Microsoft - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/microsoft/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 29 Jun 2026 02:35:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Microsoft - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/microsoft/ 32 32 Ceticismo científico questiona alegações da Microsoft sobre avanço em computação quântica https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/ceticismo-cientifico-questiona-alegacoes-da-microsoft-sobre-avanco-em-computacao-quantica/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/25/ceticismo-cientifico-questiona-alegacoes-da-microsoft-sobre-avanco-em-computacao-quantica/#respond Thu, 25 Jun 2026 17:04:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260693 O anúncio pomposo da corporação norte-americana Microsoft sobre a iminência de um sistema computacional quântico comercial até o final desta década foi novamente confrontado pelo ceticismo da comunidade científica internacional. A publicação de uma revisão crítica na prestigiada revista Nature expôs inconsistências profundas nos algoritmos de calibração que a empresa utiliza para sustentar suas alegações de avanço tecnológico.

Ao contrário de concorrentes globais que desenvolvem processadores com tecnologias de supercondutores mais consolidadas, a gigante de Redmond aposta há quase duas décadas na elusiva teoria dos qubits baseados em férmions de Majorana. Essa insistência em uma partícula subatômica cuja existência física real ainda não foi plenamente demonstrada em laboratórios independentes tem servido mais para inflar o valor das ações da companhia na bolsa de valores do que para produzir resultados práticos.

O artigo revisado por pares pelo físico Henry Legg, da Universidade de Saint Andrews, apontou que o software da corporação produziu resultados discrepantes e omitiu dados brutos que indicavam apenas ruído físico aleatório. O pesquisador comparou de forma irônica a metodologia da Microsoft à tentativa de encontrar imagens religiosas em fatias de torrada após vasculhar exaustivamente toda a produção de uma padaria comercial.

Este novo escândalo se soma a um histórico preocupante de retratações científicas e alertas editoriais que mancham a reputação dos laboratórios financiados pela Big Tech norte-americana. A pressão mercantil por patentes e a pressa geopolítica do governo de Washington em impor uma nova hegemonia digital atropelam o método científico básico em nome do marketing corporativo.

A pressa em anunciar avanços fictícios contrasta fortemente com o desenvolvimento soberano de outras potências tecnológicas que priorizam a robustez material e a independência de infraestrutura. Enquanto a Europa capitula e desiste de sua soberania digital ao se alinhar cegamente aos Estados Unidos, nações soberanas avançam de forma sólida sem a necessidade de produzir propaganda científica para acionistas.

Essa busca frenética por patentes exclusivas de computação quântica demonstra como o capitalismo financeiro tenta monopolizar as fronteiras do conhecimento humano para fins de controle cibernético e militar. A soberania científica global e a cooperação multilateral descentralizada continuam sendo as únicas salvaguardas contra o colonialismo digital promovido pelo oligopólio das Big Techs.

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Microsoft corta acesso mas mantém vínculos com Israel https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/microsoft-corta-acesso-mas-mantem-vinculos-com-israel/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/microsoft-corta-acesso-mas-mantem-vinculos-com-israel/#respond Tue, 30 Sep 2025 15:15:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218342 Após denúncias de uso do Azure em vigilância de civis palestinos, Microsoft restringe parcialmente acesso de unidade militar israelense

A decisão da Microsoft de restringir o acesso de uma unidade militar israelense ao seu serviço de nuvem Azure é, sem dúvida, um passo — ainda que tímido — na direção correta. Diante de evidências de que sua tecnologia estava sendo usada para vigilância em massa de civis palestinos, a empresa optou por agir, mesmo que de forma limitada. Mas em um contexto marcado por décadas de ocupação, desigualdade estrutural e uma ofensiva militar que já ceifou a vida de dezenas de milhares de palestinos, esse gesto não pode ser confundido com justiça. É, no máximo, um começo.

A reportagem do The Guardian revelou que a Unidade 8200 — braço de inteligência das Forças de Defesa de Israel (IDF), frequentemente comparada à NSA norte-americana — utilizava a plataforma Azure para armazenar gravações de ligações telefônicas de cidadãos palestinos. A Microsoft, após investigação interna, reconheceu que há “evidências que apoiam elementos da reportagem” e, por isso, desabilitou parte do acesso da unidade. Até aí, tudo bem. O problema é que a empresa mantém a maior parte de seus contratos com o Estado israelense intactos, incluindo colaborações em segurança cibernética e outras áreas sensíveis.

É preciso lembrar: a ocupação israelense dos territórios palestinos não é um conflito simétrico entre dois lados igualmente armados. Trata-se de um regime de dominação que, há mais de 57 anos, nega direitos básicos a milhões de pessoas — liberdade de movimento, acesso à água, à eletricidade, à educação e, muitas vezes, ao direito à própria vida. Nesse cenário, a vigilância em massa não é apenas uma ferramenta de “segurança”, mas um mecanismo de controle sobre uma população subjugada. E quando empresas ocidentais fornecem a infraestrutura tecnológica para esse aparato, tornam-se cúmplices, ainda que indiretamente, de um sistema que muitos especialistas em direitos humanos já classificam como apartheid.

A Microsoft alega que “não fornece tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis” e que aplica esse princípio “em todos os países do mundo”. Mas por que, então, foi preciso uma reportagem jornalística e pressão de movimentos como o No Azure for Apartheid para que a empresa agisse? Por que os contratos com o Ministério da Defesa israelense continuaram por anos sem escrutínio mais rigoroso? E por que, mesmo agora, a resposta se limita a um corte parcial, sem transparência plena sobre quais serviços ainda estão ativos?

Além disso, há uma contradição preocupante: enquanto a empresa afirma defender direitos humanos, demitiu funcionários que protestavam internamente contra seus vínculos com o Estado israelense. Isso levanta questões sobre o verdadeiro compromisso da Microsoft com a liberdade de expressão e com a responsabilidade corporativa. Se a ética só vale quando não ameaça lucros ou alianças geopolíticas, ela deixa de ser ética e se transforma em marketing.

O conflito israelense-palestino não pode ser reduzido a uma narrativa de “retaliação” ou “guerra simétrica”. Desde outubro de 2023, mais de 65 mil palestinos foram mortos, segundo autoridades de saúde em Gaza — a maioria mulheres e crianças. Hospitais foram bombardeados, universidades destruídas, e a infraestrutura civil, sistematicamente desmantelada. Em meio a isso, o uso de inteligência artificial, reconhecimento facial e armazenamento em nuvem não é neutro: é parte de uma máquina de guerra que opera com impunidade, muitas vezes sustentada por tecnologia desenvolvida no Ocidente.

A decisão da Microsoft, portanto, deve ser vista não como um fechamento de capítulo, mas como um chamado para ir mais longe. Empresas globais têm o poder — e a responsabilidade — de recusar parcerias que contribuam para violações sistemáticas de direitos humanos. Isso não é “tomada de lado”, como alguns acusam; é respeito ao direito internacional e à dignidade humana.

Enquanto gigantes da tecnologia continuarem a tratar a ocupação como um “risco de reputação” a ser gerenciado, em vez de uma injustiça a ser confrontada, sua neutralidade será, na prática, cumplicidade. A Microsoft deu um passo. Mas, diante da escala da crise humanitária em Gaza, o mundo espera — e merece — muito mais.

Com informações de NBC*


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Microsoft bloqueia Israel após denúncias de vigilância https://www.ocafezinho.com/2025/09/29/microsoft-bloqueia-israel-apos-denuncias-de-vigilancia/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/29/microsoft-bloqueia-israel-apos-denuncias-de-vigilancia/#respond Mon, 29 Sep 2025 15:15:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218343 Microsoft restringe acesso de unidade militar israelense ao serviço de nuvem após acusações de vigilância em massa

A Microsoft anunciou nesta semana que cortou o acesso de uma unidade do Ministério da Defesa de Israel a parte de seus serviços de nuvem, em meio a alegações de que os produtos da empresa estavam sendo usados para vigilância em massa de civis palestinos. A decisão ocorre após uma investigação interna motivada por reportagens internacionais que questionaram o uso da tecnologia americana em operações militares nos territórios palestinos.

Em uma postagem no blog oficial da companhia, o presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a medida veio após a análise de uma reportagem publicada em 6 de agosto pelo The Guardian. O texto apontava que uma unidade de inteligência das Forças de Defesa de Israel (IDF) havia utilizado o serviço de armazenamento em nuvem Azure para coletar e armazenar gravações de ligações telefônicas de cidadãos palestinos.

O Azure é a principal plataforma de computação em nuvem da Microsoft, com milhões de usuários ativos em todo o mundo. Segundo o Guardian, a unidade militar teria acesso a “uma área personalizada e segregada” dentro do serviço, o que teria permitido o uso de recursos avançados de armazenamento e de inteligência artificial. Smith não confirmou diretamente todos os detalhes da reportagem, mas afirmou que a análise da Microsoft encontrou evidências que “apoiam elementos da reportagem do Guardian”, incluindo o uso do Azure na Holanda e de serviços de IA da empresa. Ele, porém, não forneceu detalhes adicionais sobre os achados.

Em resposta às descobertas, a Microsoft comunicou ao Ministério da Defesa de Israel que estaria desabilitando a capacidade da unidade de utilizar partes do serviço de armazenamento do Azure. A empresa não revelou publicamente o nome da unidade, mas o The Guardian havia concentrado sua reportagem na Unidade 8200, considerada o equivalente israelense à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. A NBC News ainda não confirmou essas informações de forma independente.

“Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis”, disse Smith. “Aplicamos esse princípio em todos os países do mundo e insistimos nele repetidamente por mais de duas décadas.” Apesar da restrição, ele afirmou que a Microsoft continuará realizando trabalhos voltados à segurança cibernética em Israel e em outros países do Oriente Médio.

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O Ministério da Defesa de Israel não se pronunciou oficialmente sobre a ação. Anteriormente, em resposta à reportagem do Guardian, uma autoridade israelense havia afirmado que o trabalho com empresas de tecnologia como a Microsoft era baseado em “acordos legalmente supervisionados”. Posteriormente, acrescentou que “a Microsoft não está e não tem trabalhado com as Forças de Defesa de Israel (IDF) no armazenamento ou processamento de dados”.

A decisão da Microsoft reforça o debate sobre os limites éticos do uso de tecnologia por governos em operações de inteligência e vigilância, especialmente em regiões de conflito. Especialistas afirmam que o episódio evidencia a crescente responsabilidade das empresas de tecnologia em monitorar como suas plataformas são utilizadas, mesmo por parceiros estratégicos em todo o mundo.

O artigo do The Guardian é o mais recente de uma série de reportagens que, ao longo dos últimos anos, apontam que as Forças de Defesa de Israel (IDF) têm utilizado softwares desenvolvidos por gigantes da tecnologia americana, incluindo a Microsoft, em suas operações na Faixa de Gaza. As denúncias anteriores desencadearam protestos internos entre funcionários da Microsoft, alguns dos quais, segundo documentos analisados pela CNBC, foram posteriormente demitidos. No final do mês passado, a empresa chegou a solicitar à polícia a retirada de pessoas que, segundo a companhia, teriam entrado indevidamente em sua sede como parte de um protesto.

A Microsoft reforçou que não retalia funcionários que expressam suas opiniões, mas que age firmemente contra qualquer indivíduo que faça ameaças ou represente risco à segurança da empresa.

As acusações sobre o uso de produtos da Microsoft pelas forças armadas israelenses também impulsionaram o surgimento de grupos de protesto voltados a pressionar empresas de tecnologia a interromper relações com Israel. Entre eles está o No Tech for Apartheid, fundado em 2021, que inclui uma ramificação específica dedicada à Microsoft, o No Azure for Apartheid, focada em chamar atenção para o uso do serviço de nuvem Azure em operações militares.

Em nota, um representante do No Azure for Apartheid considerou o anúncio da Microsoft “significativo e sem precedentes”, mas ressaltou que a medida é limitada: “A Microsoft desativou apenas um pequeno subconjunto de serviços para apenas uma unidade das Forças Armadas israelenses. A grande maioria do contrato da Microsoft com as Forças Armadas israelenses permanece intacta”.

O contexto humanitário do conflito aumenta ainda mais a complexidade do debate. A campanha militar de Israel, iniciada em resposta aos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 — que, segundo o governo, resultaram na morte de cerca de 1.200 israelenses e estrangeiros e na captura de aproximadamente 251 reféns — levou à morte de quase 65.000 palestinos, de acordo com autoridades de saúde palestinas. O uso de tecnologia em um cenário tão sensível coloca em xeque a responsabilidade de empresas globais em relação a direitos humanos, ética e transparência.

O episódio evidencia a crescente pressão sobre gigantes de tecnologia, que precisam equilibrar interesses comerciais, parcerias estratégicas e questões éticas globais. Especialistas afirmam que decisões como a da Microsoft podem definir precedentes sobre até que ponto empresas privadas podem ou devem interferir no uso de suas ferramentas em conflitos internacionais, e como devem responder a denúncias de abusos de tecnologia.

Com informações de NBC*

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Microsoft inicia contagem regressiva de 30 dias para o fim do Windows 10 https://www.ocafezinho.com/2025/09/15/microsoft-inicia-contagem-regressiva-de-30-dias-para-o-fim-do-windows-10/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/15/microsoft-inicia-contagem-regressiva-de-30-dias-para-o-fim-do-windows-10/#respond Mon, 15 Sep 2025 13:44:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217356 A Microsoft oferece atualizações pagas para quem resistir à migração, mas deixa claro que o futuro é o Windows 11

O relógio está correndo para o Windows 10. A Microsoft confirmou neste fim de semana que o sistema operacional mais popular da empresa nos últimos anos entrou oficialmente em sua contagem regressiva final: faltam apenas 30 dias para que se encerre de vez o suporte oficial. A notícia, que já circula há anos, ganhou novo peso agora, pois marca a reta final de uma era que impactou milhões de computadores ao redor do mundo.

A companhia usou a central de mensagens do próprio Windows para reforçar o aviso aos usuários, publicando o alerta com o título: “Lembrete de 30 dias: o Windows 10, versão 22H2, chegará ao fim do serviço em 14 de outubro de 2025”.

No comunicado, a empresa detalha:

“Em 14 de outubro de 2025, o Windows 10, versão 22H2 (edições Home, Pro, Enterprise, Education e IoT Enterprise) chegará ao fim do suporte. 14 de outubro de 2025 também marcará o fim do suporte para o Windows 10 2015 LTSB e o Windows 10 IoT Enterprise LTSB 2015. A atualização de segurança mensal de outubro de 2025 será a última atualização disponível para essas versões. Após essa data, os dispositivos que executam essas versões não receberão mais atualizações mensais de segurança e de pré-visualização contendo proteções contra as ameaças de segurança mais recentes”.

Um adeus anunciado

Lançado em 2015, o Windows 10 foi apresentado como o “sistema definitivo”, com promessas de atualizações constantes e um ciclo de vida estendido. Durante uma década, ele se consolidou como um dos produtos mais bem-sucedidos da Microsoft, equilibrando desempenho, familiaridade e compatibilidade com softwares antigos. Hoje, ainda responde por uma fatia significativa dos computadores ativos no mundo.

Mas, como acontece em toda mudança de geração, chega o momento em que a manutenção deixa de ser viável. A empresa já vinha avisando há anos sobre o encerramento, mas agora o prazo final está muito próximo, e os usuários terão de tomar decisões importantes.

Proteção extra para quem insistir no Windows 10

O término do suporte oficial não significa abandono completo. Para quem não pretende ou não pode migrar para o Windows 11, a Microsoft oferece um plano alternativo: o programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU).

No próprio comunicado, a empresa reforça:

“Como divulgamos em outubro passado, pela primeira vez, você pode inscrever seu PC pessoal com Windows 10 no programa ESU e receber atualizações de segurança mensais críticas e importantes após o término do serviço em outubro. Consulte o programa Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) do Windows 10 para o Consumidor para obter informações detalhadas sobre o programa ESU para dispositivos pessoais. Consulte Habilitar Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) para saber mais sobre o programa ESU para organizações”.

O ESU, no entanto, é pago e deve ser visto apenas como uma solução temporária para empresas e usuários que precisam ganhar tempo antes de migrar para um novo sistema.

Pressão pela migração ao Windows 11

A Microsoft oferece atualizações pagas para quem resistir à migração, mas deixa claro que o futuro é o Windows 11.
O futuro é o Windows 11 / Microsoft

Além de oferecer o ESU, a Microsoft não esconde seu interesse em acelerar a adoção do Windows 11, lançado em 2021. O tom do lembrete também serve como estímulo para que mais usuários façam a transição.

A empresa destaca:

“Como sempre, recomendamos que você atualize seus dispositivos para a versão mais recente do Windows 11. Para obter informações sobre cronogramas de manutenção e ciclo de vida, consulte Informações sobre a versão do Windows 10, Informações sobre a versão do Windows 11, Perguntas frequentes sobre o ciclo de vida – Windows e Ferramenta de pesquisa da Política de ciclo de vida da Microsoft”.

Apesar da recomendação, convencer os que resistem ao Windows 11 pode não ser tarefa fácil. Muitos usuários preferem continuar com o Windows 10 pela familiaridade, compatibilidade ou até pelas críticas ao sucessor, que exige requisitos de hardware mais rigorosos.

O fim de uma era digital

Com o prazo final se aproximando, a história do Windows 10 se aproxima de seu último capítulo. Ainda presente em milhões de computadores domésticos, corporativos e institucionais, o sistema se despede deixando um legado de estabilidade e longevidade.

Resta saber se os próximos 30 dias serão suficientes para que usuários e empresas tomem suas decisões: atualizar, contratar o ESU ou seguir sem suporte em um cenário de riscos de segurança.

De qualquer forma, o aviso da Microsoft é claro: a contagem regressiva já começou, e no dia 14 de outubro de 2025, o Windows 10 ficará para trás.

Com informações de Agências de Notícias*

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‘Um milhão de chamadas por hora’: Israel conta com a nuvem da Microsoft para vigilância abrangente de palestinos https://www.ocafezinho.com/2025/08/06/um-milhao-de-chamadas-por-hora-israel-conta-com-a-nuvem-da-microsoft-para-vigilancia-abrangente-de-palestinos/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/06/um-milhao-de-chamadas-por-hora-israel-conta-com-a-nuvem-da-microsoft-para-vigilancia-abrangente-de-palestinos/#respond Wed, 06 Aug 2025 18:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214574 Revelado: O exército israelense empreendeu um projeto ambicioso para armazenar um grande acervo de ligações telefônicas de palestinos nos servidores da Microsoft na Europa

Em uma tarde no final de 2021, o presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella, se encontrou com o comandante da agência de vigilância militar de Israel, a Unidade 8200. Na agenda do chefe espião: mover grandes quantidades de material de inteligência ultrassecreto para a nuvem da empresa americana.

Em um encontro na sede da Microsoft perto de Seattle, uma antiga granja avícola transformada em campus de alta tecnologia, o mestre espião, Yossi Sariel, obteve o apoio de Nadella para um plano que daria à Unidade 8200 acesso a uma área personalizada e segregada dentro da plataforma de nuvem Azure da Microsoft.

Armada com a capacidade de armazenamento quase ilimitada do Azure, a Unidade 8200 começou a construir uma nova e poderosa ferramenta de vigilância em massa: um sistema abrangente e intrusivo que coleta e armazena gravações de milhões de chamadas de celular feitas todos os dias por palestinos em Gaza e na Cisjordânia.

Revelado aqui pela primeira vez em uma investigação do Guardian com a publicação israelense-palestina +972 Magazine e o canal de língua hebraica Local Call, o sistema baseado em nuvem — que entrou em operação em 2022 — permite que a Unidade 8200 armazene um enorme acervo de chamadas diariamente por longos períodos de tempo.

A Microsoft alega que Nadella desconhecia que tipo de dados a Unidade 8200 planejava armazenar no Azure. Mas um conjunto de documentos vazados da Microsoft e entrevistas com 11 fontes da empresa e da inteligência militar israelense revela como o Azure foi usado pela Unidade 8200 para armazenar esse vasto arquivo de comunicações cotidianas palestinas.

De acordo com três fontes da Unidade 8200, a plataforma de armazenamento baseada em nuvem facilitou a preparação de ataques aéreos mortais e moldou as operações militares em Gaza e na Cisjordânia.

Graças ao controle que exerce sobre a infraestrutura de telecomunicações palestina, Israel há muito tempo intercepta ligações telefônicas nos territórios ocupados. Mas o novo sistema, que funciona de forma indiscriminada, permite que agentes de inteligência reproduzam o conteúdo de chamadas de celular feitas por palestinos, capturando as conversas de um grupo muito maior de civis comuns.

Satya Nadella discursa em um evento da Microsoft em Nova York, em 26 de outubro de 2016. | Lucas Jackson/Reuters

Fontes de inteligência com conhecimento do projeto disseram que a liderança da Unidade 8200 recorreu à Microsoft após concluir que não tinha espaço de armazenamento ou poder de computação suficiente nos servidores militares para suportar o peso das ligações telefônicas de toda a população.

Vários oficiais de inteligência da unidade, que é comparável à Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) em suas capacidades de vigilância, disseram que um mantra surgiu internamente que capturou a escala e a ambição do projeto: “Um milhão de chamadas por hora”.

O sistema foi criado para ficar nos servidores da Microsoft, protegido por camadas de segurança aprimoradas, desenvolvidas pelos engenheiros da empresa, seguindo as instruções da Unidade 8200. Os arquivos vazados da Microsoft sugerem que uma grande parte dos dados confidenciais da unidade pode estar agora armazenada nos data centers da empresa na Holanda e na Irlanda.

As divulgações sobre o papel da plataforma Azure da Microsoft no projeto de vigilância ocorrem no momento em que a gigante de tecnologia dos EUA enfrenta pressão de funcionários e investidores sobre seus laços com o exército israelense e o papel que sua tecnologia desempenhou na ofensiva de 22 meses em Gaza.

Em maio, um funcionário interrompeu um discurso de Nadella em um ato de protesto, gritando em um momento: “Que tal você mostrar como os crimes de guerra israelenses são alimentados pelo Azure?”

Depois que o Guardian e outros revelaram, em janeiro, a dependência de Israel da tecnologia da Microsoft durante a guerra em Gaza, a empresa encomendou uma revisão externa do relacionamento. A revisão, afirmou a Microsoft, “não encontrou nenhuma evidência até o momento” de que o Azure ou seus produtos de IA tenham sido “usados para atingir ou prejudicar pessoas” no território.

Uma fonte sênior da Microsoft disse que a empresa manteve conversas com autoridades de defesa israelenses e estipulou como sua tecnologia deveria ser usada em Gaza, insistindo que os sistemas da Microsoft não devem ser empregados para a identificação de alvos para ataques letais.

Uma instalação de coleta de inteligência de sinais da Unidade 8200, uma unidade do corpo de inteligência israelense responsável pela coleta de inteligência de sinais (Sigint) e decodificação de códigos, localizada em um ponto de observação na fronteira entre Israel e Líbano, perto da travessia de Rosh HaNikra, também conhecida como travessia de Ras al-Naqoura. | Eddie Gerald/Alamy

No entanto, fontes da Unidade 8200 afirmaram que informações obtidas a partir dos enormes repositórios de chamadas telefônicas armazenados no Azure foram usadas para pesquisar e identificar alvos de bombardeio em Gaza. Uma das fontes afirmou que, ao planejar um ataque aéreo contra um indivíduo localizado em áreas densamente povoadas, com grande número de civis presentes, os policiais usariam o sistema baseado em nuvem para examinar chamadas feitas por pessoas nas imediações.

As fontes também disseram que o uso do sistema aumentou durante a campanha em Gaza, que matou mais de 60.000 pessoas no território, a maioria civis, incluindo mais de 18.000 crianças.

Mas o foco inicial do sistema era a Cisjordânia, onde cerca de 3 milhões de palestinos vivem sob ocupação militar israelense. Fontes da Unidade 8200 disseram que as informações armazenadas no Azure constituíam um rico repositório de informações sobre sua população, que alguns membros da unidade alegavam ter sido usadas para chantagear pessoas, detê-las ou até mesmo justificar seu assassinato posteriormente.

“Quando eles precisam prender alguém e não há um motivo bom o suficiente para isso, é aí que eles encontram a desculpa”, disse um deles, referindo-se às informações armazenadas na nuvem.

Um porta-voz da Microsoft afirmou que não tinha “nenhuma informação” sobre o tipo de dados armazenados pela Unidade 8200 em sua nuvem. Afirmou que o “envolvimento da empresa com a Unidade 8200 se baseia no fortalecimento da segurança cibernética e na proteção de Israel contra ataques cibernéticos de Estados-nação e terroristas”.

“Em nenhum momento durante esse envolvimento”, eles acrescentaram, “a Microsoft teve conhecimento da vigilância de civis ou da coleta de suas conversas telefônicas usando os serviços da Microsoft, inclusive por meio da revisão externa que encomendou”.

‘Rastreando todos, o tempo todo’

A força motriz por trás do projeto de nuvem — descrito por uma fonte como uma “revolução” dentro da unidade — foi Sariel, comandante da Unidade 8200 entre o início de 2021 e o final de 2024. Oficial de inteligência de carreira, Sariel era um forte defensor de projetos dessa escala.

Após uma onda de ataques mortais de “lobos solitários” em 2015, perpetrados por jovens palestinos, muitos dos quais eram adolescentes desconhecidos dos serviços de segurança, Sariel supervisionou uma expansão significativa do volume de comunicações palestinas que a Unidade 8200 interceptou e armazenou.

Sua resposta foi começar a “rastrear todos, o tempo todo”, disse um oficial que trabalhava para Sariel na época. Em vez da vigilância tradicional de alvos específicos, o projeto de Sariel se baseou na vigilância em massa de palestinos na Cisjordânia e utilizou novos métodos de IA para extrair informações.

“De repente, todo o público se tornou nosso inimigo”, disse outra fonte que trabalhou no projeto, que buscava prever se alguém representava uma ameaça à segurança israelense.

Um sistema desenvolvido nesse período, segundo fontes, escaneou todas as mensagens de texto trocadas entre palestinos na Cisjordânia e atribuiu a cada mensagem uma classificação de risco com base em uma análise automatizada para verificar se continha palavras consideradas suspeitas. Ainda em uso, o sistema – conhecido como “mensagem ruidosa” – consegue identificar mensagens de texto em que as pessoas falam sobre armas ou sobre o desejo de morrer.

Nablus, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 1º de novembro de 2022. | Issam Rimawi/Anadolu via Getty Images

Quando Sariel se tornou comandante da Unidade 8200 no início de 2021, ele priorizou a formação de uma parceria com a Microsoft que daria à unidade a capacidade de ir mais longe e capturar e analisar o conteúdo de milhões de chamadas telefônicas todos os dias.

Em seu encontro com Nadella mais tarde naquele ano, Sariel não parece ter declarado explicitamente seu plano de armazenar chamadas telefônicas palestinas na nuvem, referindo-se, em vez disso, a “cargas de trabalho sensíveis” de dados secretos, de acordo com registros internos da reunião.

Mas documentos sugerem que os engenheiros da Microsoft entenderam que os dados armazenados no Azure incluiriam inteligência bruta, incluindo arquivos de áudio, enquanto alguns funcionários da Microsoft baseados em Israel, incluindo ex-alunos da Unidade 8200, parecem ter conhecimento do que a unidade esperava que o projeto conjunto alcançasse.

“Não é preciso ser um gênio para descobrir”, disse uma fonte. “Diga [à Microsoft] que não temos mais espaço nos servidores e que são arquivos de áudio. É bem claro o que é.”

O porta-voz da Microsoft disse: “Não temos conhecimento de que o Azure esteja sendo usado para armazenar tais dados”. Eles disseram que a Unit 8200 era simplesmente uma cliente de seus serviços de nuvem e que a Microsoft “não construiu nem consultou a Unit 8200” sobre um sistema de vigilância baseado em nuvem.

No entanto, no início de 2022, a Microsoft e os engenheiros da Unidade 8200 trabalharam de forma rápida e em estreita colaboração para projetar e implementar medidas de segurança avançadas no Azure para atender aos padrões da unidade. “O ritmo de interação com [a unidade] é diário, de cima para baixo e de baixo para cima”, observou um documento.

Entre os funcionários da Microsoft, o projeto era cercado de considerável sigilo, e os engenheiros foram instruídos a não mencionar o nome da Unidade 8200. Segundo o plano, vastos acervos de material bruto de inteligência ficariam nos data centers da Microsoft no exterior.

Uma instalação de coleta de sinais de inteligência da Unidade 8200 localizada perto de um ponto de observação em Misgav Am, um kibutz próximo à fronteira com o Líbano, no norte de Israel. | Eddie Gerald/Alamy

Arquivos sugerem que, até julho deste ano, 11.500 terabytes de dados militares israelenses – o equivalente a aproximadamente 200 milhões de horas de áudio – estavam armazenados nos servidores Azure da Microsoft na Holanda, enquanto uma proporção menor estava armazenada na Irlanda. Não está claro se todos esses dados pertencem à Unidade 8200; alguns podem pertencer a outras unidades militares israelenses.

De acordo com os arquivos, a Unidade 8200 informou à Microsoft que planejava transferir, ao longo do tempo, até 70% de seus dados, incluindo dados secretos e ultrassecretos, para o Azure e que estava disposta a “ultrapassar os limites” com o tipo de informação sensível e sigilosa que as agências de inteligência normalmente mantinham em seus próprios servidores. “Eles estão sempre tentando desafiar o status quo”, observou um executivo.

Questionado sobre a reunião de Sariel com Nadella, o porta-voz da Microsoft disse que “não é preciso” dizer que o CEO forneceu seu apoio pessoal ao projeto com a Unidade 8200. Eles disseram que Nadella “compareceu por 10 minutos no final da reunião” e não houve “nenhuma discussão” sobre o conteúdo dos dados que a unidade planejava mover para o Azure.

No entanto, de acordo com registros internos da Microsoft da reunião vistos pelo Guardian, Nadella ofereceu apoio à aspiração de Sariel de mover grande parte dos dados da unidade de vigilância de elite para a nuvem, descrita anteriormente na reunião como incluindo material de inteligência sensível.

“Satya sugeriu que identificássemos certas cargas de trabalho para começar e, em seguida, avançássemos gradualmente em direção à marca de 70%”, afirma um registro. Acrescenta que Nadella disse que “construir a parceria é crucial” e que “a Microsoft está comprometida em fornecer recursos para dar suporte”.

‘A solução para os nossos problemas’

Vários meses antes de conhecer o CEO da Microsoft, Nadella, em 2021, Sariel publicou um livro sobre inteligência artificial sob um pseudônimo — revelado pelo Guardian como sendo o do chefe espião — no qual ele incentivava os militares e as agências de inteligência a “migrarem para a nuvem”.

Conhecido pela inteligência israelense como um evangelista da tecnologia, Sariel valorizava o que caracterizava para os colegas como uma relação amigável com Nadella, segundo uma fonte sênior da inteligência. “Yossi se gabava muito, até para mim, de sua ligação com Satya”, disseram. (A Microsoft negou que Nadella e Sariel tivessem um relacionamento próximo.)

“Ele vendeu [a parceria] internamente e recebeu um orçamento enorme”, disse outro ex-colega de inteligência. “Ele alegou que era a solução para os nossos problemas na arena palestina.”

Sariel se recusou a comentar e encaminhou as perguntas do Guardian sobre o projeto às Forças de Defesa de Israel. Um porta-voz da IDF disse que seu trabalho com empresas como a Microsoft se baseava em “acordos legalmente supervisionados”.

Eles acrescentaram: “As IDF operam de acordo com o direito internacional, com o objetivo de combater o terrorismo e garantir a segurança do estado e de seus cidadãos”.

Por sua vez, a Microsoft viu a parceria plurianual como uma oportunidade comercial lucrativa. Os executivos previram centenas de milhões de dólares em receita e “um momento de marca incrivelmente poderoso” para o Azure, de acordo com os arquivos.

Manifestantes pró-palestinos seguram faixas e cartazes enquanto protestam em frente à conferência Microsoft Build, no Centro de Convenções de Seattle, em Seattle, Washington, em 19 de maio de 2025. | Jason Redmond/AFP via Getty Images

“A liderança [da Unidade 8200] espera expandir o trabalho de missão crítica dez vezes mais nos próximos anos”, observou um executivo.

Quando a Unidade 8200 começou a utilizar os recursos de armazenamento do Azure em 2022, os agentes de inteligência rapidamente compreenderam os novos poderes à sua disposição. “A nuvem é armazenamento infinito”, disse uma fonte familiarizada com o sistema.

As chamadas — que incluem chamadas feitas por palestinos para números internacionais e israelenses — normalmente são retidas na nuvem por cerca de um mês, embora o armazenamento possa ser ampliado, permitindo que a unidade mantenha as chamadas por períodos mais longos quando necessário, explicaram várias fontes de inteligência.

Isso permite que a unidade volte no tempo e recupere as conversas telefônicas de pessoas que se tornam de interesse, disseram eles. Anteriormente, os alvos de vigilância precisavam ser pré-selecionados para que suas conversas fossem interceptadas e armazenadas.

Várias fontes insistiram que o sistema baseado em nuvem havia impedido ataques mortais contra israelenses. Uma delas afirmou que “salvar vidas” de israelenses era a principal motivação por trás da visão de Sariel para o sistema. Mas ele falhou notavelmente em impedir os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, nos quais quase 1.200 pessoas foram mortas no sul de Israel e 240 foram sequestradas.

Após os ataques, Sariel foi criticado por sua aparente priorização de tecnologias “viciantes e empolgantes” em detrimento de métodos de inteligência antiquados, que, segundo alguns críticos, contribuíram para o desastre. Sariel renunciou no ano passado, assumindo a responsabilidade pela “participação da 8200 no fracasso operacional e de inteligência”.

Na guerra que se seguiu em Gaza, o sistema baseado em nuvem, criado por Sariel, foi usado com frequência, juntamente com uma série de ferramentas de recomendação de alvos baseadas em IA, também desenvolvidas sob seu comando e lançadas pelos militares em uma campanha que devastou a vida civil e criou uma profunda crise humanitária.

A destruição da infraestrutura de telecomunicações de Gaza por Israel reduziu o volume de chamadas telefônicas no território, mas fontes disseram que as informações armazenadas na nuvem continuaram úteis. Segundo uma delas, o entusiasmo pelo sistema cresceu entre os agentes de inteligência que trabalham em Gaza à medida que a guerra avançava, e eles viam que os militares estavam “caminhando para um controle de longo prazo na região”.

Publicado originalmente pelo The Guardian em 06/08/2025

Por Harry Davies e Yuval Abraham

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Microsoft rompe o teto e faz história em Wall Street https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/microsoft-rompe-o-teto-e-faz-historia-em-wall-street/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/microsoft-rompe-o-teto-e-faz-historia-em-wall-street/#respond Thu, 31 Jul 2025 06:17:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214134 Com ações em disparada e lucros recordes, a gigante de Redmond deixa claro: o jogo corporativo agora se joga na nuvem — e com chips de última geração

Na esteira de um balanço trimestral surpreendente, a Microsoft alcançou uma nova e impressionante marca nesta quarta-feira (30): sua capitalização de mercado ultrapassou a casa dos US$ 4 trilhões após o fechamento do pregão. Com isso, a empresa liderada por Satya Nadella ingressa em um clube exclusivo, até então ocupado apenas pela Nvidia, que atingiu a mesma marca no início deste mês.

A forte performance financeira da gigante de Redmond, Washington, impulsionou as ações da empresa em mais de 8% no horário pós-mercado, consolidando um valor de mercado avaliado em cerca de US$ 4,1 trilhões. Se essa valorização se mantiver na abertura desta quinta-feira (31), a Microsoft se tornará oficialmente o segundo clube dos US$ 4 trilhões, ao lado da fabricante de chips Nvidia.

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O balanço divulgado pela empresa nesta quarta mostrou um crescimento de 18% na receita — a maior taxa de expansão em mais de três anos. O destaque ficou por conta do setor de computação em nuvem, especialmente o Azure, cuja receita anual ultrapassou a marca de US$ 75 bilhões, representando um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Pela primeira vez, a Microsoft revelou oficialmente os números do Azure em dólares, reforçando a importância desse segmento para os negócios da empresa.

No acumulado do ano, as ações da Microsoft já valorizaram 22%, superando amplamente o desempenho do índice S&P 500, que avançou cerca de 8%. Na última sexta-feira (25), o título da empresa atingiu uma máxima histórica de US$ 513,71. Na sessão pós-mercado desta quarta, as ações estavam cotadas acima de US$ 553.

Com a valorização recente, a Microsoft e a Nvidia ultrapassaram a Apple no ranking das empresas mais valiosas do mundo. A gigante de Cupertino, que vinha liderando o grupo, agora ocupa a terceira posição, com capitalização avaliada em cerca de US$ 3,2 trilhões. Apesar disso, a trajetória da Apple em 2025 tem sido complicada, com queda de 17% no preço das ações, resultado das preocupações do mercado com o atraso da empresa no setor de inteligência artificial. A Apple está programada para divulgar seus números trimestrais no final desta quinta-feira.

Entre as chamadas “megacaps” do setor de tecnologia, a Nvidia lidera o ranking de valorização em 2025, com alta de 33%. Os chips produzidos pela empresa são considerados fundamentais para o funcionamento dos grandes modelos de linguagem utilizados por empresas como Microsoft, OpenAI, Google, Meta e outras. A demanda por esses componentes tem sido tão intensa que grandes centros de dados estão sendo construídos especificamente para comportar a infraestrutura necessária para rodar inteligências artificiais cada vez mais complexas.

A Nvidia, por sua vez, deve apresentar seus resultados no final de agosto, mantendo o mercado em expectativa por mais novidades sobre sua trajetória de crescimento.

Com a ascensão da Microsoft e da Nvidia, o setor de tecnologia demonstra novamente sua força no cenário global, impulsionado pelo boom da inteligência artificial. A entrada da Microsoft no grupo das empresas de US$ 4 trilhões reforça a posição da empresa como uma das principais beneficiárias dessa nova era digital — e coloca o Brasil e o mundo diante de uma nova realidade econômica e tecnológica.

Microsoft dispara 9% após balanço surpreendente e Azure ultrapassa US$ 75 bilhões em receita anual

As ações da Microsoft subiram quase 9% no pregão estendido desta quarta-feira (30) após a empresa superar amplamente as expectativas de mercado com seus resultados do quarto trimestre fiscal. Os números impressionantes incluíram um crescimento de 18% na receita e uma receita anual do Azure que bateu a marca histórica de US$ 75 bilhões.

O balanço divulgado pela gigante de Redmond mostrou uma receita total de US$ 76,44 bilhões, bem acima dos US$ 73,81 bilhões projetados pelos analistas. O lucro por ação também surpreendeu positivamente, atingindo US$ 3,65, contra a expectativa de US$ 3,37.

A diretora financeira Amy Hood apresentou projeções otimistas para o primeiro trimestre do novo ano fiscal, com receita estimada entre US$ 74,7 bilhões e US$ 75,8 bilhões, superando novamente o consenso de US$ 74,09 bilhões. A empresa também prevê um crescimento de 37% no negócio do Azure em relação ao ano anterior, considerando taxas de câmbio constantes.

Investimentos recordes e expansão acelerada

Um dos destaques do relatório foi o anúncio de que a Microsoft planeja investir mais de US$ 30 bilhões em capital no primeiro trimestre fiscal, marcando um aumento de mais de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. Se mantido esse ritmo ao longo dos quatro trimestres, o total de investimentos para o ano fiscal 2026 ultrapassaria US$ 120 bilhões, representando um crescimento de 36% sobre as projeções anteriores.

“Eu falei sobre isso, meu Deus, em janeiro, e disse que achava que estaríamos em melhor situação de oferta e demanda até junho”, comentou Hood em referência aos desafios de infraestrutura enfrentados pela empresa. “E agora estou dizendo que espero estar em melhor situação até dezembro.”

A pressão por mais data centers e infraestrutura para suportar as cargas de trabalho de inteligência artificial tem levado a gigantes da tecnologia a aumentarem drasticamente seus investimentos. A Alphabet, controladora do Google, recentemente elevou sua previsão de gastos de capital para 2025 em US$ 10 bilhões, chegando a US$ 85 bilhões. Já a Meta anunciou que suas despesas de capital ficarão entre US$ 66 bilhões e US$ 72 bilhões este ano.

Azure revela números impressionantes

Pela primeira vez, a Microsoft divulgou oficialmente a escala de seus negócios com o Azure em dólares. No ano fiscal encerrado em junho, a receita do Azure e de outros serviços em nuvem ultrapassou US$ 75 bilhões, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre sozinho, o crescimento do Azure foi de 39%, superando as projeções de analistas que esperavam aumentos entre 34,4% e 35,3%.

A unidade Intelligent Cloud, que inclui o Azure, gerou US$ 29,88 bilhões em receita no trimestre, avançando 26% e superando o consenso de US$ 28,92 bilhões.

Expansão da IA impulsiona negócios tradicionais

A aposta estratégica da Microsoft na inteligência artificial, que inclui sua parceria com a OpenAI e bilhões investidos em chips da Nvidia, está rendendo frutos também nos negócios tradicionais da empresa. A unidade de Produtividade e Processos de Negócios, que abriga o Office e o LinkedIn, registrou receita de US$ 33,11 bilhões, acima do esperado.

O CEO Satya Nadella revelou em teleconferência com analistas que os produtos Copilot da Microsoft — incluindo o Microsoft 365 Copilot para empresas e o assistente pessoal no Windows — já contam com 100 milhões de usuários ativos mensais. “A adoção do Microsoft 365 Copilot resultou em maior receita por usuário para produtos de nuvem comercial”, destacou.

A unidade More Personal Computing, responsável por Windows, publicidade e videogames, totalizou US$ 13,45 bilhões em receita, um aumento de 9% que também superou as expectativas. As vendas de dispositivos e licenças do Windows para fabricantes cresceram 3%, enquanto a Gartner estimou um aumento de 4,4% nas remessas de PCs no trimestre.

Desafios e reestruturações

Apesar dos resultados positivos, a Microsoft enfrentou alguns desafios no período. A empresa registrou despesas de US$ 1,71 bilhões relacionadas a investimentos em participações como a OpenAI, contra US$ 623 milhões no trimestre anterior. Além disso, a gigante demitiu mais de 6.000 funcionários durante o trimestre, em meio a uma reestruturação organizacional.

A Microsoft também comemorou seu 50º aniversário e anunciou mudanças na liderança, com Ryan Roslansky, atual CEO do LinkedIn, assumindo responsabilidades adicionais na gestão dos aplicativos de produtividade do Office.

Nova era de valuation

Com a forte valorização pós-resultado, as ações da Microsoft ultrapassaram a marca de US$ 550 no pregão estendido, elevando sua capitalização de mercado para cerca de US$ 4,1 trilhões. A empresa se torna assim a segunda companhia a atingir a marca de US$ 4 trilhões, juntando-se à Nvidia, que alcançou esse patamar no início do mês.

No acumulado do ano, as ações da Microsoft já valorizaram 22%, enquanto o índice S&P 500 avançou cerca de 8%. A trajetória de crescimento da empresa reforça sua posição como uma das principais beneficiárias da revolução da inteligência artificial e coloca a Microsoft na vanguarda de uma nova era tecnológica que promete transformar ainda mais o cenário econômico global.

Com informações da CNBC*

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Microsoft proíbe uso de “Gaza, Palestina” em e-mails internos https://www.ocafezinho.com/2025/05/23/microsoft-proibe-uso-de-gaza-palestina-em-e-mails-internos/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/23/microsoft-proibe-uso-de-gaza-palestina-em-e-mails-internos/#respond Fri, 23 May 2025 17:01:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209351 Funcionários da gigante do software protestaram contra seu papel em impulsionar o massacre de civis em Gaza pelo exército israelense

A Microsoft implementou uma política que bloqueia e-mails de funcionários que contenham as palavras “Palestina”, “Gaza” ou “genocídio” em seus servidores internos do Exchange, informou o Drop Site News.

De acordo com o No Azure for Apartheid, um grupo de funcionários pró-Palestina da Microsoft, um filtro automatizado impede silenciosamente que esses e-mails cheguem aos destinatários.

O filtro entrou em vigor na quarta-feira após a conferência de desenvolvedores Build da Microsoft, que enfrentou repetidas interrupções pelo grupo ativista, acrescentou o Drop Site.

A Microsoft enfrentou divergências internas de funcionários chateados com a colaboração da empresa com o exército israelense na guerra em curso contra os palestinos em Gaza, que acadêmicos consideram amplamente um genocídio.

Funcionários protestaram contra o fornecimento de serviços de nuvem e outras infraestruturas críticas usadas pelo exército israelense pela empresa.

Antes do evento anual Build, voltado para desenvolvedores e entusiastas de tecnologia do mundo todo, a empresa divulgou um relatório alegando que uma investigação interna descobriu que as operações da Microsoft não prejudicaram civis em Gaza.

A Microsoft forneceu tecnologia ao Ministério da Defesa israelense, “oferecendo propostas personalizadas e descontos significativos em serviços de nuvem e IA. Esses acordos, negociados e ampliados ao longo de meses, posicionaram a Microsoft como uma fornecedora de tecnologia fundamental durante as operações militares israelenses em Gaza”, escreveu o Drop Site, com base em uma análise de documentos internos da empresa.

A Microsoft não contestou a autenticidade dos documentos citados pelo Drop Site e reconheceu ter fornecido serviços de Inteligência Artificial (IA) ao Ministério da Defesa de Israel, mas, ainda assim, afirmou ter conduzido uma revisão que não encontrou “nenhuma evidência de que as tecnologias Azure e IA da Microsoft, ou qualquer outro software nosso, tenham sido usadas para prejudicar pessoas”.

Dias após o início da ofensiva israelense em Gaza, em 2023, a Microsoft começou a buscar novos contratos com o exército israelense, prevendo grandes gastos militares. A Microsoft rapidamente se tornou um dos 500 maiores clientes globais do exército israelense.

Em abril de 2024, o The Guardian e a revista +972 relataram que, de acordo com fontes de inteligência israelenses, a campanha de bombardeio militar em Gaza usou um banco de dados alimentado por IA não divulgado anteriormente que, em determinado momento, identificou 37.000 alvos potenciais com base em suas ligações aparentes com o Hamas, de acordo com fontes de inteligência envolvidas na guerra.

Fontes de inteligência afirmam que autoridades militares israelenses permitiram que um grande número de civis palestinos fossem mortos em ataques a alvos identificados por um sistema de IA conhecido como Lavender.

“A máquina fez isso friamente. E isso tornou mais fácil” matar civis, afirmou um oficial de inteligência.

Na segunda-feira, um funcionário da Microsoft que interrompeu o discurso principal do CEO Satya Nadella na conferência Build foi demitido.

Durante um discurso de Jay Parikh, chefe da CoreAI, na terça-feira, um trabalhador gritou: “Jay! Meu povo está sofrendo! Cortem laços com Israel! Nada de Azure para o apartheid! Palestina livre, livre!”, antes de ser retirado pela segurança.

Publicado originalmente pelo The Cradle em 22/05/2025

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Microsoft vai encerrar o Skype https://www.ocafezinho.com/2025/02/28/microsoft-vai-encerrar-o-skype/ Sat, 01 Mar 2025 02:33:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203127 Empresa anuncia que plataforma pioneira de chamadas de vídeo não estará mais disponível partir de maio. Usuários poderão migrar para o Teams, mas não poderão mais ligar para números.

A Microsoft anunciou nesta sexta-feira (28/02) o encerramento do Skype, a plataforma pioneira de chamadas de voz e vídeo online comprada pela gigante americana em 2011.

“A partir de maio de 2025, o Skype não estará mais disponível”, disse o Skype numa postagem na rede social X. A mensagem dizia aos usuários para eles continuarem a usar seus serviços fazendo login na plataforma Teams da Microsoft.

“Nos próximos dias, você poderá entrar no Microsoft Teams Free com sua conta do Skype para continuar conectado a todos os seus chats e contatos. Obrigado por fazer parte do Skype”, acrescentou o texto.

O Skype, criado há mais de 20 anos, permanecerá online até 5 de maio. Até lá, usuários devem decidir se querem migrar para o Microsoft Teams ou simplesmente exportar seu histórico.

“Se (os usuários) quiserem mudar para o Teams, o primeiro passo é bastante imediato, porque já fizemos o trabalho no backend para restaurar seus contatos, histórico de mensagens e registros de chamadas”, disse Amit Fulay, vice-presidente de produtos da Microsoft, em uma entrevista ao portal americano especializado em tecnologia The Verge.

Fim das chamadas telefônicas

Com a mudança, a Microsoft deixará de oferecer o serviço que permitia a realização de chamadas para números de telefone nacionais ou internacionais “normais” – um recurso do Skype que ganhou popularidade no início dos anos 2000, pois permitia que os usuários conversassem sem pagar uma companhia telefônica.

A empresa alega que o recurso começou a perder popularidade com o advento dos smartphones e de aplicativos como o FaceTime e o WhatsApp.

Além disso, durante a pandemia, os consumidores optaram por usar outros aplicativos em vez do Skype para fazer chamadas por vídeo, como o Zoom.

O aplicativo Teams, porém, tem a mesma função que será extinta do Skype, oferecida mediante planos de assinatura.

“A base de usuários do Skype na verdade cresceu no início da pandemia e permaneceu relativamente estável desde então […]. Não diminuiu drasticamente. Tem se mantido relativamente estável nos últimos anos. Esperamos migrar a maioria dos usuários do Skype”, disse Jeff Teper, presidente de aplicativos e plataformas de colaboração da Microsoft 365, ao The Verge.

A Microsoft comprou o Skype há quase 14 anos por 8,5 bilhões de dólares.

“Aprendemos muito com o Skype ao longo dos anos [e] aplicamos [esse conhecimento] ao Teams à medida que evoluímos o Teams nos últimos sete ou oito anos […]. Mas achamos que agora é a hora, porque podemos ser mais simples para o mercado, para nossa base de clientes e podemos oferecer mais inovação mais rapidamente, apenas nos concentrando no Teams”, disse Teper à CNBC.

Publicado originalmente pelo DW em 28/02/2025

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Microsoft pressiona Trump por chips sem restrições https://www.ocafezinho.com/2025/02/28/microsoft-pressiona-trump-por-chips-sem-restricoes/ Fri, 28 Feb 2025 18:10:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203076 A Microsoft alerta que as restrições de Trump à exportação de chips de IA podem fortalecer a China e prejudicar aliados estratégicos como Israel e Índia

A Microsoft alertou o governo de Donald Trump que corre o risco de cometer um “erro estratégico” se prosseguir com os controles de exportação de chips de inteligência artificial, o que levará os aliados a usar tecnologia chinesa. Segundo o Financial Times, Brad Smith, presidente da Microsoft, disse nesta quinta-feira (27) que o presidente dos EUA não deve prosseguir com os controles de exportação de chips usados ​​para treinar e executar modelos de IA porque eles afetariam negativamente aliados como Israel, Índia e Cingapura.

Ele disse que as restrições, anunciadas nos últimos dias do governo de Joe Biden e que deveriam entrar em vigor em maio, fariam com que dezenas de países que enfrentam limites para chips de IA americanos comprassem da China.

“Conforme redigida, a regra prejudica duas prioridades do governo Trump: fortalecer a liderança da IA ​​dos EUA e reduzir o déficit comercial do país de quase um trilhão de dólares”, escreveu Smith em uma postagem de blog intitulada “O governo Trump pode evitar um passo em falso estratégico na corrida global da IA”.

Ele acrescentou: “Se não mudarmos nada, a regra de Biden dará à China uma vantagem estratégica”.

A agenda “América em primeiro lugar” do governo Trump, que inclui a ameaça de tarifas sobre parceiros comerciais, representa um risco significativo para o setor de tecnologia dos EUA, que depende fortemente da fabricação de chips em Taiwan.

Smith, uma voz influente em Washington, adotou um tom conciliador com a nova administração e, no mês passado, ele e o presidente-executivo Satya Nadella se encontraram com Trump em seu resort em Mar-a-Lago.

Os controles de exportação de “difusão de IA”, introduzidos nos últimos dias da presidência de Biden, criam um sistema de licenciamento de três níveis para chips de IA usados ​​em data centers, como as poderosas unidades de processamento gráfico da Nvidia.

Eles visam dificultar que empresas chinesas contornem os controles de exportação dos EUA acessando-os por meio de terceiros países.

A legislação impõe um teto aos volumes de exportação de chips para todos, exceto um pequeno número de países, que incluem membros do G7 e Taiwan. Mais de 100 países se enquadram nesse nível “intermediário”.

A UE, a Nvidia e a indústria de chips em geral criticaram as regras, que agora estão em um período de feedback da indústria.

A regra, disse Smith, “vai além do que é necessário” ao impor “limites quantitativos à capacidade das empresas de tecnologia americanas de construir e expandir centros de dados de IA em seus países”, apresentando “um presente ao setor de IA em rápida expansão da China”.

A Huawei, por exemplo, vem lançando seus mais recentes processadores Ascend 910C, com o governo chinês pedindo que as empresas locais se afastem dos chips da Nvidia. A Nvidia vende versões menos potentes de seus populares chips de IA na China, em conformidade com os controles de exportação.

A Microsoft prometeu gastar cerca de US$ 80 bilhões em despesas de capital neste ano. Ela também gastou mais que os hiperescaladores rivais adquirindo chips e unidades de processamento gráfico em 2024, desembolsando cerca de US$ 20 bilhões em comparação com os US$ 14 bilhões do Google e os US$ 8 bilhões da Amazon, de acordo com a New Street Research.

Na quarta-feira, a diretora financeira da Nvidia, Colette Kress, disse ao Financial Times que a empresa estava se envolvendo com o governo Trump, mas “não tinha certeza do que o governo faria” em relação à regra de difusão de IA.

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Guerra da IA: OpenAI acusa DeepSeek de destilação ilegal https://www.ocafezinho.com/2025/01/30/guerra-da-ia-openai-acusa-deepseek-de-destilacao-ilegal/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/30/guerra-da-ia-openai-acusa-deepseek-de-destilacao-ilegal/#respond Thu, 30 Jan 2025 13:13:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201366 OpenAI investiga se DeepSeek usou destilação ilegal de seus modelos GPT, em meio a acusações de roubo de dados e violação de propriedade intelectual


Desde que a startup chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek causou impacto no Vale do Silício e em Wall Street com seus modelos de baixo custo, a empresa tem sido acusada de roubo de dados por meio de uma prática comum no setor.

A OpenAI afirmou ter evidências de que a DeepSeek usou “destilação” de seus modelos GPT para treinar os modelos de código aberto V3 e R1 a uma fração do custo que gigantes tecnológicos ocidentais gastam em seus próprios modelos, segundo reportagem do Financial Times na quarta-feira.

A OpenAI e a Microsoft, principal investidora da criadora do ChatGPT, começaram a investigar se um grupo ligado à DeepSeek extraiu grandes quantidades de dados por meio de uma interface de programação de aplicativos (API) no outono, informou a Bloomberg, citando fontes familiarizadas com o assunto.

A destilação é um método de treinar modelos menores para imitar o comportamento de modelos maiores e mais sofisticados. A prática é comum internamente em muitas empresas que buscam reduzir o tamanho de seus modelos enquanto oferecem desempenho semelhante aos usuários.

Isso, combinado com o fato de que o treinamento de modelos geralmente depende de muitos dados de origem questionável, levou alguns especialistas a questionar a sinceridade da OpenAI em suas acusações de violação de propriedade intelectual.

“A destilação viola a maioria dos termos de serviço, mas é irônico – ou até hipócrita – que as grandes empresas de tecnologia estejam denunciando isso. Treinar o ChatGPT com conteúdo da Forbes ou do New York Times também violou seus termos de serviço”, disse Lutz Finger, professor visitante sênior da Universidade Cornell e ex-funcionário de empresas de tecnologia como Google e LinkedIn, em um comunicado por e-mail. “O conhecimento é livre e difícil de proteger.”

O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman (à direita), está ao lado (da direita para a esquerda) do presidente e CEO do SoftBank Group, Masayoshi Son, e do presidente executivo da Oracle, Larry Ellison, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia uma nova iniciativa de IA chamada Stargate em 21 de janeiro / Foto: AFP

A DeepSeek tem seus próprios modelos destilados que utilizam outros modelos de código aberto, como o Llama, da Meta Platforms, e o Qwen, do Alibaba Group Holding. O Alibaba é proprietário do South China Morning Post.

No entanto, a OpenAI alega que a DeepSeek usou o acesso à API dos modelos GPT de código fechado para destilá-los de forma não autorizada. A DeepSeek não admitiu o uso de destilação no treinamento de seus principais modelos, V3 e R1.

Com informações de South China Morning Post*

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Helion e Microsoft querem transformar fusão nuclear em realidade até 2028 https://www.ocafezinho.com/2025/01/29/helion-e-microsoft-querem-transformar-fusao-nuclear-em-realidade-ate-2028/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/29/helion-e-microsoft-querem-transformar-fusao-nuclear-em-realidade-ate-2028/#respond Wed, 29 Jan 2025 21:52:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201330 Startup Helion recebe US$ 425 milhões para desenvolver reator de fusão nuclear e promete fornecer eletricidade à Microsoft até 2028, superando desafios tecnológicos e industriais


A Helion, uma das startups de fusão nuclear mais observadas no mundo, anunciou nesta terça-feira (28) um investimento de US$ 425 milhões em sua rodada Série F, elevando sua avaliação para US$ 5,245 bilhões. A empresa, que tem o apoio de Sam Altman — atualmente envolvido em rumores sobre negociações com a OpenAI —, possui um acordo ambicioso para fornecer eletricidade à Microsoft até 2028, muito antes do prazo previsto por seus concorrentes.

A abordagem pouco convencional da Helion para a fusão nuclear e seu ar de mistério conquistaram tanto admiradores quanto críticos. No entanto, os investidores da startup não estão entre os céticos. No mês passado, a Helion ativou seu protótipo mais recente, chamado Polaris, que pode se tornar o primeiro reator de fusão capaz de gerar eletricidade.

O Polaris, o sétimo protótipo da Helion, está instalado em um prédio de 27 mil metros quadrados em Everett, Washington. Sua construção levou mais de três anos, um período relativamente curto para os padrões da indústria de fusão. No entanto, para cumprir a meta ambiciosa de 2028 estabelecida com a Microsoft, a empresa precisará acelerar ainda mais o desenvolvimento de sua usina em escala comercial.

Os desafios enfrentados pela Helion são, em muitos aspectos, semelhantes aos de outras indústrias de ponta. “No campo da IA, qual é o grande desafio? Conseguir os chips. Na fusão, qual é o grande desafio? Conseguir os chips”, disse o CEO David Kirtley em entrevista recente ao TechCrunch. “O Polaris utiliza 50 mil desses semicondutores de alta potência e a obtenção desses componentes definiu o cronograma.”

As soluções que a Helion busca também seguem um caminho parecido. O novo investimento será direcionado para trazer uma parte significativa da fabricação especializada para dentro da empresa. Por exemplo, a Helion teve que encomendar capacitores — dispositivos de armazenamento de energia de curto prazo — com três anos de antecedência.

“Nosso objetivo é passar de esperar três anos por um fornecedor nos entregar capacitores para fabricá-los internamente, mas mais rápido, de modo que possamos produzi-los em um ano ou menos”, explicou Kirtley.

Apesar de estar construindo sua cadeia de suprimentos do zero, Kirtley mantém-se otimista de que a Helion poderá fornecer eletricidade à Microsoft em poucos anos. “Já estamos trabalhando na localização da instalação para a Microsoft há alguns anos”, disse Kirtley, sem revelar o local. Ele acrescentou que a empresa está avançando nas questões de licenciamento e interconexão com a rede elétrica, processos que podem levar anos.

Parte do fascínio pela Helion — e também do risco, segundo críticos — está no fato de que sua abordagem para a fusão nuclear difere de praticamente todas as outras startups do setor.

Em termos gerais, existem duas abordagens principais: o confinamento magnético, que usa ímãs poderosos para comprimir plasma até que fique quente e denso o suficiente para iniciar reações de fusão contínuas, gerando vapor para mover turbinas; e o confinamento inercial, que dispara lasers poderosos em pequenas cápsulas de combustível, comprimindo-as até que os átomos se fundam. Para gerar calor suficiente para alimentar uma turbina a vapor, um reator precisa disparar várias vezes por segundo.

A Helion está construindo algo completamente diferente: um reator de configuração reversa de campo. O dispositivo tem formato de ampulheta com um bojo no centro e é cercado por ímãs poderosos, que guiam e comprimem o plasma durante cada reação, que a Helion chama de “pulso”.

No início de um pulso, a Helion injeta uma mistura de deutério e hélio-3 em cada extremidade e a aquece até formar plasma. Os ímãs então moldam cada plasma em forma de anel e os impulsionam um contra o outro a mais de 1,6 milhão de quilômetros por hora. Quando os plasmas atingem a câmara de fusão — o bojo no meio da ampulheta — eles colidem e são comprimidos ainda mais por outro conjunto de ímãs. Isso aquece o plasma a mais de 100 milhões de graus Celsius, desencadeando uma cascata de átomos se fundindo. O processo é semelhante ao de uma vela de ignição acendendo combustível em um motor de combustão interna.

A energia adicionada pelas reações de fusão gera um aumento na força magnética, que empurra os ímãs do reator. Essa força magnética extra é então convertida diretamente em eletricidade. Se tudo funcionar conforme planejado, o reator da Helion gerará mais eletricidade a partir desse surto magnético do que foi necessário para alimentar os ímãs inicialmente. E como o sistema captura eletricidade diretamente dos ímãs, em vez de gerar vapor para girar uma turbina, deve ser mais eficiente, reduzindo o ponto de equilíbrio energético.

O design atual de um reator Helion em escala comercial pulsará algumas vezes por segundo, disse Kirtley. Um único reator gerará 50 megawatts de eletricidade, e uma usina pode conter vários reatores. Em laboratório, a empresa já possui sistemas menores capazes de disparar mais de 100 vezes por segundo, o que sugere que reatores futuros da Helion poderão atingir 60 pulsos por segundo, a mesma frequência da eletricidade na rede. “Mas há grandes desafios de engenharia para alcançar essas altas taxas de repetição com os níveis de potência que estamos discutindo, onde milhões de ampères fluem”, disse Kirtley.

A nova rodada de financiamento, menor que os US$ 500 milhões arrecadados anteriormente, inclui investidores como Lightspeed Venture Partners, SoftBank Vision Fund 2 e um grande fundo de dotação universitário. Investidores já existentes, como Sam Altman, Capricorn Investment Group, Mithril Capital, Dustin Moskovitz e Nucor, também participaram.

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OpenAI quer mudar seu modelo enquanto o Vale do Silício observa atento https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/openai-quer-mudar-seu-modelo-enquanto-o-vale-do-silicio-observa-atento/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/openai-quer-mudar-seu-modelo-enquanto-o-vale-do-silicio-observa-atento/#respond Fri, 24 Jan 2025 10:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201081 A OpenAI negocia sua transformação em uma empresa lucrativa, enfrentando desafios legais, tensões com a Microsoft e críticas de Elon Musk enquanto redefine seu futuro


O conselho da OpenAI está envolvido em negociações complexas para se tornar uma empresa com fins lucrativos, lutando para determinar o preço da participação da Microsoft na startup enquanto discute a avaliação de seu braço recém-formado sem fins lucrativos em US$ 30 bilhões.

Segundo o Financial Times, a criadora do ChatGPT, supervisionada por seu conselho sem fins lucrativos, discute uma reestruturação desde setembro que dividiria a startup em duas partes. Seu braço filantrópico, encarregado da missão original da OpenAI de “beneficiar a humanidade”, receberia uma participação na nova corporação de benefício público (PBC, na sigla em inglês).

Um dos obstáculos para a conversão tem sido determinar quanto da participação na PBC caberia ao maior investidor da startup, a Microsoft, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões. Outras considerações, como o valor da participação que o CEO Sam Altman receberá na nova empresa, também precisam ser resolvidas.

Segundo três pessoas próximas às negociações, o braço filantrópico pode ser avaliado em cerca de US$ 30 bilhões, mas um valor final ainda não foi determinado. A maior parte desse valor seria realizada na forma de ações na PBC, acrescentou uma das fontes, com o restante pago em dinheiro.

“Isso é um fenômeno novo, em que organizações sem fins lucrativos têm participações em empresas com fins lucrativos,” disse Karla Dennis, CEO da consultoria tributária KDA, que acrescentou que tais transações normalmente são pagas em dinheiro.

A reestruturação criará “uma das organizações sem fins lucrativos mais bem financiadas da história,” segundo a OpenAI. Mas alguns, incluindo Elon Musk, argumentam que o valor real da organização sem fins lucrativos é muito maior, dado seu controle atual sobre a OpenAI, avaliada em US$ 157 bilhões.

A mudança foi projetada para permitir que a OpenAI levante dezenas de bilhões de dólares a mais de investidores, o que a startup considera essencial para desenvolver modelos de IA de ponta à frente dos concorrentes. Mas também representa uma grande ruptura com os fundamentos da OpenAI como uma organização sem fins lucrativos e uma manobra altamente complexa, com pouco precedente legal.

A OpenAI concordou com um prazo de dois anos para concluir a conversão com os investidores como parte de sua última rodada de financiamento em setembro. Se a mudança não for concluída dentro do prazo, os investidores podem recuperar parte dos US$ 6,6 bilhões que injetaram na empresa.

Dentre os atuais acionistas, o relacionamento da Microsoft com a OpenAI é o mais sensível.

Determinar quanto da participação a Microsoft pode ter sem atrair atenção antitruste é outra parte crucial do atraso na conversão para uma PBC, disse uma pessoa próxima à OpenAI.

A OpenAI e a Microsoft se recusaram a comentar.

Na terça-feira, a Microsoft anunciou que mudaria a estrutura de seu acordo com a OpenAI para permitir que a startup use serviços de computação em nuvem de concorrentes.

A mudança significa que a Microsoft abrirá mão de sua posição como provedor exclusivo de serviços em nuvem da OpenAI, mas manterá o direito de preferência. A Microsoft disse que vários “elementos-chave” de sua parceria com a OpenAI permanecerão em vigor até o final de 2030, quando o acordo atual, incluindo os arranjos de compartilhamento de receita, termina.

Esse anúncio ocorreu enquanto a OpenAI revelou esta semana que está se juntando a uma joint venture com a SoftBank do Japão, chamada Stargate, com planos de investir pelo menos US$ 100 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA.

A mudança para se tornar uma empresa com fins lucrativos tem sido polêmica no Vale do Silício, já que a batalha pelo futuro da OpenAI deve influenciar a corrida global para desenvolver e comercializar IA generativa.

A transação proposta levou a processos judiciais acalorados de Musk, cofundador da OpenAI que desde então criou um grupo rival, a xAI. Musk buscou uma liminar contra a conversão, alegando que a OpenAI enganou doadores iniciais, incluindo ele mesmo, que pensavam estar apoiando um grupo de pesquisa.

A OpenAI foi fundada como uma organização sem fins lucrativos em 2015. Em 2019, criou uma subsidiária com fins lucrativos, que limitava os retornos para investidores e dava ao conselho sem fins lucrativos controle total sobre o braço com fins lucrativos.

Atualmente, seu futuro financeiro está ligado a desenvolvimentos como a criação de uma inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês), ponto em que a tecnologia teria níveis de inteligência semelhantes aos humanos. Cláusulas relacionadas à AGI estão sendo removidas da nova estrutura, conforme relatado anteriormente pelo Financial Times.

A complexa governança corporativa da empresa foi colocada sob escrutínio em novembro de 2023, quando seu conselho sem fins lucrativos demitiu Altman, apenas para ele ser reconduzido ao cargo pouco depois.

Pessoas próximas às negociações estão esperançosas de que a transação possa ser concluída este ano, mas acrescentaram que as conversas estão sujeitas a mudanças e provavelmente continuarão por alguns meses.

A complexidade de precificar uma tecnologia tão nova e poderosa é outro desafio.

Essa decisão cabe ao conselho da OpenAI, que inclui Altman, o ex-CEO da Salesforce Bret Taylor e o ex-secretário do Tesouro dos EUA Larry Summers. Eles devem seu principal dever à “humanidade, não aos investidores da OpenAI,” de acordo com o estatuto da startup.

“Há um conflito de interesse óbvio para o conselho ao negociar [o valor da organização sem fins lucrativos]. Claro, o conselho quer pagar o mínimo de dinheiro que puder justificar,” disse um ex-funcionário da OpenAI. “Não tenho certeza se um processo verdadeiramente imparcial poderia resolver esse conflito.”

Kathleen Jennings, procuradora-geral de Delaware, onde a OpenAI está registrada, solicitou mais informações sobre o acordo.

Jennings disse que é sua responsabilidade garantir que a conversão seja feita a um preço justo e para o benefício público. No entanto, a OpenAI ainda não forneceu esses detalhes, pois eles ainda estão sendo resolvidos internamente e com as partes interessadas.

“Não há um precedente real para isso,” disse uma pessoa com conhecimento das deliberações. “Uma empresa de pesquisa que se tornou avaliada em US$ 157 bilhões.”

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Samsung quer superar Tesla, OpenAI e BYD na área de robótica humanóide https://www.ocafezinho.com/2025/01/02/samsung-quer-superar-tesla-openai-e-byd-na-area-de-robotica-humanoide/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/02/samsung-quer-superar-tesla-openai-e-byd-na-area-de-robotica-humanoide/#respond Thu, 02 Jan 2025 13:14:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=199688
Samsung quer criar robôs humanoides capazes de seguir instruções complexas, navegar em ambientes desafiadores e interagir de forma natural com humanos.

A robótica humanoide está em alta. Pesquisas na área têm se intensificado, e diversas empresas multinacionais estão apostando no desenvolvimento de seus próprios robôs humanoides.

No mais recente movimento, a Samsung Electronics ampliou significativamente seu investimento na Rainbow Robotics, uma importante empresa sul-coreana de robótica. Com isso, a Samsung elevou sua participação na companhia para 35%, tornando-se a maior acionista.

Esse investimento estratégico é um desdobramento do aporte inicial da Samsung na Rainbow Robotics, realizado em 2023. A nova aplicação de recursos reforça os esforços da empresa em desenvolver sua própria robótica humanoide.

Samsung planeja criar robôs humanoides avançados
A estratégia da Samsung envolve combinar sua expertise em inteligência artificial e desenvolvimento de software com a experiência da Rainbow Robotics em robótica.

A Rainbow Robotics tem um histórico notável, incluindo a criação do Hubo, o primeiro robô bípede da Coreia do Sul.

Com essa parceria, a Samsung busca acelerar o desenvolvimento de robôs humanoides com capacidades inéditas e um nível de autonomia ainda não alcançado. Esses robôs vão muito além de tarefas simples e repetitivas.

“Por meio da colaboração com a Rainbow Robotics, a Samsung fortalecerá ainda mais sua base no desenvolvimento de tecnologia avançada de robôs”, afirmou a Samsung Electronics em comunicado.

Robôs que entendem instruções complexas
A Samsung tem como objetivo desenvolver robôs humanoides capazes de compreender e executar instruções complexas, navegar por ambientes complicados e em constante mudança, além de interagir com humanos de maneira natural e intuitiva.

A ambição da empresa vai além de acompanhar a tendência. A Samsung planeja usar os robôs colaborativos da Rainbow Robotics em suas próprias fábricas.

Esses robôs são projetados para trabalhar de forma segura ao lado de humanos, aumentando a eficiência e a capacidade produtiva. Além disso, a Samsung enxerga potencial para usar esses robôs na movimentação de mercadorias e em outras áreas de seus negócios.

“Os robôs colaborativos, manipuladores móveis de dois braços e robôs autônomos da Rainbow Robotics serão utilizados pela Samsung em tarefas de automação de manufatura e logística”, concluiu o comunicado.

“Esses robôs podem melhorar significativamente suas capacidades de trabalho ao aprender e analisar dados situacionais e variáveis ambientais do campo por meio de algoritmos de IA.”

Histórico da Rainbow Robotics
A Rainbow Robotics possui uma base sólida em pesquisa robótica. Fundada em 2011, a empresa nasceu no centro de pesquisa de robótica humanoide do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST).

Tendência crescente no desenvolvimento de robôs humanoides
O investimento da Samsung reflete uma tendência crescente na indústria de tecnologia, onde diversas empresas líderes estão trabalhando em projetos de robôs humanoides.

A Tesla, de Elon Musk, parece liderar a corrida com seu robô Optimus. Recentemente, a Tesla divulgou um vídeo mostrando o Optimus escalando colinas e caminhando em terrenos irregulares de forma autônoma.

Relatos indicam que a OpenAI também planeja desenvolver sua própria linha de robôs humanoides. Esses planos surgem após o sucesso dos robôs humanoides da Figure, apoiada pela OpenAI, que já estão sendo usados na fábrica da BMW na Carolina do Sul, EUA.

Anteriormente, a Microsoft colaborou com a Sanctuary AI, de Vancouver, para acelerar o desenvolvimento de robôs humanoides de propósito geral. A Nvidia, por sua vez, está criando chips específicos para robôs humanoides. Na China, a montadora BYD também está planejando lançar seus próprios robôs humanoides.

Atualizado: 02 de janeiro de 2025
Aman Tripathi, para Interesting Engineering.

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Nvidia ultrapassa a Apple e se torna a maior empresa do mundo https://www.ocafezinho.com/2024/11/04/nvidia-ultrapassa-a-apple-e-se-torna-a-maior-empresa-do-mundo/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/04/nvidia-ultrapassa-a-apple-e-se-torna-a-maior-empresa-do-mundo/#respond Mon, 04 Nov 2024 15:58:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196444 Nvidia, Apple e Microsoft disputam liderança global como empresas mais valiosas; corrida acirrada pelo topo se intensifica desde o verão

As ações da Nvidia subiram na manhã desta segunda-feira (4), elevando sua capitalização de mercado para mais do que a da Apple, tornando a fabricante de chips a maior empresa do mundo.

As ações aumentaram 1,6% na manhã de segunda-feira, dando à Nvidia uma capitalização de mercado de cerca de US$ 3,37 trilhões, superando ligeiramente a anterior líder Apple (AAPL) com US$ 3,36 trilhões.

As ações da Apple recuaram um pouco nesta segunda-feira, após caírem na semana passada em meio a uma liquidação de tecnologia e lucros trimestrais decepcionantes.

A Nvidia e a Apple, junto com a gigante de software e computação em nuvem Microsoft (MSFT), têm competido pelo título de empresa mais valiosa do mundo desde o verão.

A Nvidia foi nomeada um componente do Dow Jones Industrial Average (DJIA) na sexta-feira. A Nvidia substituirá a rival Intel (INTC). A mudança entrará em vigor antes da abertura do mercado em 8 de novembro, de acordo com a S&P Dow Jones Indices, que administra o índice. (A empresa de tintas Sherwin-Williams (SHW) também foi escolhida para se juntar ao índice blue-chip, substituindo a gigante química Dow (DOW).)

A Nvidia tinha cerca de um terço do tamanho da Apple e da Microsoft no início do ano, quando seu valor de mercado era de US$ 1,2 trilhão. Desde então, a demanda robusta por IA impulsionou a ascensão meteórica das ações.

Gigantes da tecnologia como Microsoft, Amazon (AMZN), Alphabet (controladora do Google, GOOG, GOOGL) e Meta (META) se comprometeram a gastar centenas de bilhões de dólares neste ano e no próximo em infraestrutura, com grande parte desse gasto indo para os semicondutores e servidores da Nvidia necessários para treinar e executar modelos de IA.

As ações enfrentaram um obstáculo em meados de julho, quando uma série de fatores, desde temores de recessão até a rotação de mega caps para ações de small caps, e preocupações sobre gastos insustentáveis com IA, pressionaram as ações de tecnologia a recuarem de suas máximas históricas.

As ações da Nvidia perderam um quarto de seu valor entre meados de julho e meados de agosto, mas o otimismo renovado sobre inteligência artificial e a resiliência da economia dos EUA reviveram a alta histórica das ações.

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Microsoft corta acesso ao OpenAI na China https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/microsoft-corta-acesso-ao-openai-na-china/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/microsoft-corta-acesso-ao-openai-na-china/#respond Mon, 21 Oct 2024 13:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195412 Devido à regulamentação chinesa, apenas clientes corporativos estão qualificados para assinar o Azure OpenAI Service na China continental

A Microsoft encerrou as assinaturas individuais para o uso dos serviços da OpenAI na China continental, nesta segunda-feira (21), por meio de sua plataforma de computação em nuvem, Azure, que era a única forma oficial para esses usuários acessarem os serviços do criador do ChatGPT. A medida veio meses após a startup americana bloquear o acesso à sua interface de programação de aplicativos (API) em “países e territórios não suportados”.

A Microsoft explicou que a restrição aos usuários individuais ocorreu “devido a requisitos regulatórios locais”, significando que “apenas clientes corporativos são elegíveis para assinar o Azure OpenAI Service”, conforme mencionado em um e-mail enviado pela Microsoft aos seus usuários de nuvem, visto pelo South China Morning Post.

O Azure OpenAI Service vinha sendo utilizado amplamente por desenvolvedores locais para acessar legalmente a API da empresa americana e conectar seus próprios serviços às diversas tecnologias de inteligência artificial (IA) avançadas, incluindo o principal modelo GPT-4. APIs são intermediários de software que permitem a comunicação e o compartilhamento de dados ou recursos entre diferentes sistemas.

A Microsoft, que é uma grande investidora da OpenAI, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários na segunda-feira.

A ação da Microsoft implica que o “único método legítimo” para que indivíduos na China acessem a API da OpenAI foi bloqueado, segundo um usuário da JetSquirrel.cloud, que compartilhou o e-mail sobre a restrição do Azure na plataforma de mídia social Xiaohongshu.

O usuário mencionou que ainda poderia utilizar o Azure por meio de sua conta corporativa, mas suas pesquisas pessoais em IA teriam que depender de alternativas locais, que são “mais baratas e possuem uma conexão de internet mais rápida”.

Outro desenvolvedor independente afirmou que algumas maneiras de contornar a restrição do Azure incluem o uso de plataformas de terceiros que não exigem identificação pessoal ou o acesso direto ao site da OpenAI para obter a API usando uma rede privada virtual (VPN), um número de telefone estrangeiro e um cartão bancário internacional.

Essa restrição adicional imposta pelo Azure aumenta as limitações de acesso ao OpenAI na China continental, incentivando desenvolvedores locais a utilizarem modelos de linguagem locais (LLMs) para seus projetos. LLMs são as tecnologias que suportam serviços de IA generativa, como o ChatGPT.

Em 9 de julho, a OpenAI começou a limitar o acesso à sua API na China continental, Hong Kong e Macau. Outros mercados não suportados incluem países sancionados pelos Estados Unidos, como Irã, Coreia do Norte e Rússia.

Após a restrição imposta pelo Azure, a corretora China Industrial Securities sugeriu, em uma nota de pesquisa no domingo, que investidores considerassem comprar ações de desenvolvedoras chinesas de LLM, como a Kunlun Tech. “Acreditamos firmemente que, à medida que a tecnologia de conteúdo gerado por IA continua a evoluir, mais produtos de IA virais surgirão no futuro”, afirmou a corretora.

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A nova “false flag” dos EUA contra a China https://www.ocafezinho.com/2024/10/16/a-nova-false-flag-dos-eua-contra-a-china/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/16/a-nova-false-flag-dos-eua-contra-a-china/#respond Wed, 16 Oct 2024 12:40:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195082 EUA permanecem em silêncio após o terceiro relatório da China expondo a narrativa falsa do ‘Volt Typhoon’

Em relação ao mais recente relatório divulgado pelo Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus Cibernéticos da China sobre a falsa narrativa dos EUA acerca do Volt Typhoon, que mais uma vez expõe operações de ciberespionagem e desinformação conduzidas por agências do governo dos EUA, o lado americano permaneceu em silêncio. Analistas afirmam que, seja no passado, com a espionagem cibernética global ou nas campanhas de desinformação contra a China, os fatos são claros e, diante de provas irrefutáveis, os EUA só podem permanecer em silêncio.

O Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus Cibernéticos e o Laboratório Nacional de Engenharia para Tecnologia de Prevenção de Vírus em Computadores divulgaram na segunda-feira o terceiro relatório sobre o Volt Typhoon, revelando mais detalhes das operações de espionagem cibernética direcionadas à China, Alemanha e outros países, lançadas pelos EUA e outros membros dos países dos Cinco Olhos.

Até o momento da publicação, a Embaixada dos EUA na China e a Microsoft não haviam respondido aos e-mails enviados pelo Global Times para comentar o assunto.

Em 24 de maio de 2023, autoridades de cibersegurança dos países dos Cinco Olhos – EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia – emitiram um aviso conjunto, alegando terem identificado atividades ligadas a um “ator de ciberespionagem patrocinado pelo Estado chinês” chamado Volt Typhoon, que teria impactado redes de infraestrutura crítica dos EUA. O aviso fazia referência principalmente a um relatório da Microsoft, divulgado no mesmo dia.

Nos dias 15 de abril e 8 de julho, o Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus Cibernéticos e o Grupo de Segurança Digital 360 divulgaram relatórios que expunham a narrativa do Volt Typhoon como uma fabricação do governo dos EUA. De acordo com a investigação, diversas autoridades de cibersegurança nos EUA têm promovido essa narrativa falsa para garantir mais financiamento, enquanto empresas como a Microsoft buscam contratos maiores com essas agências.

Nem as agências do governo dos EUA nem a Microsoft responderam à consulta do Global Times sobre o relatório.

Os EUA não encontram argumentos para contestar as alegações e não têm escolha a não ser permanecer em silêncio, afirmou Zhuo Hua, especialista em relações internacionais da Escola de Relações Internacionais e Diplomacia da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, ao Global Times na terça-feira.

“Seja em relação à vigilância e espionagem cibernética global do passado, ou às campanhas de desinformação contra a China, os fatos são muito claros. Mesmo diante de provas irrefutáveis, os EUA não podem reconhecer ou admitir oficialmente esses fatos. Essas ameaças cibernéticas em larga escala patrocinadas por estados podem até se elevar ao nível de terrorismo cibernético”, afirmou Zhuo.

Após a divulgação dos dois primeiros relatórios, mais de 50 especialistas em cibersegurança dos EUA, Europa, Ásia e de outros países e regiões nos contataram. Eles acreditam que o governo dos EUA e a Microsoft atribuíram o Volt Typhoon ao governo chinês sem qualquer evidência concreta, afirmou um pesquisador do Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus Cibernéticos da China ao Global Times na segunda-feira.

Zhuo ressaltou que a atenção de públicos estrangeiros para esta campanha de desinformação dos EUA mostra que, apesar dos esforços do governo americano para ocultar, suprimir e minimizar eventos como o escândalo PRISM, a desconfiança em relação ao governo dos EUA entre os cidadãos ocidentais ainda não foi sanada. Essas pessoas ainda querem saber os fatos e a verdade sobre o estado atual da cibersegurança internacional.

O especialista também mencionou que, por muito tempo, as pessoas comuns no Ocidente têm sido aprisionadas em uma bolha de informações controlada por grupos de interesse, como agências de inteligência, recebendo apenas uma imagem negativa e demonizada da China. Isso levou à vilificação imprudente do país, com questões de cibersegurança sendo usadas como uma ferramenta política para contê-lo.

O relatório, que foi divulgado em vários idiomas, incluindo chinês, inglês, francês, alemão e japonês, é uma tentativa de romper a barreira de informações no Ocidente e garantir ao público ocidental o direito de conhecer a verdadeira situação da cibersegurança internacional, afirmou Zhuo.

Por Liu Xin e Guo Yuandan
Publicado em 15 de outubro de 2024, no Global Times.

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