mídia - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/midia-2/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 02 Sep 2025 11:12:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png mídia - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/midia-2/ 32 32 Morre Mino Carta, fundador da CartaCapital e figura central da imprensa brasileira https://www.ocafezinho.com/2025/09/02/morre-mino-carta-fundador-da-cartacapital-e-figura-central-da-imprensa-brasileira/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/02/morre-mino-carta-fundador-da-cartacapital-e-figura-central-da-imprensa-brasileira/#respond Tue, 02 Sep 2025 11:12:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216625 Mino Carta, jornalista responsável pela criação de alguns dos mais importantes veículos do país, morreu nesta terça-feira (2), em São Paulo, aos 91 anos. Internado havia duas semanas no Hospital Sírio-Libanês, ele não resistiu a complicações de saúde. A causa da morte não foi divulgada.

Nascido em Gênova, na Itália, em 1933, Mino chegou ao Brasil ainda criança após seus pais, também jornalistas, serem perseguidos pelo regime fascista de Mussolini. Foi um dos fundadores do Jornal da Tarde em 1966, da revista Veja em 1968, da IstoÉ em 1976 e do Jornal da República em 1979, que teve curta duração. Em 1994, lançou a CartaCapital, publicação que dirigiu até os últimos anos e que se tornou referência no debate político e econômico nacional.

Ao longo de mais de seis décadas de atividade, Mino Carta se destacou pela capacidade de estruturar redações, formar equipes e propor novos modelos de reportagem e análise, sempre atento ao papel da imprensa no debate público. Além da atuação em jornais e revistas, também se dedicou à literatura, publicando livros como O Castelo de Âmbar (2000), romance em que mescla memória e ficção, A Sombra do Silêncio (2003), relato de forte cunho autobiográfico, e A Sombra do Poder (2019), em que revisita sua experiência na imprensa e analisa as relações entre mídia e política no Brasil. Foi ainda autor de Minhocarta – O Brasil (2012), livro em que expõe sua visão crítica do país. Fora da escrita, cultivava também a pintura, com obras expostas em diversas galerias do Brasil.

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BBC é criticada por retirar documentário que ‘humanizava crianças palestinas’ https://www.ocafezinho.com/2025/02/21/bbc-e-criticada-por-retirar-documentario-que-humanizava-criancas-palestinas/ Fri, 21 Feb 2025 22:40:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=202271

A BBC retirou de sua plataforma iPlayer um documentário sobre crianças em Gaza após pressão crescente, principalmente devido ao fato de um dos protagonistas ser filho de um ministro do governo administrado pelo Hamas. A decisão foi duramente criticada por alguns comentaristas, que a classificaram como “covarde”.

[Confira aqui trechos do documentário que a BBC não quer que ninguém assista.]

A controvérsia em torno do documentário Gaza: How To Survive A Warzone (Gaza: Como Sobreviver a uma Zona de Guerra) atingiu seu auge na quarta e na quinta-feira, quando a embaixadora israelense em Londres apresentou queixas à emissora pública britânica. A secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, também anunciou que discutirá o caso com a BBC.

As críticas se concentraram principalmente na revelação, feita pelo pesquisador David Collier, de que o narrador do documentário, Abdullah Alyazouri, de 13 anos, é filho de Dr. Ayman Alyazouri, vice-ministro da Agricultura em Gaza.

O Middle East Eye investigou o caso e descobriu que Alyazouri tem um histórico acadêmico e técnico, tendo trabalhado anteriormente para o governo dos Emirados Árabes Unidos e estudado em universidades britânicas. Essa informação, no entanto, não havia sido amplamente divulgada na mídia.

Declaração da BBC

Na sexta-feira, a BBC justificou a remoção do documentário da plataforma:

“Gaza: How To Survive A Warzone apresenta histórias importantes que acreditamos que precisam ser contadas, especialmente sobre as experiências das crianças em Gaza. No entanto, surgiram questionamentos contínuos sobre o programa e, diante disso, estamos conduzindo uma revisão mais aprofundada com a produtora. Durante esse processo, o documentário não estará disponível no iPlayer.”

Críticas e defesa do documentário

Ao longo da semana, um grupo de 45 jornalistas e membros da mídia, incluindo a ex-governadora da BBC Ruth Deech, enviou uma carta à emissora exigindo a remoção do documentário. No documento, Alyazouri foi descrito como um “líder terrorista”, já que o Hamas é classificado como uma organização terrorista no Reino Unido.

Por outro lado, diversas vozes saíram em defesa do filme.

Chris Doyle, diretor do Conselho para o Entendimento Árabe-Britânico (CAABU), disse ao Middle East Eye:

“É muito lamentável que este documentário tenha sido retirado devido à pressão de ativistas anti-palestinos, que em sua maioria não demonstraram qualquer simpatia pelas pessoas de Gaza, que sofrem com bombardeios massivos, fome e doenças.”

Doyle também destacou que o documentário “humanizava as crianças palestinas de uma maneira que oferecia percepções valiosas sobre a vida nessa zona de guerra horrível.”

O cineasta e jornalista Richard Sanders, que produziu vários documentários sobre Gaza para a Al Jazeera, afirmou que a situação representa um “grande teste para a BBC.” Ele criticou a decisão da emissora de retirar o filme do ar, chamando-a de “covarde”.

O histórico do vice-ministro Ayman Alyazouri

Ayman Alyazouri, figura central da polêmica, é um químico de formação que atuou como professor de química em uma escola secundária em Dubai.

Seu currículo indica que ele estudou em universidades britânicas, obtendo um mestrado em química analítica na Anglia Ruskin University, em Cambridge, em 2004. Em seguida, fez doutorado em química ambiental analítica na Universidade de Huddersfield, concluindo em 2010.

Entre 2003 e 2011, Alyazouri trabalhou como especialista no Ministério da Educação dos Emirados Árabes Unidos, desenvolvendo materiais didáticos e editando o currículo de ciências.

Em 2011, ele se tornou vice-ministro da Educação em Gaza. Desde julho de 2021, ocupa o cargo de vice-ministro da Agricultura, supervisionando atividades agrícolas, pecuárias e pesqueiras na região, segundo seu perfil no LinkedIn.

A retirada do documentário da BBC reacendeu o debate sobre a cobertura midiática do conflito entre Israel e Palestina, bem como a influência política sobre a liberdade editorial da emissora pública britânica.

Do Middle East Eye.

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Pimenta diz que Lula é o centro e ‘maior do que o PT’ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/pimenta-diz-que-lula-e-o-centro-e-maior-do-que-o-pt/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/pimenta-diz-que-lula-e-o-centro-e-maior-do-que-o-pt/#respond Tue, 29 Oct 2024 13:39:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196092 Paulo Pimenta, Ministro da Secretaria de Comunicação Social, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a figura central da política brasileira, uma visão que foi reforçada, segundo ele, pelo resultado das últimas eleições municipais.

Durante uma entrevista ao programa Estúdio I da GloboNews, Pimenta afirmou: “O centro é o Lula hoje. O centro político do Brasil é o Lula. O centro se aglutina em torno do Lula e isolou a extrema direita. Esse é o resultado da eleição”.

O ministro destacou a capacidade de Lula de transcender tanto o seu partido, o PT, quanto o próprio governo, descrevendo-o como uma figura maior do que as instituições que representa.

Comparando o atual presidente com seu antecessor, Jair Bolsonaro, Pimenta salientou:

“O governo é muito maior do que o PT. E Lula é maior do que o PT e do que o governo. Quando olhamos para a conjuntura do país, ninguém pode dizer que o Brasil tem dois extremos, um é Bolsonaro e o outro é o Lula. Lula é conciliador, um democrata que se relaciona de forma republicana com todos os setores da sociedade e que tem respeito às instituições”.

Além disso, Pimenta refletiu sobre as lições que o PT deve tirar das eleições municipais, indicando a necessidade de o partido se reconectar com o eleitorado e expandir seus discursos para novos territórios.

“Temos que ter humildade de fazer um balanço para ver o que precisa melhorar. Hoje, vivemos um processo de reafirmação”, disse ele.

Embora o PT tenha conseguido eleger 252 prefeitos, os resultados obtidos no estado de São Paulo foram descritos como alarmantes pelo ministro, destacando o pior desempenho histórico do partido na região, que é considerada seu berço político.

O partido conseguiu apenas quatro prefeituras em todo o estado, representando cerca de 1,1% da população total de São Paulo.

Pimenta também abordou a importância de adaptar os temas de empreendedorismo nos projetos do partido, visando melhorar a comunicação com o eleitorado.

Ele ressaltou a rejeição popular à extrema direita nas urnas, enfatizando:

“O recado é a urna fala e a gente tem que saber ouvir. Temos que ouvir o eleitor. O grande recado foi a derrota da extrema direita. Ninguém questionou a urna [eletrônica], nenhum candidato que estava no 8 de janeiro se elegeu, nenhum candidato lançado por Bolsonaro se elegeu. O recado é uma afirmação da democracia”, concluiu.

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O novo delírio de Merval Pereira contra o governo Lula https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/o-novo-delirio-de-merval-pereira-contra-o-governo-lula/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/o-novo-delirio-de-merval-pereira-contra-o-governo-lula/#comments Thu, 17 Oct 2024 13:49:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195192 1 Comentário 🔥]]> Nos primeiros dois anos do governo Lula 3, o Brasil experimentou um significativo crescimento econômico e uma queda substancial nas taxas de desemprego, alcançando o menor índice da última década.

Contra um pano de fundo de otimismo econômico, com projeções do PIB acima de 3%, o colunista Merval Pereira, do Globo, expressou preocupações sobre uma possível “herança maldita”, uma visão que diverge fortemente dos indicadores econômicos atuais e dos avanços sociais observados.

Desde o início de seu terceiro mandato, o governo Lula tem demonstrado uma recuperação acelerada da economia, superando um período de estagnação herdado do governo anterior.

As políticas implementadas têm impulsionado a economia interna, com destaque para a expansão dos programas sociais e reformas econômicas que visam a segurança alimentar e investimentos em educação e saúde.

Merval Pereira levantou questões sobre os riscos de desequilíbrio fiscal futuro, questionando a sustentabilidade das políticas atuais.

No entanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem insistido no compromisso com seu novo teto de gastos, equilibrando responsabilidade financeira com necessidades sociais. Este equilíbrio é refletido nos indicadores sociais, que mostram redução da desigualdade e aumento do salário real, atingindo as melhores marcas em uma década.

O colunista sugere que o atual governo pode estar caminhando para deixar uma “herança maldita”, apesar dos dados econômicos positivos. Essa posição parece mais um argumento para desestabilizar a atual administração do que uma análise baseada na realidade dos fatos.

O governo Lula tem apresentado uma abordagem que desafia a noção tradicional de que austeridade é a única via para o crescimento econômico, mostrando que é possível combinar expansão econômica com justiça social.

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Treinador do Corinthians vai até Milei para tentar impedir desapropriação de sua Fazenda https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/treinador-do-corinthians-vai-ate-milei-para-tentar-impedir-desapropriacao-de-sua-fazenda/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/treinador-do-corinthians-vai-ate-milei-para-tentar-impedir-desapropriacao-de-sua-fazenda/#respond Wed, 09 Oct 2024 13:24:28 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194469 Na terça-feira, 8, o técnico do Corinthians, Ramón Díaz, teve um encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei, na sede do governo argentino, a Casa Rosada.

A reunião, que também contou com a presença do ministro da Economia, Luis Caputo, e do presidente da Câmara dos Deputados, Martin Menem, teve como foco a discussão sobre a desapropriação de duas propriedades de Díaz na província de La Rioja.

De acordo com o diário esportivo Olé, Díaz buscou apoio para contestar a decisão do governador de La Rioja, Ricardo Quintela, que ordenou a desapropriação alegando a localização das propriedades em áreas com águas termais e nascentes.

Díaz, que é apoiador do presidente Milei, argumenta que a ação de Quintela tem motivações políticas, originadas de divergências ideológicas.

Após a reunião, Martin Menem expressou apoio a Díaz através de uma publicação na rede social X. Menem criticou a decisão do governador, atribuindo-a a um ato de perseguição política.

“Ramón Díaz investiu os frutos de seu trabalho adquirindo um campo em Patquia. O governador Ricardo Quintela deu a ordem para expropriar a fazenda de Ramón apenas por ‘pensar diferente’.”

Além disso, Menem reiterou o compromisso do governo Milei com a defesa dos direitos fundamentais. “O governo do presidente Javier Milei defende, acima de tudo, o direito à vida, à liberdade e à propriedade. A Argentina precisa de pessoas como Ramón para investir e confiar em nosso país”, afirmou Menem, apontando também para futuras ações políticas: “Em 2025 vamos varrer o que resta do kirchnerismo”.

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A BBC está usando sua cobertura sobre o Líbano para disfarçar os crimes de Israel https://www.ocafezinho.com/2024/09/28/a-bbc-esta-usando-sua-cobertura-sobre-o-libano-para-ajudar-a-disfarcar-os-crimes-de-israel/ https://www.ocafezinho.com/2024/09/28/a-bbc-esta-usando-sua-cobertura-sobre-o-libano-para-ajudar-a-disfarcar-os-crimes-de-israel/#respond Sat, 28 Sep 2024 12:35:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=193422
Por Jonathan Cook

O público do Reino Unido está sendo submetido a uma campanha sem precedentes de propaganda midiática para ocultar os verdadeiros objetivos de Israel enquanto amplia o massacre.

Quanto mais Israel expande sua guerra pelo Oriente Médio, mais a mídia ocidental intensifica sua guerra contra nossas mentes.

Veículos de mídia estabelecidos como a BBC estão usando a linguagem de suas reportagens como armas contra o público de forma tão eficaz quanto Israel armou pedaços primitivos de tecnologia contra o povo do Líbano.

Milhares de libaneses foram mutilados por pagers e walkie-talkies explosivos na semana passada. Da mesma forma, a cobertura da mídia está distorcendo a capacidade do público ocidental de entender como e por que Israel está perigosamente atiçando as chamas por toda a região.

Palavras como “audacioso”, “escalada” e “alvos” se tornaram ferramentas para esconder o significado, não para iluminar – e por um bom motivo. Porque as ações de Israel são tão obviamente criminosas, tão obviamente horríveis, tão obviamente genocidas. A linguagem se torna uma arma para esconder a verdade.

O coro midiático segue assim: Israel está atacando o Líbano para parar o fogo de foguetes do Hezbollah e permitir que os moradores das comunidades mais ao norte de Israel voltem para casa. Ou, na linguagem mais direta e orwelliana dos oficiais israelenses enquadrando este show de horrores: Israel deve “escalar para desescalar”.

Os civis libaneses estão pagando o preço mais alto – cerca de 550 deles foram mortos no primeiro dia da campanha de bombardeio de Israel. Muitas dezenas de milhares foram expulsos – limpos etnicamente – do território do sul do Líbano.

Por quê? Porque, segundo Israel, o Hezbollah escondeu seu estoque de foguetes em suas casas. Essas casas, portanto, devem ser destruídas. Estranhamente, o Hezbollah parece ter esquecido que possui vastos terrenos rochosos em todo o sul do Líbano, onde poderia mais seguramente e sabiamente esconder seu arsenal.

Os meios de comunicação estão transmitindo, sem crítica, vídeos de propaganda israelense igualmente ridículos, que mostram foguetes do Hezbollah escondidos em salas de estar libanesas.

Na verdade, gráficos mostrando “ataques transfronteiriços” desde 7 de outubro do ano passado – quando o Hamas escapou por um dia do campo de concentração que Israel transformou Gaza ao longo de décadas – sugerem como a narrativa de Israel sobre seu bombardeio ao Líbano para “parar o fogo de foguetes do Hezbollah” é completamente falsa.

Dos 9.600 ataques transfronteiriços, Israel cometeu 7.845 deles – ou quatro quintos – e começou a fazê-lo em 7 de outubro. Israel, na verdade, intensificou seus ataques ao Líbano no início de setembro, exatamente quando o Hezbollah estava reduzindo dramaticamente o fogo de foguetes.

O que os gráficos não podem transmitir é a natureza assimétrica desses confrontos.

Os foguetes do Hezbollah causaram muito menos danos a Israel do que o número muito maior de bombas e mísseis israelenses, que são muito mais poderosos.

Até a terceira semana de setembro, Israel já havia matado mais de 750 libaneses, em comparação com 33 israelenses. A diferença é ainda mais gritante agora.

No entanto, a mídia ocidental não enquadrou os ataques do Hezbollah como seu “direito de se defender” – um direito que somos continuamente lembrados de que Israel tem.

Por que a prioridade tem sido a necessidade de Israel de “parar” os foguetes do Hezbollah, menos numerosos e na maioria das vezes não letais, em vez da necessidade do Líbano de parar as bombas israelenses, mais numerosas e muito mais letais?

Mas, mais importante, Israel não quer que o público ocidental seja exposto a outras razões mais plausíveis para os foguetes do Hezbollah nos últimos anos – ou o que seria necessário para fazê-los parar. E a mídia ocidental está ajudando habilmente Israel a manter essas razões escondidas.

O Hezbollah observou repetidamente que seu fogo de foguetes pararia se Israel se retirasse de Gaza e terminasse o massacre de dezenas de milhares de palestinos lá, como é exigido que faça sob o direito internacional.

Em duas decisões distintas, o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) determinou que a ocupação de décadas de Israel dos territórios palestinos é ilegal e um ato de agressão contra o povo palestino que deve acabar, e que um caso “plausível” foi feito de que Israel está cometendo genocídio em Gaza.

Embora ninguém na BBC ou em outros lugares jamais admitisse, o Hezbollah está, na verdade, muito mais próximo de defender o direito internacional do que os estados ocidentais como os Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, todos os quais estão ajudando a armar e sustentar o “plausível” genocídio de Israel.

Com a mídia ocidental se recusando a fornecer qualquer contexto significativo para as ações do Hezbollah, a narrativa egoísta de Israel preenche o vazio: a suposição é que o Hezbollah – e possivelmente todos os “árabes” – são movidos apenas por um desejo irracional e antissemita de assassinar judeus em Israel.

A implicação é que o Líbano merece tudo o que recebe de Israel.

Porque as ações de Israel são tão obviamente criminosas, tão obviamente horríveis, tão obviamente genocidas. A linguagem se torna uma arma para esconder a verdade.

O editor do Oriente Médio da BBC, Jeremy Bowen, ajudou a impulsionar essa narrativa específica no noticiário da noite de segunda-feira desta semana ao descrever o Hezbollah nos seguintes termos: “Lutar contra Israel está no DNA deles, é por isso que eles existem.”

Vamos ignorar a confusão de Bowen entre a ala militar do Hezbollah e seus braços políticos e de bem-estar – exatamente a visão centrada em Israel do Hezbollah imposta pelo governo britânico ao designar todo o movimento como “uma organização terrorista”.

Os políticos do Hezbollah, os funcionários públicos, policiais, médicos, professores e administradores que emprega para administrar as instituições do Líbano – o “estado dentro de um estado”, como os meios de comunicação o chamam – existem apenas para “lutar contra Israel?” Será que essa é realmente a única razão pela qual eles existem?

Mas mesmo que ignoremos todos os civis envolvidos com o Hezbollah e nos concentremos exclusivamente em sua ala militar, será que a caracterização de Bowen é imparcial, justa ou mesmo precisa?

O Hezbollah não é movido por uma simples sede de sangue para “lutar contra Israel”, como o especialista do Oriente Médio da BBC sugere. Para muitos cidadãos libaneses, ele está lá para proteger seu país de um exército israelense que interferiu agressivamente em seus assuntos por décadas, muito antes de o Hezbollah sequer existir.

Publicado no Middle East Eye, em 28 de set de 2024.

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Emissora dos EUA demite jornalista após pressão de grupos pró-Israel no Whatsapp https://www.ocafezinho.com/2024/01/24/emissora-dos-eua-demite-jornalista-apos-pressao-de-grupos-pro-israel-no-whatsapp/ https://www.ocafezinho.com/2024/01/24/emissora-dos-eua-demite-jornalista-apos-pressao-de-grupos-pro-israel-no-whatsapp/#respond Wed, 24 Jan 2024 21:12:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=174025 Surgiram evidências de que grupos de WhatsApp pró-Israel estavam pressionando executivos da ABC para despedir a jornalista Antoinette Lattouf, apesar das negações veementes de figuras importantes da emissora australiana.

Lattouf, de origem libanesa australiana, informou ao Middle East Eye que foi despedida em dezembro, três dias após assinar um contrato de curto prazo para um programa de rádio sobre estilo de vida.

Ela relatou que, em uma reunião com funcionários, foi elogiada por seu desempenho, mas logo após, foi informada por três gerentes de que não era mais necessária.

Os gestores mencionaram que a credibilidade e imparcialidade de Lattouf foram questionadas devido a ela ter compartilhado uma publicação da Human Rights Watch sobre Israel.

Posteriormente, a ABC alegou que a demissão ocorreu por violações da política de mídia social da empresa.

Contudo, o Sydney Morning Herald divulgou mensagens de um grupo de WhatsApp do grupo Lawyers for Israel, indicando uma campanha contra Lattouf. Uma advogada mencionou iniciar uma ameaça legal se Lattouf não fosse despedida.

Além disso, documentos revelaram a existência de um segundo grupo de WhatsApp, “Criativos e acadêmicos JUDEUS australianos”, que também pressionava executivos da ABC. Segundo relatos, esse grupo teve contato com a presidente do conselho da ABC, Ita Buttrose.

Mais de 100 funcionários da ABC criticaram a administração por suposto viés pró-Israel e falha em proteger a equipe.

John Lyons, editor de assuntos globais, expressou desapontamento com a postura da emissora, mencionando uma diretriz específica sobre a cobertura de Israel e Gaza.

Buttrose refutou as acusações, defendendo a imparcialidade e independência da ABC. O conselho da emissora também rejeitou as reivindicações de Lattouf em seu processo por demissão injusta.

Lattouf comentou sobre os grupos de WhatsApp, expressando preocupação com a influência desses na integridade da ABC.

Após descobrir sobre o segundo grupo, ela expressou desconforto com a celebração de sua demissão e a suposta resposta de Buttrose confirmando seu desligamento.

Com informações do Middle East Way

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Bloomberg: Novo laptop da Huawei utiliza chip da TSMC e desmente rumores de avanço tecnológico https://www.ocafezinho.com/2024/01/23/novo-laptop-da-huawei-utiliza-chip-da-tsmc-e-desmente-rumores-de-avanco-tecnologico/ https://www.ocafezinho.com/2024/01/23/novo-laptop-da-huawei-utiliza-chip-da-tsmc-e-desmente-rumores-de-avanco-tecnologico/#respond Tue, 23 Jan 2024 18:20:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=173854 Através de uma análise de desmontagem, foi revelado que o mais recente laptop da Huawei Technologies, o Qingyun L540, opera com um chip de 5 nanômetros fabricado pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) em 2020.

Isso desmente especulações sobre um avanço tecnológico chinês, pois a Huawei ainda depende de tecnologia estrangeira para seus dispositivos.

A análise conduzida pela empresa de pesquisa TechInsights, encomendada pela Bloomberg News, identificou um processador Kirin 9006C, fabricado pela TSMC utilizando o processo de 5 nanômetros, montado e embalado por volta do terceiro trimestre de 2020.

Isso contradiz as suposições de que a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), parceira da Huawei na fabricação de chips na China continental, havia alcançado um avanço significativo na técnica de fabricação.

No ano passado, a Huawei gerou polêmica ao lançar um smartphone com processador de 7 nanômetros fabricado pela SMIC, levantando debates sobre a eficácia das sanções comerciais dos EUA.

No entanto, a análise revelou que o chip do Mate 60 Pro estava ainda atrás da tecnologia de ponta, contradizendo as expectativas.

A visita do fundador da Huawei, Jensen Huang Jen-hsun, à China também acontece em um momento em que a empresa enfrenta desafios crescentes no mercado chinês.

As restrições comerciais dos EUA, que cortaram o acesso da Huawei a componentes e equipamentos, têm impactado significativamente suas operações.

Embora não esteja claro como a Huawei obteve um processador de três anos de idade, a empresa chinesa tem feito investimentos consideráveis em pesquisa e armazenamento de chips, além de construir uma rede de fornecedores e parceiros de fabricação, com o apoio do governo chinês.

O lançamento do laptop L540 coincide com os esforços crescentes da China para substituir tecnologias estrangeiras em ambientes sensíveis, incluindo a proibição do uso de iPhones em locais de trabalho e a substituição de computadores de marcas estrangeiras como Dell e HP.

Alguns varejistas online destacaram que o novo laptop foi projetado para atender aos rigorosos requisitos de segurança de dados em órgãos governamentais sensíveis na China.

A Huawei continua a buscar maneiras de enfrentar os desafios impostos pelas sanções dos EUA, enquanto tenta manter sua presença no mercado de tecnologia global.

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Lalo Leal Filho lança ‘A mídia descontrolada’ no dia 26/04, no Rio de Janeiro https://www.ocafezinho.com/2019/04/18/lalo-leal-filho-lanca-a-midia-descontrolada-no-dia-26-04-no-rio-de-janeiro/ https://www.ocafezinho.com/2019/04/18/lalo-leal-filho-lanca-a-midia-descontrolada-no-dia-26-04-no-rio-de-janeiro/#comments Thu, 18 Apr 2019 15:36:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=93938 2 Comentários 🔥]]> No dia 26 de abril de 2019, sexta-feira, às 18:00, o Rio de Janeiro recebe o lançamento do novo livro de Laurindo Leal Filho, o Lalo: “A mídia descontrolada – Episódios da luta contra o pensamento único”, lançado pelo selo do Barão de Itararé.

O livro reúne uma série de artigos sobre políticas de comunicação e de análise de mídia escritos nos últimos oito anos. Trata-se do acompanhamento, através desses textos, do papel da mídia nesse período em sua relação com a política, a economia e a cultura do país.

O evento ocorrerá na Livraria Leonardo da Vinci, no centro da cidade. Antes da sessão de autógrafos um debate sobre o livro reunirá Lalo, a professora Ivana Bentes, da ECO-UFRJ, e a pesquisadora do Barão de Itararé, Larissa Ormay.

Compareça, adquira a sua cópia e bata um papo com o Lalo.

Endereço: a Livraria Leonardo da Vinci fica na Av. Rio Branco, 185, subsolo, centro do Rio de Janeiro.

Mais sobre o evento: https://www.facebook.com/events/1952125661565668/

Sobre o autor

Laurindo Leal Filho ou Lalo Leal (Santos, 2 de fevereiro de 1948) é um jornalista, sociólogo, escritor e apresentador de televisão brasileiro.

Laurindo é formado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, com mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado no Goldsmiths College da Universidade de Londres.

Desenvolveu sua carreira em emissoras de televisão, passou pela Rede Globo, onde foi repórter, redator, locutor e comentarista; foi editor-chefe do jornalismo da TV Cultura durante a década de 70.

Nesse mesmo período foi professor livre-docente, de Jornalismo, na Escola de Comunicações e Artes e nas Faculdades Integradas Alcântara Machado.

Entre 1982 e 1983 foi editor da central de jornalismo da Bandeirantes.

Foi ouvidor-geral e membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação e atualmente apresenta o programa VerTV, transmitido pela TV Câmara e pela TV Brasil.

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Mídia esconde que Centrão é um grande balcão de negócios https://www.ocafezinho.com/2018/07/21/midia-esconde-que-centrao-e-um-grande-balcao-de-negocios/ https://www.ocafezinho.com/2018/07/21/midia-esconde-que-centrao-e-um-grande-balcao-de-negocios/#comments Sat, 21 Jul 2018 12:33:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=87456 15 Comentários 🔥]]> A gente sabe que o nível de hipocrisia no país está escancarado, quando o fiel da balança da eleição mais importante da era pós democrática está num bloco formado pela fisiologia pura, algo que não teria espaço em nenhuma república democrática.

Quem “inventou” o tal de  “Centrão” (que de centro não tem nada) foi Eduardo Cunha, para derrotar o PT na câmara. Cunha se fortaleceu, engrandeceu uma agenda do século retrasado e ainda assaltou o país na maior tranquilidade do mundo.

A mídia e os golpistas fecharam os olhos para isso pois precisava derrubar o PT.

Logo depois do Golpe, o Centrão apontou seu apetite para as mais altas chantagens ao governo Temer, emplacou ministros totalmente controversos e muito aquém da proposta de “notáveis” que a mídia abraçava. Entregou à Temer e ao mercado, reformas que destruíram o país.

A mídia e os golpistas fecharam os olhos pq precisava passar as reformas.

Agora que o país está imerso num caos político que destrói nossas vidas (o aumento na mortalidade infantil demonstra isso) a mídia continua querendo tratar o Centrão como algo natural, pois não consegue tirar o presidente Lula da cabeça do povo brasileiro.

Cunha, provavelmente, é o homem forte das negociações e, diferente do presidente Lula, pode até dar entrevistas se quiser mandar um recado ou outro.

Os paladinos da moral brasileira, figuras como Merval Pereira, Cristian Lobo ou Miriam Leitão, vão ter que tapar o nariz e fechar os olhos se forem discutir algum tipo de ética na política sem uma crítica forte à bloco totalmente fisiológico que, agora, oferece algum suspiro pra campanha do tucano Geraldo Alckmin.

É como se o país estivesse estruturado num  imenso escudo de “Fake News” para esconder a realidade dura: hoje somos um arremedo de democracia que só consegue sobreviver .

Não dá mais para considerar análises política por parte da mídia tradicional.

 

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Trump, na recorrente briga com parte da mídia, vai liberalizar o setor para beneficiar seu aliado https://www.ocafezinho.com/2017/10/27/trump-na-recorrente-briga-com-parte-da-midia-vai-liberalizar-o-setor-para-beneficiar-seu-aliado/ https://www.ocafezinho.com/2017/10/27/trump-na-recorrente-briga-com-parte-da-midia-vai-liberalizar-o-setor-para-beneficiar-seu-aliado/#comments Fri, 27 Oct 2017 06:05:41 +0000 https://ocafezinho.com/?p=80470 2 Comentários 🔥]]> (crédito imagem: Mediamatters.org)

No decurso de suas recorrentes brigas com desafetos da grande mídia estadunidense , Presidente Donald Trump prepara a liberalização do setor de comunicações para beneficiar sua aliada, a gigante Sinclair Broadcast Group.

A lei atualmente impede que um meio concentre mais de 39% de audiência de sua área de cobertura. Está vigente que a política anti-monopólio condiciona a posse de dois canais de televisão apenas se uma delas estiver fora das 4 mais vistas na área de cobertura, bem como a existência de 8 emissoras independentes na disputa de audiência, o que comumente é chamada de ¨prova dos 8¨. Determina o paradigma que é proibida a propriedade ¨cruzada¨que seria deter um canal de TV e de rádio no mesmo mercado.

Trump encarregou Anjit Pai, titular da Comissão Federal de Comunicações revogar todas estas normativas a partir de novembro em parceria com o congresso. Pai é um advogado republicano formado pela Universidade de Chicago e que lidera a reversão da neutralidade de envio de dados pelos provedores de internet. A neutralidade impede que grandes transmissores de dados priorizem remessas de uns, em detrimentos de outros, assim grandes grupos poderiam beneficiar seu interesse comercial ou político. A política liberalizante permite priorizar interesses na transmissão e abrir caminho aos grandes grupos absorverem mais mercado diminuindo dos veículos independentes.

O anúncio foi prontamente apoiado pela Associação Nacional de Broadcast e Associação dos diários Americanos. A primeira pela expansão de conglomerados e a segunda para que os jornais possam deter sinais audiovisuais, hoje proibida a imprensa escrita.

Seguramente o que está claro é que o projeto prestes a ser executado vai de encontro a beneficiar a Sinclair, o maior conglomerado de mídia dos EUA com 173 estações em todo país e que possui mais 60 em aprovação no governo. O grupo consegue chegar a 45% dos lares e está em constante expansão, além de ser o protagonista mais próximo a ¨Casa Branca¨.

Dentre as vozes que contestam este novo modelo está a ONG ¨Free Press¨ que denuncia que Trump e Pai estão ¨comprometidos em eliminar qualquer obstáculo a expansão voraz da SBG. O caminho defendido pela organização é de ¨fortalecer as vozes locais e aumentar a diversidade de pontos de vistas, não entregando as ondas a um grupo cada vez mais reduzido de conglomerados gigantes.

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Reportagem de TV da Colômbia pagou para ter testemunho falso contra o Governo da Venezuela https://www.ocafezinho.com/2017/09/07/reportagem-da-tv-da-colombia-pagou-para-ter-testemunho-falso-contra-o-governo-da-venezuela/ https://www.ocafezinho.com/2017/09/07/reportagem-da-tv-da-colombia-pagou-para-ter-testemunho-falso-contra-o-governo-da-venezuela/#comments Thu, 07 Sep 2017 06:47:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=78489 15 Comentários 🔥]]> (crédito imagem- Correo del Orinoco e Telesurtv)

No palco da guerra midiática contra o governo da Venezuela , o canal 1 da Colômbia oferece uma prova inequívoca que em vez de retratar a verdade, vale todas ¨formas¨ de desconstruir uma realidade.

A matéria jornalistica abordava uma entrevista com o desertor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional(SEBIN), Edgard de Jesús Villanueva. A repórter Claudia Cano demonstrava interesse em imputar participação de militares do governo num cartel de narcotráfico. A oposição venezuelana alardeia que a cooperação dos militares na logística de alimentos seriam indicativos de que os mesmos facilitariam o transporte de drogas,dando nome de ¨cartel del soles¨.

Em áudio subtraído, Villanueva se dirige a Cano dizendo que faria ¨as declarações solicitadas por que necessitava de dinheiro, mas não gostava de mentir na câmara¨. Cano pede que ele diga que ¨o diretor do SEBIN e o constituinte Diosdato Cabello são partes dos soles,sendo um segredo compartilhado por vocês¨.Acrescentava sua exigência, que o ex-militar vivendo nos estados Unidos, possa¨poner cosas picantes¨.Villanueva pergunta:¨O que deseja que fale sobre Maduro¨? Mais adiante cobra sobre o pagamento e Cano lhe responde: ¨Quando terminarmos lhe pagamos¨.

Apesar de nunca ter aparecido nenhuma prova sobre ¨los soles¨,o canal 1 estatal gerido pelo fundo RTNC (privado), apresentou a reportagem escondendo a negativa de Villanueva sobre supostas práticas de torturas.

Fontes

www.corredelorinoco.gov.ve/periodista-colombiana-del-canal-1-pago-por-testemunio-falso-contra-el-gobierno-venezoelano/

www.videos.telesurtv.net/video/676556/periodista-del-canal-1-pago-por-testemonio-contra-gob-de-venezuela/

#cana1noticiacomprada

autor:

Tulio Ribeiro é graduado em economia,pós-graduado em História contemporânea,mestre em História Social,e doutorando em ¨Ciencias
para el Desarrollo estrategico¨ pela UBV – Caracas

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Temergate: a mídia é (muito) culpada https://www.ocafezinho.com/2017/05/18/temergate-midia-e-muito-culpada/ https://www.ocafezinho.com/2017/05/18/temergate-midia-e-muito-culpada/#comments Thu, 18 May 2017 16:50:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=71881 25 Comentários 🔥]]> Foto: Estadão

Por Tadeu Porto, editor sênior do Cafezinho

Quem acompanha a política brasileira nos últimos anos, certamente não ficou surpreso com os fatos revelados sobre o Governo Temer – quem não sabia do esquema do Aécio? – mas se surpreendeu com o fato da mídia os ter divulgado.

Afinal, não é difícil imaginar que o presidente do PSDB e o ex-presidente do PMDB fossem capazes de fazer o que e aparentemente fizeram, por diversos fatores:

1) Temer é Cunha e Cunha é Temer, e o ex-presidente da câmara agiu como um verdadeiro mafioso em seu processo de cassação (Fausto Pinato que o diga); 2) Eduardo chantegeou abertamente Michel em perguntas que Sérgio Moro barrou (só chatagea nesse nível quem tem algum trunfo); 3) Aécio tinha relações altamente duvidosas com sua primo “tesoureiro” (como bem recordou Brito mais cedo); 4) Neves foi capaz, não só de perseguir jornalistas mineiros para se blindar, mas também perseguir e torturar Marcos Carone para não atrapalhar suas pretenções eleitorais. Por fim, claro, ambos encabeçaram um Golpe cujo objetivo era “estancar sangria” da Lava-Jato e inventar pedaladas para tomar o poder de uma presidenta democraticamente eleita.

É de se estranhar, portanto, que mesmo com tanta evidência indireta Michel e Aécio detinham tanto poder (a ponto de comandar reformas estruturais mesmo com baixa popularidade), e precisou de provas tão objetivas para escancarar o que já era facilmente abstraído.

Tal fenômeno só teve respaldo por um ponto: a mídia sempre esteve ao lado do governo Temer. Assim, considerá-la como cúmplice das ações ilícitas do alto escalão da base aliada não é nada mais do que justo.

Imaginem só um político que construiu um aeroporto de uso particular, com dinheiro público, na fazenda da família e cuja chave fica em posse de um tio. Pensem, agora, num helicóptero em nome de outro político pego com meia tonelada de pasta base de cocaína. Considerem, também, um presidnete que conduz um achaque a luz do dia para aprovar reformas altamente impopulares, com perdões de dívidas e consessões totalmente fora da realidade fiscal do país.

Sabemos bem que todos esses fatos, gravíssimos, não foram sequer investigados, quiçá esmiuçados, como pedalinhos, um sítio ralé e um triplex. E nessas horas, onde atitudes controversas tiveram total liberdade para acontecer sem as devidas explicações, não há outro sentimento a não ser a dúvida sobre o papel da mídia tradicional em todo essa sujeira que, agora, objetivamente foi colocada as claras.

Talvez a risada de Catanhêde com Temer, ilustrada acima, ajude a resolver esse questionamento: algo do tipo “Tamo junto, presidente!”.

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Vídeo: Dilma é entrevistada e faz balanço sobre 2016 https://www.ocafezinho.com/2016/12/25/video-dilma-e-entrevistada-e-faz-balanco-sobre-2016/ https://www.ocafezinho.com/2016/12/25/video-dilma-e-entrevistada-e-faz-balanco-sobre-2016/#comments Sun, 25 Dec 2016 10:36:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=63991 4 Comentários 🔥]]> Na sexta-feira, 23, a ex-presidente Dilma Rousseff concedeu entrevista ao canal de televisão venezuelano Telesur. Dilma falou sobre o desmonte na Petrobrás e fez críticas ao governo Temer, sobretudo às reformas propostas, como a trabalhista e a previdenciária.

Para ela: “o grande desafio da América Latina é a democracia”.

Questionada sobre o novo governo, Dilma analisou a reforma trabalhista proposta por Temer e concluiu: “Penso que existe uma força na sociedade brasileira para lutar contra essas medidas que lhe tiram direitos”.

Dilma também falou sobre Lula e seu governo: “o principal é: nós interrompemos, em 2003, o processo de implantação do neoliberalismo no Brasil”, disse a ex-presidente.

Confira íntegra:

https://youtu.be/hbmtYICT8_M

 

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O futuro do Brasil está em aberto: Se Temer cair, o que pode acontecer? https://www.ocafezinho.com/2016/12/13/o-futuro-do-brasil-esta-em-aberto-se-temer-cair-o-que-pode-acontecer/ https://www.ocafezinho.com/2016/12/13/o-futuro-do-brasil-esta-em-aberto-se-temer-cair-o-que-pode-acontecer/#comments Tue, 13 Dec 2016 18:38:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=62913 35 Comentários 🔥]]> O editorial do jornal OGlobo de hoje, 13, que propõe eleições indiretas caso Michel Temer seja inviabilizado, marcou o fim do último reduto midiático do presidente. A crise está escancarada. Jornalista apresenta dossiê do que está por vir nos próximos meses para o Brasil.

No Jornal GGN

Xadrez dos senhores da guerra contra o pacto nacional

Por Luis Nassif

Peça 1 – o vazamento da delação da Odebrecht

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot ordenou abertura de sindicância para investigar o vazamento da delação do lobista Cláudio Monteiro, da Odebrecht.

É blefe. Como é blefe a desculpa de que há várias fontes de vazamento, não sendo possível apurar a origem do vazamento.

Dado o alto grau de octanagem da delação – que deixa em suspenso todo o mundo político – só há duas explicações para o fato do PGR não ter montado um sistema severo de controle sobre os documentos:

Hipótese 1 – o vazamento partiu da própria PGR.

Hipótese 2 – o vazamento partiu de operadores da Lava Jato, para rebater tentativas de interferência do PGR sobre a operação.

Nos dois casos, o ponto em comum é a aliança cada vez mais explícita do PGR com o PSDB.

Pela Hipótese 1, Janot estaria empenhado em implodir o esquema Michel Temer no governo para abrir espaço para o PSDB.

Pela Hipótese 2, Janot estaria interferindo na Lava Jato visando proteger as lideranças tucanas.

Há um conjunto de evidências reforçando essas hipóteses.

A primeira evidência está na ofensiva de Janot visando manter a OAS fora da delação.

Desde o início, a estratégia traçada pelos tucanos – verbalizada várias vezes por FHC e pelas tentativas de anistia ao caixa 2 lideradas por Aécio Neves – consistia em dividir as propinas em dois grupos. O primeiro grupo seria o financiamento de campanha através do caixa 2. O segundo, a corrupção propriamente dita, que consiste no recebimento de percentuais das obras feitas.

A delação da Odebrecht mirou apenas o caixa 2. A da OAS entraria pelo universo das propinas, inclusive relatando o sistema de pagamentos aos governos Geraldo Alckmin e José Serra – que, aliás, obedecia à mesma tabela de 5% cobrada por Sérgio Cabral.

Janot já brecou duas vezes as delações.

A segunda evidência no fato de, dispondo de uma enorme relação de políticos denunciados – incluindo José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves -, na segunda-feira Janot ter tirado da gaveta a denúncia contra o presidente do Senado Renan Calheiros.

Qual a lógica, em um momento em que tanto Senado quanto Supremo Tribunal Federal negociam uma distensão?

Aí, entramos na peça 2 do Xadrez, a disputa pelo pós Temer.

Peça 2 – pacto político ou guerra

O governo Temer definitivamente naufragou.

Há três perspectivas em vista.

1. Um grande pacto político que consiga brecar a crise e prepare a transição para eleições diretas.

2. A queda de Temer e a eleição indireta de um novo presidente.

3. A manutenção de um Temer repaginado, definitivamente sob a tutela do PSDB.

A primeira hipótese não interessa ao PSDB – e, por extensão, a Janot. Ao PSDB porque todas as pesquisas de opinião mostram o partido sem um candidato competitivo. A Janot porque a recomposição política – em torno de um pacto – significaria o fim da eleição direta para PGR pelo Ministério Público Federal. Janot será reconhecido no futuro, pela categoria, como o coveiro da lista tríplice.

Restam as duas hipóteses seguintes.

A menos pior das alternativas – para o PSDB – seria manter Temer como boneco de ventríloquo e operar por trás a implementação do saco de maldades do desmonte do estado social e nacional. A segunda alternativa, mais custosa, seria o PSDB assumir em uma eleição indireta.

Em ambas as situações, a aliança PSDB-Globo-PGR teria que enfrentar a competição dos dois principais operadores do Senado, Renan e Romero Jucá.

As ideias ainda estão no ar, sem estarem completamente assentadas, mas há uma conjunção ampla de indícios apontando na mesma direção de inviabilizar diretas e pactos:

· Na segunda, Janot atirou em Renan.

· Não por coincidência, na terça o Globo lançou a campanha “indiretas, já” e focou em Romero Jucá os ataques mais fortes de seu editorial. Defendeu a Constituição contra “artificialismos” – no caso, eleições diretas, que embutem esse “artificialismo” extravagante de devolver o poder ao voto.

· No Estadão, as lideranças tucanas propõem a Temer jogar ao mar seus auxiliares restantes e casar de papel passado com o PSDB.

Não se surpreenda se o próximo alvo da PGR for Jucá, enquanto mantém em banho maria as investigações sobre a tríade tucana.

Peça 3 – o avanço do estado de exceção

Assim como o impeachment abriu uma caixa de Pandora que colocou em curto circuito todos os controles institucionais, a escalada do arbítrio ganhou vida própria.

Nos últimos dias o Exército ocupou Recife, devido a uma possível greve de soldados. Nas TVs locais, o comandante do Exército fala sobre a quantidade de soldados disponíveis para policiamento ostensivo nas principais capitais, incluindo Brasilia.

Em todos os estados, a cada dia aumenta a violência da repressão da Polícia Militar.

Está se tornando o novo normal.

No Paraná, o juiz Sérgio Moro prossegue em suas manipulações autoritárias, com o uso abusivo do poder que lhe foi conferido. Questionado pelos advogados de Lula sobre a tentativa do procurador de induzir à resposta da testemunha, simplesmente cassou o direito dos advogados de defesa. Tomou o partido da acusação sem a menor preocupação em disfarçar.

Há toda uma discussão no direito administrativo sobre o poder-dever ou dever-poder na administração pública.

Há um conceito unânime, entre os administrativistas, da prioridade do interesse público sobre o interesse particular. Ao Estado cabe atender o interesse público. O poder do agente público é um mero instrumento para o atendimento do objetivo maior, que é interesse público. Sendo assim, o poder deve se submeter aos princípios da dignidade da pessoa humana.

São conceitos civilizatórios, como diria nosso “iluminista” Ministro Luís Roberto Barroso. Perdão, me enganei! O “iluminismo” apud Barroso diz que o caminho da civilização é o estado de exceção. Sobre ele, falamos mais abaixo.

Peça 4 – os dois caminhos possíveis

Há dois caminhos possíveis para o pós-Temer.

O inevitável será o grande acordo nacional, em um ponto qualquer do futuro, que garanta o enfrentamento da crise econômica e defina as bases para o novo tempo político – cujo desfecho serão as eleições diretas. A incógnita, no caso, é saber em que ponto do futuro e em que nível de esgarçamento social e econômico baixará o bom senso.

O alternativo é o aprofundamento do desmonte do Estado sendo empurrado goela abaixo do país por um governo sem a legitimidade dos votos.

Trata-se de uma tática suicida – em termos de país e em termos de estratégia -, que demonstra bem a truculência e miopia dessa parte da elite brasileira que se rendeu ao protagonismo midiático.

A insistência no desmonte do Estado aprofundará ainda mais a crise.

Só quando o quadro estiver totalmente caótico, se entenderá que o único caminho será o do grande pacto que permita as saídas tradicionais: um grande programa de investimentos públicos, retomada do papel dos bancos públicos para renegociar as dívidas acumuladas do setor privado, oxigênio para os estados, retomada da cadeia do petróleo e gás, interrompendo o trabalho de destruição da economia comandado pelo Ministério Público Federal e a legitimação política para uma política isonômica de equilíbrio fiscal.

E se o tecido social chegar a tal nível de esgarçamento que leve a uma semi-guerra civil, acelerando a entrada dos militares no jogo? E se surgir um Napoleão no meio do caminho, não um maluco como Bolsonaro, mas um general articulado?

Os mediadores

A decisão final dependerá do papel dos mediadores. E quem serão os mediadores?

Os possíveis interlocutores do Senado estão sendo bombardeados por Janot e pela Globo.

O Supremo definitivamente perdeu a condição de mediação.

Lá, o Ministro Luís Roberto Barroso – aquele que em cada três entrevistas menciona seis vezes a palavra “iluminismo” – tornou-se o principal avalista do estado de exceção.

Ontem, no Estadão, Barroso vestiu-se com o desprendimento dos sábios iluministas, como quem seleciona o grande gesto da mesma maneira que escolhe uma gravata da moda, e mencionou as críticas que têm recebido, considerando inevitáveis a quem, como ele, pretende “avançar com certas doses de iluminismo em locais onde ele ainda não chegou”.

Como não é de ferro, teve seu momento de Carmen Lúcia, com a frase “viver não é esperar a tempestade passar, mas aprender é dançar na chuva”. E aceitou estoicamente as incompreensões de que tem sido alvo: “Vai ficando cada dia mais difícil, porque você vai colecionando pessoas que vão ficando desagradadas. Mesmo assim, a gente tem que ‘empurrar’ a história e fazer aquilo que acha certo”.

Mencionou, como alvo das incompreensões, suas bandeiras iluministas sobre aborto e relações homoafetivas, que o deixam mal apenas nos grotões, não nos salões da sociedade e da academia.

Ora, o problema desse agente da história – e do Supremo – não é o das decisões contramajoritárias – que deveriam ser o foco de sua atuação –, mas a falta de coerência, a maneira como se curvou ao clamor da turba e da mídia e se tornou um dos principais agentes do atraso mais anacrônico, o direito penal do inimigo e o desmonte da precária rede de proteção social que o país construiu.

Não se trata de um iluminista, mas de uma luminária que não consegue projetar sua luz além dos limites estreitos do seu grupo social.

A desordem institucional do país, aliás, teve início quando o Ministro Teori Zavascki ordenou a prisão de um senador, Delcídio do Amaral, atropelando a Constituição, como lembrou o cientista social Marcos Nobre em sua coluna no Valor. A partir daí, desandou de vez o estado de direito, abrindo espaço para arbitrariedades de todos os níveis e para uma ampla subversão nas próprias instituições, da qual o exemplo mais candente é a autonomia de vôo e as seguidas provocações da força tarefa da Lava Jato ao PGR Janot.

Portanto, conte-se pouco com o Supremo para a tarefa de mediação.

Peça 5 – o caminho do acordo

A batalha civilizatória real, que decidirá nosso futuro como nação, dependerá das lideranças razoáveis começarem a desenhar o caminho do grande acordo, cuja celebração maior se dará nas eleições diretas e nos pactos a serem firmados no segundo turno.

Que as lideranças responsáveis do PT, do PSDB, do Senado e da Câmara, que os Ministros responsáveis do Supremo comecem a desarmar suas hostes e a desenhar os termos do grande pacto.

Haverá dificuldades de monta.

Uma delas, o PSDB-mídia aceitar a inevitabilidade da volta do protagonismo de Lula. O maior prejuízo imposto ao país não foi a destruição de Lula como liderança de esquerda, mas do mediador que conseguiu civilizar os movimentos populares, conter a esquerda mais radical e compor com as forças políticas e econômicas tradicionais. Lula é a única pessoa capaz de unificar todas as esquerdas e convencê-las da importância do pacto.

Outra dificuldade será o PT e as forças de esquerda aceitarem o protagonismo de FHC. Em que pese seu oportunismo e mesquinharias, tantas vezes demonstradas ao longo da campanha do impeachment, FHC ainda é a esperança de bom senso na frente golpista. Também é a única voz do PSDB com influência no mercado e no meio empresarial.

No Senado, se não forem queimados pela ação oportunista de Janot, e se a saída buscada não for a do estado de exceção, Renan Calheiros e Romero Jucá são interlocutores políticos de peso.

O empresariado precisará se recompor em torno de lideranças responsáveis. Há instituições que não perderam a respeitabilidade, como o IEDI (Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial), a Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas), a ABDIB (Associação Brasileira da Indústria de Base) entre outras, como o Instituto Ethos. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) terá que se desvencilhar do oportunismo rasteiro de seu presidente Paulo Skaf.

Não haverá como fugir do grande pacto, que desembocará em eleições diretas civilizadas, nas quais será possível aos dois lados explicitar seus conceitos e doutrinas, clarificar seus projetos de país, explicitar pontos em comum na grande agenda nacional.

A única incógnita é o tamanho necessário da crise para eliminar resistências e promover a pacificação.

Espera-se que seja antes de se ter o país transformado em escombros, envolto nas guerras bárbaras.

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Papa faz críticas à grande mídia https://www.ocafezinho.com/2016/12/08/papa-faz-criticas-grande-midia/ https://www.ocafezinho.com/2016/12/08/papa-faz-criticas-grande-midia/#comments Thu, 08 Dec 2016 23:16:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=62583 2 Comentários 🔥]]> “Acredito que a mídia tenha que ser bem clara, bem transparente, e não cair, sem intenção de ofensa, na doença da coprofilia, que é sempre querer cobrir escândalos, coisas desagradáveis”, afirmou.

No DCM

Papa compara uso da mídia para difamar rivais políticos à excitação por excrementos

A mídia que foca em escândalos e espalha notícias falsas para difamar políticos arrisca se tornar como pessoas que têm um fascínio mórbido por excrementos, disse o papa Francisco em entrevista publicada nesta quarta-feira.

O pontífice argentino disse ao semanário católico belga “Tertio” que espalhar desinformação é “provavelmente o maior dano que a mídia pode causar” e que usar as comunicações para este fim, em vez de educar o público, equivale a um pecado.

Usando termos psicológicos precisos, ele disse que a mídia centrada em escândalos se arrisca ser presa da coprofilia, ou excitação por excrementos, e consumidores destas mídias arriscam cometer coprofagia, ato de comer fezes.

O papa pediu perdão pelo uso dos termos para ilustrar seu ponto de vista enquanto respondia uma pergunta sobre o uso correto da mídia.

“Acredito que a mídia tenha que ser bem clara, bem transparente, e não cair, sem intenção de ofensa, na doença da coprofilia, que é sempre querer cobrir escândalos, coisas desagradáveis, mesmo que sejam verdadeiras”, afirmou.

“E como as pessoas têm tendências à doença da coprofagia, muitos danos podem ser causados”.

Esta parte da entrevista, que foi distribuída à imprensa com uma tradução em italiano da entrevista, feita em espanhol, contem parte da linguagem mais direta nunca usada antes pelo papa para se referir à mídia.

Ele também falou sobre o perigo de usar a mídia para difamar rivais políticos.

“Os meios de comunicação possuem suas próprias tentações, eles podem ser tentados pela calúnia, e logo usados para caluniar pessoas, para difamá-las, sobretudo no mundo da política”, disse. “Ninguém possui o direito de fazer isto. Isto é um pecado e é doloroso”.

Ele descreveu a desinformação como o maior dano que a mídia pode fazer porque “direciona opinião em somente uma direção e omite a outra parte da verdade”.

Os comentários do papa sobre desinformação seguem um debate generalizado nos Estados Unidos sobre se notícias falsas na Internet poderiam ter influenciado os eleitores em relação ao candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump.

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Fiasco: Golpe fracassou em todos os sentidos https://www.ocafezinho.com/2016/11/23/fiasco-golpe-fracassou-em-todos-os-sentidos/ https://www.ocafezinho.com/2016/11/23/fiasco-golpe-fracassou-em-todos-os-sentidos/#comments Wed, 23 Nov 2016 18:09:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=60610 6 Comentários 🔥]]> Nem tudo que parece, realmente é. Mas o golpe foi assim: disseram que bastaria derrubar a presidente eleita que tudo voltaria ao normal, economia, política e sociedade. O problema é que o Brasil de Temer não cresce, seu capital político idem, e a economia, não muito distante desse cenário, afunda.

No Vermelho

Altamiro Borges: Economia afunda e desmoraliza Temer e mídia

O “golpe dos corruptos” foi embalado com a falsa promessa de que bastaria derrubar Dilma Rousseff para a economia voltar a crescer. Michel Temer e Henrique Meirelles, o fajuto “salvador da pátria”, prometeram o retorno da confiança do “deus-mercado”, dos investimentos e dos empregos.

Por Altamiro Borges

Já a mídia privada, principal protagonista da conspiração golpista, reforçou estas falácias e passou a divulgar só notícias positivas sobre a economia. Antigos “urubólogos”, que na gestão petista alardeavam o caos e difundiam o pessimismo, tornaram-se servis otimistas de plantão. Passados sete meses, porém, até o “midiota” mais tacanho já percebe que foi feito de otário, sendo usado como massa de manobra. Na vida real, o país afunda em acelerada recessão e as perspectivas para o futuro são as mais sombrias.

Nesta segunda-feira (21), Fabio Kanczuk, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, confirmou a tragédia. Ele anunciou que o covil golpista revisou para pior a sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 e de 2017. Para este ano, a estimativa é de que que a economia vai encolher 3,5% – a previsão anterior era de queda de 3%. Já para o próximo ano, a expectativa é que o PIB cresça apenas – menor do que a projeção anterior, de 1,6%. Ele mesmo elencou como um dos motivos para o desastre a “falta de confiança” das empresas – aquela mentira antes apresentada como verdade pelo Judas Michel Temer e pela mídia chapa-branca.

Estadão lamenta ociosidade na indústria

Antes da confissão oficial do governo, a Fundação Getúlio Vargas já havia divulgado números bem preocupantes sobre a situação do país. Segundo dados do Monitor do PIB, elaborado pela FGV, no terceiro trimestre deste ano a economia encolheu 0,99% em relação ao trimestre anterior. Foi o sétimo recuo seguido. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB diminuiu 3% – o que confirma que o Brasil afunda em grave recessão. “Esses resultados mostram uma resistência à recuperação da economia maior do que a previamente esperada”, afirmou a nota oficial do instituto. E não é preciso ir longe para constatar a tragédia. Basta olhar para a pasmaceira das indústrias e do comércio.

No último sábado (19), o jornal Estadão – um dos entusiasta do covil golpista – publicou uma matéria que revela o caos no setor produtivo. Segundo a reportagem, assinada Márcia De Chiara, “a indústria brasileira atravessa seu pior momento em pelo menos 16 anos. De janeiro a outubro, a ocupação média das fábricas está em 73,9%, o menor índice desde 2001, quando a FGV começou a fazer o levantamento. Nesses 16 anos, a média histórica de ocupação de capacidade da indústria é de 80,9%. ‘A grande ociosidade na indústria mostra a profundidade da crise econômica’, diz a coordenadora da Sondagem Industrial do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Tabi Thuler Santos”.

Segundo a FGV, dos 19 segmentos pesquisados, 80% estão com a ocupação baixa ou extremamente baixa. O setor em pior situação é o de automóveis. Em outubro, as montadoras utilizaram 55,9% da capacidade das fábricas, menor nível mensal de ocupação também em 16 anos. A japonesa Honda, que investiu R$ 1 bilhão numa nova fábrica em Itirapina (SP), por exemplo, continua com sua planta fechada e sem perspectivas de usá-la no curto prazo. O Estadão até descarta uma recuperação já no próximo ano. “Um dos efeitos da grande ociosidade na indústria, segundo especialistas, é adiar pelo menos para 2018 a retomada do investimento na produção, com abertura de fábricas e contratações”.

Folha agora teme pelos golpistas

Também a Folha parece desanimada. Em editorial publicado no domingo (20), intitulado “Otimismo abalado”, o jornal admitiu o fiasco – mas sem fazer autocrítica da sua servil posição anterior. Em tom de lamúria, opinou: “Marca do início da gestão de Michel Temer, a esperança na recuperação da economia vai dando lugar a prognósticos mais sombrios. A melhora dos índices de confiança a partir do segundo trimestre não foi suficiente até agora para suplantar obstáculos concretos para volta do crescimento… Cresce entre analistas do setor privado o temor de resultados ainda piores… O investimento privado ainda patina, em razão dos estoques excessivos e da falta de demanda”.

Diante deste cenário, a Folha golpista prevê dias difíceis para Michel Temer. “A crise econômica e a resistência da inflação dificultam o ajuste das contas públicas. A situação falimentar dos Estados é mais um sinal de alerta, que pode favorecer o acirramento de protestos. Os riscos para o governo federal são evidentes, uma vez que opera num ambiente de baixa popularidade. Paira sobre ele a ameaça de rápida erosão de seu capital político, nos próximos meses”. Como remédio, o jornal da famiglia Frias – que sempre defendeu a linha dura, inclusive a dos generais na ditadura – prega que o governo acelere as destrutivas reformas neoliberais, principalmente a da Previdência Social.

Se até a mídia privada, que protagonizou o “golpe dos corruptos” e apostou as suas fichas no sucesso econômico do covil golpista, já dá sinais de desânimo, o Judas Michel Temer que se cuide. Como bem apontou André Singer, em artigo na Folha, o usurpador pode estar sendo aos poucos descartado, o que lhe reservaria um futuro tão sombrio como o do ex-presidente José Sarney. Vale conferir o texto publicado no sábado passado (19):

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Governo Temer pode sofrer sarneyzação

Os fracos resultados econômicos no trimestre terminado em setembro somados ao desarranjo mundial provocado pela vitória de Donald Trump formam quadro perigoso para o Brasil. A situação já indicava dificuldades estruturais para uma volta dos empregos. Agora, a incerteza produzida pelo trumpismo deverá congelar as decisões de investimento ao redor do planeta até que, empossado, o novo ocupante da Casa Branca mostre o que realmente vai fazer.

Diante dessa mudança conjuntural, o governo Temer parece inerme, perdido na ilusão de que a austeridade bastará para recolocar o “país nos trilhos”, como gosta de dizer o presidente. Governar requer alterar rotas quando o horizonte muda. Na ausência de resposta, o caos ameaça tomar conta.

A curta semana pós-proclamação da República foi típica de avião sem piloto na cabine de comando. Enquanto a sociedade se agitava de maneira furiosa – seja pela legítima revolta dos funcionários públicos cariocas, seja pela amalucada invasão da Câmara Federal por nostálgicos do regime militar -, instituições do âmbito judiciário continuavam a triturar o mundo político. Desta vez caíram os ex-governadores Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, além de surgirem novas denúncias contra o PSDB de São Paulo.

Emblema de toda a confusão, o Rio de Janeiro ficou parecendo uma Grécia em escala subnacional, na qual estivesse em curso também uma megaoperação Mãos Limpas. No meio do furdunço, o Planalto repetia o discurso monocórdio de que a volta do crescimento depende de mais arrocho, entoando o mantra “acalma mercado” da reforma previdenciária.

Até que ponto os luminares do PMDB acham que os prejudicados vão aguentar em silêncio? Pode ser que, sustentado pela maioria parlamentar que derrubou Dilma Rousseff, o Executivo consiga até fazer passar a pretendida mudança na idade mínima para aposentadoria. Mas se os empregos não reaparecerem, Michel padecerá de rápida sarneyzação. Convém lembrar que o ex-presidente José Sarney conseguiu vencer no Congresso constituinte a difícil batalha em favor do mandato de cinco anos para si, o que não o impediu de deixar a Presidência com uma das maiores rejeições registradas desde o retorno dos civis ao poder.

A seguir assim, a dupla Temer/Meirelles, que pretendia emular a dobradinha Itamar/FHC, acabará abrindo a porta para algum salvacionista de ocasião, como diria Chico de Oliveira. Com a Lava Jato pondo abaixo as estruturas partidárias, torna-se fácil o surgimento, filiado a qualquer microlegenda, de um messias que prometa colocar ordem na bagunça – tal como Fernando Collor de Mello jurava dar um fim à inflação em 1989. Venceu.

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Wanderley Guilherme: O que fazer com a Rede Globo de Comunicações? https://www.ocafezinho.com/2016/10/18/wanderley-guilherme-o-que-fazer-com-a-rede-globo-de-comunicacoes/ https://www.ocafezinho.com/2016/10/18/wanderley-guilherme-o-que-fazer-com-a-rede-globo-de-comunicacoes/#comments Tue, 18 Oct 2016 14:43:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=57186 20 Comentários 🔥]]> Hoje, Dia Internacional da Democratização da Mídia, o professor Wanderley Guilherme dos Santos nos presenteia com mais um belo artigo sobre o poder do monopólio da comunicação para a manutenção do déficit democrático no Brasil.

Para Wanderley, “como está é que não pode ficar. Ou não haverá democracia estável no país”.

Leia abaixo na íntegra.

O que fazer com a Rede Globo de Comunicações?

Por Wanderley Guilherme dos Santos no Segunda Opinião

O que fazer com o sistema globo de comunicação é um dos mais difíceis problemas a solucionar pela futura democracia brasileira. A capacidade de fabricar super-heróis fajutos, triturar reputações e transmitir versões selecionadas e transfiguradas do que acontece no mundo, lhe dá um poder intimidante a que se foram submetendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A referência aos três poderes constitucionais da República resume a extensão do controle que o Sistema Globo detém e exerce implacavelmente, hoje, sobre toda e qualquer organização ou cidadão brasileiro. Só ínfima proporção do povo desdenha ser personagem de um fictício Brasil, nas páginas de seus jornais e revistas, notícias radiofônicas e matérias televisivas. Ainda menor é o número dos que não se abalam com a possibilidade de soçobrar nos planos de perseguição e vingança do portentoso vozeirão do Monstro comunicativo. Nenhum juiz, político, servidor público, organizações do bem ou do mal, passantes inofensivos e supostos detentores de direitos posa de valente diante das bochechas do mau humor Global. O Sistema Globo de Comunicação superou as Forças Armadas e as denominações religiosas, inclusive a inquisitorial Igreja Católica, na capacidade de distribuir pela sociedade os terríveis sentimentos de medo, ansiedade e inquietação. Ele é a fonte do baixo astral e baixa estima dos brasileiros e das brasileiras. O Sistema Globo converteu-se no gerente corruptor e corruptível do medo político, econômico, social e moral da sociedade brasileira, sem exceção.

Denunciar a gênese não contribui para elaborar eficiente estratégia de destruição do Monstro. Aliás, de que destruição se trata? O Sistema fabricou a mais abrangente e veloz rede de transmissão de notícias, através de emissoras e retransmissoras associadas, com comando centralizado e sem rival na sofisticação de sua aparelhagem e na competência de seus operadores. O Sistema Globo de Comunicações é modelo de excepcionalmente bem sucedido projeto de formação da opinião pública e de interpretação conjuntural dos valores cívicos da nacionalidade. É ele quem cria os amigos e os inimigos do País, mediante o controle, pelo medo, das instituições políticas e judiciárias. Com extraordinária reserva de recrutas intelectuais e especialistas, está aparelhada para a defesa de qualquer tese que a mantenha como proprietária praticamente exclusiva do poder de anunciar, em primeira mão, o que é a verdade – sobre tudo e sobre todos.

Não é esse poder tecnológico e de competência que deve ser destruído. Ao contrário, preservado e estimulado a manter-se na vanguarda da capacidade difusora de notícias e de valores, bem como em sua engenhosidade empresarial capitalista. O que há a fazer é expropriar politicamente o Sistema Globo de Comunicações, mantendo-o autônomo em relação aos governos eventuais (ou frentes ideológicas de infiltradas sanguessugas autoritárias), e implodir as usinas editoriais e jornalísticas do medo e de catástrofes emocionais, restituindo isenção aos julgamentos de terceiros. O Sistema Globo constitui, potencialmente, excelente opção para um sistema público de notícias impressas, radiofônicas e televisivas. Politicamente expropriados da tirania exercida sobre o jornalismo da organização, seus proprietários jurídicos podem manter ações e outros haveres econômicos das empresas conglomeradas, sem direito a voto na redação do futuro manual do sistema público de comunicação.

Como está é que não pode ficar. Ou não haverá democracia estável no país.

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Para a mídia brasileira, fisiologia de Temer é “fidelidade” https://www.ocafezinho.com/2016/10/13/para-a-midia-brasileira-fisiologia-de-temer-e-fidelidade/ https://www.ocafezinho.com/2016/10/13/para-a-midia-brasileira-fisiologia-de-temer-e-fidelidade/#comments Thu, 13 Oct 2016 23:27:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=56854 7 Comentários 🔥]]> Por Tadeu Porto*(@tadeuporto), colunista do Cafezinho

Aquele jantar de domingo, pré PEC do fim do mundo, parecia mais a “Festa de Babette”, um banquete onde o benevolente presidente usurpador quis agradar pouco mais de 200 deputados única e exclusivamente pela gratidão da harmonia sinfônica entre o executivo e o legislativo.

Coisa linda de se ver.

Claro, sei que posso ter pesado um pouco na ironia, mas convenhamos, quem vê as principais matérias da mídia tradicional brasileira acha que a relação parlamento-governo é o relacionamento de pai e mãe num comercial de margarina: com alta fidelidade e marcado pelo diálogo.

Vejam bem, essa lealdade vem do congresso nacional, aquele mesmo que: 1) elegeu Eduardo Cunha para presidente da câmara; 2) aceitou as manobras do carioca até mesmo no seu próprio processo de cassação; 3) chantageou até não poder mais a presidenta eleita Dilma Rousseff; 4) votou por um impeachment sem ter a noção do que seja crime de responsabilidade; e 5) enterrou a CPI do Carf (oriunda da Zelotes). De repente, esse mesmo legislativo virou um agrupamento de deputados e deputadas comprometidas com a democracia e com o debate republicano entre poderes.

Fala sério.

Pegamos, por exemplo, o “Centrão”, bloco formado e liderado por Eduardo Cunha. Para aprovar algo como uma PEC,  é impossível ignorar um grupo de mais de duzentos deputados, se torando, assim, o fiel da balança das vitórias do governo. Nem mesmo a mais ingênua das pessoas consegue acreditar que esses parlamentares viraram santos do golpe para a noite.

O próprio Ministro do TraFiCo (Transparência, Fiscalização e Controle), Torquato Jardim, deixou claro sua opinião sobre o agrupamento pró-Cunha, que foi montado, segundo ele, “em nome da corrupção e da safadeza”. O mesmo fez o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao comentar a situação do parlamento nacional “que chegou ao fundo do poço”.

Portanto, quando vemos a mídia tratar, com naturalidade, a “fidelidade” que Temer alcançou na sua base, sem questionar o fisiologismo escancarado associado a tal comprometimento, não podemos deixar de nos impressionar com a desfaçatez e a hipocrisia da nossa imprensa hegemônica.

Tudo para proteger, não só um presidente usurpador, mas também um projeto de Brasil que interessa única e exclusivamente a elite política e econômica do país que agora não vai precisar se preocupar com pobres estudando para ter mais senso crítico ou se cuidado para gozar uma vida mais longínqua. A ralé vai voltar para onde nunca deveria ter saído: para o subemprego e a serventia que sustentam os privilégios de uma classe que nunca lavou um banheiro na vida.

Quando falamos de velha política na maior economia da América do Sul, não falamos somente de Brasília, há de se considerar toda essa estrutura social que afasta o povo das principais tomadas de decisões acerca do futuro nacional. E no centro dessa estrutura, não tenha dúvidas, está a mídia mais concentrada, conservadora e canalha do nosso planeta.

Sendo assim, uma nova política nacional passa necessariamente pela diminuição de poder dessa imprensa parcial que blinda o que de pior temos na política nacional, como um vice-presidente da república que utiliza o fisiologismo para trair os votos que o elegeram e impõe uma agenda conservadora que não passaria em nenhum tipo de pleito democrático.

*Tadeu Porto é diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense

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Por que a mídia tradicional esconde as denúncias contra Parente? https://www.ocafezinho.com/2016/06/03/por-que-a-midia-tradicional-esconde-as-denuncias-contra-parente/ https://www.ocafezinho.com/2016/06/03/por-que-a-midia-tradicional-esconde-as-denuncias-contra-parente/#comments Fri, 03 Jun 2016 17:22:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=47287 4 Comentários 🔥]]> Por Tadeu Porto (@tadeuporto), colunista do Blog O Cafezinho*

 

Sou petroleiro desde de Outubro de 2010 e, nesse período, já vi a minha querida empresa trocar de presidente três vezes: de Gabrielli para Forster, de Foster pra Bendine e de Bendine para Parente.

Além de trabalhar com muito orgulho na maior empresa nacional, também procuro ser um leitor ávido de notícias simplesmente por me sentir deslumbrando por esse mundo maravilhoso que me cerca, e nessas idas e vindas do tempo, no meio desse caos de informações e fatos, consegui achar algum parâmetro previsível interessante: quando a Petrobrás nomeia novos presidentes a mídia, guardiã da boa moral e dos bons costumes, relembra os casos suspeitos que cada presidente escolhido se envolveu.

É caso, por exemplo, de Aldemir Bendine e suas polêmicas, incluindo o empréstimo para a socialite Val Marchiori: tando O Globo, quanto Veja, Folha e Estadão –  gigantes da mídia nacional –  fizeram questão de destacar que “O novo presidente da Petrobrás” (pode-se notar que todos deram destaque a isso) tem suspeitas sobre si.

E não foi diferente com Graça Foster, que, quando assumiu a Petrobrás, teve que explicar ao mundo a denúncia sobre o fato de seu Marido ter mais de 40 contratos com a companhia que ela iria presidir. De novo, Folha, Globo, Estadão e Veja deram destaque ao caso (uma notícia da FSP de 2010), claro, na tentativa de ajudar o país a conhecer um pouco melhor quem iria presidir a maior empresa do Brasil.

Chegamos então a Pedro Parente, que teve uma condenação suspensa em 2002 pelo então ministro Gilmar Mendes e retomada pelo STF nesse ano de 2016. Além disso, pesa contra Parente algumas suspeitas de contratos com termoelétricas, que, obviamente, podem não se confirmar mas que carecem de alguma explicação.

Foi nesse quadro, então, que me peguei um pouco chateado por sentir falta dos principais veículos de comunicação contarem melhor essa possível história de improbidade administrativa e contratos com termoelétricas para gente.

Até mesmo porque, acredito que fiquei mal acostumado com os tratamentos que receberam Foster e Bendine – que foi muito bom por parte da imprensa, essas coisas devem ser de conhecimento público – e estou esperando esse posicionamento dos grande veículos.

Até agora, o que descobri foi que o Gerson Camarotti – do G1/Globo – acha que Temer indicou Pedro para Petrobrás para colocar no segundo escalão os chamados “notáveis” [licença para rir um pouco aqui, hahaha] , mas nada de tocar nos pontos da investigação. O Estadão fez uma matéria água com açucar com um mini currículo do Parente e a Folha relembrou que ele foi ministro do apagão (detalhe para a beleza de ver dois concorrentes, Estadão e Folha, colocarem o mesmíssimo título na matéria) mas nada além disso.

E, por fim, a Veja que deixou as acusações passarem batidas e ainda deu voz ao Reinaldo de Azevedo e sua opinião obre o caso, também sem citar suspeitas, claro: “É um técnico competente, um homem sério, que não se entrega a chicanas partidárias” [eu sei que parece stand up comedy, mas é só o Reinaldo dizendo que um ex-ministro investigado do FHC não participa de “chicanas partidárias”].

É uma pena. Queria muito saber mais sobre esse caso do Parente no STF e sobre suas atuações enquanto ministro, mas a mídia parece não ter se atentado sobre.

Quem sabe no próximo presidente da Petrobrás?

 

*Tadeu Porto é Diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF)

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