vacina - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/vacina/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 09 Feb 2026 17:48:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png vacina - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/vacina/ 32 32 Lula defende parceria com a China para produção de vacina https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/lula-defende-parceria-com-a-china-para-producao-de-vacina/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/lula-defende-parceria-com-a-china-para-producao-de-vacina/#respond Mon, 09 Feb 2026 18:15:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225672 Evento marcou início do uso da vacina do Butantan contra dengue

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (9), que não faltará dinheiro para pesquisas em saúde durante o seu governo.

Ainda, ao defender o multilateralismo em evento do Instituto Butantan, Lula falou sobre a parceria com China para a produção de vacinas no Brasil e que não está escolhendo o país asiático em detrimento dos Estados Unidos.

“Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que, ainda, a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China?”, disse Lula.

Em São Paulo, o evento marcou o início da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária de todo o país. O imunizante, 100% nacional, foi desenvolvido pelo Butantan, após mais de 15 anos de pesquisa financiada pelos governos paulista e federal.

“Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa, nem no Butantã e nem outro instituto de pesquisa desse país”, afirmou.

A previsão é proteger contra a dengue 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Butantan amplie a sua capacidade de produção.

Leia também: https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/lula-anuncia-r-14-bi-para-saude/

O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível e a expectativa é de que, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.

Lula também falou sobre as fake news que tentam desacreditar sobre a importância da vacinação e afirmou que é preciso convencer a sociedade a voltar a tomar vacinas, “como era antigamente”.

“Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, disse.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 09/02/2026

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Aline Leal

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Começa a vacinação contra dengue com imunizante do Butantan https://www.ocafezinho.com/2026/01/18/comeca-a-vacinacao-contra-dengue-com-imunizante-do-butantan/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/18/comeca-a-vacinacao-contra-dengue-com-imunizante-do-butantan/#respond Sun, 18 Jan 2026 20:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224687 Estratégia piloto do Ministério da Saúde ocorre em três municípios

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início neste domingo (18) à campanha de vacinação em massa contra a dengue na cidade paulista de Botucatu, com o uso da vacina Butantan-DV. O imunizante é o primeiro do mundo em dose única que previne contra a arbovirose, com tecnologia 100% nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan.

O estudo é desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e pelo Instituto Butantan.

Ao todo, o Ministério da Saúde decidiu vacinar a população de 15 a 59 anos de três municípios inteiros, antes de levar o imunizante para todo o Brasil. O objetivo é avaliar a efetividade da imunização, o impacto na população e a circulação do vírus na comunidade.

“Esse é o primeiro passo da vacina do Butantan no nosso calendário de vacinação da dengue”, declarou o ministro, neste domingo.

Estratégia piloto

Além de Botucatu, a estratégia piloto é realizada, a partir deste fim de semana, nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).

De acordo com o Ministério da Saúde, as cidades foram escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes, pelo histórico de vacinação e pela proximidade a outras grandes regiões metropolitanas.

O ministro Padilha confirma que a meta é ter 40% da população vacinada na faixa etária estabelecida pelo Ministério da Saúde.

“Nossa meta é chegar o mais rápido possível a cobrir essa população de 15 a 59 anos e, com isso, confirmar o que os estudos projetam. Se a gente chegar a 40 a 50% da população vacinada, além de proteger cada indivíduo que se vacina, essa vacina tem um forte impacto no controle da doença na cidade como um todo.”

Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG).

O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.

Botucatu

Esta é a segunda vez que o município de Botucatu realiza uma vacinação em massa para avaliar a efetividade de uma vacina. Em maio de 2021, teve início na cidade a vacinação contra a covid-19 com uma dose do imunizante produzido pelos laboratórios AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. À época o esquema vacinal teve impacto positivo nas internações hospitalares.

Para a escolha de Botucatu, o ministro da Saúde explicou que pesou o fato de o estado de São Paulo ter sido a unidade da federação que mais concentrou casos de dengue no ano passado e também onde teve maior circulação do dengue tipo 3.

“Como circulou dengue tipo 3 aqui, no estado de São Paulo, é uma grande oportunidade para a gente avaliar o impacto que essa vacina vai ter na dengue tipo 3, na possibilidade de controlar rapidamente a dengue na cidade.”

A prefeitura disponibilizou 28 pontos de vacinação, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.

Para evitar aglomerações, a recomendação é que as pessoas de 35 a 59 anos compareçam à sua unidade de saúde de referência pela manhã (8h às 12h30), e jovens de 15 a 34 anos, no período da tarde (12h30 às 17h). Os menores de 18 anos deverão estar acompanhados por um responsável legal.

Os locais de vacinação contra a dengue estão disponíveis no site da prefeitura de Botucatu.

Vacina nacional

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protege contra os quatro sorotipos da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

O estudo clínico do imunizante Butantan-DV comprovou eficácia de 74% contra casos gerais de dengue, de mais de 91% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações por dengue. Esse estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2024, com mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros.

O primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo adota a tecnologia de vírus vivo atenuado e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina internacional QDenga, de produção japonesa, com esquema de duas doses. Neste caso, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 18/01/2026

Por Daniella Almeida – repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Vinicius Lisboa

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Anvisa assina termo de compromisso para a vacina da dengue do Butantan https://www.ocafezinho.com/2025/11/26/anvisa-assina-termo-de-compromisso-para-a-vacina-da-dengue-do-butantan/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/26/anvisa-assina-termo-de-compromisso-para-a-vacina-da-dengue-do-butantan/#respond Wed, 26 Nov 2025 15:01:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=221982 Acordo vai ser assinado hoje

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assina nesta quarta-feira (26) com o Instituto Butantan um Termo de Compromisso para estudos e monitoramento da vacina da dengue.

Segundo a Assessoria de Comunicação Social do governo federal, a assinatura deste termo é a última etapa que falta para o registro da vacina.

No início de novembro já havia a previsão de aprovação da vacina da dengue do Butantã pela Anvisa. Daniel Pereira, diretor do órgão, explicou à Agência Brasil que “a vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”.

Ele explicou que a análise do imunizante demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram.

O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan será feito nesta quarta.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 26/11/2025

Edição: Valéria Aguiar

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Pesquisa sugere que vacina de zóster previne doenças do coração https://www.ocafezinho.com/2025/08/31/pesquisa-sugere-que-vacina-de-zoster-previne-doencas-do-coracao/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/31/pesquisa-sugere-que-vacina-de-zoster-previne-doencas-do-coracao/#respond Sun, 31 Aug 2025 17:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=216474 Imunizante está disponível apenas na rede privada do Brasil

A vacina contra herpes-zóster pode reduzir a possibilidade de doenças cardiovasculares graves, como acidente vascular cerebral (AVC), em adultos imunizados. Pesquisa mostra que pessoas de 18 a 50 anos vacinadas tiveram queda de 18% no risco dessas doenças, enquanto as com mais de 50 anos, em 16%.

A hipótese está no estudo científico que coleta, analisa e resume os resultados de outras pesquisas publicadas sobre o tema.

A revisão sistemática e meta-análise global intitulada Eficácia da vacina contra herpes-zóster em eventos cardiovasculares – uma revisão sistemática da literatura e meta-análise, é de autoria do médico Charles Williams, diretor associado global da GSK, companhia biofarmacêutica que produz medicamentos e vacinas.

O estudo foi apresentado na manhã de sábado (30) no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2025, em Madri, Espanha.

Estudo científico

O levantamento global reuniu 19 estudos para testar a eficácia da vacina e para observar o efeito da vacinação contra o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, em ocorrências cardiovasculares.

Dentre esses estudos, nove deles tiveram 53,3% dos participantes homens. Sete estudos relataram idades médias que variaram de 53,6 a 74 anos.

Juntos, esses estudos relataram a diminuição do risco absoluto de doenças do coração ou de circulação nas pessoas que receberam a vacina contra herpes-zóster. A diferença de taxa variou de 1,2 a 2,2 eventos a menos para 1 mil pessoas, por ano.

A recente declaração de consenso clínico da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre a vacinação como uma nova forma de prevenção da doença cardiovascular afirma que as vacinas devem ser consideradas como o quarto pilar da prevenção médica da doença cardiovascular, juntamente com os anti-hipertensivos, os medicamentos para baixar o colesterol e os medicamentos que tratam o diabetes.

Mais evidências

Responsável pela revisão sistemática, Charles Williams ressaltou, no entanto, a necessidade de mais estudos para confirmar se a vacina contra o herpes-zóster, usada para prevenir o cobreiro, de fato, está associada a um risco estatisticamente significativo menor de ataques cardíacos e AVCs.

Renato Kfouri relata que associação entre a vacina e redução de eventos cardiológicos tem evidências | SBIm/Divulgação

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, em entrevista à Agência Brasil, concorda.

“A infecção viral não é o único fator desencadeante de doenças cardiovasculares. Então, é preciso separar esses fatores que podem confundir – como a obesidade, hipertensão, diabetes – para que a gente entenda, realmente, o papel da vacina nessa prevenção.”

O infectologista brasileiro relata que essa associação entre a vacina e a diminuição dos riscos dos chamados eventos cardiovasculares já acumula evidências científicas e publicações em outros tipos de imunizações.

Renato Kfouri citou a gripe, causada pelo vírus influenza, que também pode ser desencadeador de infartos e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente. E que a vacina adotada anualmente para prevenir infecções, pode reduzir os riscos de problemas cardiovasculares.

“Evidências vão se acumulando, também, em relação à vacina do Zoster, que é um precipitador de eventos cardiovasculares a infecções. Consequentemente, a sua prevenção pode se traduzir em uma prevenção também para esses eventos cardiovasculares”, confirma.

Imunização no Brasil

No Brasil, a vacina contra o herpes-zóster está disponível apenas na rede privada de saúde. No entanto, em abril deste ano, o Ministério da Saúde solicitou avaliação técnico-científica à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa a relação custo-efetividade para subsidiar uma possível incorporação no calendário vacinal do Sistema Único de Saúde. Ainda não há parecer técnico.

O vice-presidente da SBIm, Renato Kfouri, comentou que muitas vacinas estão na fila para serem incorporadas ao SUS e que é preciso definir as prioridades dentro do orçamento público federal.

Na rede privada brasileiro, o preço da vacina contra herpes-zóster depende do tipo de imunizante e da clínica ou farmácia onde é aplicada.

O preço de uma dose da vacina varia entre R$ 850 e R$ 1 mil, em média. O esquema vacinal completo requer duas doses, aplicadas com intervalo de dois a seis meses, o que eleva o custo total da imunização para algo entre R$ 1,7 mil e R$ 2 mil.

Herpes-zóster

O Ministério da Saúde esclarece que a doença é causada pelo vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo que causa também a catapora.

Após a infecção inicial, o vírus permanece latente (sem efeitos perceptíveis) no sistema nervoso e pode reativar, causando o cobreiro em cerca de uma a cada três pessoas ao longo da vida.

A ativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, como os portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, HIV/aids, transplantados e outras circunstâncias.

Após a reativação, acredita-se que o VZV pode invadir vasos sanguíneos, levando a inflamação e possivelmente a complicações como o AVC.

O quadro clínico do herpes-zóster, ou seja, os sinais e sintomas da doença, na maior parte dos casos, são dores nevrálgicas (nos nervos); formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão; ardor e coceira locais;

Estes sintomas antecedem as lesões na pele avermelhadas. As regiões mais comprometidas, geralmente, são a torácica (53% dos casos) e a cervical (20%).

Renato Kfouri esclarece que a doença tem como grande consequência a neuralgia, a dor pós-evento agudo, que é incômoda. Mas, ele alerta que as complicações são as que mais chamam a atenção. “O herpes oftálmico, que pode levar a perda de visão. A neuralgia pós-herpética, que é muito mais comum com a idade [avançada]. Quanto mais idoso é o indivíduo, maior a chance de ele permanecer com dor. E dor é importante, o tratamento é difícil e, muitas vezes, impacta a qualidade de vida”, enumera.

Saiba mais sobre o herpes-zóster

Doenças cardiovasculares

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) continuam sendo a principal causa de morte em todo o mundo.

As DCVs representam 31% de todas as mortes em nível global.

Estima-se que 17,9 milhões de pessoas morreram por enfermidades do coração e dos vasos sanguíneos em 2016. Destes óbitos, estima-se que 85% ocorrem devido a ataques cardíacos e AVCs.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 30/08/2025

Por Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Aline Leal

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Fiocruz avança com plataforma nacional de vacinas de RNA mensageiro https://www.ocafezinho.com/2025/08/24/fiocruz-avanca-com-plataforma-nacional-de-vacinas-de-rna-mensageiro/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/24/fiocruz-avanca-com-plataforma-nacional-de-vacinas-de-rna-mensageiro/#respond Sun, 24 Aug 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215977 A primeira vacina a ser desenvolvida pela Fiocruz com essa tecnologia será contra a Covid-19

A Fiocruz, por meio de Bio-Manguinhos, desenvolveu a primeira plataforma nacional de RNA mensageiro (RNAm) para vacinas e terapias. A conquista representa um marco científico para o Brasil, ao garantir capacidade própria de pesquisa, desenvolvimento e produção dessa tecnologia considerada de vanguarda no mundo.

Com a plataforma inteiramente nacional e construída com apoio do Ministério da Saúde e recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiocruz passa a contar com uma base tecnológica que permite desenvolver novos produtos de forma ágil e com menor custo. Para cada doença, basta inserir a “informação genética” que será usada para induzir a resposta imunológica, sem a necessidade de reiniciar o processo desde o início. A tecnologia já foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A primeira vacina a ser desenvolvida pela Fiocruz com essa tecnologia será contra a Covid-19. Os testes toxicológicos já foram concluídos e a previsão é de que os estudos clínicos comecem ainda este ano. Além disso, pesquisas com RNAm já estão em andamento para vacinas contra leishmaniose e tuberculose, assim como para terapias voltadas a doenças como o câncer.

Segundo Patricia Neves, líder do projeto RNA de Bio-Manguinhos, “essa conquista é um marco importante para posicionar o Brasil na vanguarda da biotecnologia, reforçando nosso papel estratégico para a ampliação do acesso a medicamentos na América Latina e África”.

As vacinas produzidas com base no RNAm funcionam dando instruções ao sistema imunológico para combater agentes infecciosos de forma eficaz e segura. Um dos diferenciais da plataforma de Bio-Manguinhos é o envoltório lipídico, uma capa de gordura que protege o RNA, desenvolvido com características próprias. Esse avanço possibilitaria independência em relação a formulações de outras empresas, evitando custos adicionais e fortalecendo a autonomia tecnológica do país.

Essa tecnologia é estratégica para o fortalecimento do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS) e do Sistema Único de Saúde (SUS), pois possibilita a produção nacional de vacinas inovadoras em menor tempo e a custos reduzidos. Isso amplia o acesso da população brasileira a imunizantes de última geração e contribui para reduzir desigualdades globais em saúde, colocando o Brasil na vanguarda da ciência mundial.

Desde 2021, Bio-Manguinhos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como centro de referência em vacinas de mRNA na América Latina. O instituto iniciou pesquisas nessa área em 2018, inicialmente com foco em terapias contra o câncer de mama, e hoje consolida sua posição como protagonista na inovação em saúde pública.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 22/08/2025

Por Fiocruz

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Sem gotinha: entenda como fica novo esquema vacinal contra a pólio https://www.ocafezinho.com/2025/01/06/sem-gotinha-entenda-como-fica-novo-esquema-vacinal-contra-a-polio-2/ https://www.ocafezinho.com/2025/01/06/sem-gotinha-entenda-como-fica-novo-esquema-vacinal-contra-a-polio-2/#respond Mon, 06 Jan 2025 19:27:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=199954 Reforço vacinal aos 15 meses passa a ser injetável

Em 2025, crianças de 2 meses, 4 meses e 6 meses recebem exclusivamente a vacina injetável para prevenir casos de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Há também uma dose injetável de reforço, a ser aplicada aos 15 meses de vida. As populares gotinhas foram oficialmente aposentadas e deixaram de fazer parte do calendário de vacinação infantil brasileiro em novembro do ano passado.

Não se trata, portanto, de uma nova dose, mas de um novo esquema vacinal para promover a imunização contra a pólio. A mudança, de acordo com o Ministério da Saúde, é baseada em evidências científicas e recomendações internacionais. Isso porque a vacina oral poliomielite (VOP) contém o vírus enfraquecido e, quando utilizada em meio a condições sanitárias ruins, pode levar a casos da doença derivados da vacina.

A substituição da dose oral pela injetável tem o aval da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A orientação é que a VOP seja utilizada apenas para controle de surtos, como acontece na Faixa de Gaza. Em agosto passado, a região confirmou o primeiro caso de pólio em 25 anos – um bebê de 10 meses que não havia recebido nenhuma das doses previstas.

Entenda

Em 2023, o Ministério da Saúde informou que passaria a adotar exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP) no reforço aplicado aos 15 meses de idade, até então feito na forma oral. A dose injetável já vinha sendo aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida. Já a segunda dose de reforço, antes aplicada aos 4 anos, segundo a pasta, não se faz mais necessária, já que o esquema vacinal com quatro doses garante proteção contra a doença.

A atualização considerou critérios epidemiológicos, evidências relacionadas à vacina e recomendações internacionais sobre o tema. Desde 1989, não há notificação de casos de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais sofreram quedas sucessivas nos últimos anos. Em 2022, por exemplo, a cobertura ficou em 77,19%, longe da meta de 95%.

Calendário completo

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente. “Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde”.

O calendário nacional de vacinação contempla, na rotina dos serviços, 19 vacinas que protegem em todos ciclos de vida, desde o nascimento até a idade mais avançada. Além da pólio, a lista de doenças imunopreveníveis inclui sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é responsável por coordenar as campanhas anuais de vacinação, que têm como objetivo alcançar altas coberturas vacinais e garantir proteção individual e coletiva.

Confira aqui os calendários completos de vacinação ofertados via Sistema Único d

e Saúde (SUS) para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 06/01/2025 – 13h00

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Edição: Aline Leal

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Butantan aponta eficácia e segurança da vacina de chikungunya em adolescentes https://www.ocafezinho.com/2024/10/03/butantan-aponta-eficacia-e-seguranca-da-vacina-de-chikungunya-em-adolescentes/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/03/butantan-aponta-eficacia-e-seguranca-da-vacina-de-chikungunya-em-adolescentes/#respond Thu, 03 Oct 2024 22:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=193823 Imunizante foi recentemente licenciado nos EUA para indivíduos com 18 anos ou mais e a pesquisa estende aplicação para a faixa adolescentes

Um estudo concluiu que a vacina viva atenuada contra a chikungunya, VLA1553, é segura e induziu títulos soroprotetores em adolescentes em áreas endêmicas. O ensaio clínico, realizado em dez centros do Brasil, foi conduzido pelo Instituto Butantan, que licenciou a vacina fabricada pelo laboratório europeu Valneva para produção e distribuição na América Latina. O trabalho teve a participação do pesquisador da Fiocruz Bahia, Edson Duarte, e os resultados foram publicados na Lancet Infectious Diseases.

Esse foi o primeiro estudo da vacina VLA1553 a incluir adolescentes e indivíduos soropositivos para chikungunya numa área endêmica. O imunizante foi recentemente licenciado nos EUA para indivíduos com 18 anos ou mais e a pesquisa estende essa faixa de adultos a adolescentes. Para o ensaio, os especialistas acompanharam 754 adolescentes saudáveis, entre fevereiro de 2022 e março de 2023, após 28 dias da vacinação por via intramuscular em dose única. Destes, 502 receberam a vacina e 252 placebo. Quase todos os participantes que receberam o imunizante tiveram resposta imunológica alta e sustentada contra o vírus.

Resultados

Em participantes que não tinham sido expostos ao vírus da chikungunya antes de receber o imunizante, a VLA1553 induziu proteção em 98,8%. Já nos adolescentes que tiveram infecção por chikungunya anteriormente, a taxa de soroproteção inicial de 96,2% aumentou para 100% após a vacinação.

A ocorrência de eventos adversos foi menor em participantes que já tiveram chikungunya em comparação com os que eram soronegativos no início do estudo. Mais de 90% dos eventos foram de intensidade leve ou moderada, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre. Quatro eventos adversos graves foram relatados, três no grupo que recebeu a vacina e um no grupo placebo, sendo um deles possivelmente relacionado à vacina, que foi febre alta.

Entre 20 eventos adversos de interesse especial, que são de sintomas sugerindo doença semelhante à chikungunya, 15 foram relatados no grupo que recebeu a vacina e um no grupo placebo, com sintomas graves relatados em quatro participantes, como febre, dor de cabeça ou dores nas articulações.

O estudo fornece dados tranquilizadores de segurança e tolerabilidade para uso em populações com exposição à chikungunya e infecção, mas ainda é necessário um conjunto maior de dados nesse grupo. Os pesquisadores avaliam que para ampliar o conhecimento quanto à segurança e à capacidade de a vacina gerar proteção, adultos com condições médicas e crianças devem ser as próximas populações do estudo a ser investigadas.

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WEBSTORIES: O 2021 DE BOLSONARO https://www.ocafezinho.com/2022/01/31/webstories-o-2021-de-bolsonaro/ https://www.ocafezinho.com/2022/01/31/webstories-o-2021-de-bolsonaro/#respond Mon, 31 Jan 2022 20:54:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=136181 Retrospectiva do 2021 do atual presidente Jair Bolsonaro e uma análise de Miguel do Rosário, editor-chefe do blog O Cafezinho.

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Bolsonaro: “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina” https://www.ocafezinho.com/2020/08/31/vacina-bolsonaro-ninguem-obrigar/ https://www.ocafezinho.com/2020/08/31/vacina-bolsonaro-ninguem-obrigar/#comments Tue, 01 Sep 2020 01:01:27 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=114018 3 Comentários 🔥]]> Abordado por apoiadora que afirmava “ser da área da saúde”, Jair Bolsonaro foi incentivado a “não deixar fazer esse negócio de vacina”.

“Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”, respondeu o presidente.

Com o apoio dos que o circulavam, Bolsonaro foi alertado pela suposta “trabalhadora da área de saúde” de que “com menos de 14 anos, ninguém pode colocar uma vacina no mercado”, uma afirmação infundada.

Países e empresas hoje vivem uma corrida contra o tempo para a produção de uma injeção que possa neutralizar o novo coronavírus.

Após o licenciamento, a produção e a distribuição, espera-se que os governos nacionais façam campanhas de vacinação para controlar o vírus.

A fala do presidente abre margem para preocupações graves.

Assista abaixo.

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Fiocruz e AstraZeneca alinham detalhes para produção de vacina https://www.ocafezinho.com/2020/08/05/fiocruz-astrazeneca-detalhes-producao-vacina/ https://www.ocafezinho.com/2020/08/05/fiocruz-astrazeneca-detalhes-producao-vacina/#respond Wed, 05 Aug 2020 10:54:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=112977 Da Agência de Notícias FioCruz A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a AstraZeneca assinaram, na sexta-feira (31/7), um documento que dará base para o acordo entre os laboratórios sobre a transferência de tecnologia e produção de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, caso seja comprovada a sua eficácia e segurança. O entendimento é o passo seguinte às negociações realizadas pelo governo federal, a Embaixada Britânica e o laboratório AstraZeneca.

O Ministério da Saúde prevê um repasse de R$ 522,1 milhões para processamento da vacina. Outro R$ 1,3 bilhão é referente à encomenda tecnológica, que permitirá o recebimento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e a transferência de tecnologia. Além disso, serao repassados investimentos na ordem de R$ 95,6 milhões para adaptações necessárias às áreas produtivas e de controle de qualidade do Intituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população. 

“Demos mais um passo importante para a formalização do acordo entre os laboratórios. Essa ação do governo federal significa um avanço para o desenvolvimento de tecnologia nacional e de proteção da população brasileira”, afirma Camile Giaretta, diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

O Memorando de Entendimento que define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford já está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países. O acordo prevê o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

“Nos seus 120 anos de história, a Fiocruz sempre respondeu às grandes questões do SUS e às emergências sanitárias. Frente à pandemia da Covid-19, chegarmos a esse momento para celebrar o acordo com a farmacêutica AstraZeneca e realizar a encomenda tecnológica e a incorporação da tecnologia em Bio-Manguinhos é um passo fundamental para salvar vidas e garantir a autonomia e a soberania do nosso país na questão da vacina”, ressalta Nísia Trindade, presidente da Fiocruz.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. O próximo passo será a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, previsto para a segunda semana de agosto, que garante acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021.

A Fiocruz recebeu informações técnicas fornecidas pela AstraZeneca necessárias para a definição dos principais equipamentos para o início da produção industrial. Com sua larga experiência em produção de vacinas, a instituição também colocará à disposição sua capacidade técnica a serviço dos esforços mundiais para a aceleração do escalonamento industrial da vacina junto a outros parceiros.

Ao mesmo tempo, a Fiocruz constituiu um comitê de acompanhamento técnico-científico das iniciativas associadas às vacinas para a Covid-19. O comitê é coordenado pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, e tem a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como USP, UFRJ e UFG. 

A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo com a AstraZeneca permitirá, além da incorporação tecnológica desta vacina, o domínio de uma plataforma para desenvolvimento de vacinas para prevenção de outras enfermidades, como a malária.

A assinatura deste acordo é mais um passo decisivo para a produção de uma vacina contra a Covid-19 no Brasil, contribuindo para a soberania nacional ao garantir ao país competência tecnológica e fortalecimento do SUS no combate à pandemia.

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Bolsonaro ironiza vacina contra Covid “daquele outro país” https://www.ocafezinho.com/2020/07/31/bolsonaro-ironiza-vacina-daquele-pais/ https://www.ocafezinho.com/2020/07/31/bolsonaro-ironiza-vacina-daquele-pais/#respond Fri, 31 Jul 2020 13:29:37 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=112796 Em transmissão virtual ao vivo, Jair Bolsonaro ironizou a vacina “daquele outro país”, sem mencionar a qual nação se referia.

A declaração foi dada em sua live semanal após o presidente comentar que muito se fala e pergunta sobre a nova vacina contra Covid-19.

“Pessoal, se fala muito na vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo indica, vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é ‘daquele outro país’ não, tá ok, pessoal? É da Oxford, aí”, afirmou na transmissão ao vivo, que já tem mais de um milhão de visualizações.

O Brasil assinou no fim de junho um protocolo de intenção com a AstraZeneca para obter a vacina experimental desenvolvida em conjunto com Oxford pela empresa.

Sendo a vacina eficaz, 100 milhões de doses estarão à disposição da população brasileira, além da transferência de tecnologia ao Brasil.

Assista à fala do presidente:

Recentemente, o governo estadual de São Paulo, administrado por João Dória (PSDB), fechou acordo com a empresa chinesa SinoVac Biotech para testagem e produção de uma vacina.

A ironização do presidente provavelmente alvejava este esforço.

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EUA pagarão US$ 2 bi a Pfizer e BioNTech por 100 milhões de doses da vacina https://www.ocafezinho.com/2020/07/22/eua-2-bi-pfizer-biontech-vacina/ https://www.ocafezinho.com/2020/07/22/eua-2-bi-pfizer-biontech-vacina/#comments Wed, 22 Jul 2020 22:07:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=112356 1 Comentário 🔥]]> Os EUA pagarão à farmacêutica Pfizer e à empresa de biotecnologia BioNTech 1,95 bilhões de dólares para produzir e distribuir 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pelas empresas se elas forem seguras e efetivas.

É o maior acordo do gênero entre o Governo e empresas na corrida pela vacina do Coronavírus.

Se der certo, só os EUA têm acesso à vacina.

Com o acordo, os EUA podem adquirir 500 milhões de doses adicionais, segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

A alemã BioNTech e a estadunidense Pfizer estão desenvolvendo quatro vacinas potenciais.

Se uma das vacinas for segura e efetiva em um grande teste da fase 3 e receber aprovação regulatória, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos e a Pfizer começarão a distribuir as doses para regiões dos EUA de acordo com orientações do Governo Federal.

No caso da hidroxicloroquina, Donald Trump resolveu doar milhões de doses da droga ao Brasil.

Tratamento bastante diferente do dado a um remédio capaz de efetivamente vencer o Coronavírus, como a vacina em questão.

Se os estudos até agora não acabam com a teoria de que a cloroquina promovida por Bolsonaro seja efetiva contra o Coronavírus, o fato de os Estados Unidos não comprarem 100% dos estoques mundiais atesta bastante a favor do concluído em relatórios científicos.

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Instituto Butantan começa testes de vacina chinesa dia 20 https://www.ocafezinho.com/2020/07/06/instituto-butantan-vacina-chinesa/ https://www.ocafezinho.com/2020/07/06/instituto-butantan-vacina-chinesa/#comments Mon, 06 Jul 2020 19:39:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=111739 1 Comentário 🔥]]> O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, nesta segunda-feira (6), que o Instituto Butantan prevê que os primeiros voluntários comecem a receber doses de uma vacina chinesa contra o Covid-19 a partir do dia 20 de julho.

Profissionais de saúde de São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná poderão se inscrever para receber a vacina nos próximos dias.

9000 voluntários apenas da área da saúde e que trabalhem diretamente no atendimento de pacientes com Covid-19 devem receber doses da CoronaVac, como é chamada a vacina, que já demonstrou eficácia em testes anteriores.

Do laboratório chinês Sinovac Biotech, é uma das vacinas em estágio mais avançado no mundo.

A última e maior fase de testes em humanos será feita no Brasil, por intermédio da parceria com o Instituto Butantan.

As fases anteriores, feitas em voluntários chineses, protegeram 90% das pessoas vacinadas contra a infecção de Covid-19.

Esta fase deve custar R$ 85 milhões, valor integralmente custeado pelo governo paulista.

O Instituto Butantan também vem adaptando uma fábrica para a produção de 100 milhões de doses da CoronaVac.

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