rio de janeiro - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rio-de-janeiro/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 30 Jun 2026 09:32:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png rio de janeiro - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rio-de-janeiro/ 32 32 Flávio Bolsonaro tenta o interior do Rio; sua âncora é o próprio passado sombrio na Alerj https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/flavio-bolsonaro-tenta-o-interior-do-rio-sua-ancora-e-o-proprio-passado-na-alerj/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/flavio-bolsonaro-tenta-o-interior-do-rio-sua-ancora-e-o-proprio-passado-na-alerj/#respond Wed, 24 Jun 2026 22:19:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=260625 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tratam o estado como uma peça decisiva na eleição presidencial deste ano. A movimentação ocorre em paralelo à ofensiva do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, que tenta nacionalizar a disputa local e transformar o interior fluminense em uma trincheira contra o governo federal.

Segundo o blog da Andréia Sadi no G1, PT e PL veem o Rio como território estratégico para a disputa presidencial. Petistas avaliam que o desgaste de ex-governadores ligados à direita abre espaço para um desempenho melhor de Lula, enquanto o PL aposta em colar Paes ao petismo para mobilizar o eleitorado conservador fora da capital.

A diferença entre as duas operações é menos cerimonial do que parece. Lula e Paes tentam converter presença administrativa em palanque democrático, com obras, investimentos e capacidade de gestão em áreas onde o abandono costuma alimentar o ressentimento político. Flávio, por sua vez, aposta em transformar a eleição fluminense em plebiscito ideológico, mirando sobretudo cidades do interior e da Baixada.

Esse tabuleiro ajuda a explicar a importância dos investimentos federais anunciados no Rio. O Novo PAC inclui obras no Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste, com dique de proteção contra enchentes, reservatórios e drenagem para beneficiar cerca de 30 mil moradores, além de mais de R$ 700 milhões para urbanização em comunidades como Maré, Complexo do Alemão e Rocinha, conforme anúncios do governo federal. Não é apenas agenda de obra. É a tentativa de levar Estado concreto a territórios onde o bolsonarismo prospera quando só resta medo, precariedade e promessa de ordem.

O ponto vulnerável da estratégia bolsonarista é que Flávio Bolsonaro carrega no Rio uma biografia política mais local e mais exposta do que a de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República. O senador foi deputado estadual na Alerj e ficou associado ao caso da chamada ‘rachadinha’, investigação do Ministério Público do Rio sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com suspeita de desvio de mais de R$ 2,3 milhões de salários de assessores entre 2007 e 2018 e participação de Fabrício Queiroz como operador financeiro. Reportagem do The Intercept Brasil também apontou que parte dos recursos desviados teria financiado prédios ilegais ligados a milícias na Zona Oeste.

Esse passivo não é detalhe de arquivo morto. Durante seu mandato na Alerj, Flávio empregou em seu gabinete a mãe e a esposa de Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope apontado como chefe do Escritório do Crime, e homenageou Nóbrega com a Medalha Tiradentes em 2005. A tentativa de posar como reorganizador conservador do Rio esbarra, portanto, em uma memória política incômoda para quem conhece a engrenagem real do poder fluminense.

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Lula inaugura trecho revitalizado da Dutra e defende investimentos nos estados https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/lula-inaugura-trecho-revitalizado-da-dutra-e-defende-investimentos-nos-estados/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/lula-inaugura-trecho-revitalizado-da-dutra-e-defende-investimentos-nos-estados/#respond Wed, 24 Jun 2026 14:03:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/lula-inaugura-trecho-revitalizado-da-dutra-e-defende-investimentos-nos-estados/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta terça-feira (23) um trecho de 4 quilômetros da revitalização da Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra, que conecta o Rio de Janeiro a São Paulo. A etapa entregue integra um projeto maior de modernização de 16 quilômetros da via, com investimento total previsto de R$ 1,5 bilhão.

Durante a cerimônia, Lula reafirmou que os governos do Partido dos Trabalhadores foram os que mais destinaram recursos aos entes federativos. “O país não pode ser rico e os estados serem pobres. O país não pode ser rico e as cidades serem pobres. São nas cidades que mora o povo”, declarou o presidente, conforme registrou o Metrópoles.

Lula enfatizou que os investimentos em infraestrutura são fundamentais para descentralizar o desenvolvimento e mitigar as desigualdades regionais. “Eu tenho certeza de que o resultado desta obra aqui vai significar mais desenvolvimento, mais empresas e mais emprego de qualidade para o Rio de janeiro”, ressaltou o presidente.

A reestruturação completa da Serra das Araras contempla a construção de quatro faixas de rolamento por sentido, além de 24 viadutos, duas rampas de escape na pista de descida e três passarelas de pedestres. Nesta fase inicial, foram liberados 4 dos 16 quilômetros totais planejados, abrangendo 8 quilômetros por sentido de tráfego.

O investimento na Rodovia Presidente Dutra reflete a prioridade do governo federal em resolver gargalos logísticos em um dos principais corredores econômicos do país. A modernização da via visa aprimorar a segurança viária e reduzir o tempo de deslocamento entre as duas maiores metrópoles brasileiras.

Lula reiterou que a obra representa um atrativo para novos negócios e para o fortalecimento da economia fluminense. A expectativa do Palácio do Planalto é que a conclusão integral da revitalização estimule as cadeias produtivas locais e consolide o Rio de janeiro como polo estratégico de conectividade e comércio.

Com informações de Metrópoles.

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Prefeito do Rio presenteia Lula com casaco da Seleção e reforça aliança https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/prefeito-do-rio-presenteia-lula-com-casaco-da-selecao-e-reforca-alianca/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/prefeito-do-rio-presenteia-lula-com-casaco-da-selecao-e-reforca-alianca/#comments Wed, 24 Jun 2026 01:23:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/prefeito-do-rio-presenteia-lula-com-casaco-da-selecao-e-reforca-alianca/ 7 Comentários 🔥]]> Este gesto simbolizou um claro reforço do alinhamento político entre o chefe do Executivo municipal e o governo federal. Cavaliere, que já vestia um casaco azul da Seleção, expressou seu orgulho ao ver Lula defender o Brasil e a soberania nacional no cenário internacional.

“Aqui você tem um prefeito aliado, que defende e que fica orgulhoso quando vê o senhor defendendo o Brasil, a soberania. Aqui você tem um prefeito democrata, que ama o Rio de Janeiro e ama o Brasil”, afirmou Cavaliere durante a cerimônia. A primeira-dama Janja Lula da Silva auxiliou o presidente a vestir o casaco, amplificando o momento de forte simbolismo político e união.

A entrega do presente ocorreu em um contexto de importantes anúncios para a capital fluminense, incluindo a liberação de R$ 702,9 milhões em recursos federais para a urbanização de favelas. Além disso, foi dado o pontapé inicial para as obras do PAC Jardim Maravilha, localizado em Guaratiba, uma iniciativa fundamental para a infraestrutura local.

As ações fazem parte do Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva. Três das maiores e mais desafiadoras comunidades do Rio de janeiro serão diretamente beneficiadas: Maré, Complexo do Alemão e Rocinha, recebendo investimentos cruciais para a melhoria da qualidade de vida de seus moradores.

O governo federal indicou que esses programas são desenhados para expandir o acesso à infraestrutura urbana essencial, fomentar a inclusão social e assegurar mais dignidade à população das periferias. O aporte financeiro representa um dos maiores investimentos federais já direcionados para a urbanização de favelas na cidade do Rio de janeiro, que enfrenta desafios históricos de desigualdade e carência de infraestrutura.

A escolha de Cavaliere em presentear o presidente com o casaco da Seleção Brasileira alinha-se à estratégia de Lula de ressignificar as cores verde e amarela, que nos últimos anos foram fortemente associadas a movimentos políticos específicos. O presidente tem incentivado ministros e outros aliados a usarem a camisa da Seleção ou vestimentas com as cores nacionais, buscando que esses símbolos voltem a representar a pluralidade política e a unidade do país, conforme apontou o portal Metrópoles.

Eduardo Cavaliere, eleito vice-prefeito do Rio de janeiro em 2024 na chapa de Eduardo Paes (PSD), assumiu o cargo de prefeito em 20 de março de 2026, após a renúncia de Paes para concorrer ao governo estadual. Sua aproximação com o governo federal, demonstrada publicamente, fortalece a base de apoio de Lula em um estado-chave do Sudeste.

A reapropriação dos símbolos nacionais pelo campo progressista ganha impulso com a participação de prefeitos de grandes centros urbanos, como Cavaliere. O prefeito carioca reforçou o tom de parceria institucional, afirmando que o Rio de janeiro está de portas abertas para o governo federal e para os investimentos que promovem transformações significativas na vida da população mais vulnerável da cidade.

As obras do PAC Periferia Viva preveem uma vasta gama de intervenções, incluindo saneamento básico, contenção de encostas, pavimentação de ruas, construção de equipamentos públicos essenciais e regularização fundiária nas comunidades contempladas. Na Rocinha, os investimentos totalizarão R$ 180 milhões em melhorias estruturais, enquanto o Complexo do Alemão receberá R$ 150 milhões para intervenções focadas em infraestrutura e mobilidade, segundo informações detalhadas do Ministério das Cidades.

A presença constante da primeira-dama Janja Lula da Silva ao lado d Ela se destaca na defesa de pautas sociais do governo, participando frequentemente de iniciativas relacionadas à urbanização de favelas e à promoção dos direitos das mulheres nas periferias.

A articulação entre o presidente Lula e o prefeito Cavaliere sinaliza um fortalecimento da base governista no estado do Rio de janeiro, uma região historicamente caracterizada por intensas disputas políticas e pela significativa influência de diferentes correntes ideológicas. O prefeito da capital fluminense emerge, assim, como um dos principais aliados do governo federal na região Sudeste, crucial para a consolidação das políticas públicas e para o cenário eleitoral de 2026.

Com informações de Metrópoles.

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Lula inaugura Nova Serra das Araras com reaproveitamento integral de rochas https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-inaugura-nova-serra-das-araras-com-reaproveitamento-integral-de-rochas/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-inaugura-nova-serra-das-araras-com-reaproveitamento-integral-de-rochas/#respond Tue, 23 Jun 2026 13:43:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-inaugura-nova-serra-das-araras-com-reaproveitamento-integral-de-rochas/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta terça-feira (23) a primeira etapa das obras da Nova Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Paracambi, no Rio de janeiro. O empreendimento, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), combina ampliação da segurança viária com um conjunto de práticas ambientais que eliminam o desperdício de materiais e protegem a biodiversidade local.

Foram liberados quatro quilômetros da pista de subida iluminada, no sentido São Paulo, com oito viadutos, quatro faixas de rolamento e acostamento, além de 14 estruturas de contenção. A entrega representa um avanço significativo para uma rodovia que recebe cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são de carga. O investimento total do governo federal na obra é de R$ 1,5 bilhão.

De acordo com a Agência Brasil, o projeto completo prevê oito faixas de rolamento (quatro em cada sentido), 24 novos viadutos, duas rampas de escape e três passarelas. A previsão é que o tráfego ganhe maior fluidez, com velocidade de 80 km/h, reduzindo em 25% o tempo de percurso na subida (sentido São Paulo) e em 50% na descida (sentido Rio de janeiro).

A engenharia do projeto incorporou uma solução de economia circular que elimina a necessidade de descarte e de extração de matéria-prima em outras áreas. Uma central de britagem instalada dentro do próprio canteiro de obras processa os fragmentos de rocha gerados nas escavações e detonações, produzindo todos os insumos necessários para a construção da rodovia. O reaproveitamento dos resíduos é integral, conforme explicou o engenheiro civil Thiago Pinho Batista, gerente de Engenharia de Obras da Motiva Rodovias.

‘Fazemos a detonação, transportamos esse material, ele fica segregado e depois vai para o britador. Temos um sistema de britagem completo, é como se fosse uma pedreira mesmo, em menor escala, mas daqui conseguimos produzir todo tipo de material’, detalhou Batista. Os fragmentos passam por diferentes etapas de britagem e peneiramento até atingirem as características exigidas para concreto, asfalto, estruturas de drenagem e tubos.

Batista destacou ainda a dupla vantagem do sistema. ‘Se eu não reaproveitasse esse material, eu teria que dispor dele numa área de Depósito de Material Excedente, ou seja, jogar fora’, afirmou. Ele acrescentou que, ao produzir os insumos no local, evita-se a necessidade de compra de material, o que significaria a degradação de outras áreas para exploração comercial.

As obras já alcançaram 70% de execução e são conduzidas pela concessionária RioSP. O projeto mantém equipes especializadas dedicadas ao resgate de fauna e flora na área de intervenção. Diariamente, profissionais monitoram a presença de animais e ninhos em todas as frentes de obra, incluindo a melissofauna (abelhas), com o objetivo de verificar condições físicas e realizar o afugentamento seguro.

Desde o início dos trabalhos, em abril de 2024, foram afugentados cerca de 400 animais e realizados nove atendimentos veterinários. Fernanda Ferreira Galdeno Stein, especialista de Meio Ambiente da Motiva Rodovias, explicou que a identificação de ninhos impede automaticamente a derrubada de árvores.

‘Ninhos, por exemplo, se tem alguma árvore que a equipe identifica um ninho, aquela árvore não pode ser derrubada. Então é feito o cercamento, identificam aquela árvore e esperam’, relatou. Os animais feridos são atendidos por veterinário em campo ou encaminhados a clínicas especializadas e, após recuperação, devolvidos à vegetação do entorno.

Na frente de proteção da flora, a obra realiza o resgate de germoplasma, com coleta prévia de epífitas (plantas que vivem sobre outras), plântulas recém-germinadas e sementes antes da retirada da vegetação. Já foram identificadas mais de 40 espécies vegetais, com mais de 500 exemplares resgatados, 1.800 sementes coletadas e 700 mudas produzidas no viveiro instalado no canteiro central. Cem dessas mudas já foram doadas ao município de Piraí.

Entre as espécies encontradas, estão exemplares nativos da Mata Atlântica com algum grau de ameaça e considerados prioritários nos resgates. É o caso da Euterpe edulis (juçara), da Dalbergia nigra (jacarandá-da-bahia) e da Apuleia leiocarpa (garapa). A coleta e conservação do material genético visam minimizar a perda de variabilidade nessas áreas e garantir seu uso futuro em projetos de reposição florestal e recuperação de áreas degradadas.

Com informações de Agência Brasil.

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Lula cita Sérgio Cabral e sinaliza aliança com velha política fluminense por apoio em 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-cita-sergio-cabral-e-sinaliza-alianca-com-velha-politica-fluminense-por-apoio-em-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-cita-sergio-cabral-e-sinaliza-alianca-com-velha-politica-fluminense-por-apoio-em-2026/#respond Tue, 23 Jun 2026 12:00:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-cita-sergio-cabral-e-sinaliza-alianca-com-velha-politica-fluminense-por-apoio-em-2026/ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma escolha simbólica de alto impacto político durante cerimônia no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 22 de junho. Ao defender o apoio do governo federal ao estado, Lula citou nominalmente o ex-governador Sérgio Cabral, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, como exemplo de parceria institucional bem-sucedida. A declaração, feita durante a formalização da adesão do Rio ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag, foi registrada pelo Poder360 e expõe o pragmatismo que marca a estratégia eleitoral do petista para 2026.

Dirigindo-se ao governador em exercício Ricardo Couto, do Solidariedade, Lula foi explícito: ‘Foi feito assim com o Sérgio Cabral, foi feito assim com a prefeitura do Rio de Janeiro e será feito com o senhor’. A frase foi dita diante de uma plateia de autoridades e sela, na prática, um aceno ao establishment político fluminense que controla o estado há décadas, independentemente de coloração partidária. O recado é claro: o governo federal está disposto a ignorar biografias comprometidas em troca de sustentação política e palanque no segundo maior colégio eleitoral do país.

A citação de Sérgio Cabral não é um detalhe retórico. O ex-governador do MDB, que comandou o Rio entre 2007 e 2014, foi preso em 2016 e condenado a mais de 300 anos de prisão por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Cabral tornou-se o rosto da cleptocracia fluminense, acusado de chefiar um esquema que desviou centenas de milhões de reais dos cofres públicos. Ao naturalizar seu nome em um evento oficial, Lula envia um sinal inequívoco de que as alianças regionais falam mais alto do que qualquer compromisso com a pauta anticorrupção que o PT historicamente reivindicou.

O contexto da cerimônia ajuda a entender a dimensão da manobra. O Propag, instituído pela Lei Complementar Federal nº 212/2025, substitui o Regime de Recuperação Fiscal e oferece aos estados endividados condições mais vantajosas para renegociar seus passivos com a União. Para o Rio de Janeiro, que carrega uma dívida de aproximadamente R$ 193 bilhões com o governo federal, a adesão significa uma redução de cerca de R$ 40 bilhões do saldo devedor. As parcelas mensais pagas pelo estado cairão de uma média de R$ 436 milhões para aproximadamente R$ 119 milhões nos primeiros anos, liberando recursos para investimentos em saúde, educação e segurança pública.

A operação política que viabilizou o Propag para o Rio envolveu intensa articulação entre o Palácio do Planalto e a Assembleia Legislativa fluminense, que aprovou o Projeto de Lei 6.932/25 autorizando a adesão. Também foi necessária a derrubada de vetos presidenciais no Congresso Nacional para que as condições mais benéficas do programa alcançassem estados altamente endividados. O governador interino Ricardo Couto, que assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro, foi o destinatário direto dos elogios presidenciais e da comparação com Cabral.

Ricardo Couto é um quadro típico da política fluminense. Oriundo do Solidariedade, partido que integra a base aliada do governo Lula, ele representa a continuidade de uma elite política que transita entre diferentes governos sem rupturas significativas. A comparação com Sérgio Cabral, longe de ser um deslize, funciona como uma senha para essa elite: o Palácio do Planalto está aberto a negócios, desde que haja reciprocidade eleitoral.

A estratégia de Lula para o Rio de Janeiro é compreensível do ponto de vista eleitoral. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 13 milhões de eleitores, e historicamente impõe dificuldades ao PT. Nas eleições presidenciais de 2022, Lula venceu no Rio com 56% dos votos válidos contra 44% de Jair Bolsonaro, mas o bolsonarismo mantém forte capilaridade no estado. Para 2026, garantir um palanque sólido no Rio é condição essencial para qualquer projeto de reeleição, e isso exige pactos com forças políticas locais que nem sempre se alinham ao discurso progressista do partido.

O problema é o preço desse pragmatismo. Ao normalizar Sérgio Cabral em um evento oficial, Lula reabilita simbolicamente um nome que representa tudo o que a esquerda brasileira já denunciou sobre a degradação da política fluminense. Cabral não foi apenas um governante corrupto: ele simbolizou um modelo de governança baseado em propinas, contratos superfaturados e parcerias obscuras entre o setor público e empreiteiras. Sua menção pelo presidente não é um lapso de memória, mas um cálculo político que sinaliza anistia moral para velhos aliados.

Há também um elemento de contradição interna no discurso petista. O partido que se apresentou como alternativa ética à política tradicional agora recorre aos mesmos métodos de conchavo que criticou por décadas. No Rio de Janeiro, essa contradição é particularmente aguda porque o estado se tornou o epicentro de escândalos que alimentaram a retórica antipetista durante os anos de Lava Jato. A estratégia pode render votos, mas cobra um preço alto em termos de coerência programática.

A resposta de setores progressistas do Rio deve ser de cobrança e vigilância. O apoio do governo federal ao estado é bem-vindo, especialmente no que diz respeito ao alívio da dívida e à liberação de recursos para políticas públicas. O que não se pode aceitar é que essa parceria venha acompanhada de um salvo-conduto para a velha política de compadrio que arruinou as finanças fluminenses e aprofundou a desigualdade social. O Rio precisa de recursos, mas também de uma profunda renovação política que a menção a Cabral contradiz frontalmente.

O episódio revela, em última análise, os dilemas de um governo que tenta conciliar compromissos históricos com a esquerda e a necessidade de ampliar sua base de sustentação. Lula parece apostar que o eleitorado fluminense relevará os nomes mencionados em troca dos benefícios concretos do Propag. Resta saber se essa aposta se confirmará nas urnas em 2026 ou se o abraço à velha política cobrará um preço mais alto do que o presidente calcula.

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Lula formaliza adesão do Rio a programa que reduz em mais de 90% a parcela da dívida com a União https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-formaliza-adesao-do-rio-a-programa-que-reduz-em-mais-de-90-a-parcela-da-divida-com-a-uniao/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-formaliza-adesao-do-rio-a-programa-que-reduz-em-mais-de-90-a-parcela-da-divida-com-a-uniao/#respond Tue, 23 Jun 2026 11:44:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/lula-formaliza-adesao-do-rio-a-programa-que-reduz-em-mais-de-90-a-parcela-da-divida-com-a-uniao/ A adesão do estado do Rio de janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foi formalizada nesta segunda-feira, 22. A iniciativa, que havia sido solicitada pelo governo estadual em dezembro de 2025 e autorizada pelo presidente no início de maio, representa um alívio financeiro imediato para um dos entes federativos mais endividados do país.

Segundo dados do Tesouro Nacional, o estoque total da dívida do Rio com a União supera a marca de R$ 237 bilhões. Com a renegociação, a prestação mensal desaba de cerca de R$ 1,3 bilhão para aproximadamente R$ 110 milhões, conforme destacou o próprio Lula no evento. O Palácio do Planalto detalhou que o valor ficará em torno de R$ 113 milhões nos primeiros meses, com um cronograma de aumento gradual ao longo dos próximos cinco anos.

O presidente fez questão de apontar a magnitude da folga orçamentária conquistada pelo estado. “O estado do Rio de janeiro pagava uma dívida de R$ 1,3 bilhão por mês e vai pagar agora R$ 110 milhões. O que é importante é que vai sobrar mais dinheiro para o governador administrar o Rio de janeiro”, afirmou, em declaração repercutida pelo portal Metrópoles.

A solenidade marca um momento político singular para o Rio, que vive uma situação de dupla vacância no Executivo estadual. Desde 23 de março de 2026, o comando do Palácio Guanabara está nas mãos do desembargador Ricardo Couto, que assumiu o cargo de governador em exercício. Lula dirigiu-se diretamente ao magistrado, ressaltando a responsabilidade de gerir os novos recursos de maneira eficiente.

“Sobrar dinheiro sem que você decida corretamente onde irá colocá-lo, ele pode entrar no ralo comum das coisas improdutivas que, muitos de nós que estamos no poder público, sabemos que existe”, ponderou o presidente. Na sequência, expressou confiança na gestão interina: “Eu tenho certeza, governador, que você não vai jogar fora essa chance de mostrar ao povo do Rio de janeiro a que você veio”.

A reestruturação do passivo fluminense se insere em uma estratégia mais ampla do governo federal de saneamento das finanças estaduais. O Propag, ao refinanciar os débitos, permite que os estados recuperem capacidade de investimento em áreas críticas como segurança, saúde e infraestrutura, sem a asfixia provocada pelo serviço da dívida com a União. No caso do Rio, o alívio mensal de quase R$ 1,2 bilhão representa uma virada de chave para o caixa estadual.

Lula também contextualizou a crise financeira fluminense como um problema estrutural e histórico. “É um estado que não tem problemas de hoje. É um estado que tem problemas há muito tempo, sobretudo financeiros”, declarou. A fala reconhece o endividamento crônico que limitou sucessivas administrações e que agora encontra uma janela de solução por meio da articulação política entre o governo federal e o Executivo estadual.

A agenda do presidente no Rio de janeiro segue com foco em infraestrutura. Na manhã de terça-feira, está prevista a inauguração da primeira etapa das obras da nova Serra das Araras, na Rodovia Presidente Dutra. O trecho, de 4 quilômetros de extensão no sentido São Paulo, contará com quatro faixas de rolamento, acostamento, iluminação completa e oito novos viadutos, melhorando a segurança e a fluidez de um dos principais corredores logísticos do país.

Com informações de Metrópoles.

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Casal é preso no Rio por falsificar alvarás para soltar traficantes https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/casal-e-preso-no-rio-por-falsificar-alvaras-para-soltar-traficantes/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/casal-e-preso-no-rio-por-falsificar-alvaras-para-soltar-traficantes/#respond Wed, 17 Jun 2026 13:53:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/17/casal-e-preso-no-rio-por-falsificar-alvaras-para-soltar-traficantes/ Policiais federais prenderam nessa terça-feira (16) um casal foragido da Justiça, acusado de associação criminosa e falsificação de documento público. A investigação aponta para uma organização especializada em forjar alvarás de soltura, usados para liberar presos no estado do Rio.

Agentes da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE) e da Delegacia de Polícia Federal em Macaé cumpriram dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O homem e a mulher estavam na cidade de Itaboraí, região metropolitana do estado.

Entre os beneficiados pelo esquema está um dos maiores traficantes de armas do país, condenado a 27 anos de prisão, além de outros condenados por crimes graves, que tiveram a soltura efetivada com base em documentos judiciais falsos.

Depois de cumprimento da prisão em flagrante, o casal foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal, enquanto aguarda julgamento.

A dupla responderá pelos crimes de associação criminosa e falsificação de documento público, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados durante as investigações.

Fonte: Agência Brasil

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Dois helicópteros se chocam e deixam seis mortos no Rio https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/dois-helicopteros-se-chocam-e-deixam-seis-mortos-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/dois-helicopteros-se-chocam-e-deixam-seis-mortos-no-rio/#respond Sun, 14 Jun 2026 16:33:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/14/dois-helicopteros-se-chocam-e-deixam-seis-mortos-no-rio/ Aeronaves caíram sobre carros elétricos e provocaram incêndio

Rio de Janeiro – Pelo menos seis pessoas morreram na manhã deste domingo (14) após a colisão no ar de dois helicópteros que caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Os mortos são tripulantes das aeronaves.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59. Cerca de 45 militares do Recreio dos Bandeirantes, com o apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram deslocados para o local.

Segundo os bombeiros, os helicópteros caíram no estacionamento de uma concessionária de carros elétricos, provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos.

Fonte: Agência Brasil

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Advogada de Monique deixa o caso Henry Borel; entenda https://www.ocafezinho.com/2026/06/12/advogada-de-monique-deixa-o-caso-henry-borel-entenda/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/12/advogada-de-monique-deixa-o-caso-henry-borel-entenda/#respond Fri, 12 Jun 2026 14:35:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=257788 Defesa de Monique passa por reformulação enquanto processo sobre Henry Borel segue em fase decisiva

O caso Henry Borel ganhou mais um capítulo tenso nesta semana. A advogada Florence Rosa anunciou, na quinta-feira (11/6), que encerrou sua atuação na defesa de Monique Medeiros — mãe do menino assassinado em 2021. A saída não foi silenciosa. Florence tornou a decisão pública pelas redes sociais e deixou clara a razão: divergências profundas sobre a estratégia a adotar daqui em diante.

A advogada explicou que sua contratação tinha um escopo bem definido. Ela atuaria especificamente durante a sessão plenária do Tribunal do Júri. Havia, contudo, a possibilidade de continuar no caso ao longo da fase recursal. Essa perspectiva, porém, não se concretizou.

“Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, escreveu Florence em sua publicação.

A partir de agora, outro advogado assume integralmente a condução da defesa de Monique.

O timing da mudança não é trivial. Florence Rosa deixa o caso poucos dias depois de uma decisão judicial que dividiu opiniões no país inteiro. No dia 4 de maio, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, extinguindo sua pena com base em um recurso previsto no Código Penal.

Ao justificar a concessão, a magistrada destacou a intensa exposição pública que Monique enfrentou ao longo de cinco anos. Ela classificou a situação como uma “perseguição implacável” e um “franco massacre”. Além disso, a juíza levou em conta o fato de Monique ser ré primária e considerou seu histórico como mãe na ponderação final.

A decisão gerou reações intensas — tanto de alívio entre os apoiadores de Monique quanto de indignação entre quem acompanha o caso em nome de Henry.

Jairinho condenado a 44 anos; MP contesta a decisão sobre Monique

Enquanto Monique recebeu o perdão, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, teve destino bem diferente. O Tribunal do Júri o condenou a 44 anos de prisão pelo assassinato de Henry Borel. Além dele, o médico Jeferson Evangelista Corrêa, assistente técnico da defesa de Jairinho, também recebeu condenação — pelo crime de falsa perícia.

Contudo, a decisão que beneficiou Monique não ficou sem contestação. No dia 6 de junho, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreu formalmente. O órgão questiona a alteração de um dos quesitos submetidos aos jurados durante a votação — especificamente a diferença entre homicídio doloso, que pressupõe intenção de matar, e homicídio culposo, que envolve negligência sem dolo.

Segundo o MPRJ, essa mudança na tipificação ocorreu depois que a votação já havia sido encerrada. Para o órgão, a alteração pode ter influenciado diretamente o resultado relacionado à responsabilização de Monique pela morte do filho. Trata-se de uma questão processual grave, com potencial para modificar o desfecho do caso na fase recursal.

Henry Borel tinha quatro anos quando morreu, em março de 2021, no apartamento em que vivia com a mãe e o então namorado dela, Jairinho, no Rio de Janeiro. A causa da morte foi traumatismo craniano. O caso chocou o Brasil e dominou o noticiário por anos.

Ao longo do processo, emergiram relatos de violência sistemática praticada por Jairinho contra a criança. Testemunhos de ex-parceiras do ex-vereador reforçaram um padrão de comportamento agressivo em relação a filhos de suas namoradas. O papel de Monique nessa dinâmica — o quanto ela sabia, o quanto omitiu e o quanto poderia ter feito — é justamente o núcleo do debate jurídico e moral que ainda não se encerrou.

A saída de Florence Rosa abre uma nova fase para a estratégia jurídica de Monique. Com o Ministério Público recorrendo da decisão que extinguiu sua pena, e com o novo advogado assumindo o caso sem o histórico que Florence construiu durante o julgamento, a defesa precisará se reposicionar rapidamente.

A fase recursal tende a ser tecnicamente exigente. A discussão sobre a alteração do quesito — se ocorreu ou não de forma irregular — demanda argumentos sólidos e domínio dos detalhes processuais do julgamento. Qualquer fragilidade nessa etapa pode reverter o benefício que Monique obteve.

Por enquanto, o nome de Henry Borel permanece no centro de um processo que ainda não chegou ao fim. E cada movimento jurídico que se sucede reacende a pergunta que o Brasil inteiro fez em 2021: quem falhou com esse menino — e em que medida cada um dos adultos ao redor dele deve responder por isso.

Com informações de Metrópoles*

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Eduardo Paes chega a 71% dos votos válidos no Rio e deve ajudar Lula a ganhar tração no estado https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/eduardo-paes-chega-a-71-dos-votos-validos-no-rio-e-deve-ajudar-lula-a-ganhar-tracao-no-estado/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/eduardo-paes-chega-a-71-dos-votos-validos-no-rio-e-deve-ajudar-lula-a-ganhar-tracao-no-estado/#respond Thu, 04 Jun 2026 17:53:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=256365 A nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas para o governo do Rio de Janeiro em 2026 mostra uma consolidação eleitoral avassaladora de Eduardo Paes. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-05645/2026, aponta o prefeito da capital com ampla liderança nos dois cenários estimulados.

No cenário amplo de primeiro turno, com todos os nomes na disputa, Paes aparece com 48,3% e fica a poucos pontos de uma vitória já na primeira etapa. O deputado estadual Douglas Ruas, do Partido Liberal, surge muito atrás, com apenas 12,6%.

Intenção de voto estimulada no primeiro turno, governo do Rio de Janeiro

No confronto direto com Ruas, a distância vira atropelamento. Paes alcança 60,0% das intenções contra 24,5% do adversário bolsonarista, e nos votos válidos a vantagem sobe para 71,01% a 28,99%.

Votos válidos no confronto direto entre Paes e Ruas

A projeção ganha dimensão histórica quando confrontada com o eleitorado apto do estado, de 12.739.900 pessoas segundo o TSE. Os 60% obtidos no cenário estimulado correspondem a cerca de 7,64 milhões de votos potenciais nas urnas fluminenses. No voto espontâneo, sem a lista de candidatos, Paes também lidera, com 15,5%, o equivalente a aproximadamente 1,97 milhão de eleitores.

Uma base maior do que a de Lula

Esse patamar é muito superior à votação de Lula no Rio em 2022. Naquela campanha, o presidente obteve 3.847.143 votos no primeiro turno e cresceu para 4.156.217 no segundo. A base projetada para Paes supera o melhor desempenho de Lula no estado por mais de 3,48 milhões de eleitores.

O avanço também contrasta com a eleição estadual de 2018. Wilson Witzel venceu no segundo turno com 4.675.355 votos contra 3.134.400 de Paes, que tivera apenas 1.494.831 na etapa inicial. Jair Bolsonaro, no auge da onda, somou 5.107.735 votos no primeiro turno e 5.669.059 no segundo.

Parte da explicação está no adversário. Douglas Ruas é um nome ainda muito desconhecido fora dos círculos partidários e não consegue emplacar como alternativa competitiva. A votação na casa dos 12% no primeiro turno mostra que a tentativa do PL de transformá-lo em fenômeno esbarra na ausência de identidade pública.

Rejeição eleitoral estimulada na disputa pelo governo do Rio

A pesquisa de rejeição reforça o quadro. Anthony Garotinho é o nome mais rejeitado, com 42,4%, seguido por Wilson Witzel, com 27,9%, enquanto Paes registra 22,0%. Ruas tem rejeição baixa, de 10,1%, mas porque boa parte do eleitorado sequer o conhece o suficiente para rejeitá-lo.

A força de Paes se distribui por todos os recortes do eleitorado no confronto direto. Ele lidera entre homens e mulheres, em todas as faixas de idade e em todos os níveis de escolaridade. A vantagem é ainda maior entre as mulheres e entre os mais jovens, e se mantém sólida mesmo no eleitorado de ensino superior, onde Ruas tem o melhor resultado.

Confronto direto Paes contra Ruas por gênero, idade e escolaridade

A crise de palanque da direita

O bolsonarismo chega a 2026 em frangalhos no Rio. Cláudio Castro renunciou ao governo em março e foi declarado inelegível por oito anos pelo TSE, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O escândalo respinga diretamente na imagem de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, padrinhos políticos do grupo no estado.

A saída de Flávio da disputa presidencial agrava o vazio. Sem um nome de peso na cabeça de chapa e sem palanque estadual viável, a direita fluminense entra na campanha desorganizada e na defensiva.

No vácuo deixado por Castro, o atual governador em exercício, Ricardo Couto, assumiu o comando integral do estado. Pela mesma Paraná Pesquisas, Couto registra 52% de aprovação, um índice alto que aponta estabilidade administrativa e esvazia o discurso de caos da oposição.

Outro dado favorável ao campo democrático aparece na corrida ao Senado. Benedita da Silva lidera com folga, com 34% das intenções, e nenhum bolsonarista aparece na ponta. Esse desempenho ajuda a montar um palanque competitivo no estado e melhora o ambiente para a candidatura de Lula.

Por mais que Paes tente evitar a nacionalização no primeiro turno, para atrair eleitores arrependidos de Bolsonaro e de Flávio, a oposição vai tentar colá-lo a Lula de qualquer maneira. A aposta do PL é explorar a rejeição histórica da esquerda na capital para desgastar o prefeito. O efeito tende a ser o contrário, com a polarização forçada criando um palanque virtual automático e altamente representativo para o presidente.

Mesmo que Paes não divida o palco físico com Lula, para preservar alianças de centro, o palanque virtual se impõe pela própria dinâmica do voto útil. Essa sinergia oferece ao governo federal uma base regional muito mais robusta do que a de 2022, quando a máquina estadual de Castro funcionou como trator eleitoral da extrema-direita.

A frente ampla em torno do prefeito esvazia o discurso de terra arrasada e abre espaço para o centro democrático. A força demonstrada por Paes indica que a tentativa do PL de nacionalizar o pleito por meio de Ruas encontra obstáculos sérios. Essa resistência do eleitorado local fortalece o governo federal em uma das maiores vitrines eleitorais do país.

Clique aqui para baixar a íntegra da pesquisa.

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Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/caso-henry-borel-justica-condena-jairinho-e-concede-perdao-a-monique/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/caso-henry-borel-justica-condena-jairinho-e-concede-perdao-a-monique/#respond Thu, 04 Jun 2026 15:21:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/caso-henry-borel-justica-condena-jairinho-e-concede-perdao-a-monique/ O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio condenou, na madrugada desta quinta-feira (4 de junho de 2026), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021. Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.

O julgamento, que durou 11 dias, é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense. A sessão iniciada no dia 25 de maio terminou à 1h43 minutos de hoje, com a leitura da sentença pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu a sessão.

Ao descrever a sentença de Jairinho, a magistrada destacou a violência desproporcional e a rara e desmesurada covardia contra uma criança de apenas 4 anos, descrita como doce e bondosa. A juíza afirmou que o condenado possui uma “personalidade insidiosa, capaz de simular gentileza para esconder uma natureza truculenta e de extrema periculosidade”.

Jairinho foi condenado por homicídio qualificado (com agravantes por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa e com causa de aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos), além de tortura e coação no curso do processo. Ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e ainda foi condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.

Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a decisão marcada por um discurso forte da juíza sobre o papel da mulher na sociedade. O Conselho de Sentença decidiu desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e condená-la pelo crime de tortura por omissão.

Ao aplicar o perdão judicial, a juíza Elizabeth Louro justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”.

A juíza citou o “massacre nas redes sociais” e as agressões sofridas por Monique no cárcere, afirmando que ela foi alvo de uma perseguição implacável contra sua honra.

Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e, como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A sentença conclui um capítulo doloroso iniciado na madrugada do dia 8 de março de 2021, quando Henry Borel morreu devido a uma laceração hepática causada por ação contundente no apartamento onde morava com o casal.

Enquanto Jairinho retorna ao sistema prisional para cumprir a pena, a Justiça considerou que o sofrimento de Monique pela perda do único filho e o linchamento público já excederam o limite da punibilidade para sua negligência.

Leniel Borel, pai de Henry, divulgou nota à imprensa na qual diz que irá recorrer da decisão em relação a Monique. “Nós vamos continuar lutando para anular essa absolvição da Monique. Eu já falei com meu advogado, e vou pedir ao Ministério Público que recorra da decisão”.

O advogado de Leniel, Cristiano Medina da Rocha, que atuou como assistente de acusação, disse que o Conselho de Sentença reconheceu o mesmo crime para os dois réus. “Os jurados votaram de forma idêntica e a juíza Elizabeth Louro, criando uma situação, fez a votação novamente. Isso que nos deixa indignados”, afirmou Cristiano, acrescentando que vai recorrer da absolvição da mãe de Henry.

Fonte: Agência Brasil

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Pesquisa mostra Eduardo Paes com ampla vantagem na disputa pelo governo do Rio https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/pesquisa-mostra-eduardo-paes-com-ampla-vantagem-na-disputa-pelo-governo-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/pesquisa-mostra-eduardo-paes-com-ampla-vantagem-na-disputa-pelo-governo-do-rio/#respond Thu, 04 Jun 2026 10:45:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/04/pesquisa-mostra-eduardo-paes-com-ampla-vantagem-na-disputa-pelo-governo-do-rio/ O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) lidera com folga as intenções de voto para o governo do estado em todos os cenários testados pelo Instituto Paraná Pesquisas. No cenário principal, Paes alcança 48,3% das intenções de voto, contra 12,6% do segundo colocado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL).

A pesquisa inclui ainda Anthony Garotinho (Republicanos) com 9,2%, André Marinho (Novo) com 4,2%, Wilson Witzel (Democrata) com 3,1%, Bombeiro Rafa Luz (Missão) com 2,6% e William Siri (Psol) com 0,6%. Em levantamento anterior, realizado em abril, Paes aparecia com 53% e Ruas com 13,2%, indicando oscilação dentro da margem de erro para o segundo colocado.

Em confronto direto, Paes soma 60% das intenções de voto contra 24,5% de Douglas Ruas, ampliando a diferença. Os votos brancos e nulos somam 10,8%, enquanto 4,6% dos eleitores não souberam ou não quiseram opinar.

O levantamento ouviu 1.680 eleitores em 62 municípios fluminenses entre os dias 1º e 3 de junho. A margem de erro é de aproximadamente 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é RJ-05645/2026. A pesquisa foi divulgada pelo Metrópoles.

A mesma pesquisa aponta a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) na liderança isolada da disputa ao Senado, com 34,2% das intenções de voto. O ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) aparece em segundo lugar com 26%, seguido por Márcio Canella (União Brasil) com 21,3% e Pedro Paulo (PSD) com 20,7%.

Em abril, Benedita tinha 30,4% e o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) era seu principal adversário, mas Castro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral até 2030 por abuso de poder político e econômico. Com a saída de Castro, Crivella assumiu a segunda posição e a ex-vereadora Monica Benicio (Psol) aparece com 11%, à frente do deputado federal Carlos Jordy (PL), que tem 10,4%.

A administração do governador interino Ricardo Couto, que assumiu o cargo em 23 de março após a renúncia de Cláudio Castro, é aprovada por 51,8% dos entrevistados. Outros 38,2% desaprovam a gestão e 10% não souberam opinar, enquanto a avaliação positiva (ótima ou boa) atinge 34,4% dos eleitores.

Para 30,1% dos participantes, a administração é considerada regular, enquanto 11,5% a classificam como ruim e 15,9% como péssima. Ricardo Couto, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, governa de forma interina enquanto o estado se prepara para as eleições de outubro.

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TSE analisa recurso de Cláudio Castro contra inelegibilidade https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/tse-analisa-recurso-de-claudio-castro-contra-inelegibilidade/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/tse-analisa-recurso-de-claudio-castro-contra-inelegibilidade/#respond Tue, 02 Jun 2026 17:41:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/tse-analisa-recurso-de-claudio-castro-contra-inelegibilidade/ O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta terça-feira o recurso apresentado por Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, contra a decisão que o condenou à inelegibilidade. Conforme reportagem da Carta Capital, o tribunal também julga o pedido do Ministério Público estadual (MP-RJ) por eleições diretas para o governo do estado.

Castro foi condenado por suspeitas de envolvimento em um esquema de contratações irregulares de dezenas de milhares de cabos eleitorais. As contratações teriam sido operadas por meio do Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O MP-RJ defende que a condenação de Castro resultou em uma vaga por motivos eleitorais, o que exigiria a realização de novas eleições com voto popular. O TSE havia decidido inicialmente por eleição indireta após o julgamento que não cassou os mandatos de Castro e do ex-vice-governador Thiago Pampolha Gonçalves.

Ambos renunciaram antes do fim da discussão no tribunal, o que impediu a cassação formal dos mandatos. Recursos contra a decisão da Corte Eleitoral levaram o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No STF, a discussão sobre o mandato-tampão no Rio de Janeiro está suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até o momento, há maioria no tribunal por eleições indiretas, mas o impasse permanece sem previsão de solução.

Enquanto a definição não ocorre, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, ocupa interinamente o governo do estado. A situação mantém o Rio de Janeiro sob um governo tampão desde a condenação do ex-governador.

As investigações indicam que Castro foi responsável por um esquema que utilizou a estrutura do Ceperj e da Uerj para viabilizar contratações em massa com finalidade eleitoral. O julgamento desta terça-feira pode redefinir os rumos políticos do estado caso o TSE reverta a inelegibilidade do ex-governador ou acolha o pedido do MP-RJ por eleições diretas.

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Flávio Bolsonaro homenageou e empregou parentes de policiais ligados a milícias no Rio https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-homenageou-e-empregou-parentes-de-policiais-ligados-a-milicias-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-homenageou-e-empregou-parentes-de-policiais-ligados-a-milicias-no-rio/#respond Mon, 01 Jun 2026 22:55:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/01/flavio-bolsonaro-homenageou-e-empregou-parentes-de-policiais-ligados-a-milicias-no-rio/
Policial em operação em área com grafites no Rio de Janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, construiu uma rede de homenagens e vínculos empregatícios com policiais militares posteriormente apontados como líderes de milícias e integrantes de organizações criminosas. O levantamento dos laços entre o filho mais velho do ex-presidente e o crime organizado no Rio foi detalhado em reportagem do portal Metrópoles.

Em outubro de 2003, Flávio concedeu sua primeira Moção de Louvor ao então tenente Adriano Magalhães da Nóbrega, enaltecendo sua atuação no combate à criminalidade. Dois anos depois, entregou pessoalmente a Medalha Tiradentes ao mesmo oficial, que estava preso preventivamente por homicídio.

Adriano seria absolvido do crime, mas depois apontado pelo Ministério Público do Rio como chefe da milícia de Rio das Pedras. Flávio empregou a mãe e a mulher de Adriano em seu gabinete na Alerj. Segundo investigações, o miliciano ficava com parte dos valores arrecadados em esquema de rachadinha.

A lista de homenageados inclui o major Ronald Paulo Alves Pereira, que recebeu Moção de Louvor em março de 2004. A homenagem ocorreu três meses após uma chacina na Baixada Fluminense, crime pelo qual Ronald foi condenado e apontado como líder da milícia de Rio das Pedras.

No mesmo ano, Flávio outorgou Moção de Louvor ao tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira. O oficial foi preso anos depois e condenado a 36 anos de reclusão como mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros em 2011.

Outro homenageado foi o militar da reserva Lício Maciel, condecorado por ações no combate à Guerrilha do Araguaia. Mais tarde, Maciel foi denunciado pelo Ministério Público Federal por sequestro e ocultação de cadáveres durante a ditadura militar.

Em 2005, Flávio concedeu Moção de Louvor ao policial militar Hélio Machado da Conceição. Nove anos depois, o agente foi expulso da corporação por envolvimento com a máfia dos caça-níqueis e formação de milícia.

O major Maycon Macedo de Carvalho também foi homenageado em 2005. Décadas depois, tornou-se réu por corrupção passiva, participação em organização criminosa armada e fraude em licitações. O policial militar Alan Rodrigues de Oliveira, condecorado em 2006, foi preso em 2017 por extorquir comerciantes.

O tenente-coronel Arlei Balbino recebeu Moção de Louvor em 2006 e depois respondeu por improbidade administrativa. Já o major Edson Alexandre Pinto de Góes, homenageado em 2007, foi condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Em 2008, o major Edson Raimundo dos Santos foi condecorado por sua liderança na Polícia Militar. Cinco anos depois, comandou a UPP da Rocinha durante a tortura e morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, crime que resultou em sua condenação.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Padilha acusa Flávio Bolsonaro de controlar hospitais federais em benefício de milícias no RJ


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Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique entra no sétimo dia https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/#respond Mon, 01 Jun 2026 01:21:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/ O julgamento da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, entrou no sétimo dia neste domingo (31). No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos e a professora Monique Medeiros, acusados do crime. Eles são o padrasto e mãe do menino, respectivamente.

Presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, o júri, ontem, ouviu o engenheiro Bryan Medeiros da Costa Silva, irmão de Monique e principal testemunha de defesa dela. Durante mais de 8 horas, ele respondeu a perguntas da juíza, das defesas e da acusação, representada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O homem fez uma descrição afetuosa da irmã, oito anos mais velha, e do convívio familiar.

Segundo Bryan, Monique era uma mãe zelosa, que sempre trabalhou e esteve ao lado do ex-marido Leniel Borel, pai de Henry, “nos altos e baixos” da vida. Ele também falou sobre o relacionamento da irmã com Jairo. Disse que os dois se conheceram pela internet, que o homem era gentil e nenhum familiar desconfiou de que ele poderia ser autor de agressões que levaram o pequeno à morte, conforme a denúncia. Monique é acusada de tortura e de participação no homicídio.

Bryan também relatou que o padrasto de Henry, após a divulgação dos laudos relacionando as lesões no menino a agressões, tentou persuadir Monique a mentir sobre os fatos que antecederam a morte do garoto. Uma prima, segundo ele, alertou para a possibilidade de Monique estar sendo manipulada, o que fez a família buscar uma defesa separada da de Jairo.

No julgamento, o irmão afirmou ainda que o filho era prioridade para a ré e que ela jamais permitiria qualquer agressão a ele.

No sábado, também foram ouvidos um colega de trabalho de Monique, em uma escola, e uma funcionária da brinquedoteca do condomínio onde ocorreu o crime. A mulher disse que a ré frequentava o espaço com a criança e era atenciosa.

Na sexta (29), os jurados já tinham ouvido as testemunhas de acusação. O último a depor foi o pai de Henry, Leniel Borel, que terminou de falar às 4h15 da madrugada de sábado.

Segundo o advogado Cristiano Medeiros, assistente da acusação, ligada ao pai do menino, o depoimento de Bryan não altera o conjunto de provas do processo. “Ele não presenciou os fatos e tudo o que afirma saber foi contado por Monique, após sua prisão, quando ela já tinha evidente interesse em construir uma versão defensiva”, comentou, em nota enviada à imprensa na manhã deste domingo.

Na avaliação do assistente, as declarações não têm força. No processo, lembra, documentos comprovam que Henry foi lesionado enquanto estava sob os cuidados da mãe e do padrasto.

A defesa de Jairo argumenta que a laceração hepática, que provocou a hemorragia e morte de Henry, conforme o laudo pericial, teria sido provocada pelas sucessivas manobras de ressuscitação no menino, no hospital. O médico-legista Luiz Carlos Leal Preste discordou da tese, no julgamento.

Em depoimento, outro legista, Luiz Airton Saveedra de Paiva afirmou que foram três traumatismos em locais diferentes da cabeça. “Ações essas que resultaram no descolamento do couro cabeludo da vítima. No tórax, há sinais de contusão nos pulmões e de hemorragia retroaórtica e no abdômen, hemorragia peritoneal, o que foi a causa do óbito”, apontou.

Saveedra afirmou que Henry estava sem vida quando chegou ao hospital.

No depoimento, o delegado do caso Henrique Damasceno, confirmou que Jairo fez pressão para que a unidade de saúde atestasse a morte da criança, sem a necessidade de encaminhar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde seria periciado.

O caso

Segundo a denúncia, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, enquanto a mãe, Monique Medeiros, se omitiu da responsabilidade, o que levou ao homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo tinha submetido o menino a sofrimento físico e mental com emprego de violência.

Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima; três torturas praticadas contra criança; fraude processual; coação no curso do processo, entre outros crimes. Monique responde por sete crimes, entre eles homicídio por omissão qualificado e omissão.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/caso-henry-borel-julgamento-de-jairinho-e-monique-entra-no-setimo-dia/feed/ 0 Rio: belga testa positivo para malária, mas Fiocruz não descarta ebola https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola/#respond Sun, 31 May 2026 20:21:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/rio-belga-testa-positivo-para-malaria-mas-fiocruz-nao-descarta-ebola/ O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), investiga desde sábado (30) o caso de um viajante belga que veio de Uganda, na África, para o Rio de Janeiro com sintomas virais. O resultado do exame de sangue do paciente não foi concluído, mas as primeiras amostras biológicas deram positivo somente para malária.

Assim que o homem chegou ao Instituto Evandro Chagas com tosse, calafrios e diarreia, a Fiocruz acionou o protocolo para atendimento especializado. O paciente ficará isolado até o diagnóstico conclusivo, considerando que Uganda, o país de origem dele, tem registros de casos de ebola. “A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente”, informou a Fiocruz, em nota à imprensa neste domingo (31).

Os primeiros diagnósticos baseados em amostras de saliva e urina, no próprio sábado, confirmaram a malária. Nelas, as análises deram negativo para o ebola. O teste diagnóstico referente à amostra de sangue segue em análise. A Fiocruz não informou quando o resultado deve ficar pronto.

Além do paciente, estão sendo monitoradas pessoas que tiveram contato com ele, com apoio das secretarias municipal e estadual de Saúde, que acompanham o caso. Mesmo assim, a Fiocruz reitera que o vírus não é transmitido por via respiratória, como a gripe, mas somente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos e/ou animais infectados.

No momento, há um surto de ebola em países da África Central, com o epicentro no Congo e casos registrados em Uganda. O vírus provoca febre hemorrágica e apresenta alta letalidade.

A Fiocruz é referência para tratar casos suspeitos de ebola com atendimento médico e testagem diagnóstica no Brasil e informa que o risco de transmissão no país é baixo.

Fonte: Agência Brasil

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Jordy disputa vaga de Castro no Senado e usa CPMI do Master como trunfo na briga interna do PL https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/jordy-disputa-vaga-de-castro-no-senado-e-usa-cpmi-do-master-como-trunfo-na-briga-interna-do-pl/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/jordy-disputa-vaga-de-castro-no-senado-e-usa-cpmi-do-master-como-trunfo-na-briga-interna-do-pl/#comments Sun, 31 May 2026 10:41:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/jordy-disputa-vaga-de-castro-no-senado-e-usa-cpmi-do-master-como-trunfo-na-briga-interna-do-pl/ 7 Comentários 🔥]]>
Deputado Carlos Jordy, do PL, em imagem oficial, avalia ter trunfo para concorrer à vaga de Cláudio Castro no Senado. (Foto: metropoles.com)

A desistência do ex-governador Cláudio Castro da disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro abriu uma batalha nos bastidores do PL. Dois deputados federais mobilizam apoios para ocupar a vaga na chapa de 2026.

O deputado federal Carlos Jordy avalia ter um trunfo concreto para se diferenciar na disputa interna. Ele reforça, em conversas com lideranças do PL e de siglas aliadas, que sempre foi crítico de Castro e figura entre os autores do pedido de criação da CPMI do Master na Câmara.

Seu principal adversário é o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara. Ambos buscam respaldo junto a dirigentes do partido e da base aliada para consolidar suas candidaturas ao Senado.

A aposta de Jordy está na percepção de que sua ligação com a CPMI ajuda a descolar sua imagem da gestão de Castro. A relação do ex-governador com o banqueiro Daniel Vorcaro é o centro das investigações da Polícia Federal.

O parlamentar argumenta que sua postura como investigador do caso representa blindagem contra críticas na campanha. Para Jordy, esse protagonismo contribui para a limpeza do palanque do PL no Rio de Janeiro.

O Caso Master ganhou força com a intensificação das ações da PF. A segunda operação, realizada no fim de maio, levou Castro a retirar seu nome da disputa eleitoral.

A movimentação de Jordy e Sóstenes ocorre enquanto o PL reorganiza sua estratégia no Rio de Janeiro. O estado é considerado vital para as pretensões do partido no Senado.

Jordy argumenta que sua independência em relação ao governo Castro o posiciona como nome competitivo. Ele avalia que consegue transitar entre diferentes alas do partido sem carregar o ônus das investigações.

Sóstenes Cavalcante aposta no peso institucional de seu cargo para angariar apoios. A disputa reflete uma divisão interna do PL no Rio de Janeiro após a saída de Castro.

A decisão final caberá à cúpula nacional do PL. O nome escolhido será anunciado antes do início oficial da campanha para garantir a reorganização da chapa majoritária.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Kajuru desmonta Flávio Bolsonaro na tribuna e expõe farsa sobre CPMI do Banco Master


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Lula convoca esquerda a retomar verde e amarelo na Copa e elogia gestão interina no Rio https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-convoca-esquerda-a-retomar-verde-e-amarelo-na-copa-e-elogia-gestao-interina-no-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-convoca-esquerda-a-retomar-verde-e-amarelo-na-copa-e-elogia-gestao-interina-no-rio/#respond Sat, 30 May 2026 20:52:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-convoca-esquerda-a-retomar-verde-e-amarelo-na-copa-e-elogia-gestao-interina-no-rio/
Ilustração editorial sobre Lula convoca esquerda a retomar verde e amarelo na Copa e elogia gestão interina no Rio. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo à militância progressista durante evento no Rio de Janeiro. Ele pediu que a esquerda retome as cores da bandeira brasileira, apropriadas pelo bolsonarismo nos últimos anos, e as exiba com orgulho durante a Copa do Mundo.

A declaração ocorreu após Lula avistar o prefeito do Rio, Eduardo Paes, vestindo uma jaqueta verde-amarela. O presidente brincou que Paes deveria estampar na roupa a frase ‘não-bolsonarista’, em referência à apropriação das cores nacionais pela extrema direita.

‘Nessa Copa do Mundo, a gente vai ter que andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista’, afirmou Lula. A fala arrancou aplausos da plateia presente no lançamento da plataforma de streaming Tela Brasil.

O presidente também destacou o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. Ele pediu uma salva de palmas para Couto e atribuiu a ele a missão de reerguer o estado fluminense.

‘Quero uma salva de palmas para esse homem que vai ajudar a consertar o Rio de Janeiro’, disse Lula. Couto assumiu o governo interinamente após a renúncia de Cláudio Castro, aliado de Jair Bolsonaro.

Castro deixou o cargo às vésperas de uma condenação pela Justiça Eleitoral. Reportagens expuseram irregularidades em sua gestão, comprometendo a linha sucessória do estado.

Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, iniciou um choque de gestão com 3.171 exonerações em 69 órgãos. Todas as 33 secretarias da estrutura administrativa fluminense foram impactadas, com cortes em cargos de coordenação, direção e gerência.

Lula já havia cobrado firmeza de Couto em agenda anterior. Ele pediu que o governador interino ‘prendesse ladrões’ que governaram o Rio e aproveitasse os meses à frente do estado para fazer o que ‘ninguém fez em dez anos’.

‘Se a Assembleia Legislativa do Rio tivesse que indicar um governador interino, ia vir um miliciano’, alertou Lula. O presidente criticou o domínio de grupos ligados ao bolsonarismo sobre a política fluminense.

As exonerações em massa irritaram a base bolsonarista. Aliados de Flávio Bolsonaro questionam a legitimidade de Couto e defendem que Douglas Ruas, presidente da Alerj, assuma interinamente.

Ruas é pré-candidato ao governo do Rio pelo PL. A movimentação de Couto, no entanto, recebeu apoio público de Eduardo Paes, candidato apoiado por Lula ao Palácio Guanabara.

Lula conclamou os cidadãos a assumirem o protagonismo eleitoral. ‘Não é um candidato que precisa ser eleito governador do Rio. São vocês que precisam ser eleitos governadores do Rio’, afirmou.

A fala reforça a estratégia progressista de nacionalizar o debate eleitoral no estado. O objetivo é furar a forte presença da extrema direita e reconstruir as instituições fluminenses.

A defesa das cores nacionais e o alinhamento com a gestão interina de Couto sinalizam a aposta de Lula na reconstrução institucional do Rio. O estado serve como vitrine para o projeto político do governo federal.

Leia mais sobre o assunto na noticias.uol.com.br.


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Fux nega pedido de Douglas Ruas e mantém Couto como governador do Rio https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/fux-nega-pedido-de-douglas-ruas-e-mantem-couto-como-governador-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/fux-nega-pedido-de-douglas-ruas-e-mantem-couto-como-governador-do-rio/#respond Fri, 29 May 2026 21:42:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/fux-nega-pedido-de-douglas-ruas-e-mantem-couto-como-governador-do-rio/
O deputado federal Douglas Ruas fala em coletiva de imprensa. (Foto: cartacapital.com.br)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, para assumir o governo estadual de forma interina.

Fux considerou que o STF já havia decidido pela permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça fluminense, no comando do Executivo estadual. A determinação vale até o julgamento definitivo das ações que questionam a legalidade da eleição indireta no estado.

A decisão frustrou a tentativa de Ruas de ocupar o Palácio Guanabara. O deputado alegava que, como presidente da Alerj, teria legitimidade constitucional para assumir o posto provisoriamente.

Fux fundamentou sua negativa lembrando que o plenário do STF já formou maioria para manter Couto como governador interino. ‘Dessa maneira, há determinação expressa do colegiado a obstar o conhecimento da pretensão formulada pela Alerj’, escreveu o ministro.

O impasse no Rio de Janeiro se arrasta desde março, quando o então governador Cláudio Castro renunciou. A renúncia ocorreu na véspera de uma sessão do Tribunal Superior Eleitoral que o condenou à inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

O cargo de vice-governador já estava vago havia meses. Thiago Pampolha renunciara para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do estado, deixando a linha sucessória esvaziada.

Com a dupla vacância, a Alerj organizou eleição indireta para escolher o novo governador. O modelo adotado foi contestado na Justiça, com ações no STF questionando critérios e constitucionalidade do processo.

Enquanto a controvérsia não é resolvida, Ricardo Couto permanece como chefe do Executivo fluminense por determinação judicial. Ele foi designado interventor temporário por decisão anterior do Supremo.

Segundo a Carta Capital, Fux destacou que os argumentos da defesa de Ruas não modificam o quadro jurídico consolidado. Os fatos supervenientes serão submetidos ao plenário oportunamente.

A decisão reforça o papel do STF como árbitro de crises institucionais nos estados. O caso evidencia a complexidade do vácuo político fluminense, com Douglas Ruas articulando para assumir o comando mesmo sem respaldo das urnas.

O desfecho depende do julgamento colegiado das ações que questionam a eleição indireta. Até lá, o Rio de Janeiro segue sob administração de um magistrado de carreira, arranjo que desagrada setores do bolsonarismo local.

A tensão ocorre em momento politicamente sensível, às vésperas das eleições de 2026. Forças conservadoras tentam manter o controle da máquina pública, enquanto o campo progressista acompanha os desdobramentos jurídicos e eleitorais.

A negativa de Fux sinaliza que o STF não flexibilizará regras de sucessão para acomodar interesses parlamentares. A Corte reafirmou que a vacância dupla exige soluções excepcionais sob escrutínio judicial.


Leia também: Douglas Ruas cobra de Fachin posse imediata no governo do Rio


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Douglas Ruas cobra de Fachin posse imediata no governo do Rio https://www.ocafezinho.com/2026/05/28/douglas-ruas-cobra-de-fachin-posse-imediata-no-governo-do-rio/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/28/douglas-ruas-cobra-de-fachin-posse-imediata-no-governo-do-rio/#respond Thu, 28 May 2026 23:47:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/28/douglas-ruas-cobra-de-fachin-posse-imediata-no-governo-do-rio/
Ilustração editorial sobre Douglas Ruas cobra de Fachin posse imediata no governo do Rio. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), protocolou pedido formal ao Supremo Tribunal Federal para assumir imediatamente o governo do estado. O requerimento foi dirigido ao ministro Edson Fachin, conforme reportagem da Carta Capital.

O Palácio Guanabara está vago desde 23 de março, quando Cláudio Castro (PL) renunciou. A renúncia ocorreu na véspera de o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

A crise sucessória se agravou porque o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025. Ele assumiu uma cadeira no Tribunal de Contas do estado, esvaziando a linha sucessória constitucional.

Desde março, o Executivo fluminense é chefiado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto. Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Couto assumiu após o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ser afastado do comando da Casa.

Bacellar foi preso preventivamente e cassado pelo TSE. O afastamento deixou o estado sem liderança política eleita, aprofundando a instabilidade institucional.

No STF, o julgamento sobre as regras da eleição para o mandato-tampão está suspenso desde 9 de abril. O ministro Flávio Dino pediu vista do processo, paralisando a definição do rito sucessório.

Quatro ministros já votaram a favor da eleição indireta pela Alerj, com voto secreto. Luiz Fux, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia defendem essa posição, enquanto Cristiano Zanin apoia eleição direta.

Eleito presidente da Assembleia em 17 de abril, Douglas Ruas argumenta que sua vitória configura um fato novo. O deputado bolsonarista sustenta que, como primeiro sucessor na linha constitucional, não há justificativa para manter o interventor judicial no cargo.

A defesa de Ruas alerta que o governador em exercício já editou atos administrativos, orçamentários e financeiros. Os advogados do parlamentar destacam que a permanência de Couto pode gerar atos viciados, com repercussões além da crise política.

Não há prazo para Fachin analisar o pedido. A indefinição prolonga a instabilidade institucional no Rio de Janeiro em ano eleitoral decisivo para o país.


Leia também: Uirá Azevêdo e Rogerio Dultra: Ainda Messias, fogo amigo, o “esgotamento do Lulismo” e as eleições de 2026


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