Turismo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/turismo/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Thu, 29 Jan 2026 11:47:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Turismo - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/turismo/ 32 32 Brasil recebe 6,1 milhões de visitantes internacionais por transporte aéreo em 2025 https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/brasil-recebe-61-milhoes-de-visitantes-internacionais-por-transporte-aereo-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/brasil-recebe-61-milhoes-de-visitantes-internacionais-por-transporte-aereo-em-2025/#respond Thu, 29 Jan 2026 11:47:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225173 Levantamento da Embratur mostra que modal aéreo respondeu por 66% das chegadas e cresceu 33,2% em relação a 2024; São Paulo e Rio de Janeiro concentraram o maior volume

O transporte aéreo firmou-se como a grande força do turismo internacional brasileiro em 2025.

Dados da Polícia Federal e do Ministério do Turismo, consolidados pela Embratur, revelam que 6.132.901 visitantes internacionais chegaram ao país por avião ao longo do ano passado.

O número representa um crescimento expressivo, de 33,2%, em comparação a 2024. Esse volume confirma a liderança absoluta dos aeroportos na escolha dos turistas.

A via aérea foi a porta de entrada para 66,04% do total de 9,2 milhões de estrangeiros e brasileiros residentes no exterior, que visitaram o Brasil em 2025, superando as vias terrestre, marítima e fluvial somadas.

Nesse cenário de alta demanda, os terminais da região Sudeste concentraram o maior fluxo de chegada. Apenas pelos aeroportos do estado de São Paulo, entraram 2.737.901 visitantes internacionais. O Rio de Janeiro aparece na sequência, tendo sido a porta de entrada para 2.130.991 turistas. O ranking dos principais estados de acesso por via aérea inclui ainda Santa Catarina (488.114), Bahia (202.335) e Ceará (112.643), evidenciando a capilaridade da malha internacional para além do eixo Rio-São Paulo.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números provam que a conectividade aérea é a alavanca do turismo. “Quando garantimos aeroportos modernos e seguros, estamos dizendo ao mundo que o Brasil está pronto para receber. O turista internacional exige eficiência na chegada, e esse crescimento no fluxo de visitantes mostra que nossa infraestrutura está cumprindo seu papel de conectar o país aos grandes emissores globais, gerando emprego e divisas aqui dentro”, disse.

A atração de visitantes também foi impulsionada pelo aumento da oferta de voos. Em 2025, foi registrado um crescimento de 14,1% na oferta de assentos, batendo recorde histórico pelo segundo ano consecutivo. Com tarifas aéreas em queda (redução real de 10,9% no acumulado desde 2022) e um ambiente regulatório seguro, o Brasil consolidou-se como um destino acessível e competitivo.

Infraestrutura preparada

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o fluxo recorde valida os investimentos realizados na modernização da infraestrutura. O sistema aeroportuário nacional não apenas suportou a chegada desses 6,1 milhões de visitantes internacionais, como operou, no total, a movimentação histórica de 130 milhões de passageiros em 2025 (somando voos domésticos e internacionais), conforme balanço da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC).

Para ser capaz de absorver esse crescimento de demanda, a qualificação da infraestrutura foi tratada como prioridade estratégica. O setor aéreo recebeu atenção especial dentro do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal), com uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, contemplando melhorias em 31 aeroportos de 16 estados.

Além disso, a confiança do mercado na clareza e segurança regulatória do Brasil se traduziu em maior aporte de recursos. O ano de 2025 registrou R$ 2,6 bilhões em investimentos privados, somados a R$ 608,4 milhões em investimentos públicos diretos, garantindo a modernização contínua dos terminais e a melhoria da experiência de quem visita o Brasil.

Para 2026, a meta do MPor é seguir ampliando a conectividade internacional, com foco na atração de novas rotas para aeroportos do Nordeste e Norte, descentralizando ainda mais as portas de entrada do turismo no país.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 28/01/2026

Por Ministério dos Portos e Aeroportos

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Buscas por voos para o Brasil disparam na China após anúncio de isenção de visto https://www.ocafezinho.com/2026/01/24/buscas-por-voos-para-o-brasil-disparam-na-china-apos-anuncio-de-isencao-de-visto/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/24/buscas-por-voos-para-o-brasil-disparam-na-china-apos-anuncio-de-isencao-de-visto/#respond Sat, 24 Jan 2026 14:46:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224966

O anúncio da isenção de visto para cidadãos chineses em viagens de curta duração ao Brasil provocou uma alta imediata no interesse por destinos brasileiros nas plataformas de turismo da China. Dados da empresa chinesa Qunar mostram um salto expressivo nas buscas por passagens poucas horas após a confirmação da medida.

As pesquisas por voos para Brasília cresceram 84% em apenas uma hora. Já Rio de Janeiro teve aumento de 27% no mesmo intervalo, enquanto São Paulo registrou alta de 22%. Pequim, Xangai, Guangzhou, Shenzhen e Hangzhou aparecem entre as principais cidades de origem das buscas.

A isenção foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em regime de reciprocidade à política chinesa que já permite a entrada de brasileiros sem visto para estadias de até 30 dias. Segundo o governo brasileiro, a decisão faz parte do esforço de aprofundar a cooperação bilateral e estimular o intercâmbio entre os dois países. A data de início da medida ainda será divulgada.

Além do salto imediato, as buscas por voos entre cidades chinesas e destinos brasileiros cresceram mais de cinco vezes na comparação semanal. Algumas rotas tiveram picos ainda maiores: Guangzhou e Xiamen chegaram a registrar altas entre 200% e 400% em poucas horas.

Especialistas do setor avaliam que a nova política reduz barreiras e deve impulsionar o Brasil como destino de longa distância, especialmente às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar. A expectativa é de forte demanda durante o Festival da Primavera de 2026.

O movimento se soma a uma estratégia mais ampla de promoção do Brasil no mercado chinês. A Embratur voltou à feira ITB China em 2025 após seis anos e firmou parcerias com grandes plataformas de viagem para ampliar a visibilidade do país.

A China já é uma das fontes de turistas que mais crescem no Brasil. Em 2024, cerca de 76 mil chineses visitaram o país, alta próxima de 80% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e novembro de 2025, o número chegou a quase 100 mil visitantes, crescimento de 34% na comparação anual, consolidando o Brasil como o principal destino da América Latina para turistas chineses.

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Lula anuncia isenção de visto a cidadãos chineses https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/lula-anuncia-isencao-de-visto-a-cidadaos-chineses/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/23/lula-anuncia-isencao-de-visto-a-cidadaos-chineses/#respond Fri, 23 Jan 2026 15:20:19 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224933 Ato é em reciprocidade à medida adotada pela China desde 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22).

Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23), o Palácio do Planalto explicou que a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação em áreas da “fronteira do conhecimento”.

A política de isenção de visto da China passou a incluir os cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025, com validade de um ano que posteriormente foi ampliada até 31 de dezembro de 2026.

A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Peru e Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.

O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos.

Brasil, Argentina e Chile estão entre as cinco maiores economias da região. Desde 2024, a maioria dos países europeus, bem como Japão e Coreia do Sul, não precisam de visto para viajar para a China.

Os portadores de passaportes comuns válidos desses países, são isentos da exigência de visto ao entrarem na China para fins de negócios, turismo, visita a familiares ou amigos, intercâmbios e trânsito. Eles podem permanecer no país por no máximo 30 dias sem visto.

Telefonema

O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos.

Os dois líderes conversaram sobre o adensamento das relações bilaterais desde a visita do presidente Xi ao Brasil e a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável, em novembro de 2024. A esse respeito, destacaram as sinergias entre os respectivos projetos nacionais de desenvolvimento, em especial nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.

O presidente Lula anunciou, nesse contexto, que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.

A iniciativa eleva a pareceria estratégica entre os dois países.

Com informações do Planalto e Agência Brasil em 23/01/2026

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Carnaval deve movimentar R$ 18,6 bilhões e impulsionar o turismo https://www.ocafezinho.com/2026/01/22/carnaval-deve-movimentar-r-186-bilhoes-e-impulsionar-o-turismo/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/22/carnaval-deve-movimentar-r-186-bilhoes-e-impulsionar-o-turismo/#respond Thu, 22 Jan 2026 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224904 Principais beneficiados devem ser os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento em todo o Brasil

O Carnaval de 2026 deve impulsionar fortemente a atividade turística no Brasil, com previsão de faturamento de R$ 18,6 bilhões apenas no mês de fevereiro — crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Caso a projeção se confirme, será o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do IBGE.

O desempenho reflete o momento positivo vivido pelo setor, sustentado pelo aumento da renda, pela geração de empregos e pela desaceleração da inflação, fatores que fortalecem o consumo e estimulam as viagens pelo país. Mesmo com o Carnaval sendo ponto facultativo, a data tradicionalmente movimenta intensamente a cadeia do Turismo, com destaque para os segmentos de transporte aéreo e rodoviário, hospedagem, locação de veículos, alimentação e entretenimento.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a expectativa é de que a festa consolide o bom momento do setor e gere oportunidades em todas as regiões do país. “Esses R$ 18,6 bilhões projetados mostram a força do Carnaval como indutor do turismo e do desenvolvimento econômico. É um período que movimenta milhões de brasileiros, gera emprego, renda e fortalece os pequenos e médios negócios, além de valorizar nossa cultura e os destinos nacionais”, destacou o ministro.

Além das grandes viagens, os deslocamentos regionais e de curta distância também contribuem de forma significativa para a economia local, beneficiando hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias de turismo e prestadores de serviços em destinos urbanos e litorâneos. “O empresário do Turismo pode se beneficiar do potencial aumento de receita nessa esteira do segmento de lazer, que começa em dezembro e se estende até o carnaval”, destacou o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.

A programação de blocos de rua, eventos culturais e festas em capitais e cidades turísticas amplia o fluxo de visitantes e aquece o comércio, reforçando o papel do Carnaval como um dos principais motores da temporada de verão.

Principais destinos

Levantamento da plataforma Booking.com aponta que destinos como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) lideram as preferências dos viajantes, contemplando diferentes perfis de público — desde quem busca combinar praia, calor e grandes festas até aqueles que querem aproveitar intensamente a folia urbana. Entre os turistas internacionais, cidades como Florianópolis (SC) e São Paulo (SP) também figuram entre os destinos mais desejados para o período.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 22/01/2026

Por Fábio Marques – Ministério do Turismo

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Lapa: aqui não é Friendly. Aqui é Real https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/lapa-aqui-nao-e-friendly-aqui-e-real/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/20/lapa-aqui-nao-e-friendly-aqui-e-real/#respond Tue, 20 Jan 2026 09:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224770 (*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJna cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi

Por Rollo — escrevendo direto da calçada da Lapa, onde o agora não espera, o passado não se comporta e a cidade ainda acontece antes de virar legenda


A Lapa não é “point”, nem “circuito”, nem “friendly”. A Lapa é território. Ali ninguém pede desculpa por existir, ninguém pede licença pra beijar na boca e ninguém precisa provar que é “do bem” pra entrar. Antes do marketing arco-íris, antes do pix, antes da moral seletiva, a Lapa já era gay por sobrevivência, por mistura e por desejo. Quem entende isso, fica. Quem não entende, chama de bagunça. E talvez esteja certo — porque foi nessa bagunça organizada que muita gente aprendeu, pela primeira vez, que viver fora do armário também pode ser viver no mundo.

A Lapa, no Rio de Janeiro, nunca dormiu direito. Ela cochila. E cochilar, convenhamos, é muito mais inteligente que dormir. Dormir é luxo burguês. Cochilar é estratégia de sobrevivência. Um olho fechado, o outro aberto, sempre desconfiado — como quem já foi acordada à força, com cassetete moral, decreto higienista e sermão fora de hora. Quem anda por ali à noite sente: o chão fala. E não é metáfora poética pra disfarçar texto ruim. É sensação física mesmo. O calçamento range. As paredes escutam. Cada esquina já viu coisa demais pra fingir inocência. Cada bar sabe histórias que jamais passariam num edital, muito menos num post institucional com fonte neutra.

A Lapa é o lugar onde o Rio arrancou a fantasia de cidade-cartão-postal, jogou no chão e decidiu viver sem pedir desculpa. Sem legenda. Sem filtro. Sem “conteúdo patrocinado”. Talvez por isso ela tenha virado o que virou: o maior território LGBT do Brasil. Não por decreto. Não pelo pink-money. Mas por insistência e teimosia organizada. Ali, gente rica divide calçada com quem não tem CEP fixo. Corpo branco dança com corpo preto sem pedir autorização ao algoritmo. Nordeste conversa com Zona Sul sem apresentar currículo. Artista, trabalhador informal, drag, ator, prostituta, estudante, político discretamente enrustido, turista curioso — todo mundo misturado como a cidade nunca ousou misturar de dia. E não é mistura decorativa. É mistura de verdade.

A Lapa é território assumidamente gay. Não “gay-friendly”. Não “tolerante”. Gay mesmo. Onde todas, todos e todes se cruzam, se reconhecem, se olham sem legenda e — pasme — se desejam. Onde beijo na boca não pede autorização. Onde mãos se encontram sem desculpa. Onde a pegação acontece como linguagem social, e o que alguns chamariam de dogging aparece menos como fetiche importado e mais como sinal de uma cidade que ainda permite o encontro real. Onde, depois do riso, do drink barato, da música alta e da conversa atravessada, muita gente simplesmente parte junta para algum outro lugar — qualquer lugar — para o exercício simples, ancestral e político do amor carnal consentido.

Sem culpa. Sem encenação. Sem pedir desculpa à moral alheia. A Lapa virou um mundo real, não um gueto. E isso incomoda profundamente. Porque não é “bairro temático”. Não tem curadoria. Não tem regra clara. É vida acontecendo no improviso: com falha, atraso, gargalhada fora de hora, beijo torto, língua rápida, promessa que talvez não se cumpra e ressaca moral no dia seguinte.

Madame Satã passa por aqui

Madame Satã / Walter Firmo / Instituto Moreira Salles
Madame Satã / Walter Firmo / Instituto Moreira Salles

Se existe um espírito que entende a Lapa, esse espírito atende por Madame Satã. João Francisco dos Santos atravessou o século XX como quem atravessa um ringue depois de uma noite mal dormida: apanhando, revidando, tropeçando, dançando — e ainda saindo de salto. Negro. Pobre. Gay. Nordestino. Um erro estatístico para o Brasil oficial. Na Lapa, virou mito. Madame Satã não queria ser símbolo. Não pediu placa. Não solicitou homenagem póstuma. Ele só queria existir do jeito dele — o que, naquele país, já era crime suficiente. Seu corpo virou manifesto sem precisar escrever tese. A performance virou proteção. A audácia virou método de sobrevivência. Quando a polícia batia, ele ficava. Quando a moral apontava o dedo, ele rebolava. Quando mandavam calar, ele cantava mais alto — às vezes desafinado, mas nunca em silêncio. Isso não é folclore. É fundação. A Lapa não nasceu boêmia por acaso. Ela foi construída na base do enfrentamento elegante, da ironia afiada e da cafajestagem necessária. Foi ali que a vida gay carioca aprendeu a se organizar antes de saber que isso se chamava política, quando política ainda era palavra feia e orgulho era artigo de luxo. Bares mudavam de nome. Portas mudavam de lugar. Entradas viravam fundos. Senhas circulavam em sussurros dignos de filme noir tropical. O risco era constante. Mas o desejo era maior. Desejo de corpo. Desejo de encontro. Desejo de não viver escondido.

A Lapa ensinou uma lição que o Brasil ainda se recusa a aprender: mistura não enfraquece — fortalece. Por isso virou esse território vivo, pulsante, contraditório, às vezes sujo, às vezes bonito demais pra caber numa foto quadrada. Um espaço onde a comunidade LGBT não ficou isolada numa redoma higienizada, mas misturada ao mundo, com todas as tensões, conflitos, amores improváveis, transas possíveis, quedas feias e ressacas emocionais que isso implica. E talvez por isso mesmo a Lapa seja tão atacada. Tão romantizada. Tão mal compreendida.

Uma estátua para quem nunca se curvou

Às vezes penso — e aqui não tem nada de ironia — que a Lapa devia marcar os 50 anos da morte de Madame Satã do jeito certo: com uma estátua dele, iluminada cenicamente, na Praça Luana Muniz — aquele pedaço de chão que antes se chamava Praça João Pessoa, mas que a própria Lapa tratou de rebatizar com mais verdade histórica. Em pé. Corpo erguido. Nada de pose de herói clássico. Nada de verniz monumental. Até porque a Lapa já entende bem de santos fora do catecismo. Ali, aos pés dos Arcos, existe um santuário dedicado a Zé Pelintra, malandro de paletó branco, gravata vermelha e ética própria. Faltaria apenas esse outro guardião da noite. Uma estátua menos para congelar o mito e mais para lembrar o método. Um recado silencioso — porém bem claro — para quem passa, para quem governa, para quem insiste em higienizar a cidade: esse território existe porque alguém ousou existir quando isso ainda dava cadeia, tapa e silêncio forçado.

O que a Lapa nos devolve

E talvez seja por isso que, doa a quem doer, a Lapa seja melhor que a Farme de Amoedo. Porque ali ninguém faz carão permanente como se estivesse num catálogo humano esperando aprovação. Ninguém mede valor em PIX, em networking, em quem é “bem relacionado” ou “bem resolvido espiritualmente”. Na Lapa, o corpo chega antes da pose. O afeto vem antes da moral. O desejo vem antes da explicação. Ninguém pergunta quanto você ganha — pergunta se você fica. Se fica mais um pouco. Se atravessa a rua junto. Se continua a noite em outro lugar qualquer. É imperfeita. Ruidosa. Desigual. Às vezes dura. Às vezes perigosa. Mas é real. E num país que insiste em transformar tudo em vitrine, a Lapa segue sendo território. Não cenário. Não passarela. Território vivo. Onde Madame Satã não seria atração turística com horário marcado — seria só mais um, beijando na boca, rindo torto, sumindo na esquina, como quem nunca foi embora.


(*) Rollo é ator profissional e ex-integrante do Conselho Estadual de Política Cultural do RJna cadeira do Audiovisual. Atualmente, integra o elenco do espetáculo teatral “O Bem Amado”, de Dias Gomes, ao lado de Diogo Vilela, com direção de Marcus Alvisi.

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Em novembro, volume de serviços cresceu 2,7% em um ano. E receita, 7,4% https://www.ocafezinho.com/2026/01/13/em-novembro-volume-de-servicos-cresceu-27-em-um-ano-e-receita-74/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/13/em-novembro-volume-de-servicos-cresceu-27-em-um-ano-e-receita-74/#respond Tue, 13 Jan 2026 16:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224464 Em novembro de 2025, o volume de serviços no Brasil ficou apenas 0,1% abaixo do recorde da série histórica, registrado no mês anterior. Movimento está 20% acima do período anterior à pandemia

Em novembro de 2025, o volume de serviços do país mostrou variação negativa de 0,1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal e interrompeu uma sequência de nove resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 3,8%. Dessa forma, o setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e opera, em novembro de 2025, 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.

Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda frente ao mês anterior: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) mostraram avanços na comparação com outubro de 2025. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês.

Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, observa que “o resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”.

Em relação a novembro de 2024, o setor de serviços cresceu 2,5%, seu vigésimo resultado positivo seguido. Essa alta foi acompanhada por quatro das cinco atividades e por 47,6% dos 166 serviços investigados. Os principais impactos positivos nessa comparação vieram de informação e comunicação (3,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%). Os demais avanços vieram de profissionais, administrativos e complementares (3,2%); e dos outros serviços (1,9%).

A única influência negativa veio dos serviços prestados às famílias (-1,0%), devido à redução das receitas vindas de restaurantes, hotéis e espetáculos teatrais e musicais.

Informação e comunicação lideram os ganhos no acumulado no ano

O acumulado até novembro de 2025, comparado a igual período de 2024, cresceu 2,7%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades e em 53,6% dos 166 tipos de serviços abrangidos pela PMS. As contribuições positivas mais importantes vieram do setor de informação e comunicação, que cresceu 5,4% e foi impulsionado pelos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; e suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação.

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos prestados às famílias (0,9%).

Em sentido oposto, os outros serviços (-0,9%) exerceram a única influência negativa, pressionados, em grande parte, pela menor receita vinda de atividades auxiliares dos serviços financeiros; manutenção e reparação de veículos automotores; administração de cartões de crédito; corretores e agentes de seguros, de previdência complementar e de saúde; e manutenção e reparação de computadores e de equipamentos periféricos.

Rodrigo Lobo explica que “desde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação tem mostrado grande dinamismo, na medida em que tem havido demanda crescente por consultoria em tecnologia da informação, por desenvolvimento e licenciamento de softwares, tratamento de dados, provedores de conteúdo etc. Os serviços de TI têm sido um dos motores do setor de serviços nos últimos anos e isso continua a se confirmar ao longo do ano de 2025”.

Atividades Turísticas têm variação positiva de 0,2% em novembro

Em novembro de 2025, o índice de atividades turísticas teve variação positiva de 0,2% em comparação ao mês anterior, sendo o quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,4%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 13,0% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 0,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Para o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, “este resultado faz o turismo se recuperar da perda de 2,3% observada entre maio e julho. Em novembro, como o resultado foi muito próximo da estabilidade, não tivemos movimentos muito expressivos, mas podemos dizer o que as receitas dos restaurantes tiveram um ligeiro predomínio sobre o recuo observado no transporte aéreo de passageiros”.

Oito dos 17 locais mostraram taxas positivas frente a outubro. A influência positiva mais relevante ficou com São Paulo (0,9%), seguido por Bahia (1,9%), Pará (5,3%) e Goiás (2,9%). Já os destaques negativos foram Rio de Janeiro (-3,2%), Distrito Federal (-5,0%) e Rio Grande do Sul (-2,9%).

Na comparação com novembro de 2024, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 2,1%, sua décima oitava alta consecutiva. Houve taxas positivas em 14 das 17 UFs onde o indicador é investigado, com destaque para Rio de Janeiro (4,0%), São Paulo (1,2%), Pará (24,4%), Rio Grande do Sul (7,8%), Bahia (5,6%) e Paraná (4,7%). Os três impactos negativos do mês vieram de Minas Gerais (-5,4%), Goiás (-6,9%) e Santa Catarina (-3,5%).

Transporte de passageiros recua 0,5% e transporte de cargas varia –0,1%

Em novembro de 2025, o volume de transporte de passageiros no Brasil apresentou retração de 0,5% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o segmento está 12,5% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 13,5% abaixo do ápice da série histórica (fevereiro de 2014).

Já o transporte de cargas mostrou ligeiro decréscimo (-0,1%) e está 2,7% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 40,5% acima do nível pré-pandemia.

Com a COP30, setor de serviços no Pará tem 2º avanço seguido

Belém, capital do Pará, sediou entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025 a 30ª Conferência da ONU sobre mudanças climáticas (COP 30), o que acabou gerando impactos econômicos para o estado nesse mês. O volume de serviços no Pará registrou o segundo avanço seguido, com ganho acumulado de 4,9%. Com isso, o estado alcançou o ápice de sua série, em novembro de 2025. As atividades econômicas que mais impactaram o setor de serviços no Pará foram: serviços na área de limpeza, segurança, concessionárias de aeroportos, transporte aéreo de passageiros, alojamento e alimentação, locação de automóveis e aluguel de geradores de energia.

Com participação de 1,09% no volume total de serviços, o avanço dos serviços no Pará exerceu o terceiro maior impacto positivo na comparação com outubro, na série ajustada sazonalmente. Além disso, foi a quinta maior contribuição na comparação com novembro de 2024. Tais efeitos ilustram alguns dos desdobramentos econômicos detectados com a organização deste evento de grande porte na cidade de Belém.

Mais sobre a pesquisa

A PMS permite o acompanhamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que tenham serviços não financeiros como sua principal atividade, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da federação. Os dados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMS, relativa ao mês de dezembro de 2025, será em 12 de fevereiro de 2026.

Publicado originalmente pela Agência de Notícias IBGE em 13/01/2026

Por Sabrina Pirrho – Editoria Estatísticas Econômicas

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Exclusivo! Freixo fala sobre o potencial de turismo do Brasil https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/exclusivo-freixo-fala-sobre-o-potencial-de-turismo-do-brasil/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/09/exclusivo-freixo-fala-sobre-o-potencial-de-turismo-do-brasil/#comments Fri, 09 Jan 2026 20:05:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224317 2 Comentários 🔥]]> “Superamos todas as expectativas e fizemos de 2025 o maior ano da história do turismo internacional no Brasil. Levamos ao mundo a marca da nossa autenticidade, da nossa diversidade, o soft power brasileiro que tanto tem encantado o planeta”, nos contou Marcelo Freixo, presidente da Embratur, em entrevista exclusiva num restaurante em Niterói, alguns dias atrás.

Em 2025, o Brasil quebrou sua própria barreira histórica, registrando a chegada de 9,3 milhões de turistas estrangeiros. O número representa um salto de 37,1% em relação a 2024 e pulveriza um recorde que, desde 1974, quando a série histórica começou a ser medida, parecia teimosamente estagnado abaixo dos 7 milhões de visitantes.

O turismo global, após a paralisia pandêmica, vive uma era de reinvenção. Em 2025, o setor contribuiu com quase 12 trilhões de dólares para o PIB mundial e gerou mais de 370 milhões de empregos.

No Brasil, o turismo já representa 8% do PIB. O número impressiona porque se aproxima dos 12% do petróleo, tradicionalmente visto como o motor econômico do país. É uma mudança estrutural silenciosa, mas profunda, que reposiciona o Brasil não apenas como exportador de commodities, mas como protagonista de uma economia de serviços voltada para o mundo.

As tendências para 2026 apontam para mudanças no perfil do viajante global. O turismo ecológico ganha força, e aqui o Brasil se destaca com seus seis biomas preservados. A cultura brasileira, com sua diversidade gastronômica, musical e étnica, também atrai cada vez mais turistas em busca de autenticidade.

Enquanto o mundo pós-pandêmico redescobre o prazer de viajar, o país parece, finalmente, começar a traduzir seu vasto potencial em números concretos.

Leia a seguir trechos da entrevista.


Miguel do Rosário: Como estava a Embratur e o turismo brasileiro de forma geral quando você assumiu essa missão em 2023?

Marcelo Freixo: A imagem do Brasil era a pior possível. Uma imagem de negacionismo, de má relação com a pandemia, que era uma questão mundial, e a questão ambiental, as queimadas. Então a imagem do Brasil para o mundo era muito ruim.

Esse já era o primeiro desafio. O presidente Lula, quando me passou a presidência da Embratur, foi muito claro: ele dedicaria seu primeiro ano a restabelecer a imagem do Brasil no mundo, viajando muito, e queria a Embratur ativa, promovendo o Brasil. Mas a própria Embratur tinha uma estrutura muito danificada pelo governo anterior.

No governo Bolsonaro, transformaram a Embratur de autarquia em agência. A ideia poderia ser boa, mas o projeto original previa que 5% do SESC e do SENAI financiariam a agência (o que nunca chegou a vigorar), seguindo o modelo da Apex. Só que, na hora de votar no Congresso, essa transferência de recursos caiu. Criaram uma agência sem orçamento: sem a LOA da autarquia e sem os 5% do sistema S. Quando eu cheguei, tinha em caixa dinheiro para apenas quatro meses de salário. Era esse o quadro.

Miguel do Rosário: Como você resolveu esse quebra-cabeça orçamentário?

Marcelo Freixo: Primeiro, fui conversar com o governo. Tenho boa relação, fui ao Haddad, à Simone Tebet, ao Alckmin — que é um grande aliado e tem uma visão muito boa para o turismo. Expliquei que era interessante manter o modelo de agência, menos engessado, mas que precisávamos de uma solução.

A solução veio em partes. Primeiro, a Embratur já tinha um convênio com o Sebrae para feiras internacionais. Conseguimos mais do que dobrar esse valor, o que ampliou nossas ações, mas não resolvia a folha de pagamento. Depois, negociamos uma transferência direta do Ministério do Turismo, voltando a ter uma parcela do orçamento público, mas mantendo o status de agência. E, por fim, conseguimos incluir um percentual das apostas esportivas (bets) no nosso orçamento. Levei um ano para resolver, mas hoje temos a folha em dia e investimentos para ações internacionais.

Miguel do Rosário: O Brasil atingiu 9,3 milhões de turistas em 2025, um recorde histórico. Mas a França sozinha recebe cerca de 90 milhões de visitantes por ano. Por que essa diferença é tão grande? O Brasil tem chance de chegar perto desses números?

Marcelo Freixo: Essa comparação do Brasil com a Europa não se pode fazer. Primeiro, o Brasil é duas vezes maior que toda a Europa em termos de território. A França está no miolo da Europa, em cinco horas você cruza o continente inteiro. Em cinco horas você não cruza nem o Brasil.

E do mercado europeu para o Brasil, você tem o oceano de distância. Tem um estudo que mostra que 86% das viagens internacionais duram no máximo 5 horas. Então, uma viagem internacional faz o europeu viajar pela Europa inteira, mas não faz o cara chegar no Brasil.

O fato do Brasil estar na América do Sul faz com que a gente tenha que ser comparado, em termos de números internacionais, à América do Sul. E hoje, o Brasil é o maior destino de turismo internacional de toda a América do Sul e de toda a América Central, só perdendo para o México.

E o México fica muito próximo dos Estados Unidos, recebe um fluxo de norte-americanos enorme porque é praticamente vizinho. Então essa coisa da distância, essa coisa da geografia, é muito mais determinante no turismo internacional do que a gente imagina.

A gente nunca tinha passado de 6,5 milhões, o recorde era esse. E agora chegamos a 9,3 milhões.

Miguel do Rosário: E como essa nova estrutura e orçamento resolvido se traduziram em ações concretas?

Marcelo Freixo: O pulo do gato foi técnico. Montamos dois centros estratégicos dentro da Embratur: um centro de inteligência de dados, com as melhores pessoas do Brasil em inovação e turismo, e um centro de modais, com profissionais experientes de aeroportos como Galeão e Guarulhos.

O centro de dados nos diz tudo: quem vem, quanto gasta, quando vem, para onde vai. Temos um painel disponível online para qualquer dono de pousada, prefeito ou secretário. A Embratur virou um centro de referência. Toda a nossa política é baseada em planejamento com dados. Eu sei para onde o italiano vai, para onde o francês vai, o que ele consome, quando ele vem, qual a melhor época de promover o Brasil lá fora.

Já o centro de modais nos dá relação direta com todas as companhias aéreas. Com isso, agimos de forma cirúrgica. Por exemplo: o argentino tradicionalmente vinha para Búzios, Florianópolis e Rio Grande do Sul. Nossos dados mostraram que ele poderia se expandir pelo Nordeste. Fomos às companhias aéreas e conseguimos viabilizar voos diretos da Argentina para Fortaleza. O número de argentinos cresceu 80% em um ano. Dos 9 milhões de turistas em 2025, 3 milhões vieram da Argentina.

Miguel do Rosário: E o plano de marketing internacional?

Marcelo Freixo: A última vez que o Brasil tinha um plano de marketing internacional foi 2004, o plano Aquarela, feito pelo Eduardo Sanovicz, que foi o primeiro presidente da Embratur. Vinte anos, cara. Em vinte anos, muita coisa muda, o país mudou completamente.

Aí a gente fez um novo plano de marketing internacional, o plano Brasis. O Brasil é um país único, mas não é um só. A gente pegou esse plano e adaptou a cada unidade da federação.

Nossa equipe técnica foi a cada capital lançar um plano de marketing específico para aquele estado. Por exemplo, Minas Gerais pode receber turismo internacional de onde? Do Chile, da França. A gente já sabe qual turismo internacional pode chegar ali, já chama as companhias aéreas que podem fazer aquele voo, já aciona o poder público e o poder privado daquele lugar.

Fizemos isso nas 27 unidades do Brasil. É um trabalho de política pública que o Brasil nunca tinha realizado. Por isso esse crescimento acontece em todos os estados. Não tem nenhuma região do Brasil que não tenha crescido.

Miguel do Rosário: Você mencionou a importância de ir além dos destinos óbvios. Há exemplos dessa inovação?

Marcelo Freixo: A gente ampliou muito a capacidade do Brasil em novos produtos. Sempre tivemos um potencial muito grande de afroturismo, mas nunca foi trabalhado como um produto. Fomos para todas as pessoas que trabalham com afroturismo e começamos a capacitar e trabalhar com eles.

A inteligência de dados mostrou que há um turismo afro-americano muito forte nos Estados Unidos que viaja para a África. Por que não para o Brasil, que é a maior nação negra fora da África?

Fomos a Gana, Nigéria, África do Sul, trouxemos operadores para conhecer a Bahia, o Rio. O resultado é que mais que dobramos o número de turistas desses países.

E tem a Rota do Samba, em Oswaldo Cruz, no Rio. É um projeto que começa na casa do Candeia. Antes, você passava na frente e não sabia. Chamamos o coletivo Negros Muros, eles pintaram o Candeia no muro, e a gente botou uma inovação.

Hoje você chega lá, tem um QR Code, você bota no telefone, tem toda a playlist do Candeia, tem tudo sobre ele em duas línguas. São 10 pontos que contam a história do samba e da Portela, passando pela Portelinha, pelo berço do Nozinho onde o Walt Disney foi, pela história do Paulo da Portela. Termina na quadra da Portela.

Oswaldo Cruz está recebendo turista pra caramba por causa da Rota do Samba. Com guias que são mulheres da própria comunidade, que estudaram turismo e estão lá trabalhando. Eu não estou falando do Cristo, não estou falando de Ipanema. Estou falando de Oswaldo Cruz. O turismo tem esse poder de disputar o significado dos territórios.

Miguel do Rosário: Essa dimensão do turismo como gerador de emprego parece central. Como você vê isso?

Marcelo Freixo: Turismo não é sobre quem viaja, o turismo é sobre quem recebe. Porque se eu entender que turismo é sobre quem viaja, eu acho que o turismo é um privilégio, é coisa pra pouca gente. Só que eu tô falando de 8 milhões de empresas. Eu tô falando do primeiro emprego de muita gente.

Meu primeiro emprego foi entregador de papel na rua. Ninguém entrega mais papel na rua. Meu segundo emprego foi bancário, que também ninguém consegue hoje porque as agências bancárias estão no telefone celular.

Então o primeiro emprego hoje é num bar, é num restaurante, é num hotel, é numa pousada. É no turismo. O turismo é a geração de emprego, sem contar o trabalho informal.

E não tem substituição por I.A. Pelo contrário. Eu posso resolver tudo pelo telefone hoje, mas se eu quero conhecer tal lugar, não posso pelo telefone. Ao contrário, a inovação facilita você se deslocar no mundo.

Miguel do Rosário: E como isso se conecta com outras indústrias criativas?

Marcelo Freixo: A gente descobriu que 44% dos norte-americanos viajam para algum lugar que eles assistiram num filme ou numa série. Então tem uma relação muito direta do mundo hoje com o audiovisual. A Nova Zelândia investiu nisso, a Coreia, a Espanha investiu. Você anda em Madrid hoje, tem um cara vestindo de Casa de Papel na rua.

Aí o que eu fiz? Eu fui para o Ministério da Cultura, com a Margaret e com o Márcio Tavares, e falei: cara, temos que criar uma film commission nacional. Uma film commission brasileira, porque a gente tem film commission no Rio de Janeiro, em São Paulo, tem mais de 20 pelo Brasil, mas são municipais, às vezes estaduais.

O Brasil não tem uma film commission pra atrair filmagens pra cá. E aí, agora em março (de 2026), vai ser criada uma film commission brasileira, fruto desse estudo da relação de turismo com audiovisual.

Miguel do Rosário: Há uma visão estratégica maior nisso?

Marcelo Freixo: Todos os produtores de petróleo hoje investem no turismo. A Arábia Saudita, todo mundo tá investindo pesado no turismo. Porque eles já entenderam que daqui a pouco o turismo é fonte de recurso.

A gente tem 6 biomas, a gente tem um país incrível. A gente precisa colocar o turismo numa gaveta mais estratégica. O turismo não é um detalhe. O turismo não é lazer. E o nosso campo político ainda pensa o turismo de uma maneira muito precária.

Eu também era um desses, por isso que eu entendo. Quando eu fui para a Embratur eu tomei um susto, porque eu fui estudar e falei: opa, a gente está lidando com um negócio aqui que é muito grande. Isso é a grande solução para o modelo de desenvolvimento que a gente tem.

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Como invernos com menos neve afetam o Natal na Europa https://www.ocafezinho.com/2025/12/21/como-invernos-com-menos-neve-afetam-o-natal-na-europa/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/21/como-invernos-com-menos-neve-afetam-o-natal-na-europa/#respond Sun, 21 Dec 2025 21:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223411 À medida em que a mudança climática aquece o planeta, os Natais nevados vão ficando mais incertos na Europa. Setor de turismo já se adapta.

Em qualquer lugar do mundo, as decorações de Natal estão repletas de referências a gelo e neve. Tradicionalmente, as ruas nos países frios se vestem de branco nesta época.

Luzes em forma de pingentes de gelo iluminam pinheiros, e tecidos brancos decoram vitrines. Até o menino Jesus é agasalhado para uma noite fria e nevada numa manjedoura que, incongruentemente, estaria no Oriente Médio.

E mesmo no Brasil ou em países como Austrália e Nova Zelândia, onde a data cai no verão e é muitas vezes celebrada com churrasco na praia, a associação entre Natal, neve e frio é onipresente, com ajuda da colonização, do capitalismo e das decorações de plástico.

Mas, agora, à medida em que a mudança climática aquece o planeta, os Natais nevados vão ficando mais incertos na Europa, e alguns efeitos disso já são perceptíveis.

Saudade da neve

Na Suécia, a ideia de um inverno nórdico “de verdade”, com um espesso manto de neve, é vista por muitos como parte da identidade nacional. Mas, no sul do país, a queda de neve se tornou mais rara nas últimas décadas.

Decorações de Natal no mundo associam a festividade à neve | Robin Utrecht/picture alliance

“As gerações mais velhas têm histórias muito detalhadas sobre como era viver com neve e que incluem castelos de neve, trenós ou ir de esqui para a escola”, explica a etnógrafa Erika Lundell, da Universidade de Malmö, que estuda os aspectos culturais da neve e do inverno.

Mas, para os suecos mais jovens, segundo ela, isso não faz parte do cotidiano. Eles estão mais acostumados a ver neve suja e congelada ou lama derretida.

“Existe uma ideia extremamente forte nesta parte do mundo de que é preciso haver neve para que o Natal seja perfeito.” A maioria conta que “sente falta da neve”, daquele inverno clássico popularizado por séculos de canções, histórias e imagens.

Perda cultural “enorme”

A Europa, o continente que mais se aquece no mundo, registrou um recuo no número médio de dias com neve ao longo dos últimos 40 anos. Dois dos invernos mais quentes já registrados aconteceram nos últimos cinco anos.

Na América do Norte, áreas tradicionalmente geladas, como a região dos Grandes Lagos, na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, também estão passando por um processo de degelo. O inverno relativamente ameno de 2020, por exemplo, teve pouquíssimo gelo sobre os mares interiores, que normalmente têm cerca de 40% da superfície congelada.

“Culturalmente essa perda será um choque enorme”, diz o pesquisador de turismo e sustentabilidade Colin Michael Hall, da Massey Business School, na Nova Zelândia. Para ele, essa ausência será sentida de forma particularmente intensa em lugares como Rovaniemi, a autoproclamada “cidade natal oficial do Papai Noel”, no norte da Finlândia.

Os visitantes da cidade esperam o pacote completo: passeios de trenó, o bom velhinho e, claro, diversão na neve. Mas a mudança climática está afetando o “país imaginado do Natal”.

“Em termos de número de visitantes, para Rovaniemi o Natal é o auge”, afirma. “Foi assim que eles se posicionaram durante muitos anos, foi assim que se fixaram no imaginário das pessoas. E é muito difícil se afastar disso.”

Turismo adaptado

Agências de viagens que organizam passeios natalinos e invernais no norte da Europa já adaptaram algumas atividades e se veem obrigadas a ser mais transparente com os clientes sobre o que esperar.

“Há 15 anos, apostávamos fortemente em imagens tradicionais de paisagens cobertas de neve, que refletiam o que os viajantes esperavam naquela época”, disse um porta-voz de uma empresa na Islândia à DW. “Quase todos os nossos passeios incluíam atividades de inverno, como trenós puxados por cães, trenós de renas, motos de neve e experiências em geleiras.”

Hoje, diante da falta de neve, os fornecedores passaram a usar trenós de huskies com rodas. A Vila do Papai Noel em Rovaniemi permanece aberta o ano todo, com o bom velhinho recebendo visitantes faça sol, faça chuva – ou neve.

“A iconografia está presente, e isso claramente vai continuar conosco por muito tempo”, afirma Hall. Para os operadores turísticos, isso também significa oferecer passeios que valorizem outras “experiências culturais locais” e celebrar o Ano Novo com fogueiras e fogos de artifício.

Lundell prevê que talvez a ênfase na neve e no frio se volte para outro símbolo importante da estação: a interação entre luz e escuridão. “Talvez, no futuro, o inverno seja conhecido mais como a estação escura do que como a estação fria.”

Publicado originalmente pelo DW em 20/12/2025

Por Martin Kuebler

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Exclusivo: “Serei candidato a deputado federal pelo PT”, diz Marcelo Freixo https://www.ocafezinho.com/2025/12/17/exclusivo-serei-candidato-a-deputado-federal-pelo-pt-diz-marcelo-freixo/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/17/exclusivo-serei-candidato-a-deputado-federal-pelo-pt-diz-marcelo-freixo/#comments Wed, 17 Dec 2025 14:13:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223175 1 Comentário 🔥]]> Durante o governo anterior, a Embratur sofreu uma degradação institucional sem precedentes. A agência se transformou em um cabide de empregos para militares, que ocupavam cargos estratégicos sem qualificação profissional. Nos corredores da empresa, pessoas andavam armadas rotineiramente. Relatos de funcionários indicam que, durante reuniões, havia armas sobre as mesas de trabalho. Esse era o estado caótico em que a instituição se encontrava.

Esses são alguns relatos de Marcelo Freixo em entrevista exclusiva para o jornalista Miguel do Rosário, editor do portal O Cafezinho, realizada nesta segunda-feira 15 de dezembro de 2025, num café em Niteroi.

Paralelamente, a imagem internacional do Brasil estava severamente prejudicada pelo negacionismo em relação à pandemia, pelas questões ambientais e pelos ataques à democracia. Essa deterioração da reputação do país resultou em uma queda drástica no número de turistas estrangeiros que visitavam o Brasil. A combinação entre uma agência de turismo desmantelada e uma imagem país abalada criou um cenário de crise completa no setor.

Mas em 2025, o Brasil caminha para um recorde histórico: 9 milhões de turistas internacionais. Até novembro, o país havia recebido 8,4 milhões de visitantes em apenas 11 meses, representando um crescimento de 40,6% em relação ao mesmo período de 2024. O recorde anterior havia sido em 2018, com 6,62 milhões de turistas.

Segundo dados atualizados da Embratur, a receita turística nos 11 primeiros meses de 2025 alcançou R$ 199,65 bilhões (US$ 36,3 bilhões).

Durante a entrevista, Freixo discutiu os desafios enfrentados para recuperar a Embratur, as perspectivas do turismo como ferramenta de desenvolvimento para o Brasil e seus planos políticos para o futuro.

“O turismo hoje é 8% do PIB,” afirma Freixo. Isso equivaleria a aproximadamente R$ 965 bilhões — uma receita equivalente a seis vezes o orçamento do Bolsa Família. De acordo com a Embratur, o turismo é responsável por 8 milhões de empregos entre formais e informais, sendo 290 mil deles empregos formais criados em 2025. É um dos setores que mais gera emprego no país.

Marcelo Freixo começou sua trajetória política no PT em 1995, deixando o partido em 2004. Em 2005, filiou-se ao PSOL, permanecendo por 16 anos.

Em junho de 2021, deixou o PSOL e ingressou no PSB para disputar as eleições estaduais de 2022 como candidato ao governo do Rio de Janeiro, mas perdeu para Claudio Castro, reeleito no primeiro turno com 58,19% dos votos válidos.

Em janeiro de 2023, Freixo retornou ao PT, partido pelo qual atualmente é filiado.

Foi nomeado presidente da Embratur pelo presidente Lula em 13 de janeiro de 2023, logo no início do governo. A Embratur é vinculada ao Ministério do Turismo.

Freixo nos contou que deverá ser candidato a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, numa estratégia combinada com o próprio presidente Lula para fortalecer a nominata do PT.

Trechos da entrevista:

Miguel do Rosário: Como você encontrou a Embratur quando assumiu?

Marcelo Freixo: A imagem do Brasil estava muito comprometida internacionalmente. O negacionismo em relação à pandemia, aliado aos problemas ambientais e às queimadas, criaram uma percepção muito negativa do país no exterior.

A Embratur havia sido lotada de militares, sem qualificação profissional. As pessoas circulavam armadas nos corredores. Funcionários relatavam que havia armas sobre as mesas durante reuniões. Era um quadro de completa desorganização.

Miguel do Rosário: E como você lidou com a questão financeira?

Marcelo Freixo: Quando assumi, havia apenas quatro meses de salários em caixa. Essa era a situação orçamentária que encontrei. Fui falar com o Lula, conversei com Haddad, Tebet [Simone Tebet, ministra do Planejamento] e Alckmin [ministro da Indústria e Comércio], que é um grande aliado e possui uma visão estratégica clara sobre turismo. Considerei importante manter o modelo de agência, evitando retornar à autarquia por ser muito engessada, mas era necessário resolver essa questão orçamentária.

A Embratur tinha um convênio com o Sebrae para realização das feiras internacionais. Conseguimos fazer esse valor mais do que dobrar. Depois, quando se discutiu a questão dos bets, um percentual deles também veio para a Embratur. Assim, consegui resolver o orçamento estrutural, mantendo a agência via Ministério do Turismo.

O orçamento que vem do governo é de 150 milhões de reais. Além disso, 1% dos bets também vem para a Embratur, representando aproximadamente o mesmo valor. Levei um ano para resolver toda essa questão orçamentária.

Miguel do Rosário: Como a Embratur está promovendo o Brasil no exterior?

Marcelo Freixo: Montamos um centro de inteligência e dados. Assim, sei quem vem para o Brasil, quanto gasta e quando vem. A gente tem um painel disponível para cada dono de pousada, cada dono de hotel, cada prefeito, cada secretário.

Toda a política da gente é baseada em planejamento com dados. Eu sei para onde o italiano vai, para onde o francês vai, o que consome, quando vem, qual a melhor época para promover o Brasil lá.

Por exemplo, o argentino vinha até Búzios, Florianópolis e Rio Grande do Sul. O Centro de Inteligência de Dados mostrou que a Argentina podia se expandir pelo Nordeste. Aí a gente tem um centro de modais que trabalha com as companhias aéreas. Conseguimos voos da Argentina para Fortaleza. O número de argentinos cresceu 80% de um ano para o outro.

Miguel do Rosário: Qual é a importância do turismo para o Brasil?

Marcelo Freixo: O turismo pode ser uma grande solução para o modelo de desenvolvimento do século XXI. Todos os produtores de petróleo investem pesadamente nele. A Arábia Saudita, como muitos outros países, compreendeu que essa é uma fonte de recursos estratégica para o futuro.

Miguel do Rosário: Você mencionou algo sobre audiovisual e turismo. Como é essa relação?

Marcelo Freixo: Quem mais viaja no mundo são chineses e norte-americanos. O chinês está muito longe, o norte-americano não. É o terceiro país em número de turistas que visitam o Brasil. Sempre foi o segundo, mas foi ultrapassado pelos chilenos, que agora são o segundo maior grupo de visitantes, depois da Argentina.

44% dos norte-americanos viajam para algum lugar que assistiram num filme ou numa série. Existe uma relação muito direta entre o mundo e o audiovisual. A Nova Zelândia investiu nisso, a Coreia investiu, a Espanha investiu. Você anda em Madrid e tem um cara vestindo de Casa de Papel na rua.

Olhando esse estudo da relação de turismo com audiovisual, fui para o Ministério da Cultura com a Margaret e com o Márcio Tavares e falei: temos que criar uma Film Commission brasileira. O Brasil não tinha uma estrutura nacional para atrair filmagens, pois as que existem no Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades são municipais ou estaduais. Agora em março vai ser criada essa comissão, fruto desse estudo.

Miguel do Rosário: Existe risco da IA afetar os empregos no turismo?

Marcelo Freixo: Não, ao contrário. Posso te dar exemplos aqui uma tarde inteira. Você pode resolver um problema no banco pelo telefone, mas não pode conhecer um lugar pelo telefone. Se eu falar que quero conhecer tal lugar, não é pelo telefone, não.

Você ganha tempo para fazer a viagem. A inovação facilita você se deslocar no mundo. Vou dar um exemplo maior ainda: hoje a gente tem uma quantidade grande de gente que mora em Pipa, que mora em Paraty, que mora em Búzios, que trabalham online e que vivem nesses lugares. A gente estimula esse tipo de turismo, porque o turismo é sobre quem recebe.

Miguel do Rosário: Quais são alguns dos projetos que a Embratur desenvolveu?

Marcelo Freixo: A gente trabalhou muito a relação do turismo com outros fatores. Criamos a Rota do Samba em Oswaldo Cruz, com dez pontos de inovação. Você chega lá, encontra um QR Code no telefone, toda a playlist do Candeia na casa dele, e tudo sobre o artista em duas línguas.

Passa pela história do Paulo da Portela, pela Portelinha, pelo Bar do Nozinho, onde Walt Disney foi. Isso é inovação. O bairro está atraindo visitantes de forma impressionante por causa da rota do samba, com guias que são mulheres de Oswaldo Cruz que estudaram turismo. Desenvolvemos o afroturismo.

Miguel do Rosário: E seus planos na política para 2026?

Marcelo Freixo: O primeiro plano é eleger Lula presidente da república. Essa é a coisa mais importante que a gente tem para fazer em 2026, porque se a gente perde a eleição para presidente, todo o restante de qualquer projeto desanda.

Se em janeiro de 2023 eu tivesse dito que quando chegasse em dezembro de 2025 a gente teria tirado o Brasil do mapa da fome, aprovado a promessa do presidente Lula de isenção para quem ganha 5 mil, diminuído a desigualdade ao seu nível mais positivo, reduzido a inflação e atingido a menor taxa de desemprego, você teria dito: ‘Porra, eu duvido, porque esse congresso é difícil.’ Mas se vocês conseguirem isso, o governo Lula vai estar com 98% de aprovação.

Nós conseguimos tudo isso e a gente está disputando uma eleição difícil. Então o mundo mudou. Não basta apenas fazer. Tem um desafio de comunicação muito profundo que o Brasil está vivendo. Precisamos nos empenhar muito na organização da campanha do presidente Lula como prioridade e lançar uma nominata forte para deputado e senador. Por isso eu venho para deputado federal, já combinado com ele.

Abaixo, um pequeno vídeo que gravei durante a mesma entrevista:

 

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Brasil é reeleito para presidência do Conselho-Executivo da ONU Turismo https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/brasil-e-reeleito-para-presidencia-do-conselho-executivo-da-onu-turismo/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/11/brasil-e-reeleito-para-presidencia-do-conselho-executivo-da-onu-turismo/#respond Tue, 11 Nov 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221037 O Brasil foi reeleito para presidir o United Nations World Tourism Organization (UN Tourism) — mais precisamente, assumiu a presidência do UN Tourism Executive Council (Conselho-Executivo) para o mandato em curso, posição que reforça sua inserção no cenário internacional do turismo. De acordo com a página oficial da agência, o Brasil figura como “Chair” do Executivo em 2025.

A eleição representa importante reconhecimento da atuação brasileira no setor, em paralelo ao avanço de programas de investimentos e atração de turistas estrangeiros. Conforme comunicado do governo brasileiro, o país, por meio do ministro do Turismo Celso Sabino, assumiu a presidência em 23 de janeiro de 2025, em evento realizado em Madrid.

No pronunciamento de posse, Sabino destacou que “é hora de promover justiça, solidariedade, responsabilidade e sustentabilidade” no turismo mundial e afirmou que há “muito a ser feito, principalmente em termos de legislação e regulação do setor”.

O Conselho-Executivo da UN Tourism, órgão responsável por definir políticas e diretrizes estratégicas para o turismo internacional, terá no Brasil um protagonista nessa agenda.

Para o governo brasileiro, a presidência do Conselho constitui avanço no reposicionamento do país no palco global. O embaixador do Brasil junto à Espanha, Orlando Leite Ribeiro, afirmou que esse resultado “reforça o reconhecimento” do esforço da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para incrementar a visibilidade internacional do Brasil.

A tomada de posição do Brasil ocorre ao mesmo tempo em que o país inaugura o primeiro escritório regional da UN Tourism nas Américas, instalado no Rio de Janeiro. Segundo nota da pasta do Turismo, o escritório deve servir para articular políticas e promover o turismo de forma mais integrada no continente.

A decisão também traz implicações práticas para o setor turístico brasileiro: com a presidência, aumentam as oportunidades de influenciar a agenda global de turismo sustentável, e de atrair investimentos associados ao setor no Brasil. Em comunicado do governo, foi citado que, nos primeiros três trimestres de 2024, o país recebeu cerca de US$ 212 milhões em receitas internacionais ligadas a atividades turísticas, o que representou crescimento de 231% sobre o mesmo período de 2023.

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Rio de Janeiro registra alta de 51,7% no número de turistas estrangeiros e supera níveis pré-pandemia https://www.ocafezinho.com/2025/10/08/rio-de-janeiro-registra-alta-de-517-no-numero-de-turistas-estrangeiros-e-supera-niveis-pre-pandemia/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/08/rio-de-janeiro-registra-alta-de-517-no-numero-de-turistas-estrangeiros-e-supera-niveis-pre-pandemia/#respond Wed, 08 Oct 2025 17:22:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218832 O Rio de Janeiro vive um momento de impulso no turismo internacional. De janeiro a setembro de 2025, o estado registrou um crescimento de 51,7 % no número de visitantes estrangeiros em comparação ao mesmo período de 2024. Segundo dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, foram 1.630.927 desembarques em 2025, ante 1.075.879 no ano anterior.

Em setembro, por sua vez, esse aumento também foi sentido: o mês registrou 156.993 chegadas de turistas estrangeiros, alta de 35,4 % sobre os 116.004 desembarques no mesmo mês de 2024.

A Argentina lidera isoladamente como principal origem dos viajantes, com 593.292 visitantes ao longo do período analisado. Na sequência vêm o Chile (276.475), os Estados Unidos (161.752), o Uruguai (76.890) e a França (63.642).

Para Marcelo Freixo, presidente da Embratur, os números refletem uma estratégia eficaz de reposicionamento internacional: “O Rio de Janeiro é um grande cartão-postal do Brasil no mundo e esses números refletem que o nosso trabalho de mostrar ao mundo um Rio que vai muito além de sol e praia, um Rio com uma cultura pulsante, gastronomia forte, afroturismo, ecoturismo tem dado certo. O sucesso do Rio é o sucesso do Brasil”.

Esse desempenho positivo no Rio acompanha o cenário nacional. Entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil recebeu cerca de 7.099.237 turistas internacionais — um volume 45 % maior do que no mesmo período em 2024 — superando, inclusive, a meta anual prevista pelo Plano Nacional de Turismo 2024-2027, que estimava 6,9 milhões de chegadas para todo o ano.

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Gastos com turismo nacional sobem 11,7% em 2024, aponta IBGE https://www.ocafezinho.com/2025/10/02/gastos-com-turismo-nacional-sobem-117-em-2024-aponta-ibge/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/02/gastos-com-turismo-nacional-sobem-117-em-2024-aponta-ibge/#respond Thu, 02 Oct 2025 22:11:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218388 Segundo dados do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE, os gastos com viagens nacionais que incluíram pernoite chegaram a R$ 22,8 bilhões, alta de 11,7% em relação ao ano anterior, quando o total foi de R$ 20,4 bilhões. O aumento ocorreu mesmo sem crescimento no número de viagens, que permaneceu em 20,6 milhões.

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o resultado indica que viajar ficou mais caro ou que as famílias têm optado por roteiros de maior custo. “Tivemos o mesmo número de viagens e um gasto maior, o que significa que viajar está mais caro ou, então, as pessoas estão fazendo viagens mais caras”, explicou.

A proporção de domicílios em que ao menos um morador viajou em 2024 foi de 19,3% do total estimado no país, equivalente a 15 milhões de lares. O percentual é praticamente o mesmo de 2023 (19,8%), mas representa queda em comparação ao período da pandemia, quando o turismo foi abruptamente interrompido: em 2020, 13,9% dos domicílios relataram viagem, número que caiu para 12,7% em 2021.

A finalidade das viagens manteve-se estável em relação a anos anteriores. Em 2024, 85,5% foram pessoais, principalmente por lazer (39,8%) ou para visitar familiares e amigos (32,2%). Já as viagens profissionais representaram 14,5% do total, com destaque para negócios e trabalho (82,7%). As viagens motivadas por lazer cultural e gastronômico foram as que mais cresceram na série histórica da pesquisa, saltando de 15,5% em 2020 para 24,4% em 2024.

O lazer ligado a sol e praia continua como a preferência nacional, embora em queda: em 2020, esse tipo de viagem representava 55,5% do total, caindo para 44,6% em 2024. Já o gasto médio foi maior entre turistas que viajaram para o Nordeste, chegando a R$ 2.523 por pessoa, apesar de os viajantes da região serem os que menos gastaram quando viajaram para outros destinos (R$ 1.206).

O Sudeste concentrou tanto as origens (43,9%) quanto os destinos (41,2%) das viagens nacionais, seguido por Nordeste (27,4%) e Sul (17,6%). Como destino específico, Alagoas se destacou com o maior gasto médio (R$ 3.790). Já o Distrito Federal registrou os maiores gastos entre turistas que partiram da região (R$ 3.090).

Em relação à hospedagem, 40,7% das viagens tiveram estadia em casas de amigos ou parentes, o que mantém esse tipo de acomodação como a mais utilizada no país. Hotéis e resorts aparecem em segundo lugar, com 18,8%.

O levantamento também revelou desigualdades no acesso ao turismo. Entre os domicílios de menor renda (até meio salário mínimo per capita), apenas 10,4% tiveram algum morador viajando. No extremo oposto, 45,7% dos lares com renda de quatro ou mais salários mínimos registraram viagens. A principal razão para não viajar em 2024 foi a falta de dinheiro, mencionada por 39,2% dos lares, seguida pela falta de tempo (19,1%).

As viagens internacionais também avançaram. Em 2024, 3,3% do total de viagens tiveram como destino o exterior, alta de 11,1% em comparação a 2023. Foram registradas 688 mil viagens internacionais no ano passado, contra 619 mil no período anterior.

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Comércio de serviços da China cresce e reduz déficit histórico https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/comercio-de-servicos-da-china-cresce-e-reduz-deficit-historico/ https://www.ocafezinho.com/2025/09/30/comercio-de-servicos-da-china-cresce-e-reduz-deficit-historico/#respond Tue, 30 Sep 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=218203 Setor chinês cresceu 7,4% nos primeiros oito meses de 2025, impulsionado por exportações de viagens e serviços de conhecimento

O comércio de serviços da China manteve um desempenho sólido nos primeiros oito meses de 2025, registrando um crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O total de importações e exportações alcançou quase 5,25 trilhões de yuans (US$ 739 bilhões), segundo informou nesta terça-feira o Ministério do Comércio do país.

O aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações, que avançaram 14,7%, atingindo 2,3 trilhões de yuans, enquanto as importações cresceram de forma mais moderada, 2,3%, totalizando 2,95 trilhões de yuans. O resultado gerou uma redução significativa no déficit comercial de serviços, que caiu 228 bilhões de yuans em comparação com o mesmo período de 2024.

Serviços intensivos em conhecimento e viagens em destaque

Os serviços intensivos em conhecimento se mantiveram como um dos setores mais dinâmicos do comércio chinês, com importações e exportações somando 2,03 trilhões de yuans, um crescimento anual de 6,7%. Esse segmento, que inclui tecnologia da informação, pesquisa, consultoria e serviços profissionais, reflete a transformação gradual da economia chinesa, que vem priorizando atividades de maior valor agregado e inovação.

Outro destaque foi o comércio de serviços de viagens, que alcançou 1,45 trilhão de yuans, com um aumento anual de 8,6%. As exportações de serviços turísticos registraram um crescimento impressionante de 57,6%, indicando que a demanda internacional por pacotes de viagem e serviços relacionados a turismo chinês continua em expansão, especialmente após a retomada das viagens globais nos últimos anos.

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Cenário e perspectivas

O desempenho consistente do comércio de serviços chinês evidencia não apenas a recuperação econômica do país, mas também a crescente capacidade de competir em setores estratégicos globalmente, como tecnologia, educação e turismo. Analistas destacam que o crescimento das exportações de serviços de conhecimento e viagens não apenas fortalece a balança comercial, mas também contribui para o avanço do país em setores de maior valor agregado, reduzindo a dependência de produtos manufaturados tradicionais.

Com a estabilização das importações e a expansão das exportações, o setor de serviços da China mostra resiliência mesmo diante de um ambiente global incerto, marcado por tensões comerciais e flutuações econômicas internacionais. O aumento das receitas e a redução do déficit comercial indicam que o país consegue não apenas manter seu ritmo de crescimento, mas também reforçar sua posição estratégica como exportador de serviços de alto valor agregado.

À medida que a China avança em setores como turismo, educação, tecnologia e serviços financeiros, especialistas acreditam que o comércio de serviços continuará sendo um motor de crescimento econômico e uma ponte essencial para a integração do país na economia global nos próximos anos.

China e o desafio de transferir tecnologia limpa ao Sul Global: avanços, limites e perspectivas de cooperação

Nos últimos anos, a China consolidou sua posição como líder global na produção de tecnologia limpa, elevando recordes em energia solar e eólica, baterias elétricas e veículos elétricos (VEs). Esse crescimento transformou o país em um parceiro estratégico para nações do Sul Global que buscam expandir a geração de energias renováveis e avançar em economias de baixo carbono.

Entre janeiro e dezembro de 2024, quase metade das importações de tecnologias limpas chinesas foi destinada a países em desenvolvimento, totalizando mais de US$ 72 bilhões, com a exceção das baterias, cuja demanda global foi dominada pelos Estados Unidos e União Europeia. Esses produtos são cruciais para ampliar o acesso à eletricidade e impulsionar a infraestrutura de energia renovável, mas muitos governos do Sul Global desejam ir além da simples compra e venda, buscando uma cooperação tecnológica genuína.

A esperança é que a China seja não apenas fornecedora de produtos e serviços, mas também transmissora de conhecimento técnico para os setores produtivos e inovadores locais. No campo diplomático, Beijing já oferece bolsas de estudo, workshops e plataformas de cooperação técnica, com promessas de expansão desses programas na recente reunião da Organização de Cooperação de Xangai em Tianjin. No entanto, a transferência efetiva de tecnologia permanece complexa e, muitas vezes, controversa.

Experiências históricas e limitações atuais

A própria China se beneficiou de trocas de tecnologia no passado, tanto na década de 2010, com a parceria da BMW e da CATL para a produção de baterias elétricas, quanto durante a industrialização acelerada iniciada em 1978. No entanto, especialistas alertam que o Sul Global ainda enfrenta barreiras significativas para receber conhecimento “upstream”, ou seja, o núcleo tecnológico decisivo para os setores de energia limpa.

Segundo Anders Hove, do Instituto de Estudos Energéticos de Oxford, as parcerias estrangeiras na indústria automotiva chinesa evoluíram para mecanismos sofisticados que garantem que empresas estrangeiras participem da produção, mas não necessariamente do conhecimento central. “Não é possível colocar habilidades e conhecimentos em um contêiner. Mesmo que houvesse algum livro didático ou arquivo da Wikipedia que pudesse ser transferido, isso não resolveria o desafio fundamental de recursos humanos que os países em desenvolvimento enfrentam”, explica.

O Sudeste Asiático apresenta exemplos claros dessa dinâmica. Vietnã, Tailândia, Malásia e Indonésia receberam parte da produção chinesa, principalmente para montagem de painéis solares, mas o know-how permanece na China, limitando o impacto real sobre capacidades industriais locais. Mesmo setores estratégicos, como a fabricação de veículos elétricos na Tailândia e a produção de níquel na Indonésia, ainda dependem da expertise chinesa, embora a Indonésia tenha mais poder de barganha devido ao tamanho de seu mercado e ao controle sobre matérias-primas essenciais.

Experiências do Brasil como referência

Na América do Sul, o Brasil desponta como um exemplo de cooperação mais avançada. Empresas chinesas como BYD e Great Wall Motors inauguraram fábricas de veículos elétricos em Camaçari (Bahia) e São Paulo, respectivamente, enquanto a Goldwind montou unidades de turbinas eólicas. Para o país, a transferência de conhecimento tecnológico emergiu como “um dos pilares centrais da agenda bilateral”, segundo João Cumarú, especialista em relações Brasil-China.

Iniciativas de longo prazo, como o Centro Brasil-China de Mudanças Climáticas e Tecnologias Inovadoras, criado em 2009 por universidades de ambos os países, têm promovido intercâmbios acadêmicos e desenvolvimento conjunto em bioenergia, energia solar e eólica, além de transmissão de eletricidade. Projetos no setor agrícola e de combustível de aviação sustentável e o programa de satélites CBERS reforçam a importância da cooperação estruturada para a transferência de tecnologia.

Segundo Cumarú, intercâmbios eficazes exigem apoio governamental sólido, políticas claras sobre propriedade intelectual e incentivos para joint ventures. O financiamento, por meio de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, também é essencial para que a cooperação saia do papel.

Barreiras e incentivos para o Sul Global

Especialistas apontam que controle de exportações, falta de capacidade operacional e objetivos comerciais das empresas chinesas são obstáculos significativos. Para Jessica Liao, professora da Universidade Estadual da Carolina do Norte, “o incentivo das empresas não é ajudar a economia local, mas resolver o excesso de capacidade de produção interna da China”.

Mesmo assim, há espaço para aprendizado mútuo. Segundo Yixian Sun, pesquisador da Universidade de Bath, a transferência de tecnologia não deve ser um processo unidirecional, mas sim uma coevolução, na qual empresas chinesas e parceiros do Sul Global desenvolvam tecnologias de forma conjunta. Esse modelo pode ampliar a sustentabilidade das iniciativas e fortalecer cadeias de valor locais, apesar dos desafios estruturais e culturais.

Perspectivas e desafios

Enquanto a China mantém sua liderança global em energia limpa, o potencial de transformação para os países do Sul Global depende de políticas robustas, capacidade técnica local e mecanismos de cooperação claros. Os exemplos do Brasil e do Sudeste Asiático mostram que é possível avançar, mas também evidenciam a complexidade de equilibrar interesses comerciais e transferência de conhecimento estratégico.

O desafio, portanto, vai além da exportação de produtos: envolve educação, desenvolvimento de habilidades e criação de um ambiente institucional que permita absorver e adaptar tecnologias limpas, garantindo que a sustentabilidade se transforme em crescimento econômico de longo prazo.

A questão central permanece: a China continuará sendo apenas fornecedora de produtos ou se tornará também parceira na construção do conhecimento que permitirá ao Sul Global liderar a transição para energias renováveis? Até agora, os sinais são mistos, mas as experiências bilaterais e os centros de cooperação apontam para um caminho promissor, embora desafiador, de colaboração tecnológica global.

Com informações de Xinhua e Dialogue*

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Fortaleza se prepara para receber mais de 1.000 atletas nos Jogos Regionais do Nordeste 2025 https://www.ocafezinho.com/2025/08/14/fortaleza-se-prepara-para-receber-mais-de-1-000-atletas-nos-jogos-regionais-do-nordeste-2025/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/14/fortaleza-se-prepara-para-receber-mais-de-1-000-atletas-nos-jogos-regionais-do-nordeste-2025/#respond Thu, 14 Aug 2025 16:50:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215309 Evento realizado para empregados da Caixa Econômica Federal deve movimentar hotéis, restaurantes e comércio local entre 14 e 17 de agosto

Fortaleza será palco, de 14 a 17 de agosto, dos Jogos Regionais do Nordeste 2025, promovidos pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e pelas Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs) da região. A capital cearense receberá mais de 1.000 atletas de nove estados nordestinos, que disputarão modalidades esportivas e paralelas em clima de confraternização e integração. Os participantes são todos empregados e empregadas da Caixa.

Além do aspecto esportivo, o evento promete aquecer a economia local. Com a presença de competidores, equipes técnicas e familiares, a expectativa é de centenas de diárias de hotel e movimentação significativa em restaurantes, transporte, comércio e atrações turísticas.

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Com base em eventos similares, registrados pela Prefeitura de Fortaleza, o gasto médio por visitante na capital cearense, entre janeiro e julho deste ano, foi de R$ 4.350,40, considerando despesas com hospedagem, alimentação, entretenimento, compras e transporte. Com o evento da Fenae e Apcefs, o impacto financeiro pode ultrapassar R$ 4 milhões injetados na economia da cidade ao longo dos quatro dias, já que estarão presentes atletas, torcidas e organização dos Jogos.

Uma das novidades desta edição é a Arena Fenae/Apcef, montada na Avenida Beira Mar, que funcionará como espaço de convivência e lazer aberto aos participantes dos Jogos Regionais do Nordeste, com programação cultural, atrações musicais e área gastronômica. “Queremos que os atletas e suas torcidas se sintam pertencentes à Fortaleza, cidade que respira esporte, cultura, turismo e energia positiva”, afirma o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Os atletas disputarão 25 modalidades, entre atletismo, basquete, beach tennis, canastra, corrida rústica, damas, dominó, futebol society, futsal, natação, sinuca, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia, voleibol e xadrez. A abertura oficial está marcada para a noite do dia 14, com desfile das delegações e apresentações culturais, e as competições seguem até o dia 17. As disputas serão realizadas na Avenida Beira Mar, Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) Fortaleza, na Unifor (Universidade de Fortaleza) e na Apcef/CE.

Serviço
O que: Jogos Regionais do Nordeste 2025
Quando: 14 a 17 de agosto de 2025
Onde: Fortaleza (CE)
Mais informações: https://jogosregionaisnordeste.fenae.org.br/

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Cresce número de visitantes estrangeiros no Brasil no 1º trimestre do ano, aponta ONU Turismo https://www.ocafezinho.com/2025/07/15/cresce-numero-de-visitantes-estrangeiros-no-brasil-no-1o-trimestre-do-ano-aponta-onu-turismo/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/15/cresce-numero-de-visitantes-estrangeiros-no-brasil-no-1o-trimestre-do-ano-aponta-onu-turismo/#respond Tue, 15 Jul 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212813 Números mostram que desempenho do Brasil supera o de países da América Latina e Caribe

A entrada de turistas internacionais no Brasil registrou aumento de 48% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, superando destinos latino-americanos como Chile, Equador e Curaçao. Com o desempenho, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de melhor performance dos países analisados, divulgado pela ONU Turismo nesta segunda-feira (14/07), atrás apenas do Paraguai.

Entre janeiro e junho desse ano, o Brasil recebeu mais de 5,3 milhões de visitantes estrangeiros – um crescimento também na casa de 48% ante igual período do ano passado e o melhor resultado da série histórica no primeiro semestre.

O número representa 77,3% da meta prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027 para 2025, que projeta a entrada de 6,9 milhões de viajantes internacionais. Se o ritmo for mantido, o país poderá ultrapassar, já neste ano, a previsão de 8,1 milhões de turistas estrangeiros estabelecida para 2027.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, avalia que os dados reforçam a tendência de crescimento do turismo internacional no Brasil. “A posição do Brasil no ranking da ONU Turismo só reforça o excelente momento que estamos vivendo no turismo no nosso país. O crescimento apresentado é expressivo e mostra que o trabalho qualificado que estamos realizando em todas as regiões do país está trazendo o resultado esperado”, destaca Sabino.

Em 2024, o Brasil alcançou um recorde na chegada de turistas internacionais, quando 6.773.619 viajantes escolheram destinos nacionais para viagens a lazer ou negócios. O número superou o marco histórico de 2018, de 6.621.376 estrangeiros, até então a maior marca da série histórica, iniciada em 1970.

Visibilidade

O desempenho do turismo internacional no país reforça a estratégia do “Plano Brasis”, o Plano Internacional de Marketing do Turismo do Brasil. O documento, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur, busca consolidar destinos brasileiros nos mercados globais estratégicos e reposicionar a imagem do Brasil no exterior, valorizando a diversidade cultural, natural e a sustentabilidade do turismo brasileiro.

Os objetivos do “Plano Brasis” incluem o aumento do número de visitantes internacionais no país, a elevação da receita gerada a partir do turismo receptivo e a distribuição equilibrada do fluxo turístico no território nacional, entre outros.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 14/07/2025

Por Marco Guimarães – Ministério do Turismo

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Brasil pode antecipar meta de turistas em 2 anos https://www.ocafezinho.com/2025/07/04/brasil-pode-antecipar-meta-de-turistas-em-2-anos/ https://www.ocafezinho.com/2025/07/04/brasil-pode-antecipar-meta-de-turistas-em-2-anos/#respond Fri, 04 Jul 2025 19:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=212034 Com 5,3 milhões de visitantes estrangeiros no primeiro semestre, país se aproxima da meta total de 8,1 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo para 2027 – que pode ser superada ainda este ano

O turismo internacional no Brasil vive um momento histórico. Entre janeiro e junho de 2025, o país recebeu 5.332.111 turistas estrangeiros – um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado da série histórica para o primeiro semestre. O número representa 77,3% da meta prevista no Plano Nacional de Turismo 2024-2027 para este ano, que projeta a entrada de 6,9 milhões de visitantes internacionais. Se o ritmo for mantido, o Brasil poderá ultrapassar, já em 2025, a meta de 8,1 milhões de turistas originalmente estabelecida para 2027.

Apenas no mês de junho, 444.882 estrangeiros desembarcaram no país, um aumento de 33,8% (112.408 chegadas) na comparação com junho de 2024.

“O turismo no Brasil deixou de ser potencial e virou realidade. Estamos chegando nos patamares de chegada de turistas estrangeiros que o nosso país merece, num nível de crescimento que é o maior do mundo hoje. Isso tem gerado novos investimentos, milhares de empregos e renda em todo o país. O turismo tem se tornado essa indústria limpa, que desenvolve nosso país com sustentabilidade, dando oportunidades em todas as regiões do país, nas grandes, médias e pequenas cidades, resultado de um trabalho intenso da Embratur e Ministério do Turismo para mostrar ao mundo que somos muitos Brasis, além do sol e praia que todos já conheciam”, comemorou o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

Também com relação ao novo recorde, o Ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que “estamos vivendo o melhor momento do turismo brasileiro. Esses recordes são fruto de investimentos em infraestrutura, ampliação da malha aérea, capacitação de profissionais e ações estratégicas de promoção internacional. O Brasil tem atrativos únicos: natureza exuberante, cultura diversa e uma gastronomia rica. E, com a presença cada vez maior do país no cenário global, mais estrangeiros continuarão escolhendo o Brasil como destino”, afirmou o ministro.

Os dados da Polícia Federal mostram que entre o principais países emissores, a Argentina lidera com 2.323.891 visitantes no semestre, seguida por Chile (442.993) e Estados Unidos (410.189).

Publicado originalmente pela Agência Gov em 03/07/2025

Por Embratur

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Brasileira é encontrada morta em vulcão da Indonésia https://www.ocafezinho.com/2025/06/24/brasileira-e-encontrada-morta-em-vulcao-da-insonesia/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/24/brasileira-e-encontrada-morta-em-vulcao-da-insonesia/#respond Tue, 24 Jun 2025 14:30:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=211186
Juliana Marins, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, foi encontrada morta pela equipe de resgate, segundo a família. Ela estava presa em um penhasco desde sexta-feira (20), quando ela escorregou da trilha que estava fazendo no vulcão Rinjani, na Indonésia. Após a queda, ela conseguia apenas mover os braços e continuou deslizando para até mais de 600 metros abaixo do ponto da queda.

As buscas pela brasileira foram retomadas hoje após terem sido interrompidas diversas vezes devido a condições climáticas extremas. Foram mais de 75 horas que ela passou isolada, sem comida e nem água, e com graves ferimentos.

A região do vulcão Rinjani é de difícil acesso, com terreno íngreme, pouca visibilidade devido à neblina, pedras escorregadias devido à umidade, ventos fortes e trilhas que levam de 1 a 5 dias para a chegada no local.

Dois helicópteros estavam de sobreaviso para tentar um resgate de forma rápida e efetiva, mas as condições climáticas de ontem à noite não permitiram a decolada das aeronaves. Eles estavam tentando decolar hoje, mas também sem sucesso.

Rinjani tem um histórico de mortes e acidentes com turistas que o tentam escalar. Em maio deste ano, morreu um homem malaio. Em 2022, um português morreu após despencar de um penhasco no seu cume. Já em 2012, um grupo de sete estudantes morreu durante uma escalada no vulcão.

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Rio de Janeiro ultrapassa 1 milhão de turistas estrangeiros em 2025 https://www.ocafezinho.com/2025/06/12/rio-de-janeiro-ultrapassa-1-milhao-de-turistas-estrangeiros-em-2025/ https://www.ocafezinho.com/2025/06/12/rio-de-janeiro-ultrapassa-1-milhao-de-turistas-estrangeiros-em-2025/#respond Thu, 12 Jun 2025 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=210654 O número de chegadas de turistas internacionais no Brasil de janeiro a maio de 2025 superou os resultados de toda a série histórica para o mês

Mais de 1 milhão de turistas em cinco meses! O Rio de Janeiro registrou um crescimento de 52,3% nas chegadas internacionais entre janeiro e maio de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. O total do período foi de 1.032.537 turistas neste ano e 677.878 entre janeiro e maio de 2024. Somente no mês de maio deste ano, o estado da Cidade Maravilhosa recebeu 130.546 visitantes, somando 55,2% chegadas a mais que no mesmo mês do ano anterior, que havia registrado 84.116 visitantes. Nesses meses, foram realizados os shows de Lady Gaga (2025) e da Madonna (2024). Os dados são da Embratur com a Polícia Federal e o Ministério do Turismo e estão disponíveis no Portal de Dados da Agência.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, associa o bom resultado do estado ao trabalho da Agência para a promoção internacional do Brasil. “O Rio de Janeiro é conhecido no mundo inteiro como o portão de entrada do turismo internacional no Brasil e a sede de grandes eventos. Portanto, o crescimento representa o resultado do nosso esforço de promover esse destino lá fora e atrair ainda mais turistas internacionais, gerando assim, emprego e renda para a população carioca”, afirma.

Brasil segue crescendo

Nos primeiros cinco meses de 2025, o Brasil recebeu 4.887.229 visitantes internacionais, o que representa 70% da meta estipulada para o ano pelo Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027, que prevê a chegada de 6,9 milhões de turistas ao país até dezembro.

O número de chegadas de turistas internacionais no Brasil de janeiro a maio de 2025 superou os resultados de toda a série histórica para o mês. Foram 4,8 milhões de visitantes estrangeiros. O total representa um crescimento de 49,7% em relação aos primeiros cinco meses de 2024, quando chegaram 3,2 milhões visitantes do exterior. O mês de maio também foi recorde no Brasil. Ao todo, no período, o país registrou a entrada de 461.341 visitantes estrangeiros, 37,4% a mais que no mesmo período do ano passado, quando o registro ficou em 125.689.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comentou os resultados. “O momento que o turismo brasileiro está vivendo não tem precedente no mundo. Em 2025, a chegada de turistas internacionais cresce 50%, enquanto a previsão da ONU Turismo para o resto do mundo está entre 3% a 5%”, destaca.

Os números superaram os resultados observados no mesmo período no ano de 2024, bem como nos anos de 2016 a 2018, quando vieram entre 3,3 e 3,4 milhões de turistas residentes em outros países, nos cinco primeiros meses, em cada ano, conforme pode ser observado na Tabela 1 com o ranking de chegadas internacionais ao Brasil, no período de janeiro a maio, nos últimos 17 anos.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 12/06/2025

Por Embratur

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Brasília vai sediar a Visit Brasil Summit 2026, evento para promover o turismo https://www.ocafezinho.com/2025/05/22/brasilia-vai-sediar-a-visit-brasil-summit-2026-evento-para-promover-o-turismo/ https://www.ocafezinho.com/2025/05/22/brasilia-vai-sediar-a-visit-brasil-summit-2026-evento-para-promover-o-turismo/#respond Thu, 22 May 2025 09:03:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=209194 Com programação voltada à promoção do Brasil no cenário internacional, evento será realizado em abril e reforça o papel do turismo na economia nacional

A escolha de Brasília como sede reforça o objetivo de ampliar o alcance do Summit, descentralizando e diversificando as discussões sobre turismo sustentável e inovador

Após a bem-sucedida estreia do Visit Brasil Summit no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), a Embratur anunciou que a próxima edição do evento será realizada em Brasília. Promovida em parceria com o Sebrae, a iniciativa acontecerá em abril de 2026 no Museu da República, um dos principais símbolos da capital federal. A nova edição volta ao calendário com ainda mais relevância, celebrando os 60 anos da Embratur em um cenário de forte representatividade cultural e institucional.

A escolha da capital federal como próxima sede reforça o objetivo de ampliar o alcance do Summit, descentralizando e diversificando as discussões sobre turismo sustentável e inovador. Além disso, a edição de 2026 terá um caráter simbólico, uma vez que marca os 60 anos da Embratur, cuja sede também está em Brasília.

“O Visit Brasil Summit é mais do que um novo evento no calendário, é um espaço estratégico de diálogo e articulação para fortalecer o turismo brasileiro com base na sustentabilidade, na diversidade cultural e na valorização dos nossos territórios, valores que sustentam o nosso novo Plano Brasis”, destacou Marcelo Freixo, ao recordar o lançamento do novo Plano Internacional de Marketing, realizado no primeiro dia do Visit Brasil Summit.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou a importância estratégica do evento. “O evento permitiu reunir o Brasil que se dedica a planejar e pensar ações de capacitação e planos de trabalho para os nossos destinos turísticos. Conseguimos também divulgar os indicadores do setor e mostrar os valores turísticos do país. Temos uma missão essencial de preparar os empreendedores e empreendedoras para que possam tornar o turismo importante indutor da economia, gerando mais oportunidades, renda e inclusão”, afirma.

Sucesso na primeira edição

O presidente também celebrou o sucesso da edição de 2025, que reuniu cerca de 500 participantes presenciais. Durante dois dias, representantes do trade turístico, empresários, autoridades e especialistas debateram estratégias para posicionar o Brasil como um destino competitivo, sustentável e conectado às suas raízes culturais. O evento também foi transmitido ao vivo, ampliando seu alcance.

“Tivemos um grande evento que deu a dimensão do que o turismo merece no Brasil. Foram dias de muitas ideias e caminhos que vão muito além do lançamento do plano de marketing. Acho que demos ao turismo a grandeza e a relevância que ele precisava ter”, afirmou.

O presidente da Embratur também ressaltou que o evento seguirá promovendo conexões. “Queremos um turismo que gere oportunidades reais para o povo brasileiro, respeitando o meio ambiente e celebrando nossas origens. Esse é o caminho para colocar o Brasil no centro do turismo global com identidade e propósito”, concluiu.

O Visit Brasil Summit 2026 promete ser uma edição histórica, unindo debates qualificados, rodadas de negócios e uma programação cultural que expressa toda a diversidade do Brasil.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 21/05/2025

Por Embratur

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Movimentação nos aeroportos cresce 6% em março e ultrapassa 23 milhões de passageiros no trimestre https://www.ocafezinho.com/2025/04/24/movimentacao-nos-aeroportos-cresce-6-em-marco-e-ultrapassa-23-milhoes-de-passageiros-no-trimestre/ https://www.ocafezinho.com/2025/04/24/movimentacao-nos-aeroportos-cresce-6-em-marco-e-ultrapassa-23-milhoes-de-passageiros-no-trimestre/#respond Thu, 24 Apr 2025 18:01:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=207463 Números reforçam a tendência de crescimento do setor que tem apresentado bons resultados nos últimos meses

No primeiro trimestre deste ano, mais de 23,7 milhões de viajantes embarcaram em voos nacionais movimentando os aeroportos de todo o país. Apenas no mês de março, foram quase 8 milhões de passageiros. O número divulgado nesta quarta-feira (23.04) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) representa um crescimento de cerca de 6% para o terceiro mês do ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, destaca que os dados reforçam o Brasil como um mercado aéreo competitivo. “Estamos colhendo os frutos de uma gestão comprometida com o fortalecimento do turismo nacional. Esses números mostram que investir em infraestrutura, conectividade e promoção dos destinos brasileiros dá resultado. Vamos seguir trabalhando para que mais brasileiros tenham acesso às viagens e que o setor continue crescendo com inclusão e sustentabilidade”, afirmou.

Entre as rotas mais movimentadas em março, destacam-se as conexões entre as regiões Sudeste e Nordeste, que concentraram 25,95% do fluxo total de passageiros. Em seguida, vieram as rotas entre as regiões Sul e Sudeste (21,54%) e as viagens dentro da própria Região Sudeste (19,12%).

O Aeroporto Internacional de São Paulo–Guarulhos (GRU), maior terminal do país em volume de passageiros e operações, liderou a movimentação com mais de 2,2 milhões de embarques e desembarques. Na sequência aparecem o Aeroporto de Congonhas (SP), com 1,9 milhão de passageiros, e o Aeroporto Internacional de Brasília, com 1,1 milhão.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 23/04/2025

Por Fábio Marques – MTur

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