mercados internacionais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mercados-internacionais/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 22 Aug 2025 19:36:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png mercados internacionais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/mercados-internacionais/ 32 32 Brasil supera marca de 400 novos mercados internacionais abertos desde 2023 https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/brasil-supera-marca-de-400-novos-mercados-internacionais-abertos-desde-2023/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/23/brasil-supera-marca-de-400-novos-mercados-internacionais-abertos-desde-2023/#respond Sat, 23 Aug 2025 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215947 Com a abertura para carne e miúdos bovinos do Brasil para São Vicente e Granadinas, país alcança 403 novos mercados nesta gestão

O Brasil ultrapassou nesta semana a marca de 400 novos mercados internacionais abertos aos produtos do país desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023.

“Esses acessos são resultado de uma construção que alia negociação e parte técnica. Um trabalho muitas vezes silencioso e contínuo. Não se trata apenas de onde podemos vender hoje, mas de onde poderemos vender também amanhã”, afirmou Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O governo brasileiro e o governo de São Vicente e Granadinas concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte carne bovina, produtos cárneos e miúdos bovinos para aquele país. Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 403 aberturas de mercado desde o início de 2023.

As negociações com São Vicente e Granadinas integram a estratégia do Governo Federal de diversificação de parcerias comerciais. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 288 milhões em produtos agropecuários para países da Comunidade do Caribe (CARICOM), da qual São Vicente e Granadinas é integrante.

Entre as aberturas mais notáveis, não apenas pelos potenciais de mercado, mas também pelo simbolismo que carregam, estão produtos tradicionais e nichos emergentes:

  • Sorgo para a China (2024) – Potencial de US$ 35,65 milhões
  • Gergelim para a China (2024) – Projeção de US$ 142,63 milhões
  • Farinha de aves para a Indonésia (2023) – US$ 17 milhões exportados em 2024
  • Carne bovina para o Vietnã (2025) – Potencial de US$ 183 milhões
  • Carne bovina para o México (2023) – US$ 214,32 milhões exportados em 2024
  • Carne suína para o México (2023) – US$ 102,06 milhões exportados em 2024
  • Carne suína para a República Dominicana (2023) – US$ 31,56 milhões exportados em 2024
  • Algodão para o Egito (2023) – US$ 56,01 milhões
  • Abacate Hass para o Japão (2024) – Estimativa de US$ 570 mil

Destacam-se, ainda, mais de 80 mercados abertos para proteínas animais, mais de 30 para o setor de reciclagem animal e mais de 20 para frutas brasileiras.

Resultados

No primeiro semestre de 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 82,8 bilhões. Esse valor está em linha com os números do mesmo período do ano anterior. Demonstrando os resultados da política de diversificação de produtos e destinos, os gêneros menos tradicionais da pauta exportadora já apresentam crescimento de 21% no acumulado do ano.

Articulações

As conquistas são resultado do trabalho articulado entre as áreas internacional e técnica do Ministério da Agricultura, com atuação das adidâncias agrícolas, de outros ministérios, agências governamentais e setor produtivo. O Brasil mantém hoje 40 adidos em 38 países, com aumento de 38% no ano passado.

Construção

“Esses acessos são resultado de uma construção que alia negociação e parte técnica. Um trabalho muitas vezes silencioso e contínuo. Quero destacar o papel dos adidos agrícolas que abrem caminhos e, ao abri-los, reduzem riscos e ampliam a previsibilidade para quem produz no Brasil e compete globalmente. Não se trata apenas de onde podemos vender hoje, mas de onde poderemos vender também amanhã”, afirma Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. Desde 2023 o Mapa esteve presente em 110 missões internacionais.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 22/08/2025

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393ª abertura de mercado: México vai importar comida para pets feita no Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/07/15/393a-abertura-de-mercado-mexico-vai-importar-comida-para-pets-feita-no-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/15/393a-abertura-de-mercado-mexico-vai-importar-comida-para-pets-feita-no-brasil/#respond Tue, 15 Jul 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212809 Desde 2023, Brasil tem trabalhado para expandir mercados internacionais.

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão do governo do México de aprovar o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) que viabiliza a exportação de produtos destinados à alimentação de animais de companhia (“pets”) do Brasil para aquele país.

Essa abertura representa uma oportunidade para o setor privado brasileiro expandir negócios no segmento de nutrição “pet”, um mercado em forte expansão no mundo. Com cerca de 130 milhões de habitantes e um dos maiores contingentes de animais de estimação da América Latina, o México é hoje o segundo maior mercado para produtos “pet” da região, atrás apenas do Brasil.

Em 2024, o México importou mais de USD 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para complexo soja, proteína animal, café e produtos florestais.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 393 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Publicado originalmente pela Agência Gov em 14/07/2025

Por Mapa

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Tarifaço de Trump passa a vigorar contra cerca de 180 países https://www.ocafezinho.com/2025/04/05/tarifaco-de-trump-passa-a-vigorar-contra-cerca-de-180-paises/ Sat, 05 Apr 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206075 Tarifas globais de 10% anunciadas pelo presidente dos EUA começaram a valer, oficializando uma medida que ameaça perturbar ainda mais os mercados internacionais.

As tarifas globais de 10% anunciadas nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em vigor neste sábado (05/04), oficializando uma medida que ameaça perturbar ainda mais os mercados internacionais.

Na quarta-feira passada, dia que batizou de “Dia da Libertação”, Trump anunciou uma tarifa mínima de 10% sobre 184 países e territórios, além da União Europeia (UE), e em alguns casos aumentou as taxas.

No caso do Brasil, a alíquota foi mantida em 10%, mas chegou a ser incrementada em até 20% para produtos da UE ou até 54% para as exportações chinesas que chegam ao mercado americano.

Essa escalada tarifária adicional, aplicada apenas a alguns parceiros comerciais de Washington, entrará em vigor na próxima quarta-feira.

O que entra em vigor agora é a tarifa global de 10% que afeta todos os produtos que os Estados Unidos importam de outras nações.

No entanto, produtos já carregados em um navio e em trânsito para os Estados Unidos antes das 00h01 deste sábado estão isentos da tarifa de 10%, de acordo com a ordem executiva assinada por Trump na quarta-feira. Essas mercadorias devem chegar aos EUA até 27 de maio para evitar taxas alfandegárias.

Essa exceção impede que mercadorias já a caminho dos Estados Unidos sejam afetadas pela mudança na alfândega.

A tarifa alfandegária é adicional aos impostos existentes, mas alguns produtos estão isentos, como petróleo, gás, cobre, ouro, prata, platina, paládio, madeira serrada, semicondutores, produtos farmacêuticos e minerais não encontrados em solo americano.

As importações de aço, alumínio e automóveis também não são afetadas, mas porque já estão sujeitas a sobretaxas de 25%.

O Canadá e o México, parceiros dos EUA no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), estão sob um regime diferente: 25% sobre produtos fora do acordo (exceto 10% sobre hidrocarbonetos canadenses).

Escalada adicional

Na próxima quarta-feira (09/04), a guerra comercial declarada pelo republicano se intensifica, quando passam a valer impostos mais altos para outros países, incluindo aqueles que exportam mais do que importam.

Serão +54% no total para a China (somando várias tarifas), +20% para a União Europeia (UE), +46% para o Vietnã, +24% para o Japão, +15% para a Venezuela, +18% para a Nicarágua.

As Ilhas Malvinas terão tarifa de 41%. A Argentina e o Reino Unido reivindicam a soberania sobre esse arquipélago, chamado de Ilhas Falkland pelos britânicos.

A lista de Trump afeta cerca de 180 países e territórios, incluindo os 27 países do bloco europeu, de acordo com um documento oficial publicado na sexta-feira pelo governo dos EUA.

O número de países mais duramente punidos foi reduzido: não inclui mais as ilhas francesas de St Pierre e Miquelon (no Atlântico) ou os territórios australianos das ilhas Heard e McDonald, na região subantártica, habitados apenas por colônias de pinguins.

Sua presença causou estranhamento e deu origem a todos os tipos de memes sobre esses animais nas mídias sociais.

Reação chinesa

A China já reagiu na sexta-feira com o anúncio de tarifas alfandegárias adicionais de 34% sobre os produtos dos EUA a partir de 10 de abril.

Pequim também anunciou controles sobre as exportações de terras raras, incluindo gadolínio, usado em imagens de ressonância magnética, e ítrio, usado em eletrônicos.

“A China cometeu um erro, entrou em pânico. A única coisa que eles não podem se dar ao luxo de fazer”, escreveu Trump em letras maiúsculas em sua rede social Truth.

O governo dos EUA alertou seus parceiros comerciais a não retaliarem suas tarifas, pois correm o risco de sofrerem sobretaxas adicionais em suas exportações para os Estados Unidos.

Ameaça às bases do livre-comércio

As tarifas impostas por Trump ameaçam os fundamentos do livre-comércio que definem o mundo há décadas e já desencadearam uma guerra comercial com aliados tradicionais de Washington, como o Canadá, e adversários como a China, que anunciou suas próprias tarifas.

As taxações também alimentaram temores de uma desaceleração econômica, com o maior banco dos EUA, o JPMorgan Chase, aumentando as chances de uma recessão global de 40% para 60%.

Nos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, advertiu na sexta-feira que as tarifas de Trump poderiam levar a uma inflação mais alta e a um menor crescimento econômico, ressaltando que uma inflação mais alta poderia ser persistente e não temporária.

As tarifas também ameaçam aumentar o preço de bens como moradia, carros e roupas nos EUA, prejudicando particularmente as famílias mais pobres do país, que podem sofrer uma perda de capital de até 5,5%, de acordo com um estudo de um centro de pesquisa da Universidade de Yale.

“Emergência nacional”

Trump impôs as tarifas usando a autoridade adicional que tem como presidente para declarar uma “emergência nacional”, argumentando que a atual situação comercial representa um risco à segurança dos Estados Unidos.

O presidente prometeu que as tarifas levarão de volta aos EUA empregos que foram transferidos para países com mão de obra mais barata nas últimas décadas. Porém, nas últimas semanas, também reconheceu que pode haver um doloroso período de “transição” para as famílias americanas.

A última vez que as tarifas dos EUA foram tão altas foi depois que o presidente Herbert Hoover (1929–1933) assinou a controversa Lei de Tarifas Smoot-Hawley em 1930, que aumentou as taxas sobre muitos produtos importados para quase 40%.

Acredita-se que essa medida tenha agravado a Grande Depressão, também conhecida como Crise de 1929, que durou até os anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial.

Publicado originalmente pelo DW em 05/04/2025

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