pl - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/pl/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 17 Jun 2026 16:46:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png pl - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/pl/ 32 32 Valdemar Costa Neto entrega a Michelle o poder de escolher vice de Flávio Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/valdemar-costa-neto-entrega-a-michelle-o-poder-de-escolher-vice-de-flavio-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/valdemar-costa-neto-entrega-a-michelle-o-poder-de-escolher-vice-de-flavio-bolsonaro/#respond Wed, 17 Jun 2026 16:46:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=259039 O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, decidiu que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro terá papel central na escolha do candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a corrida presidencial de 2026. A definição, revelada nesta quarta-feira pelo Diário do Centro do Mundo, descarta de forma explícita o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, que vinha sendo cotada para compor a dobradinha bolsonarista.

A exclusão de Marques, uma economista com perfil técnico e passagem pelo governo Jair Bolsonaro, sinaliza que o PL optou por blindar a chapa com um nome que responda diretamente à lavagem de imagem da família Bolsonaro. A interlocução direta com Michelle Bolsonaro, que nunca exerceu cargo público eletivo mas se consolidou como figura de proa no bolsonarismo, transforma a escolha do vice em um ato de controle patrimonial do clã sobre o partido.

Valdemar Costa Neto, que cumpre pena em regime semiaberto após condenação no mensalão, justificou a manobra nos bastidores como uma forma de ‘manter a unidade’ da legenda. Na prática, o dirigente transferiu a Michelle um veto informal sobre qualquer nome que ameace a hegemonia do núcleo familiar na campanha. A ex-primeira-dama atua como fiadora da fidelidade do eleitorado evangélico e do discurso de vitimização que sustenta a popularidade do bolsonarismo após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

Daniella Marques, que presidiu a Caixa entre julho e dezembro de 2022, era vista como uma alternativa para atrair o mercado financeiro e sinalizar moderação econômica. Sua rejeição direta revela que o cálculo eleitoral do PL não passa por acenos ao capital, mas sim pela radicalização da base com uma chapa integralmente subordinada ao sobrenome Bolsonaro.

A movimentação ocorre enquanto Flávio Bolsonaro tenta se viabilizar como candidato competitivo em meio a investigações sobre transações financeiras suspeitas. O senador é alvo de apurações que envolvem o chamado ‘rachadinha’ e operações com imóveis, além de ter sido citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com movimentações atípicas. O controle de Michelle sobre a definição do vice pode ser lido como uma tentativa de ancorar a chapa em alguém com lealdade absoluta, minimizando riscos de delação ou descolamento de narrativa.

A escolha do vice também tem impacto direto sobre a governabilidade de um eventual governo Flávio Bolsonaro. Se o nome escolhido for alguém sem densidade política própria, o Planalto ficará completamente refém do núcleo familiar e de seus operadores. Se for alguém com musculatura partidária, pode criar um polo de tensão logo no início do mandato. Michelle Bolsonaro, portanto, não decide apenas um nome: decide a arquitetura do poder bolsonarista em 2027.

A Conexão 2026 com essa costura fica evidente quando se observa o calendário partidário. O PL corre contra o relógio para registrar a chapa até a convenção e precisa exibir coesão após a derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou Bolsonaro inelegível. A participação de Michelle na escolha do vice é um movimento para mostrar que o ‘mito’ segue no comando, ainda que nos bastidores, e que a candidatura de Flávio é uma extensão direta do projeto de poder do pai.

A decisão de Valdemar Costa Neto também afasta o risco de um desembarque do mercado na candidatura bolsonarista. A rejeição a Daniella Marques mostra que o PL não está disposto a ceder espaço para um discurso de responsabilidade fiscal que poderia desidratar o apelo populista da campanha. O recado é claro: a chapa será bolsonarista raiz, sem contaminações externas, ainda que isso custe apoios no andar de cima.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, precisa de um vice que não ofusque suas fragilidades. O senador carrega rejeição alta, falta de traquejo em debates e a sombra constante das investigações do Ministério Público. Um vice forte poderia se tornar um problema, como aconteceu com Michel Temer no passado. Michelle Bolsonaro, como guardiã da ortodoxia bolsonarista, deve optar por um nome subserviente, preferencialmente com apelo entre evangélicos e sem ambições próprias.

A blindagem eleitoral de 2026 passa, portanto, por uma costura que une o jurídico, o midiático e o eleitoral. A família Bolsonaro trata a indicação do vice como uma extensão de sua própria defesa política, descartando nomes técnicos e apostando em perfis que não criem fissuras no discurso de perseguição. O PL, sob comando de Valdemar, aceita o papel de coadjuvante em uma chapa que tem dono e dona.

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Racha no PL expõe palanque vazio de Flávio Bolsonaro na Bahia https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/racha-no-pl-expoe-palanque-vazio-de-flavio-bolsonaro-na-bahia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/racha-no-pl-expoe-palanque-vazio-de-flavio-bolsonaro-na-bahia/#respond Sun, 14 Jun 2026 22:53:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/racha-no-pl-expoe-palanque-vazio-de-flavio-bolsonaro-na-bahia/ Flávio Bolsonaro desembarcou na Bahia para um evento do agronegócio, mas saiu do estado com um problema político mais grave do que a falta de engajamento nas ruas. O principal nome da direita local, ACM Neto, nem sequer apareceu, deixando claro que a prioridade do ex-prefeito de Salvador não é a campanha presidencial do senador — e isso abriu uma ferida no PL baiano.

Reportagem de O Globo revelou que o pré-candidato ao governo da Bahia, Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, optou por apoiar o ex-governador de Goiás Ronaldo Ramos Caiado (PSD) no primeiro turno da eleição presidencial, rejeitando o palanque de Flávio Bolsonaro. O movimento gerou uma reação em cadeia: a ala mais bolsonarista do PL passou a questionar se vale a pena pedir votos para o ex-prefeito de Salvador.

A lógica da resistência é simples. Se Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto recusa oferecer palanque para Flávio Bolsonaro, por que a militância bolsonarista deveria se empenhar na campanha estadual? A médica Raíssa Soares (PL), pré-candidata à Câmara e conhecida defensora do tratamento precoce na pandemia, resumiu o sentimento: ‘apoio não é automático’. Para ela, a base não entrará numa campanha sem diálogo, e a presença de Flávio Bolsonaro na feira agrícola serviu para mostrar que ‘existe uma direita viva, mobilizada e pronta para entrar nessa batalha’.

O deputado estadual Diego Castro (PL) seguiu na mesma toada. Disse que a agenda de Flávio Bolsonaro ‘deixou o recado’ de que há uma direita organizada no Nordeste capaz de enfrentar o Partido dos Trabalhadores (PT). Mas o recado também era para dentro do campo conservador: o bolsonarismo não aceita ser tratado como força auxiliar numa eleição que considera estratégica.

Do outro lado do racha está o presidente estadual do PL, João Inácio Ribeiro Roma Neto. O ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro integra a chapa de Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto como pré-candidato ao Senado. João Inácio Ribeiro Roma Neto desconversou quando questionado sobre a divisão e tentou colar sua imagem à de Flávio Bolsonaro, afirmando: ‘nós estamos juntos, conectados, e nós queremos sim um Brasil melhor’. Contudo, a conexão, na prática, é frágil. João Inácio Ribeiro Roma Neto obteve apenas 9,08% dos votos válidos na Bahia ao disputar o governo em 2022, um palanque modesto demais para um presidenciável que precisa furar a bolha nordestina.

A fragilidade do palanque de Flávio Bolsonaro na Bahia não é apenas um problema logístico. É o sintoma de um esvaziamento mais profundo. Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, que obteve 47,21% dos votos válidos na Bahia e foi derrotado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues Souza (PT), que conquistou 52,79%, no segundo turno de 2022, sabe que sua chance de voltar ao governo depende de evitar a nacionalização da disputa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu na Bahia com ampla folga há quatro anos, e associar-se abertamente ao bolsonarismo no primeiro turno seria um risco eleitoral para o ex-prefeito.

A situação deixa o senador Flávio Bolsonaro numa armadilha. Sem Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, perde o palanque mais competitivo da direita baiana. Mas a pressão do PL bolsonarista por um apoio imediato pode empurrar Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto para ainda mais longe, reforçando a estratégia de manter Flávio Bolsonaro a distância. O resultado é um tabuleiro fragmentado num dos maiores colégios eleitorais do país, exatamente quando o campo progressista se move unido — com o governador Jerônimo Rodrigues Souza articulando plenárias do PGP e o ex-governador Rui Costa circulando pelo estado.

A direita nacional encontrou no Nordeste um limite que não é apenas eleitoral, mas também organizativo. A Bahia expõe com nitidez o que acontece quando o bolsonarismo tenta se impor sem raízes regionais sólidas: disputas internas, palanques vazios e candidatos locais que preferem olhar para o próprio umbigo eleitoral. Para Flávio Bolsonaro, que depende do Nordeste para ter alguma chance num eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tropeço baiano é mais do que um contratempo — é um aviso de que a estrada será longa, e o motor pode falhar antes da metade do caminho.

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Romário rompe com PL e apoia PEC que extingue escala 6×1 no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/romario-rompe-com-pl-e-apoia-pec-que-extingue-escala-6x1-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/romario-rompe-com-pl-e-apoia-pec-que-extingue-escala-6x1-no-senado/#respond Wed, 03 Jun 2026 22:41:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/romario-rompe-com-pl-e-apoia-pec-que-extingue-escala-6x1-no-senado/ O senador Romário (PL-RJ) contrariou a posição do próprio partido e declarou apoio à Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1, modelo que prevê seis dias de trabalho para um de descanso. O anúncio foi feito em publicação na rede X, antigo Twitter.

Com a decisão, o ex-jogador endossa a proposta de origem governista e se distancia do texto alternativo que vem sendo articulado no Senado. Romário pediu formalmente a retirada de sua assinatura da PEC 12/2026, protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).

Galera, vou votar pelo FIM da escala 6×1 no Senado. Por isso, pedi a retirada da minha assinatura da PEC 12/2026, escreveu Romário na publicação. O senador justificou que havia assinado inicialmente por considerar importante que o tema fosse debatido, mas que política também exige saber ouvir a população.

A PEC que elimina a escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada e agora enfrenta pressão para tramitação no Senado. O texto enfrenta resistência de setores empresariais e de uma ala expressiva da oposição na Casa.

A posição de Romário diverge frontalmente da linha adotada pela bancada do PL. Marinho protocolou uma proposta alternativa que cria um modelo de jornada flexível, permitindo que empregados e empregadores escolham entre as regras atuais da CLT e um sistema baseado no total de horas trabalhadas.

A mudança de posição do senador fluminense foi recebida com entusiasmo por parlamentares governistas, que veem o gesto como um reforço importante para a tramitação da PEC. Romário é uma figura de grande visibilidade pública e sua adesão pode influenciar outros senadores indecisos.

a decisão de Romário já era especulada nos bastidores do Congresso há alguns dias. O senador vinha sendo pressionado tanto por lideranças do PL quanto por movimentos sindicais e centrais de trabalhadores.

A PEC 6×1 é uma das bandeiras centrais do governo na área trabalhista e integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à modernização das relações de trabalho. O Palácio do Planalto acompanha de perto as movimentações no Senado e aposta na aprovação da proposta ainda neste semestre.

A posição de Romário sinaliza um tensionamento interno no PL, partido que abriga desde bolsonaristas históricos até parlamentares com perfil mais independente. O gesto do senador expõe as fissuras da legenda em temas que vão além do alinhamento automático com a oposição.

Para as centrais sindicais, a adesão de Romário representa uma vitória parcial na estratégia de isolar os defensores da escala 6×1. A proposta original, que tramitou com forte mobilização popular, busca garantir ao trabalhador o direito a dois dias consecutivos de descanso semanal.

A PEC alternativa de Rogério Marinho, por sua vez, mantém a possibilidade da escala 6×1 no modelo negociado entre patrões e empregados. Críticos da proposta apontam que a flexibilização, na prática, tende a favorecer a parte economicamente mais forte da relação trabalhista.

O movimento de Romário também é lido como um aceno ao eleitorado progressista e aos trabalhadores que formam grande parte de sua base política no Rio de janeiro. O senador, ídolo do futebol mundial, mantém forte identificação com pautas sociais desde sua entrada na política.

O Senado ainda não definiu a data para a votação da PEC, mas a expectativa é que o tema entre na pauta nas próximas semanas. A articulação governista trabalha para garantir os votos necessários à aprovação, que exige quórum qualificado de três quintos dos senadores em dois turnos.

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Pec 12/2026 de aliado bolsonarista é ‘cavalo de Troia’ da precarização https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/pec-12-2026-de-aliado-bolsonarista-e-cavalo-de-troia-da-precarizacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/pec-12-2026-de-aliado-bolsonarista-e-cavalo-de-troia-da-precarizacao/#respond Wed, 03 Jun 2026 12:51:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/pec-12-2026-de-aliado-bolsonarista-e-cavalo-de-troia-da-precarizacao/ A Proposta de Emenda à Constituição 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional do governo Jair Bolsonaro, desencadeou uma ofensiva contra direitos trabalhistas em pleno ano eleitoral. Sob o argumento de modernizar as relações de trabalho, o texto cria mecanismos para fragmentar a jornada, reduzir a proteção constitucional e transferir riscos econômicos ao trabalhador.

Enquanto movimentos sociais pressionam pelo fim da escala 6×1 e pela redução coletiva da jornada, a PEC de Marinho desvia o debate para a flexibilização individual. A proposta permite que horas e horários sejam definidos por acordo direto entre patrão e empregado, com prevalência do contrato individual sobre convenções coletivas.

A análise dos economistas José Dari Krein e Marilane Teixeira, publicada pelo Jornal GGN, classifica a iniciativa como um ‘cavalo de Troia da precarização’. O discurso de autonomia esconde, na prática, o enfraquecimento da negociação coletiva e a redução material de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS, que passariam a ser proporcionais ao tempo efetivamente trabalhado.

A primeira alteração proposta autoriza que a quantidade de horas e sua distribuição sejam pactuadas diretamente entre empregador e empregado, prevalecendo o contrato individual sobre instrumentos coletivos. Essa mudança destrói um pilar histórico do direito do trabalho, que usa a negociação coletiva para equilibrar a desigualdade de forças entre capital e trabalho.

O segundo dispositivo vincula todos os benefícios a um valor hora proporcional ao salário mínimo ou ao piso da categoria. Na aparência, os direitos são mantidos, mas seu conteúdo financeiro desaba quando o trabalhador passa a ser remunerado apenas pelo tempo em que está à disposição da empresa, sem garantia de jornada cheia.

Uma terceira alteração, ainda mais estrutural, permite que a remuneração seja exclusivamente horária, eliminando a referência de uma jornada semanal fixa. A medida joga sobre os ombros do trabalhador a imprevisibilidade da renda, transformando o tempo de trabalho em mercadoria fragmentada conforme a demanda empresarial.

A proposta de Marinho não é neutra; ela ressurge justamente quando cresce a mobilização popular pela redução da jornada semanal. O movimento pelo fim da escala 6×1, que ganhou as ruas e as redes sociais, reivindica mais tempo livre, saúde e qualidade de vida, o que a PEC tenta anular com um modelo de contrato por hora que precariza ainda mais a vida dos que vivem do trabalho.

No xadrez eleitoral de 2026, a manobra parlamentar pavimenta o programa de desregulamentação que a família Bolsonaro pretende aprofundar em um eventual retorno ao Planalto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal articulador do clã no Congresso e nome cotado para a sucessão presidencial, atua em sintonia com essa agenda de flexibilização, mesmo sem endossar publicamente cada PEC de seus aliados.

Ao transferir a discussão do direito social ao tempo livre para uma mercadoria disponível segundo o apetite do mercado, a PEC 12/2026 protege os interesses de grandes empregadores e de setores financeiros que lucram com a instabilidade. O texto dialoga com o receituário defendido por economistas ligados ao bolsonarismo e evidencia a ausência de qualquer compromisso com a proteção social da maioria da população.

A defesa do senador Marinho nega que a proposta precarize as relações de trabalho, sustentando que ela apenas ‘moderniza’ e ‘garante liberdade de escolha’ ao trabalhador. Contudo, o efeito concreto é esvaziar a eficácia dos direitos sociais previstos no artigo 7º da Constituição, uma conquista histórica que a direita tenta desidratar há décadas.

A tramitação da PEC ainda está em fase inicial no Senado Federal e enfrentará resistência de centrais sindicais e de parlamentares progressistas. O ano eleitoral pode acelerar ou travar o debate, dependendo da pressão popular e do cálculo político dos partidos de centro que, em 2026, precisarão mostrar ao eleitor de qual lado estão.

A aliança entre o PL e o capital rentista, que já se mostrou sólida durante o governo Bolsonaro, encontra nessa PEC mais um instrumento para empurrar o país rumo à terceirização absoluta das relações de trabalho. A precarização programada não apenas reduz salários, mas corrói a própria ideia de proteção social, deixando milhões de brasileiros à mercê de jornadas imprevisíveis e rendas insuficientes.

Enquanto a campanha eleitoral se aproxima, a PEC 12/2026 funciona como um termômetro da disposição do bolsonarismo em sacrificar a classe trabalhadora em nome de uma falsa modernização. A resistência a esse cavalo de Troia legislativo definirá, em boa medida, as condições de vida de quem depende do trabalho para sobreviver nos próximos anos.

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Deputado do PL viola decisão do STF e repassa R$ 490 mil a ONGs ligadas a assessores https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/deputado-do-pl-viola-decisao-do-stf-e-repassa-r-490-mil-a-ongs-ligadas-a-assessores/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/deputado-do-pl-viola-decisao-do-stf-e-repassa-r-490-mil-a-ongs-ligadas-a-assessores/#comments Wed, 03 Jun 2026 05:41:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/03/deputado-do-pl-viola-decisao-do-stf-e-repassa-r-490-mil-a-ongs-ligadas-a-assessores/ 8 Comentários 🔥]]> O deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) direcionou R$ 490 mil em emendas parlamentares a duas entidades presididas por parentes de assessores lotados em seu gabinete. O repasse viola decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que proibiu esse tipo de destinação em janeiro deste ano.

O Instituto Construindo Vencedores, que recebeu R$ 294 mil, é presidido por Samantha Fregapani, esposa do assessor Alessandro Oliveira da Luz. Já o Instituto Góes Fernandes, que recebeu R$ 196 mil, está sob o comando de Marinesio Fernandes da Silva, cunhado do assessor parlamentar Agnaldo da Silva Góes. As duas organizações firmaram termos de fomento com o Ministério do Esporte para implementar projetos de artes marciais em municípios do Espírito Santo.

O Instituto Construindo Vencedores atua em Cariacica, enquanto o Instituto Góes Fernandes desenvolve atividades de Jiu-Jitsu e Muay Thai em Serra. Documentos enviados ao Ministério do Esporte revelam que o Instituto Construindo Vencedores já foi presidido pelo próprio Agnaldo da Silva Góes, assessor do deputado, e teve Alessandro Oliveira da Luz na vice-presidência. A atual configuração diretiva demonstra o trânsito de familiares de assessores do parlamentar no comando das entidades beneficiadas.

A decisão do ministro Flávio Dino vedou expressamente a execução de emendas em favor de organizações cujos quadros diretivos contenham parentes do deputado autor da indicação ou de seus assessores. O pagamento ao Instituto Construindo Vencedores, contudo, foi realizado em fevereiro, após a decisão judicial, conforme apurou o Metrópoles.

Questionado sobre a violação da ordem do STF, o Ministério do Esporte não se manifestou até o momento. O deputado Gilvan da Federal e o Instituto Góes Fernandes também foram procurados pela reportagem, mas não apresentaram retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Em nota, a presidente do Instituto Construindo Vencedores, Samantha Fregapani, afirmou que o projeto existe desde 2021 com recursos próprios e esforço da equipe envolvida. Segundo ela, o trabalho atende gratuitamente crianças e adolescentes com atividades esportivas, sociais e educativas. Fregapani sustentou que a verba da emenda parlamentar tem sido importante para ampliar e fortalecer as ações do instituto.

Os recursos cobrem o pagamento de professores, monitores e assistente social, além da compra de equipamentos como kimonos, luvas de luta e capacetes. A nota, no entanto, não abordou a proibição imposta pelo STF.

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Escala 4×3 expõe desconforto e cálculo político de Nikolas Ferreira https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/escala-4x3-expoe-desconforto-e-calculo-politico-de-nikolas-ferreira/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/escala-4x3-expoe-desconforto-e-calculo-politico-de-nikolas-ferreira/#respond Tue, 02 Jun 2026 15:44:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/escala-4x3-expoe-desconforto-e-calculo-politico-de-nikolas-ferreira/ A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso ao trabalhador, sem redução salarial. O placar foi avassalador: 472 votos a favor e apenas 22 contra no primeiro turno, com 461 a 19 no segundo.

Enquanto o resultado celebrava uma vitória concreta para milhões de brasileiros, o processo revelou algo inesperado: a pauta trabalhista desmontou o personagem do principal comunicador da direita nas redes, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Acostumado a ditar o ritmo com polêmicas culturais e ataques à esquerda, ele se viu em um terreno onde provocação não bastava.

Segundo a coluna de Daniel Camargos na Carta Capital, a discussão sobre o segundo dia de descanso de quem trabalha em supermercados, farmácias, shoppings e telemarketing trouxe para o centro algo que Nikolas sabia ser difícil de combater: o tempo de vida do trabalhador. Não se tratava de uma batalha ideológica sobre costumes, mas do domingo com a família e da rotina exaustiva de quem pega ônibus de madrugada.

O parlamentar mineiro inicialmente criticou a proposta, depois aderiu ao voto favorável da maioria da bancada do PL, e então passou a defender a escala 4×3 como estratégia. Em declaração que ecoou mal até entre aliados, ele sugeriu que o partido apostasse na escala 4×3 para que a quebradeira começasse antes das eleições e, quando houvesse demissões e inflação, estaria pronto para apontar os responsáveis. O raciocínio, tratado como cálculo eleitoral cru, foi classificado como psicopático por Renan Santos, dirigente do Movimento Brasil Livre e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão.

A cena foi capturada pelas câmeras quando a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) interrompeu uma entrevista de Nikolas para entregar-lhe um frasco de óleo de peroba, em referência à sua cara de pau. O gesto, típico das disputas dramatizadas do Congresso, teve efeito porque jogava luz sobre a pergunta que incomodava: por que o parlamentar que se diz antissistema hesitava ao enfrentar a escala de trabalho?

Nas redes, o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho, passou a contrastar as declarações antigas de Nikolas contra a proposta com suas falas recentes a favor da 4×3. Ex-caixa de farmácia que viralizou questionando a exaustão da classe trabalhadora, Azevedo personificou o tipo de desconexão que Nikolas enfrenta: uma audiência que sente na pele o que o deputado tenta resolver com planilhas e projeções econômicas.

Enquanto Nikolas titubeava, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ganhou visibilidade com uma defesa genuína do fim da escala 6×1, pauta que ele sustenta desde 2024. Bolsonarista e de comunicação direta, Cleitinho fez questão de descolar o tema da polarização: Não sou aliado do Lula, mas sou aliado do povo. Vai lá no shopping e pergunta ao trabalhador se ele é de esquerda ou de direita. Ele está se lixando para isso, discursou no plenário.

A divergência tem peso eleitoral em Minas Gerais, segundo maior colégio do país. Cleitinho lidera as pesquisas para o Palácio Tiradentes, enquanto Nikolas articula uma aproximação com o vice-governador Mateus Simões (PSD-MG), que assumiu com a saída de Romeu Zema e não pode se reeleger. Se Simões vencer, o caminho de Nikolas para 2030 fica aberto; uma vitória de Cleitinho trancaria esse projeto.

A coluna da Carta Capital também resgata uma tensão que normalmente fica em segundo plano: a distância entre a narrativa popular que Nikolas cultiva e sua realidade material. A família da esposa, Lívia Bergamim Orletti, é proprietária de uma fazenda comprada por 35,6 milhões de reais em 2023, além de ser sócia de uma holding agrícola com capital de 12,1 milhões. Quando o assunto é salário e jornada, essa proximidade com o patronato pesa mais do que o discurso rebelde.

Pela primeira vez em muito tempo, Nikolas precisou jogar em um campo onde sua munição habitual — vídeos sobre linguagem neutra, STF e costumes — não funcionava. O debate era sobre trabalho, cansaço e descanso, e o deputado passou boa parte da partida respondendo a perguntas feitas pelos outros. A aprovação esmagadora da PEC mostra que, quando a conversa é sobre o cotidiano real, o personagem pode perder o controle da narrativa.

Com as eleições de 2026 no horizonte, o episódio revela que a extrema direita não pode se apoiar apenas em conflitos simbólicos. Cleitinho, com sua defesa intuitiva dos trabalhadores, mostrou que há espaço para uma direita que fale de direitos concretos sem entrar no jogo do antipetismo automático. Resta saber se Nikolas conseguirá ajustar seu discurso ou se a desconexão com a vida real seguirá cobrando seu preço.

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Justiça de SP penhora pagamentos de Flávio Bolsonaro a publicitário com dívida de R$ 114 milhões https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/justica-de-sp-penhora-pagamentos-de-flavio-bolsonaro-a-publicitario-com-divida-de-r-114-milhoes/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/justica-de-sp-penhora-pagamentos-de-flavio-bolsonaro-a-publicitario-com-divida-de-r-114-milhoes/#respond Mon, 01 Jun 2026 21:44:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/justica-de-sp-penhora-pagamentos-de-flavio-bolsonaro-a-publicitario-com-divida-de-r-114-milhoes/ A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro mal começou e já carrega o peso de uma dívida alheia de R$ 114 milhões. O caso expõe a contradição de um discurso que se vende como renovação política enquanto contrata profissionais com pendências judiciais milionárias pagos com dinheiro público.

A Justiça paulista determinou a penhora de todos os pagamentos que o Partido Liberal e o presidenciável fizerem ao publicitário Eduardo Fischer, anunciado na semana passada como consultor estratégico de marketing da pré-campanha. A decisão, assinada pelo juiz Christopher Alexander Roisin, atende a pedido da empresa DFB Participações (antiga Modal Participações), que cobra de Fischer a dívida estimada em R$ 114 milhões, incluindo juros, correção e multa acumulados desde 2021.

O publicitário é conhecido por campanhas como a da Brahma número 1 e ‘A volta do baixinho da Kaiser’, mas seu histórico eleitoral é modesto. Em 2018, comandou a campanha de Álvaro Dias, do Podemos, que terminou a disputa com pouco mais de 859 mil votos — apenas 0,80% do total.

Fischer atuará agora ao lado do jornalista Alexandre Oltramari, coordenador de comunicação e marketing da pré-campanha bolsonarista. A decisão judicial coloca em xeque justamente a remuneração que sustentaria essa parceria, pois os valores a serem pagos já estão bloqueados.

Além de penhorar os créditos futuros, o juiz Roisin determinou que o PL e Flávio Bolsonaro informem a lista completa de pagamentos já realizados a Fischer, com valores, datas e origem dos recursos. A ordem judicial exige especificar se os desembolsos saíram do fundo partidário, do fundo eleitoral, de recursos próprios do candidato ou de doações de terceiros.

O magistrado rejeitou expressamente o pedido da defesa para que os documentos ficassem sob segredo de Justiça. Para ele, os gastos de campanha eleitoral são de ‘evidente interesse público geral’, o que joga luz sobre o financiamento de uma candidatura que se apresenta como antissistema mas opera dentro da máquina partidária tradicional.

A DFB Participações tenta receber a dívida judicialmente há quatro anos sem sucesso. O escritório Vieira Cruz Advogados, que representa a empresa, encontrou na contratação de Fischer pela campanha bolsonarista uma oportunidade para bloquear os valores antes mesmo de chegarem ao publicitário.

O advogado Fernando Equi Morata, que defende Eduardo Fischer, declarou à Folha de S.Paulo que o publicitário teve problemas financeiros ao figurar como avalista em negociações comerciais e está pagando as dívidas ‘na medida das possibilidades’. A defesa pediu a reconsideração da penhora com um argumento curioso: sustenta que a empresa tenta receber o crédito enquanto, simultaneamente, ‘asfixia a capacidade do devedor de gerar renda’.

A petição chega a classificar a ação como ‘perseguição sistemática a potenciais clientes’ e ‘tentativa de judicializar fofocas políticas para afastar contratantes’. O juiz Roisin, até o momento, manteve a penhora, indicando que o direito do credor a receber R$ 114 milhões pesa mais do que o temor do devedor de perder contratos futuros.

A situação cria um constrangimento duplo para Flávio Bolsonaro. Primeiro, porque o marqueteiro que comandará sua campanha está sendo cobrado judicialmente por uma dívida de valor superior ao que muitos candidatos gastam em campanhas inteiras.

Depois, porque a decisão obriga a revelar publicamente quanto dinheiro público está sendo destinado a um profissional que não consegue quitar seus próprios débitos. Essa transparência forçada pode ser um tiro no pé para uma campanha que se diz contra a classe política tradicional, mas agora tem seus repasses devassados por ordem judicial.

A exposição dos pagamentos também alimenta o debate sobre o uso do fundo partidário e do fundo eleitoral em campanhas. O mesmo campo político que critica o financiamento público de partidos e candidaturas agora tem seus repasses devassados por ordem judicial, sem poder esconder os números atrás de sigilo.

O episódio se soma a outras contradições da pré-campanha bolsonarista, que tenta se equilibrar entre o discurso de renovação e a dependência de estruturas políticas e financeiras tradicionais. A contratação de Fischer, longe de blindar a candidatura, abriu uma janela para que a Justiça escancare os bastidores financeiros da campanha.


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Flávio Bolsonaro descarta mãe como candidata ao Senado e aprofunda crise no PL do Rio https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-descarta-mae-como-candidata-ao-senado-e-aprofunda-crise-no-pl-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-descarta-mae-como-candidata-ao-senado-e-aprofunda-crise-no-pl-do-rio/#comments Mon, 01 Jun 2026 09:42:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-descarta-mae-como-candidata-ao-senado-e-aprofunda-crise-no-pl-do-rio/ 1 Comentário 🔥]]>
O senador Flávio Bolsonaro discursa em plenário do Senado, com bandeira brasileira ao fundo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descartou a candidatura de sua mãe, Rogéria Bolsonaro, ao Senado pelo Rio de Janeiro. Em conversas com aliados, ele alegou que ela não teria disposição para fazer campanha devido à saúde, aos 66 anos.

Rogéria Bolsonaro deverá permanecer apenas como suplente de um dos candidatos da direita. A vaga foi aberta após a desistência do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou à disputa após ser alvo de duas operações da Polícia Federal em 15 dias.

As investigações, relacionadas aos casos Refit e Master, enfraqueceram o principal nome bolsonarista para o cargo. Agora, Flávio Bolsonaro avalia dois deputados federais do PL para substituir Castro: Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara.

O senador encomendou pesquisas de intenção de voto para decidir entre os dois. Enquanto isso, o ex-prefeito Márcio Canella (União Brasil) segue como outro candidato ao Senado pela chapa, com Rogéria como suplente.

A indefinição na segunda vaga reflete a crise do bolsonarismo fluminense. Escândalos e dificuldade de renovação de quadros competitivos aumentam a pressão sobre Flávio, que desponta como presidenciável para 2026.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


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Mensagens da PF revelam relação íntima entre dono do Banco Master e Cláudio Castro https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/mensagens-da-pf-revelam-relacao-intima-entre-dono-do-banco-master-e-claudio-castro/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/mensagens-da-pf-revelam-relacao-intima-entre-dono-do-banco-master-e-claudio-castro/#respond Sat, 30 May 2026 16:46:48 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/mensagens-da-pf-revelam-relacao-intima-entre-dono-do-banco-master-e-claudio-castro/
Ilustração editorial sobre Mensagens da PF revelam relação íntima entre dono do Banco Master e Cláudio Castro. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Mensagens extraídas pela Polícia Federal dos celulares do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, escancararam uma relação de extrema intimidade entre os dois, marcada por elogios pessoais, convites para encontros privados e eventos exclusivos realizados no Brasil e nos Estados Unidos.

Os diálogos, revelados em reportagem do Diário do Centro do Mundo, fazem parte de investigação que apura suspeitas de corrupção, peculato e outros crimes envolvendo a cúpula política fluminense e o setor financeiro.

A Polícia Federal identificou um padrão de comunicação que vai muito além do institucional, com Vorcaro tratando Castro por apelidos afetuosos e celebrando conquistas mútuas como se fossem parceiros de longa data.

Em uma das mensagens mais explícitas, o banqueiro escreve ao então governador: ‘Arrebentou!’, expressão que sintetiza o tom de cumplicidade e celebração que permeia toda a troca de mensagens entre as duas figuras.

Os investigadores encontraram também registros de encontros fora da agenda oficial, incluindo jantares reservados no Rio de Janeiro e viagens coincidentes a Miami e Nova York, sugerindo uma coordenação de interesses que ultrapassa os limites da ética pública.

O Banco Master, instituição que cresceu de forma acelerada nos últimos anos sob o comando de Vorcaro, tornou-se peça central em diversas operações financeiras que envolvem o estado do Rio de Janeiro e, mais recentemente, passou a figurar em investigações relacionadas ao clã Bolsonaro.

A instituição financeira aparece em múltiplas frentes de apuração da PF, incluindo transações que conectam o banco a operadores do antigo governo federal e a empresas com vínculos suspeitos com o gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O banqueiro Daniel Vorcaro cultivou durante anos uma rede de relacionamentos políticos que inclui desde figuras do centrão até aliados próximos do bolsonarismo, o que agora alimenta as suspeitas de que o Banco Master atuou como uma espécie de hub financeiro de interesses políticos cruzados.

A defesa de Cláudio Castro nega qualquer irregularidade e sustenta que as mensagens refletem apenas uma relação de amizade pessoal, sem qualquer conexão com atos de governo ou favorecimento ilícito ao Banco Master.

Já a assessoria de Daniel Vorcaro afirma que o banqueiro mantém relações sociais com diversas autoridades e que todas as operações da instituição seguem rigorosamente as normas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários.

Contudo, o conteúdo das mensagens obtidas pela PF sugere um nível de acesso e influência que levanta questões sobre a independência decisória do então governador em processos que envolviam interesses do setor financeiro.

Os investigadores apuram se houve favorecimento do Banco Master em contratos, operações de crédito ou decisões regulatórias do governo do Rio de Janeiro durante a gestão de Castro, que foi reeleito em 2022 e governou até 2026 com forte apoio do PL.

A relação entre Vorcaro e a família Bolsonaro também entrou no radar das autoridades depois que o nome do banqueiro apareceu em investigações sobre a chamada ‘rachadinha’ no gabinete de Flávio Bolsonaro e sobre transações imobiliárias da família.

O Banco Master foi citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontaram movimentações atípicas envolvendo assessores e empresas ligadas ao senador, o que gerou novas linhas de investigação por parte da Polícia Federal.

A descoberta das mensagens entre Vorcaro e Castro adiciona uma nova camada de complexidade ao mapa de investigações que cercam o PL às vésperas da eleição presidencial de 2026, na qual o partido pretende lançar uma candidatura forte contra o campo progressista.

O ex-governador Cláudio Castro é um dos principais nomes do PL no Rio de Janeiro e vinha sendo cotado como potencial candidato ao Senado na chapa bolsonarista, o que agora fica ameaçado pelo avanço das apurações.

Esta conexão entre o Banco Master, o ex-governador e o clã Bolsonaro cria um flanco de vulnerabilidade jurídica e eleitoral que a oposição já sinaliza que pretende explorar durante a campanha, especialmente em debates sobre corrupção e uso da máquina pública.

O impacto reputacional dessas revelações pode respingar diretamente no PL e no projeto de poder bolsonarista, que tenta se descolar dos escândalos do passado enquanto mantém alianças com figuras e instituições sob investigação.

As evidências de intimidade política e pessoal entre um banqueiro com negócios milionários e um governador em exercício remetem ao modus operandi de esquemas pretéritos de corrupção sistêmica, nos quais o setor financeiro financiava acesso e decisões favoráveis em troca de contratos públicos e blindagem regulatória.

O fato de a comunicação ter sido mantida inclusive durante períodos de crise fiscal no estado do Rio de Janeiro, quando o governo negociava operações de crédito e renegociação de dívidas, torna o contexto ainda mais grave, segundo avaliam investigadores familiarizados com as apurações.

Com a campanha de 2026 se aproximando, o cerco jurídico em torno de aliados-chave do bolsonarismo tende a se intensificar, e as mensagens entre Vorcaro e Castro surgem como mais um elemento de pressão que pode comprometer a coesão da base política do PL e a própria estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro, que busca consolidar sua imagem como alternativa de poder.

Leia também: Toda a cobertura dos escândalos da família Bolsonaro.


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Governo denuncia manobra do PL para sabotar fim da escala 6×1 e reafirma compromisso com transição para 5×2 https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/governo-denuncia-manobra-do-pl-para-sabotar-fim-da-escala-6x1-e-reafirma-compromisso-com-transicao-para-5x2/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/governo-denuncia-manobra-do-pl-para-sabotar-fim-da-escala-6x1-e-reafirma-compromisso-com-transicao-para-5x2/#respond Wed, 27 May 2026 17:41:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/governo-denuncia-manobra-do-pl-para-sabotar-fim-da-escala-6x1-e-reafirma-compromisso-com-transicao-para-5x2/
Reunião parlamentar discute fim da escala 6×1, com participantes em mesa e placa destacando o tema. (Foto: cartacapital.com.br)

O Palácio do Planalto identificou uma manobra estratégica da bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados para dificultar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que põe fim à escala de trabalho 6×1. A legenda anunciou apoio à proposta da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê a adoção da escala 4×3, considerada mais benéfica aos trabalhadores, mas avaliada pelo governo como politicamente inviável.

Lideranças governistas classificaram a mudança de posição do PL como uma tentativa de constranger o Executivo a se opor publicamente a um texto aparentemente mais progressista, desgastando-o perante a opinião pública. O acordo firmado com o Centrão, sob a coordenação do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mantém como eixo central a adoção da escala 5×2, com transição para jornada semanal de 40 horas em um ano.

A PEC relatada pelo deputado Léo Prates (Republicanos-BA) estabelece uma redução gradual da jornada semanal de trabalho. Duas horas são cortadas nos primeiros 60 dias após a promulgação e mais duas horas após 12 meses, totalizando a migração das atuais 44 para 40 horas semanais. O texto também prevê mecanismos de adaptação setorial e garantias para negociações coletivas.

O PL, que até recentemente se posicionava contra qualquer redução da jornada, passou a defender abertamente a escala 4×3, gerando tensão entre as bancadas. A avaliação interna do Partido dos Trabalhadores é de que a guinada representa uma tática para atrasar a tramitação da PEC, cuja votação está prevista para ocorrer entre esta quarta-feira, 27 de maio, e quinta-feira, 28 de maio.

Nos bastidores, circulou a sugestão de que o governo adotasse uma contramanobra ao apoiar temporariamente a proposta de Erika Hilton, transferindo o ônus da resistência para o Centrão. Contudo, a posição majoritária do PT rejeitou essa alternativa, argumentando que ela fragilizaria o pacto já consolidado e abriria espaço para obstrução sistemática.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) assumiu papel proeminente na articulação da nova estratégia partidária. Em discurso na tribuna na terça-feira, 26 de maio, ele afirmou que o partido priorizará a votação da proposta da PSOL, justificando a iniciativa com a defesa do “liberalismo econômico e da relação livre de trabalho”.

A reação da base aliada foi imediata e contundente. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), qualificou a postura do PL como “demagogia calculada” e ressaltou que o objetivo real é “atrasar a tramitação e desgastar o governo”. Ele reafirmou o compromisso com a escala 5×2 como “uma conquista real, factível e negociada”.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou duramente a iniciativa, chamando-a de “palhaçada sem limite” e acusando a bancada de oposição de “desrespeitar a inteligência da classe trabalhadora”. Segundo Guimarães, o PL age como se fosse defensor dos direitos laborais, mas na prática trava a única proposta com chance real de ser aprovada.

A manobra reproduz táticas anteriores do PL em pautas fiscais, como durante a tramitação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Governistas confiam que Hugo Motta manterá o controle da pauta e impedirá que a iniciativa do PL altere o cronograma, dado o respaldo já existente à proposta da escala 5×2.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: PL adere à escala 4×3 e tenta constranger governo Lula


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PL adere à escala 4×3 e tenta constranger governo Lula https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/pl-adere-a-escala-4x3-e-tenta-constranger-governo-lula/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/pl-adere-a-escala-4x3-e-tenta-constranger-governo-lula/#comments Wed, 27 May 2026 04:41:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/pl-adere-a-escala-4x3-e-tenta-constranger-governo-lula/ 9 Comentários 🔥]]>
O deputado Sóstenes Cavalcante discursa em plenário da Câmara dos Deputados. (Foto: cartacapital.com.br)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que o partido mudou seu entendimento e decidiu apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso. A guinada surpreendeu o cenário político, já que a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro sempre atuou contra a ampliação de direitos e votou sistematicamente pela flexibilização das leis do trabalho.

A PEC original em debate na Câmara propõe a jornada 4×3, mas um acordo entre o presidente da comissão, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula um texto substitutivo mais moderado, com a escala 5×2. Segundo reportagem da Carta Capital, Motta afirmou haver consenso sobre os pontos do texto alternativo que será apresentado pelo relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).

Nos bastidores, o Palácio do Planalto interpreta a manobra do PL como uma tentativa de criar embaraços para o governo e dominar o debate sobre a redução da jornada. A tática bolsonarista visa forçar a base aliada a rejeitar uma proposta mais benéfica, arriscando um desgaste político com os eleitores e a classe trabalhadora.

A Câmara dos Deputados espera votar o parecer da comissão especial ainda nesta semana, para que o texto possa seguir ao plenário e, posteriormente, ao Senado. Em suas redes sociais, o líder do PL declarou que ‘o trabalhador brasileiro merece mais dignidade’ e desafiou os partidos governistas a provarem sua defesa dos trabalhadores no momento da votação.

A provocação coloca o governo e seus aliados em uma encruzilhada: manter o acordo pela escala 5×2 ou apoiar a proposta mais audaciosa do PL, arriscando inviabilizar a aprovação de qualquer mudança. A súbita defesa dos trabalhadores pelo partido contrasta com seu histórico, que inclui o apoio à reforma trabalhista e a medidas de precarização durante a gestão de Bolsonaro.

O relator Léo Prates trabalha para finalizar seu parecer com base no acordo do governo, defendendo a jornada 5×2 como o texto a ser votado. Apesar da investida do PL, o Planalto confia na articulação de Hugo Motta e na lealdade de sua base para aprovar a proposta negociada, superando o que consideram uma tática para tumultuar a pauta legislativa.


Leia também: Celulares de Cláudio Castro vão para análise da PF e Alerj entra em alerta com avanço do caso Master


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Aliança do PL vê prestação de contas de Flávio como fator decisivo para apoio à presidência https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/alianca-do-pl-ve-prestacao-de-contas-de-flavio-como-fator-decisivo-para-apoio-a-presidencia/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/alianca-do-pl-ve-prestacao-de-contas-de-flavio-como-fator-decisivo-para-apoio-a-presidencia/#respond Wed, 20 May 2026 22:50:21 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/alianca-do-pl-ve-prestacao-de-contas-de-flavio-como-fator-decisivo-para-apoio-a-presidencia/
Ilustração editorial sobre Aliança do PL vê prestação de contas de Flávio como fator decisivo para apoio à presidência. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu à sua equipe jurídica a prestação de contas do filme ‘Dark Horse’ em 30 dias, segundo revelações após reunião da bancada do Partido Liberal. A declaração ocorre após o site The Intercept Brasil ter divulgado a negociação entre Flávio e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de R$ 134 milhões para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com R$ 61 milhões já repassados.

A divulgação de que um contrato vinculado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro e que o fundo que recebeu os recursos é controlado por aliados dele foi usada por governistas para levantar suspeitas de que pelo menos parte do dinheiro envolva recursos públicos e tenha sido revertido para a estadia do irmão nos Estados Unidos. Governistas pediram investigações sobre possíveis irregularidades como lavagem de dinheiro, tráfico de influência e evasão de divisas.

Flávio nega irregularidades e afirma que os recursos do fundo não bancaram o irmão para ficar no país americano. Parlamentares da bancada do PL avaliam que Flávio cometeu um erro estratégico ao não antecipar aos aliados seu envolvimento com Vorcaro, para que houvesse tempo de criar uma defesa. Também criticam que o senador deveria ter admitido a relação com o banqueiro ao ser perguntado sobre o filme horas antes da revelação do Intercept.

Segundo fontes do portal UOL, há uma avaliação de que Flávio subestimou a gravidade de seus contatos com o dono do Banco Master, por não ter ainda em mente que seria pré-candidato à Presidência da República e por considerar que o empresário tinha uma série de conexões de grande porte. O senador também teria menosprezado a possibilidade de que sua relação com Vorcaro viesse à tona.

Por outro lado, conta a favor de Flávio uma crença de que ele convenceu parte dos seus apoiadores de que não tinha más intenções nessa relação e de que a lógica da busca por patrocínio ao filme ‘fez sentido’. A continuidade da defesa da instauração de uma comissão de inquérito no Congresso Nacional ajuda nesse esforço.

Há uma avaliação ainda de que se esperava uma queda pior nas pesquisas, o que não se provou pelo menos na pesquisa AtlasIntel divulgada recentemente. A aposta no forte sentimento ‘anti-Lula’, a bênção do pai e o sobrenome Bolsonaro são elementos para um entendimento de que Flávio segue o candidato mais viável para chegar ao segundo turno.

Segundo essa análise, os impactos das revelações sobre Flávio se dividem no campo ‘criminal’ e ‘moral’. O campo criminal, ou seja, a possibilidade de o senador ter de fato cometido infrações em parceria com o banqueiro, seria o cenário mais difícil para apoiá-lo. Já a contradição moral, sobre Flávio ter pedido dinheiro a Vorcaro, é vista como uma dificuldade mais contornável.

As revelações sobre o filho de Bolsonaro também afetam os parlamentares de outros partidos, mas que têm votos dos conservadores. Um parlamentar com forte eleitorado bolsonarista comparou o sentimento sobre Flávio como a torcida por um time de futebol: apesar de duras críticas, sua paixão não permite torcer por outro clube.

Por enquanto, atores da direita avaliam que a pressão sobre Flávio é maior dentro da política do que na população, porque são os demais parlamentares, prefeitos e vereadores que ainda examinam a viabilidade de pedir votos ao filho de Bolsonaro em seus redutos, diante da imprevisibilidade de novas descobertas.


Leia também: Flávio chama PL às pressas após queda nas pesquisas e tenta conter crise aberta pelo caso Vorcaro


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PT e PL pressionam Hugo Motta por transparência nas votações da Câmara https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-pressionam-hugo-motta-por-transparencia-nas-votacoes-da-camara/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-pressionam-hugo-motta-por-transparencia-nas-votacoes-da-camara/#respond Mon, 06 Apr 2026 13:11:46 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-pressionam-hugo-motta-por-transparencia-nas-votacoes-da-camara/ Os partidos PT e PL, historicamente opostos, uniram-se em uma iniciativa conjunta para cobrar do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, maior clareza no processo de votação do plenário.

A proposta, protocolada no dia 2 de abril de 2026 pela deputada Gisela Simona (União-MT), busca alterar o regimento interno da Casa, exigindo que a pauta de votações seja publicada com antecedência mínima de 24 horas.

De acordo com o portal Metrópoles, o projeto já reúne apoio de parlamentares de diferentes espectros ideológicos, como PSOL, PDT, PCdoB, Novo, PP e PSD, demonstrando a amplitude da insatisfação com a atual falta de previsibilidade nas deliberações.

Gisela Simona, autora da proposta, argumenta que a demora na divulgação das pautas compromete o trabalho dos deputados, especialmente daqueles que não integram os colegiados responsáveis pela definição das prioridades legislativas.

Ela destaca que a imprevisibilidade também afeta as assessorias parlamentares, cujas análises técnicas são essenciais para embasar as decisões no plenário. A reclamação sobre a publicação tardia das pautas é um ponto de atrito recorrente entre os parlamentares, que muitas vezes recebem as informações com tempo insuficiente para preparação adequada.

O projeto conta com a assinatura de diversos deputados, entre eles Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Duda Salabert (PDT-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Maria do Rosário (PT-RS), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Orlando Silva (PCdoB-SP), Laura Carneiro (PSD-RJ), Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

A lista reflete um raro consenso entre siglas de esquerda, centro e direita, evidenciando a urgência de mudanças nas práticas internas da Câmara. A medida, segundo os signatários, visa garantir que o processo legislativo seja mais acessível e organizado, permitindo um debate mais qualificado sobre os temas em votação.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial do presidente Hugo Motta ou de outros membros da Mesa Diretora sobre a proposta. Fontes próximas à presidência da Câmara indicam que a alteração no regimento pode enfrentar resistência, uma vez que a flexibilidade na definição das pautas é vista por alguns como uma ferramenta estratégica para a condução dos trabalhos legislativos.

Parlamentares da base governista, que preferiram não se identificar, apontaram que a divulgação antecipada poderia limitar a capacidade de negociação política em momentos críticos, especialmente em votações de interesse do Executivo. Enquanto isso, os defensores do projeto sustentam que a transparência é um princípio inegociável para o fortalecimento do papel do Legislativo.

A iniciativa surge em um contexto de crescentes críticas ao funcionamento interno da Câmara, onde a falta de planejamento nas votações tem sido apontada como um obstáculo para a eficiência do trabalho parlamentar.

A tramitação da proposta será acompanhada de perto, já que seu resultado pode redefinir as dinâmicas de poder e organização dentro da Casa. O debate sobre o tema promete mobilizar não apenas os deputados, mas também a sociedade civil, que acompanha com interesse as reformas voltadas para a melhoria da representatividade e da gestão pública.

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PT e PL se unem para exigir mais transparência na Câmara dos Deputados https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-se-unem-para-exigir-mais-transparencia-na-camara-dos-deputados/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-se-unem-para-exigir-mais-transparencia-na-camara-dos-deputados/#respond Mon, 06 Apr 2026 11:43:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-se-unem-para-exigir-mais-transparencia-na-camara-dos-deputados/ Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Liberal (PL), apesar de suas históricas divergências ideológicas, uniram esforços para cobrar mais transparência nas atividades da Câmara dos Deputados. O objetivo central da iniciativa é pressionar o presidente da Casa, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, a divulgar a pauta de votações com antecedência mínima de 24 horas.

A medida, defendida por deputados de diferentes espectros políticos, busca garantir maior organização e previsibilidade no trabalho legislativo. O projeto que propõe a alteração no regimento interno da Câmara foi protocolado no dia 31 de março de 2026 pela deputada Gisela Simona, do União Brasil-MT.

A proposta já reúne apoio de representantes de diversos partidos, como PT, PSOL, PDT, PCdoB, PL, Novo, PP e PSD. A insatisfação com a demora na publicação das pautas, decisão que cabe ao presidente da Câmara em articulação com o colégio de líderes, tem sido um ponto de atrito recorrente entre os parlamentares, que alegam dificuldades para planejar suas atuações no plenário.

A autora da proposta argumenta que a falta de antecedência na divulgação das matérias a serem votadas compromete não apenas o desempenho dos deputados, mas também o suporte técnico prestado por suas equipes de assessoria. Essas equipes desempenham um papel essencial na análise e no embasamento das decisões legislativas, e a ausência de tempo hábil para preparação tem gerado críticas frequentes ao atual modelo de gestão da pauta.

Entre os parlamentares que endossam o projeto estão figuras de destaque de diferentes regiões e partidos: Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Duda Salabert (PDT-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Maria do Rosário (PT-RS), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Orlando Silva (PCdoB-SP), Laura Carneiro (PSD-RJ), Delegado Matheus Laiola (União Brasil-PR) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ). A amplitude do apoio reflete a relevância da demanda por mudanças nas práticas internas da Casa.

Conforme noticiado pelo portal Metrópoles, a iniciativa sublinha a necessidade de um ambiente legislativo mais estruturado, no qual deputados e suas equipes possam se preparar adequadamente para as sessões de votação. A pressão sobre Hugo Motta ocorre em um contexto de crescente cobrança por eficiência no funcionamento da Casa, especialmente em um ano marcado por intensas disputas políticas.

No dia 6 de abril de 2026, o projeto segue em tramitação, com expectativa de que a adesão multipartidária acelere sua análise. A convergência entre PT e PL, partidos que raramente se alinham em pautas institucionais, evidencia a gravidade do problema percebido no atual sistema de divulgação das pautas. Caso aprovada, a medida pode estabelecer um precedente importante para a modernização dos procedimentos legislativos e impactar diretamente a dinâmica de trabalho na Câmara.

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PT e PL apoiam projeto do União Brasil por mais transparência na Câmara https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-apoiam-projeto-do-uniao-brasil-por-mais-transparencia-na-camara/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-apoiam-projeto-do-uniao-brasil-por-mais-transparencia-na-camara/#respond Mon, 06 Apr 2026 11:41:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-apoiam-projeto-do-uniao-brasil-por-mais-transparencia-na-camara/ Em uma articulação incomum, os partidos PT e PL, historicamente posicionados em polos opostos da política brasileira, decidiram apoiar um projeto que busca aumentar a transparência nas votações da Câmara dos Deputados. A proposta, protocolada no dia 31 de março pela deputada Gisela Simona, do União Brasil-MT, exige que a pauta de votações do plenário seja publicada com antecedência mínima de 24 horas.

Conforme noticiado pelo portal Metrópoles, a iniciativa já reúne apoio de parlamentares de diversas siglas, como PSOL, PDT, PCdoB, Novo, PP e PSD, demonstrando um raro consenso multipartidário.

A demanda por maior previsibilidade nas pautas legislativas responde a uma crítica frequente entre os deputados, que muitas vezes recebem a agenda de votações em cima da hora, dificultando a preparação para debates e decisões. Gisela Simona destacou que essa falta de antecedência não apenas compromete o desempenho dos parlamentares — especialmente daqueles que não integram os colegiados responsáveis pela definição das pautas — mas também impacta o trabalho das assessorias, fundamentais para embasar as deliberações com qualidade.

Entre os parlamentares que endossaram o projeto estão nomes de diferentes espectros ideológicos: Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Duda Salabert (PDT-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Maria do Rosário (PT-RS), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Orlando Silva (PCdoB-SP), Laura Carneiro (PSD-RJ), Delegado Matheus Laiola (União Brasil-PR) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ). Essa ampla adesão reflete a insatisfação generalizada com os atuais procedimentos da Câmara e a busca por um processo legislativo mais claro e organizado.

A proposta pressiona diretamente o presidente da Câmara, Hugo Motta, a revisar o regimento interno da Casa. Até o momento, não houve pronunciamento oficial de Motta ou da Mesa Diretora sobre a viabilidade da mudança, mas a mobilização de partidos tão distintos sugere que o tema ganhará destaque nas próximas discussões.

A articulação, iniciada no final de março, segue sendo debatida nos bastidores, com expectativa de que novas adesões fortaleçam a cobrança por transparência no cotidiano legislativo. O desfecho da iniciativa pode marcar um avanço significativo na relação entre os parlamentares e a condução das atividades da Câmara.

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Deputados do PT e PL unem forças para cobrar transparência na Câmara https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/deputados-do-pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-na-camara/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/deputados-do-pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-na-camara/#respond Mon, 06 Apr 2026 11:14:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/deputados-do-pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-na-camara/ Deputados do PT e do PL, partidos historicamente opostos, formaram uma aliança inusitada para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, por maior transparência nas votações do plenário. A ação ganhou corpo com a apresentação de um projeto de lei protocolado no dia 31 de março de 2026 pela deputada Gisela Simona, do União-MT.

A proposta busca alterar o regimento interno da Câmara e exige que a pauta de votações seja publicada com antecedência mínima de 24 horas, permitindo melhor preparação dos parlamentares para as sessões.

A iniciativa conta com amplo respaldo político, reunindo assinaturas de deputados de diversas legendas, como PSOL, PDT, PCdoB, Novo, PP e PSD. Entre os apoiadores estão Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Duda Salabert (PDT-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Maria do Rosário (PT-RS), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Orlando Silva (PCdoB-SP), Laura Carneiro (PSD-RJ), Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

Essa diversidade partidária evidencia um raro consenso sobre a urgência de organizar e dar previsibilidade ao trabalho legislativo.

De acordo com Gisela Simona, a ausência de divulgação antecipada das pautas compromete a qualidade das decisões no plenário, já que deputados e suas equipes muitas vezes recebem as informações em cima da hora. Essa reclamação tem sido ecoada por parlamentares de diferentes espectros ideológicos, que apontam dificuldades em analisar os projetos com o devido aprofundamento.

A articulação para a apresentação do projeto se intensificou no início de abril de 2026, refletindo uma insatisfação crescente com os métodos atuais de gestão da pauta na Câmara. Parlamentares como Fernanda Melchionna destacaram que a medida é essencial para fortalecer a democracia interna da Casa, permitindo que os deputados exerçam seu papel com mais eficácia.

A pressão sobre Hugo Motta ocorre em um contexto de demandas por maior abertura nas instituições públicas, com a transparência sendo vista como um pilar para a credibilidade do Legislativo. Para mais informações sobre os desdobramentos dessa iniciativa, confira a cobertura completa no portal Metrópoles.

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PT e PL unem forças para cobrar transparência de Hugo Motta na Câmara https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-de-hugo-motta-na-camara/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-de-hugo-motta-na-camara/#respond Mon, 06 Apr 2026 11:11:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/pt-e-pl-unem-forcas-para-cobrar-transparencia-de-hugo-motta-na-camara/ Deputados do PT e do PL, partidos historicamente opostos, formaram uma aliança inusitada para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos-PB, por maior transparência nas votações do plenário.

O objetivo é alterar o regimento interno da Casa, exigindo que a pauta de votações seja publicada com antecedência mínima de 24 horas. A proposta, protocolada pela deputada Gisela Simona, do União-MT, no dia 31 de março, já reúne apoio de parlamentares de diferentes siglas, como PSOL, PDT, PCdoB, Novo, PP e PSD, evidenciando um consenso raro em torno da necessidade de mudanças no funcionamento legislativo.

A deputada Gisela Simona argumenta que a falta de previsibilidade na divulgação das pautas compromete o trabalho dos deputados, especialmente daqueles que não integram as instâncias de decisão, como o colégio de líderes.

Além disso, a demora na publicação dificulta a atuação das assessorias parlamentares, essenciais para embasar as decisões com análises técnicas. Essa crítica é recorrente entre os parlamentares, que frequentemente se deparam com pautas definidas de última hora pelo presidente da Câmara em conjunto com lideranças partidárias, limitando o tempo de preparação para debates e votações.

Entre os apoiadores da proposta estão nomes de peso de diferentes espectros ideológicos: Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Duda Salabert (PDT-MG), Evair Vieira de Melo (PP-ES), Maria do Rosário (PT-RS), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), José Medeiros (PL-MT), Orlando Silva (PCdoB-SP), Laura Carneiro (PSD-RJ), Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

Essa coalizão multipartidária reforça a urgência de um processo legislativo mais claro, no qual os deputados possam se organizar com antecedência para discutir e votar matérias de interesse público.

Até o dia 6 de abril, não há informações confirmadas sobre avanços na tramitação da proposta ou sobre a resposta oficial de Hugo Motta à pressão dos parlamentares. A união de partidos tão distintos sinaliza que a transparência na condução das votações é uma prioridade que transcende disputas ideológicas, podendo impactar diretamente a qualidade das decisões tomadas na Câmara dos Deputados.

Conforme destacou o portal Metrópoles, a proposta encabeçada por Gisela Simona reflete um esforço para modernizar as práticas legislativas, garantindo que todos os parlamentares tenham condições iguais de contribuir para os debates. Resta saber se a pressão surtirá efeito e se a alteração no regimento interno será aprovada, mas o movimento já marca um momento de convergência política em torno de uma causa estrutural no funcionamento da Câmara.

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PGR pede condenação de deputados do PL por esquema de propina em emendas https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/pgr-pede-condenacao-de-deputados-do-pl-por-esquema-de-propina-em-emendas/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/10/pgr-pede-condenacao-de-deputados-do-pl-por-esquema-de-propina-em-emendas/#respond Tue, 10 Mar 2026 20:27:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226948 A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de três deputados federais do Partido Liberal (PL) acusados de integrar um esquema de desvio de emendas parlamentares. O julgamento começou nesta terça-feira (10) na Primeira Turma da Corte.

Durante a sessão, o subprocurador-geral da República Paulo Vasconcelos Jacobina afirmou que as provas reunidas nas investigações demonstram a existência de uma estrutura organizada para desviar recursos públicos por meio da destinação de emendas parlamentares.

Segundo ele, os acusados criaram um esquema estruturado para exigir pagamento de propina em troca da liberação de verbas federais destinadas a municípios. “Entre 2019 e 2021, os acusados constituíram uma estrutura ordenada com divisão clara de tarefas voltada ao envio de emendas parlamentares a municípios com cobrança de propina de 25% dos valores repassados”, afirmou Jacobina durante a sustentação oral no Supremo.

O caso envolve os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE), além de outros cinco réus apontados como participantes do esquema.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo teria cobrado cerca de R$ 1,6 milhão em propina para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão. Segundo a acusação, a cobrança representaria cerca de 25% do valor total das emendas liberadas.

O esquema teria ocorrido entre os anos de 2019 e 2021 e pode ter envolvido a atuação coordenada dos parlamentares e de aliados políticos e operadores financeiros.

“Não há dúvida de que os réus constituíram e integraram organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagem financeira indevida em razão do envio de emendas para diferentes municípios”, declarou o subprocurador.

As investigações tiveram início após denúncias do então prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, que relatou ter sofrido pressões e cobranças para realizar pagamentos ilegais em troca da liberação das verbas.

A ação penal está sendo analisada pela Primeira Turma do STF, responsável por julgar processos criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado. O processo tem como relator o ministro Cristiano Zanin. Também integram a turma os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Os réus respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Caso sejam condenados, podem enfrentar penas de prisão e a perda do mandato parlamentar. Em manifestação anterior no processo, a Procuradoria-Geral da República também solicitou ao Supremo o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

O caso é considerado um dos primeiros julgamentos no STF envolvendo acusações de comercialização de emendas parlamentares — mecanismo que permite a deputados e senadores direcionar parte do orçamento federal para projetos e obras em estados e municípios.

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Racha no PL derruba Carol De Toni em Santa Catarina https://www.ocafezinho.com/2026/02/06/racha-no-pl-derruba-carol-de-toni-em-santa-catarina/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/06/racha-no-pl-derruba-carol-de-toni-em-santa-catarina/#respond Fri, 06 Feb 2026 08:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225459 Apoio público de Michelle Bolsonaro à deputada catarinense amplia conflito interno e escancara divisões dentro do próprio clã bolsonarista

A política, quando se fecha em sobrenomes, costuma cobrar seu preço. Em Santa Catarina, o PL decidiu pagar para ver. A saída da deputada federal Carol De Toni do partido não nasce de um capricho pessoal, mas de uma imposição vinda de cima. E, sobretudo, de um recado claro: a prioridade não é a base local, e sim o clã.

Ao reservar as duas vagas ao Senado de 2026 sem diálogo com o estado, a direção nacional do PL escancarou um método. De um lado, Carlos Bolsonaro. Do outro, um nome indicado pela federação União Brasil-PP. No meio do caminho, ficou uma parlamentar com votos, visibilidade e atuação orgânica em Santa Catarina. Ainda assim, sobrou o empurrão para fora.

A comunicação chegou fria e sem margem de negociação. Segundo relatos, Carol De Toni ouviu que o acordo era “irrevogável” e fazia parte de um desenho nacional do partido. Valdemar Costa Neto conduziu a decisão sem consultar lideranças catarinenses.

Nesse contexto, o veto soou menos como estratégia eleitoral e mais como humilhação política. Afinal, De Toni construiu base no estado, disputou espaço internamente e entregou resultados. Mesmo assim, perdeu lugar para um sobrenome importado do Rio de Janeiro.

Além disso, aliados interpretaram o movimento como uma limpeza prévia. O objetivo seria abrir caminho para Carlos Bolsonaro, ainda que isso significasse sacrificar um quadro competitivo. Assim, o PL trocou enraizamento local por fidelidade familiar.

O episódio poderia ter ficado restrito aos bastidores. No entanto, Michelle Bolsonaro decidiu falar. E, ao falar, bagunçou o tabuleiro. Presidente do PL Mulher, ela publicou mensagens e imagens ao lado de Carol De Toni, deixando claro o apoio político.

O gesto teve peso. Dentro do bolsonarismo, soou como desafio direto a Carlos Bolsonaro, com quem Michelle mantém uma relação marcada por disputas silenciosas. Dessa vez, o silêncio não se sustentou.

Com isso, a crise deixou de ser apenas partidária e ganhou contornos familiares. Dirigentes do PL admitiram, reservadamente, que a manifestação pública inviabilizou o discurso de unidade. Mais do que isso, ampliou o desgaste da imposição feita em Santa Catarina.

Carlos Bolsonaro respondeu do jeito que costuma responder. Sem citar nomes, publicou mensagens enigmáticas nas redes sociais, interpretadas como recados internos. A estratégia manteve o tom de confronto, ainda que sem assumir o embate frontal.

Valdemar Costa Neto, por sua vez, preferiu o silêncio público. Nos bastidores, porém, reforçou que o acordo com a federação União Brasil-PP segue como prioridade absoluta para 2026. O cálculo nacional falou mais alto que o custo regional.

Enquanto isso, o desconforto cresceu entre quadros do PL em Santa Catarina. Muitos enxergaram a condução como autoritária e politicamente míope. Afinal, eleições se vencem com votos, não apenas com sobrenomes.

A exclusão de Carol De Toni não passa incólume pelo eleitorado. Parte da base bolsonarista rejeita a ideia de uma candidatura “importada” e tende a acompanhar a deputada fora do PL. Outra parcela permanece fiel ao clã Bolsonaro, apostando na transferência automática de votos.

Esse racha cria ruído em um estado historicamente conservador, mas nada homogêneo. Aliados do governador Jorginho Mello avaliam que o episódio pode custar caro. Em uma disputa apertada, cada fragmentação pesa.

Além disso, a divisão enfraquece o discurso de unidade da direita catarinense. Em vez de ampliar alianças, o PL optou por estreitar o funil.

Fora do partido, Carol De Toni não ficou isolada. Ela conversa com diferentes legendas do campo conservador e do centro-direita. O objetivo é claro: manter protagonismo eleitoral e viabilidade para 2026, seja como candidata ao Senado ou como peça central de uma chapa competitiva.

Dirigentes partidários enxergam nela potencial para herdar parte do voto bolsonarista que se sente órfão do PL. Em outras palavras, a saída pode custar mais ao partido do que à deputada.

A federação União Brasil-PP avança na indicação do segundo nome ao Senado em Santa Catarina. O perfil buscado privilegia trânsito empresarial e alinhamento ao centro. No papel, o acordo fortalece a estratégia nacional do PL. Na prática, cobra um preço alto no plano regional.

O episódio deixa um recado incômodo. Ao priorizar o clã Bolsonaro, o partido aceita rachas, conflitos internos e até disputas familiares. Em Santa Catarina, a direita caminha para 2026 dividida. E, como a história costuma mostrar, divisão raramente combina com vitória.

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Crise interna abala PL em Santa Catarina https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/crise-interna-abala-pl-em-santa-catarina/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/crise-interna-abala-pl-em-santa-catarina/#respond Thu, 05 Feb 2026 15:05:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225460 Carol De Toni sai do partido! Deputada federal catarinense anuncia ruptura após clã Bolsonaro reservar vagas ao Senado e Michelle Bolsonaro defender publicamente a aliada

A deputada federal Caroline de Toni deixou o Partido Liberal (PL) nesta quarta-feira (4). Ela tomou a decisão depois de descobrir que as duas vagas ao Senado por Santa Catarina já tinham dono definido. Uma delas destinava-se a Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A outra ficaria com um nome indicado pela federação União Brasil-PP. No entanto, o episódio ganhou contornos dramáticos quando Michelle Bolsonaro saiu em defesa aberta de De Toni, desafiando diretamente o enteado.

Lideranças próximas à deputada contam que ela recebeu a notícia de forma direta. A cúpula nacional do PL, comandada por Valdemar Costa Neto, considerava o acordo “irrevogável”. Além disso, a escolha seguia uma estratégia maior, traçada em Brasília, sem ouvir as vozes do diretório catarinense.

Aliados de De Toni interpretam o veto como uma exclusão deliberada. Eles acreditam que o partido abriu mão de uma parlamentar com forte base eleitoral no estado apenas para privilegiar o sobrenome Bolsonaro. Assim, a deputada, que construiu carreira política sólida em Santa Catarina, viu-se afastada em nome de interesses familiares.

Michelle Bolsonaro intervém e expõe divisões familiares

Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, resolveu agir. Ela publicou fotos ao lado de De Toni nas redes sociais e enviou mensagens claras de apoio. O gesto, porém, caiu como uma bomba nos corredores do partido.

Nos bastidores, muitos viram a atitude como um desafio direto a Carlos Bolsonaro. A relação entre Michelle e o enteado já enfrenta tensões conhecidas dentro do clã. Dessa forma, o apoio público escancarou rachas que normalmente ficam escondidos. Dirigentes do PL admitem que a intervenção dificultou qualquer tentativa de manter a imagem de união.

Carlos Bolsonaro preferiu responder de forma indireta. Ele postou mensagens nas redes que aliados interpretaram como recados internos. Já Valdemar Costa Neto optou pelo silêncio público. Nos corredores, no entanto, ele reforça a aliados que a aliança com União Brasil e PP permanece prioridade para as eleições de 2026.

Direita catarinense sente os primeiros tremores

A saída de De Toni provoca divisão imediata na base conservadora de Santa Catarina. Parte dos eleitores bolsonaristas rejeita a ideia de uma candidatura “importada” de fora do estado. Muitos deles tendem a seguir a deputada para onde ela for. Outra parcela, porém, mantém lealdade ao clã Bolsonaro e aposta na força do nome da família.

Aliados do governador Jorginho Mello, também filiado ao PL, veem o episódio com preocupação. Eles temem que o atrito gere barulho desnecessário e custe votos em uma disputa que já se anuncia apertada. Afinal, Santa Catarina tradicionalmente concentra forças da direita, e qualquer fragmentação pode abrir espaço para adversários.

Fora do PL, a deputada já conversa com outros partidos do espectro conservador e de centro-direita. Ela busca manter protagonismo nas eleições de 2026, seja disputando o Senado ou montando uma chapa forte. Lideranças de legendas rivais reconhecem o potencial de De Toni. Elas avaliam que a parlamentar pode atrair parcela significativa do eleitorado bolsonarista que se sente órfão no estado.

A federação União Brasil-PP avança na escolha do segundo nome para o Senado. O perfil buscado alia centro político e bom diálogo com o setor empresarial. Essa costura atende à lógica nacional do PL, mas gera custo elevado em Santa Catarina. A imposição vinda de Brasília ignora raízes locais e expõe fragilidades na construção de alianças.

O caso de Carol De Toni revela uma estratégia recorrente no bolsonarismo: a família Bolsonaro prevalece sobre quadros regionais, mesmo quando isso provoca divisões. Em Santa Catarina, a direita chega a 2026 mais fragmentada do que o desejado. Assim, o episódio serve de alerta sobre os riscos de priorizar lealdades pessoais em detrimento da coesão política necessária para enfrentar desafios eleitorais futuros.

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