ministério do desenvolvimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/ministerio-do-desenvolvimento/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 05 Jun 2025 19:39:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png ministério do desenvolvimento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/ministerio-do-desenvolvimento/ 32 32 Balança comercial tem superávit mais baixo em três anos https://www.ocafezinho.com/2025/06/05/balanca-comercial-tem-superavit-mais-baixo-em-tres-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/05/balanca-comercial-tem-superavit-mais-baixo-em-tres-anos/#respond Thu, 05 Jun 2025 20:03:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210170 Exportações superaram importações em US$ 7,238 bilhões

A queda no preço de diversas commodities (bens primários com cotação internacional) e o crescimento econômico fizeram a balança comercial registrar o superávit mais baixo para meses de maio em três anos. No mês passado, o país exportou US$ 7,238 bilhões a mais do que importou, queda de 12,8% em relação ao registrado no mesmo mês de 2024.

Os números foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O superávit em maio é o menor desde 2022, quando o resultado positivo ficou em US$ 4,958 bilhões.

A balança comercial acumula superávit de US$ 24,432 bilhões nos cinco primeiros meses de 2025. O valor representa queda de 30,6% em relação aos mesmos meses do ano passado. O recuo no valor acumulado ocorreu porque a balança comercial teve déficit de US$ 471,6 milhões em fevereiro, motivado pela importação de uma plataforma de petróleo.

As exportações ficaram estáveis, mas as importações cresceram. Em maio, o país exportou US$ 30,156 bilhões, com queda de 0,1% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado. Este é o terceiro maior valor da história, só perdendo para maio de 2023 e de 2024.

As importações somaram US$ 22,918 bilhões, com alta de 4,7% na mesma comparação. O valor é o segundo maior da série histórica para o mês, só perdendo para maio de 2022.

Do lado das exportações, as vendas externas de soja, principal produto da agropecuária, caíram 3,9% em relação a maio do ano passado, por causa da queda de 8,4% dos preços médios. O volume vendido subiu 4,9%. Além disso, o milho e o algodão, dois dos principais produtos de exportação do agronegócio, tiveram queda de preço e de quantidade em maio.

As vendas de petróleo recuaram 9,7%, também motivadas pela redução de 15,2% nos preços, com o volume exportado subindo 6,5%. As exportações de minério de ferro recuaram 4,7%. Apesar de a quantidade ter subido 7,4%, os preços caíram 11,3%.

No entanto, a alta no preço do café e da carne bovina ajudou a sustentar a balança. As vendas de alguns produtos, como carne bovina, celulose, veículos e ferro-gusa, subiram no mês passado, compensando a diminuição na exportação dos demais produtos.

Do lado das importações, as aquisições de adubos e fertilizantes, veículos de passageiros, motores, máquinas, compostos químicos e componentes de veículos subiram. A maior alta ocorreu com os fertilizantes, cujo valor comprado aumentou US$ 257,9 milhões (+25,9%) em maio na comparação com maio do ano passado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 2,5%. Os preços, no entanto, recuaram 2,5% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada subiu 7,7%, impulsionada pelo crescimento econômico, mas os preços médios recuaram 3,3%, refletindo a queda no valor das commodities (bens primários com cotação internacional).

Setores

No setor agropecuário, a queda na quantidade vendida pesou mais para o recuo de 0,6% nas exportações do segmento. O volume de mercadorias embarcadas caiu 5,4% em abril na comparação com o mesmo mês de 2024, enquanto o preço médio subiu 6,4%.

Na indústria de transformação, a quantidade subiu 5,2% e o preço médio caiu 1,9%, refletindo uma certa recuperação econômica na Argentina, o maior comprador de bens industrializados do Brasil.

Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada subiu 7,1%, enquanto os preços médios recuaram 12,8%, fruto da desaceleração econômica na China e do acirramento da guerra comercial por parte do governo de Donald Trump.

Estimativa

Segundo as estimativas mais recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgadas em abril, o superávit deverá ficar em US$ 70,2 bilhões, queda de 5,4% em relação a 2024. A próxima projeção será divulgada em julho.

De acordo com o ministério, as exportações subirão 4,8% em 2025, na comparação com 2024, encerrando o ano em US$ 353,1 bilhões. As importações subirão 7,6% e fecharão o ano em US$ 282,9 bilhões. As estimativas, no entanto, devem ser revistas na próxima projeção, em julho, porque não consideram os efeitos do tarifaço de Donald Trump nem da retaliação comercial da China.

As previsões estão mais pessimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 75 bilhões neste ano.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 05/06/2025

Por Welton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Nádia Franco

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Exclusivo! Exportações brasileiras atingem R$ 2,07 trilhões em 12 meses, novo recorde histórico https://www.ocafezinho.com/2024/12/09/exclusivo-exportacoes-brasileiras-atingem-r-207-trilhoes-em-12-meses-novo-recorde-historico/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/09/exclusivo-exportacoes-brasileiras-atingem-r-207-trilhoes-em-12-meses-novo-recorde-historico/#respond Mon, 09 Dec 2024 09:33:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=198141 O comércio exterior do Brasil continua batendo recordes.

Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), o Brasil exportou US$ 341 bilhões no acumulado de 12 meses até novembro, um novo recorde histórico. Em relação ao ano anterior, que já tinha registrado recorde, o aumento foi de 1%. Em 10 anos, as exportações brasileiras cresceram 53%, e em 20 anos, 266%!

Em reais, a exportação brasileira em 12 meses correspondeu a R$ 2,07 trilhões. O câmbio usado foi o do dia 06 de dezembro, de R$ 6,08 por dólar.

O saldo comercial nos últimos 12 meses, por sua vez, totalizou US$ 79 bilhões, inferior apenas ao recorde registrado no ano passado, e portanto o segundo maior da história. Em reais, esse valor corresponderia a R$ 481 bilhões.

A corrente de comércio do Brasil, ou seja, a soma de exportações e importações, chegou a US$ 602,93 bilhões nos 12 meses terminados em novembro, que também é o maior volume da história (na verdade, igual ao de 2022), com aumento de 288% em 20 anos.

Em reais, a corrente de comércio em 12 meses equivaleu a R$ 3,67 trilhões.

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Exportações pra América Latina sustentam indústrias brasileiras https://www.ocafezinho.com/2012/12/11/exportacoes-pra-america-latina-sustentam-industrias-brasileiras/ https://www.ocafezinho.com/2012/12/11/exportacoes-pra-america-latina-sustentam-industrias-brasileiras/#comments Tue, 11 Dec 2012 15:30:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=8983 5 Comentários 🔥]]>


 

De acordo com números obtidos no Sistema Alice, banco de dados alimentado pela Secretaria de Comércio Exterior (órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as exportações brasileiras totalizaram 222,8 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 11 meses (Jan/Nov). Este valor corresponde a um declínio de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A queda foi puxada, sobretudo, pelo preço menor de algumas commodities importantes, como ferro e soja.  Mesmo assim, na comparação com o ano de 2002, por exemplo, temos hoje exportações 303% maiores em valor, 82% maiores em volume e 122% maiores em preço.

O que eu gostaria de salientar, todavia, é para onde vão nossos produtos, e o valor pelo qual os vendemos.

Pois bem, o principal destino de nossas exportações é a América Latina e Caribe. Nossos hermanos compram mais e pagam mais caro, o que significa que importam sobretudo produtos manufaturados.

As exportações brasileiras para a América Latina e Caribe em Jan/Nov 2012 somaram 46,4 bilhões de dólares, e pagaram US$ 1.377 por tonelada. Para efeito de comparação, confira as exportações para outros destinos.

Para os EUA: US$ 24,8 bilhões, preço médio US$ 987 / tonelada.

Para a União Europeia: US$ 45,26 bilhões, preço médio US$ 506 / tonelada.

Para a China: US$ 40,25 bilhões, preço médio US$ 211 / tonelada.

Repare agora no valor por tonelada pago pelas nações andinas aos produtos brasileiros: US$ 1.718 a tonelada. É o maior valor pago por qualquer outro bloco econômico com quem o Brasil tenha relações comerciais.

Os dados não deixam dúvidas: o motor do nosso desenvolvimento é alimentado por um combustível que fala espanhol.


 


 

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