recessão econômica - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/recessao-economica/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 07 Apr 2025 13:50:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png recessão econômica - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/recessao-economica/ 32 32 Wall Street pensou que Trump era um deles: Errado! https://www.ocafezinho.com/2025/04/07/wall-street-pensou-que-trump-era-um-deles-errado/ Mon, 07 Apr 2025 13:50:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=206189 De apoiadores ferrenhos a críticos furiosos – bilionários como Bill Ackman já admitem que Trump está destruindo a confiança do mercado

A medida de Donald Trump de impor tarifas amplas e mal elaboradas aos parceiros comerciais dos EUA está forçando investidores a reconsiderar a crença de que seu segundo mandato seria positivo para os mercados e a economia. Ouvir gestores tentando justificar essa guinada revela muito sobre como Wall Street subestimou o presidente.

Embora suas tendências populistas e visões extremas sobre comércio fossem riscos conhecidos, seus apoiadores ricos focavam mais em suas promessas de cortar impostos e regulamentações. A inclusão de bilionários em seu governo passou a ideia de que ele não prejudicaria seus portfólios. No entanto, fortalecido pela vitória eleitoral e por sobreviver a um atentado, Trump parece disposto a arriscar recessão e inflação mais alta para trazer empregos industriais aos EUA.

As poucas vozes moderadas em seu governo e a reação negativa do mercado foram ignoradas, deixando o S&P 500 à beira de um bear market. O risco de calotes corporativos aumenta, hedge funds enfrentam chamadas de margem, e IPOs estão congelados.

Executivos, gestores de hedge funds e investidores que apoiaram Trump agora vivem algo parecido com os cinco estágios do luto: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Alguns ainda veem Trump como um negociador excepcional que usou tarifas altas para forçar acordos – o governo afirma que mais de 50 países já procuraram negociar. Mas essa visão é contraditória: a comunicação desastrosa e tarifas maiores para países com superávits comerciais não fazem sentido.

Conforme Trump se recusa a admitir erros, o medo de críticas entre seus apoiadores ricos começa a se dissipar. O bilionário Bill Ackman, aliado do presidente, inicialmente defendeu as tarifas no X: “Quanto mais os mercados apoiarem sua estratégia, maior a chance de sucesso”. Dias depois, mudou o discurso: “A escala das tarifas foi um erro. O presidente está perdendo a confiança dos líderes empresariais.”

Muitos em Wall Street se tranquilizaram com a nomeação de Scott Bessent para o Tesouro. Mas o ex-CIO da Soros Fund Management não moderou as tarifas – e suas próprias declarações são preocupantes. Em entrevista a Tucker Carlson, Bessent admitiu desconforto com o mercado, mas destacou que “os 50% mais ricos têm ações, enquanto os 50% mais pobres têm dívidas e precisam de alívio”. Ele ainda minimizou a queda das ações, culpando a “competição chinesa em IA” – não as políticas de Trump.

O gestor Dan Loeb, da Third Point, rebateu o otimismo do governo no X: ações industriais não parecem animadas com “esse nivelamento do campo”. Já o investidor Chamath Palihapitiya, apoiador de Trump, pulou direto para a aceitação: “Ele está fazendo o que prometeu. Quem espera recuo nas tarifas vai se decepcionar. Não há mais um ‘colchão’ do governo para salvar o mercado.” Ele citou a queda dos juros dos Treasuries como “prova” de que a estratégia está funcionando – ignorando que a queda reflete medo de recessão.

Apoiadores de Trump em Wall Street e no Vale do Silício ainda precisam digerir o choque. Bilionários que abraçaram um projeto antiestablishment agora colhem os frutos amargos: a revolução de Trump está devorando seus próprios aliados.

Com informações de Bloomberg*

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Tarifas de Trump podem levar a recessão econômica global https://www.ocafezinho.com/2025/04/04/tarifas-de-trump-podem-levar-a-recessao-economica-global/ Fri, 04 Apr 2025 22:01:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205978 Especialistas preveem inflação, queda de crescimento e perda de empregos, com impactos negativos também para os Estados Unidos.

As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, poderão desencadear recessão econômica em vários países, segundo a agência de classificação de risco Fitch Ratings. Especialistas preveem inflação acompanhada de queda de crescimento e empregos a nível global, com impactos diferenciados para cada região e efeitos negativos também para a economia americana.

O impacto da guerra comercial de Trump previsto por observadores inclui uma queda entre 0,4% e 0,8% no crescimento global, o aumento de meio ponto percentual na inflação mundial e a perda de 300 mil empregos em países ricos.

“Este é um divisor de águas, não só para a economia dos EUA como para a economia global”, diz Olu Sonola, chefe de Pesquisa Econômica para os Estados Unidos da Fitch Ratings. “Você pode jogar fora a maioria das previsões se essa tarifa permanecer ativa por um longo período.”

Impactos para a América Latina

Um cenário de recessão e inflação nos EUA poderia aumentar o desemprego e reduzir as remessas para a América Latina, afetando as economias da região.

A América Latina é um relevante importador dos produtos americanos, tendo alcançado 486 milhões de dólares em 2023, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O aumento da inflação no EUA tende, portanto, a fazer também subirem os preços dos produtos que chegam à região.

Por sua vez, os consumidores americanos poderão ver aumentar o preço das bananas, importadas em grande quantidade pelos EUA de Guatemala, Equador e Costa Rica, bem como do café, exportado pelo Brasil e pela Colômbia.

O café exportado pelo Brasil deverá ficar mais caro nas prateleiras dos supermercados americanos | Douglas Magno/AFP/Getty Images

Todos estes países estarão sujeitos a partir de sábado (05/04) à tarifa de 10%, a linha de base aplicada pelo governo americano a todos os seus parceiros comerciais. Outros países dentro e fora da América Latina, entretanto, enfrentam percentuais mais altos, como Guiana (38%), Venezuela (15%), China (34%) e União Europeia (20%).

Na contramão, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que a região poderia se beneficiar das tarifas. “Produtos agroindustriais e semi-industriais de países fora da América Latina estão se tornando mais caros nos mercados dos EUA, e se pudermos produzir estes produtos mais barato, é hora de exportá-los para lá”, ele escreveu no X.

Já o Brasil começa a mobilizar um arsenal de medidas, com o Palácio do Planalto e o Congresso já trabalhando em pautas de resposta.

Disputa por mercados em China e UE

A economia chinesa se viu diante de um duro golpe, uma vez que a nova tarifa se soma a 20% anteriores, alcançando 54%. A China passa por um momento de queda no consumo interno, obrigada a buscar novos mercados para escoar sua produção.

Especialistas preveem disputas comerciais com empresas locais dos EUA, o que poderia levar os governos a implementarem restrições ou levar a cabo investigações antidumping.

Já no caso da União Europeia (UE), a previsão é de que a inflação poderia aumentar em até quatro décimos de ponto percentual, em decorrência da combinação entre novas tarifas e impostos sobre aço, alumínio e automóveis.

Entretanto, as empresas da Europa serão forçadas a reduzir os preços dos produtos que não puderem exportar, o que contribuiria para uma queda nos preços. Além disso, outros países tentarão aumentar suas exportações para a Europa, o que criará ainda mais concorrência e preços mais baixos na zona do euro.

Problemas para os EUA

O impacto das tarifas sobre os EUA tende a ser limitado, uma vez que importações e exportações de produtos ocupam lugar secundário na economia em comparação aos serviços.

Entretanto, a importação de eletrodomésticos, roupas e eletrônicos a preços acessíveis ajudou a elevar o crescimento nos últimos anos, a níveis acima de outras economias desenvolvidas.

Economistas alertam para o aumento dos preços de uma vasta gama de produtos, desde camisetas até vinho ou celulares. Segundo a Fitch Ratings, os preços mais altos pressionarão os salários reais, pesando sobre os gastos do consumidor, enquanto os lucros mais baixos e a incerteza política atuarão como entrave para o investimento empresarial.

“É provável que o crescimento dos EUA em 2025 seja mais lento do que os 1,7% que havíamos projetado em março, devido às tarifas mais altas do que o previsto”, diz uma análise da Fitch. “Esperamos que os efeitos provavelmente superem os benefícios que as empresas dos EUA possam obter com o aumento da proteção contra a concorrência estrangeira.”

Algumas grandes empresas já anunciam ajustes, como a montadora Stellantis, que disse que demitiria temporariamente trabalhadores dos EUA e fecharia fábricas no Canadá e no México. Já a General Motors disse que aumentaria a produção em solo americano.

Retaliações

A China e a União Europeia disseram que vão retaliar as tarifas impostas por Trump. O presidente da França, Emmanuel Macron, pediu que os vizinhos europeus suspendessem os investimentos nos EUA.

Pequim anunciou nesta sexta-feira a imposição de tarifas adicionais de 34% sobre as importações oriundas dos Estados Unidos e decidiu também restringir as exportações aos EUA de terras raras, materiais essenciais para a produção de produtos de alta tecnologia, como semicondutores e baterias de veículos elétricos.

Outros parceiros comerciais, incluindo Coreia do Sul, México e Índia, decidiram se abster enquanto buscam concessões. Tanto os aliados quanto os rivais americanos alertaram sobre um golpe devastador para o comércio global.

As tarifas “representam claramente um risco significativo para a perspectiva global em um momento de crescimento lento”, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, em comunicado.

“É importante evitar medidas que possam prejudicar ainda mais a economia mundial. Apelamos para os EUA e seus parceiros comerciais a trabalharem de forma construtiva para resolver as tensões comerciais e reduzir a incerteza”, acrescentou Georgieva.

Publicado originalmente pelo DW em 04/04/2025

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Uso da capacidade instalada da indústria argentina sofre queda dramática em 2024 https://www.ocafezinho.com/2025/02/15/uso-da-capacidade-instalada-da-industria-argentina-sofre-queda-dramatica-em-2024/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/15/uso-da-capacidade-instalada-da-industria-argentina-sofre-queda-dramatica-em-2024/#respond Sat, 15 Feb 2025 04:55:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201946 Política econômica de Milei desmantela indústria em nome de um ajuste fiscal artificial.

A indústria argentina sofreu um forte colapso em 2024, com a utilização da capacidade instalada caindo para 58,3% em média ao longo do ano, marcando um dos piores desempenhos da última década. A queda é um reflexo direto das políticas econômicas do presidente Javier Milei, cujo foco obsessivo na obtenção de um superávit primário ignora os impactos destrutivos sobre a economia real.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), a retração industrial foi generalizada, afetando setores estratégicos e comprometendo o crescimento econômico do país. Comparado a 2023, o nível geral da capacidade instalada caiu 11,17%, e a queda em relação a 2022 é ainda mais alarmante, chegando a 12,43%. Esses números escancaram a destruição promovida pelo modelo ultraliberal de Milei, que, longe de impulsionar a economia, está aprofundando a crise industrial e social do país.

Desmonte da economia real e ilusão do ajuste fiscal

O governo Milei tem apostado todas as suas fichas em um ajuste fiscal radical, tentando vender a ideia de um superávit primário como um sinal de recuperação econômica. No entanto, essa narrativa desmorona diante dos dados concretos da indústria. O que Milei chama de “responsabilidade fiscal” não passa de um desmonte da estrutura produtiva do país, com cortes severos em investimentos públicos, subsídios e políticas de incentivo ao setor industrial.

O superávit primário anunciado pelo governo não leva em conta fatores essenciais para avaliar a saúde financeira da Argentina, como a participação das despesas e da dívida no PIB. A queda na utilização da capacidade instalada demonstra que, longe de gerar um ambiente favorável para investimentos e crescimento, as medidas adotadas pelo governo estão sufocando a produção e gerando desemprego.

A contração da atividade industrial também reflete a brutal queda no consumo interno, resultado direto do ajuste fiscal e do arrocho salarial promovido por Milei. O poder de compra da população despencou, reduzindo a demanda por bens industriais e desencadeando um ciclo recessivo que compromete ainda mais a economia.

Setores industriais em colapso

O impacto da política econômica de Milei se reflete em praticamente todos os setores da indústria argentina. Os dados de 2024 revelam quedas expressivas em setores fundamentais para a economia do país:

  • Indústrias metálicas básicas: O setor teve uma retração de 18,48% em um ano e de 19,75% em dois anos, refletindo a redução na produção de aço e outros metais essenciais para a construção civil e a indústria de base.
  • Produtos minerais não metálicos: Uma das quedas mais severas, com recuo de 25,10% em um ano e 30,68% em dois anos, evidenciando a paralisação do setor de construção civil, que depende desses insumos.
  • Produtos têxteis: O setor teve uma contração de 18,98% em 2024, um reflexo direto da queda no consumo interno e da falta de políticas de incentivo à produção nacional.
  • Produtos de tabaco: Caiu 14,21% em um ano e 20,56% em dois anos, reforçando a tendência de colapso de setores dependentes do consumo popular.

A única exceção a essa tendência foi o setor de refinamento de petróleo, que registrou uma leve queda de apenas 0,31%, e o setor de substâncias e produtos químicos, que teve um crescimento de 5,05% em dois anos, provavelmente impulsionado por demanda externa.

Uma política que destrói empregos e paralisa a economia

A queda na capacidade instalada da indústria argentina não é apenas um número frio: ela se traduz em fábricas fechadas, demissões em massa e um agravamento da crise social. O país, que já sofre com um dos maiores índices de inflação do mundo, agora vê sua base produtiva ser desmontada em tempo recorde.

As empresas, sem demanda e sem incentivos, reduzem ou paralisam suas operações, agravando o desemprego e piorando ainda mais a crise social. Enquanto isso, Milei segue obcecado em demonstrar um suposto sucesso fiscal, manipulando números que escondem o verdadeiro impacto de suas políticas na vida real dos argentinos.

O modelo ultraliberal implementado pelo governo está levando a Argentina a uma recessão industrial profunda, sem apresentar qualquer alternativa para a retomada do crescimento. Sem estímulos à produção e com um mercado interno asfixiado, a economia argentina caminha para um cenário de colapso ainda mais severo.

O futuro sombrio da indústria argentina

Se mantidas as diretrizes econômicas atuais, a tendência para 2025 é de um aprofundamento da crise industrial. O governo continua promovendo ajustes sem considerar a necessidade de políticas que incentivem a produção, o consumo e o crescimento econômico. A insistência em uma agenda de cortes e desregulação apenas fortalece o papel da Argentina como um país exportador de matérias-primas, sem capacidade de agregar valor e gerar empregos de qualidade.

As indústrias já começam a operar com capacidade ociosa extrema, e os investidores hesitam em colocar dinheiro em um país que parece cada vez mais instável. Sem uma mudança de rumo, a tendência é que a Argentina siga um caminho de desindustrialização acelerada, tornando-se cada vez mais dependente de importações e vulnerável às oscilações do mercado global.

O desmonte da indústria argentina promovido por Milei não é apenas um erro econômico: é um projeto ideológico que ignora as necessidades da população e da economia real. Enquanto o presidente insiste em vender a ilusão de um ajuste fiscal bem-sucedido, a realidade dos trabalhadores argentinos é de desemprego, fábricas fechadas e um país que perde sua capacidade de crescer e se desenvolver.

A crise industrial argentina não é um acidente: é o resultado direto de políticas que priorizam números vazios em detrimento do bem-estar econômico da nação. Se não houver uma mudança de rota, a Argentina pode estar à beira de um colapso ainda maior.

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Sem trabalhadores nos campos, preço da comida vai pesar no prato americano https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/sem-trabalhadores-nos-campos-preco-da-comida-vai-pesar-no-prato-americano/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/24/sem-trabalhadores-nos-campos-preco-da-comida-vai-pesar-no-prato-americano/#respond Fri, 24 Jan 2025 12:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201094 Planos de imigração de Trump causam medo nas operações da ICE, pode paralisar o setor agrícola na Califórnia, deixar campos vazios e ameaça abastecimento o alimentar


O medo de operações mais intensas da ICE (Imigração e Controle Alfandegário) já está afetando negativamente o setor agrícola do país, gerando preocupações de que os preços dos alimentos possam disparar em um futuro próximo como resultado das políticas agressivas de imigração de Donald Trump.

Segundo o The New Republic, em Bakersfield, na Califórnia, houve uma queda massiva no número de trabalhadores rurais que compareceram ao trabalho na terça-feira, enquanto agentes da ICE em veículos Chevy Suburban sem identificação detinham imigrantes na região, mirando indivíduos que acreditavam ser trabalhadores rurais, relatou o CalMatters. O resultado final: hectares de laranjas não colhidas sob o sol da Califórnia no auge da temporada.

Bakersfield representa uma pequena parte do Vale Central da Califórnia, que produz aproximadamente um quarto dos alimentos do país. O condado de Kern, onde Bakersfield está localizada, está entre os três principais condados agrícolas dos EUA nos últimos anos, em grande parte graças ao trabalho de mão de obra indocumentada, que estima-se compor mais da metade da força de trabalho do condado, de acordo com o CalMatters.

Trabalhadores indocumentados têm sido alvo ao entrar e sair de postos de gasolina, tomar café da manhã, em lojas da Home Depot ou enquanto dirigiam pela Rodovia 99, deixando muitos sem outra opção a não ser ficar em casa.

“Estamos no meio da colheita de cítricos,” disse Casey Creamer, presidente do grupo da indústria California Citrus Mutual, ao CalMatters. “Isso causou ondas de choque em toda a comunidade. As pessoas não estão indo trabalhar e as crianças não estão indo para a escola. Ontem, cerca de 25% da força de trabalho não compareceu; hoje, 75% não apareceram.”

Perder grande parte da força de trabalho agrícola dos EUA da noite para o dia é uma receita para “devastação econômica absoluta,” segundo Richard S. Gearhart, professor associado de economia da Cal State-Bakersfield, que conversou com a organização de notícias sem fins lucrativos.

“Estamos falando de um evento de nível recessivo se isso se tornar a nova norma de longo prazo,” disse Gearhart, argumentando que o resultado final das políticas de Trump será sentido nas filas de caixa dos supermercados em todo o país.

O 47º presidente prometeu efetivamente uma repressão total à imigração nos próximos quatro anos, incluindo atacar a cidadania por nascimento e ordenar operações de alto perfil da ICE em todo o país contra imigrantes indocumentados.

Mas, apenas dois dias após o início da administração, parece que os esforços anti-imigração serão uma espécie de “vale-tudo”. Na terça-feira, o Departamento de Segurança Interna anunciou que revogaria uma diretiva da era Obama, permitindo de repente que a agência de imigração detenha pessoas em locais sensíveis, como hospitais, locais de culto, tribunais, funerais e casamentos.

“Criminosos não poderão mais se esconder nas escolas e igrejas da América para evitar a prisão,” disse um porta-voz da agência em um comunicado. “A administração Trump não amarrará as mãos de nossa brava aplicação da lei, mas confiará neles para usar o bom senso.”

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