Scott Bessent - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/scott-bessent/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 19 Jan 2026 23:12:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Scott Bessent - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/scott-bessent/ 32 32 Bessent pede que Europa leve Trump “a sério” em meio a tensões sobre a Groenlândia https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/bessent-pede-que-europa-leve-trump-a-serio-em-meio-a-tensoes-sobre-a-groenlandia/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/bessent-pede-que-europa-leve-trump-a-serio-em-meio-a-tensoes-sobre-a-groenlandia/#respond Mon, 19 Jan 2026 23:12:15 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224736 O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (19) que uma eventual retaliação europeia às medidas adotadas por Washington na disputa envolvendo a Groenlândia seria uma atitude “muito imprudente”. A declaração foi feita a jornalistas antes de sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

Questionado sobre a possibilidade de países europeus reagirem com medidas comerciais às ações anunciadas pelo governo americano, Bessent respondeu de forma direta. “Acho que seria muito imprudente”, disse. Segundo ele, os governos europeus devem levar a sério as intenções do presidente Donald Trump em relação à Groenlândia, tema que tem elevado a tensão entre aliados do Atlântico Norte.

Bessent afirmou que não manteve contatos recentes com autoridades europeias, mas ressaltou que conversou com Trump e que há negociações em curso. “Estive viajando, então não estive em contato (com autoridades europeias), mas conversei com o presidente Trump e, evidentemente, há muitas negociações em andamento, e acho que todos devem levá-lo a sério”, declarou.

No sábado (17), Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% sobre países que enviaram tropas à Groenlândia para exercícios militares da Operação Arctic Endurance, em meio à escalada de declarações do presidente americano sobre a possibilidade de anexação da ilha. Segundo Trump, a tarifa entrará em vigor em 1º de fevereiro e será elevada para 25% a partir de junho.

A medida atinge Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, todos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O presidente americano afirmou que a cobrança das tarifas permanecerá até que seja firmado um acordo que permita aos Estados Unidos a compra total da Groenlândia.

Em resposta, a União Europeia avalia a adoção de contramedidas. De acordo com um diplomata ouvido pela agência Reuters no domingo (18), um pacote de tarifas retaliatórias no valor de 93 bilhões de euros poderá entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro caso não haja um entendimento com Washington.

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Os chiliques ridículos do Tio Sam contra a China https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/os-chiliques-ridiculos-do-tio-sam-contra-a-china/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/os-chiliques-ridiculos-do-tio-sam-contra-a-china/#comments Thu, 16 Oct 2025 13:46:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219398 1 Comentário 🔥]]> Se os Estados Unidos conseguissem sintetizar cinismo e exportá-lo, resolveria o seu problema de déficit comercial e se tornaria o país mais superavitário do mundo. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, veio a público ontem acusar a China de agredir o mundo, de ser uma economia estatal, de tentar desacelerar o comércio mundial. Chega a dar falta de ar, de tamanha audácia em inverter totalmente a realidade.

Foram os Estados Unidos que iniciaram uma guerra tarifária contra o mundo inteiro, que continua, aliás. São os Estados Unidos que estão há anos tentando asfixiar a China com barreiras tecnológicas. São os Estados Unidos que inundam o mundo de sanções.

Mas a cara de pau não tem limite. Agora Bessent fala em reunir aliados contra a China. Os mesmos aliados que os Estados Unidos vêm atacando com incrível virulência nos últimos meses.

A Índia sofre tarifas de 50% porque Washington tenta coagi-la a abandonar o petróleo russo. Ironicamente, foram os próprios Estados Unidos que pediram à Índia para aumentar as compras de petróleo russo, justamente para evitar um colapso nos preços internacionais do petróleo.

O presidente da Coreia do Sul declarou que pagar o tributo exigido pelos americanos levaria seu país à falência. Como se não bastasse, os Estados Unidos mandaram o ICE na Hyundai, na Geórgia, para acorrentar, humilhar e deportar trabalhadores coreanos que estavam construindo uma fábrica de baterias elétricas a pedido do próprio governo americano.

Os Estados Unidos tentaram extorquir o Japão, impondo tarifas estratosféricas e depois exigindo, para que essas fossem retiradas, que o Japão investisse centenas de bilhões de dólares nos Estados Unidos, recursos que seriam controlados pela própria Casa Branca. O Japão vem se recusando a confirmar esses investimentos. Os ataques tarifários americanos ao Japão já produziram enorme turbulência política no país, com várias quedas de governo.

A Europa foi forçada a aceitar um acordo em termos incrivelmente humilhantes, negociado com táticas desrespeitosas. E os próprios Estados Unidos já quebraram esse acordo várias vezes, reimpondo recentemente novas tarifas contra produtos estratégicos para a Europa, como medicamentos, produtos químicos e bebidas.

O Canadá é rotineiramente ameaçado de anexação por Trump.

E é exatamente a essas vítimas que Bessent pede agora para condenarem a China por revidar. Boa sorte em montar essa coalizão.

A tentativa de apresentar os controles chineses sobre terras raras como um “ataque não provocado ao mundo” beira o ridículo. A imensa maioria do mundo está, na verdade, aplaudindo a China. Até o europeu médio deseja que seus líderes pudessem responder da mesma forma, em vez de se submeter e ser humilhado.

A China está trazendo responsabilização onde havia impunidade. Compreende-se que seja incomum para os Estados Unidos provar do próprio remédio vindo de uma potência realmente forte. Mas quando você cava um buraco para si mesmo, pare de cavar.

Vale lembrar que este é o mesmo Bessent que em maio prometeu que as tarifas do “dia da libertação” de Trump criariam um “grande cerco” para isolar a China. Já sabemos como essa estratégia terminou.

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Tesouro dos EUA procura Haddad para agendar reunião sobre tarifaço https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/tesouro-dos-eua-procura-haddad-para-agendar-reuniao-sobre-tarifaco/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/31/tesouro-dos-eua-procura-haddad-para-agendar-reuniao-sobre-tarifaco/#respond Thu, 31 Jul 2025 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214247 Ministro disse que setores afetados contarão com medidas de auxílio

A Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) procurou o Ministério da Fazenda para marcar uma agenda para debater o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump contra parte das exportações brasileiras. Ainda não há data para reunião. O último encontro entre a Fazenda e o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi em maio, antes do anúncio da tarifa de 50%.

“A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse nesta quinta-feira (31) o ministro Fernando Haddad.

O ministro destacou que é apenas o ponto de partida das negociações.

“Nós estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava. Mas longe do ponto de chegada. Há muita injustiça nas medidas que foram anunciadas ontem”, esclareceu Haddad.

Cerca de 700 produtos ficaram de fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil. Segundo estimativas, 43% dos valores exportados para os Estados Unidos ficaram de fora do tarifaço. No setor mineral, cerca de 25% dos produtos foram taxados.

Plano de contingência

Apesar das exceções, Haddad disse que o impacto é dramático para alguns setores, e que nos próximos dias o governo vai divulgar medidas para auxiliar essas empresas prejudicadas pelas tarifas.

“Há casos que são dramáticos, que deveriam ser considerados imediatamente. Nós vamos lançar parte do nosso plano previsto para ser lançado nos próximos dias de apoio e proteção à indústria e aos empregos”, disse.

O pacote de ajuda aos setores afetados deve contar com linhas de crédito e apoio às empresas. Haddad disse que está aliviado pelos setores que foram poupados, mas que é preciso proteger aqueles que ainda são afetados, em especial, os setores menores e mais frágeis.

“Tem setores que, na pauta de exportação, não são significativos, mas o efeito sobre eles é muito grande. Às vezes, o setor é pequeno, mas é importante para o Brasil manter os empregos”, explicou.

Mesmo setores grandes, de importantes matérias-primas [commodities], que têm mercado global, vão precisar se adaptar, avaliou o ministro.

“Obviamente, tem setores afetados cuja solução de curto prazo é mais fácil porque se trata de uma commoditie que o Brasil tem muitos mercados abertos, mas, ainda esses, vão exigir algum tempo de adaptação. Você não muda um contrato de uma hora para outra. Temos que analisar caso a caso e vamos ter as linhas [de crédito] para isso”, disse.

Interferência

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou ainda que a tentativa de interferir no julgamento da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode entrar na mesa de negociação, até porque o Judiciário é um poder independente do Executivo.

“Talvez o Brasil seja uma das democracias mais amplas do mundo, ao contrário do que a Ordem Executiva [do Trump] faz crer. Nós temos que explicar que a perseguição ao ministro da Suprema Corte [Alexandre de Moraes] não é o caminho de aproximação entre os dois países”, afirmou.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 31/07/2025

Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Fernando Fraga

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“A economia chinesa é a mais desequilibrada da história moderna” — secretário do Tesouro dos EUA ataca modelo econômico da China https://www.ocafezinho.com/2025/04/30/a-economia-chinesa-e-a-mais-desequilibrada-da-historia-moderna-secretario-do-tesouro-dos-eua-ataca-modelo-economico-da-china/ https://www.ocafezinho.com/2025/04/30/a-economia-chinesa-e-a-mais-desequilibrada-da-historia-moderna-secretario-do-tesouro-dos-eua-ataca-modelo-economico-da-china/#respond Wed, 30 Apr 2025 11:30:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=207782 Scott Bessent acusa Pequim de recessão disfarçada, exportação de crise e dependência de trabalho escravo para manter competitividade.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, fez duras críticas à economia chinesa durante entrevista a Tucker Carlson, exibida em 7 de abril de 2025. Segundo ele, o modelo de crescimento chinês está em colapso, baseado em exportações excessivas, práticas desleais e um sistema que pune seus próprios cidadãos. Bessent afirmou que a China está em uma “recessão deflacionária” e que o governo Trump pretende enfrentar diretamente essa estrutura com tarifas e reindustrialização americana.

Ele classificou o sistema econômico da China como o mais desequilibrado do mundo moderno e afirmou que o país tenta transferir sua crise para o resto do mundo por meio da exportação. Segundo Bessent, os consumidores chineses vivem aprisionados em um modelo que sacrifica o bem-estar interno para sustentar uma máquina de produção voltada para o exterior.

A nova política tarifária de Trump, de acordo com o secretário, não visa apenas arrecadação ou renegociação comercial, mas sim uma ruptura com o modelo chinês. A meta é forçar a volta da indústria aos Estados Unidos e proteger os trabalhadores americanos da concorrência que ele chamou de “desleal”.

Trechos da entrevista:

“A economia chinesa é a mais desequilibrada da história do mundo moderno. Nunca vimos nada parecido em termos de nível de exportações em relação ao PIB e à população.”

“Eles estão em uma recessão deflacionária—ou até uma depressão—e estão tentando exportar sua saída disso. E não podemos permitir que façam isso.”

“O modelo deles é como aquele desenho da Disney com as vassouras carregando baldes: simplesmente não para. É uma máquina cega de produção.”

“Os chineses subsidiam suas indústrias, usam mão de obra que alguns chamariam literalmente de trabalho escravo, e impõem barreiras não-tarifárias. Isso não é um campo de jogo justo.”

“Os consumidores chineses são os maiores perdedores. Eles vivem presos numa armadilha de renda média, com poucos direitos e sem acesso ao fruto de sua própria economia.”

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Plano de Scott Bessent quer derrubar juros sem o Federal Reserve https://www.ocafezinho.com/2025/02/07/plano-de-scott-bessent-quer-derrubar-juros-sem-o-federal-reserve/ https://www.ocafezinho.com/2025/02/07/plano-de-scott-bessent-quer-derrubar-juros-sem-o-federal-reserve/#comments Fri, 07 Feb 2025 14:23:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=201610 1 Comentário 🔥]]> O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, revela plano do governo Trump para reduzir os juros de longo prazo sem interferir no Federal Reserve, focando no mercado de Treasuries

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, apresentou um novo plano para reduzir os juros de longo prazo nos Estados Unidos sem interferir diretamente no Federal Reserve. Segundo a CNN, a estratégia do governo Trump foca na redução do rendimento do Tesouro de 10 anos, um indicador-chave que influencia as taxas de hipotecas, cartões de crédito e outros tipos de empréstimos.

No quarto dia de seu mandato, o presidente Donald Trump declarou que exigiria uma queda imediata nas taxas de juros e reafirmou seu conhecimento sobre política monetária.

Apesar das críticas à atuação do Fed e do presidente do banco central, Jerome Powell, a administração Trump insiste que não busca pressionar a instituição, mas sim traçar um caminho independente para influenciar os rendimentos de longo prazo.

“Ele não está pedindo que o Fed reduza as taxas”, afirmou Bessent em entrevista à Fox Business. Segundo ele, o foco do governo está na desregulamentação econômica, na aprovação de um novo pacote tributário e na redução dos custos de energia, fatores que, segundo a administração, levariam a uma queda natural das taxas e ao fortalecimento do dólar.

A decisão do Tesouro de atuar diretamente no rendimento dos Treasuries de 10 anos, ao invés de depender das ações do Fed, é considerada incomum.

“É bastante inusitado para o Departamento do Tesouro e a Casa Branca tentarem influenciar diretamente os rendimentos de longo prazo”, disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado do Carson Group. “Historicamente, essas ações são coordenadas com o Fed, e a administração só pode influenciar os rendimentos indiretamente por meio da política fiscal e da desregulamentação”.

As taxas que os americanos pagam em empréstimos estão ligadas ao rendimento dos Treasuries de 10 anos, que pode variar devido a diferentes fatores, incluindo incertezas geopolíticas.

Durante períodos de instabilidade, investidores tendem a comprar mais títulos do governo dos EUA, considerados ativos seguros, o que reduz os rendimentos e torna o crédito mais barato.

Bessent argumenta que os cortes de juros promovidos pelo Fed no último ano não resultaram na queda esperada do rendimento do Tesouro de 10 anos, que permaneceu elevado mesmo após múltiplas reduções na taxa de juros de curto prazo.

Desde a posse de Trump, o rendimento dos Treasuries de 10 anos apresentou uma leve queda, algo que Bessent atribui à percepção do mercado de que a redução dos gastos públicos torna a dívida americana menos arriscada.

Na semana passada, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo pretende acabar com o desperdício de recursos federais por meio do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental, liderado pelo CEO da Tesla, Elon Musk.

O governo Trump busca impulsionar o crescimento econômico sem gerar inflação. A proposta de cortes em agências federais e redução de gastos visa alcançar esse objetivo sem pressionar os preços, o que beneficiaria o mercado de Treasuries.

“Eles querem um crescimento robusto, mas também desejam limitar as expectativas inflacionárias ao demonstrar disciplina nos gastos”, explicou José Torres, economista sênior da Interactive Brokers. “A atenção ao rendimento do Tesouro de 10 anos reforça a independência da política monetária e minimiza a interferência política, o que é um bom precedente a ser reafirmado”.

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