rodrigo neves - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rodrigo-neves/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 23 Apr 2026 21:00:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png rodrigo neves - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/rodrigo-neves/ 32 32 Rodrigo Neves defende metrô sob a Baía de Guanabara – e mais investimentos estaduais e federais em FERROVIAS! https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/rodrigo-neves-defende-metro-sob-a-baia-de-guanabara-e-mais-investimentos-estaduas-e-federais-em-ferrovias/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/rodrigo-neves-defende-metro-sob-a-baia-de-guanabara-e-mais-investimentos-estaduas-e-federais-em-ferrovias/#comments Thu, 23 Apr 2026 14:21:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=238677 30 Comentários 🔥]]> Em entrevista ao Cafezinho, prefeito de Niterói defende a Linha 3 do metrô ligando Itaboraí, São Gonçalo e Niterói à estação Carioca, no centro do Rio, por um túnel sob a Baía, detalha o atentado judicial de 2018 que o tirou 93 dias da cadeira e confirma apoio a Eduardo Paes em 2026. O registro em vídeo da entrevista segue ao final do post. 

“Como que uma região metropolitana adensada, de 8 mil quilômetros quadrados apenas, reunindo 12 milhões de habitantes, não foi capaz de estruturar um planejamento de transporte público por trilhos?”, disse Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, em entrevista ao Cafezinho.

Foi assim que começou uma longa conversa sobre mobilidade, o descaso do governo fluminense com o transporte público e a urgência de construir uma ligação metroviária entre a capital e o lado leste da Baía de Guanabara.

Para Neves, a situação escancara uma omissão política. “Como que a gente tem seis anos de governo Cláudio Castro e dois anos de governo Witzel, oito anos com a extrema direita governando o estado do Rio, e a gente não tem, nesses oito anos, uma linha de metrô, 100 metros que seja, de metrô construída por eles?”.

Durante a conversa, mencionei ao prefeito o estado calamitoso das estações e dos trens da Supervia, concessionária dos trens urbanos da região metropolitana.

“A Supervia é uma vergonha. As estações não têm banheiro, não têm bebedouro, tem estações que não têm nem cobertura de chuva, não têm segurança nenhuma. Devem ser as piores estações do mundo”, observei.

Neves concordou com o diagnóstico: “é dramático”.

O prefeito cobra investimento no modal ferroviário como agenda estratégica do estado. “É inacreditável como o trabalhador da Zona Oeste sofre com os trens da Supervia sucateados, quando a gente poderia ter um sistema de trens de alta performance, porque as distâncias são curtas”.

A proposta central é antiga, mas segue no papel. A Linha 3 do metrô ligaria Itaboraí, São Gonçalo e Niterói à estação Carioca, no centro do Rio, por um túnel sob a Baía de Guanabara.

“Esse projeto, rapaz, é absolutamente viável”, diz Neves. O custo estimado pelo governo do estado, em anúncio de junho de 2025, é de R$ 14,6 bilhões, dentro de um pacote de expansão metroviária de R$ 28,8 bilhões. A viabilização dependeria de parceria entre governo federal, governo do estado e iniciativa privada.

A comparação técnica que o prefeito apresenta é com o túnel submerso Santos-Guarujá, em obras com apoio do governo Lula. “O túnel lá, o presidente está apoiando um governador que não é um governador aliado a ele, para fazer um túnel de um quilômetro. O túnel debaixo da Baía de Guanabara é um túnel de três quilômetros no máximo”.

O atalho marítimo é mais curto do que parece. “A ponte tem 13 quilômetros, mas a ponte faz uma volta enorme para fazer a ligação Rio-Niterói. A menor distância entre o Rio e Niterói são 3 quilômetros”, explica.

A estação Carioca, acrescenta, já foi construída pensando nessa integração. “Lá atrás, quando foi inaugurada, ela previa um andar para a chegada da linha 3 de Niterói”.

O impacto no cotidiano seria imediato. “Hoje as pessoas levam uma hora e meia, duas horas para chegar no Rio pela ponte. Com o túnel e a Linha 3 do metrô, elas vão levar 15 minutos. É uma revolução”.

A defesa do metrô submerso não vem descolada da experiência concreta. Em oito anos de mandato anterior, Neves entregou quatro dos seis túneis da cidade, ampliou a malha cicloviária para cerca de 100 quilômetros e colocou Niterói no topo do ranking dinamarquês Copenhagenize 2025 como a cidade mais amigável para bicicletas da América Latina.

O caso mais emblemático é o túnel que ligou a zona sul à região oceânica. “As pessoas levavam uma hora, uma hora e meia para chegar em Piratininga, que é um bairro com praias em Niterói. E hoje, com túnel, levam 20 minutos”.

Para ele, a conta não é apenas de engenharia, mas de tempo de vida. “As pessoas ganharam com o túnel que eu fiz aqui praticamente um dia e meio, dois dias. Para ir ao cinema, para ir à igreja, para namorar, para curtir uma praia”.

O sistema de bicicletas compartilhadas da cidade, o NitBike, tem cerca de 150 mil usuários cadastrados numa população de 520 mil habitantes. A ciclovia das avenidas Roberto Silveira e Marquês do Paraná, segundo o prefeito, é hoje a mais movimentada do Brasil, à frente da Paulista.

Neste novo mandato, Neves promete avançar na integração hidroviária da orla e na construção de um veículo leve sobre trilhos. “Nós vamos fazer o VLT. Nas divisas com São Gonçalo até o centro de Niterói”.

Um convênio com a Secretaria de Transportes já reduziu a tarifa do catamarã Charitas-Praça XV de 21 para 7 reais, introduzindo uma segunda ligação hidroviária com a capital, além da conexão tradicional Arariboia – Praça XV.

No meio da conversa sobre infraestrutura e projeto para o estado, a entrevista alcança o episódio que marcou a biografia política do prefeito. Em 2018, no auge do avanço bolsonarista no Rio, Neves foi preso por determinação do juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato fluminense.

“Me sequestraram dessa cadeira durante 93 dias”, resume ele.

A operação foi deflagrada com base numa delação premiada que, segundo o prefeito, era falsa. “Foi ele que determinou a prisão, e depois falaram que a delação foi um equívoco. Então, inventaram uma história, e a minha esposa era dona de uma empresa de ambulância que tinha relação com a corrupção do governo do Sérgio Cabral, e a gente nunca tinha ouvido falar nessa empresa”.

O processo foi arquivado por unanimidade. Mas o estrago político, na avaliação de Neves, foi deliberado.

Naquele momento, ele era praticamente o único sobrevivente progressista de peso no estado. “Naquela época, o Eduardo Paes estava derrotado, o presidente Lula estava preso, o Crivella era prefeito do Rio e o Witzel tinha sido eleito governador do Rio. Então, só sobrou eu, em todo o estado”.

A extrema direita fluminense tentou transformar o processo em afastamento definitivo. “A extrema direita capitaneada por Flávio Bolsonaro e pelo Carlos Jordi em Niterói tentou o meu impeachment e a convocação de uma nova eleição logo depois da eleição do Bolsonaro em 2018”.

Neves também foi afastado da presidência do Consórcio do Leste Metropolitano, o Conleste. Segundo ele, isso não deve ter sido uma casualidade.

“A principal bandeira do Conleste era a conclusão da refinaria de Itaboraí. Então, não foi à toa que, além de me tirar da prefeitura, me tiraram do Conleste. E aí a bandeira da conclusão da refinaria ficou quatro anos, de 2018 a 2022, arriada. E não concluíram a refinaria de Itaboraí. E hoje o diesel está aí por esse preço”.

Niterói é hoje a única cidade das 22 que formam a região metropolitana do Rio sem território dominado por milícia, segundo o prefeito. O dado abre a discussão sobre segurança pública, em que Neves apresenta o Pacto Niterói Contra a Violência como modelo replicável para o estado.

A comparação com a cidade vizinha é brutal. No primeiro trimestre de 2026, Niterói registrou três roubos de carga, um por mês.

São Gonçalo, a cinco minutos dali, registrou 185 roubos de carga no mesmo período, uma média de dois por dia.

“Nós não deixamos as milícias entrarem em Niterói, e isso é muito importante”, afirma.

O enfrentamento, ressalta, combinou repressão e urbanismo social. A Guarda Municipal cresceu de 150 para quase mil agentes, um Centro Integrado de Segurança Pública foi inaugurado em 2015 e a prefeitura paga convênio para policiais militares trabalharem na cidade em horário de folga.

Em paralelo, comunidades históricas como o Viradouro e o Caramujo receberam escolas técnicas, parques esportivos, saneamento e centros culturais. “Nós fizemos mais de 300 milhões de reais de investimento”, diz, sobre o Viradouro.

A cidade tem hoje 10 mil jovens no maior programa de iniciação musical do país, em escolas municipais. E bolsas para o ensino técnico por meio de convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o Senai.

O resultado, segundo Neves, é estatístico. Em 2013, jovens de 13 a 20 anos representavam 25% das mortes por violência na cidade.

Em dez anos, o índice caiu para 7%. A média mensal de homicídios saiu de 35 para dois ou três.

“Nós passamos, ano passado, vários meses sem nenhum homicídio na cidade”, diz.

Para Neves, o tema não pode ser monopolizado pela extrema direita. “A segurança pública é a mãe de todas as políticas. Se você não tiver segurança pública, você não tem aquilo que é caríssimo ao campo progressista, que é a apropriação do cidadão do espaço público”.

Ele acusa a elite política fluminense de conivência. “Infelizmente, parte da elite política do Rio está completamente comprometida com o crime organizado. E há uma clara contaminação das instituições do Estado pelo crime organizado”.

Se Niterói é laboratório, a Baixada Fluminense é o problema mais duro. A entrevista entra no tema a partir de uma pergunta simples: como uma região historicamente de esquerda, berço do voto em Brizola e Lula, virou bastião bolsonarista?

A resposta começa no longo prazo. “A destruição do Rio não foi por acaso, tinha um projeto de destruição do Rio”.

Neves recupera a perda da capital federal nos anos 60, a fusão autoritária entre Guanabara e estado do Rio decretada pelo general Geisel em 1974, a desindustrialização da região metropolitana nos anos 80 e a deformação da Lava Jato, que, segundo o prefeito, atacou a engenharia brasileira concentrada no Rio.

A esse roteiro econômico se soma uma transformação sociorreligiosa profunda. “No início da década de 90, na década de 80, na Baixada Fluminense, por exemplo, você tinha vários bispos, como Dom Mauro Morelli, em Caxias, que tinham vínculo com os movimentos populares, tinham uma visão progressista, e 70% da população era católica e 20% evangélica”.

A proporção se inverteu. “20 anos depois, você tem, na Baixada, 70% da população evangélica. Em São Gonçalo, 60% da população evangélica”.

Católico praticante, Neves diz ter passado pela Pastoral da Juventude no início dos anos 90 e faz uma autocrítica ao campo progressista. “Me parece que estigmatizar esses segmentos não é o melhor caminho. Ao contrário, é preciso estabelecer diálogo com esses segmentos, até porque a grande maioria é constituída de pessoas sérias”.

A referência que ele aponta é a Frente Ampla uruguaia. “O campo progressista precisa estar nas favelas, nas universidades, no dia a dia das pessoas, conversando sobre os problemas das pessoas, construindo redes de solidariedade”.

Com o governador Cláudio Castro cassado e a linha sucessória desmoralizada por prisões e investigações, o estado entrou no ano eleitoral sem comando estável.

“A situação do Rio é uma situação hoje dramática porque o governador foi cassado, a linha de sucessão está desmoralizada e o Rio está sem um comando estável mais uma vez”, resume Neves.

Diante desse cenário, ele já definiu seu apoio para 2026. “Eu estou apoiando o ex-prefeito Eduardo Paes. Evidentemente que não é o momento de pedir voto, mas a gente está construindo um programa”.

A entrevista fecha na agenda do país. Para Neves, o Brasil tem uma oportunidade histórica, mas precisa enfrentar simultaneamente problemas do século 20 e desafios do século 21.

Do lado do passivo acumulado, cita três frentes urgentes. “Nós temos 100 milhões de pessoas sem acesso a saneamento ainda no Brasil. Metade da população”.

A questão habitacional exige mais ambição do que a meta atual. “Nós temos um déficit habitacional de quase 8 milhões de moradias. (…) Se a gente não fizer mais moradias do que 3 milhões em 4 anos, nós não vamos resolver o problema do déficit habitacional do Brasil nos próximos 20, 30 anos”.

A política de resíduos sólidos segue precária. “Nós temos 3 mil cidades depositando o seu lixo em lixões”.

Sobre mobilidade, defende uma inflexão estrutural. “Cidade moderna e desenvolvida não é aquela onde o pobre, a classe média e todo mundo usa carro. É a cidade onde o rico, a classe média e o pobre usam transporte público de qualidade”.

Neves pede também uma mudança de arquitetura institucional. “Tem que criar o Ministério da Segurança Pública”, afirma, defendendo um desmembramento do atual Ministério da Justiça.

Crítico das políticas armamentistas do governo Bolsonaro, descreve o efeito concreto do afrouxamento das regras de acesso a armas de fogo. “Durante quatro anos, no governo Bolsonaro, eles fizeram os caques, facilitaram o uso de arma de fogo por qualquer um. E o que aconteceu? A violência não diminuiu no Brasil. Ao contrário, as milícias e o tráfico passaram a ter acesso a armas de fogo, muitas das vezes, dos caques”.

Para fechar, um recado ao Cafezinho. Questionado sobre o momento do debate nas redes, o prefeito foi direto.

“A gente acredita muito que o caminho do debate e das redes tem que ser o caminho também do campo progressista. Não é possível que a extrema direita continue tomando conta majoritariamente do debate nas redes sociais”.

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Niterói zera homicídios em agosto enquanto o Rio enfrenta escalada da violência https://www.ocafezinho.com/2025/09/03/niteroi-zera-homicidios-em-agosto-enquanto-o-rio-enfrenta-escalada-da-violencia/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/03/niteroi-zera-homicidios-em-agosto-enquanto-o-rio-enfrenta-escalada-da-violencia/#respond Wed, 03 Sep 2025 12:13:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216714 Na manhã de 24 de julho de 2025, um tiroteio paralisou a rotina no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio. A circulação de trens foi suspensa e um ônibus foi atravessado na pista, enquanto moradores se escondiam em casa. Dias depois, novos confrontos voltaram a interromper a vida na região. Casos como esse são frequentes em 2025 e reforçam os números divulgados pelo laboratório Fogo Cruzado: o primeiro semestre do ano registrou recorde de tiroteios na capital fluminense.

A escalada da violência foi confirmada por um levantamento do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec/PUC-Rio), em março de 2025. A pesquisa mostrou que a letalidade violenta cresceu 17,9% na capital e 53,1% na Baixada Fluminense no primeiro bimestre em comparação a 2024. O roubo de carga no estado subiu 71,7% e o roubo de veículos aumentou 20,8% na mesma base de comparação. Em fevereiro de 2025, 181 pessoas foram baleadas na região metropolitana, 79 delas mortas, segundo balanço de imprensa.

Sob o governo de Cláudio Castro, a crítica de especialistas e opositores é de que não há planejamento estratégico capaz de reduzir os índices. A expansão das milícias e das áreas controladas por facções armadas revela uma deterioração que se traduz em medo diário para milhões de moradores. Pesquisas de opinião divulgadas em maio de 2025 pela Quaest mostraram que segurança pública e violência são as maiores preocupações dos cariocas.

Do outro lado da Baía de Guanabara, porém, a paisagem é diferente. Niterói, cidade de 481.749 habitantes segundo o Censo de 2022, aparece como exceção. Situada frente ao Rio, conectada pela ponte e pela travessia marítima, foi capital do antigo estado do Rio de Janeiro até 1975 e preserva uma identidade própria, de tradição cultural e vida universitária intensa.

Em agosto de 2025, pela primeira vez desde o início da série histórica em 2003, Niterói não registrou nenhuma vítima de homicídio, latrocínio ou morte violenta. De janeiro a agosto, a queda da letalidade foi de 29,41% em comparação ao mesmo período de 2024. Foram apenas 68 roubos de rua, o menor número já registrado para o mês, e 13 roubos de veículos, uma redução de 53% em relação a agosto do ano anterior. O roubo de carga permaneceu zerado. No total, 101 registros de roubo consolidaram agosto de 2025 como o menos violento da série histórica.

Segundo o Observatório Municipal de Ordem Pública, os resultados são consequência do Plano Pacto Niterói contra a Violência, que aposta em monitoramento por câmeras, integração das forças de segurança, inteligência policial e ações de prevenção com foco na juventude.

A cidade também se distingue no perfil social e político. Lidera o estado no Índice de Progresso Social e tem 43% dos moradores acima de 25 anos com ensino superior, a segunda maior proporção do Brasil. No segundo turno da eleição presidencial de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva venceu em Niterói com 162.882 votos (51,21%) contra 155.186 (48,79%) de Jair Bolsonaro, resultado distinto do observado na capital e no estado, onde Bolsonaro venceu com 52,66% e 56,53%, respectivamente.

Nas eleições municipais de 2024, Rodrigo Neves (PDT) voltou à prefeitura ao derrotar Carlos Jordy (PL) no segundo turno por 156.067 votos (57,20%) a 116.796 (42,80%). O resultado consolidou a hegemonia de uma gestão progressista que aposta em planejamento e políticas sociais em vez do discurso de endurecimento policial que predomina no restante do estado.

Desde sua inauguração, em 2015, o Centro de Segurança Pública (CISP) tem sido uma das principais ferramentas das forças de segurança no combate à criminalidade em Niterói. Graças às câmeras e ao trabalho intenso e diário dos agentes de segurança, muitos crimes estão sendo elucidados em ações imediatas orientadas pelos guardas municipais que atuam no CISP. Crédito: prefeitura de Niteroi.

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Rodrigo Neves vence o 2° turno com folga em Niterói, diz Atlas https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/rodrigo-neves-vence-o-2-turno-com-folga-em-niteroi-diz-atlas/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/rodrigo-neves-vence-o-2-turno-com-folga-em-niteroi-diz-atlas/#respond Fri, 18 Oct 2024 01:47:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195269 Uma nova pesquisa do instituto AtlasIntel, publicada nesta quinta-feira, 17, mostra que o candidato a prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, possui 60,5% das intenções de voto, enquanto seu adversário, Carlos Jordy (PL), conta com 39,5%. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 16 de outubro, envolvendo 1.198 eleitores.

Rodrigo Neves, que já ocupou o cargo de prefeito de Niterói, aparece como o preferido nos segmentos divididos por gênero, faixa etária a partir de 25 anos, níveis de escolaridade e renda familiar.

De acordo com o instituto, apenas 1,4% dos entrevistados ainda não decidiu em quem votar, enquanto 1,6% pretende votar em branco ou anular o voto.

A pesquisa tem uma margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e foi registrada sob o número RJ-00997/2024.

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Candidato do PDT massacra bolsonarista e dispara em Niterói https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/candidato-do-pdt-massacra-bolsonarista-e-dispara-em-niteroi/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/17/candidato-do-pdt-massacra-bolsonarista-e-dispara-em-niteroi/#comments Thu, 17 Oct 2024 11:29:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195158 1 Comentário 🔥]]> Rodrigo Neves lidera e deixa o bolsonarista Carlos Jordy (PL) para trás em Niterói; veja como a cidade decide seu futuro político e o que vem a seguir


Rodrigo Neves, candidato do PDT, surge com uma vantagem significativa nas intenções de voto para o segundo turno das eleições municipais em Niterói, no Rio de Janeiro, conforme aponta a pesquisa realizada pelo Instituto Gerp. Os números, divulgados nesta segunda-feira, dia 14, mostram Neves com 62% dos votos válidos, enquanto Carlos Jordy (PL) aparece com 38%.

Na sondagem estimulada, que apresenta os nomes dos candidatos aos eleitores, Neves registra 52% das intenções de voto, em contraste com os 32% obtidos por Jordy. O levantamento também revela que 11% dos entrevistados estão indecisos, e 6% afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos.

Além disso, os dados mostram que Carlos Jordy enfrenta uma taxa de rejeição considerável de 46%, comparada aos 31% atribuídos a Neves, o que pode ser um obstáculo significativo para o candidato bolsonarista neste segundo turno.

Niterói é única cidade da Região Metropolitana que elegeu Lula

Niterói, que se destacou como a única cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro a votar majoritariamente em Lula nas eleições presidenciais de 2022, reflete essa tendência progressista também no cenário municipal. Lula obteve 46,56% dos votos em Niterói, totalizando 147.370 votos, enquanto Bolsonaro ficou com 42,90%, contabilizando 135.810 votos.

Esse perfil eleitoral contrasta com outras cidades da região, como São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Saquarema, que deram a vitória a Jair Bolsonaro. Em São Gonçalo, por exemplo, Bolsonaro conquistou 55,42% dos votos, em comparação com 44,58% para Lula. A cidade, uma das mais populosas do estado, teve uma taxa de comparecimento de 78,05%, ou 522.871 eleitores nas urnas, mostrando o engajamento eleitoral da população.

A cidade de Niterói decidiu pela vitória do Lula, com 331.016 votos / Reprodução

Em Maricá, o resultado também favoreceu Bolsonaro, que conquistou 51,74% dos votos, contra 48,26% de Lula, com um total de 115.388 eleitores participando da votação do segundo turno. Itaboraí seguiu a mesma linha, com 57,93% para Bolsonaro, e 42,07% para o petista. Por fim, Saquarema foi um dos municípios que mais apoiou Bolsonaro, com 65,11% dos votos, enquanto Lula obteve apenas 34,89%.

O impacto das eleições nacionais na política local

O histórico de Niterói como um reduto progressista na região metropolitana reforça o favoritismo de Rodrigo Neves, especialmente após a vitória de Lula na cidade nas últimas eleições presidenciais. O apoio dos eleitores do PT, que também se reflete na campanha de Neves, mostra a continuidade de um voto alinhado às pautas progressistas e de oposição a candidatos associados ao bolsonarismo.

Além disso, a alta taxa de rejeição de Carlos Jordy, que atinge 46%, pode ser um fator decisivo na escolha dos eleitores niteroienses. Comparado a Neves, que apresenta uma rejeição de 31%, Jordy enfrenta dificuldades para conquistar o voto do eleitor indeciso ou dos que tradicionalmente se opõem ao bolsonarismo.

O Instituto Gerp ouviu 1.250 eleitores entre os dias 9 e 11 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número RJ-08139/2024 no Tribunal Regional Eleitoral e possui uma margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,55%.

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Rodrigo Neves lidera isolado no 2º turno em Niterói, diz pesquisa https://www.ocafezinho.com/2024/10/14/rodrigo-neves-lidera-isolado-no-2o-turno-em-niteroi-diz-pesquisa/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/14/rodrigo-neves-lidera-isolado-no-2o-turno-em-niteroi-diz-pesquisa/#respond Mon, 14 Oct 2024 21:38:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=194982 Rodrigo Neves (PDT) apresenta vantagem nas intenções de voto para o segundo turno das eleições municipais em Niterói, conforme indica pesquisa realizada pelo Instituto Gerp. Os dados, divulgados nesta segunda-feira, 14, mostram Neves com 62% dos votos válidos, enquanto Carlos Jordy (PL) registra 38%.

Na modalidade de sondagem estimulada, Neves alcança 52% das intenções de voto, contra 32% de Jordy. O levantamento ainda aponta que 11% dos entrevistados estão indecisos, e 6% afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos. Além disso, a pesquisa revela que Jordy possui uma taxa de rejeição de 46%, superior aos 31% atribuídos a Neves.

O Instituto Gerp entrevistou 1.250 eleitores entre os dias 9 e 11 de outubro. A pesquisa está registrada sob o número RJ-08139/2024 junto ao Tribunal Regional Eleitoral e possui uma margem de erro de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,55%.

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O Xadrez para Governador do Rio de Janeiro #webstory #webstories https://www.ocafezinho.com/2022/05/23/o-xadrez-para-governador-do-rio-de-janeiro-webstory-webstories/ https://www.ocafezinho.com/2022/05/23/o-xadrez-para-governador-do-rio-de-janeiro-webstory-webstories/#respond Mon, 23 May 2022 11:24:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=140856 Vejam como está o xadrez eleitoral para Governador no Rio de Janeiro. Os principais candidatos:

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