safra - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/safra/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 05 Feb 2026 17:21:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://controle.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png safra - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/safra/ 32 32 Brasil deve colher recorde de café em 2026, com alta de 17%, aponta Conab https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/brasil-deve-colher-recorde-de-cafe-em-2026-com-alta-de-17-aponta-conab/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/05/brasil-deve-colher-recorde-de-cafe-em-2026-com-alta-de-17-aponta-conab/#respond Thu, 05 Feb 2026 17:21:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225478 Tanto a área de produção quanto a produtividade avançaram

A primeira estimativa para a safra de café de 2026 prevê um novo recorde histórico para o Brasil.

Segundo o 1º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (5/2), a produção deve atingir 66,2 milhões de sacas beneficiadas. O volume representa um crescimento expressivo de 17,1% em comparação com a safra de 2025.

“Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

Mais terra e produtividade

O desempenho esperado é impulsionado por uma conjunção de fatores:

  • Bienalidade positiva: 2026 é um ano de alta produtividade no ciclo natural da cafeicultura.
  • Expansão da área: incremento de 4,1% na área em produção, totalizando 1,9 milhão de hectares.
  • Clima e tecnologia: condições climáticas mais favoráveis e a adoção de tecnologias e boas práticas agrícolas elevam a produtividade em 12,4%, para 34,2 sacas por hectare.

Desempenho por tipo de grão

Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

“Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a Conab.

A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon, com uma safra de 22,1 milhões de sacas, crescimento de 6,4%, também com potencial recorde.

De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

Produção nos estados

  • Minas Gerais: principal produtor, com estimativa de 32,4 milhões de sacas de arábica, beneficiado pela boa distribuição das chuvas.
  • Espírito Santo: maior produtor de conilon, com safra total estimada em 19 milhões de sacas (alta de 9%). Desse total, 14,9 milhões são de conilon.
  • São Paulo: expectativa de 5,5 milhões de sacas de arábica, com recuperação de áreas.
  • Bahia: produção total estimada em 4,6 milhões de sacas (alta de 4%), com destaque para o conilon (3,4 milhões).
  • Rondônia: produção exclusiva de conilon deve crescer 18,3%, para 2,7 milhões de sacas, impulsionada pela renovação genética.

Cenário de mercado: preços altos apesar da produção recorde

A Conab projeta que os preços do café devem se manter em patamares elevados em 2026, mesmo com a expectativa de safra cheia no Brasil e no Vietnã. O suporte vem do consumo global, que deve atingir um recorde de 173,9 milhões de sacas, puxado pela demanda asiática.

Além disso, os estoques mundiais estão nos níveis mais baixos em 25 anos. Estima-se que eles iniciem a safra 2025/26 em 21,3 milhões de sacas (queda de 7,8%) e terminem o ciclo em 20,1 milhões de sacas (nova redução de 5,4%), mantendo pressão de alta nos preços.

O relatório completo com tabelas detalhadas está disponível no site da Conab.

Com informações da Agência Gov e da Agência Brasil em 05/02/2026

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IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/ibge-preve-safra-recorde-de-346-milhoes-de-toneladas-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/16/ibge-preve-safra-recorde-de-346-milhoes-de-toneladas-em-2025/#respond Fri, 16 Jan 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224606 Resultado representa alta de 18,2% em relação ao ano anterior

A safra de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975. A produção nacional de soja (166,1 milhões de toneladas), milho (141,7 milhões de toneladas), algodão (9,9 milhões de toneladas), sorgo (5,4 milhões de toneladas) e café do tipo canephora (1,3 milhão de toneladas) também quebrou recordes. É o que mostra o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado hoje (15) pelo IBGE, que também trouxe o terceiro prognóstico para a safra 2026: 339,8 milhões de toneladas, com uma redução estimada em 1,8% (ou menos 6,3 milhões de toneladas), frente a 2025.

A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, com aumento de 3,2% (ou 2,5 milhões de hectares) frente a 2024. Contribuíram para isso os acréscimos de 5,7% na área plantada do algodão, de 11,1% para o arroz, de 3,7% para a soja, de 4,3% para o milho e de 15,6% no sorgo. Em contrapartida, houve reduções de 7,2% na área do feijão e de 18,2% na do trigo.

Recorde: produção de grãos mais que duplicou em 13 anos

A safra de 2025 teve um aumento de 18,2% frente a produção de 2024. Na série histórica do IBGE, observa-se que esses 346,1 milhões de toneladas de grãos representam mais que o dobro da produção atingida em 2012 (162,0 milhões de toneladas). Ou seja: em 13 anos, a produção de grãos do país mais do que duplicou. No entanto, a área plantada não cresceu na mesma velocidade, variando apenas 66,8% nesse mesmo período: de 48,9 milhões de hectares em 2012 e para 81,6 milhões de hectares em 2025. Para Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, “os ganhos de produtividade das lavouras são frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu vaidades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”.

Alfredo, observa, ainda, que o recorde de 2025 se deveu, principalmente, às performances da soja, do milho e do algodão, devido às condições climáticas bastante favoráveis, no ano.

Mato Grosso concentrou 32,0% da produção de grãos do país em 2025

A região Centro-Oeste concentrou mais da metade (51,6%) da produção de grãos do país em 2025, com 178,7 milhões de toneladas. A região Sul veio a seguir, com 86,3 milhões de toneladas, ou 24,9% do total. A produção de grãos das demais regiões também foi significativa, mas ficou abaixo dos 10%: Sudeste, com 31,1 milhões de toneladas, ou 9,0%; Nordeste, com 27,7 milhões de toneladas ou 8,0% e Norte, com 22,3 milhões de toneladas, ou 6,5%.

Entre os estados, Mato Grosso foi o maior produtor nacional de grãos em 2025, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, estes seis estados concentram praticamente 80% (79,7%) da safra de grão do país.

Em 2026, safra brasileira de grãos deve recuar 1,8% e chegar a 339,8 milhões de toneladas

Para 2026, o prognóstico do IBGE é que a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, tenha uma retração de 1,8%, chegando a 339,8 milhões de toneladas, ou 6,3 milhões de toneladas a menos do que a safra de 2025. O gerente de Agricultura do IBGE observa que essa retração está ligada, principalmente, às culturas do milho, do sorgo e do arroz. “Como safra de 2025 foi muito boa para esses produtos, partimos de um patamar elevado de comparação, algumas dessas culturas ainda serão implantadas na segunda safra, então dependemos da janela de plantio e das condições climáticas para termos estimativas mais apuradas. Além disso, as margens de lucro estão reduzidas, devido aos preços baixos, o que tem desestimulado os produtores a aumentar a área e os investimento nas lavouras”.

Em seu prognóstico de dezembro para a safra 2026, o IBGE espera aumentos de produção no Paraná (1,5%), no Rio Grande do Sul (25,2%), no Piauí (16,9%) e em Rondônia (0,5%). Por outro lado, são esperados declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul (-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins (-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe (-7,4%).

Em 2026, o LSPA do IBGE vai incluir a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos.

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972, o LSPA fornece estimativas mensais sobre quantidade produzida, área plantada, área colhida e rendimento médio dos produtos agrícolas mais importantes. O levantamento permite acompanhamento de cada cultura investigada, desde a intenção de plantio até o final da colheita e, ainda, o prognóstico da próxima safra, com base em levantamentos específicos em outubro, novembro e dezembro. Acesse os dados no Sidra. A próxima divulgação do LSPA, referente a janeiro de 2026, será em 12 de fevereiro.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 15/01/2026

Por Luiz Bello – Editoria: Estatísticas Econômicas

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IBGE prevê safra de 345,9 milhões de toneladas para 2025 e de 335,7 milhões de toneladas para 2026 https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/ibge-preve-safra-de-3459-milhoes-de-toneladas-para-2025-e-de-3357-milhoes-de-toneladas-para-2026/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/12/ibge-preve-safra-de-3459-milhoes-de-toneladas-para-2025-e-de-3357-milhoes-de-toneladas-para-2026/#respond Fri, 12 Dec 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223006 Produção de algodão herbáceo tem menor estimativa prevista de 11,6% para 2026

Em novembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 345,9 milhões de toneladas, 18,2% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com crescimento de 53,2 milhões de toneladas; e 0,1% acima da informada em outubro, com acréscimo de 313,7 mil toneladas.

A área a ser colhida é de 81,5 milhões de hectares, crescimento de 3,1% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,5 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (66 804 mil hectares) em relação a outubro.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,5% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7,0% no milho 2ª safra); e de 16,0% na do sorgo; ocorrendo declínios de 7,0% na do feijão e de 18,6% na do trigo.

Em relação à produção, houve acréscimos de 11,5% para o algodão herbáceo (em caroço); de 18,8% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 23,5% para o milho (crescimento de 12,4% para o milho 1ª safra e de 26,2% para o milho 2ª safra); de 35,4% para o sorgo; de 5,1% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 3,0%.

Safra brasileira de grãos deve somar 335,7 milhões de toneladas em 2026

A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2025, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. O declínio da produção em relação à safra 2025 deve-se à menor estimativa prevista, principalmente, para o milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra), para o sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas), para o arroz (-8,0% ou -1,0 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo – em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas), para o trigo (-4,0% ou -319,2 mil toneladas) e para o feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas).

Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,0 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 141,6 milhões de toneladas (25,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,9 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,4 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para todas as Regiões Geográficas: Centro-Oeste (23,6%), Sul (10,3%), Sudeste (19,5%), Nordeste (7,7%) e Norte (21,9%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Sul (0,3%), a Região Norte (0,4%) e a Sudeste (0,1%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,3%).

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,7%), Sul (25,0%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,0%) e Norte (6,4%).

Destaques na estimativa de novembro de 2025 em relação ao mês anterior

Em relação a outubro, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (3,4% ou 174 963 t), da cevada (2,9% ou 17 352 t), do algodão herbáceo – em caroço (0,7% ou 72 609 t), do trigo (0,6% ou 46 155 t), da aveia (0,3% ou 4 674 t), do milho 2ª safra (0,3% ou 314 288 t) e da soja (0,0% ou 44 681 t), bem como declínios da castanha-de-caju (-5,8% ou -8 405 t), do feijão 1ª safra (-2,7% ou -26 522 t), do milho 1ª safra (-1,2% ou -313 986 t), do feijão 3ª safra (-0,5% ou -3 840 t) e do feijão 2ª safra (-0,3% ou -4 026 t).

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 178,7 milhões de toneladas (51,7%); Sul, 86,4 milhões de toneladas (25,0%); Sudeste, 30,9 milhões de toneladas (8,9%), Nordeste, 27,8 milhões de toneladas (8,0%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas (6,4%).

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Paraná (214 900 t), no Mato Grosso (62 195 t), no Tocantins (40 530 t), no Pará (31 552 t), em Santa Catarina (29 708 t), em Minas Gerais (25 308 t), no Amazonas (14 713 t), em Sergipe (10 255 t), no Maranhão (8 260 t), no Acre (2 584 t), em Roraima (2 108 t), em Rondônia (187 t), no Rio de Janeiro (8 t) e no Amapá (3 t). As variações negativas ocorreram na Paraíba (-43 883 t), no Piauí (-27 242 t), no Ceará (-18 426 t), no Distrito Federal (-18 013 t), em Alagoas (-13 087 t), em Goiás (-3 559 t), em Pernambuco (-3 170 t) e no Rio Grande do Norte (-1 225 t).

Algodão Herbáceo (em caroço)

A estimativa para a produção de algodão é de 9,9 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, ocorreu um crescimento de 0,7% na estimativa da produção. A produção encontra-se 11,5% maior que a obtida em 2024. Assim como em 2023 e 2024, a produção brasileira de algodão, em 2025, é recorde da série histórica do IBGE. O Mato Grosso, maior produtor brasileiro, com 72,6% do total nacional, apresentou uma produção de 7,2 milhões de toneladas, crescimento de 0,1% em relação ao mês anterior. A Bahia é o maior produtor da Região Nordeste e o segundo do Brasil, responsável por 18,2% da safra nacional. A distribuição irregular de chuvas e a infestação pela mosca branca (Bemisia tabaci) e lagartas reduziram a produtividade média esperada no extremo oeste do Estado.

Castanha-de-Caju (amêndoa)

Em novembro, a produção nacional de castanha-de-caju foi estimada em 135,9 mil toneladas, retração de 15,6% em relação à safra de 2024, quando foram colhidas cerca de 161,0 mil toneladas. A cultura permaneceu extremamente dependente das condições de chuva no semiárido, em especial quanto à regularidade e distribuição das precipitações durante o florescimento e o enchimento dos frutos. Em 2025, eventos de estiagem e irregularidade pluviométrica em etapas críticas do ciclo produtivo, em grande parte do Nordeste, foram responsáveis pelo menor pegamento de frutos e pela intensificação de problemas fitossanitários, com reflexos diretos sobre a produtividade média nacional.

No comparativo mensal, a estimativa de produção nacional foi revisada de 144,3 mil toneladas para 135,9 mil toneladas, queda de 5,8% no período, equivalente a aproximadamente 8,4 mil toneladas a menos. No Ceará, maior produtor nacional, a produção estimada sofreu recuo de 1,1%, de 84,8 mil toneladas para 83,9 mil toneladas, em função de estiagens pontuais e incidência de pragas e doenças, como a antracnose, em algumas áreas. No Piauí, a reavaliação foi mais intensa, resultando em revisão significativa da produção de 28,8 mil toneladas para 14,5 mil toneladas (-49,6%), em razão de perdas associadas às condições climáticas e a problemas fitossanitários, que reduziram o pegamento e a qualidade das castanhas. No Rio Grande do Norte houve alta mensal expressiva de 35,4%, de 20,1 mil toneladas para 27,2 mil toneladas, sustentada por aumento de área e leve elevação de 1,2% de rendimento.

Cereais de Inverno (em grão)

Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,9 milhões de toneladas, aumento de 0,6% em relação ao mês anterior e crescimento de 5,1% em relação a 2024. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2025 se deve aos preços do cereal que estavam apresentando baixa rentabilidade na época do plantio, bem como do desânimo dos produtores, que vêm nas últimas safras tendo perdas de produção e qualidade do cereal em função dos problemas climáticos.

A Região Sul deve responder por 86,2% da produção tritícola brasileira. No Rio Grande do Sul, principal produtor do País, com 46,4% do total nacional, a produção deve alcançar 3,7 milhões de toneladas, declínio de 0,8% em relação ao volume colhido no ano anterior, em função da menor área cultivada (-13,2%), embora o rendimento médio apresente crescimento de 14,3%. No Paraná, segundo maior produtor brasileiro de trigo, com participação de 35,1% no total, a produção foi estimada em 2,8 milhões de toneladas, aumentos de 0,8% em relação a outubro e de 17,4% em relação ao volume colhido no ano anterior, quando a produção foi severamente afetada por problemas climáticos. A produção de Santa Catarina deve alcançar 371,4 mil toneladas, aumento de 6,9% em relação a outubro. Em relação ao ano anterior, a produção catarinense apresentou um declínio de 12,9%.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, aumentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 28,2% em relação ao volume colhido em 2024. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 958,8 mil toneladas, aumento de 18,5% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 246,7 mil toneladas, aumentos de 1,3% em relação a outubro e de 48,2% em relação a 2024, com o rendimento médio apresentando crescimento de 36,0%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 381 kg/ha. A produção catarinense deve alcançar 51,0 mil toneladas, aumentos de 3,0% em relação ao mês anterior e de 2,3% em relação a 2024.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 607,4 mil toneladas, aumentos de 2,9% em relação ao mês anterior e de 45,9% em relação ao volume produzido em 2024. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 486,4 mil toneladas, crescimentos de 3,5% em relação a outubro e de 69,4% em relação a 2024, devendo participar com 80,1% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 101,6 mil toneladas, declínio de 6,9% em relação ao volume produzido em 2024. Embora a área plantada e a área a ser colhida estejam apresentando um declínio de 14,1%, o rendimento médio aumentou 8,4%. A produção gaúcha representou 16,7% do total da cevada produzida em 2025.

Feijão (em grão)

Três safras compõem a produção brasileira de feijão, com destaque para a 2ª safra, que tem ganhado mais importância nos últimos anos, em função da preferência dos produtores em cultivar a soja na safra de verão (1ª safra), por sua maior rentabilidade e liquidez no mercado. A estimativa de novembro para a produção de feijão, considerando-se as três safras, deve alcançar 3,0 milhões de toneladas, reduções de 1,1% em relação ao mês de outubro e de 3,0% sobre a safra 2024. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, estimando uma produção de 839,8 mil toneladas ou 28,0% de participação na safra nacional; seguido por Minas Gerais com 474,2 mil toneladas ou 15,8% de participação. Em seguida, vem Goiás, com 369,8 mil toneladas ou 12,3% de participação e Mato Grosso com 365,1 mil toneladas ou 12,1% de participação.

A estimativa para a 1ª safra de feijão foi de 958,3 mil toneladas, representando 31,9% de participação dentre as três safras, sendo 2,7% menor que o levantamento de outubro. Em relação às Regiões Geográficas, houve declínio da estimativa de produção de feijão na Região Norte (-6,4%), Nordeste (-9,9%) e Centro-Oeste (-2,9%), enquanto as Regiões Sul e Sudeste mantiveram as estimativas de produção. A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, correspondendo a 42,8% de participação dentre as três safras. Houve declínio na produção na Região Nordeste (-2,2%), com destaques negativos para a Paraíba (-47,3%), para Pernambuco (-12,5%), para Alagoas (-28,3%) e para o Ceará (-0,8%), e aumento para o Piauí (259,1%). Na Região Norte, houve crescimento de 2,6%, com aumentos no Pará (19,0%), Amapá (0,4%) e Tocantins (1,2%). Na Região Sul, houve declínio de 0,4%, com o Paraná influenciado o resultado (-0,4%). Nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, ocorreu estabilidade na produção. Com relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de novembro foi de 759,4 mil toneladas, redução de 0,5% em relação ao mês anterior. O Distrito Federal informou uma redução de 14,5% em relação a outubro, devendo produzir 22,6 mil toneladas.

Milho (em grão)

A estimativa da produção do milho foi de 141,6 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimento de 23,5% em relação ao volume produzido em 2024. O milho 1ª safra apresentou uma produção de 25,8 milhões de toneladas, declínio de 1,2% em relação a outubro, contudo, crescimento de 12,4% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (24,7%), Nordeste (4,4%), Sudeste (4,8%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (5,5%). Os destaques positivos em novembro foram os aumentos das estimativas do Amazonas (90,4%), do Pará (0,4%), do Rio de Janeiro (0,1%), do Maranhão (0,1%) e de Goiás (0,3%). Os destaques negativos foram: Roraima (-3,7%), Piauí (-13,7%), Ceará (-4,9%), Rio Grande do Norte (-4,2%), Paraíba (-63,3%), Pernambuco (-10,8%), Paraná (-0,1%) e Mato Grosso (-22,5%). O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do milho 1ª safra, com participação de 20,6% e uma produção estimada em 5,3 milhões de toneladas, 17,4% maior que o volume produzido no ano anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor de milho 1ª safra do País, a produção deve alcançar 4,4 milhões de toneladas, aumento de 6,0% em relação ao volume produzido em 2024, com crescimento de 3,4% na área colhida e de 2,6% no rendimento médio.

Quanto à produção do milho 2ª safra, apresentou crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 26,2% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, alcançando 115,9 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 7,0% na área a ser colhida e de 18,0% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste. O Mato Grosso é o maior produtor brasileiro do milho na 2ª safra, participando com 47,1% do total. A produção deve alcançar 54,6 milhões de toneladas, crescimento de 14,9% em relação ao volume colhido em 2024. O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, participando com 15,2% do total. A produção deve alcançar 17,6 milhões de toneladas, crescimentos de 1,0% em relação a outubro e de 40,5% em relação ao ano anterior. Goiás é o terceiro maior produtor do milho 2ª safra, participando com 12,5% do total nacional. A produção deve alcançar 14,5 milhões de toneladas, aumento de 23,7% em relação ao ano anterior, havendo elevações de 10,7% na área a ser colhida e de 11,7% no rendimento médio. O Mato Grosso do Sul, quarto maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, manteve a estimativa do mês anterior, tendo informado 14,0 milhões de toneladas, crescimento de 79,9% em relação ao volume produzido em 2024, quando o Estado enfrentou uma das piores secas dos últimos anos e teve sua produção de milho comprometida.

Soja (em grão)

A produção nacional da oleaginosa deve alcançar novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 166,0 milhões de toneladas, um aumento de 14,5% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, mantendo a quantidade produzida no Território Nacional estável. As projeções atuais indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do País, e pela expansão da área plantada.

O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, alcançou a marca de 50,2 milhões de toneladas colhidas no ano, um crescimento anual de 28,2%. O Paraná, com uma produção de 21,4 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido no ano, o que representou uma recuperação frente à safra anterior, com crescimento de 14,6%, porém ainda atrás do volume recorde colhido no Estado em 2023. Por sua vez, Goiás deve totalizar 20,2 milhões de toneladas, um crescimento anual de 19,1%. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 13,6 milhões de toneladas, o que representou uma redução de 25,2% em relação ao obtido no ano anterior, em função da menor produtividade das lavouras (-28,4%), que foram severamente afetadas pelas condições climáticas adversas constatadas ao longo do período de verão.

Sorgo (em grão)

A produção do sorgo alcançou 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação ao mês anterior, com aumentos de 0,4% no rendimento médio e de 2,9% na área colhida. Em termos anuais, a produção do grão elevou-se em 35,4%. A principal informação de novembro foi a do Piauí, que estimou 251,5 mil toneladas, crescimentos de 229,6% em relação a outubro ou 149,8 mil toneladas a mais; e de 147,2% em relação ao volume produzido em 2024, representando 175,2 mil toneladas a mais. A área a ser colhida apresentou crescimento de 129,2% em relação ao mês anterior, enquanto o rendimento médio aumentou 43,8%. No comparativo anual, a área colhida cresceu 97,4% e o rendimento médio aumentou em 25,2%.

Safra brasileira de grãos deve somar 335,7 milhões de toneladas em 2026

A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2026, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. O declínio da produção em relação à safra 2025 deve-se à menor estimativa prevista, principalmente, para o milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra), para o sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas), para o arroz (-8,0% ou -1,0 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo – em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas), para o trigo (-4,0% ou -319,2 mil toneladas) e para o feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas). Para a soja foi estimado um crescimento na produção de 1,0% ou 1,6 milhão de toneladas.

A área a ser colhida na safra de 2026 é de 82,3 milhões de hectares, crescimento de 0,9% ou 773,3 mil hectares. Quanto à área a ser colhida para os produtos, apresentaram variações positivas: o milho 1ª safra (1,5% ou 336,6 mil hectares, sendo de 4,4% ou 194,1 mil hectares para o milho 1ª safra e de 0,8% ou 142,5 mil hectares para o milho 2ª safra e a soja (0,0% ou 5,8 mil hectares). Apresentaram variação negativa: o algodão herbáceo – em caroço (-6,5% ou -139,6 mil hectares), o arroz (-3,6% ou -62,0 mil hectares) e o feijão 1ª safra (-3,8% ou -43,8 mil hectares).

Houve aumentos nas estimativas da área a ser colhida no Mato Grosso (3,3%), no Rio Grande do Sul (1,7%), no Tocantins (1,9%), no Pará (6,4%) e em Rondônia (2,4%). Apresentaram quedas: Goiás (-0,4%), Mato Grosso do Sul (-1,1%), Minas Gerais (-0,3%), Bahia (-3,5%), São Paulo (-1,3%), Maranhão (-0,2%), Piauí (-3,1%), Santa Catarina (-0,4%) e Ceará (-0,3%).

Algodão Herbáceo (em caroço)

A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) é de 8,7 milhões de toneladas, declínio de 6,5% em relação ao primeiro prognóstico, devido à menor área cultivada com a cultura que deve atingir 2,0 milhões de hectares, redução de 5,0%. Em relação a 2025, a queda nas estimativas chega a 11,6%, com recuos de 6,5% na área plantada e de 5,5% na produtividade.

Os três últimos ciclos da cultura foram recordes de produção: em 2023, com clima bem favorável ao desenvolvimento da lavoura e, em 2024, aumento da área plantada em 16,1%, incentivada pelos preços do produto que apresentaram uma boa rentabilidade. Em 2025, houve aumento de área e de produtividade, resultado de um clima mais benéfico às lavouras e preços compensadores durante a época de plantio da safra, que motivou os produtores a ampliarem as áreas. Essas produções recordes aumentaram a oferta e pressionaram os preços que retraíram, não incentivando os produtores a aumentarem a área a ser plantada para 2026.

Arroz (em casca)

A estimativa para a produção de arroz é de 11,6 milhões de toneladas, declínios de 1,5% em relação a estimativa do 1º prognóstico e de 8,0% em relação a 2025, com quedas de 3,9% na área plantada e de 4,6% no rendimento médio. Os preços e a rentabilidade da cultura encontram-se em patamares baixos para o produtor, o que não deve incentivar o aumento da área e os investimentos nas lavouras. No Rio Grande do Sul, a produção estimada foi de 7,9 milhões de toneladas, uma redução de 2,3% em relação ao 1º prognóstico e de 9,2% em relação a 2025, com quedas de 3,7% na área plantada e 5,8% no rendimento médio. O Estado deve ser responsável por cerca de 68,3% da produção nacional, com suas lavouras irrigadas e associadas à alta tecnologia e manejo adequado, permitindo alcançar elevadas produtividades.

Feijão (em grão)

O segundo prognóstico para a produção de feijão para 2026, considerando-se as três safras, é de 3,0 milhões de toneladas, redução de 0,2% em relação à safra colhida em 2025. A 1ª safra deve produzir 924,7 mil toneladas; a 2ª safra, 1,3 milhão de toneladas e a 3ª safra, 784,7 mil toneladas. Apesar da redução frente a 2025, essa produção provavelmente deve atender, em princípio, ao consumo brasileiro em 2026, não havendo a necessidade da importação do produto.

A área a ser colhida na safra de verão (1ª safra) deve alcançar 1,1 milhão de hectares, redução de 3,8% em relação a 2025, enquanto a estimativa para o rendimento médio, de 833 kg/ha, apresentou crescimento de 0,4%. Em relação ao 1º Prognóstico (outubro), a estimativa apresentou declínio de 0,6%, com a área a ser colhida retraindo 0,9% e o rendimento médio aumentando 0,2%.

A área a ser colhida na 2ª safra do feijão deve alcançar 1,1 milhão de hectares, aumento de 0,8% em relação ao mesmo período em 2025. A estimativa da produção aumentou 0,3% em relação ao 1º Prognóstico (outubro) e de 0,2% em relação ao volume produzido na mesma safra de 2025.

Para a 3ª safra, a área de plantio deve alcançar 282,2 mil hectares, declínio de 0,2% em relação a 2025. A produção deve crescer 3,3%, influenciada pelo rendimento médio, 3,6% maior. Os maiores produtores brasileiros do feijão, nessa época, são: Goiás, com 256,3 mil toneladas; Minas Gerais, com 177,2 mil toneladas; Mato Grosso, com 176,3 mil toneladas; e São Paulo, com 142,1 mil toneladas.

Milho (em grão)

A estimativa para a produção de milho para 2026 é de 132,1 milhões de toneladas, declínio de 6,8% ou menos 9,6 milhões de toneladas em relação à safra colhida em 2025. As informações de campo, baseadas na intenção de plantio ou plantio propriamente dito alcançam 78,3%, enquanto as projeções realizadas por cálculo de médias dos últimos cinco anos, eliminando-se os extremos,
representaram 21,7%.

Para a 1ª safra, foi estimada uma produção de 27,4 milhões de toneladas, aumento de 4,2% em relação ao 1º Prognóstico (outubro) e de 6,4% em relação ao volume produzido na safra em 2025. Ocorreram condições climáticas favoráveis para a produção do milho em 2025. Para a nova safra de 2026, aguarda-se um aumento de 3,7% na área plantada. Até o presente momento, não se tem notícias de restrições de chuvas nas principais Unidades da Federação produtoras do cereal, o que também reforça a possibilidade do aumento da produção do milho na safra de verão corrente.

Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção é de 104,6 milhões de toneladas, aumento de 2,4% em relação a outubro (1º Prognóstico) e declínio de 9,7% em relação a 2025, havendo uma redução de 10,4% para o rendimento médio. Como a safra 2025 foi favorecida pelo clima durante o período de 2ª safra, a base de comparação da safra anterior é relativamente forte, de tal forma que, não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente.

Soja (em grão)

A segunda estimativa de produção para 2026 trouxe um reajuste mensal de -0,1% no volume total colhido, em virtude da expectativa de queda de 0,2% na área colhida. Com um prognóstico de 76,1% dos dados levantados em campo, o levantamento do mês de novembro indica que a produção de soja deve ter aumento de 1,0% em relação a 2025, totalizando 167,6 milhões de toneladas, o que caracterizaria novo recorde na produção nacional da leguminosa, superando a produção registrada no ano anterior. O crescimento na produção deve se dar, principalmente, em virtude do incremento esperado de 0,9% no rendimento médio, totalizando 3 513 kg/ha.

Sorgo (em grão)

O segundo prognóstico para a safra 2026 para o sorgo é de 4,6 milhões de toneladas, declínios de 0,2% em relação a outubro (1º Prognóstico) e de 14,6% em relação ao volume produzido em 2025. O clima em 2025 beneficiou as lavouras de sorgo, principalmente durante a 2ª safra, época em que é mais cultivado o cereal, havendo, inclusive, em alguns estados produtores, prolongamento do período de chuvas, acrescentando importante aumento na produtividade das lavouras. A produção de sorgo deve corresponder a 1,4% do total nacional de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas, distribuída por 1,5 milhão de hectares.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 11/12/2025

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2026 pode ter safra 4% menor, estima Conab https://www.ocafezinho.com/2025/11/13/2026-pode-ter-safra-4-menor-estima-conab/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/13/2026-pode-ter-safra-4-menor-estima-conab/#respond Thu, 13 Nov 2025 15:00:31 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221243 Primeiro prognóstico aponta queda de 3,7% na safra 2026, totalizando 332,7 milhões de toneladas. Apesar da queda na safra de grãos, produção de soja deve crescer 1,1% e bater novo recorde em 2026, com 167,7 milhões de toneladas

De acordo com o primeiro prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (13) pelo IBGE, a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Essa produção representa um declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025. Por sua vez, a safra de 2025 estimada em outubro foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (52,9 milhões de toneladas a mais), sendo recorde da série histórica do IBGE

O declínio da produção em 2026 deve-se, principalmente, à menor estimativa prevista para o milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas), para o sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), para o arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), para o trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), para o feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e para o amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas). Para a soja foi estimado um crescimento de 1,1% na produção (ou 1,8 milhão de toneladas).

“Em 2025, nós tivemos condições climáticas muito favoráveis para a maioria das culturas e das unidades da federação, com recordes na produção de soja, milho, algodão e sorgo, além de uma safra muito boa para o arroz. Em 2026, a previsão desse primeiro prognóstico é de queda, uma vez que estamos sob a influência do fenômeno La Niña, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras”, explica Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE. O Instituto destaca, ainda, que para a safra 2026, estão sendo incluídos canola e gergelim, produtos que vêm ganhando importância nos últimos anos, embora ainda tenham seu cultivo limitado há poucas unidades da federação.

A produção deve crescer no Paraná (2,4%) e no Rio Grande do Sul (22,6%), com declínios no Mato Grosso (-9,8%), em Goiás (-7,8%), no Mato Grosso do Sul (-12,2%), em Minas Gerais (-4,7%), na Bahia (-4,0%), em São Paulo (-6,9%), no Tocantins (-7,8%), no Maranhão (-3,3%), no Pará (-8,3%), em Santa Catarina (-13,4%), no Piauí (-0,6%), em Rondônia (-2,4%) e em Sergipe (-6,5%).

A área a ser colhida na safra de 2026 foi estimada em 81,5 milhões de hectares neste primeiro prognóstico, crescimento de 1,1% ou 879,1 mil hectares. Para os produtos, houve aumentos nas áreas do milho (0,7% ou 148,7 mil hectares), da soja (0,3% ou 132,7 mil hectares) e do trigo (0,2% ou 4,4 mil hectares), e reduções na área do algodão herbáceo em caroço (-0,7% ou -14,1 mil hectares), do amendoim em casca (-3,3% ou -11,4 mil hectares), do arroz (-3,3% ou -57,0 mil hectares), do feijão (-1,8% ou -47,4 mil hectares) e do sorgo (-0,7%ou-9,9 mil hectares).

A área a ser colhida deve crescer no Mato Grosso (0,9%), na Bahia (0,1%) e em Rondônia (0,2%); havendo declínios em Goiás (-0,4%), no Mato Grosso do Sul (-1,1%), em Minas Gerais (-0,1%), em São Paulo (-1,3%), no Tocantins (-0,6%), no Maranhão (-0,3%), e no Ceará (-0,1%).

Produção de soja deve bater novo recorde; milho tem previsão de queda

A primeira estimativa de produção da soja para 2026 totalizou 167,7 milhões de toneladas, caracterizando novo recorde na produção nacional da leguminosa, superando a produção registrada no ano anterior em 1,1% (1,8 milhão de toneladas a mais). O salto na produção se dá, principalmente, por conta do incremento esperado de 0,8% no rendimento médio, totalizando 3.507 kg/ha, e de uma área plantada 0,3% superior à registrada na última safra.

O milho, por outro lado, foi a principal lavoura em queda na estimativa para 2026, com 128,4 milhões de toneladas, declínio de 9,3% (menos 13,2 milhões de toneladas) em relação à safra colhida em 2025. Para a 1ª safra, foi estimada uma produção de 26,3 milhões de toneladas, aumento de 0,9% em relação a 2025, com o rendimento médio caindo 2,4% e a área a ser colhida crescendo 3,3%. Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção é de 102,1 milhões de toneladas, declínio de 11,6% em relação a 2025, havendo uma redução de mesmo valor para o rendimento médio.

“Como a safra 2025 foi favorecida pelo clima durante o período de 2ª safra, a base de comparação da safra anterior é relativamente forte, de tal forma que não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente. Além disso, ainda pairam muitas dúvidas quanto à janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de verão encontram-se ainda em desenvolvimento no campo”, contextualiza o gerente.

Quanto ao algodão, espera-se uma queda de 4,8%, ficando em 9,3 milhões de toneladas, após três anos seguidos de safra recorde. De acordo com Guedes, “isso manteve a oferta alta e diminui os preços, então as margens estão apertadas para os produtores e a tendência é de redução na área de plantio”.

O arroz está com uma estimativa de 11,8 milhões de toneladas, declínio de 6,5% em relação ao volume produzido em 2025, com reduções de 3,3% na área ser colhida e de 3,3% no rendimento médio. “Os preços também estão pressionados devido a boa safra de 2025, então, deve haver uma redução na área plantada e menor investimento nas lavouras”, avalia Guedes.

O mesmo acontece com o feijão, que, com preços pouco favoráveis, deve atingir 3,0 milhões de toneladas, uma redução de 1,3% em relação à safra colhida em 2025, mas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro.

Safra de 2025 chega a 345,6 milhões de toneladas e bate novo recorde

A estimativa de outubro de 2025 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), um crescimento de 52,9 milhões de toneladas, sendo recorde da série histórica do IBGE. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 3,7 milhões de toneladas (1,1%).

Em relação ao ano anterior, houve aumentos de 10,6% na produção do algodão herbáceo (em caroço); de 18,7% no arroz em casca; de 14,5% na soja; de 23,5% no milho (+13,8% na 1ª safra e +25,9% na 2ª safra); de 31,0% no sorgo; de 4,5% no trigo; e decréscimo de 1,9% no feijão.

Soja, milho, algodão e sorgo registraram recordes na produção em 2025. Para a soja, a estimativa foi de 165,9 milhões de toneladas; para o milho, 141,6 milhões de toneladas (26,1 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra); para o algodão, 9,8 milhões de toneladas; e para o sorgo, 5,2 milhões de toneladas. A estimativa de produção do arroz (em casca) foi de 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas.

A área a ser colhida foi de 81,5 milhões de hectares, aumento de 2,4 milhões de hectares frente a área colhida em 2024, com crescimento anual de 3,1%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 63.774 hectares (0,1%).

Frente a 2024, houve acréscimos de 4,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,1% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (-5,1% na 1ª safra e +6,8% na 2ª safra); e de 12,7% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,2% na área a ser colhida do feijão e de 18,7% na do trigo.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida em 2025.

Capacidade de armazenagem agrícola cresce 1,8% e chega a 231,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025

A Pesquisa de Estoques, também divulgada hoje (13) pelo IBGE, mostrou um aumento de 1,8% na capacidade de armazenamento no país no primeiro semestre deste ano em comparação aos seis meses anteriores, totalizando 231,1 milhões de toneladas. O número de estabelecimentos (9.624) cresceu 1,2% frente ao segundo semestre de 2024. O Rio Grande do Sul segue sendo o estado com maior número de estabelecimentos de armazenagem: 2.454. Já Mato Grosso continua com a maior capacidade de armazenagem, com 63 milhões de toneladas.

Em relação aos tipos de armazenamento, a predominância é dos silos, que chegaram a 123,2 milhões de toneladas. Isso representa mais da metade (53,3%) da capacidade útil total do país. Frente ao último semestre, houve um aumento de 2,2%. Em seguida, aparecem os armazéns graneleiros e granelizados, responsáveis por 36,4% da armazenagem nacional, que atingiram 84,2 milhões de capacidade útil armazenável, uma alta de 2,0% na mesma comparação. Com relação aos armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 23,8 milhões de toneladas, o que representou uma queda de 0,8% em relação ao segundo semestre de 2024. Esses armazéns contribuem com 10,3% da capacidade total de armazenagem.

A pesquisa também estimou o estoque total de produtos agrícolas em 30/06/2025 em 79,4 milhões de toneladas. Os estoques de soja representaram o maior volume (48,8 milhões de toneladas, aumento de 12,8%), seguidos pelos estoques de milho (18,1 milhões, queda de 44,6%), arroz (6,1 milhões, alta de 23,5%), trigo (2,4 milhões, queda de 9,0%) e café (0,6 milhão, queda de 22,9%).

Sobre o LSPA

Implantado em novembro de 1972 com o propósito de atender às demandas de usuários por informações estatísticas conjunturais mensais, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA fornece estimativas de área plantada, área colhida, quantidade produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país. Ele permite não só o acompanhamento de cada cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da colheita, no ano civil de referência, como também o prognóstico da safra do ano seguinte, para o qual é realizado o levantamento nos meses de outubro, novembro e dezembro. O LSPA está disponível no SIDRA. O próximo resultado da pesquisa, referente a novembro, será em 11 de dezembro.

Sobre a Pesquisa de Estoques

A pesquisa, que abrange todo o país, tem o objetivo de fornecer informações estatísticas sobre volume e distribuição espacial dos estoques de produtos agrícolas armazenáveis básicos, além das unidades onde são guardados. Os dados levantados pela Pesquisa de Estoques são essenciais para gestores públicos e privados e têm relação com questões de segurança alimentar. As informações são fornecidas pelo proprietário, funcionário capacitado ou contador do estabelecimento pesquisado e são respondidas de forma presencial, por telefone, e-mail, por meio de questionário online ou planilha eletrônica. Os resultados são divulgados a cada semestre. Os dados estão disponíveis no SIDRA.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/11/2025

Por Irene Gomes – Editoria Estatísticas Econômicas

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BNDES vai liberar R$ 12 bi para produtores rurais com perdas de safra https://www.ocafezinho.com/2025/10/17/bndes-vai-liberar-r-12-bi-para-produtores-rurais-com-perdas-de-safra/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/17/bndes-vai-liberar-r-12-bi-para-produtores-rurais-com-perdas-de-safra/#respond Fri, 17 Oct 2025 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219427 Instituição abriu protocolo para receber pedidos

Com orçamento de R$ 12 bilhões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nessa quinta-feira (16), protocolo para receber pedidos de crédito no âmbito do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais. A finalidade é auxiliar a retomada da capacidade econômica e apoiar a recuperação dos produtores agropecuários que registraram perdas significativas de safra.

As operações poderão ser feitas por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas no BNDES. O financiamento terá prazo de até nove anos, incluindo um de carência. O programa vai apoiar produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas localizados em municípios que, entre 2020 e 2024, tiveram declaração de estado de calamidade pública ou de situação de emergência reconhecidas pelo governo federal, em decorrência de eventos climáticos adversos.

“O BNDES é o principal agente do governo federal para a execução de políticas públicas de crédito de longo prazo no país. Assim como ocorreu no Rio Grande do Sul, com empresas afetadas pelos extremos climáticos, o banco oferece aos produtores rurais alívio econômico, para garantir a continuidade da atividade produtiva no campo, especialmente para agricultores familiares e médios produtores, que têm papel central na segurança alimentar e no desenvolvimento regional”, disse Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital e Gestão do Fundo Rio Doce.

Do total de recursos, 40% estão reservados para produtores beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), segmentos mais vulneráveis aos efeitos das perdas de safra.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 17/10/2025

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Edição: Graça Adjuto

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Brasil deve ter nova safra recorde de grãos em 2025/26, diz Conab https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/brasil-deve-ter-nova-safra-recorde-de-graos-em-2025-26-diz-conab/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/brasil-deve-ter-nova-safra-recorde-de-graos-em-2025-26-diz-conab/#respond Thu, 18 Sep 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=217601 A expectativa é de um volume total de 353,8 milhões de toneladas

O recorde histórico da produção de grãos, obtido em 2024/2025 deverá ser superado na próxima safra. É o que indica a 13ª edição da pesquisa “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026”, divulgada nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a publicação, sendo confirmadas as expectativas, o volume total a ser colhido na safra 2025/2026 será de 353,8 milhões de toneladas. O resultado é 1% maior do que os 350,2 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024/25 – volume recorde para o setor, até então.

“Na semana passada, apresentamos os dados do último levantamento da safra agrícola 24/25, quando anunciamos, com imenso orgulho, a maior safra da nossa história. Foi um aumento extraordinário e expressivo. Hoje, vamos apresentar a perspectiva para a nova safra agrícola. Dia 14 de outubro, a Conab apresentará o primeiro dos 12 levantamentos para a próxima safra, com a possibilidade de um novo recorde”, anunciou o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Números Conservadores

De acordo com as perspectivas divulgadas hoje, o resultado será influenciado pelo aumento na área cultivada, que deve sair de 81,74 milhões de hectares na última safra para 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26.

“Já a produtividade média nacional das lavouras está projetada em 4.199 quilos por hectare na temporada 2025/26, redução de 2% se comparada com 2024/25”, detalha o levantamento.

Segundo Pretto, as estimativas da Conab são apresentadas inicialmente com “números conservadores, em função da responsabilidade que a gente precisa ter”, mas dentro de uma real possibilidade. “Nossos números estão cada vez mais assertivos”, assegurou.

Soja e algodão

Com relação ao principal produto cultivado no Brasil, a Conab projeta, para a soja, aumento de 3,6% na produção, chegando, portanto a 177,67 milhões de toneladas na próxima safra. Na última colheita, foram colhidas 171,47 milhões da oleaginosa.

O resultado, se confirmado, resultará, novamente, em recorde de produção, influenciado pelo aumento da demanda global pelo produto.

A boa rentabilidade e a possibilidade de venda antecipada da produção de algodão têm favorecido essa cultura. A expectativa para a safra 2025/2026 é de um crescimento de 3,5% na área semeada. A produção deverá crescer 0,7%, alcançando o recorde de 4,09 milhões de toneladas.

Milho

No caso do milho, há uma expectativa de redução de 1% da colheita, na comparação com a safra 2024/25, mesmo havendo aumento de área cultivada nas primeira e segunda safra.

Segundo a Conab, esse movimento se deve à expectativa de aumento no consumo interno, “impulsionado principalmente pelo aumento da demanda do grão para produção de etanol, bem como pela perspectiva de maior demanda externa, diante de um possível redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas por importantes países importadores na Ásia”.

Apesar da maior área semeada, a produção estimada de milho, somadas as três safras, é de 138,3 milhões de toneladas. “A queda de produtividade decorre do patamar excepcional registrado na safra 2024/25, beneficiada por condições climáticas amplamente favoráveis”, justifica a companhia.

Arroz e feijão

A safra de arroz projetada para o próximo período indica tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores, saindo de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26.

O resultado decorre da ampliação da produção nacional e internacional registrada em 2024/25, o que acabou por gerar excedente de oferta e desvalorização do grão. É também esperada uma redução de 4,8% na produtividade média nacional, reflexo também do patamar excepcional registrado na última safra de 2024/25

No caso do feijão, é estimada uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que, segundo a Conab, assegura o consumo previsto no país.

Cenários adversos

Os números foram comemorados pela ministra substituta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

“As perspectivas são excelentes. O Brasil terá mais uma safra recorde, em um contexto de mudanças climáticas, crises geopolíticas, guerra comercial. Em um contexto bastante adverso, nossa agricultura vai seguir vencedora, produzindo alimentos para abastecer as famílias no Brasil e garantindo oferta de alimentos para o mundo”, disse a ministra.

Na avaliação de Fernanda Machiaveli, o cenário positivo será ainda mais favorecido pela estratégia das autoridades brasileiras em tentar manter mercados mercados ao mesmo tempo em que busca “outras possibilidades internacionais” para escoar uma produção.”cada vez mais sustentável, fortalecendo os sistemas produtivos biodiversos da Agricultura Familiar”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 18/09/2025

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Amanda Cieglinski

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Conab estima produção de 663,4 milhões de toneladas de cana https://www.ocafezinho.com/2025/04/29/conab-estima-producao-de-6634-milhoes-de-toneladas-de-cana/ https://www.ocafezinho.com/2025/04/29/conab-estima-producao-de-6634-milhoes-de-toneladas-de-cana/#respond Tue, 29 Apr 2025 18:02:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=207778 Queda de 2% é influenciada por más condições climáticas

As condições climáticas desfavoráveis na Região Sudeste influenciaram negativamente as previsões para a produção de cana-de-açúcar no país no ciclo 2025/26, reduzindo em 2% o volume na comparação com o resultado obtido no ciclo anterior.

A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que sejam colhidas 663,4 milhões de toneladas, segundo o 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2025/26 divulgado nesta terça-feira (29), em Brasília.

Segundo o estudo, a área destinada para a cultura deve se manter “relativamente estável” em relação a 2024/25, com um “ligeiro aumento” de 0,3%, totalizando 8,79 milhões de hectares.

A produtividade média dos canaviais está estimada em 75.451 quilos por hectare, resultado que representa queda de 2,3% na comparação com a última safra. “Essa redução se deve às condições climáticas desfavoráveis durante as fases de desenvolvimento das lavouras em 2024”, explica a Conab.

Sudeste

Se confirmada a queda esperada para a principal região produtora de cana, a colheita na Região Sudeste ficará 4,4% menor na comparação com o ciclo anterior, somando 420,2 milhões de toneladas.

“A região Sudeste registrou uma condição climática desfavorável durante o desenvolvimento das lavouras, sobretudo, em São Paulo, onde, além das baixas pluviosidades [chuvas] e altas temperaturas, foram registrados focos de incêndios afetando parte dos canaviais”, informou a Conab.

O cenário tende, portanto, a influenciar negativamente a produtividade média em 3,3%, o que deverá ter como resultado final uma colheita de 77.573 quilos por hectare (kg/ha). É também esperada redução de área colhida na região.

Sul e Centro-Oeste

Na região Sul, a expectativa é de que a produtividade se mantenha estável, em cerca de 69 mil quilos por hectare. É esperada elevação em termos de área destinada ao plantio – de 2,3% – totalizando 497,1 mil hectares; e uma produção de 34,4 milhões de toneladas.

Segunda maior região produtora de cana-de-açúcar no país, a Centro-Oeste deverá, segundo a Conab, produzir 148,4 milhões de toneladas nesta safra.

Este volume é 2,1% maior do que o obtido no ciclo 2024/25. O resultado se deve a um aumento de 3,4% da área cultivada, chegando a 1,91 milhão de hectares.

“Esse incremento compensa a perda esperada na produtividade média de 1,2%, projetada em 77.574 quilos por hectare, decorrente de condições climáticas menos favoráveis durante a fase evolutiva das lavouras”, justifica a Conab.

Norte e Nordeste

São esperados cenários semelhantes nas regiões Norte e Nordeste. No caso da Região Norte, a expectativa é de aumento em termos de área destinada ao setor sucroenergético; e de melhora na produtividade, estimada em 82.395 kg/ha. A produção deverá ser de 4,2 milhões de toneladas.

Com lavouras na fase de crescimento e previsão de colheita a partir de agosto, o Nordeste deverá ter crescimento em termos de área destinada à produção de cana. Espera-se aumento de 3,6% na produtividade, e uma colheita de 56,3 milhões de toneladas.

Subprodutos e mercado

“Mesmo com a redução na safra de cana no atual ciclo, a expectativa é de um incremento na produção de açúcar, podendo chegar a 45,9 milhões de toneladas. Caso o volume se confirme ao final do ciclo, esta será a maior fabricação do produto na série histórica”, projeta a Conab.

Para ela, a produção de etanol – somados os derivados da cana-de-açúcar e do milho – deve ter seu desempenho reduzido em 1% na mesma base de comparação. É esperada a produção de 36,82 bilhões de litros.

“Quando se analisa apenas o combustível oriundo do esmagamento da cana-de-açúcar, a diminuição chega a 4,2%, [resultado] influenciado pela menor estimativa de colheita da matéria-prima. Essa queda é compensada pelo aumento da fabricação do etanol a partir do milho, que deverá ser acrescida em 11%”, explicou a companhia.

Apesar da influência negativa do cenário climático, as expectativas para a safra 2025/26 são positivas, uma vez que a competitividade brasileira no mercado internacional se mantém elevada, com custos de produção relativamente baixos e possibilidade de menor oferta em outros grandes produtores. Neste panorama, a manutenção dos embarques em patamar robusto é esperada”, informou a Conab.

No caso da produção de etanol, nos últimos anos tem sido observado aumento do combustível obtido a partir do milho.

“O setor tem expandido a capacidade de processamento do cereal, diversificando a matriz de combustíveis renováveis e garantindo maior estabilidade de preços”, detalhou a Conab ao lembrar que – para a safra 2025/26 – espera-se que essa expansão persista, de forma a suprir a demanda interna.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 29/04/2025

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Kleber Sampaio

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Como evitar gargalos no escoamento da safra? https://www.ocafezinho.com/2013/03/13/como-evitar-gargalos-no-escoamento-da-safra/ https://www.ocafezinho.com/2013/03/13/como-evitar-gargalos-no-escoamento-da-safra/#respond Wed, 13 Mar 2013 19:43:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=10113

Na Agência T1

Segundo o Superintende para Assuntos Governamentais da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Roberto Queiroga, em entrevista exclusiva a Agência T1, a sazonalidade dos grãos e a falta de armazenamento para guardar as safras provocam filas nas estradas que dão acesso aos portos, como o de Santos (SP), Paranaguá (PR) e São Francisco de Sul (SC).

Para Queiroga, uma estrutura de armazenagem na zona primária de produção cadenciaria o embarque do produto no porto e, consequentemente, o escoamento da safra. “Hoje temos um gargalo muito grande, em torno de 40 milhões de toneladas, existe de déficit de armazenagem no país.”

De acordo com o especialista, a falta de armazenamento prejudica na hora do produtor vender o seu produto. “Na época de safra, os preços estão mais depreciáveis e o poder de barganha do produtor se perde por aí, por não ter como guardar o seu produto”, lamenta.

Confira a entrevista:

http://agenciat1.com.br/video-como-eliminar-os-gargalos-para-o-escoamento-de-graos-no-pais/

 

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