sanções comerciais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/sancoes-comerciais/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Sun, 05 Oct 2025 03:47:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png sanções comerciais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/sancoes-comerciais/ 32 32 China e EUA buscam estabilidade em meio a tensões comerciais https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/china-e-eua-buscam-estabilidade-em-meio-a-tensoes-comerciais/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/18/china-e-eua-buscam-estabilidade-em-meio-a-tensoes-comerciais/#respond Thu, 18 Sep 2025 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218575 Autoridades chinesas destacam proteção de empresas nacionais e adesão às leis de mercado na resolução de disputas comerciais

Em um mundo cada vez mais polarizado por sanções unilaterais, guerras comerciais e a instrumentalização da tecnologia como arma geopolítica, a China continua a demonstrar uma postura rara entre as grandes potências: firmeza nos princípios, abertura ao diálogo e intransigência na defesa dos direitos das empresas e dos povos. Foi com essa atitude que a delegação chinesa, liderada pelo vice-ministro do Comércio Li Chenggang, participou, em Madri, em 15 de setembro de 2025, de uma rodada crucial de conversações com representantes dos Estados Unidos sobre questões econômicas e comerciais — especialmente o delicado caso do TikTok.

O que poderia ter sido mais um confronto retórico transformou-se, segundo relatos oficiais, em uma comunicação franca, profunda e construtiva, baseada no respeito mútuo e na consulta igualitária. Essas não são meras palavras diplomáticas. Em um contexto onde Washington frequentemente impõe sua vontade por meio de listas de sanções extraterritoriais e ameaças de exclusão de mercados, a mera existência de um diálogo entre iguais já representa uma vitória para a ordem internacional baseada em regras — e não em poder bruto.

Li Chenggang foi claro: a estabilidade nas relações econômicas entre China e EUA não é apenas um interesse bilateral, mas um pilar essencial para a economia global. Num momento em que recessões ameaçam países em desenvolvimento, cadeias de suprimentos ainda se recuperam de choques pandêmicos e a inflação corrói o poder de compra dos trabalhadores, a cooperação entre as duas maiores economias do mundo é uma questão de justiça social global. A China entende isso — e age com responsabilidade.

É natural, como destacou Li, que duas nações com sistemas econômicos distintos e níveis de desenvolvimento diferentes tenham atritos. O problema não está na divergência, mas na forma como ela é resolvida. Enquanto Pequim insiste no caminho do diálogo, Washington insiste no caminho da coerção. E é justamente aqui que a postura chinesa revela seu caráter profundamente humanista e progressista.

Sobre o TikTok — uma plataforma usada por centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo artistas, educadores, ativistas e pequenos empreendedores — a China deixou claro que não aceitará a politização, a instrumentalização ou a militarização de questões econômicas e tecnológicas. O TikTok não é uma ameaça à segurança nacional; é um produto de uma empresa privada chinesa que conquistou o mundo pela criatividade, inovação e capacidade de conectar culturas. Transformá-lo em alvo de campanhas ideológicas ou chantagens corporativas é um retrocesso civilizacional.

A China, como afirmou Li, nunca buscará acordos às custas de seus princípios, da justiça internacional ou dos interesses legítimos de suas empresas. Essa é uma linha vermelha ética que merece respeito — especialmente de quem se diz defensor do “Estado de Direito”. O governo chinês reafirmou que qualquer decisão sobre exportação de tecnologia, como o algoritmo do TikTok, será tomada com base em leis e regulamentos nacionais, e não sob pressão externa. Ao mesmo tempo, respeita plenamente a autonomia das empresas para negociar em pé de igualdade, conforme os princípios de mercado.

Durante as conversações, ambas as partes chegaram a um consenso básico: resolver a questão do TikTok por meio de cooperação, não de confronto. Isso inclui modelos como a operação confiada dos negócios de segurança de conteúdo e dados nos EUA e a licença para uso do algoritmo, respeitando a propriedade intelectual chinesa. Wang Jingtao, vice-diretor da Administração do Ciberespaço da China, reforçou que tal abordagem honra tanto a vontade da empresa quanto as leis de mercado — um equilíbrio raro em tempos de nacionalismo tecnológico.

Mas o mais relevante, do ponto de vista humanista e de esquerda, é o que veio depois. Li Chenggang não hesitou em denunciar a hipocrisia estratégica dos EUA: enquanto pedem à China que atenda às suas “preocupações”, continuam a expandir sanções contra entidades chinesas, extrapolando o conceito de “segurança nacional” para justificar uma perseguição sistemática a empresas que simplesmente competem com sucesso no mercado global.

Essa prática — conhecida como “longo braço da jurisdição” — é, nas palavras de Li, um ato típico de intimidação unilateral que viola o direito internacional e as normas básicas das relações entre Estados soberanos. É uma forma moderna de colonialismo tecnológico, onde o acesso a mercados, chips, softwares e infraestrutura digital é condicionado à submissão política.

A China, longe de se calar, levantou sérias preocupações durante as negociações. E fez um apelo claro: os EUA devem corrigir seus erros, suspender essas restrições injustas e trabalhar com Pequim para proteger as conquistas duramente alcançadas nas negociações comerciais anteriores. Porque, no fim das contas, não se pode construir confiança com uma mão estendida e a outra fechada em punho.

O que a China propõe não é submissão, mas coexistência civilizada. Não é isolamento, mas interdependência justa. Não é guerra fria digital, mas cooperação tecnológica baseada no respeito mútuo. Essa visão está alinhada com os interesses dos povos do mundo inteiro — especialmente dos do Sul Global, que não querem ser forçados a escolher lados em disputas que não criaram.

Ao defender o TikTok, a China não está apenas protegendo uma empresa. Está defendendo o direito de todos os países a desenvolverem suas próprias tecnologias sem serem punidos por sua autonomia. Está defendendo o direito dos cidadãos a usarem plataformas digitais sem que seus dados sejam sequestrados por agendas geopolíticas. E está defendendo o princípio de que a economia global deve servir à humanidade — não a um único império.

Nesse sentido, as conversações de Madri não foram apenas um passo técnico, mas um ato político de resistência ética. E a China, mais uma vez, mostrou que é possível ser uma grande potência sem renunciar à decência. Que outro caminho poderia ser mais necessário — e mais justo — para o mundo de hoje?

Com informações de Xinhua*

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China enfrenta intimidação dos EUA na novela do TikTok https://www.ocafezinho.com/2025/09/17/china-enfrenta-intimidacao-dos-eua-na-novela-do-tiktok/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/17/china-enfrenta-intimidacao-dos-eua-na-novela-do-tiktok/#respond Wed, 17 Sep 2025 12:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218574 Autoridades chinesas destacam proteção de empresas nacionais e adesão às leis de mercado na resolução de disputas comerciais

Em uma sala de reuniões na capital espanhola, longe dos ruídos da mídia corporativa, um tenso cabo de guerra diplomático sobre o futuro da tecnologia e do comércio global chegou a um ponto crucial. Delegações da China e dos Estados Unidos emergiram de conversas “francas, profundas e construtivas”, alcançando um “consenso básico” sobre o destino do TikTok. Mas por trás da linguagem polida, a mensagem de Pequim foi um recado direto e firme contra o imperialismo digital de Washington: a cooperação é possível, mas a chantagem e a intimidação não serão toleradas.

Li Chenggang, vice-ministro do Comércio da China, deixou claro que, embora uma relação econômica estável seja vital para o mundo, ela não será construída sobre a subserviência. A China, disse ele, “sempre se opôs à politização, instrumentalização e militarização da tecnologia”, e não aceitará nenhum acordo “às custas de princípios, interesses de empresas ou justiça e equidade internacionais”.

O consenso alcançado para a novela TikTok, que se arrasta sob a mira da Casa Branca, parece se basear em uma solução que respeita a soberania de ambas as partes. Segundo Wang Jingtao, da Administração do Ciberespaço da China, o caminho envolve a “operação confiada dos negócios de segurança de conteúdo e dados de usuários do TikTok nos EUA” e a “licença para uso do algoritmo e outros direitos de propriedade intelectual”. Em outras palavras, uma solução de mercado que protege os dados americanos sem forçar uma venda espoliatória ou a expropriação da tecnologia chinesa.

No entanto, Pequim fez questão de sublinhar quem dá a palavra final. O governo chinês “examinará e aprovará” qualquer exportação de tecnologia ou licença de propriedade intelectual de acordo com suas próprias leis. É uma declaração inequívoca de soberania tecnológica, garantindo que os interesses nacionais e os direitos da empresa sejam protegidos.

Foi na segunda parte de seu pronunciamento que Li Chenggang desferiu a crítica mais contundente à hipocrisia americana. Ele denunciou como os Estados Unidos “ultrapassaram o conceito de segurança nacional” para expandir continuamente sua lista de sanções contra empresas chinesas. Descreveu a tática como um “ato típico de intimidação unilateral que viola o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”.

A mensagem foi cristalina: Washington não pode, com uma mão, exigir que a China atenda às suas preocupações e, com a outra, continuar a sufocar suas empresas. “O lado americano não pode, por um lado, pedir à China que cuide das preocupações dos EUA e, por outro, suprimir continuamente as empresas chinesas”, afirmou Li. A China, segundo ele, levantou “sérias preocupações” sobre essa postura e exige que os Estados Unidos “corrijam seus erros” e suspendam as restrições o mais rápido possível.

Essa postura firme representa um marco na forma como a China negocia. Ela se recusa a ser vista como um ator passivo, reagindo apenas às pressões de Washington. Ao invés disso, apresenta-se como uma potência que defende ativamente os direitos de suas empresas, os princípios do multilateralismo e um sistema de comércio global mais justo. A concordância com o consenso, explicou Li, só ocorreu porque Pequim avaliou que a solução, nestes termos, atende aos interesses mútuos, e não apenas aos ditames da Casa Branca.

A novela do TikTok está longe de terminar. Ambas as partes continuarão as discussões e precisarão aprovar os termos internamente. Mas o capítulo escrito em Madri deixou um precedente poderoso: a China está disposta a dialogar e a encontrar soluções, mas não se curvará mais à pressão unilateral. O recado para Washington é que o futuro das relações econômicas globais dependerá do respeito mútuo, e não da força.

Com informações de Xinhua*

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DeepSeek entra na corrida por chips de IA https://www.ocafezinho.com/2025/02/17/deepseek-entra-na-corrida-por-chips-de-ia/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/17/deepseek-entra-na-corrida-por-chips-de-ia/#respond Mon, 17 Feb 2025 20:10:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=202064 DeepSeek está explorando o desenvolvimento de chips de IA internos, o que pode colocá-la em pé de igualdade com OpenAI, apesar dos desafios impostos por restrições globais

A DeepSeek está supostamente explorando uma empreitada no setor de “semicondutores”, já que a empresa agora estaria ansiosa para desenvolver chips de IA internos, expandindo suas capacidades computacionais.

DeepSeek pode entrar na corrida por chips de IA próprios, junto Com seu arquirrival OpenAI, embora leve tempo por enquanto

A DeepSeek evoluiu massivamente nos últimos meses, passando de um “projeto paralelo” para uma empresa que conseguiu impactar a indústria global de IA com o lançamento de seus modelos LLM de ponta.

Não só a empresa conseguiu competir com o GPT o1 da OpenAI, como também foi dito que ela tinha acesso limitado a poder computacional, embora isso tenha sido refutado em um relatório que discutimos aqui.

Agora, de acordo com o DigiTimes, a DeepSeek está explorando a possibilidade de criar seus próprios chips de IA, juntando-se à tendência de outras grandes empresas de IA que buscam seguir o mesmo caminho.

Embora o relatório não mencione muito sobre os projetos de chips da DeepSeek, ele afirma que a empresa iniciou uma “grande campanha de recrutamento”, contratando especialistas em semicondutores para liderar o projeto.

Isso não é tão simples quanto pode parecer, já que o desenvolvimento de um chip de IA exige um extenso processo de cadeia de suprimentos, e para as empresas chinesas, o principal problema está em adquirir os processos de semicondutores necessários devido a sanções globais.

O único acesso a chips que eles têm é por meio de fontes como a SMIC, mas esta também está muito atrás do ritmo global de semicondutores.

DeepSeek desafia OpenAI com seu plano de chips de IA inovadores / Reprodução

Por enquanto, alega-se que a DeepSeek tem acesso a cerca de 10.000 GPUs H800 AI “específicas da China” da NVIDIA e 10.000 chips H100 AI de ponta , totalizando cerca de US$ 1 bilhão em recursos de computação.

Apesar de ver restrições comerciais dos EUA, isso não impediu a DeepSeek de forma alguma, já que a empresa de IA tem equipamentos comparáveis ​​aos que seus concorrentes possuem, e provavelmente há muito mais também, o que não foi divulgado por enquanto.

Além disso, a empresa também opera inferindo cargas de trabalho nos chips Ascend AI da Huawei. Portanto, eles têm um arsenal diversificado.

O conceito de chips internos para a DeepSeek é, sem dúvida, questionável, dado que a empresa não evoluiu tanto quanto concorrentes como a OpenAI, mas é ótimo ver a empresa explorando a opção, pois aumentará a diversidade no mercado de IA. A questão-chave está em saber se a DeepSeek consegue atingir os estágios de implementação.

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China retalia sanções americanas com sanções devastadoras contra Boeing https://www.ocafezinho.com/2025/01/03/china-retalia-sancoes-americanas-com-sancoes-devastadoras-contra-boeing/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/03/china-retalia-sancoes-americanas-com-sancoes-devastadoras-contra-boeing/#comments Fri, 03 Jan 2025 10:52:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=199788 2 Comentários 🔥]]>

A Boeing começa o ano de 2025 enfrentando grandes dificuldades. Novos controles comerciais impostos pela China prometem limitar a atuação da empresa no país, um mercado crucial para seu crescimento. Como resultado, as ações da empresa caíram mais de 3%.

Segundo o New York Times, a Boeing está entre as empresas americanas afetadas pelas novas medidas chinesas. Os controles restringem a exportação de itens considerados de “uso duplo”, ou seja, com aplicações civis e militares. Além disso, a Boeing e outras empresas foram incluídas em listas comerciais, sendo que algumas delas foram classificadas como “entidades não confiáveis” devido à venda de armamentos para Taiwan.

A presença da Boeing em pelo menos uma dessas listas já era esperada, dado o peso de sua divisão de defesa. No entanto, especialistas acreditam que o impacto será mais simbólico do que prático, já que muitas dessas empresas já estavam sujeitas a sanções.

Além das restrições comerciais, a Boeing também enfrenta a crescente concorrência da Comac, fabricante chinesa de aeronaves. Conhecida por seu modelo C919, a Comac está expandindo sua atuação ao abrir escritórios em outros países e buscar certificações internacionais para suas aeronaves.

Com a expansão da Comac e as tensões geopolíticas em alta, a Boeing terá que lidar com desafios significativos em 2025. Como a empresa responderá a esses obstáculos será decisivo para seu futuro nos próximos anos.

Por Steve Anderson – 2 de janeiro de 2025
Com informações da Tip Ranks.

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