rejeição - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rejeicao/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 09 Oct 2025 21:16:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png rejeição - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rejeicao/ 32 32 Quase 80% dos eleitores de centro rejeitam Bolsonaro https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/quase-80-dos-eleitores-de-centro-rejeitam-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/09/quase-80-dos-eleitores-de-centro-rejeitam-bolsonaro/#respond Thu, 09 Oct 2025 20:30:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218944 Lula tem 42% de potencial entre os eleitores independentes ou de centro, contra 19% de Bolsonaro. O potencial de voto mede os eleitores que dizem conhecer o candidato e estariam dispostos a votar nele.

Na rejeição, o ex-presidente enfrenta 77% de resistência entre os independentes, enquanto Lula tem 54%. A rejeição mede aqueles que igualmente dizem conhecer o candidato e não votariam nele de jeito nenhum.

Os números da pesquisa Quaest divulgada hoje mostram que o presidente Lula consolidou uma posição bem expressiva junto ao centro do eleitorado, justamente o segmento que será determinante para a vitória de qualquer um dos lados nas eleições de 2026.

A Quaest divide o eleitorado brasileiro em três grandes grupos: esquerda e direita, com 35% cada, e independentes, com 29%. É claro que uma divisão como essa nunca é totalmente precisa. Há muita gente que se autoidentifica como independente, mas tem uma inclinação mais à esquerda, enquanto outros têm posição mais conservadora.

De qualquer forma, a pesquisa mostra que os eleitores mais polarizados, que não veem problema em classificar a si mesmos, têm uma opinião extremamente sólida. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, descreve isso em seu livro “Biografia do Abismo” como “calcificada”. Aqueles que se identificam como esquerda votam em Lula e rejeitam Bolsonaro. E os que se classificam como direita votam em Bolsonaro ou algum candidato indicado por ele e rejeitam de maneira quase absoluta o voto em Lula.

Considerando que o Brasil tem 156 milhões de eleitores, segundo o TSE, esse público de centro corresponde a aproximadamente 45 milhões de votantes. Eles serão um fator crucial para a construção da vitória de qualquer um dos lados em 2026.

A desaprovação a Tarcísio permanece relativamente baixa, mas isso ocorre porque ele ainda não possui o mesmo grau de conhecimento nacional. É muito provável que, conforme o eleitor brasileiro entenda que Tarcísio representa o candidato de Bolsonaro, a maior parte da resistência ao ex-presidente se transmita para o governador paulista. Já a rejeição a Lula, como ele já possui reconhecimento universal, está consolidada e não deve mudar muito.

Outro elemento interessante diz respeito à situação de Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará tem um certo recall por ter participado de várias eleições nacionais como candidato. Mas o que chama atenção é a sua rejeição entre o agrupamento da direita: 71% entre a direita não bolsonarista e 84% entre os bolsonaristas o recusam.

Os únicos grupos onde a situação de Ciro mostra um possível crescimento estão entre eleitores de esquerda, tanto lulistas quanto esquerda não lulista, onde a resistência a ele é menor e tem maior aceitação. Mas esse campo já está totalmente consolidado por Lula.

Desde 2022, Ciro Gomes tem apostado em obter o voto bolsonarista. Sua atuação nas eleições de Fortaleza e toda a sua movimentação hoje mostram isso, sempre muito próximo ao bolsonarismo no Ceará. Mas até agora isso não está aparecendo nos levantamentos. Pelo contrário, a desaprovação ao ex-governador no campo da direita permanece altíssima.

Outro ponto para avaliar a solidez das intenções de voto dos candidatos está na pesquisa espontânea. O voto espontâneo ajuda a distinguir entre um voto de recall — que pode se desmanchar com facilidade ao longo de uma campanha — e um voto já consolidado. Por isso, é sempre importante dar muita atenção a esse indicador.

Nela, apenas Lula lidera com vantagem absoluta: 19% dos eleitores declaram espontaneamente que votariam no petista, o que corresponde a aproximadamente 29,6 milhões de votantes. Bolsonaro aparece com apenas 6%, cerca de 9,4 milhões. Essa diferença revela que o voto em Lula está mais consolidado, com menor propensão a se desfazer.

Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece com 39% no cenário 3, contra 18% de Tarcísio e 12% de Ciro Gomes. Em cenário sem Tarcísio, Lula tem 36%, Michelle Bolsonaro 21% e Ratinho Jr. 10%. A tendência mostra que o presidente vem ampliando sua dianteira sobre os adversários.

No segundo turno, o presidente venceria Bolsonaro por 46% a 36%, Tarcísio por 45% a 33%, e Ciro Gomes por 41% a 32%. Destaca-se que contra Tarcísio, considerado o principal nome da oposição, a diferença chegou a 12 pontos percentuais e vem crescendo nas últimas pesquisas.

Os números revelam um cenário favorável ao presidente. Lula lidera em todos os cenários testados e, mais importante, consolidou uma posição estratégica decisiva ao conquistar o centro do eleitorado brasileiro, justamente o grupo que definirá as eleições de 2026.

Leia aqui a íntegra do relatório.

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CCJ do Senado entra na PEC da Blindagem por unanimidade https://www.ocafezinho.com/2025/09/25/ccj-do-senado-entra-na-pec-da-blindagem-por-unanimidade/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/25/ccj-do-senado-entra-na-pec-da-blindagem-por-unanimidade/#respond Thu, 25 Sep 2025 13:30:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217923 Aprovada na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição visa ampliar a proteção dos parlamentares contra processos na Justiça. Presidente do Senado determinou arquivamento do texto que gerou onda de indignação no país.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por unanimidade nesta quarta-feira (24/09) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visava ampliar a proteção dos parlamentares de processos na Justiça. A decisão acabou por enterrar o projeto, apelidado de “PEC da blindagem”.

A PEC aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada gerou uma onda de indignação e provocou manifestações populares em todo o país. Houve também uma forte pressão contra o avanço da proposta dentro do próprio Senado.

A repercussão negativa da aprovação da PEC na Câmara levou o presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA), a acelerar a análise na comissão e levar a proposta à votação apenas uma semana depois de a CCJ receber o texto.

O relator, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou a proposta inconstitucional e recomendou sua inclusão.

Uma decisão unânime entrou regimentalmente na PEC no Congresso, uma vez que, segundo as regras do Senado, apenas a exclusão por unanimidade dos membros da CCJ poderia impedir que uma PEC fosse discutida em plenário.

Alcolumbre determina arquivamento da PEC

Um acordo entre Otto Alencar e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), visava levar o projeto ao plenário da Casa para que fosse votado pelos senadores em um gesto político. “Levar ao plenário é uma coisa importante para que todos possam se manifestar”, disse o presidente da CCJ.

Mais tarde, porém, Alcolumbre anunciou o arquivamento da PEC, sem submeter o texto à votação no plenário.

“Não há o que é claro. Assim, tendo em vista que a CCJ aprovou, de forma unânime, parece concluindo pela inconstitucionalidade da PEC e no mérito pela sua exclusão. Esta Presidência determina seu arquivamento, sem deliberação de plenário”, afirmou.

“Cumprimos o que manda o regimento, sem atropelos, sem disse me disse, sem invenções. Os senadores da CCJ concluíram com rapidez a votação da matéria, com coragem, altivez e serenidade de enfrentar tema que tem mobilizado sociedade e Parlamento. Isso é o que nos cabe como legisladores”, Alcolumbre.

O que disse o texto da PEC da blindagem?

De acordo com o texto aprovado na Câmara, a abertura de qualquer processo criminal contra deputados ou senadores teria de ser submetido ao aval do Congresso, em votação secreta.

Assim, caberia à Câmara e ao Senado decidir, por maioria absoluta, se a ação contra um deputado ou senador poderá ter início.

O texto também visava ampliar o foro privilegiado para que presidentes nacionais de partidos fossem julgados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde 2001, o Congresso pode deliberar em plenário, por votação aberta, apenas sobre a suspensão de processos já em andamento, caso considere que haja aprovação política.

Quem apoiou a PEC da blindagem

A prerrogativa de deputados e senadores eleitos quais processos poderiam ser abertos contra seus pares estava prevista na Constituição de 1988, mas foi derrubada pelo próprio Congresso em 2001 devido à pressão popular contra a impunidade.

Segundo um levantamento do porta de notícias G1, entre 1988 e 2001, dos 253 pedidos pelo STF para processamento parlamentares, apenas um foi aprovado. Acusados ​​de crimes graves, como tentativa de homicídio e homicídio, também foram beneficiados com esse antigo entendimento.

O texto teve forte apoio do chamado centrão – grupo de partidos de direita e de centro que hoje compõe a maioria no Congresso –, mas também contornou com votos de uma minoria do PT, uma vez que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou a bancada do partido para a votação.

A maior parte das investigações no STF contra congressistas, e que seria o alvo principal da PEC, envolve a suspeita de disseminação de notícias falsas, envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e desvio ou uso irregular de verbas das emendas parlamentares – só em 2024, foram mais de R$ 44 bilhões em emendas.

Como surgiu a proposta?

A PEC foi apresentada originalmente em 2021, após a prisão em flagrante do ex-deputado bolsonarista Daniel Silveira por ordem do STF, que divulgou vídeo com ofensas e ameaças contra ministros da corte e apologia ao AI-5, o ato institucional assinado em 1968 que suportou a repressão do regime militar, fechando o Congresso, cassando mandatos e perseguindo deputados e senadores de oposição.

A proposta apresentada à pauta na Câmara no início de agosto deste ano, na sequência da decisão do ministro Alexandre de Moraes de decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro . Após tentativa frustrada de votar o texto no fim de agosto, diante de toda a repercussão negativa, a PEC ganhou uma versão mais branda. Foi um arquivo, por exemplo, a proposta que autorizava a suspensão de ações judiciais em andamento e a exigência de avaliação do Congresso para abertura de investigações criminais contra parlamentares.

Segundo o texto aprovado, o STF pode autorizar inquéritos contra parlamentares sem a avaliação do Congresso. No entanto, a abertura de processos criminais contra congressistas dependerá de autorização do Congresso.

Os defensores da medida dizem que a proposta é uma ocorrência ao que chamam de abuso de poder do STF e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, elaboradas logo após o fim da ditadura militar (1964-1985).

Publicado originalmente pelo DW em 24/09/2025

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Alcolumbre manda arquivar PEC da Blindagem após rejeição da CCJ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/alcolumbre-manda-arquivar-pec-da-blindagem-apos-rejeicao-da-ccj/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/alcolumbre-manda-arquivar-pec-da-blindagem-apos-rejeicao-da-ccj/#respond Wed, 24 Sep 2025 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217917 Comissão do Senado considerou proposta inconstitucional

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), arquivou nesta quarta-feira (24) a proposta de emenda à Constituição que determinava que deputados e senadores só poderiam ser processados após autorização prévia da Câmara ou do Senado, a chamada PEC da Blindagem.

O arquivamento ocorre após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter rejeitado, por unanimidade, o texto.

Como a comissão considerou o texto inconstitucional, Alcolumbre afirmou que a proposta não deve ser votada pelo plenário e determinou o arquivamento definitivo.

“Esta presidência, com amparo regimental claríssimo, determina o seu arquivamento sem deliberação de Plenário”, disse Alcolumbre, conforme a Agência Senado.

Ele ainda elogiou a atuação do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e do relator da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

PEC da Blindagem

A proposta previa uma mudança na Constituição para que os deputados e senadores não fossem processados criminalmente sem prévia licença da Câmara ou do Senado, respectivamente. A votação seria por meio de voto secreto dos parlamentares.

A PEC foi aprovada pela maioria da Câmara, a partir de uma articulação feita pela maioria dos líderes da Câmara com o apoio da oposição liderada pelo Partido Liberal (PL).

Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram alteradas posteriormente.

No último domingo (21), manifestações contrárias à proposta foram realizadas em todo o país.

Para especialistas e entidades que atuam no combate à corrupção, a PEC poderia barrar ações penais contra corrupção no uso de emendas parlamentares.

Publicado originalmente pela Agência Brasil* em 24/09/2025

*Com informações da Agência Senado

Edição: Carolina Pimentel

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CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/ccj-do-senado-rejeita-pec-da-blindagem/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/24/ccj-do-senado-rejeita-pec-da-blindagem/#respond Wed, 24 Sep 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217901 O relator, Alessandro Vieira, apresentou relatório contrário à proposta e foi seguido pelos senadores

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitou nesta quarta-feira (24) a proposta de emenda à Constituição que exige autorização prévia da Câmara dos Deputados ou do Senado para abertura de ação penal contra parlamentares (PEC 3/2021). Os senadores aprovaram por unanimidade o parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) contrário à matéria, que vai ao Plenário.

A proposição altera a Constituição para determinar que os membros do Congresso Nacional não poderão ser processados criminalmente sem prévia licença de sua Casa (Câmara ou Senado). Além disso, o texto estabelece que a deliberação sobre essa licença se daria por voto secreto da maioria absoluta dos membros da Casa respectiva, devendo ocorrer em até 90 dias do recebimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PEC foi aprovada em 17 de setembro pela Câmara dos Deputados, Casa de origem do texto. Porém, tanto Alessandro quanto o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), já haviam adiantado em entrevistas que a matéria seria rejeitada assim que chegasse ao Senado.

Foram 26 votos pela rejeição da PEC na CCJ, e nenhum contrário. O presidente da comissão explicou que, por acordo firmado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o texto vai ao Plenário ainda nesta quarta:

“Tenho o compromisso com o presidente Davi para que essa proposta seja encaminhada ao Plenário do Senado, para ser apreciada e deliberada, e encerrarmos hoje a análise com a rejeição definitiva, assim como foi na CCJ nesta sessão histórica que enterra de vez a PEC 3/2021, a “PEC da Blindagem”.

Otto considerou a PEC uma falta de respeito ao eleitor e aos brasileiros.

“Há mais de um mês, me posicionei contra essa PEC para preservar o colegiado [a CCJ], tanto do Senado quanto da Câmara, de se contaminar com uma matéria dessa natureza”.

Alessandro elogiou o presidente da CCJ “pela coragem de pautar a matéria com a urgência necessária”.

“Vossa Excelência teve a coragem de pautar com a urgência devida essa matéria absurda. Confio que o plenário desta comissão rejeitará a “PEC da Blindagem”, virando uma página triste do nosso Legislativo e homenageando a nítida vontade popular, que clama por mais Justiça — afirmou o relator, pouco antes da votação na CCJ”.

“Golpe fatal”

Conforme a PEC 3/2021, no caso de prisão em flagrante de parlamentar, a decisão da Casa sobre essa medida será tomada por voto secreto. A proposta também estende aos presidentes nacionais de partidos políticos com representação no Congresso o foro por prerrogativa de função junto ao STF, nas infrações penais comuns.

Em seu voto contrário à PEC, Alessandro argumentou que a imunidade parlamentar é uma garantia existente, em diferentes formatos, em todos os países democráticos do mundo. Ele ressaltou, porém, que embora a proposta formalmente pareça um instrumento de defesa do Parlamento, é, na verdade, “um golpe fatal na sua legitimidade”.

“Configura-se em portas abertas para a transformação do Legislativo em abrigo seguro para criminosos de todos os tipos”, disse o relator.

Alessandro observou ainda que a PEC está sendo contestada no STF por deputados que alegam tramitação e aprovação tumultuadas do texto na Câmara. Além disso, o senador ponderou que o contexto de elaboração da proposta esconde uma “real motivação oposta àquilo que ela deseja implementar”:

“O exercício do mandato já é suficientemente protegido pela Constituição, com a imunidade material e o direito da Casa Legislativa de sustar os processos que entender abusivos. Assim, a PEC teria o real objetivo de proteger autores de crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o que configura claro desvio de finalidade e, consequentemente, inconstitucionalidade”.

Imunidade processual

Segundo Alessandro, na prática a PEC recria a imunidade processual existente antes da Emenda Constitucional 35, de 2001, mas em termos “ainda mais benéficos para os detentores de mandato parlamentar”. Antes dessa emenda, a Constituição Federal tinha uma cláusula para salvaguardar parlamentares, para que eles pudessem debater, votar e fiscalizar de modo independente, sem receio de perseguições ou retaliações por parte de outros Poderes. Essa prerrogativa vigorou de 1988 até 2001. O que a PEC 3/2021 faz é justamente subverter essa ordem, argumentou o relator:

“Sob aparência de constitucionalidade, o que efetivamente se pretende não é dar condições plenas aos parlamentares para exercerem sua atividade-fim, mas sim blindá-los das penas e demais consequências legais do cometimento de crimes das mais variadas espécies”.

Para Alessandro, a proteção dos mandatos parlamentares não é compatível com a criação de obstáculos para a investigação de crimes como homicídio, corrupção passiva, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na visão do relator, a PEC representa um “desvio de finalidade flagrante”.

“O real objetivo da proposta não é o interesse público, e tampouco a proteção do exercício da atividade parlamentar, mas sim os anseios escusos de figuras públicas que pretendem impedir (ou, ao menos, retardar) investigações criminais que possam vir a prejudicá-los”.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) elogiou a decisão de Davi Alcolumbre de, atendendo pedido dos líderes partidários, ter encaminhado o texto à CCJ, e não diretamente ao Plenário da Casa.

“Essa PEC não é ideológica; ela é imoral. A chamada PEC das Prerrogativas virou PEC da Picaretagem, PEC da Imoralidade, PEC da Bandidagem, PEC do Escudo Parlamentar, PEC do PCC, PEC do Escudo da Corrupção, PEC dos Intocáveis”.

O senador Jorge Seif (PL-SC) retirou pedido dele de voto em separado, alegando a pressão popular em torno do tema. Ele apelou, no entanto, para que Otto Alencar coloque em votação a PEC 71/2023, que veda o voto secreto em todas as deliberações do Poder Legislativo. O texto, de autoria de Seif, ainda não tem relator.

“Erro de mão”

Do total de 27 titulares da CCJ, 23 se inscreveram para se pronunciar sobre o assunto. Um deles, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), manifestou o voto contrário à PEC.

Girão defendeu a transparência e disse que o texto vai na contramão dos anseios da população. O senador criticou diversos pontos da proposta e afirmou que os deputados “erraram na mão” ao aprová-la.

“Essa PEC precisa ser enterrada hoje. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose, e a iniciativa poderia até ter um objetivo nobre, mas não tem o menor cabimento, em pleno século 21, a gente ter voto secreto para admissão de processos. Há sete anos, o próprio Senado votou e aprovou o fim do foro privilegiado”.

O senador Sergio Moro (União-PR) ressaltou que tanto ele quanto sua esposa, a deputada Rosângela Moro (União-SP), são contrários à PEC 3/2021 e considerou a rejeição do texto pelo Senado uma resposta ao anseio da sociedade.

“Não podemos retroceder. Essa mudança da Constituição [aprovada em 2001] foi um avanço que permitiu que processos represados contra políticos tivessem prosseguimento. Então, aprovar uma mudança do texto como veio da Câmara seria um retrocesso inaceitável”.

Moro ponderou, entretanto, que a imunidade material não está sendo plenamente respeitada no relatório de Alessandro Vieira e afirmou que os deputados e senadores devem ser invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. O senador defendeu que a abrangência da proteção seja somente para crimes contra a honra e pediu que a CCJ discuta o tema com tranquilidade, em outro momento.

No entender do senador Eduardo Braga (MDB-AM), além de significar um retrocesso, a PEC desmoraliza o mandato popular. Braga ressaltou que, imediatamente após a aprovação do texto na Câmara, o partido dele se manifestou contrariamente à medida por meio de nota oficial.

Já o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) ressaltou que a Câmara merece o respeito dos senadores, mas afirmou que os deputados cometeram um equívoco ao aprovar a proposta.

Sepultamento imediato

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu a rejeição do texto por unanimidade.

“Essa PEC tem de ser sepultada por unanimidade. É um escárnio com a população brasileira, e quem defende esse tipo de proposta precisa olhar para os olhos da população”.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) considerou a proposta “indecente” e disse que o texto não representa a posição de nenhum senador, independentemente do partido ao qual o parlamentar seja filiado.

“Não é uma pauta da esquerda, da direita, ou do centro. É um absurdo para o país. O Senado é a Casa Alta e delibera essas matérias com sensatez. Parem de fazer plataforma política em cima da desgraça do povo, porque o texto foi aprovado na Câmara com voto favorável de deputados de apoio ao governo”.

Na opinião da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a PEC 3/2021 nasceu para criar um “muro de impunidade” no país, separando a classe política dos demais brasileiros. Ela destacou o movimento popular contra o texto e disse não haver remédio para a proposta.

“O que não tem conserto nunca terá. Não adianta emenda, nem penduricalho. Precisamos enterrar de vez essa PEC, que aprofundaria a desconfiança da sociedade, e retomar a credibilidade do Congresso Nacional”.

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), o Congresso Nacional estaria passando “a abrigar cometedores de crime sofisticados”, se aprovasse a proposta.

“Há um caminho de consenso de enterrar no dia de hoje essa PEC, que poderia ter o título de “PEC da Blindagem”, “PEC da Bandidagem” ou tudo o que é de coisa ruim, já que ela cria um ambiente para defender membros do Congresso Nacional de diversos tipos de crimes. Este Parlamento não pode patrocinar iniciativas desta natureza”.

CPI

Líder da Oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a PEC 3/2021 “não é um projeto da direita barrado pela esquerda” e adiantou que votaria favoravelmente ao relatório de Alessandro Vieira e, consequentemente, pela rejeição da proposta.

Ele ponderou, porém, que a indignação dos congressistas não deve ser seletiva e cobrou a instalação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado para investigar membros do Poder Judiciário por suposta perseguição política a adversários. Com 29 assinaturas, o requerimento apresentado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) para abertura da CPI aguarda leitura em Plenário pelo presidente Davi Alcolumbre.

Publicado originalmente pela Agência Senado em 24/09/2025

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Presidente da CCJ repudia PEC 3/2021 aprovada na Câmara dos Deputados https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/presidente-da-ccj-repudia-pec-3-2021-aprovada-na-camara-dos-deputados/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/presidente-da-ccj-repudia-pec-3-2021-aprovada-na-camara-dos-deputados/#comments Thu, 18 Sep 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217559 2 Comentários 🔥]]> Presidente da CCJ diz que Senado vai rejeitar PEC que amplia foro privilegiado

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), manifestou nesta quarta-feira (17) seu repúdio à PEC 3/2021, aprovada na Câmara dos Deputados e que deverá ser analisada no Senado. Em entrevista à TV Senado, ele declarou que os deputados fizeram um “juízo de valor incorreto” na aprovação do texto, que restabelece a exigência de autorização prévia da Câmara ou do Senado para abertura de processo contra parlamentares.

“Como senador da República, tem o meu repúdio essa emenda constitucional e o meu protesto. Acredito que foi uma falta de cerimônia e uma falta de respeito ao eleitor, ao povo brasileiro. (…) Colocaram esse juízo de valor que acho incorreto”.

O senador Otto ponderou que, no Senado, a tramitação da PEC seguirá o rito regimental.

“Ela terá que ser analisada na Comissão de Constituição e Justiça. Lá, teremos que talvez fazer audiência pública e também designar um relator. E será enviada depois, dentro do Regimento, para o Plenário do Senado”.

No final do dia, a Secretaria-Geral da Mesa informou que a PEC já chegou da Câmara e foi protocolada no Senado. Em seguida, foi despachada à CCJ.

Publicado originalmente pela Agência Senado em 17/09/2025

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Queda de popularidade reflete descaso do governo com mobilidade. É ferrovia, tolinho! https://www.ocafezinho.com/2025/04/03/queda-de-popularidade-reflete-descaso-do-governo-com-mobilidade-e-ferrovia-tolinho/ Thu, 03 Apr 2025 14:38:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205818 A cúpula do governo brasileiro está perplexa porque seus índices de popularidade vem derretendo mês a mês, pesquisa após pesquisa.

Como assim, pensam os estrategistas de Brasília (supondo que eles existam)?

Os índices econômicos estão relativamente bons. O desemprego é o menor da história. O PIB cresceu. A inflação de alimentos preocupa, mas não é tudo isso, e já está cedendo.

Segundo a pesquisa Quaest divulgada ontem, a aprovação do governo Lula caiu para 41%, ao passo que a desaprovação explodiu para 56%.

Em termos internacionais, uma aprovação de 41% não é nenhuma tragédia. Em democracias de massa contemporâneas, é muito difícil manter, por muito tempo, aprovações acima desse patamar, sobretudo nos períodos que caracterizam esse intervalo entre uma eleição e outra. A teoria democrática explica isso de maneira muito simples. O único momento realmente democrático, em que o eleitor tem uma relação viva, dinâmica, ardente, com o processo democrático é o momento do voto. É ali, e praticamente só ali, que ele se conecta com o governo nacional que emergirá. Por isso, aliás, há tanta alegria e entusiasmo de um lado, e frustração de outro.

Mas fora desse momento, há pouca interação. É um problema grave do nosso modelo democrático, aliás, que segue o padrão europeu e americano. Seria preciso criar mecanismos mais abertos e interativos para que a população se sentisse sempre monitorando o governo. Houve momentos em que o governo Lula ou Dilma até tentaram fazer isso, mas de maneira puramente protocolar, o que não adianta nada, ou apenas traz ainda mais irritação. Não basta ouvir o povo. O povo não quer ser “ouvido”. O povo quer ser obedecido!

É preciso ouvir e sobretudo obedecer, ou antes, é preciso ouvir, obedecer e entregar. E tudo isso de maneira muito rápida!

Mas não podemos obedecer cegamente o povo, naturalmente. É preciso, antes de tudo, ciência, o que pressupõe não apenas ouvir o povo, mas entender o que ele realmente aspira e precisa.

E aí entra esta cegueira profunda de todo esse campo progressista de classe média que vai trabalhar no governo. Já repeti isso mil vezes. Eles parecem esquecer, sempre, o principal.

Mobilidade.

O país precisa de mobilidade, em todas as acepções. Social, urbana, e de mercadorias.

O Brasil precisa, em suma, de ferrovias!

Será tão difícil para o governo entender que o povo não tem dinheiro para comprar carro? E mesmo quando o tem, não tem dinheiro para mantê-lo, com todos esses custos de seguro, IPVA, multas, etc? E mesmo que consiga todo esse dinheiro, do que adianta se fica preso em engarrafamentos intermináveis?

A esquerda no poder cometerá mais uma vez um erro de proporções catastróficas, se achar que o povo está feliz em gastar 4 horas por dia no transporte público, ou mesmo metade disso dentro de seu carro, num congestionamento, enquanto ela – a esquerda classe média politizada da elite – reside em áreas próximas ao trabalho e anda de avião com passagens pagas pelo Estado. Depois aparece um Milei, chama todo mundo de casta, ganha a eleição nacional e instaura um governo de terror e propaganda. A população brasileira não merece esse destino!

Aliás, pode acontecer também o seguinte. A direita pode ganhar, com um Tarcísio Freitas por exemplo, e pode finalmente inaugurar um sistema nacional de transporte sobre trilhos e ficar cinquenta ou sessenta anos no poder. E aqui entre nós, será melhor do que entrar um cretino inútil e fanático como um Javier Milei ou um psicopata como Jair Bolsonaro.

Ao não olhar para o problema estrutural do Brasil, a mobilidade, Lula está pavimentando o caminho para uma direita que o faça.

É muito importante que Lula tenha ampliado os programas sociais. E agora o governo oferece ainda empréstimos consignados ao trabalhador com carteira assinada. Mas isso não é solução estrutural!

Alguém poderia dizer que essas soluções estrutrais seriam muito demoradas. Não daria tempo para o governo Lula implementar nada até 2026, e portanto essa seria a razão para a preferência por políticas de cunho assistencialista, que são mais rápidas e visíveis. Ora, mas esse é uma pensamento absolutamente medíocre! Se as soluções estruturais demoram para serem implementadas, mais uma razão para começarmos logo! Ou alguém acha que existe algum futuro para o país sem resolver seus problemas estruturais?

Se Lula apostar na solução de problemas estruturais, como a mobilidade, a população vai entender, vai defender, vai querer dar mais tempo para o governo continuar seu trabalho. Ou seja, se o governo inspirar confiança de que está realmente interessado, finalmente, em sanar problemas que assolam todas as classes, como a mobilidade, ele receberá apoio! E se perder a eleição, o sucessor da oposição que descontinuasse o projeto será chutado para fora no pleito seguinte.

Mais que isso: Lula deixará um legado. Depois do Bolsa Família e de tantas outras políticas públicas importantes, é hora de Lula deixar um legado físico, que transforme a vida das pessoas da porta de casa para fora.

A questão de segurança pública é outro problema que a mobilidade ajudaria a resolver. As forças de segurança precisam de sistemas modernos de mobilidade para agirem.

O conceito de mobilidade social, por sua vez, é chave para entender o humor da população. Se as pessoas encontram cada vez mais dificuldade para ascender socialmente, vão culpar o governo, e com razão. E haverá pouca mobilidade social, se a classe trabalhadora não conseguir se movimentar para disputar empregos em cidades, regiões ou mesmo bairros diferentes.

Enfim, há momentos da conjuntura em que uma “análise inteligente” de uma pesquisa pode nos ajudar a entender melhor o que acontece. Não estamos nesse momento. Análises inteligentes não resolvem mais nada. O governo Lula agora precisa entregar. E não falo de fábricas de carros. Falo de obras de infraestrutura urbana, especialmente no campo da mobilidade. Barcas da praça XV para São Gonçalo. Metrô sob a Baía de Guanabara. Trem bala Rio a São Paulo, Rio a Brasília e de São Paulo a Brasília. Trens turísticos percorrendo a costa do Nordeste. VLTs e metrôs ligando as periferias urbanas de São Paulo, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, ao centro dessas cidades.

A mesma coisa vale para o transporte de cargas. Todo projeto de “neoindustrialização” acabará se chocando com a falta de logística de transporte. Ou seja, a nova indústria brasileira jamais irá para a frente se o governo não oferecer transporte sobre trilho.

O governo e seus apoiadores estão realmente dispostos a passar o resto do mandato chorando de perplexidade diante dos números de aprovação, tentando revertê-los a golpes de propaganda sobre o Brasil maravilhoso que a população ingrata não estaria enxergando?

Quando for  a próxima vez à China, o presidente Lula bem que podia andar num trem de alta velocidade, e fazer um anúncio de que o Brasil entrará, no governo dele, numa nova era. A era dos trens. E fazer um acordo com a China, em grande estilo, para que haja transferência de tecnologia para o Brasil. Milhões de empregos serão gerados, sendo milhares e milhares apenas na área de engenharia. Ou seja, muitos anos antes dos trens ficarem prontos, já sentiríamos o início da transformação!

Conclusão: a mesma pesquisa diz que o governo Lula continua aprovado por 72% de seus eleitores no segundo turno. Ou seja, a adminstração ainda tem apoio forte em sua base, embora tenha perdido um bocado pois tinha 88% em outubro do ano passado. De qualquer forma, o recado está dado: o governo precisa oferecer transformação, e não apenas porque isso será importante para melhorar a aprovação, mas porque o país realmente precisa!

 

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Rejeição a Boulos não fez sua candidatura emplacar de uma eleição para outra https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/rejeicao-a-boulos-nao-fez-sua-candidatura-emplacar-de-uma-eleicao-para-outra/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/29/rejeicao-a-boulos-nao-fez-sua-candidatura-emplacar-de-uma-eleicao-para-outra/#comments Tue, 29 Oct 2024 18:20:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196143 1 Comentário 🔥]]> Guilherme Boulos, candidato pelo PSOL, registrou uma rejeição significativa na eleição de 2024, com uma performance eleitoral próxima à de 2020, quando também concorreu.

Apesar de uma campanha robusta, dotada de R$ 80 milhões e o apoio unificado dos principais partidos de esquerda, Boulos conquistou apenas 40,65% dos votos válidos, sendo derrotado por Ricardo Nunes (MDB), que obteve 59,35%.

Em comparação com a disputa anterior, a rejeição de Boulos permaneceu elevada, atingindo 52%, de acordo com pesquisas do Datafolha.

A imagem negativa, muitas vezes associada a estigmas de “invasor” e “extremista”, persistiu como um entrave para o candidato, que não conseguiu ampliar sua aceitação mesmo com a vantagem de um maior tempo de exposição na televisão e um considerável aumento no financiamento da campanha.

Paula Coradi, presidente do PSOL, destacou a consistência da base de Boulos, que ainda assim alcançou mais de 2,3 milhões de votos no segundo turno.

Ela salientou as adversidades enfrentadas pela campanha, incluindo a competição contra “máquinas governamentais e partidárias poderosas” e uma série de ataques digitais.

Sérgio Praça, professor da Fundação Getúlio Vargas, aponta que a estratégia digital da campanha pode ter sido contraproducente, “infantilizando” a comunicação com os eleitores e desgastando ainda mais a imagem do candidato.

Ele também mencionou a surpresa da candidatura de Pablo Marçal pelo PRTB, que conseguiu 28,14% dos votos no primeiro turno, como um dos novos elementos que influenciaram o pleito.

A análise interna do PSOL também ressaltou o aumento da votação para vereadores no primeiro turno, considerando isso um indicativo de que a campanha enfrentou “uma grande batalha contra o abuso do poder político e o uso da máquina pública”. A direção do partido concluiu que “o futuro está ao nosso lado”, indicando um otimismo cauteloso para futuras eleições.

Boulos, por sua vez, expressou em suas redes sociais uma resistência à ideia de recuar nas visões políticas da esquerda, comparando sua situação com a ascensão do bolsonarismo e enfatizando a necessidade de manter uma postura firme.

Com informações da Folha

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Eleitorado feminino é a última barreira contra Marçal https://www.ocafezinho.com/2024/10/03/eleitorado-feminino-e-a-ultima-barreira-contra-marcal/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/03/eleitorado-feminino-e-a-ultima-barreira-contra-marcal/#respond Thu, 03 Oct 2024 22:37:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=193865 Ao analisar os estratos da pesquisa Datafolha divulgada hoje, com entrevistas realizadas entre os dias 1 a 3 de outubro, entendi porque as campanhas de Boulos e Nunes estão preocupadas com Pablo Marçal. 

Leia aqui matéria: Pesquisa Datafolha SP: prefeito pode ficar fora de segundo turno.

O ex-coach hoje lidera isoladamente em vários estratos estratégicos, pegando eleitores que tanto Boulos quanto Nunes esperavam conquistar. 

A situação de Nunes é mais dramática, porque Marçal está notAoriamente avançando sobre o eleitorado tipicamente conservador e bolsonarista. 

Entretanto, há um estrato muito especial que pode ser considerado a última muralha de resistência contra o ultrapicaretismo de Marçal: o eleitorado feminino.

Entre as mulheres paulistanas entrevistada pelo Datafolha, Marçal segue num distante terceiro lugar. Boulos, por sua vez, lidera com 28%, tendo oscilado um ponto para cima desde a última pesquisa, da semana passada. 

Nunes vem em segundo entre as mulheres, mas com tendência de queda. É a terceira pesquisa que vem oscilando para baixo. 

Já Marçal tem apenas 17% entre o eleitorado feminino. 

Tábata também tem performado bem entre as mulheres e está empatada tecnicamente com Marçal nesse estrato, pois tem 13%, tendo mostrado impressionante resiliência ao chamado voto útil, que tende a concentrar as escolhas no candidato mais competitivo.

Os dados de rejeição confirmam a tese da resistência feminina. Marçal tem incríveis 59% de rejeição entre as mulheres, contra apenas 32% de Boulos. 




 

    

 

 

 

 

 

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Conservadores? A atual juventude brasileira #webstory #webstories https://www.ocafezinho.com/2022/05/04/conservadores-a-atual-juventude-brasileira-webstory-webtories/ https://www.ocafezinho.com/2022/05/04/conservadores-a-atual-juventude-brasileira-webstory-webtories/#respond Wed, 04 May 2022 22:14:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=139990 Qual o perfil da juventude brasileira? Como ela pensa? A nova pesquisa Exame/Ideia traz os dados. Miguel do Rosário analisa.
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