Roland Garros - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/roland-garros/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sat, 20 Aug 2016 02:35:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Roland Garros - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/roland-garros/ 32 32 Melhor do Mundo https://www.ocafezinho.com/2016/06/06/melhor-do-mundo/ https://www.ocafezinho.com/2016/06/06/melhor-do-mundo/#respond Tue, 07 Jun 2016 02:28:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=47551 Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

Não dá pra ver direito, com exatidão, porque o saibro e a ferramenta, no caso a raquete, não permitem assim uma reprodução perfeita, visível, mas a foto aí em cima mostra o momento da homenagem do melhor tenista do mundo na atualidade, Novak Djokovic, ao nosso Gustavo Kuerten. A chuva deu trégua, Roland Garros terminou ontem e o brasileiro tricampeão de Roland Garros, presente na quadra Philippe Chatrier, se emocionou com a homenagem do primeiro colocado no ranking mundial, o sérvio seis vezes campeão do Aberto da Austrália, tricampeão de Wimbledon, bi do Aberto dos Estados Unidos e que nunca, até ontem, tinha vencido o Aberto da França.

Antes da decisão de ontem contra o escocês Andy Murray, Djokovic já havia perdido três finais de Roland Garros, em 2012 e 2014 para o espanhol Rafael Nadal, e em 2015 para o suíço Stanislas Wawrinka. Com a vitória de ontem, o sérvio conquistou seu décimo segundo torneio de Grand Slam na carreira, ultrapassou o sueco Björn Borg (11) e se igualou ao australiano Roy Emerson. À frente dele, agora, só estão Rafael Nadal e o americano Pete Sampras, ambos com 14, e o suíço Roger Federer, o líder nesse quesito, com 17 títulos de Grand Slam.

Criado em meio à guerra que desintegrou a antiga Iugoslávia, Djokovic venceu seu primeiro torneio Grand Slam em 2008, na Austrália. Em tempos ainda de reinado de Nadal e Federer, só foi vencer o segundo três anos depois, também no Aberto da Austrália, naquele que foi até agora seu melhor ano, pelo menos em termos de torneios de Grand Slam.

Em 2011 Djokovic venceu também Wimbledon e o US Open. Só faltou o Aberto da França para completar o Grand Slam, feito só conquistado pelos tenistas Don Budge, dos Estados Unidos, em 1938, e Rod Laver, da Austrália, em 1969. Se não ganhou ainda os quatro grandes torneios do tênis no mesmo ano, o sérvio igualou a marca que até então só os dois vencedores de Grand Slam tinham na história do tênis. Com as vitórias em Wimbledon e no Us Open no ano passado, e as conquistas do Aberto da Austrália e de Roland Garros este ano, chegou a quatro títulos seguidos. Se vencer em Wimbledon, que começa no fim deste mês e está previsto para terminar no próximo dia 10, e no Aberto dos Estados Unidos, entre agosto e setembro, conquistará o Grand Slam, chegará a seis conquistas consecutivas e se tornará o maior da história.

 

luis.edmundo@terra.com.br

 

 

 

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Melhores do mundo https://www.ocafezinho.com/2016/05/31/melhores-do-mundo/ https://www.ocafezinho.com/2016/05/31/melhores-do-mundo/#respond Wed, 01 Jun 2016 02:59:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=46892 Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

A chuva não tem dado trégua à edição deste ano do tradicional torneio de Roland Garros, um dos quatro maiores campeonatos do tênis mundial, que forma o Grand Slam, suprema glória do esporte, ao lado do inglês Wimbledon e dos abertos da Autrália e dos Estados Unidos. Depois de 16 anos sem que o torneio precisasse ser interrompido por um dia inteiro, Roland Garros teve todos os jogos de ontem cancelados pelo mau tempo que, pelo menos, proporcionou novas brincadeiras do sempre bem humorado Novak Djokovic, o sérvio que é o atual melhor do mundo. E por falar nisso, em melhores do mundo, o blog aproveita que Roland Garros se arrasta para homenagear uma brasileira e um brasileiro, só eles, que chegaram lá no topo do tênis mundial: Maria Esther Bueno , tricampeã de Wimbledon, tetra do Aberto da Austrália, sem contar nas duplas, e Gustavo Kuerten, o Guga, tricampeão na sua quadra preferida, amada.

Maria Esther Bueno venceu, ao longo da carreira, 19 torneios de Grand Slam, mas em Roland Garros só ganhou uma vez, nas duplas, ao lado da americana Darlene Hard, em 1960, quando se tornou a primeira mulher a vencer os quatro maiores torneios do planeta nas duplas, também com Darlene em Wimbledon e nos EUA, e junto com a britânica Christine Truman James, na Austrália. Entre as mulheres, foi um fenômeno não só brasileiro, mas de todo um continente.

Guga 97

De Gustavo Kuerten não se pode dizer que foi um fenômeno sul-americano, já que nossos hermanos argentinos têm lá sua tradição no tênis masculino, a ponto de ocupar os dois lados da quadra numa final de Roland Garros, e de terem também seu grande campeão do US Open neste século. Guga foi o ponto fora da curva de um país que jamais tinha chegado a um nível tão alto entre os homens no esporte, e que continua nem perto de chegar lá, até hoje, desde a despedida dolorosa de seu primeiro e único grande nome das quadras, entre os homens, que mesmo em fim de carreira ainda viveu grandes vitórias.

Guga surgiu do nada em 1997. Apareceu nas quadras de Roland Garros de bandana, cabelos desalinhados, longos, e roupa um tanto chamativa, em azul e amarelo. Nem ele nem ninguém mais esperava o que aconteceu naquela campanha mágica que culminaria com o título, o primeiro Grand Slam do tênis masculino brasileiro. Depois veio o segundo, em 2000, no mesmo ano em que ele atingiu o topo do mundo vencendo adversários do nível de Pete Sampras.

Em 2001 veio o terceiro Roland Garros, o terceiro Grand Slam de um brasileiro, todos dele, só dele, e no que se refere às mulheres todos de Maria Esther Bueno, só dela, somente os dois até hoje. E o Guga, se tem menos títulos que a Maria Esther, bem menos, pelo menos tem a honra de ser o único brasileiro a merecer uma das imitações de Djokovic.

luis.edmundo@terra.com.br

 

 

 

 

 

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