jan 2025 23:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=200799 A XtalPi, empresa da Grande Área da Baía chinesa, combina IA e robótica para revolucionar a descoberta de medicamentos, reduzindo prazos de 4 para 2 anos e elevando taxas de sucesso


A XtalPi Holdings, uma empresa de descoberta de medicamentos baseada em inteligência artificial (IA) localizada na Grande Baía, está transformando a indústria biofarmacêutica ao usar IA e robótica para revolucionar os métodos tradicionais de desenvolvimento de medicamentos.

Segundo o South China Morning Post, o modelo de linguagem ampla (LLM) desenvolvido pela empresa, tecnologia que sustenta serviços de IA generativa como o ChatGPT, aumentou a taxa de sucesso de experimentos químicos para 90%, comparado aos 20% a 30% anteriores, de acordo com Zhang Peiyu, diretor científico da XtalPi, sediada em Shenzhen.

“Há muitas boas oportunidades para [inteligência artificial geral] em áreas verticais”, disse Zhang ao Post durante a China Conference: Greater Bay Area 2025, realizada em Guangzhou. “Na indústria farmacêutica, vimos um grande potencial para usar LLMs em domínios especializados.”

Zhang prevê que a integração da robótica com a IA reduzirá os prazos de descoberta de medicamentos para apenas um ou dois anos, em vez dos habituais quatro.

Fundada em 2014 por três físicos quânticos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a XtalPi estabeleceu sua base de pesquisa e desenvolvimento em Shenzhen no ano seguinte. Localizada na Zona de Cooperação Hong Kong-Shenzhen, na fronteira entre as duas cidades, a empresa aproveitou as políticas industriais locais para emergir como um ator-chave na área de IA para desenvolvimento de medicamentos, atendendo quase quatro em cada cinco grandes empresas farmacêuticas globalmente.

Zhang destacou que o desenvolvimento da empresa foi impulsionado pelas sinergias regionais no esquema da Grande Baía, especialmente na aquisição de talentos, parcerias na cadeia de suprimentos e captação de recursos entre cidades.

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Camex zera imposto de importação de 13 produtos https://www.ocafezinho.com/2024/11/12/camex-zera-imposto-de-importacao-de-13-produtos/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/12/camex-zera-imposto-de-importacao-de-13-produtos/#respond Tue, 12 Nov 2024 15:21:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196931 Está incluso na lista medicamentos contra câncer

A Câmara de Comércio Exterior, Camex, zerou o imposto de importação de 13 produtos, incluindo medicamentos contra câncer de próstata e outros tipos da doença.

Antes, a tarifa variava de 3,6% a 18%.

A decisão foi anunciada nessa segunda-feira e começa a valer após publicação no Diário Oficial da União.

O imposto também foi zerada para materiais usados na produção de luvas médicas, pás eólicas, pneus e defensivos agrícolas; além de lentes de contato hidrogel e filmes de radiografias.

A Câmara ainda reduziu ou zerou a tarifa de produtos sem produção nacional similar, caso de bens de capital, como máquinas e equipamentos, e de autopeças.

Por outro lado, houve elevação no imposto de importação de insumos de vidro para indústria, de 16% para 20%, e células fotovoltaicas de painéis solares, de 9,6% para 25%.

Segundo a Camex, isso aconteceu para fortalecer a produção local e geração de empregos no país.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 12/11/2024 – 08h25

Por Renato Ribeiro – repórter da Rádio Nacional

Edição: Leila dos Santos – Marizete Cardoso

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