PCdoB - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/pcdob/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 11 May 2026 23:56:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png PCdoB - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/pcdob/ 32 32 Jandira Feghali comemora aniversário com ato gratuito de apoio a Cuba https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/jandira-feghali-comemora-aniversario-com-ato-gratuito-de-apoio-a-cuba/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/jandira-feghali-comemora-aniversario-com-ato-gratuito-de-apoio-a-cuba/#respond Mon, 11 May 2026 21:26:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=245824 O icônico palco do Circo Voador, na Lapa, ganhará cores e ritmos caribenhos no próximo dia 25 de maio. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) escolheu a data para celebrar seu aniversário em um evento que une festa, cultura e um forte ato de apoio ao povo cubano.

A programação cultural terá início às 18h e contará com o tradicional Cordão do Boitatá, além de convidados especiais e DJs que prometem agitar a pista com uma mistura de sons cubanos e brasilidades.

Médica de formação e instrumentista de alma, Jandira Feghali consolidou-se como uma das parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Sua história na vida pública começou a ganhar corpo nos anos 80, no movimento sindical médico, e desde então sua trajetória tem sido pautada pela defesa rigorosa do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Rio de Janeiro, sua base política, ela é reconhecida pela capacidade de transitar entre a seriedade técnica da saúde e o entusiasmo pelas manifestações populares.

No Parlamento, Jandira é frequentemente citada por seu papel em marcos legislativos fundamentais. Ela foi a relatora da Lei Maria da Penha, um dos instrumentos jurídicos mais importantes do mundo para o combate à violência contra a mulher.

Sua atuação legislativa é marcada pela defesa dos direitos trabalhistas e civis, mantendo uma postura de diálogo constante com diferentes setores da sociedade em nome da estabilidade democrática e da justiça social.

A cultura também ocupa um lugar central em sua biografia. Entusiasta das rodas de samba e das manifestações de rua do Rio, a deputada é uma das principais vozes em defesa de políticas públicas para o setor cultural.

Ela entende a arte não apenas como entretenimento, mas como um motor econômico e um pilar de identidade nacional, trabalhando ativamente para garantir orçamentos e direitos para os trabalhadores do segmento.

Internacionalmente, Feghali é conhecida por sua atuação na diplomacia parlamentar, especialmente no fortalecimento dos laços com países da América Latina. Sua defesa da soberania nacional e da solidariedade entre os povos vizinhos reflete uma visão de mundo integradora.

Jandira mantém uma agenda intensa de mobilização, reafirmando seu compromisso com a redução das desigualdades e a promoção de uma cidadania plena para os brasileiros.

Serviço e Ingressos

A entrada para o evento é gratuita, mas os interessados devem realizar a retirada dos ingressos antecipadamente através da plataforma Sympla.

• Data: 25 de maio de 2026

• Horário: A partir das 18h

• Local: Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n – Lapa, Rio de Janeiro)

• Ingressos: Clique aqui.

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Direita fluminense segue desorientada com prisão de Bacellar https://www.ocafezinho.com/2026/02/03/direita-fluminense-segue-desorientada-com-prisao-de-bacellar/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/03/direita-fluminense-segue-desorientada-com-prisao-de-bacellar/#respond Tue, 03 Feb 2026 23:24:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225373 A prisão de Rodrigo Bacellar desmontou abruptamente a articulação bolsonarista para a sucessão do governador Cláudio Castro e reorganizou o tabuleiro político do Rio de Janeiro.

Bacellar, deputado estadual pelo União Brasil, era uma das figuras mais poderosas da política fluminense. No comando da Assembleia Legislativa (Alerj), concentrava capacidade de articulação com deputados, prefeitos e lideranças regionais, e era tratado como peça-chave na sucessão do governador.

Apesar de Bacellar não ter sido cassado eleitoralmente, e de sua prisão não ter sido autorizada pela Alerj, o dano político o deixou fora do jogo.

O episódio foi digno da tradição carioca de misturar as altas esferas da política com as altas esferas do crime. Segundo as investigações, o então presidente da Alerj é acusado de repassar informações sigilosas de uma operação policial a integrantes do Comando Vermelho, alertando alvos e interferindo nas apurações.

Com Bacellar fora de cena, a presidência da Alerj passou a ser exercida interinamente por Guilherme Delaroli, deputado do PL e irmão do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli. Ao assumir o comando da Casa, Delaroli passou a concentrar o chamado “poder da caneta” num momento decisivo, em que definições administrativas e regimentais interferem diretamente no processo sucessório.

Reportagens recentes do jornal O Dia descrevem um ambiente de pauta esvaziada e foco quase exclusivo nas articulações políticas ligadas à sucessão estadual.

Esse rearranjo ocorre no momento em que o governador Cláudio Castro se prepara para deixar o cargo a fim de disputar o Senado. O estado não tem vice-governador — Thiago Pampolha foi indicado ao Tribunal de Contas —, o que coloca na mesa a possibilidade de uma eleição indireta para o chamado mandato-tampão. A condução desse processo passa pela Alerj, o que explica a centralidade adquirida pela Assembleia no jogo político fluminense.

Com a vacância do governo e a inexistência de vice-governador, a Constituição determina que o chefe do Executivo seja escolhido por votação indireta da Assembleia Legislativa. Qualquer cidadão com domicílio eleitoral no estado pode, em tese, ser candidato ao cargo. Nos bastidores da Alerj, cresce a movimentação para eleger o deputado estadual André Ceciliano (PT) como governador do mandato-tampão.

Secretário de Assuntos Parlamentares e um dos políticos mais próximos do presidente Lula no Rio de Janeiro, Ceciliano tem chances reais de vencer a eleição indireta, segundo analistas experientes: ex-presidente da Alerj, é muito respeitado entre os deputados estaduais.

Caso isso aconteça, seria mais uma reviravolta na política fluminense — e mais uma derrota para o bolsonarismo, já que Ceciliano passaria a controlar a máquina do governo estadual às vésperas da eleição de 2026. Informação exclusiva do Cafezinho indica que ele tem dito a pessoas próximas que, caso venha a ser eleito, pretende disputar o governo pelo voto popular, enfrentando Eduardo Paes.

Minha avaliação, porém, é de que essas declarações funcionam mais como um blefe político — uma forma de pressionar Eduardo Paes para dar mais espaço ao presidente Lula em sua campanha, já que a situação política no estado indica que Lula vai precisar mais de Paes do que Paes vai precisar de Lula.

É a partir desse cenário meio caótico que se iniciam as articulações pela conquista do Palácio Guanabara.

Um artigo do cientista político carioca Teófilo Rodrigues, publicado em fevereiro de 2026 no Guia Lappcom – Eleições Gerais de 2026, oferece uma leitura organizada do tabuleiro. O Guia Lappcom é uma publicação do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada da UFRJ, coordenado pela cientista política Mayra Goulart, e tem se consolidado como referência na análise da política fluminense.

De um lado, há um conjunto de prefeitos e lideranças locais com forte enraizamento regional: Washington Reis (Duque de Caxias), Dr. Luizinho (Nova Iguaçu), Wladimir Garotinho (Campos dos Goytacazes), Marcio Canella (Belford Roxo) e os irmãos Delaroli (Itaboraí).

Nesse grupo também se insere Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, deputado estadual licenciado e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson. Ruas combina força territorial, capilaridade administrativa e proximidade com o bolsonarismo, o que o torna um nome relevante nas articulações do grupo político de Cláudio Castro.

São lideranças com alta capacidade de mobilização local, mas que operam de forma dispersa, funcionando mais como forças de negociação do que como um comando unificado capaz de sustentar uma candidatura estadual dominante.

O Rio de Janeiro segue como o principal reduto eleitoral da extrema direita no país. Em 2018, Jair Bolsonaro obteve 67,95% dos votos válidos no segundo turno no estado. Em 2022, manteve a liderança, com 56,53%, contra 43,47% de Lula. A redução da vantagem bolsonarista foi puxada principalmente pela capital.

Na cidade do Rio, esse movimento ficou evidente. Em 2018, Fernando Haddad obteve cerca de 32% dos votos válidos no segundo turno. Em 2022, Lula alcançou 47,34%, reduzindo a derrota para o bolsonarismo para cerca de cinco pontos percentuais. Trata-se de um deslocamento relevante no maior colégio eleitoral do estado, que concentra aproximadamente 38% do eleitorado fluminense.

O bolsonarismo tentou reagir na eleição municipal de 2024, lançando como principal aposta na capital o deputado federal Alexandre Ramagem (PL), ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro. O resultado foi uma derrota expressiva: Eduardo Paes (PSD) foi reeleito prefeito com cerca de 60% dos votos válidos, enquanto Ramagem ficou em torno de 31%. Atualmente, Ramagem se encontra fora do país após condenação pelo Supremo Tribunal Federal, tornando-se mais um símbolo das dificuldades do bolsonarismo em construir uma alternativa competitiva ao governo do Rio.

Em meio a esse cenário fragmentado, Eduardo Paes ocupa uma posição singular. Prefeito do Rio, Paes concentra os votos do maior colégio eleitoral do estado, mantém capacidade de diálogo com o centro, relações consolidadas com a esquerda institucional e canais abertos com setores da direita pragmática.

Esse lugar central impõe a Paes um dilema estratégico diante do bolsonarismo. Uma possibilidade passa por acomodar parte desse eleitorado com acenos conservadores. A outra passa por preservar seu perfil político: liberal mas não conservador, com boas relações com o PT e a esquerda em geral, ainda que com maior distância do PSOL (que lhe faz oposição na Câmara dos Vereadores). A nomeação de Elias Jabbour, membro do Comitê Central do PCdoB, para a presidência do Instituto Pereira Passos exemplifica o caráter ideologicamente eclético da administração Paes.

Antes da prisão de Bacellar, Cláudio Castro administrava uma disputa interna pelo controle da máquina do Estado e pela chefia do grupo político. O embate envolvia o próprio governador, o então vice-governador Thiago Pampolha e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Pampolha foi neutralizado politicamente com a indicação ao Tribunal de Contas do Estado — um movimento clássico de “cair para cima”, já que o cargo no TCE combina estabilidade, prestígio e remuneração elevada.

Em seguida, Castro passou a sinalizar Bacellar como seu candidato à sucessão no Palácio Guanabara, encerrando aquela disputa interna.

Agora, o jogo zerou.

A direita fluminense, que não deve ser subestimada, ainda não bateu o martelo em relação à sua estratégia eleitoral. A cada dia que passa, porém, crescem as chances de Eduardo Paes vencer a disputa — inclusive no primeiro turno.

Levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado no início de dezembro de 2025, apontou Paes com 55% das intenções de voto, contra 14% de Rodrigo Bacellar — números colhidos antes da prisão do então presidente da Alerj.

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Plano Brasileiro de IA é principal entrega do governo Lula para o desenvolvimento soberano https://www.ocafezinho.com/2025/02/10/plano-brasileiro-de-ia-e-principal-entrega-do-governo-lula-para-o-desenvolvimento-soberano/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/10/plano-brasileiro-de-ia-e-principal-entrega-do-governo-lula-para-o-desenvolvimento-soberano/#respond Mon, 10 Feb 2025 20:28:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201708 O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) foi criado pela ministra Luciana Santos (PCdoB) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Num contexto de disputa global entre EUA e China, e entre ChatGPT, Meta AI e DeepSeek, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) já é a grande entrega do governo Lula para o desenvolvimento nacional, sustentável e soberano.

O PBIA é o principal programa formulado pela gestão da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Lançado durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, representa um marco histórico para o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Com um investimento previsto de R$ 23 bilhões em quatro anos (2024-2028), o plano ambicioso visa transformar o país em referência mundial em inovação e eficiência no uso da inteligência artificial, especialmente no setor público.

Não só pelo PBIA, mas também por outros resultados no ministério, Luciana Santos é considerada pela comunidade científica como uma das melhores ministras da história do MCTI.

Segundo a ministra, existe a percepção de que a DeepSeek representa um exemplo de como países emergentes, mesmo com menos recursos, podem disputar espaço no setor de IA. Para Luciana, “o aspecto que considero mais importante é: há um debate de que o volume de investimentos necessário para competir em IA seria inalcançável para emergentes. A DeepSeek conseguiu, com menos recurso, ter a mesma resposta que ChatGPT e outras. Isso reforça a viabilidade do que planejamos”.

A ministra destacou que o desenvolvimento da tecnologia brasileira é fundamental para proteger os dados brasileiros. De acordo com Luciana, existe uma “cobiça” pelos dados brasileiros, e as informações têm que permanecer em domínio nacional.

“Nós precisamos que aqueles dados que são produzidos pela inteligência brasileira, sejam nossos”, continuou.

“Há uma verdadeira cobiça pelos dados brasileiros, pelos SUS, pelos dados da Embrapa, do ministério da Ciência e Tecnologia, dos institutos que pesquisam e desenvolvem vacinas e tudo isso não pode ficar na mão de empresas, tem que ficar na mão de domínio nacional”, adicionou a ministra.

Com a infraestrutura disponível e incentivos adequados, o governo avalia que o Brasil tem condições de competir nesse setor estratégico. A ministra também destacou que o país conta com vantagens comparativas essenciais para o desenvolvimento da IA, como abundância de energia limpa e disponibilidade de água, fatores considerados fundamentais para sustentar avanços na tecnologia.

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Balanço eleitoral: democracia sólida, esquerda em recuperação, extrema direita contida https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/balanco-eleitoral-democracia-solida-esquerda-em-recuperacao-extrema-direita-contida/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/09/balanco-eleitoral-democracia-solida-esquerda-em-recuperacao-extrema-direita-contida/#comments Wed, 09 Oct 2024 18:50:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194491 5 Comentários 🔥]]> Se deixarmos de lado, as paixões partidárias e ideológicas, e fizermos um balanço geral das eleições municipais realizadas no último domingo, o saldo é positivo para o país.

O processo democrático foi mais uma vez reafirmado. Houve recuperação – tímida, é verdade, mas houve – de alguns partidos de esquerda, como PT e PSB.

A extrema direita foi contida em cidades estratégicas, como Rio, São Paulo e Recife, por exemplo. O PL cresceu bastante, mas ficou muito longe de exercer qualquer hegemonia ou mesmo liderança.

Caso o PL ganhe Fortaleza no segundo turno, terá uma vitrine importante no Nordeste, mas terá antes, por óbvio, que exibir uma boa administração.

Aliás, toda essa história de vitória da direita às vezes esquece esse detalhe: uma coisa é ganhar eleições, outra muito diferente é fazer governos que despertem a admiração do povo. Um prefeito extremista, à diferença de um presidente da república, teria alguma dificuldade em gastar as horas de trabalho fazendo motociatas…

Sobre o avanço do “centrão” nas prefeituras, a expressão é tão superficial que, a meu ver, já se tornou vulgar e preconceituosa.

O crescimento de partidos de centro, como MDB e PSD, pode ser lido como um esforço do sistema político brasileiro de isolar a extrema direita e o bolsonarismo.

Sejamos francos, um prefeito do PSD ou MDB pode ser tão ou mais de “esquerda” que um do PT, PSB ou PDT. Sem contar que, a depender das circunstâncias, como o nível de apoio dos vereadores, da opinião pública e das forças econômicas e sociais da cidade, além do grau de desenvolvimento real da região, ele pode ser tão bom ou ruim, como qualquer prefeito filiado a uma legenda de esquerda.

Deixemos de ufanismo partidário bobo.

Ser do PT, PSB, PDT, PCdoB ou PSOL não é garantia de fazer uma boa gestão, vide o caso do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, que é do PSOL, e fez uma das gestões pior avaliadas do pais.

O PSOL, a propósito, registrou queda no número de prefeitos e vereadores. Mas não é de hoje que o partido tem dificuldades, por assim dizer, estruturais para jogar o jogo das eleições majoritárias. E isso por conta de problemas políticos sobre os quais podemos discorrer em outra oportunidade. A exceção é Guilherme Boulos, que é uma liderança política com luz muito própria, e que mesmo assim enfrentará um enorme desafio para vencer o segundo turno contra RIcardo Nunes. De qualquer forma, o PSOL conquistou uma boa quantidade de cadeiras legislativas nas capitais. Não pode chorar de barriga cheia.

A análise de um “cirista” de que o declínio do PSOL seria o preço por ser “puxadinho” do PT é risível, porque o PSB cresceu vigorosamente como aliado petista, e o PDT foi o partido que mais perdeu prefeituras e vereadores por conta da contaminação tóxica do antipetismo virulento e irracional de Ciro Gomes, vice-presidente nacional da legenda e ex-candidato a presidência da república.

O caso do PCdoB é singular. O partido ainda sofre, por incrível que pareça, com a ressaca da guerra fria. Residente na periferia do império, o eleitor brasileiro continua recebendo, até hoje, conteúdo pesadamente anticomunista, atiçado nos últimos anos pela emergência da China, e isso não ajuda a legenda a construir alianças e conquistar novos eleitores. Ademais, o partido perdeu Flavio Dino e o governo do Maranhão, fazendo com que um número enorme de prefeitos e quadros políticos do partido, naquele estado, migrassem para o PSB e outras legendas. Mesmo assim, com todas as dificuldades, o partido segue firme e vivo, ainda mais porque integra, juntamente com o PV, a federação partidária do PT, de maneira que todas as prefeituras do PT também são, de alguma maneira, uma vitória comunista.

Em relação ao governo federal e ao presidente Lula, é fácil entender porque ele evitou se envolver demais nas campanhas municipais. A governabilidade estava em jogo, especialmente a relação de Lula com os partidos de centro, notadamente PSD, MDB e União Brasil, que integram o governo e fazem parte da base no congresso.

A estabilidade política que emergiu de um processo eleitoral tranquilo, que mostrou um país ideologicamente diverso e equilibrado, com todos os grandes partidos conquistando um número razoável de prefeituras e vereanças, é positiva para o governo Lula.

O governo tem bom diálogo com os partidos de centro, e o crescimento destes permitirá que não fiquem reféns da extrema direita e de Bolsonaro, como já ficaram no passado, de maneira que Lula poderá conduzir sem sobressaltos a metade final de sua administração, desde que esse diálogo não seja rompido por um golpe ou coisa parecida.

Mais importante ainda: o resultado das eleições municipais não sinaliza nenhuma mudança drástica no cenário que se projeta para 2026. Quer dizer, Lula terá que enfrentar o desafio, mais uma vez, de conquistar o centro político, e possivelmente este centro, menos dependente de Bolsonaro, poderá encontrar um candidato próprio mais competitivo do que tiveram em 2022 (quando escolheram Alckmin). Talvez prefiram Tarcísio de Freitas ou Ronaldo Caiado, ou pelo menos isso não seria surpresa. Mas isso está na conta, não é mudança de cenário, e não tira o favoritismo de Lula para sua reeleição, ou pelo menos não enquanto a economia continuar indo bem.

O Brasil ainda vive desafios gigantes, e francamente não considero que o maior deles seja simplesmente elevar o número de prefeituras do PT ou de outras legendas de esquerda. Até porque essa esquerda apresenta tantas deficiências programáticas, que o principal desafio é fazer com que ela, antes de crescer em prefeituras, apresente um projeto realmente novo para o país, capaz de mobilizar as massas e entusiasmar as camadas médias. Volto a insistir na mobilidade urbana, uma questão estrutural que poderia ajudar as cidades a enfrentar diversos desafios, incluindo segurança pública, saúde, educação e emprego.

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PCdoB reúne energia para recuperar cadeira na Câmara do Rio https://www.ocafezinho.com/2024/07/12/pcdob-reune-energia-para-recuperar-cadeira-na-camara-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2024/07/12/pcdob-reune-energia-para-recuperar-cadeira-na-camara-do-rio/#respond Fri, 12 Jul 2024 13:59:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=187954 Deputadas Jandira Feghali e Dani Balbi apostam na candidatura de Rafaela Albergaria para a Câmara de vereadores do Rio de Janeiro

Após 12 anos longe da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o PCdoB construiu um ousado projeto para retomar a vereança na cidade. Com a filiação da ativista Rafaela Albergaria, a militância comunista voltou a ter a esperança de ter uma representação política na capital.

Rafaela Albergaria é fundadora do Observatório dos Trens e uma das líderes do movimento Mulheres Negras Decidem. Na sua agenda constam a luta pela Tarifa Zero nos transportes públicos da cidade, a educação em Tempo Integral em todas as escolas e uma política de desenvolvimento sustentável baseada em investimentos em tecnologia e inovação.

A sua pretensão de ocupar uma vaga na Câmara conta com dois apoios de peso: a deputada federal Jandira Feghali e a deputada estadual Dani Balbi.

“Rafaela Albergaria é exatamente o que precisamos agora na política: pessoas que ousem sonhar com uma cidade melhor e um mundo mais justo”, afirma Jandira Feghali.

Uma das responsáveis pela filiação de Rafaela, a deputada Dani Balbi explica a potência do projeto.

“Estou muito impressionada com a força que Rafaela tem. Desde o início do ano ela tem feito diariamente 3 ou 4 reuniões com grupos da sociedade civil que a apoiam. E todos saem das reuniões convictos do projeto que ela apresenta”, resume a deputada.

Além de Rafaela, o PCdoB também conta com a pré-candidatura do advogado Roberto Monteiro.

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Dani Balbi, a professora que quer ser a primeira prefeita trans do Rio https://www.ocafezinho.com/2024/06/28/dani-balbi-a-professora-que-quer-ser-a-primeira-prefeita-trans-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2024/06/28/dani-balbi-a-professora-que-quer-ser-a-primeira-prefeita-trans-do-rio/#respond Fri, 28 Jun 2024 13:54:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=186691 Dani Balbi é a pré-candidata do PCdoB na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro

Eduardo Paes, Marcelo Crivella, Cesar Maia… o Rio de Janeiro tem uma longa história de prefeitos que são homens e brancos. Mas e se esse cenário mudasse? E se o Rio de Janeiro passasse a ter uma prefeita, mulher, trans e negra? Essa é a proposta do PCdoB com a pré-candidatura da deputada estadual Dani Balbi para a prefeitura do Rio de Janeiro na eleição deste ano.

Doutora em Literatura pela UFRJ e professora de roteiro, Dani Balbi foi a primeira deputada trans da história do Rio de Janeiro. Ela foi eleita com mais de 65 mil votos no estado. Em seu primeiro mandato, rapidamente foi eleita como presidenta da Comissão de Trabalho da Alerj. “A Comissão de Trabalho é o lugar perfeito para a atuação de uma deputada comunista que quer lutar pelos direitos da classe trabalhadora”, costuma dizer.

Para o novo desafio da disputa pela prefeitura do Rio, Dani reuniu uma série de especialistas para formular o seu programa. “O Rio precisa ter Tarifa Zero nos ônibus da cidade, precisa ter todas as crianças em escolas e creches em Tempo Integral, precisa ter uma gestão pública da saúde e um forte investimento em inovação para desenvolver a economia da cidade”, defende.

Entre as responsáveis pela formulação do programa para a prefeitura está a fundadora do Observatório dos Trens e pré-candidata a vereadora pelo PCdoB, Rafaela Albergaria. “Dani assumiu com muito protagonismo a nossa luta pela Tarifa Zero na cidade”, explica Rafaela.

Ao lado de Tarcísio Motta (PSOL) e Eduardo Paes (PSD), Dani Balbi é uma das alternativas apresentadas pelo campo do presidente Lula no Rio de Janeiro para a disputa pela prefeitura da cidade.

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Rafaela Albergaria é a aposta do PCdoB para a Câmara de Vereadores do Rio https://www.ocafezinho.com/2024/03/07/rafaela-albergaria-e-a-aposta-do-pcdob-para-a-camara-de-vereadores-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2024/03/07/rafaela-albergaria-e-a-aposta-do-pcdob-para-a-camara-de-vereadores-do-rio/#respond Thu, 07 Mar 2024 22:28:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=177618 Deputada Dani Balbi anunciou um grande ato público de filiação da ativista

A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) está empenhada em aproveitar a sua pré-candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro para ampliar o alcance de seu partido na cidade. Em suas redes sociais, a deputada anunciou a filiação da ativista social Rafaela Albergaria com esse objetivo.

“Vamos eleger uma prefeita e uma bancada para a Câmara de Vereadores”, afirmou Dani Balbi.

No anúncio feito em suas redes sociais, a deputada explicou que um de seus objetivos é contribuir para que cada vez mais representantes de minorias sociais entrem para a política.

“Quando fui eleita deputada estadual, fiz uma promessa para mim mesma: minha atuação seria voltada para trazer mais mulheres, mais jovens, mais LGBTQIA+, mais negros e mais trabalhadores para a política”.

Rafaela Albergaria é idealizadora do Observatório dos Trens e articuladora política do Movimento Mulheres Negras Decide.

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Comunidade científica assina Manifesto por Dani Balbi em Comissão da ALERJ https://www.ocafezinho.com/2023/01/31/comunidade-cientifica-assina-manifesto-por-dani-balbi-em-comissao-da-alerj/ https://www.ocafezinho.com/2023/01/31/comunidade-cientifica-assina-manifesto-por-dani-balbi-em-comissao-da-alerj/#comments Tue, 31 Jan 2023 15:00:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=148177 2 Comentários 🔥]]> A comunidade científica do Rio de Janeiro divulgou nesta terça-feira (31/01) um Manifesto em que pede a indicação da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) para a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia da ALERJ. 

Encabeçado pela Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, pela ex-reitora da UFRJ e atual Secretária de Ensino Superior do MEC, Denise Pires, e pelo Reitor da UFRRJ, Roberto de Souza Rodrigues, o Manifesto conta com centenas de assinaturas de professores, pesquisadores e cientistas do estado.

Leia abaixo o Manifesto na íntegra.

Manifesto em defesa de Dani Balbi para a Comissão de CTI da ALERJ

Com muito orgulho, o Rio de Janeiro reúne os principais centros de ciência, tecnologia e inovação do país. São quatro universidades federais (UFRJ, UFF, Unirio e UFRRJ), duas estaduais (UENF e UERJ), uma enorme fundação de amparo à pesquisa (FAPERJ), o principal centro de pesquisa em saúde da América Latina (FIOCRUZ), uma potente rede de escolas técnicas (FAETEC), além de sediar o maior banco de financiamento da inovação na América Latina (FINEP). 

O grande fórum capaz de agregar todas essas instituições em torno de uma agenda estadual de desenvolvimento é certamente a Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). É a Comissão de CTI o espaço privilegiado de construção de consensos em torno de políticas públicas e legislações para o setor no estado.

Na próxima semana começam os debates sobre as composições das novas Comissões da ALERJ. É nesse contexto que a comunidade científica do estado vem a público defender a indicação da deputada estadual Dani Balbi para a presidência da Comissão de CTI.

Negra, transexual, filha de mãe solo, cria do Engenho da Rainha, Dani Balbi foi eleita deputada estadual em outubro de 2022 com uma votação de 65.815 votos. E grande parte dessa votação veio da comunidade científica do estado. Afinal, Dani Balbi teve sua trajetória toda relacionada com a vida acadêmica: fez graduação, mestrado e doutorado na UFRJ, onde foi professora da Escola de Comunicação.

Dani Balbi possui um discurso amplo e agregador, economicamente inclusivo, politicamente democratico, socialmente justo e ambientalmente responsável. Em sua agenda como deputada estadual consta a valorização da FAPERJ e das universidades estaduais, bem como o fortalecimento de capacidades tecnológicas para o setor privado.

Em tempos de negacionismo científico, a indicação de Dani Balbi para a presidência da Comissão de CTI representa aquilo que a comunidade científica mais deseja no momento: respeito, valorização e investimento.

Assinam o manifesto:

Luciana Santos (Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação)

Denise Pires (Ex-reitora da UFRJ e atual Secretária de Ensino Superior do MEC)

Roberto de Souza Rodrigues (Reitor da UFRRJ)

Ricardo Luiz Louro Berbara (Ex-reitor da UFRRJ)

Vinicius Soares (Presidente da Associação Nacional de Pos-Graduandos ANPG)

Adriana Marques (IRID UFRJ)

Adriana Vidal (PUC-Rio)

Affonso Henriques Nunes (Professor da Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Alessandra Maia (Departamento Ciências Sociais PUC-Rio)

Alexandre Rodrigues  (FAETERJ de Três Rios)

Alice Daflon Gomes Fraiz (Analista judiciária aposentada do TRF2, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD/RJ)

Amilcar Torrão Filho (Departamento de História da PUC-SP)

Ana Carolina Lima (Advogada, integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD/RJ)

Ana Jacó (diretora do Instituto de Psicologia da UERJ)

Ana Santiago (diretora da Faculdade de Formação de Professores da UERJ)

Ana Paula Perrota Franco (Professora de Antropologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

Ana Petta (Atriz, indicada ao Oscar)

André Halc Castro (Universdade Estácio de Sá)

André Luís Toríbio Dantas (Coordenador Geral de Pesquisa NUCLEAS / UERJ e Professor I de Geografia da Rede FAETEC)

Andréa Casa Nova Maia (Professora da UFRJ)

Angela Maria de Castro Gomes (Professora da Universidade Federal Fluminense UFF)

Angélica Baptista Silva  (Pesquisadora Fiocruz)

Antonio Maués (Professor Titular da UFPA)

Armando Guimarães Nembri (Pesquisador da Área de Direitos Humanos e Saúde, da ENSP/FIOCRUZ)

Beatriz Rezende (UFRJ)

Benito Bisso Schmidt (Professor UFRGS)

Bruno Deusdará (Diretor do Centro de Educação e Humanidades da UERJ)

Carina Martins Costa (Professora da UERJ)

Carine Prevedello (Escola de Comunicação Social da UFRJ e coordenadora do TJ UFRJ)

Carlos Eduardo Grelle (Departamento de Ecologia UFRJ)

Carlos Eduardo Martins (IRID UFRJ)

Carlos Alberto de Oliveira (vice-diretor do Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias, da UERJ)

Carlos Pires (Faculdade de Letras da UFRJ)

Carol Proner (FND UFRJ)

Cassiano Luiz do Carmo Santos (IFRJ)

Cíntia Sanmartin Fernandes (Professora da Faculdade de Comunicação Social da Uerj)

Ciro Di Benatti Galvão (Doutorando do PPGD da USP)

Clara Araújo (Instituto Ciências Sociais UERJ)

Clarindo Aldo Lopes (Instituto de Agronomia da UFRRJ)

Claudia Barbosa (Professora de direito, PUCPR)

Cláudio Gimenez (Prof. I da Rede FAETEC e Diretor do ICTIM)

Dalton José Alves (UNIRIO FMERJ/PHC)

Daniele Corpas (Faculdade de Letras da UFRJ)

Danielle Costa (IRID UFRJ)

Décio Rocha (Departamento de Ciências da Linguagem da UERJ)

Denise Rangel (Advogada, membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD/RJ)

Derli Silveira (Coordenador do ensino médio do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro ISERJ/FAETEC)

Diogo Dario (IRID UFRJ)

Edna Raquel Hogemann (Decana CCJP Unirio)

Eduardo Guerreiro Losso (Faculdade de Letras da UFRJ)

Elias Jabbour (Departamento de Economia UERJ)

Eloiza Oliveira (Diretora do Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias, da UERJ)

Emerson Maione (IRID UFRJ)

Estela Scheinvar (diretora do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana)

Fabiana Castelo Valadares (IFRJ)

Fabio Scarano (Departamento de Ecologia UFRJ)

Fábio Henrique Lopes (Professor da UFRRJ)

Fábio Mário Iorio (Chefe do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Felícia Silva Picanço (Departamento de Sociologia da UFRJ)

Fernando Lima Neto (Departamento Ciências Sociais PUC-Rio)

Fernando Peregrino  (Coppetec)

Filipe Mostaro (Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Flavia de Almeida Vieira (Professora de química do IFRJ)

Flávia Oliveira (Advogada e mestranda do NEPP-DH UFRJ)

Gilberto Oliveira (IRID UFRJ)

Giovane Ramos (Diretora geral do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro ISERJ/FAETEC).

Gustavo Lopes (Vice-diretor geral do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro ISERJ/FAETEC)

Gisele Araújo (UNIRIO)

Gisele Cittadino (PUC-Rio)

Gisele Ricobon (FND UFRJ)

Heloisa Gesteira (Historiadora, pesquisadora do Mast)

Henrique Antoun (Escola de Comunicação da UFRJ)

Ivana Bentes (Escola de Comunicação da UFRJ)

Jânia Saldanha (Professora Titular UNISINOS-UFSM)

Juliana Neuenschwander (Faculdade Nacional de Direito da UFRJ)

Janaína Cardoso (Diretora do Instituto de Letras da UERJ)

Jaqueline Gomes de Jesus (Professora de psicologia do IFRJ e da ENSP/FIOCRUZ e presidenta da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura – ABETH)

Joana Maria Pedro (UFSC)

Jorge Bermudez (Médico, doutor em saúde pública, pesquisador da ENSP/Fiocruz)

José Carlos Moreira da Silva Filho (Professor de Direito no RS)

Josué Medeiros (Departamento de Ciência Política UFRJ)

Jorge José de Carvalho (Diretor do Centro Biomédico da UERJ)

Juliany Rodrigues (Diretora da UFRJ  Caxias)

Laila Maria Domith Vicente (Coordenadora da Escola de Ciências Jurídicas UNIRIO)

Larissa Ramina (Professora da Faculdade de Direito da UFPR)

Leandro Pimentel (professor da Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Leonardo DeMarchi (Escola de Comunicação da UFRJ)

Larissa Rosevics (IRID UFRJ)

Leonardo Valente (IRID UFRJ)

Leonardo Bora (Faculdade de Letras da UFRJ)

Leila Arruda Cavallieri (Professora da UGF e da UVA)

Lia Maria Teixeira de Oliveira (Instituto de Educação da UFRRJ)

Lígia Bahia (professora da UFRJ e da Fiocruz e secretária regional da SBPC)

Lorelai Kury (Fiocruz)

Luana Maria Siqueira Machado (IFRJ)

Luena Pereira (Departamento de Ciências Sociais UFRRJ)

Luiz Eduardo Soares (Antropólogo e cientista político UERJ)

Luiz Martins de Melo (Professor do IE/UFRJ)

Luiz Eduardo Motta (Departamento Ciência Política UFRJ)

Luiza Cruz (Chefe do departamento de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Marcelo Burgos (Diretor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio)

Manuel E. Gándara Carballido (Professor visitantes do PPGD da UFRJ)

Marcelo Mariano Nogueira, (Pesquisador da ERJ (PPFH) e UFRJ (LDCT-NEPP-DH), membro da coordenação executiva nacional da ABJD)

Marcelo Fernandes (Departamento Economia UFRRJ)

Marcelo dos Santos Marcelino (Servidor técnico-administrativo da UERJ e mestrando em Comunicação e Cultura da UFRJ)

Marcelo Kischinhevsky (diretor da Rádio UFRJ)

Marcus Giraldes (Fiocruz)

Marcos Besserman Vianna (Médico da FIOCRUZ)

Marcos Dantas (Escola de Comunicação da UFRJ)

Margarida Pressburger  (Advogada ativista de Direitos Humanos, Membro da ABJD, do IAB, da Academia Carioca de Direito)

Maria Cordeiro (Departamento de Ciências Sociais UFRRJ)

Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna (Professora aposentada do Instituto de Economia da UFRJ)

Maria Alice (Escola de Comunicação da UFRJ)

Maria Helena Barros de Oliveira (Pesquisadora Dihs/Ensp/Fiocruz)

Maria Celeste Simões Marques (Professora Associada NEPP-DH/UFRJ)

Maria Luíza de Almeida Campos (Professora Aposentada da Graduação em Biblioteconomia e Documentação da UFF)

Mariana Patrício (Departamento Letras UFRJ)

Mariana Vale (Departamento Ecologia UFRJ)

Mariza de Paula Assis (Vice-diretora da Faculdade de Formação de Professores da UERJ)

Martha Alkmin Vieira (Faculdade de Letras da UFRJ)

Mary Garcia Castro (Pesquisadora Visitante UERJ)

Mayra Goulart (Departamento Ciência Política UFRJ)

Merilin Baldan (Professora / UFRJ)

Moema Vergara (Museu de Astronomia e Ciências afins)

Monica Martins (Fiocruz)

Mônica Teixeira (Diretora da FAETERJ de Três Rios)

Nádia Pimenta Lima (Diretora do Centro de Tecnologia e Ciências da UERJ)

Naide Marinho (Advogada, membro da Associaçao Brasileira de Juristas pela Democracia)

Natália Rocha Oliveira (IFRJ)

Pâmella Passos (IFRJ)

Patrícia Miranda (diretora da Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Patrícia Romana (Advogada, integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD/RJ)

Paulo Bretas Vilarinho Junior (Doutor em Educação, professor de Psicologia e Secretário Acadêmico da FAETERJ de Duque de Caxias)

Paulo Gracino (Universidade Cândido Mendes)

Paulo Vaz (Escola de Comunicação da UFRJ)

Pedro Aguiar (IACS UFF)

Prudente José Silveira Mello (Professor de Direito da Faculdade CESUSC – SC)

Rafael Casé (Faculdade de Comunicação Social da UERJ)

Rafael Zincone (Escola de Comunicação da UFRJ)

Renata Reynaldo (IRID UFRJ)

Rita de Cassia Oliveira Gomes (Doutora em Serviço Social – Assessora de Inclusão e Acessibilidade da UFRJ)

Rita de Cássia Vasconcelos da Costa (Enfermeira da Fiocruz e diretora voluntária do Movimento de Mulheres em São Gonçalo)

Rodolfo Carli de Almeida (IFRJ)

Rosimeri da Silva Pereira (UNIRIO FMERJ/PHC)

Rosinete Cruz da Silva (Advogada, co-coordenadora da ABJD-RJ, CDH-OAB/RJ, RENAP, mestrado em Direito pelo Ppgd-UERJ)

Saada Chequer Fernandez (Fiocruz)

Sandra Becker (IRID UFRJ)

Shiddartha Legale (Faculdade Nacional de Direito da UFRJ e PPGDC – UFF)

Tatiane Leal Cruz (Escola de Comunicação Social da UFRJ)

Theófilo Rodrigues (Pós-Doc Ciências Sociais UERJ)

Tiago Nery (Doutor IESP UERJ)

Valeria Maia Barcellos (Advogada e membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD/RJ)

Vania Reis Girianelli (Epidemiologista do DIHS/ENSP/Fiocruz)

Vinícius Neves Bonfim (Advogado trabalhista e sindical, membro da Comissão de Direito do Trabalho e de Direito Coletivo e Sindical do IAB)

Vitor Nelson Teixeira Borges Junior (Labvert – UFRJ)

Washington Dener (Diretor da Faculdade de Educação da UERJ)

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https://www.ocafezinho.com/2023/01/31/comunidade-cientifica-assina-manifesto-por-dani-balbi-em-comissao-da-alerj/feed/ 2
Chico Buarque e mais de 150 artistas e intelectuais assinam por Dani Balbi na ALERJ https://www.ocafezinho.com/2022/07/08/chico-buarque-e-mais-de-150-artistas-e-intelectuais-assinam-manifesto-por-dani-balbi-na-alerj/ https://www.ocafezinho.com/2022/07/08/chico-buarque-e-mais-de-150-artistas-e-intelectuais-assinam-manifesto-por-dani-balbi-na-alerj/#comments Fri, 08 Jul 2022 13:29:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=142298 3 Comentários 🔥]]> Chico Buarque, Camila Pitanga, Djamila Ribeiro, Gregório Duvivier, Leci Brandão e Teresa Cristina estão entre os mais de 150 artistas, intelectuais e lideranças da sociedade civil que lançaram nesta semana um Manifesto de apoio para a pré-candidatura de Dani Balbi para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

Doutora e mestre em Literatura pela UFRJ, Dani Balbi foi a primeira professora trans da universidade. Neste ano, Dani Balbi é pré-candidata a deputada estadual pelo PCdoB.

O documento diz que “Dani Balbi é a melhor feição daquilo que a consciência das múltiplas opressões gerou no Rio de Janeiro. Porta voz de um discurso amplo e agregador, economicamente inclusivo, politicamente democrático, socialmente justo e ambientalmente responsável, Dani Balbi é o símbolo de uma sociedade civil pulsante que clama por espaço na esfera pública”.

O Manifesto pede ainda apoio para Lula (PT) e para o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSB).

Veja abaixo o Manifesto na íntegra.

Caso queira assinar o Manifesto, clique aqui.

Manifesto por um futuro mais justo e democrático com a pré-candidatura de Dani Balbi para a ALERJ

No dia 02 de outubro de 2022 nós teremos que tomar uma decisão que talvez seja uma das mais importantes de nossas vidas. A escolha que estará em nossas mãos é mais ou menos a seguinte: permitiremos que a milícia que tomou de assalto o Rio de Janeiro e o Brasil permaneça por mais quatro anos no poder ou, por meio do nosso esforço, faremos tudo o que for possível para não apenas protegermos nossa democracia como irmos além na conquista de novos direitos? Nós, que assinamos esse Manifesto, definitivamente estamos entre os que optarão pela segunda decisão.

Jair Bolsonaro no governo federal e Claudio Castro no governo do Rio de Janeiro praticam a política de morte dos negros e pauperizados, aquilo que o filófoso africano Achille Mbembe definiu como a necropolítica. Com uma agenda economicamente neoliberal, politicamente autoritária, socialmente conservadora e ambientalmente irresponsável, esses governos atacaram cruelmente, nos últimos quatro anos, os avanços democráticos e sociais que conquistamos com muito suor nas últimas três décadas. Que país é esse em que, em nome dos lucros de poucos, empresas que sempre foram orgulho do povo brasileiro são vendidas, serviços públicos são sucateados, florestas são queimadas e religiões e etnias populares são perseguidas? Certamente não é o nosso Brasil e nem o nosso Rio de Janeiro. Mas esse pesadelo há de terminar.

“Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar”, recitava Thiago de Mello em uma de suas mais belas poesias. O poeta tem razão. Sabemos que a noite é sempre mais escura pouco antes do amanhecer. Mas a luz já começa a apresentar seus sinais. Nós, aqui subscritos, dedicaremos nossos dias para as pré-candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República e Marcelo Freixo para governador do Rio de Janeiro. Pois a luz da democracia e da redução das desigualdades passa pela futura eleição desses dois nomes.

Aprendemos, contudo, com João Cabral de Melo Neto, que um galo sozinho não tece uma manhã. A manhã precisa que um galo cante para outro, que cante para outro, que cante para outro…e assim, coletivamente, uma teia tênue se forma e se fortalece. Com a política não é diferente. Para construirmos o amanhã que sonhamos, precisamos de muitas vozes na política, nas Câmaras Municipais, nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional.

Aqui no Rio de Janeiro, daremos nossa contribuição para a tecitura dessa rede democrática por meio da pré-candidatura da professora Dani Balbi para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Negra, transexual, filha de mãe solo é cria do Engenho da Rainha, no grande Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, Dani sabe desde sempre o que significa o cruzamento de opressões contra os corpos das minorias invisibilizadas de nosso estado. Militante dos direitos humanos desde a sua adolescência no movimento secundarista, Dani foi a primeira professora transexual da UFRJ na história. Com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela mesma UFRJ, Dani conhece o debate da educação e da ciência como ninguém. Roteirista e dramaturga, sabe que a cultura não aceita censura e nem mesmo dirigismos burocráticos impostos por quem quer que seja.

Dani Balbi é a melhor feição daquilo que a consciência das múltiplas opressões gerou no Rio de Janeiro. Porta voz de um discurso amplo e agregador, economicamente inclusivo, politicamente democrático, socialmente justo e ambientalmente responsável, Dani Balbi é o símbolo de uma sociedade civil pulsante que clama por espaço na esfera pública. É a representação que queremos ter na ALERJ em 2023 e essa é uma decisão da qual não abrimos mão. Pois estamos convictos de que, juntos, esse sonho de termos nosso Brasil e nosso Rio de volta será possível.

Assinam :

Alessandra Maia (Professora de Ciência Política da PUC-Rio)

Alexandre Rodrigues (Sociólogo FAETEC)

Alice Morena (Atriz, literata e performer)

André Lemos (Sindicato dos Sociólogos)

Andrey Lemos (Historiador, sanitarista, presidente nacional da UNALGBT)

Angelo Remedio (Advogado, Doutorando IESP UERJ)

Antônio Carlos Secchin  (Imortal da Academia Brasileira de Letras)

Barbara Proner (Vice-presidenta da UBM Rio de Janeiro)

Bianca Barbosa (Chef de cozinha)

Bianca Rihan (Professora do PPGMS UNIRIO)

Bruna Brelaz (Presidenta da UNE)

Camila Pitanga (Atriz)

Carlos Cordeiro (Analista do Instituto Internacional de Sustentabilidade, professor no mestrado profissional da PUC-Rio)

Carlos Eduardo Martins (Cientista Político IRID UFRJ)

Carlos Henrique de Carvalho (Advogado Trabalhista e Sindical)

Carol Proner (Jurista UFRJ)

Catharina Wrede (Jornalista e roteirista)

Chalini Torquato (Professora da ECO UFRJ)

Charlotth Back (Professora FND UFRJ)

Chico Buarque (Cantor e Compositor)

Clara Araújo (Socióloga UERJ)

Clara Sanchez (Economista e Mestre em Segurança Internacional e Defesa na Escola Superior de Guerra – ESG)

Cláudia Noronha (Jornalista)

Cristiano Henrique Ribeiro dos Santos (Professor da ECO UFRJ)

Dagmar de Melo e Silva (Professora do PGCTin da UFF)

Dalton Alves (Prof. Dr. da Pedagogia – UNIRIO)

Daniel Henrique da Mota (Professor UFF, Doutorando IESP UERJ)

Daniele Corpas (Professora de Ciência da Literatura da UFRJ)

Diogo dos Santos Silva (Professor de Filosofia da Educação da UERJ)

Djamila Ribeiro (Escritora)

Doralyce Gonzaga (Cantora)

Eleonora Ziller (Professora de Ciência da Literatura da UFRJ)

Elias Jabbour (Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ)

Fernanda Carrera (Professora ECO UFRJ)

Flávia Calé (Presidenta da ANPG)

Flavia Ferreira dos Santos (Faculdade de Letras – UFRJ)

Flávio Alves Martins (Faculdade Nacional de Direito da UFRJ)

Francisco Proner (Fotógrafo)

Frederico Auad Filho (Cientista Social e graduando em Direito UFRJ)

Geisa Rodrigues (Professora IACS UFF)

Gisele Ricobom (Professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ)

Giulia Gouveia (Internacionalista, Mestranda PPGCS/UFRRJ)

Gregório Duviver (Ator)

Hélio de Mattos Alves (Faculdade de Farmácia UFRJ)

Hugo Silva (Vice-presidente UBES no RJ)

Igor Alves Pinto (Advogado, Secretário-Geral da APG UFRJ)

Inês Newlands (Advogada)

Ivana Bentes (Pró Reitora de Extensão da UFRJ e professora da ECO UFRJ)

Jade Beatriz (Presidenta da União Brasileira de Estudantes Secundaristas UBES)

Jandira Feghali (Deputada Federal PCdoB RJ)

Jaqueline Gomes de Jesus (Professora de Psicologia do IFRJ)

João Pedro Teixeira Werneck (Jornalista)

José Roberto Meyer (Instituto de Bioquímica Médica UFRJ)

Josué Medeiros (Professor do Departamento de Ciência Política da UFRJ)

Juliana Gomes (Presidenta da Federação dos Estudantes Saojoanenses)

Júlio Canello (Advogado e Cientista Político)

Kátia Barbosa (Chef de Cozinha)

Larissa Verdier (Jornalista, mestranda PPCIS-UERJ)

Laura Rodrigues (Administradora)

Leci Brandão (Cantora)

Lívia Miranda (Professora, Mestra em Educação e Dirigente no Sepe)

Luana Rodrigues (Musicista, poeta e professora)

Luciana Mitkiewcz (Cantora e atriz)

Luciana Pedroso (Cantora e atriz)

Luís C. Muniz (Pesquisador, FIOCRUZ)

Luisa Barbosa Pereira (Cientista Social, professora, pós-doutoranda na UNL-Portugal)

Luiz Eduardo Motta (Cientista Político, IFCS-UFRJ)

Luiza Soares (Mestranda Ciência Política IESP UERJ)

Luna Sassara (Cientista Política)

Manoel Rangel (Produtor e ex-presidente da Ancine)

Manuela d’Avila (Vice-presidente do PCdoB)

Manuela Zappa (Chefe de Cozinha)

Marcelo Fernandes (Professor Economia UFRRJ)

Márcia Rosa (Cirurgiã plástica, Academia de Medicina do Rio de Janeiro)

Márcio Ayer (Presidente Sindicato dos Comerciários)

Maria Lúcia Teixeira Werneck Vianna (Professora Aposentada da UFRJ)

Maria Rita Nepomuceno (Diretora, roteirista e produtora de cinema)

Mariana Patrício Fernandes (Professora Ciência da Literatura – UFRJ)

Marta Skinner (Economista e professora UERJ)

Mary Garcia Castro (Pesquisadora visitante sênior UERJ; professora aposentada UFBA)

Matheus Modesto (Vice-presidente da UEE-RJ)

Mauro Cordeiro (Antropólogo, Professor Substituto UFPI, Doutorando UFRJ)

Máximo Masson (Faculdade de Educação UFRJ)

Mayra Goulart (Professora do Departamento de Ciência Política da UFRJ)

Miguel do Rosário (Jornalista O Cafezinho)

Natália Martins (Médica Psiquiatra)

Nina Ferreira Marques (Produtora Audiovisual)

Pablo Capilé (Mídia Ninja)

Patricia Bandeira (Professora do CAP UFRJ)

Patrícia Iorio (Professora Comunicação UERJ)

Patrícia de Araújo Costa (doutoranda em filosofia pela UERJ)

Paulo Cezar Maia (Professor NIDES CT UFRJ)

Paulo Gracino (Sociólogo IUPERJ)

Paulo Roberto Peres (Escola de Educação física da UFRJ)

Paulo Sergio Farias (Presidente da CTB RJ)

Pedro Aguiar (Professor de jornalismo da UFF)

Pedro Fernandes (Doutorando IESP-UERJ)

Pedro Sol (Diretor, roteirista e produtor de cinema)

Priscila Matsunaga (Professora de Ciência da Literatura UFRJ)

Priscila Messias (Professora e presidenta da UBM Resende)

Priscila Pio (Cantora e atriz)

Rafaela Elisiario (Professora, Mestranda PPGMS / Unirio)

Raísa Vieira (Pesquisadora Instituto Internacional para Sustentabilidade – IIS)

Regina Zappa (Jornalista do 247)

Rejane Almeida (Deputada Estadual PCdoB-RJ)

Roberto Nunes Jr. (Professor de filosofia – ETESC/FAETEC)

Rodrigo Ribeiro (Sociólogo, Doutorando PPGS UFF)

Sabrina Lopes (Professora de Linguística da UFRRJ)

Silvia Buarque (Atriz)

Suzy Santos (ECO UFRJ)

Taísa Sanches (Professora colaboradora IPPUR-UFRJ e pesquisadora do Observatório das Metrópoles – RJ)

Tatiana Roque (Diretora do Forum de Ciência e Cultura da UFRJ)

Tayná Paolino (Doutorando PPGCS UFRRJ)

Teresa Cristina (Cantora)

Theófilo Rodrigues (Cientista Político, Pós-Doutorado PPCIS UERJ)

Thiago Esteves (Sociólogo, CEFET-RJ)

Tiago Nery (Cientista politico)

Ulisses Ferreira (Professor UFF)

Vânia Bretas (Professora e presidenta da UBM-RJ)

Vinicius Esperança (Antropológo, psicanalista, Pós-doutorado UFRRJ)

Vinicius Lima Loreto (Antropólogo, Mestre UFRJ, dirigente do SEPE)

Wilson Ramos Filho (Advogado e membro do Instituto DECLATRA)

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PCdoB apoia Ceciliano no Rio, mas exige troca de Zveiter por Ricalde na suplência https://www.ocafezinho.com/2022/06/26/pcdob-apoia-ceciliano-no-rio-mas-exige-troca-de-zveiter-por-ricalde-na-suplencia/ https://www.ocafezinho.com/2022/06/26/pcdob-apoia-ceciliano-no-rio-mas-exige-troca-de-zveiter-por-ricalde-na-suplencia/#respond Sun, 26 Jun 2022 19:36:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=141935 O PCdoB aprovou na noite da última sexta-feira o nome de André Ceciliano do PT como candidato ao Senado no Rio de Janeiro. A decisão foi necessária, pois os outros dois partidos que participam da Federação Partidária, PV e PT, já haviam declarado o apoio para Ceciliano. Como se sabe, a nova legislação eleitoral exige que a Federação Partidária tenha apenas um candidato ao Senado.

Contudo, o PCdoB não aceita que o suplente de Ceciliano seja o indicado por Eduardo Paes (PSD), Sergio Zveiter (PV). A resolução aprovada pelos comunistas indica Isaac Ricalde, de São Gonçalo, como nome para ocupar a suplência.

Os partidos têm até o fim de julho para entrar em acordo em torno dessa composição.

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PCdoB oficializa apoio para a candidatura de Freixo no Rio https://www.ocafezinho.com/2022/05/06/pcdob-oficializa-apoio-para-a-candidatura-de-freixo-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2022/05/06/pcdob-oficializa-apoio-para-a-candidatura-de-freixo-no-rio/#respond Fri, 06 May 2022 12:12:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=140063 Mais um partido declarou apoio para a candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do estado do Rio de Janeiro. Na noite desta quinta-feira, o Comitê Estadual do PCdoB anunciou que indicará para a Federação Ecossocialista formada com PV e PT o nome de Freixo. Além do PCdoB, outros 5 partidos deverão participar da coligação de Freixo: PV, PSB, PT, PSOL e REDE.


Em relação ao Senado, o PCdoB preferiu não declarar apoio para nenhum candidato por enquanto. O dirigente estadual do partido, Theófilo Rodrigues, diz que o partido empreenderá esforços nos próximos dias para que haja uma candidatura única da esquerda para o Senado.


“Hoje há três pré-candidaturas de esquerda colocadas para o Senado: Alessandro Molon do PSB, André Ceciliano do PT e Luciana Boiteux do PSOL. Os três são excelentes candidatos. Mas o ideal, para nosso campo ser vitorioso, é que haja apenas um candidato. Vamos dialogar bastante com os demais partidos nos próximos dias para tentar construir essa unidade. A prioridade é não deixar um bolsonarista ser eleito”, explicou Theófilo Rodrigues.


O ato público de anúncio da aliança será feito às 11 horas desta sexta-feira em uma coletiva de imprensa que contará com a presença de Freixo ao lado da deputada federal Jandira Feghali, da deputada estadual Enfermeira Rejane, do vereador Leo Giordano e da professora Dani Balbi.

Foto: Marcelo Freixo e Dani Balbi (Foto: Francisco Proner)

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Candidata de Lula, Luciana Santos (PCdoB) aparece em 1. lugar em pesquisa para o Senado em Pernambuco https://www.ocafezinho.com/2022/05/05/candidata-de-lula-luciana-santos-pcdob-aparece-em-1o-lugar-em-pesquisa-para-o-senado-em-pernambuco/ https://www.ocafezinho.com/2022/05/05/candidata-de-lula-luciana-santos-pcdob-aparece-em-1o-lugar-em-pesquisa-para-o-senado-em-pernambuco/#respond Thu, 05 May 2022 12:36:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=140014 Se as pesquisas de opinião estiverem corretas, a presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, será a nova senadora de Pernambuco a partir do ano que vem.


Pesquisa do Instituto Opinião mostra Luciana com 11,5%, seguida pelo deputado federal André de Paula (PSD), com 10,9%. Depois aparecem Teresa Leitão (PT), com 8,9%, Gilson Machado (PL), com 5,8% e Eduardo da Fonte (PP), com 4,2%. Brancos e nulos somam 19,4% e indecisos representam 39,3%.


Como os bastidores da política pernambucana indicam que o PT retirará sua candidatura própria para apoiar Luciana, a candidata comunista poderá disparar nas próximas pesquisas.


Soma-se a isso o compromisso político do ex-presidente Lula de apoiar Luciana. Afinal, o PCdoB pretende apoiar as reivindicações do PT em 25 unidades da federação e pede em troca o apoio do partido de Lula em apenas dois estados: no Rio Grande do Sul com a candidatura de Manuela d´ Ávila para o Senado e em Pernambuco com Luciana. No Rio Grande do Sul, Manuela também lidera as pesquisas para o Senado.

O PCdoB faz parte da Federação Ecossocialista ao lado de PT e PV, o que exige que os três partidos articulem conjuntamente essas candidaturas.

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Janela Partidária 2022: Quem ganhou, quem perdeu? #webstory #webstories https://www.ocafezinho.com/2022/04/10/janela-partidaria-2022-quem-ganhou-quem-perdeu-webstory-webtories/ https://www.ocafezinho.com/2022/04/10/janela-partidaria-2022-quem-ganhou-quem-perdeu-webstory-webtories/#respond Sun, 10 Apr 2022 20:08:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=138956 Qual foi o saldo da janela partidária de 2022? Veja nesse web story, com análise de Miguel do Rosário.
https://www.ocafezinho.com/web-stories/janela-partidaria-2022-quem-ganhou-quem-perdeu/

VEJA MAIS WEBSTORIES O CAFEZINHO: https://www.ocafezinho.com/web-stories/

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PCdoB traz a sustentabilidade para o centro do debate político https://www.ocafezinho.com/2022/03/25/pcdob-traz-a-sustentabilidade-para-o-centro-do-debate-politico/ https://www.ocafezinho.com/2022/03/25/pcdob-traz-a-sustentabilidade-para-o-centro-do-debate-politico/#respond Fri, 25 Mar 2022 13:26:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=138377 O movimento comunista no Brasil comemora hoje, 25 de março, o seu centenário. Fundado em 25 de março de 1922 na cidade de Niterói-RJ, o Partido Comunista do Brasil realiza hoje a amanhã (26/03) uma grande comemoração com o Festival Vermelho – Florescer a Esperança. Serão diversos palcos, tendas e auditórios com shows e debates ao longo do Caminho Niemeyer em Niterói.

Como novidade, o Festival Vermelho inseriu no meio da programação um grande debate sobre “A sustentabilidade na agenda do PCdoB no século XXI”. Participarão dele os professores Eron Bezerra (UFAM), Theófilo Rodrigues (UERJ), Raísa Vieira (IIS) e Inamara Mélo, da Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco.

De acordo com Theófilo Rodrigues, Secretário Estadual de Sustentabilidade do PCdoB-RJ, a iniciativa é uma forma de mostrar para a sociedade como o programa do partido considera central a luta contra o aquecimento global e em favor da proteção da biodiversidade.

“Para nós, a sustentabilidade é a articulação de três dimensões: a social, a econômica e a ambiental”. O desenvolvimento que queremos para o Brasil precisa necessariamente conjugar essas três dimensões”, explica Theófilo.

Logo após o debate ocorrerá o ato político com a presença do presidente Lula no evento.

A sustentabilidade na agenda do PCdoB no século XXI

Local: Auditório do caminho Niemeyer, atrás do palco principal.

Data: Sábado, 26/03, das 13 às 15 hs

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“É o racismo estrutural”, dizem lideranças do movimento negro sobre assassinato de jovem em Niterói https://www.ocafezinho.com/2022/02/14/e-o-racismo-estrutural-dizem-liderancas-do-movimento-negro-sobre-assassinato-de-jovem-em-niteroi/ https://www.ocafezinho.com/2022/02/14/e-o-racismo-estrutural-dizem-liderancas-do-movimento-negro-sobre-assassinato-de-jovem-em-niteroi/#comments Mon, 14 Feb 2022 22:49:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=136796 4 Comentários 🔥]]>

Um policial militar de folga assassinou o jovem vendedor de balas, Hiago Bastos, na manhã desta segunda-feira na Estação das Barcas em Niterói.

De acordo com lideranças do movimento negro do Rio de Janeiro, esse evento foi apenas mais uma amostra do que significa o racismo estrutural no estado.

“Só no último mês tivemos Moise, Durval e Hiago, entre tantos outros. Quem será o próximo?”, perguntou a professora Dani Balbi, liderança do movimento negro no estado. “O racismo estrutural funciona assim: a partir da normalização do extermínio dos corpos negros”, explica a professora.

Dani Balbi criticou ainda o modelo de segurança pública. “Passou da hora de superar a lógica militarizada da polícia. Não só com a unificação, mas com uma profunda transformação nos seus métodos”, ressaltou Dani Balbi.

A vereadora de Niterói, Walkiria Nictheroy (PCdoB), que está acompanhando de perto o ocorrido, também denunciou o racismo estrutural em suas redes.

“É mais um caso revoltante, nós ainda estamos pedindo justiça por Durval e hoje a gente vê um ambulante, uma pessoa que está lutando para trabalhar no meio dessa crise, ser morta por um policial à paisana”, diz a vereadora.

Walkiria chamou atenção ainda para a responsabilidade das autoridades da segurança pública.

“É o caso de se pensar até que ponto chega a autorização, a mentalidade letal e truculenta das nossas forças de segurança, mas principalmente, da possibilidade de matar uma pessoa em vulnerabilidade social”, concluiu Walkiria.

Foto: @Rebeca.belchior

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Uma deputada trans: Dani Balbi anuncia pré-candidatura no Rio https://www.ocafezinho.com/2022/01/28/uma-deputada-trans-dani-balbi-anuncia-pre-candidatura-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2022/01/28/uma-deputada-trans-dani-balbi-anuncia-pre-candidatura-no-rio/#respond Fri, 28 Jan 2022 03:01:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=136092

Em 2023, o Rio de Janeiro poderá ter sua primeira deputada estadual transexual. A professora Dani Balbi acaba de anunciar em primeira mão ao Cafezinho que colocou seu nome à disposição do PCdoB para ser pré-candidata a deputada estadual neste ano.

Doutora em Ciência da Literatura pela UFRJ, Dani Balbi pretende ser candidata pelo PCdoB com o apoio de movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Alguns analistas acreditam, inclusive, que ela pode ser a parlamentar mais votada da ALERJ em 2022.

Nesta entrevista, a comunista conta um pouco de sua trajetória e do programa político que apresentará na eleição. Fala também sobre a polêmica levantada pelo recente texto de Antonio Risério.

Cafezinho: Dani, conte aqui para quem não te conhece ainda: quem é a Dani Balbi?

Dani Balbi: Bom, eu tenho 32 anos, sou professora, com mestrado e doutorado em Ciência da Literatura pela UFRJ. Fui por dois anos professora da Escola de Comunicação da UFRJ. Sou filiada ao PCdoB desde os 16 anos de idade, então posso dizer que sou comunista desde criancinha. Tenho orgulho, inclusive, de nunca ter trocado de partido. Fui candidata a deputada estadual em 2018 quando tive mais de 10 mil votos. Desde então minha intervenção no movimento social e na sociedade civil cresceu bastante. Por isso muitos ativistas sociais pediram e eu concordei em ser candidata novamente.

Cafezinho: E como você enxerga o papel do seu partido no Rio?

Dani Balbi: Olha, eu tenho muito orgulho do meu partido. O PCdoB é um partido diferente, né? Para começar, nós temos uma presidenta nacional que é uma mulher, negra e nordestina, a Luciana Santos. No Rio de Janeiro todas as nossas deputadas são mulheres. Temos a Jandira Feghali, que é um exemplo de combatividade no Congresso Nacional e uma referência para o campo da cultura. E temos a Rejane que desempenhou excelentes mandatos na ALERJ, muito reconhecida na área da saúde. Então eu vejo o PCdoB como o lugar das mulheres, dos negros, da juventude e dos trabalhadores, enfim de todos aqueles que sofrem opressões cotidianas. Por isso é o partido com mais responsabilidade para a transformação no Rio de Janeiro.

Cafezinho: Mas vocês já definiram quem apoiar ao governo?

Dani Balbi: Ainda não. Mas é um processo que está amadurecendo. Nacionalmente o nosso partido caminha para uma federação com PT, PSB e PV. Caso essa federação se consolide, o candidato ao governo sairá de algum desses partidos e hoje o nome apresentado por esses partidos é o do Marcelo Freixo (PSB). Então é muito provável que Freixo seja o nosso candidato, um excelente nome, diga-se de passagem. Não quero antecipar uma decisão que ainda precisará ser aprovada nos fóruns internos do PCdoB, mas eu tenho muita confiança na inteligência coletiva do meu partido de que vamos tomar a melhor decisão para que a esquerda saia unida e que tenha uma candidatura competitiva no Rio de Janeiro.

Cafezinho: E como deputada, o que você pretende fazer?

Dani Balbi: Olha, não é pouca coisa, não. Precisamos urgentemente reconstruir o Rio de Janeiro. E essa reconstrução passa por mais investimentos na educação básica e nas universidades estaduais como a UERJ, a UENF e a UEZO. Como deputada eu cobrarei permanentemente do governo mais recursos para a educação e a ciência. Outro grande problema é a segurança pública e o racismo estrutural. A gente sabe que quem mais sofre com a violência é a população mais pobre, em particular a negra. Existe uma política de extermínio dessa população, que chamamos na sociologia de necropolítica. Precisamos ter uma polícia que não sirva apenas para prender pobres e negros. Então uma grande preocupação do meu mandato será com a preservação dos direitos humanos no estado. Quero também fiscalizar os transportes públicos, sacudir as estruturas da Agetransp. Não é possível que trens e barcas continuem subindo os valores das passagens sem oferecer melhorias na infraestrutura e na qualidade dos serviços. Importante também ressaltar a luta pelo incentivo da inclusão da população trans no mercado de trabalho.

Cafezinho: Uma polêmica recente nas redes sociais girou em torno do texto do Antônio Risério sobre identitarismo. Como você vê essa polêmica?

Dani Balbi: Muito ruim o texto, né? O negacionismo de direita diz que não existe racismo, machismo, sexismo e nem opressão de classes. Também pela direita, o chamado neoliberalismo progressista até reconhece a existência do machismo e do racismo, mas não acredita em opressão de classes. Já na esquerda existe, de forma minoritária, um negacionismo de esquerda que acha que só existe luta de classes. Nós, comunistas, entendemos que a luta de classes em cada país pode assumir uma forma. No caso brasileiro, a luta de classes está estruturada em opressões raciais e de gênero. Minha amiga Manuela d´ Ávila fala muito bem sobre isso. Por isso acreditamos que a luta pelo socialismo deve estar casada com a luta contra o racismo, contra o machismo e contra o sexismo.

Cafezinho: Teremos então uma deputada comunista na ALERJ?

Dani Balbi: Não só uma. Se tudo der certo teremos pelo menos dois comunistas na ALERJ em 2023. Nosso partido tem condições de oferecer outras candidaturas competitivas além da minha. Por exemplo, o secretário municipal de cultura de Niterói e meu amigo, Leonardo Giordano, também poderia ser um excelente candidato para fazer uma grande dobradinha comigo na ALERJ. Nosso partido está muito unificado em torno desse objetivo de aumentar a influência eleitoral no Rio de Janeiro elegendo mais parlamentares.

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PSOL e PCdoB se reúnem para discutir federação de esquerda https://www.ocafezinho.com/2021/12/22/psol-e-pcdob-se-reunem-para-discutir-federacao-de-esquerda/ https://www.ocafezinho.com/2021/12/22/psol-e-pcdob-se-reunem-para-discutir-federacao-de-esquerda/#comments Wed, 22 Dec 2021 22:42:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=134670 1 Comentário 🔥]]> As direções nacionais de PSOL e PCdoB se reuniram na tarde desta quarta-feira (22/12) para discutir a construção de uma federação partidária entre os dois partidos.

De acordo com o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, foi “um diálogo muito franco e produtivo sobre os caminhos da unidade e da luta pelo socialismo no Brasil”.

Medeiros disse ainda em seu Twitter que os dois partidos farão outras reuniões nas próximas semanas para fortalecer os laços entre as duas legendas.

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, confirmou em seu Twitter o encontro. Segundo Luciana, o diálogo foi “pautado pela perspectiva de construir o país que a nossa gente quer, precisa e merece”.

No início de dezembro, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) já havia apresentado para a Folha de S. Paulo essa possibilidade.

“Acho que uma agenda com o PSOL poderia ser uma construção nova, diferente, uma chapa [presidência] com Guilherme Boulos [PSOL] e Manuela d´Avila [PCdoB], para trazer o debate da sustentabilidade com mais força para o campo da esquerda”, defendeu Orlando na Folha naquela ocasião.

Além do PSOL, o PCdoB também tem mantido conversas com PT, PSB e PV.

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Com Freixo, Rodrigo Neves e Felipe Santa Cruz, PCdoB faz ato por Frente Ampla no Rio https://www.ocafezinho.com/2021/09/24/com-freixo-rodrigo-neves-e-felipe-santa-cruz-pcdob-faz-ato-hoje-por-frente-ampla-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2021/09/24/com-freixo-rodrigo-neves-e-felipe-santa-cruz-pcdob-faz-ato-hoje-por-frente-ampla-no-rio/#respond Fri, 24 Sep 2021 15:32:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=130541 Nesta sexta-feira, 24, acontece a abertura da 17a Conferência Municipal do PCdoB no Rio de Janeiro. Esse é o primeiro grande ato político no estado pela formação de uma frente ampla contra o governador bolsonarista Cláudio Castro (PL).


Estarão na mesma mesa, às 18 horas, os deputados federais Marcelo Freixo (PSB), Alessandro Molon (PSB) e Jandira Feghali (PCdoB), o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), o presidente da ALERJ André Ceciliano (PT), a deputada estadual Renata Souza (PSOL) e Felipe Santa Cruz (OAB).

Para 2022, o PCdoB defende uma grande convergência em torno de uma candidatura única de Frente Ampla contra Cláudio Castro. “Derrotar Cláudio Castro e Bolsonaro em 2022 é a prioridade do PCdoB no Rio de Janeiro”, diz o dirigente do partido, Theo Rodrigues.

“Além disso, precisamos de um programa de desenvolvimento sustentável para o estado que recupere empregos, barre as privatizações, fortaleça o sistema público de educação e saúde e garanta políticas públicas de redistribuição de renda”, completa.

Na tarde de ontem, a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, declarou oficialmente apoio para a candidatura de Marcelo Freixo. Além do socialista, já demonstraram ter interesse numa candidatura ao governo do estado o pedetista Rodrigo Neves e o próprio Felipe Santa Cruz.

Assista o evento na íntegra!

https://youtu.be/QJFChohcjdg

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PT, PSOL e PCdoB acusam prefeito do Rio de adotar “políticas de austeridade fiscal e choque de ordem” https://www.ocafezinho.com/2021/05/01/pt-psol-e-pcdob-acusam-prefeito-do-rio-de-adotar-politicas-de-austeridade-fiscal-e-choque-de-ordem/ https://www.ocafezinho.com/2021/05/01/pt-psol-e-pcdob-acusam-prefeito-do-rio-de-adotar-politicas-de-austeridade-fiscal-e-choque-de-ordem/#comments Sat, 01 May 2021 21:41:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=123601 3 Comentários 🔥]]> A unidade da esquerda parece avançar no Rio de Janeiro. Em nota conjunta, PT, PSOL e PCdoB, além de PCB e UP, publicaram neste sábado (01/05) uma nota pública em que acusam o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), de adotar “políticas de austeridade fiscal e choque de ordem”.

O documento sustenta que as medidas implementadas por Paes nos primeiros 100 dias de governo “só contribuem para o agravamento dos problemas vividos na cidade”.

Entre os pontos criticados pelos partidos de esquerda estão a reforma da Previdência e o armamento da Guarda Municipal. A gestão de Paes, diz a nota, “precariza os serviços públicos, retira direitos trabalhistas e agrava a repressão sobre os desempregados e trabalhadores informais”.

PT, PSOL e PCdoB defendem a imediata criação da renda Básica Carioca e o fechamento total da cidade (Lockdown) por 21 dias, além da suspensão da revisão do Plano Diretor e a proibição de despejos na cidade durante a pandemia.

Leia a nota na íntegra:

CARTA EM DEFESA DA VIDA E CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS DOS CARIOCAS

Diante do desastre sem precedentes que o Rio de Janeiro está vivendo, em meio a uma pandemia que já tirou a vida de mais de 20 mil cariocas, os partidos que subscrevem esse documento decidiram unificar suas ações para enfrentar a gravíssima crise municipal.

Esta crise reflete a gestão desastrosa e genocida do governo Bolsonaro, que continua dificultando a aquisição de vacinas e propagando o negacionismo, ao mesmo tempo em que avança com uma agenda econômica de austeridade e de privatizações, além de colocar em risco as liberdades e direitos democráticos. Os resultados disso são: mais de 400 mil mortos, mais de 14 milhões de desempregados e mais de 125 milhões de brasileiros que não sabem se terão comida no prato no dia seguinte. Além da covid-19, o país está diante de uma pandemia de fome e desemprego. Neste cenário, a cidade do Rio ainda vive sob os efeitos do desmonte do serviço público, da retirada de direitos da classe trabalhadora e da completa ausência de uma política de assistência à população durante a pandemia.

Estamos certos de que essa crise só será superada com a defesa de um SUS universal, público, gratuito e de qualidade, com a garantia de vacina para todas e todos, e com a promoção de políticas emergenciais de emprego e renda. Mais do que nunca, medidas que assegurem uma vida com dignidade para todas as pessoas devem ser a prioridade.

Não sairemos da crise jogando o fardo do desastre nas costas dos trabalhadores e trabalhadoras, que já enfrentam a realidade de uma cidade em que cresce a miséria, o desemprego e a violência, onde falta água e saneamento básico, e que vive há anos um desmonte dos serviços básicos de saúde. Neste sentido, as políticas de austeridade fiscal e choque de ordem propostas pelo prefeito Eduardo Paes nos primeiros 100 dias de seu governo só contribuem para o agravamento dos problemas vividos na cidade. Medidas como a Contra-reforma da Previdência e o armamento da Guarda Municipal precarizam os serviços públicos, retiram direitos trabalhistas e agravam a repressão sobre os desempregados e trabalhadores informais. Essa política deve ser derrotada!

É preciso superar os erros que nos trouxeram até aqui: o negacionismo, a política do ódio e a manutenção dos privilégios que aprofundam a desigualdade social. Face ao abismo que assombra o Rio, a solidariedade é a bandeira que nos une no caminho para uma sociedade com vida digna e humanidade plena para todos e todas. Em um momento de crise tão grave, a unidade entre os partidos de esquerda, os movimentos sociais e a sociedade civil organizada é ainda mais necessária, para construirmos um programa e um caminho de superação concreta que faça do Rio de Janeiro uma cidade verdadeiramente justa e igualitária.

Os partidos que assinam este documento se comprometem a:

1. Trabalhar em conjunto para pressionar a prefeitura a regulamentar a lei nº 6.746, de 15 de junho de 2020, que cria a Renda Básica Carioca, com o objetivo de garantir uma política permanente de auxílio emergencial para os trabalhadores da cidade;

2. Defender uma Parada Pela Vida, com o fechamento completo da cidade durante 21 dias para reduzir a proliferação do vírus na cidade;

3. Defender a proibição de despejos na cidade durante a pandemia e lutar por políticas de moradia digna;

4. Defender a suspensão da revisão do Plano Diretor, bem como qualquer alteração nas regras urbanísticas da cidade ou de seus bairros, enquanto não houver segurança sanitária para garantir a devida participação popular com audiências públicas presenciais em todas as regiões da cidade;

5. Barrar a proposta de armar a Guarda Municipal apresentada pela prefeitura e qualquer política que aumente a circulação de armas e a militarização da cidade;

6. Lutar contra as medidas que reduzem salários dos servidores e precarizam os serviços públicos, como a Contrarreforma da Previdência Municipal defendida pela prefeitura;

7. Denunciar a crise hídrica, defender a água como direito universal e lutar por uma CEDAE pública e de qualidade;

8. Ter como política central o apoio às iniciativas de solidariedade dos movimentos sociais e da sociedade civil para amenizar o impacto da pandemia e fortalecer as redes de apoio coletivas e comunitárias.

9. Defender a criação de programa de incentivo e crédito a juro zero para pequenas e médias empresas, tendo como contrapartida a garantia da manutenção de emprego, da renda e dos direitos trabalhistas.

Rio de Janeiro, 1 de maio de 2021.

Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

Partido dos Trabalhadores (PT)

Unidade Popular (UP)

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Limites partidários da Frente Ampla dirigida pela esquerda https://www.ocafezinho.com/2021/03/13/limites-partidarios-da-frente-ampla-dirigida-pela-esquerda/ https://www.ocafezinho.com/2021/03/13/limites-partidarios-da-frente-ampla-dirigida-pela-esquerda/#comments Sat, 13 Mar 2021 12:03:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=121746 23 Comentários 🔥]]> Por Theófilo Rodrigues

Não há quem no mundo da política já não tenha ouvido algo sobre a construção de uma Frente Ampla contra a reeleição do presidente Jair Bolsonaro em 2022. Em geral, essa é uma formulação que parte de partidos da esquerda do espectro político como PT, PCdoB, PSB ou PDT. O problema é que esse consenso em torno da Frente Ampla na esquerda vai até a página 2. Como a Frente Ampla é um significante vazio, cada ator ou atriz na cena política estabelece seus próprios critérios sobre quais seriam os elos a serem articulados nessa cadeia de equivalência.

O que todos têm em comum em suas cabeças quando pensam em uma Frente Ampla é a necessidade da esquerda conquistar setores do centro ou mesmo da direita para esse projeto. A pergunta que fica é: no sistema partidário, quais legendas seriam essas que estariam dispostas a serem conquistadas para uma candidatura de oposição ao governo Bolsonaro?

Analisemos o chamado Centrão primeiro. Partidos como PP, PSC, PL, PTB, PRTB, Patriota, PMB, Avante e PRB já expressaram em diversas ocasiões que apoiarão a reeleição de Bolsonaro. Ciro Nogueira, presidente do PP, já declarou publicamente que gostaria que o vice de Bolsonaro em 2022 fosse de seu partido. Ligado à Assembleia de Deus, o PSC, partido do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, já deixou claro que é ideologicamente próximo do presidente. O partido tem até o vice-líder do governo na Câmara, o deputado Otoni de Paula. Presidido por Roberto Jefferson, o PTB inclusive já convidou Bolsonaro a ser candidato à reeleição pelo partido. O mesmo convite também já foi feito pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e pelo Partido Patriota. O PRTB é o partido do vice-presidente Hamilton Mourão, que já se apresentou à disposição para a reeleição. Já o PRB, com fortes vínculos com a Igreja Universal do Reino de Deus, é a legenda em que estão filiados os filhos de Bolsonaro.

Na chamada direita tradicional – PSDB, DEM e MDB – ninguém espera uma aliança com a esquerda. Tudo indica que o PSDB terá uma candidatura própria, que hoje está sendo disputada pelo governador de São Paulo, João Dória, e pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O DEM, com a saída de Rodrigo Maia, caminhou ainda mais para a direita, além de ocupar importantes postos no governo Bolsonaro. Já o MDB, que é presidido pelo deputado Baleia Rossi, tende a seguir com o PSDB. Ademais, seria no mínimo surpreendente se o partido de Michel Temer apoiasse a esquerda após o impeachment de 2016.

Por razões óbvias, partidos de extrema-direita como PSL e Novo não devem nem ser discutidos.

Nesse cenário, para a construção da Frente Ampla liderada pela esquerda restam apenas três legendas do Centrão – SDD, PROS e PSD – e quatro legendas do centro – REDE, PV, Cidadania e Podemos.

No centro, a REDE e o PV têm demonstrado simpatia pela candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT). Ao mesmo tempo, esses partidos indicam que não aprovariam aliança com o PT em 2022. O Cidadania parece querer esperar até o último minuto pela candidatura do apresentador Luciano Huck. A história recente nos sugere, no entanto, que num cenário sem Huck o Cidadania esteja mais próximo da candidatura da direita tradicional. Já o Podemos tem feito de tudo para que Sergio Moro seja o seu candidato, hipótese cada vez mais distante desde o vazamento das polêmicas gravações do ex-juiz com os integrantes do Ministério Público Federal.

No Centrão, há partidos que apoiam a agenda de Bolsonaro no Congresso e ocupam cargos no governo federal, mas que possuem discursos de independência em alguns momentos. É o caso de PSD, SDD e PROS. Presidido por Gilberto Kassab, o PSD é o partido do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que tem sido um crítico feroz da gestão da pandemia que o governo Bolsonaro tem feito. Alguns apontam que o PSD poderia ser um partido aliado da candidatura de Ciro Gomes. Por outra via, o PROS foi o único partido que apoiou a candidatura presidencial do PT em 2018, além do PCdoB. Contudo, suas lideranças regionais como os deputados federais Clarissa Garotinho do Rio de Janeiro e Capitão Wagner do Ceará estão cada vez mais próximas do governo Bolsonaro. Já o SDD, ligado à Força Sindical, é um partido que enfrenta uma contradição: embora queira participar do governo Bolsonaro, percebe parte de sua base sindical insatisfeita com a agenda neoliberal de Bolsonaro. Ou seja, os três partidos são os únicos do Centrão que parecem apresentar chances, ainda que mínimas, para uma participação em Frente Ampla com a esquerda. Mas dificilmente sob a liderança do PT…

Na esquerda, como já foi dito, Ciro Gomes não abre mão de ser candidato presidencial do PDT com os apoios de REDE e PV. O PSB, que até alguns meses atrás parecia ser o principal aliado de Ciro, agora já fala abertamente em abrir o partido para uma candidatura outsider como a de Luciano Huck ou mesmo apoiar Lula. Do outro lado, o PT também não cederá a cabeça de chapa, ainda mais com a possibilidade do ex-presidente Lula ser o candidato. O PCdoB ainda não tem uma posição oficial, mas o partido apoiou o PT em todas as eleições presidenciais da Nova República entre 1989 e 2018. Além disso, o próprio governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), já declarou para a imprensa que se Lula for candidato o apoiará. Até mesmo no PSOL tendências lulistas começam a crescer. Principal prefeito eleito pelo partido, Edmilson Rodrigues já pede publicamente que Lula “lidere a esquerda brasileira”, enquanto Marcelo Freixo, deputado federal do PSOL, diz que Lula é “fundamental” para a construção do projeto da oposição. Com efeito, a tendência hoje é a de que a única possibilidade do PT não ter uma candidatura puro sangue em 2022 é se Lula for o candidato.

O PCdoB tem sido a principal voz em defesa de uma unidade entre essas duas candidaturas, as de Lula e Ciro. Mas a realidade sugere que essa unidade em torno de uma Frente Ampla única liderada pela esquerda seja cada vez mais improvável.

Em síntese, o que se percebe é que uma Frente Ampla de partidos liderada pela esquerda não será tão ampla assim. Isso pode mudar nos próximos 15 meses? Certamente pode. Mas o cenário de hoje não é alvissareiro para os que defendem uma larga coligação anti-Bolsonaro já no primeiro turno da eleição de 2022. O mais provável é que essa Frente Ampla de partidos só se realize no segundo turno da eleição, o que já será uma grande novidade, na medida em que isso não ocorreu em 2018. Se por cima, pela via partidária, o caminho parece ser de muitos obstáculos, talvez seja o caso da Frente Ampla ser construída por baixo, pela via da sociedade civil.

Theófilo Rodrigues é cientista político.

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