música global - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/musica-global/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 13 Mar 2025 03:47:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png música global - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/musica-global/ 32 32 Funk brasileiro rompe barreiras e se torna fenômeno mundial, diz Economist https://www.ocafezinho.com/2025/03/16/funk-brasileiro-rompe-barreiras-e-se-torna-fenomeno-mundial-diz-economist/ Sun, 16 Mar 2025 07:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204151 Com batidas frenéticas e cultura vibrante, o funk brasileiro se prepara para seguir os passos do reggaeton e conquistar os mercados globais

O Brasil está no centro das atenções globais após conquistar seu primeiro Oscar com o filme “Eu ainda estou aqui”, ambientado no Rio de Janeiro durante os anos sombrios da ditadura nos anos 1970. A trilha sonora suave do longa reforça uma visão romântica do país, onde supostamente bandas de samba e bossa nova entoam canções jazzísticas em calçadões à beira-mar. Contudo, essa percepção já não reflete a realidade contemporânea. Hoje, os brasileiros estão mais inclinados ao sertanejo, um estilo musical country animado, e ao funk, um ritmo nascido nas favelas cariocas. Especialmente o funk tem potencial para se internacionalizar e, com isso, transformar a imagem do Brasil no exterior.

O sertanejo ocupa o topo das paradas de rádio e plataformas de streaming no Brasil há cerca de dez anos. Sua popularidade reflete mudanças na economia nacional, que migrou de uma base manufatureira para um modelo centrado na agricultura. “A maior parte dos produtores musicais do Brasil costumava estar concentrada no Rio”, explica Leo Morel, da Midia Research, uma empresa especializada em pesquisa de mercado.

No entanto, com o fortalecimento do agronegócio, “os estados rurais começaram a ganhar mais espaço”. As letras sertanejas exaltam temas como gado, cerveja e picapes importadas. Em 2003, o gênero representava 15 das 100 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras; em 2022, esse número saltou para 76.

Apesar de dominante, o sertanejo tem pouca chance de se expandir além das fronteiras nacionais. Poucos artistas investem em estratégias para alcançar o público global, aponta Morel. Isso abre espaço para o funk (pronunciado pelos brasileiros como “funky”) assumir o papel de embaixador cultural do Brasil. “Fazemos música pensando em alcançar o maior número possível de pessoas”, afirma Kevin o Chris, um dos principais nomes do funk.

O funk brasileiro surgiu no final dos anos 1980, inspirado pelo Miami bass e pelo electro-funk, subgêneros do hip-hop americano caracterizados por batidas eletrônicas marcantes. Os brasileiros deram sua própria identidade ao estilo ao acelerar os ritmos. Enquanto o hip-hop e o reggaeton, este último popularizado em Porto Rico, têm cerca de 90 batidas por minuto, o funk chega a 130 ou mais.

O gênero também desenvolveu uma subcultura vibrante, com bailes semanais nas favelas, destacando passos icônicos como o passinho, um movimento acrobático executado principalmente por homens, e a rebolada, uma versão brasileira do twerking.

As letras e os temas do funk muitas vezes refletem a dura realidade das comunidades onde nasceu. Em um baile recente realizado em uma favela no bairro da Glória, no Rio, adolescentes circulavam com rifles pendurados nos ombros e cintos de munição na cintura. Um homem na casa dos 20 anos exibia orgulhosamente um rifle semiautomático cravejado de ouro. Atrás do palco, homens armados vigiavam uma mesa repleta de saquinhos de cocaína à venda.

Mesmo assim, as batidas envolventes do funk estão ajudando o gênero a conquistar o mainstream. Taísa Machado, professora de dança e curadora de uma exposição sobre o funk no Rio, relata que seus alunos, antes frequentadores assíduos dos bailes funk, agora são profissionais como dentistas e terapeutas que moram em bairros nobres. A maioria é branca. Essa crescente aceitação irritou legisladores conservadores. Em janeiro, uma vereadora de São Paulo propôs um projeto de lei que proíbe o governo local de contratar artistas que promovam o crime para shows públicos. O Congresso Nacional está debatendo a medida, vista como um ataque direto ao funk.

Segundo a Revista The Economist, os novos embaixadores musicais do Brasil parecem estar distantes de figuras tradicionais como Gilberto Gil. Hoje, o nome mais celebrado é Anitta, uma artista versátil que vem de um subúrbio pobre do Rio e é conhecida tanto por suas habilidades de rebolado quanto por suas inúmeras cirurgias plásticas (ela já brincou sobre ser um “Frankenstein”).

Anitta trabalhou incansavelmente para entrar no mercado internacional, aprendendo espanhol e inglês, comprando uma casa em Miami e assinando contrato com a Republic Records, uma gravadora prestigiada da gigante holandesa-americana Universal Music Group. Em 2022, ela se tornou a primeira brasileira a liderar as paradas globais do Spotify com a música “Envolver”, um hit de reggaeton em espanhol. Seu álbum mais recente é trilíngue e retoma suas raízes no funk.

O fato de Anitta ter precisado aprender dois idiomas e mesclar gêneros para se consolidar internacionalmente demonstra os desafios enfrentados pelos músicos brasileiros no exterior. “É muito mais fácil exportar jogadores de futebol brasileiros do que músicos e cultura”, observa Michele Miranda, jornalista especializada em música. A diáspora latino-americana de língua espanhola nos Estados Unidos ajudou a impulsionar gêneros como o reggaeton. Já a comunidade brasileira no exterior é menor e menos conectada.

No entanto, os produtores de funk estão confiantes de que o gênero está prestes a decolar globalmente. No ano passado, astros americanos como Beyoncé e Kanye West usaram samples de funk em seus álbuns. Papatinho, um produtor brasileiro que viaja regularmente aos Estados Unidos, conta que os músicos locais mal conheciam o funk até pouco tempo atrás.

No entanto, no ano passado, ele recebeu ligações de Timbaland, Snoop Dogg e do próprio Kanye West, todos pedindo samples. “Antes eu adicionava funk em pequenas doses, como um tempero, mas agora as pessoas querem o prato inteiro”, diz ele.

Artistas como Beyoncé e Kanye West podem estar respondendo tanto a oportunidades comerciais quanto à busca por novos sons. A América Latina e a África Subsaariana são os mercados de música que mais crescem no mundo. Embora a América Latina represente apenas 8% da população global, responde por quase um quarto dos usuários ativos mensais do Spotify, segundo Roberta Pate, do Spotify Brasil.

Ela destaca que um dos segredos do sucesso de outros gêneros internacionais, como o reggaeton, foi a “consistência com que os artistas dedicam recursos para conquistar audiências globais”. Se Anitta for um indicativo, o crescimento global do funk pode estar mais próximo do que se imagina.

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The Economist: A ascensão global do funk pode mudar a cara do Brasil https://www.ocafezinho.com/2025/03/15/the-economist-a-ascensao-global-do-funk-pode-mudar-a-cara-do-brasil/ Sat, 15 Mar 2025 07:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204150 O ritmo das favelas do Rio ganha força com artistas como Anitta e atrai atenção de gigantes da música como Beyoncé e Kanye West

O Brasil está sob os holofotes globais após conquistar seu primeiro Oscar com o filme “Eu ainda estou aqui”, que retrata o Rio de Janeiro durante a ditadura dos anos 1970. A trilha sonora suave do longa reforça a imagem estereotipada do país como um lugar onde samba e bossa nova ecoam em calçadões à beira-mar. No entanto, essa visão está ultrapassada. Segundo a The Economist, os brasileiros de hoje preferem o sertanejo, um gênero country animado, e o funk, estilo que nasceu nas favelas do Rio. O funk, em particular, tem potencial para se internacionalizar e, assim, transformar a imagem do Brasil no exterior.

O sertanejo domina as rádios e plataformas de streaming do país há uma década. Sua ascensão reflete mudanças na economia brasileira, que migrou da manufatura para a agricultura como principal motor. “A maioria dos produtores musicais do Brasil costumava estar no Rio”, afirma Leo Morel, da Midia Research, empresa especializada em pesquisas de mercado. Mas, com o crescimento do agronegócio, “os estados rurais começaram a ganhar voz”. As letras sertanejas celebram temas como gado, cerveja e picapes americanas. Em 2003, o gênero representava 15 das 100 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras; em 2022, esse número saltou para 76.

Apesar de sua popularidade, o sertanejo tem pouco apelo internacional. Poucos artistas buscam se globalizar, observa Morel. Esse cenário abre espaço para o funk (pronunciado “funky” pelos brasileiros) como o gênero capaz de mudar a reputação do Brasil no exterior. “Fazemos música para ser ouvida pelo maior número de pessoas possível”, diz Kevin o Chris, um dos expoentes do funk.

O funk brasileiro surgiu no final dos anos 1980, inspirado no Miami bass e no electro-funk, subgêneros do hip-hop americano que utilizam batidas eletrônicas. Os brasileiros deram sua própria identidade ao estilo, acelerando os ritmos. Enquanto o hip-hop ou o reggaeton, popularizado em Porto Rico, giram em torno de 90 batidas por minuto, o funk acelera para 130 ou mais. Uma subcultura vibrante se formou em torno do gênero, com bailes funk semanais nas favelas, onde passos como o passinho acrobático, com movimentos elaborados de pés, e a rebolada, uma variação do twerking, são destaques.

No entanto, o funk muitas vezes aborda temas e letras violentos. Em um baile recente na favela da Glória, no Rio, adolescentes circulavam com rifles nos ombros e cintos de munição na cintura. Um homem na casa dos 20 anos exibia um rifle semiautomático cravejado de ouro. Atrás do palco, homens armados guardavam uma mesa repleta de saquinhos de cocaína à venda.

Apesar dessa atmosfera pesada, o funk está ganhando espaço no mainstream. Taísa Machado, professora de dança e curadora de uma exposição sobre funk no Rio, conta que seus alunos, antes frequentadores assíduos dos bailes funk, hoje são dentistas e terapeutas moradores de bairros ricos. A maioria é branca. Essa popularização irritou legisladores conservadores. Em janeiro, uma vereadora de São Paulo propôs um projeto de lei proibindo o governo local de contratar artistas que “promovem o crime” para eventos públicos. O Congresso Nacional discute a proposta, vista como um ataque direto ao funk.

Se no passado o Brasil era representado por artistas como Gilberto Gil, hoje o rosto da música brasileira é Anitta, uma cantora que transita entre gêneros e vem de um subúrbio pobre do Rio. Conhecida por suas habilidades de dança e suas “inúmeras” cirurgias plásticas (ela já se autodenominou “Frankenstein”), Anitta dedicou anos para conquistar o mercado internacional. Ela aprendeu espanhol e inglês, comprou uma casa em Miami e assinou com a Republic Records, gravadora de prestígio da Universal Music Group. Em 2022, ela se tornou a primeira brasileira a liderar as paradas globais do Spotify com “Envolver”, uma música de reggaeton em espanhol. Seu álbum mais recente é trilíngue e retoma suas raízes no funk.

O fato de Anitta ter precisado aprender dois idiomas e misturar gêneros para se globalizar ilustra as dificuldades que artistas brasileiros enfrentam para alcançar audiências internacionais. “É mais fácil exportar jogadores de futebol brasileiros do que músicos e cultura”, afirma Michele Miranda, jornalista musical. Enquanto imigrantes latino-americanos de língua espanhola nos EUA ajudaram a popularizar gêneros como o reggaeton, a diáspora brasileira é menor e mais isolada.

Ainda assim, produtores de funk acreditam que o gênero está prestes a explodir globalmente. No ano passado, Beyoncé e Kanye West, duas estrelas americanas, incorporaram samples de funk em seus álbuns. Papatinho, produtor brasileiro que viaja frequentemente aos EUA, conta que músicos de lá não conheciam o funk até pouco tempo atrás. Em 2022, ele recebeu ligações de Timbaland, Snoop Dogg e do próprio Kanye West, todos pedindo samples. “Eu costumava adicionar funk em pequenas doses, como um tempero, mas agora as pessoas querem o molho inteiro”, diz ele.

Segundo a The Economist, artistas como Kanye West e Beyoncé podem estar buscando não apenas boas batidas, mas também oportunidades de negócios. A América Latina e a África Subsaariana são os mercados de música que mais crescem no mundo.

Embora a América Latina represente apenas 8% da população global, responde por quase um quarto dos usuários ativos mensais do Spotify, de acordo com Roberta Pate, do Spotify Brasil. Ela destaca que a “consistência na dedicação dos artistas para conquistar audiências globais” foi crucial para o sucesso de gêneros como o reggaeton. Se Anitta for um indicativo, o funk pode estar prestes a conquistar o mundo.

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Funk do Brasil é destaque na Economist https://www.ocafezinho.com/2025/03/14/funk-do-brasil-e-destaque-na-economist/ Fri, 14 Mar 2025 07:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204149 O funk brasileiro, impulsionado por astros internacionais, está a caminho de se tornar a próxima grande tendência da música global

O mundo está de olho no Brasil após o país ganhar seu primeiro Oscar com o filme “Eu ainda estou aqui”, que se passa no Rio de Janeiro durante a ditadura dos anos 1970. A trilha sonora suave do filme alimenta a imaginação dos estrangeiros sobre o Brasil como um país onde bandas de samba e bossa nova cantam músicas jazzísticas em calçadões de areia. Mas essa imagem está desatualizada. Os brasileiros modernos preferem o sertanejo, um gênero country animado, e o funk, um estilo que surgiu nas favelas do Rio. O funk, em particular, tem potencial para se globalizar e, no processo, mudar a imagem do Brasil.

O sertanejo é o gênero mais ouvido nas rádios e plataformas de streaming do Brasil há uma década. Sua ascensão reflete mudanças na economia brasileira, que antes era baseada na manufatura, mas agora é impulsionada pela agricultura. “A maioria dos produtores musicais do Brasil costumava estar no Rio”, diz Leo Morel, da Midia Research, uma empresa de pesquisa de mercado. Mas, à medida que a agricultura se tornou mais importante, “os estados rurais começaram a ganhar voz”.

Os temas das músicas sertanejas são gado, cerveja e picapes americanas. Em 2003, o gênero representava 15 das 100 músicas mais tocadas nas rádios brasileiras; em 2022, esse número subiu para 76.

Apesar dessa dominância, o sertanejo tem pouco potencial de exportação. Poucos artistas se preocupam em se globalizar, diz Morel. Isso deixa o funk (pronunciado como “funky” pelos brasileiros) como o gênero que pode alterar a reputação do Brasil. “Fazemos música para ser ouvida pelo maior número de pessoas possível”, diz Kevin o Chris, um cantor de funk.

O funk brasileiro surgiu no final dos anos 1980, inspirado no Miami bass e no electro-funk, dois subgêneros do hip-hop americano que incorporam baterias eletrônicas. Os brasileiros deram sua própria cara ao funk ao acelerar os ritmos.

Enquanto o hip-hop ou o reggaeton, gênero popularizado em Porto Rico, têm cerca de 90 batidas por minuto, o funk acelera para 130 ou mais. Os brasileiros desenvolveram uma subcultura em torno do gênero, incluindo bailes funk semanais nas favelas, com passos como o passinho acrobático para homens, que envolve movimentos elaborados com os pés, e a rebolada para mulheres, uma variação do twerking.

Os temas e letras do funk brasileiro podem ser violentos. Em um baile funk recente em uma favela no bairro da Glória, no Rio, adolescentes andavam com rifles pendurados nos ombros e cintos de munição na cintura. Um homem na casa dos 20 anos agitava um rifle semiautomático cravejado de ouro. Atrás do palco, homens armados guardavam uma mesa cheia de saquinhos de cocaína à venda.

Apesar dessa atmosfera pesada, as batidas cativantes do funk estão ajudando o gênero a se tornar mainstream. Taísa Machado, professora de dança e curadora de uma exposição sobre funk no Rio, diz que seus alunos costumavam ser frequentadores assíduos dos bailes funk. Agora, são dentistas e terapeutas que moram em bairros ricos. A maioria é branca.

Essa normalização irritou legisladores conservadores. Em janeiro, uma vereadora de São Paulo apresentou um projeto de lei proibindo o governo local de contratar artistas que promovem o crime para se apresentar em eventos públicos. O Congresso Nacional está discutindo o projeto, visto como um ataque explícito ao funk.

Se os embaixadores musicais do Brasil costumavam ser nomes como Gilberto Gil, hoje o mascote preferido é Anitta, uma artista que transita entre gêneros e vem de um subúrbio pobre do Rio, conhecida por suas habilidades prodigiosas de rebolado e suas “inúmeras” cirurgias plásticas (ela já se referiu a si mesma como “Frankenstein”).

Ela trabalhou por anos para entrar no mercado internacional, aprendendo espanhol e inglês, comprando uma casa em Miami e conquistando um contrato com a Republic Records, uma gravadora de prestígio da Universal Music Group, gigante holandesa-americana. Em 2022, ela foi a primeira brasileira a liderar as paradas globais do Spotify com a música “Envolver”, uma canção de reggaeton em espanhol. Seu álbum mais recente é trilíngue e retoma suas origens no funk.

O fato de Anitta ter tido que aprender dois novos idiomas e misturar gêneros para se globalizar mostra a dificuldade que os artistas brasileiros têm em alcançar audiências internacionais. “É mais fácil exportar jogadores de futebol brasileiros do que músicos e cultura”, diz Michele Miranda, jornalista musical. Imigrantes latino-americanos de língua espanhola nos Estados Unidos ajudaram a popularizar gêneros como o reggaeton. A diáspora brasileira é menor e mais isolada.

Mas os produtores de funk acreditam que o gênero vai explodir em breve. No ano passado, Beyoncé e Kanye West, duas estrelas americanas, usaram samples de funk em seus novos álbuns. Papatinho, um produtor brasileiro que viaja frequentemente para os Estados Unidos, diz que os músicos de lá não tinham ideia do que era o funk até recentemente.

Então, no ano passado, ele recebeu ligações de Timbaland, Snoop Dogg e do próprio Kanye West, todos pedindo samples. “Eu costumava adicionar funk em pequenas quantidades, como um tempero, mas agora as pessoas querem o molho inteiro”, diz ele.

Artistas como Kanye West e Beyoncé podem estar respondendo a incentivos comerciais, além de buscar boas batidas. A América Latina e a África Subsaariana são os mercados de música que mais crescem no mundo.

Embora a América Latina tenha apenas 8% da população mundial, responde por quase um quarto da base de usuários ativos mensais do Spotify, segundo Roberta Pate, do Spotify Brasil. Ela observa que um ingrediente chave para o sucesso de outros gêneros internacionais, como o reggaeton, foi a “consistência na forma como os artistas dedicam seus recursos para conquistar audiências globais”. Se Anitta for um indicativo, o crescendo global do funk pode não estar longe.

Via The Economist*

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