mercado financeiro - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mercado-financeiro/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 01 Jul 2026 08:41:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png mercado financeiro - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mercado-financeiro/ 32 32 Mercado financeiro eleva previsão da Selic para 13,75% ao ano https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/mercado-financeiro-eleva-previsao-da-selic-para-1375-ao-ano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/mercado-financeiro-eleva-previsao-da-selic-para-1375-ao-ano/#respond Mon, 15 Jun 2026 13:52:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/15/mercado-financeiro-eleva-previsao-da-selic-para-1375-ao-ano/ Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic. A previsão dos analistas para os juros, até o final de 2026, passou de 13,5% ao ano para 13,75% ao ano.

A informação está no boletim Focus desta segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa, que é o principal instrumento do BC para controlar a inflação, deve chegar a 10% ao ano.

O Copom faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a Selic e a previsão do mercado financeiro é que ela seja mantida em 14,5% ao ano neste encontro. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros num cenário de queda da inflação, no entanto, a guerra no Oriente Médio impactou a economia do país, com o aumento dos preços de combustíveis e de alimentos pressionando a inflação.

A reunião do Copom ocorre nesta terça (16) e quarta-feira (17).

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora do teto da meta de inflação. Para 2027, a projeção da inflação passou de 4,03% para 4,1%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,68% e 3,5%, respectivamente.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

Fonte: Agência Brasil

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Bolsonarismo se consolida como braço político da lumpemburguesia financeira e miliciana https://www.ocafezinho.com/2026/06/05/bolsonarismo-se-consolida-como-braco-politico-da-lumpemburguesia-financeira-e-miliciana/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/05/bolsonarismo-se-consolida-como-braco-politico-da-lumpemburguesia-financeira-e-miliciana/#respond Fri, 05 Jun 2026 21:57:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/05/bolsonarismo-se-consolida-como-braco-politico-da-lumpemburguesia-financeira-e-miliciana/ O historiador Valério Arcary, professor titular aposentado do Instituto Federal de São Paulo, analisa em artigo publicado pelo Opera Mundi como o bolsonarismo transcendeu o populismo de direita para se tornar a expressão política de uma fração específica da burguesia brasileira. Segundo Arcary, essa fração, denominada lumpemburguesia, opera nas brechas do capitalismo sem qualquer compromisso com normas regulatórias ou ética empresarial.

A lumpemburguesia, conceito resgatado das formulações de Ernest Mandel e Karl Marx, não se confunde com o lumpemproletariado. Enquanto este representa a massa marginalizada e despossuída, aquela floresce em setores como garimpo ilegal, grilagem de terras, crime organizado e, cada vez mais, no sistema financeiro. A simbiose entre esses grupos e a extrema-direita brasileira se materializa em casos como o do banqueiro Daniel Vorcaro e a família Bolsonaro.

A operação que movimentou pelo menos 60 milhões de reais no financiamento do filme-biografia de Jair Bolsonaro exemplifica essa relação promíscua. O dinheiro, proveniente do Banco Master e de fundos de pensão estaduais, envolveu governadores, parlamentares do Centrão e figuras da extrema-direita em uma orgia financeira que escancara a aliança orgânica entre o bolsonarismo e a lumpemburguesia.

Flávio Bolsonaro, senador pelo Partido Liberal do Rio de janeiro, emerge como figura central desse projeto político. Sua atuação combina defesa intransigente de privatizações, ataques ao Bolsa Família, desmonte do Sistema Único de Saúde e da previdência pública com alinhamento geopolítico aos Estados Unidos e ao projeto de recolonização da América Latina liderado por Donald Trump. Essa agenda, segundo Arcary, representa uma ameaça dupla às conquistas sociais e às liberdades democráticas.

A normalização desse fenômeno pelas instituições democrático-liberais é um dos aspectos mais preocupantes da análise. A Justiça Eleitoral, a mídia comercial e setores do establishment tratam com naturalidade a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, mesmo após revelações de esquemas de caixa dois e sua recente viagem aos Estados Unidos em busca de apoio externo para as eleições brasileiras. Essa tolerância institucional configura uma aberração política de consequências imprevisíveis.

Arcary recorda que o núcleo dirigente do bolsonarismo foi cúmplice de uma operação golpista que planejou o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Embora Jair Bolsonaro e alguns generais tenham sido condenados e presos, a impunidade relativa a seus crimes políticos persiste, evidenciando uma crise profunda nas instituições brasileiras.

A lumpemburguesia não busca o poder político tradicional, mas explora as fissuras do Estado para acumular capital sem pagar impostos ou obedecer a regulações. O crime organizado, em suas vertentes mais sofisticadas como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, representa apenas a face mais visível desse grupo social que se infiltrou em polícias, instituições e no sistema bancário, corroendo as bases da democracia.

O fenômeno não se restringe ao Brasil, mas se insere em um movimento internacional de ascensão da extrema-direita após a crise de 2008 e a emergência da China como potência rival dos Estados Unidos. Líderes como Donald Trump, Javier Milei, Nayib Bukele, José Antonio Kast e Marine Le Pen são normalizados pela imprensa ocidental como representantes legítimos de um conservadorismo populista, quando, na realidade, preparam o terreno para subverter a ordem democrática e impor derrotas históricas à classe trabalhadora.

A burguesia liberal tolera o neofascismo como estratégia para conter o avanço de forças progressistas e manter a hegemonia dos Estados Unidos no sistema internacional. No Brasil, essa dinâmica transformou o bolsonarismo em instrumento funcional da lumpemburguesia, que encontrou na família Bolsonaro seus representantes ideais. O resultado é uma combinação tóxica de autoritarismo, corrupção financeira e subserviência geopolítica que ameaça as bases da democracia brasileira e a soberania nacional.

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Itaú admite cobranças indevidas por 14 anos e impõe barreiras para ressarcimento https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/itau-admite-cobrancas-indevidas-por-14-anos-e-impoe-barreiras-para-ressarcimento/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/itau-admite-cobrancas-indevidas-por-14-anos-e-impoe-barreiras-para-ressarcimento/#comments Sat, 30 May 2026 06:42:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/itau-admite-cobrancas-indevidas-por-14-anos-e-impoe-barreiras-para-ressarcimento/ 4 Comentários 🔥]]>
Fachada de agência do banco Itaú com balões e clientes na entrada. (Foto: metropoles.com)

O Itaú reconheceu ter cobrado indevidamente por serviços não contratados em faturas de cartão de crédito durante 14 anos. O esquema pode ter desviado dezenas de bilhões de reais dos clientes.

O banco possui 100 milhões de clientes, o que evidencia a escala da prática irregular. Se cada correntista tivesse perdido apenas R$ 1 no período, o montante chegaria a R$ 16 bilhões.

As cobranças reais variavam entre R$ 10 e R$ 30 mensais por consumidor, segundo a ação civil coletiva. Com uma média de R$ 20 mensais e apenas 10% da base afetada, o valor total pode superar R$ 33 bilhões.

O esquema consistia em incluir débitos mensais por serviços de seguro e outros itens não solicitados. Os valores eram propositalmente baixos para passar despercebidos nas faturas.

Conforme reportagem do Metrópoles, o banco usava estratégias para evitar a identificação das cobranças. As medidas incluíam dificultar o cancelamento dos serviços.

Os métodos foram detalhados na ação civil coletiva que resultou no acordo com o Ministério Público de Minas Gerais. A confissão do banco representa um reconhecimento raro de práticas abusivas no setor financeiro.

Para receber a devolução, o consumidor precisa apresentar evidências da cobrança entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025. Também é necessário ter registrado reclamação formal nos canais do banco ou em órgãos de defesa do consumidor até essa data.

A exigência temporal inviabiliza o ressarcimento para quem descobriu a lesão apenas em 2026. O cliente precisaria ter denunciado antes mesmo da confissão do banco, algo impossível para a maioria.

Outra exigência transfere o ônus da prova ao consumidor, que deve demonstrar não ter solicitado os serviços. Mesmo com a confissão do Itaú, o cliente precisa provar sua inocência para reaver o dinheiro.

O acordo com o Ministério Público transforma o ressarcimento em um labirinto burocrático. O maior banco privado do país, apesar de admitir a conduta irregular, conseguiu blindar-se de indenizações significativas.


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Computação quântica ameaça quebrar criptografia do Bitcoin e colapsar aposentadorias https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/computacao-quantica-ameaca-quebrar-criptografia-do-bitcoin-e-colapsar-aposentadorias/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/computacao-quantica-ameaca-quebrar-criptografia-do-bitcoin-e-colapsar-aposentadorias/#respond Fri, 29 May 2026 12:34:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/computacao-quantica-ameaca-quebrar-criptografia-do-bitcoin-e-colapsar-aposentadorias/
Moedas físicas de Bitcoin dispostas sobre superfície com iluminação vermelha. (Foto: newscientist.com)

A corrida da computação quântica está prestes a se transformar em uma ameaça concreta para o Bitcoin e para os fundos de aposentadoria de milhões de trabalhadores.

Novos estudos científicos indicam que a capacidade de quebrar a criptografia que sustenta a moeda digital está muito mais próxima do que se imaginava. As estimativas apontam entre 10 mil a 500 mil qubits necessários para executar o ataque.

O alerta foi disparado por pesquisadores do Google, da Ethereum Foundation e de várias universidades em um extenso artigo. Um segundo estudo da startup Quantinuum reforçou a urgência, projetando que apenas 10 mil qubits poderiam romper a segurança do Bitcoin.

O maior conjunto de qubits já construído possui 6.100 unidades, o que torna a marca de 10 mil qubits perturbadoramente próxima. A trajetória de crescimento da tecnologia sugere que o chamado Q-Day, o colapso da criptografia atual, pode chegar antes do previsto.

A criptografia do Bitcoin se baseia em um problema matemático impossível para computadores convencionais. No entanto, cientistas sabem desde 1994 que um computador quântico potente pode decifrar essa proteção com o algoritmo de Shor.

Segundo reportagem da New Scientist, o Google recomenda a migração para criptografia pós-quântica até 2029. O Bitcoin, contudo, enfrenta a lentidão de sua governança descentralizada para implementar mudanças.

O pioneiro das criptomoedas Eli Ben-Sasson, da StarkWare, expressou preocupação com a paralisia no desenvolvimento do Bitcoin. O criptógrafo JP Aumasson concordou e afirmou que a comunidade precisa acelerar a transição, mesmo que o prazo real se estenda até 2036.

Um aspecto inquietante da ameaça é que a segurança das moedas depende tanto da tecnologia quanto da percepção do mercado. Bastaria a disseminação de rumores sobre a vulnerabilidade do Bitcoin para o pânico se instalar e as perdas financeiras se tornarem catastróficas.

A crise se torna devastadora pela contaminação silenciosa dos fundos de aposentadoria pelo Bitcoin. Em junho de 2025, o colunista de finanças do New York Times Jeff Sommer descobriu exposição à criptomoeda em sua própria conta previdenciária.

Gigantes como Fidelity, Vanguard, BlackRock e Morgan Stanley administram fundos que incluem ações da empresa Strategy, expondo milhões de trabalhadores ao Bitcoin. Vários estados dos EUA, incluindo Califórnia, Texas e Louisiana, mantêm ações da Strategy nos fundos de pensão de funcionários públicos.

A administração do presidente Donald Trump sinalizou a intenção de facilitar a inclusão de criptomoedas nas contas de aposentadoria. Setores do mercado já antecipam um ambiente mais permissivo para a especulação com ativos digitais nos fundos previdenciários.

Avihu Levy, pesquisador da StarkWare, desenvolveu um método para tornar o Bitcoin resistente a ataques quânticos. A solução, no entanto, tem um custo proibitivo, pois aumentaria o valor das transações em mais de 200 vezes.

A encruzilhada atual revela um entrelaçamento complexo entre tecnologia, matemática e as fragilidades da especulação financeira. A comunidade do Bitcoin, fragmentada, precisa superar suas divisões para implementar as atualizações de segurança necessárias.

Enquanto isso, milhões de trabalhadores descobrem que seu futuro financeiro está atrelado a um ativo vulnerável a um avanço tecnológico iminente. A convergência entre Wall Street e o universo cripto transformou o problema em uma ameaça sistêmica.


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Sede da Azara, suposta compradora da Naskar, não existe em Brasília https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/sede-da-azara-suposta-compradora-da-naskar-nao-existe-em-brasilia/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/sede-da-azara-suposta-compradora-da-naskar-nao-existe-em-brasilia/#respond Wed, 20 May 2026 09:20:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/sede-da-azara-suposta-compradora-da-naskar-nao-existe-em-brasilia/
Ilustração editorial sobre Sede da Azara, suposta compradora da Naskar, não existe em Brasília. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

A sede da Azara Instituição de Pagamento, empresa que se apresentou como compradora da fintech Naskar, não existe no endereço informado em Brasília. A reportagem do portal Metrópoles foi ao local indicado e constatou a inexistência da empresa.

Segundo o portal Metrópoles, a Azara afirma ter sua sede no Complexo Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul (SHS) do Distrito Federal. No entanto, a equipe de jornalistas verificou que as salas 501 e 512, supostamente ocupadas pela Azara, são na realidade parte de um espaço de coworking chamado Concept Offices.

O Concept Offices confirmou que nunca manteve contrato com a Azara ou com Douglas Silva de Oliveira, conhecido como Douglas Azara, o suposto proprietário da empresa. A recepção do Complexo Brasil 21 também atestou a ausência de qualquer registro da Azara no local.

Além disso, a Azara Capital LLC, outra empresa associada a Douglas Azara, possui um endereço em Miami, Flórida, nos Estados Unidos, que também não corresponde a nenhuma instalação física da empresa. O site da Azara Capital LLC indica um prédio comercial, mas não há escritório, sala ou espaço comprovados com o nome Azara no local.

Douglas Azara, de 25 anos, é administrador de pelo menos 12 empresas brasileiras, incluindo fintechs, fazendas, postos de combustíveis e transportadoras, com capitais somados de R$ 2,4 bilhões. Apesar disso, ele declara uma renda mensal de R$ 1,8 mil, o que levanta dúvidas sobre a legitimidade de suas operações.

A Naskar Gestão de Ativos, fintech com 13 anos de atuação, anunciou recentemente que seria adquirida pela Azara Capital por R$ 1,2 bilhão. A transação ocorreu após a Naskar enfrentar problemas financeiros, deixando 3 mil clientes sem acesso a mais de R$ 900 milhões investidos. Contudo, os clientes ainda não receberam informações concretas sobre a negociação e permanecem sem acesso aos seus recursos.


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BC reforça segurança em transferências eletrônicas para exterior https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bc-reforca-seguranca-em-transferencias-eletronicas-para-exterior/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bc-reforca-seguranca-em-transferencias-eletronicas-para-exterior/#respond Fri, 01 May 2026 07:31:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/bc-reforca-seguranca-em-transferencias-eletronicas-para-exterior/ A partir de outubro, o serviço de pagamento ou transferência eletrônica internacional (eFX) obedecerá a novas regras de segurança e transparência. O Banco Central (BC) aprovou nesta quinta-feira (30) uma resolução que restringe a execução do serviço a instituições autorizadas pelo órgão.

As instituições sem autorização, informou o BC, podem continuar a operar o eFX, mas deverão pedir, até maio de 2027, permissão à autoridade monetária para funcionarem.

A resolução determinou que as instituições que fornecem o serviço deverão enviar, todos os meses, informações detalhadas ao BC. Também deverão usar contas separadas para o trânsito de recursos de clientes de eFX.

As novas regras, informou o BC, foram resultado de consulta pública feita em 2025. Segundo o órgão, as normas pretendem alinhar a regulamentação brasileira aos padrões internacionais.

Ampliação

Embora tenha restringido a segurança do serviço eFX, o BC estendeu a utilização do serviço a investimentos no mercado financeiro e de capitais no Brasil e no exterior. O limite será de US$ 10 mil por transação, assim como nas demais operações.

Regulamentado pelo BC em 2022, o eFX é usado para os seguintes objetivos: pagar compras no exterior; contratar serviços internacionais; e fazer transferências de recursos.

Diferentemente das operações comuns de câmbio, o eFX não precisa de contratos individuais para cada operação.

Fonte: Agência Brasil

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Dólar cai para R$ 4,95 e fecha no menor valor em dois anos https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-cai-para-r-495-e-fecha-no-menor-valor-em-dois-anos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-cai-para-r-495-e-fecha-no-menor-valor-em-dois-anos/#respond Fri, 01 May 2026 00:01:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-cai-para-r-495-e-fecha-no-menor-valor-em-dois-anos/ O mercado financeiro brasileiro encerrou abril em clima de euforia. Beneficiado pelo cenário externo e pelo tom duro do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar caiu com força e fechou no menor nível em mais de dois anos.

A bolsa subiu após seis quedas seguidas, em meio ao apetite global por risco que favoreceu países emergentes como o Brasil.

Esse ambiente mais favorável levou a uma combinação típica de entrada de capital estrangeiro: investidores venderam dólares e direcionaram recursos para ativos brasileiros, como ações. O dólar comercial fechou a sessão desta quinta-feira (30 de abril de 2026) cotado a R$ 4,952, em queda de R$ 0,049 (-0,99%). A cotação atingiu o menor nível desde 7 de março de 2024.

Ao longo de abril, a moeda estadunidense acumulou desvalorização de 4,38% frente ao real. No ano, a queda está em 9,77%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

O movimento reflete, em grande medida, a perda de força global do dólar, observada também em outros mercados, além do redirecionamento de investimentos para economias com juros mais elevados.

No caso brasileiro, mesmo com o início de um ciclo de cortes, a taxa básica de juros permanece em patamar alto. Na quarta-feira (29 de abril), o Banco Central reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mas indicou cautela quanto aos próximos passos, diante de riscos inflacionários.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial de taxas entre os dois países. Esse diferencial é um dos principais fatores que sustentam a valorização do real, ao tornar o Brasil mais atrativo para investidores em busca de rendimento.

O euro comercial também teve forte recuo nesta quinta, fechando a R$ 5,811, com queda de 0,48%. A divisa está no valor mais baixo desde 24 de junho de 2024.

Ibovespa

O dia foi marcado pela recuperação no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%.

O ganho foi influenciado tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela reavaliação das expectativas para a política monetária. Com a indicação de cortes mais graduais da Selic, cresce a percepção de estabilidade econômica, o que tende a favorecer o mercado de ações.

Apesar da alta desta quinta, o índice terminou o mês praticamente estável, após uma sequência recente de quedas que apagou parte dos ganhos anteriores.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam dados econômicos e decisões políticas, embora com impacto limitado sobre os preços. Indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência da economia, reforçando a leitura de que há menos espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

Petróleo

O comportamento do petróleo continuou sendo um fator relevante para os mercados globais. A commodity (bem primário com cotação internacional) teve um dia de forte volatilidade, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os preços chegaram a subir de forma significativa durante o pregão, superando os US$ 120, mas perderam força ao longo do dia.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, encerrou em US$ 110,40, praticamente estável. O barril WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, ficou em US$ 105,07, com queda de 1,69%.

As oscilações refletem incertezas sobre o fornecimento global, especialmente diante das tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além das restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo. Mesmo com recuos pontuais, os preços ainda permanecem elevados, o que mantém pressão sobre a inflação global e influencia decisões de política monetária.

Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/#respond Thu, 30 Apr 2026 03:31:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/ O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

Com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

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Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/divida-publica-federal-cai-234-em-marco-e-volta-aos-r-86-trilhoes/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/divida-publica-federal-cai-234-em-marco-e-volta-aos-r-86-trilhoes/#respond Mon, 27 Apr 2026 23:33:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/27/divida-publica-federal-cai-234-em-marco-e-volta-aos-r-86-trilhoes/ O forte vencimento de títulos vinculados à Taxa Selic (juros básicos da economia) fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em março. Segundo números divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,841 trilhões em fevereiro para R$ 8,633 trilhões no mês passado, queda de 2,34%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) recuou 2,17%, passando de R$ 8,511 trilhões em fevereiro para R$ 8,302 trilhões em março. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 302,32 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis ligados à Selic. A queda só não foi maior por causa da apropriação de R$ 93,01 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos em março, os resgates foram muito maiores e somaram R$ 395,60 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,61%, passando de R$ 329,65 bilhões em fevereiro para R$ 331,64 bilhões em março. Além da alta de 1,36% do dólar no mês passado, provocada pelo início da guerra no Oriente Médio, a dívida aumentou por causa de um empréstimo de R$ 6,88 bilhões com organismos internacionais no mês passado.

Colchão

Após uma alta em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu em março. Essa reserva passou de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado. No entanto, a recompra de R$ 49 bilhões em títulos da dívida pública nos primeiros dias da guerra no Oriente Médio, para estabilizar o mercado, também contribuiu.

Atualmente, o colchão cobre 5,69 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,68 trilhão em títulos federais.

Composição

Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF variou da seguinte forma de fevereiro para março:

  • Títulos vinculados à Selic: 49,1% para 47,71%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 25,85% para 26,67%;
  • Títulos prefixados: 21,33% para 21,80%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3,71% para 3,83%.

O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos:

  • Títulos vinculados à Selic: 46% a 50%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: 23% a 27%;
  • Títulos prefixados: 21% a 25%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, o que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF subiu de 4 para 4,1 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  • Instituições financeiras: 31,47% do estoque;
  • Fundos de pensão: 23%;
  • Fundos de investimentos: 20,86%;
  • Não residentes (estrangeiros): 10,7%;
  • Demais grupos: 13,97%.

Apesar da maior tensão no mercado financeiro em março, com a guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) oscilou levemente em relação a fevereiro, quando estava em 10,74%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Fonte: Agência Brasil

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Ibovespa cai e dólar fecha estável em dia de tensão externa https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/ibovespa-cai-e-dolar-fecha-estavel-em-dia-de-tensao-externa/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/ibovespa-cai-e-dolar-fecha-estavel-em-dia-de-tensao-externa/#respond Thu, 23 Apr 2026 00:21:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/ibovespa-cai-e-dolar-fecha-estavel-em-dia-de-tensao-externa/ Num dia marcado por cautela nos mercados diante das tensões no Oriente Médio, a bolsa caiu mais de 1,5%, enquanto o dólar ficou praticamente estável, abaixo de R$ 5. Investidores reagiram à realização de lucros — venda de ações para embolsar ganhos recentes — na bolsa brasileira e às incertezas geopolíticas, que também impulsionaram os preços do petróleo.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,65%, aos 192.888 pontos, no menor nível desde 8 de abril. O movimento reflete ajustes após altas recentes e uma reavaliação de riscos por parte dos investidores.

As ações de bancos e de mineradoras, com grande peso no índice, lideraram as perdas e pressionaram o desempenho geral. Por outro lado, ações ligadas ao setor de energia ajudaram a limitar as perdas, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional. Ainda assim, o saldo do dia foi negativo.

Dados recentes também apontam uma redução na entrada de capital estrangeiro na bolsa, o que contribuiu para o enfraquecimento do índice.

Dólar estável

O dólar à vista encerrou o dia praticamente estável, com leve queda de 0,01%, cotado a R$ 4,974. A cotação está no menor nível desde 25 de março de 2024.

Apesar da estabilidade no fim do pregão, a moeda oscilou ao longo do dia, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas externas, especialmente relacionadas ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

No ano, o dólar acumula queda de 9,39% frente ao real, indicando um movimento de valorização da moeda brasileira em meio ao fluxo de capital e à diferença de juros entre o Brasil e o exterior.

Petróleo em alta

Os preços do petróleo subiram com força e voltaram a superar o patamar de US$ 100 por barril, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 3,5%, a US$ 101,91. O barril WTI, do Texas, subiu 3,66%, a US$ 92,96.

A alta foi motivada por incertezas sobre a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã, além de novos episódios na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Mesmo com a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelo presidente Donald Trump, o cenário permanece instável, sustentando a pressão sobre os preços do petróleo.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/ibovespa-cai-e-dolar-fecha-estavel-em-dia-de-tensao-externa/feed/ 0 Fundos de pensão registram rentabilidade de 13,2% em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/fundos-de-pensao-registram-rentabilidade-de-132-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/fundos-de-pensao-registram-rentabilidade-de-132-em-2025/#respond Wed, 15 Apr 2026 06:01:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/15/fundos-de-pensao-registram-rentabilidade-de-132-em-2025/ As entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), conhecidas também como fundos de pensão, terminaram o ano de 2025 com um superávit de R$ 17 bilhões e rentabilidade média de 13,23%. O resultado é o melhor da série histórica desde 2013, quando o sistema registrou superávit de R$ 18 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

De acordo com o levantamento, o resultado decorre da diferença entre R$ 39 bilhões registrados em planos superavitários e R$ 22 bilhões em planos deficitários.

Em comunicado oficial, o presidente da Abrapp, Devanir Silva, destacou que os resultados de 2025 demonstram a resiliência e a consistência da previdência complementar fechada no Brasil. Segundo o executivo, mesmo em um ambiente financeiro desafiador, o sistema apresentou desempenho sólido, sustentado por práticas rigorosas de governança, gestão de riscos e visão de longo prazo.

Os fundos de pensão administram atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão em ativos no Brasil. Constituídos na forma de sociedade civil ou de fundação, essas entidades não têm fins lucrativos e operam planos de previdência privada destinados exclusivamente a empregados de uma empresa ou membros de associações profissionais.

Fonte: Agência Brasil

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Bolsa bate 18º recorde do ano e aproxima-se dos 200 mil pontos https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/bolsa-bate-18o-recorde-do-ano-e-aproxima-se-dos-200-mil-pontos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/bolsa-bate-18o-recorde-do-ano-e-aproxima-se-dos-200-mil-pontos/#respond Tue, 14 Apr 2026 23:01:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/bolsa-bate-18o-recorde-do-ano-e-aproxima-se-dos-200-mil-pontos/ Nesta terça-feira (14 de abril de 2026), conforme dados do fechamento de mercado publicados pela Agência Brasil, o mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia positivo, com a bolsa de valores renovando máximas históricas e o dólar voltando a fechar abaixo do patamar de R$ 5. Apesar da continuidade do bloqueio do Estreito de Ormuz, a expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã aliviou as tensões externas e impulsionou a queda nos preços do petróleo.

O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, encerrou a sessão em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. O indicador aproximou-se da marca simbólica dos 200 mil pontos ao atingir a máxima de 199.354,81 pontos durante a manhã. Com o desempenho recente, o índice acumula ganhos de 0,68% na semana, 5,97% no mês e 23,29% no ano. Esta foi a 11ª valorização consecutiva do indicador e o seu quinto recorde seguido. Em 2026, a bolsa brasileira já renovou máximas em 18 ocasiões.

O Ibovespa sustentou o movimento de alta a despeito do recuo nas ações de petroleiras, que foram afetadas pela desvalorização internacional da commodity. No mercado de câmbio, o dólar recuou pelo quinto pregão consecutivo, refletindo um ambiente externo mais favorável ao risco. A moeda estadunidense terminou o dia com leve variação negativa de 0,06%, cotada a R$ 4,993. No acumulado do período, o dólar apresenta queda de 3,57% em abril e de 9,02% no ano.

O movimento cambial foi influenciado pela redução das tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento global do dólar. Além disso, indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos, como a inflação ao produtor, reforçaram as expectativas do mercado por um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central estadunidense). Por volta das 11h, a cotação chegou a atingir R$ 4,97, mas o ritmo de queda diminuiu ao longo da tarde com a recomposição de posições por parte dos investidores.

Os preços do petróleo registraram forte recuo nos mercados internacionais em função das perspectivas de avanço diplomático entre Irã e Estados Unidos. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 4,6%, fechando em US$ 94,79 em Londres. Já o barril WTI recuou cerca de 7,9%, cotado a US$ 91,28 em Nova York. A retração nos preços do petróleo auxiliou no alívio das pressões inflacionárias globais, favorecendo ativos de risco e moedas de países emergentes.

Fonte: Agência Brasil

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Mercado eleva previsão da inflação para 4,71% este ano https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-471-este-ano/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-471-este-ano/#respond Mon, 13 Apr 2026 13:51:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/mercado-eleva-previsao-da-inflacao-para-471-este-ano/ A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,36% para 4,71% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (13), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada pela quinta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,85% para 3,91%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

PIB e câmbio

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,37 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,40.

Fonte: Agência Brasil.

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Petrobras acelera dividendos, fundamentos e valorização reforçam subprecificação do Ibovespa https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/petrobras-acelera-dividendos-fundamentos-e-valorizacao-reforcam-subprecificacao-do-ibovespa/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/petrobras-acelera-dividendos-fundamentos-e-valorizacao-reforcam-subprecificacao-do-ibovespa/#respond Mon, 13 Apr 2026 07:46:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/petrobras-acelera-dividendos-fundamentos-e-valorizacao-reforcam-subprecificacao-do-ibovespa/ A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de US$ 6,0 bilhões no último trimestre — cerca de 33% acima da estimativa do Safra de US$ 4,5 bilhões — e acumula valorização superior a 50% em 2026 até o momento, indicando fundamentos sólidos e política de dividendos cada vez mais atrativa. A combinação desses fatores colocou a ação entre as mais recomendadas por corretoras, segundo análise da Gazeta Mercantil, pela forte performance financeira e expectativa elevada de proventos.

O EBITDA ajustado recorrente cresceu 17% sobre o trimestre anterior, superando projeções em torno de 3%. Os segmentos de exploração e produção (upstream), transporte e refino (midstream) foram responsáveis pelos principais ganhos, com destaque para a margem em combustíveis e os benefícios das exportações de derivados.

Os dividendos distribuídos aos acionistas no fechamento de 2025 ultrapassaram US$ 2,3 bilhões, acima dos US$ 1,6 bilhão estimados previamente — e para 2026, o UBS projeta proventos de até US$ 9,6 bilhões, o que implicaria um dividend yield próximo a 14%.

Apesar de um recuo de cerca de 2,6% no pregão, motivado pela queda do petróleo Brent em 2025 e oscilações externas, analistas do XP e do Itaú BBA mantêm recomendação de compra para PETR4, destacando que a ação segue descontada no curto prazo mesmo diante de cenário global menos favorável.

No Plano de Negócios 2026-2030, a Petrobras prevê investimento (capex) de aproximadamente US$ 91 bilhões, dívida bruta estabilizada em torno de US$ 75 bilhões e política de distribuição de 45% do fluxo de caixa livre após investimentos. Com isso, o yield médio anual projetado para o período fica entre 11,8% e 13,1%, mesmo sem considerar dividendos extraordinários.

Operacionalmente, a produção diária estimada é de cerca de 2,5 milhões de barris por dia, com crescimento acelerado em campos do pré-sal como Búzios e Mero. O fluxo de caixa dolarizado se mostrou resistente à valorização da moeda estrangeira, e cada variação de US$ 10 no barril de petróleo representa impacto estimado de US$ 6,6 bilhões no EBITDA e nos dividendos.

Indicadores como P/L próximo de 4,5 e Preço/Valor Patrimonial abaixo de 1 sugerem que o mercado ainda está pagando pouco pelo que a empresa gera hoje. Estimativas mais conservadoras de dividend yield para 2026 variam entre 9% e 10%, enquanto projeções mais otimistas beiram os 14%, considerando cenários mais favoráveis para petróleo, câmbio e demanda global.

Esse desempenho supera diversas pares no Ibovespa até aqui em 2026, impulsionado por retorno de capital institucional ao setor de energia, expectativas geopolíticas que mantêm o petróleo em níveis elevados, e fundamentos internos fortes: alavancagem controlada, margens refinadas e diversificação operacional.

Para investidores focados em retorno real, proteção contra inflação ou câmbio, e previsibilidade, PETR4 tornou-se referência: a empresa opera com autonomia estratégica, reforça sua presença internacional e utiliza fluxo de caixa livre para beneficiar acionistas, demonstrando maturidade e resiliência frente às incertezas globais.

Com informações de gazetamercantil.com.

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Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 4,36% em 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/mercado-financeiro-eleva-previsao-de-inflacao-para-436-em-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/mercado-financeiro-eleva-previsao-de-inflacao-para-436-em-2026/#respond Mon, 06 Apr 2026 12:42:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/mercado-financeiro-eleva-previsao-de-inflacao-para-436-em-2026/ O mercado financeiro revisou para cima a estimativa de inflação para 2026, projetando um índice de 4,36%, de acordo com o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil no dia 6 de abril. Esse percentual, embora superior à meta central de 3% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), permanece dentro da banda de tolerância, que vai de 1,5% a 4,5%.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência oficial para medir a inflação no país, deve fechar o ano nesse patamar, refletindo as expectativas de analistas e instituições financeiras consultadas.

No que tange ao crescimento econômico, o relatório manteve a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,85%. Para os anos seguintes, as estimativas apontam 1,80% em 2027 e 2% em 2028.

Sobre o desempenho de 2025, analistas projetam crescimento de 2,3% do PIB, embora os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda não tenham sido plenamente consolidados. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima avanço de 1,6% para 2026, enquanto o governo federal trabalha com previsão mais otimista, de 2,3% para o mesmo período.

Em relação à taxa Selic, principal instrumento do Banco Central para controle da inflação, o mercado manteve a projeção de 12,50% para o final de 2026. Para 2027 e 2028, as expectativas são de 10,50% e 10%, respectivamente.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em março de 2026, a Selic foi ajustada de 13,25% para 14,75%, refletindo a preocupação com pressões inflacionárias. A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 28 e 29 de abril, quando novas decisões sobre os juros podem impactar as projeções.

No mercado de câmbio, a projeção para o dólar em 2026 foi mantida em R$ 5,40, com expectativas de leve alta para R$ 5,45 em 2027 e R$ 5,50 em 2028. Esses números, compilados pelo Relatório Focus com base em dados coletados até a sexta-feira anterior à divulgação, oferecem um panorama das tendências econômicas para os próximos anos. Para mais detalhes sobre as projeções, o portal Metrópoles traz uma análise aprofundada das expectativas do mercado.

As revisões indicam um ambiente de cautela entre os analistas, que buscam equilibrar o controle inflacionário com a necessidade de estímulo ao crescimento. A manutenção de projeções como a do câmbio e da Selic sugere expectativa de estabilidade relativa, ainda que os desafios para atingir a meta de inflação permaneçam no radar das autoridades monetárias e dos investidores.

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Democratas investigam secretário de Defesa dos EUA por suspeita de compra de ações antes da guerra no Irã https://www.ocafezinho.com/2026/04/02/democratas-investigam-secretario-de-defesa-dos-eua-por-suspeita-de-compra-de-acoes-antes-da-guerra-no-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/02/democratas-investigam-secretario-de-defesa-dos-eua-por-suspeita-de-compra-de-acoes-antes-da-guerra-no-ira/#respond Thu, 02 Apr 2026 19:31:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/02/democratas-investigam-secretario-de-defesa-dos-eua-por-suspeita-de-compra-de-acoes-antes-da-guerra-no-ira/ Democratas no Congresso dos EUA investigam o Secretário de Defesa por suposta tentativa de compra de ações de empresas militares antes da guerra contra o Irã. Uma crise ética desponta no Pentágono, enquanto denúncias de uso de informação privilegiada ganham força. Nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a notícia, divulgada por agências internacionais, revelou que parlamentares buscam esclarecer as movimentações financeiras do chefe da Defesa americana. A suspeita é de que ele tenha tentado lucrar com dados sigilosos sobre o iminente conflito no Oriente Médio.

As acusações centram-se em um período crítico, imediatamente anterior ao início das hostilidades contra Teerã, quando o Secretário de Defesa teria buscado adquirir participações em empreiteiras do setor militar. Essas empresas, historicamente, experimentam uma valorização expressiva em seus papéis durante operações bélicas de grande escala lideradas pelos Estados Unidos. A investigação, conduzida por membros do Partido Democrata, levanta questões éticas sobre a interseção entre decisões estratégicas de segurança nacional e interesses financeiros pessoais no alto escalão do governo. O caso expõe os bastidores de Washington e reacende debates sobre transparência no uso de informações classificadas.

O processo investigativo no Congresso inclui a análise detalhada de registros de corretagem e transações no mercado de capitais. Os parlamentares estão cruzando a cronologia de acesso do Secretário a relatórios de inteligência sobre a guerra no Irã com as datas de suas supostas operações financeiras. Caso confirmada, a conduta pode ser enquadrada como uso indevido de segredos de Estado para obtenção de vantagens econômicas, uma violação grave que poderia resultar em consequências legais e políticas severas. Além disso, a apuração busca identificar se houve comunicação com terceiros ou intermediários no esquema.

Paralelamente, o escândalo ocorre em um momento delicado, com os Estados Unidos imersos no esforço de guerra contra o Irã. A abertura dessa frente investigativa no Capitólio introduz um novo obstáculo para o Executivo, que já enfrenta desafios logísticos e políticos para sustentar a campanha militar. A pressão dos democratas sobre o comando do Pentágono pode impactar a aprovação de orçamentos adicionais para o conflito, além de abalar a confiança pública na liderança das Forças Armadas. A estabilidade política do atual governo também está em jogo, à medida que o desfecho da investigação pode redefinir dinâmicas de poder em Washington.

A controvérsia não se limita ao campo político, mas também reverbera no mercado financeiro, onde investidores monitoram de perto os desdobramentos. As empresas do setor de defesa, cujas ações estão no centro das suspeitas, podem enfrentar maior escrutínio regulatório, enquanto analistas avaliam os riscos de instabilidade no segmento. A investigação, portanto, tem implicações que transcendem o âmbito do Pentágono, afetando a percepção de integridade das instituições americanas em um contexto de guerra e crise internacional. O foco agora está nas próximas etapas do inquérito congressional, que promete manter o caso em evidência nas semanas vindouras.

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Dólar recua com fim de guerra no radar e mercado avalia empate entre Lula e Flávio https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/dolar-recua-com-fim-de-guerra-no-radar-e-mercado-avalia-empate-entre-lula-e-flavio/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/dolar-recua-com-fim-de-guerra-no-radar-e-mercado-avalia-empate-entre-lula-e-flavio/#respond Wed, 01 Apr 2026 12:41:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/01/dolar-recua-com-fim-de-guerra-no-radar-e-mercado-avalia-empate-entre-lula-e-flavio/ A reconfiguração da presença militar de Washington no Golfo Pérsico derrubou o dólar globalmente, enquanto o Brasil consolida sua resiliência absorvendo novos dados de uma disputa eleitoral acirrada.

O movimento de alívio cambial ganhou força nas primeiras horas desta quarta-feira, 1º de abril de 2026, impulsionado pela expectativa concreta de um anúncio oficial na Casa Branca. Segundo a agência Reuters, a promessa de encerramento dos combates no Oriente Médio reorientou o fluxo de capital das potências ocidentais diretamente para os ativos de nações do Sul Global.

O reflexo direto dessa inflexão geopolítica consolidou-se no painel de negociações logo na abertura. A moeda norte-americana recuava 0,37% às 9h09, sendo negociada a R$ 5,16. O recuo prolonga a forte tendência de desidratação da véspera, quando o dólar encerrou a sessão com um tombo expressivo de 1,31%, cotado a R$ 5,179.

Com essa nova correção matemática, a divisa dos Estados Unidos registra perdas acumuladas de 5,7% frente ao real no ano de 2026. Em contrapartida, a Bolsa de Valores do Brasil demonstra vigor estrutural. O Ibovespa abriu o pregão sustentado pela disparada de 2,71% no dia anterior, quando o índice atingiu a marca recorde de 187,4 mil pontos. A valorização anual do mercado acionário brasileiro já alcança sólidos 15,92%.

O pivô central dessa rotação global de investimentos reside na aguardada declaração do presidente Donald Trump. O chefe de Estado falará à nação às 22 horas de Brasília, pontualmente após o fechamento dos principais mercados. O republicano sinalizou previamente que as forças do Pentágono devem abandonar as linhas de frente contra o Irã em um prazo exíguo de duas a três semanas.

A alteração tática de Washington ocorre após 32 dias de um conflito armado que alterou drasticamente a correlação de forças no setor energético mundial. O líder norte-americano confirmou em publicação oficial que os Estados Unidos abandonarão os esforços bélicos e navais para reabrir o Estreito de Ormuz.

A passagem marítima fundamental, atualmente bloqueada pelas forças de defesa de Teerã, é a artéria logística por onde escoa a maior fatia do combustível que alimenta o mundo industrializado. O fechamento do estreito expôs a vulnerabilidade do modelo dependente do eixo atlantista e gerou a maior crise de fornecimento das últimas quatro décadas.

Os preços internacionais do barril de petróleo sentiram o choque estrutural e encerraram o mês de março com uma inflação superior a 60%. O indicador representa o maior avanço mensal documentado nas estatísticas globais de energia desde o ano de 1988.

O governo de Teerã demonstrou sua capacidade de ditar o ritmo da negociação. Na última semana, a administração iraniana rejeitou integralmente um rascunho de acordo de paz enviado por Washington. A nação persa recusou imposições externas e impôs suas próprias exigências estruturais como condição indispensável para viabilizar o fim das hostilidades e a liberação das rotas oceânicas.

Pressionado pelos custos e pela inflação do petróleo, Trump orientou que as nações impactadas pela crise comprem combustível refinado diretamente dos Estados Unidos ou assumam os riscos de agir militarmente para desbloquear a passagem. O presidente garantiu que o Exército norte-americano deve eliminar posições residuais antes de sair, mas admitiu que não precisa da concordância do Irã para efetivar a retirada de suas tropas.

No terreno, a dinâmica segue altamente volátil. As Forças iranianas mantêm pressão territorial sobre a infraestrutura remanescente dos Estados Unidos. Os alvos prioritários concentram-se em bases militares isoladas e postos diplomáticos instalados em países vizinhos no Golfo Pérsico.

Um ataque conduzido por veículos aéreos não tripulados atingiu tanques de armazenamento de combustível localizados no perímetro do aeroporto internacional do Kuwait. As informações foram confirmadas de forma independente pela agência estatal Kuna. O impacto gerou um grande incêndio na infraestrutura, embora as equipes de resgate não tenham registrado vítimas.

O incidente paralisou setores locais. O Banco Nacional do Kuwait, com sede nas adjacências do aeroporto civil, anunciou a suspensão total de suas operações físicas por dois dias. Paralelamente, a agência de monitoramento United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) reportou que um navio petroleiro perto da costa do Catar foi atingido por dois projéteis de origem não especificada. Ninguém ficou ferido e não houve contaminação marinha.

O cenário no Oriente Médio também registrou ofensivas israelenses. As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado assumindo a eliminação de Mahdi Vafaei, engenheiro-chefe da Força Quds, braço de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Segundo Tel Aviv, o militar gerenciava obras subterrâneas no Líbano e na Síria. O Irã manteve silêncio e não validou a perda do oficial.

Enquanto a balança de poder e energia sofre abalos na Ásia, o ambiente financeiro doméstico brasileiro absorve os rumos da estabilidade política interna. Investidores e analistas repercutem intensamente a divulgação dos números apurados pela nova pesquisa do instituto Atlas/Estadão focada integralmente em São Paulo, o maior e mais rico colégio eleitoral do país.

A radiografia demográfica do primeiro turno paulista atesta uma disputa travada e de alta mobilização. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) detém 43,4% das intenções de voto válidas. Na sequência milimétrica, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contabiliza 42,5%. O retrato confirma o empate técnico já mapeado em âmbito nacional e atesta o vigor do projeto de poder progressista contra o avanço da extrema direita no estado industrial.

A polarização rígida esvaziou projetos alternativos. Renan Santos, do partido Missão, registra apenas 5%. O governador mineiro Romeu Zema (Novo) alcança 3,2%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), recém-lançado como pré-candidato, pontua com escassos 2,4%. Aldo Rebelo (DC) figura com 0,8%. Entrevistados dispostos a anular o voto representam 2,2%, e indecisos somam parcos 0,4%.

As projeções estatísticas do instituto para a simulação de um segundo turno revelam uma ampliação marginal. Flávio Bolsonaro lidera com 49% da preferência paulista, enquanto o presidente Lula concentra 44%. O rigoroso levantamento mobilizou 2.254 eleitores via recrutamento digital aleatório e possui índice de confiança estipulado em 95%, com margem de erro de dois pontos.

Para pesquisadores e macroeconomistas filiados ao Banco Central do Brasil, o comportamento do mercado de capitais indica que o país absorve o embate eleitoral sem pânico, focando no retorno matemático dos títulos. A queda do dólar, combinada ao crescimento acumulado da Bolsa, sinaliza que os agentes econômicos precificam a estabilidade macroeconômica brasileira diante do caos no hemisfério norte.

O esgotamento da hegemonia militar de Washington no Estreito de Ormuz impõe uma consequência estrutural concreta para o restante da década. O recuo forçado transfere, na prática, o controle logístico dos preços mundiais de energia para nações do Sul Global e blocos multipolares. Paralelamente, o avanço robusto do Ibovespa consolida o Brasil como um porto seguro de capitais no cenário internacional, ancorando o desenvolvimento produtivo da economia nacional independentemente do acirramento nas urnas.

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Senado instala subcomissão para apurar suspeitas de fraudes bilionárias no Banco Master https://www.ocafezinho.com/2026/02/04/senado-instala-subcomissao-para-apurar-suspeitas-de-fraudes-bilionarias-no-banco-master/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/04/senado-instala-subcomissao-para-apurar-suspeitas-de-fraudes-bilionarias-no-banco-master/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:25:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225413 O Senado instalou nesta quarta-feira (4) uma subcomissão vinculada à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para apurar suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O grupo foi criado para acompanhar investigações sobre fatos e condutas atribuídas à instituição financeira.

Com 13 integrantes, a chamada Comissão do Banco Master será presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ao assumir a coordenação dos trabalhos, ele classificou o episódio como a maior fraude bancária da história do país e afirmou que o colegiado atuará sem seletividade. “Diante da gravidade e da magnitude dos lesados, [esse caso] deve ser encarado de frente, doa a quem doer. Não haverá, desta Comissão do Master, nenhuma retaliação absolutamente contra ninguém. Mas saiba qualquer senador ou deputado, que, em havendo culpa, também não haverá omissão desta comissão”, declarou.

A criação da subcomissão ocorre enquanto tramitam pedidos de instalação de CPIs e de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar o escândalo, que envolve o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro e suspeitas de fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões. Renan afirmou que o novo colegiado não concorrerá com eventuais CPIs e que sua atuação terá caráter complementar. “Não vamos competir com CPI, não. O nosso trabalho será meramente complementar, porque, como vocês sabem, é competência exclusiva da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal fiscalizar o sistema financeiro”, disse.

Segundo o senador, a subcomissão poderá solicitar ao plenário do Senado a quebra de sigilos bancário e telefônico, além de realizar diligências, visitas institucionais e convocações de investigados e testemunhas. Ele citou a Lei Complementar 105, de 2001, ao explicar o procedimento. “[ela] estabelece que a quebra de sigilo pode ser proposta por esta comissão ao plenário e, em sendo aprovada pelo plenário do Senado Federal, pode fazer-se as quebras respectivas de sigilo”, afirmou.

Entre os pontos que devem ser abordados, Renan indicou que pretende questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma reunião que teria ocorrido com o dono do Banco Master. “Todos que estiveram na reunião podem colaborar com esta comissão. Ao presidente da República, nós pretendemos fazer, por escrito, algumas perguntas sobre o fato. Se ele puder nos responder, ótimo. Isso, sem dúvida, vai ajudar na investigação que pretendemos fazer”, disse.

O Banco Central também está no centro da agenda inicial do colegiado. Renan informou que a comissão se reunirá com o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, ainda nesta quarta-feira, e afirmou que houve demora na decisão de liquidar o banco. Para ele, o BC é peça-chave na apuração. “Vamos trazê-lo [Galípolo] também para falar na comissão, mas primeiro nós queremos fazer essa visita, porque, neste caso em si, ninguém mais do que o Banco Central pode colaborar com as informações, porque no sistema financeiro tudo o que se faz ficam lá as digitais. Então o Banco Central é fundamental na elucidação dos fatos”, argumentou.

Outro eixo de investigação será a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal. Renan questionou a operação e mencionou supostas pressões para que o negócio fosse concretizado. “Tentaram vender um banco quebrado, sem ativos ou com ativos pobres, para uma instituição pública. É verdade que o diretor de Fiscalização do Banco Central mandou mensagens pressionando o BRB para comprar o Master? É verdade? São essas respostas que essa Comissão do Master pretende dar”, afirmou.

O senador também acusou lideranças parlamentares de atuarem para tentar reverter, no Tribunal de Contas da União (TCU), a liquidação do Banco Master determinada pelo Banco Central. “O Tribunal de Contas foi chantageado para liquidar a liquidação. Abertamente, à luz do dia, os dirigentes da Câmara tentaram votar a elevação do FGC [Fundo Garantidor de Crédito] para R$ 1 milhão como parte dessa pressão”, disse. Atualmente, o Fundo Garantidor de Crédito cobre até R$ 250 mil por investidor. Segundo Renan, o presidente do Banco Central teria sido “várias vezes procurado por essas autoridades” para autorizar a venda do banco ao BRB.

Paralelamente à atuação da subcomissão, a oposição protocolou, na terça-feira (3), um pedido de CPMI com 42 assinaturas de senadores e 238 de deputados federais, acima do mínimo exigido. A criação da comissão depende de decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não se manifestou. Há outros pedidos de CPI em tramitação, incluindo um apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que analisará os requerimentos “no momento oportuno”. Já o então líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que o partido apoiará a CPI proposta por Rollemberg e a CPMI apresentada por Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), mas não a iniciativa da oposição liderada pelo PL. “Não vamos entrar na defensiva num assunto que é o nosso governo que está apurando, que tem o objetivo de esclarecer tudo e eu tenho certeza que muita coisa vai aparecer. O que a gente não vai é assinar a CPMI do PL, inclusive que a CPMI que eles apresentam tem um objeto distorcido. Não é para analisar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, afirmou.

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Bolsa bate recorde e fecha pela primeira vez acima dos 165 mil pontos https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/bolsa-bate-recorde-e-fecha-pela-primeira-vez-acima-dos-165-mil-pontos/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/14/bolsa-bate-recorde-e-fecha-pela-primeira-vez-acima-dos-165-mil-pontos/#respond Thu, 15 Jan 2026 00:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224570 Dólar sobe para R$ 5,40 com tensões sobre suspensão de vistos

Num dia misto no mercado financeiro, a bolsa de valores bateu recorde e fechou, pela primeira vez, acima dos 165 mil pontos. O dólar subiu e voltou a romper a barreira de R$ 5,40 após os Estados Unidos anunciarem a suspensão de vistos para vários países, inclusive o Brasil.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (14) aos 165.146 pontos, com alta de 1,96%. Ações de petroleiras, de mineradoras e de bancos, com maior peso no índice, puxaram a valorização.

A bolsa brasileira descolou-se das bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda. A perspectiva de redução de juros na maior economia do planeta, após a divulgação de que a inflação estadunidense desacelerou, beneficiou os países emergentes, inclusive o Brasil.

O mercado de câmbio teve um dia mais tenso. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,402, com alta de R$ 0,026 (+0,43%). A cotação iniciou a sessão próxima da estabilidade, mas subiu após a emissora Fox News divulgar que o governo Donald Trump suspendeu, por tempo indeterminado, vistos de imigração para 75 países, inclusive o Brasil.

Imediatamente após a notícia, a cotação subiu para R$ 5,42. Desacelerou durante a tarde, mas permaneceu acima de R$ 5,40. Apesar da alta desta quarta-feira, a moeda estadunidense acumula queda de 1,6% em 2026.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 14/01/2026

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil* – Brasília

*Com informações da Reuters

Edição: Juliana Andrade

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Mercado reduz para 4,05% expectativas da inflação para 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/01/12/mercado-reduz-para-405-expectativas-da-inflacao-para-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/12/mercado-reduz-para-405-expectativas-da-inflacao-para-2026/#respond Mon, 12 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224403 Demais índices do Boletim Focus permanecem estáveis

O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%.

Na semana passada, este índice, que serve de referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%. E há quatro semanas em 4,10%.

Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Meta de inflação

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do governo.

Segundo o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.

A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos transportes, seguido, em termos de impacto, por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.

PIB

Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.

No caso do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil), o mercado projeta que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, e o mesmo projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.

Câmbio

Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50 – o mesmo valor projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.

Selic

A taxa básica de juros (Selic) deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro; e para 10,50% em 2027. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.

A Selic, atualmente, está em seu maior nível desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.

A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Variações da Selic

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 12/01/2026

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Valéria Aguiar

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