vazamento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/vazamento/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 09 Feb 2026 14:59:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png vazamento - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/vazamento/ 32 32 Após vazamento, Justiça paralisa atividades da Vale em complexo de MG https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/apos-vazamento-justica-paralisa-atividades-da-vale-em-complexo-de-mg/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/09/apos-vazamento-justica-paralisa-atividades-da-vale-em-complexo-de-mg/#respond Mon, 09 Feb 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225663 Vale fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil até R$ 10 milhões

A Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação imediata e total das operações da Vale no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto.

A decisão, assinada na última sexta-feira (6), atende a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do governo estadual, que ingressaram com uma ação civil pública após um colapso estrutural que liberou mais de 260 mil metros cúbicos de água e sedimentos no meio ambiente.

A mineradora ficará proibida de retomar as atividades até que comprove tecnicamente a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo. O descumprimento da ordem acarretará multa diária de R$ 100 mil, com teto inicial de R$ 10 milhões.

O vazamento em uma das cavas da mina de Fábrica atingiu cursos d’água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, causando assoreamento de córregos e danos à vegetação, conforme demonstrou o MPMG na ação.

Houve extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. Segundo o MP, houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina.

O MPMG acusa a Vale de ter demorado mais de 10 horas para comunicar oficialmente o rompimento às autoridades, o que atrasou a resposta da Defesa Civil e impediu o acionamento oportuno de planos de contingência.

O material levado pelo vazamento chegou a atingir uma área de outra mineradora – a CSN – provocando danos materiais. Depois, essa lama chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade, antes de se encontrar com o rio Maranhão, já na área central de Congonhas.

O rio Goiabeiras é afluente do rio Maranhão e este, por sua vez, deságua no Paraopeba, o mesmo que passa por Brumadinho e foi atingido pelo rompimento de uma barragem da Vale em 25 de janeiro de 2019, há sete anos.

Em paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) também acionou a Justiça e pediu o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão da Vale para garantir a reparação dos danos ambientais e materiais.

Posicionamento

A Vale afirma que suspendeu voluntariamente as operações nas minas afetadas e que as barragens da região permanecem estáveis. A empresa alega que o carreamento foi de “água com sedimentos”, não de rejeitos de mineração, e atribui o evento a chuvas intensas que excederam as estruturas de contenção.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) declarou que não houve “ruptura, colapso ou comprometimento de estruturas de barragens” nos episódios.

O episódio ocorreu na mesma bacia do rio Paraopeba, que foi devastada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, completando 7 anos no mesmo dia do vazamento em Ouro Preto.

A Vale tem prazos curtos para cumprir uma extensa lista de exigências judiciais enquanto enfrenta uma avalanche de penalidades financeiras. Os órgãos de fiscalização acompanham as medidas, e a pressão por respostas e reparação integral permanece alta.

Com informações da Agência Brasil em 09/02/2026

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Congonhas registra terceiro vazamento em área de mineradora https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/congonhas-registra-terceiro-vazamento-em-area-de-mineradora/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/congonhas-registra-terceiro-vazamento-em-area-de-mineradora/#comments Thu, 29 Jan 2026 13:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225176 1 Comentário 🔥]]> Acidente foi identificado em área da Companhia Siderúrgica Nacional, em menos de uma semana

Um novo vazamento de água com carreamento de resíduos foi identificado na noite desta quinta-feira (28) em Congonhas, na região Central de Minas Gerais. Este é o terceiro incidente do tipo registrado no município em menos de cinco dias.

O episódio mais recente ocorreu no dique de Fraile, localizado na mina Casa de Pedra, de propriedade da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Leia também: https://www.ocafezinho.com/2026/01/26/duplo-vazamento-da-vale-em-minas-gerais-provoca-danos-ambientais/

A prefeitura informou que o problema foi detectado durante vistorias relacionadas aos dois vazamentos anteriores, um no domingo (25) e outro na segunda-feira (27), que aconteceram em áreas controladas pela mineradora Vale.

De acordo com a administração municipal, o incidente foi causado por “carreamento de resíduos por enxurrada, decorrentes de deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora”. O material seguiu em direção ao Rio Maranhão, mas, segundo a prefeitura, não houve rompimento de estruturas.

O órgão municipal classificou o ocorrido como um “dano ambiental moderado” e informou que a CSN já foi notificada para adoção das providências cabíveis.

Com informações da Agência Brasil em 29/01/2025

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The Atlantic: administração Trump me enviou acidentalmente seus planos de guerra pelo Signal https://www.ocafezinho.com/2025/03/28/the-atlantic-administracao-trump-me-enviou-acidentalmente-seus-planos-de-guerra-pelo-signal/ Fri, 28 Mar 2025 13:18:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205388 Líderes de segurança nacional dos EUA me incluíram em um grupo de mensagens sobre ataques militares iminentes no Iêmen. A princípio, não acreditei que fosse real. Até que as bombas começaram a cair.

O mundo soube por volta das 14h (horário do leste) em 15 de março que os Estados Unidos estavam bombardeando alvos dos Houthis em todo o Iêmen.

Eu, porém, descobri duas horas antes do primeiro ataque. O motivo? Pete Hegseth, secretário de Defesa, me enviou por mensagem o plano de guerra às 11h44. O texto incluía informações precisas sobre pacotes de armamentos, alvos e cronograma.

Isso exige explicações.

A história começa tecnicamente após a invasão do Hamas ao sul de Israel em outubro de 2023. Os Houthis – organização terrorista apoiada pelo Irã cujo lema é “Deus é grande, morte à América, morte a Israel, maldição aos judeus, vitória ao Islã” – logo lançaram ataques contra Israel e navios internacionais, criando caos no comércio global.

Durante 2024, a administração Biden foi ineficaz em conter esses ataques. O novo governo Trump prometeu uma resposta mais dura.

É aqui que Pete Hegseth e eu entramos na história.

Na terça-feira, 11 de março, recebi um pedido de conexão no Signal de um usuário identificado como Michael Waltz. Assumi que fosse o conselheiro de segurança nacional de Trump. Apesar de já tê-lo conhecido antes, desconfiei que pudesse ser alguém se passando por ele.

Dois dias depois, às 16h28 de quinta-feira, recebi uma notificação de que havia sido adicionado a um grupo chamado “Houthi PC small group”. Uma mensagem de “Michael Waltz” dizia: “Equipe – criando um grupo de princípios para coordenação sobre os Houthis, especialmente nas próximas 72 horas”.

Nos minutos seguintes, perfis identificados como Marco Rubio (“MAR”), JD Vance, Tulsi Gabbard (“TG”) e outros supostos altos funcionários confirmaram participação. Eu aparecia apenas como “JG”.

Na sexta-feira, a discussão ficou mais estranha. “JD Vance” expressou preocupações sobre o timing: “3% do comércio dos EUA passa pelo Suez, contra 40% da Europa”. “Pete Hegseth” respondeu defendendo a ação imediata.

O ponto decisivo veio no sábado, 15 de março, às 11h44, quando “Pete Hegseth” postou um “ATUALIZAÇÃO DA EQUIPE” com detalhes operacionais extremamente sensíveis sobre os ataques iminentes – incluindo alvos específicos, armas a serem usadas e sequência de ataque.

Às 13h55, explosões em Sanaa confirmaram que as informações eram reais. O grupo comemorou: “Michael Waltz” chamou de “trabalho incrível”, enquanto “MAR” (Rubio) parabenizou a equipe.

Removi-me do grupo, mas ninguém pareceu notar minha presença ou saída.

Em resposta a meus questionamentos, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional confirmou a autenticidade do grupo, mas afirmou que minha inclusão foi “inadvertida”. Especialistas consultados afirmam que o uso do Signal para tais discussões viola leis de segurança nacional e de preservação de registros governamentais.

Fonte: The Atlantic
Data: 24 de março de 2025
Autor: Jeffrey Goldberg
Biografia: Editor-chefe da The Atlantic e moderador do Washington Week With The Atlantic. Vencedor do Prêmio Pulitzer por reportagem sobre política externa americana.

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The Atlantic: Os prints do plano de ataque que assessores de Trump compartilharam no Signal https://www.ocafezinho.com/2025/03/28/the-atlantic-os-prints-do-plano-de-ataque-que-assessores-de-trump-compartilharam-no-signal/ Fri, 28 Mar 2025 12:48:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=205377
A administração minimizou a importância das mensagens enviadas inadvertidamente ao editor-chefe do The Atlantic.

Então, sobre aquele chat no Signal.

Na segunda-feira, pouco após a publicação de uma matéria sobre um grande vazamento de segurança da administração Trump, um repórter perguntou ao secretário de defesa, Pete Hegseth, por que ele havia compartilhado planos de um ataque iminente ao Iêmen no aplicativo Signal. Ele respondeu: “Ninguém estava enviando planos de guerra por mensagem. E é só isso que tenho a dizer.”

Em uma audiência no Senado ontem, a diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, foram questionados sobre o chat do Signal, ao qual Jeffrey Goldberg, editor-chefe do The Atlantic, foi adicionado por engano pelo conselheiro de segurança nacional Michael Waltz. “Nenhum material classificado foi compartilhado naquele grupo,” disse Gabbard aos membros do Comitê de Inteligência.

Ratcliffe afirmou o mesmo: “Minhas comunicações no grupo foram totalmente permitidas, legais e não incluíam informações classificadas.”

O ex-presidente Donald Trump, questionado sobre o assunto, disse: “Não era informação classificada.”

Essas declarações colocaram o The Atlantic em um dilema. Na reportagem inicial sobre o chat — intitulado “Houthi PC small group” por Waltz —, optou-se por omitir detalhes específicos sobre armas e horários dos ataques. A regra geral da redação é não divulgar informações que possam colocar vidas em risco.

Porém, as afirmações de Hegseth, Gabbard, Ratcliffe e Trump — somadas às acusações de que o The Atlantic estaria mentindo sobre o conteúdo das mensagens — levaram a equipe a acreditar que o público deveria ter acesso aos textos. Há interesse claro em revelar o tipo de informação compartilhada em canais não seguros, especialmente quando autoridades tentam minimizar sua gravidade.

Especialistas alertaram que o uso do Signal para discussões sensíveis representa risco à segurança nacional. Goldberg, por exemplo, recebeu detalhes do ataque duas horas antes do bombardeio. Se caíssem em mãos erradas, pilotos americanos poderiam ter sido expostos a perigo extremo. A administração insiste que as informações não eram classificadas, mas não explicou como chegou a essa conclusão.

Ontem, o The Atlantic questionou autoridades se haveria objeção à publicação integral dos textos. Em e-mails à CIA, ao Gabinete de Inteligência Nacional, ao Conselho de Segurança Nacional, ao Departamento de Defesa e à Casa Branca, a redação afirmou: “Diante das declarações de que os dados não são sigilosos, estamos considerando divulgar todo o conteúdo.”

A maioria não respondeu. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, enviou uma resposta à noite: “Não houve vazamento de informações classificadas, mas não apoiamos a divulgação. Era uma discussão interna e sensível.” (Ela não especificou quais trechos seriam sensíveis ou como a publicação, mais de uma semana após os ataques, afetaria a segurança nacional.)

Um porta-voz da CIA pediu que o nome do chefe de gabinete de Ratcliffe — mencionado no chat — fosse omitido, pois agentes de inteligência não são identificados publicamente. Ratcliffe havia dito que o oficial não estava sob cobertura e que compartilhar seu nome era “apropriado.” O The Atlantic manteve a omissão.

Como relatado na segunda-feira, grande parte da conversa no grupo tratava do cronograma e da justificativa dos ataques, além de críticas a aliados europeus. Mas no dia do ataque — 15 de março —, o assunto virou operacional.

Às 11h44 (horário do leste), Hegseth escreveu no chat, em letras maiúsculas: “ATUALIZAÇÃO DA EQUIPE:”

O texto continuava: “HORÁRIO ATUAL (11h44): Clima FAVORÁVEL. CONFIRMADO COM CENTCOM: missão LIBERADA.” Centcom é o comando militar responsável pelo Oriente Médio. A mensagem detalhava:

  • “12h15: F-18s DECOLAM (1º grupo de ataque)”
  • “13h45: Janela de ataque dos F-18 começa (alvo terrorista está em local conhecido, DEVE SER PONTUAL). Drones de ataque (MQ-9s) decolam.”

Vale destacar: o secretário de defesa enviou isso a um grupo que incluía um número desconhecido — o celular de Goldberg — às 11h44. Isso ocorreu 31 minutos antes da decolagem dos caças e duas horas antes do período em que um alvo principal seria atingido. Se a mensagem chegasse a pessoas hostis ou indiscretas, os Houthis teriam tempo para se preparar. As consequências poderiam ser catastróficas.

O texto de Hegseth prosseguiu:

  • “14h10: Mais F-18s DECOLAM (2º grupo)”
  • “14h15: Drones atingem alvo (PRIMEIRAS BOMBAS CAIRÃO, salvo alvos ‘baseados em gatilho’)”
  • “15h36: 2ª janela de ataque dos F-18 — e primeiros mísseis Tomahawk lançados do mar.”
  • “MAIS INFORMAÇÕES (segundo cronograma).”
  • “OPSEC intacta” — ou seja, segurança operacional.
  • “Deus proteja nossos guerreiros.”

Pouco depois, o vice-presidente J.D. Vance respondeu: “Farei uma oração pela vitória.”

Às 13h48, Waltz enviou inteligência em tempo real sobre um alvo em Sanaa: “VP. Prédio desabou. Múltiplas identificações positivas. Pete, Kurilla, IC, trabalho incrível.” Ele se referia ao general Michael Kurilla (Centcom) e à comunidade de inteligência (IC). “Múltiplas IDs positivas” sugere confirmação da identidade do(s) alvo(s).

Seis minutos depois, Vance, confuso, perguntou: “O quê?”

Às 14h, Waltz esclareceu: “Digitando rápido. O primeiro alvo — o especialista em mísseis — estava no prédio da namorada. Agora desabou.”

Vance respondeu: “Excelente.” Ratcliffe acrescentou: “Bom começo,” seguido por emojis de punho, bandeira americana e fogo. O ministério da saúde dos Houthis relatou 53 mortos, número não verificado independentemente.

À tarde, Hegseth informou: “CENTCOM sob controle. Mais ataques ocorrerão esta noite. Relatório completo amanhã.”

Ainda não está claro por que um jornalista foi incluído no grupo. Waltz, que adicionou Goldberg, disse estar investigando “como ele foi parar ali.”

Abaixo, os prints originais:

Autor: Jeffrey Goldberg e Shane Harris
Biografia: Jeffrey Goldberg é editor-chefe do The Atlantic, vencedor do Prêmio Pulitzer.
Data: 26 de março de 2025
Fonte: The Atlantic

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Quem vazou o depoimento de Marcelo Odebrecht? https://www.ocafezinho.com/2016/12/14/quem-vazou-o-depoimento-de-marcelo-odebrecht/ https://www.ocafezinho.com/2016/12/14/quem-vazou-o-depoimento-de-marcelo-odebrecht/#comments Wed, 14 Dec 2016 18:34:59 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=62990 11 Comentários 🔥]]> Sucessivos vazamentos nas delações de Marcelo Odebrecht é motivo para desconfiar dos investigadores e promotores da Lava Jato.

No Jornal GGN

Quais procuradores tinham os relatos de Marcelo Odebrecht?

Por Patricia Faermann

A delação de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia, ocorreu nesta segunda-feira (12), na sede da Polícia Federal em Curitiba. Logo após da sequência de imediatos três vazamentos dos depoimentos de executivos da empreiteira, o relato de Marcelo foi realizado sob uma aparente tentativa de segurança, a fim de que não fossem vazados a jornais.

A reação da Procuradoria-Geral da República foi de mostrar preocupação com os vazamentos, que atingiram sobretudo a cúpula do PMDB e a grande base e estrutura do governo de Michel Temer. Mas nesta quarta-feira (14), a Folha de S. Paulo trouxe como manchete de capa trechos da delação do empreiteiro.

Naquela segunda, foram cinco os procuradores que acompanharam os relatos do empresário e, ao término da delação, evitaram dar detalhes de forma pública. O GGN levantou o perfil dos cinco investigadores e membros da força-tarefa que estiveram presentes, como se posicionaram até hoje com os meios de comunicação e suas defesas e manifestações públicas. Acompanhe:

Athayde Ribeiro Costa

Resultado de imagem para "Athayde Ribeiro Costa" procurador Procurador da República na linha de frente da investigação da Justiça Federal do Paraná, foi designado a integrar a força-tarefa de Curitiba, assim como os demais membros, pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, em abril de 2014.

Assinou diversas denúncias do Ministério Público Federal (MPF), entre elas, a que acusava de lavagem de dinheiro Ronan Maria Pinto, dono de empresa de ônibus no ABC paulista e do jornal Diário do Grande ABC.

Com base nessa denúncia, que apontava recebimento de empréstimo ilegal de R$ 12 milhões pelo pecuarista José Carlos Bumlai, Ronan foi preso em abril, na 27ª fase da Lava Jato, por decisão de Sergio Moro, que logo transformou a prisão temporária em preventiva.

A ilegalidade da prisão, solicitada pelos procuradores, entre eles Athayde, fez o Tribunal Regional Federal da 4a Região (TRF-4) reverter a prisão, libertando o empresário.

Também foi esse procurador um dos apontados de prática de induzir depoimento, ameaçando testemunhas com o objetivo de conseguir informações. Reportagem do Consultor Jurídico, de abril deste ano, mostra que Athayde Ribeiro Costa e outros três procuradores foram à casa de um morador do interior de São Paulo, interrogar sobre relações com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o sítio de Atibaia.

Na ocasião, os investigadores da Lava Jato de Curitiba utilizaram de ameaça velada para pressionar informações, como “se o senhor disser isso, eu apresento documentos, e aí vai ficar ruim pro senhor”.

“Quero deixar o senhor bem tranquilo, mas, por exemplo, se a gente chamar o senhor oficialmente pra depor daqui a alguns dias, e você chegar lá pra mim e falar uma coisa dessas…”, ainda disseram os procuradores à testemunha.

Apesar da impossibilidade de verificar se foi Athayde o vazador da delação de Marcelo Odebrecht à Folha, é possível constatar, por outro lado, que o procurador manteve boa relação com o jornal, ao enviar espontaneamente opiniões em coluna da categoria “Tendências/Debates” do diário.

Em abril de 2015, Athayde Ribeiro Costa afirmou que “a corrupção é um câncer que mata” e defendeu o uso das prisões preventivas nas apurações da Lava Jato. Ainda, criticou a possibilidade de juízes de instâncias superiores revogarem as prisões decididas por Moro.

“Revogar prisões que foram decretadas para estancar uma corrupção sistêmica e bilionária significaria deixar esse câncer ganhar terreno no paciente, por receio de administrar um remédio amargo capaz de impedir o avanço desse mal”, concluiu.

O artigo foi assinado em parceria com Deltan Dallagnol e Roberto Henrique Pozzobon, outros dois integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Carlos Fernando dos Santos Lima

O procurador é outro dos que comandam a linha de frente das investigações, considerado o braço-direito de Deltan Dallagnol. Foi um dos principais atuantes para a condução coercitiva de Luiz Inácio Lula da Silva, na Lava Jato, em março deste ano.

É uma das principais fontes da revista IstoÉ, desde janeiro deste ano, no caso da Operação Lava Jato, sempre com miras a atingir o ex-presidente, culminando na reportagem que antecedeu a condução coertiva.

Em coletiva de imprensa, em setembro deste ano, afirmou que tinha “provas concretas” de que o esquema da Petrobras se trata de “compra de apoio político-partidário pelo governo federal, por meio de propina, criada na Casa Civil durante o governo do ex-Presidente Lula”.

Seu passado mostra interesses alheios dentro da atuação no MPF. Em setembro de 2003, os jornalistas Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr. divulgaram que o procurador, então casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas, atuando para impedir que documentos fossem entregues a membros da CPI do Banestado.

Assim como Athayde, enviou diversas opiniões e posicionamentos à Folha de S. Paulo, entre eles o artigo “Medalha de ouro para o habeas corpus”, criticando duramente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revogou a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo.

O texto polêmico foi assinado por Carlos Fernando Lima junto com outro procurador da força-tarefa, Diogo Castor de Mattos.

Deltan Dallagnol

Se a suspeita de quem seria o vazador da Folha guarda relação com a postura questionavelmente expositiva dos procuradores nos jornais, Deltan Dallagnol, o coordenador da força-tarefa, certamente é uma das cartas.

A exposição de suas opiniões e posicionamentos junto à imprensa chegou ao ponto de o investigador criar uma página no Facebook para se manifestar publicamente em casos envolvendo a política e a Lava Jato. É consultado pela imprensa na maioria dos casos relacionados a investigações e polêmicas e não esconde o entusiasmo em colaborar.

Assim como os investigadores acima, já enviou artigos à Folha e concedeu entrevistas especiais a jornais, como o Estado de S. Paulo.

Diogo Castor de Mattos

Imagem relacionadaAo lado de Carlos Fernando Lima, a polêmica opinião criticando a decisão do STF sobre liberar investigado da Lava Jato preso sem justa causa também foi assinada por Diogo Castor.

Em seu histórico de meios de comunicação, além de artigos na Folha, também armazena entrevistas ao jornal Estadão, Zero Hora, revista Veja. A maioria discorre sobre críticas de direitos a ampla defesa, como recursos de réus, e o que chamou de “tapetão jurídico”, quando Cortes superiores anulam uma ação.

A outras decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), denominou que a instância pratica “insegurança jurídica” ao ter posicionamentos diferentes entre desembargadores.

Ao lado de Dallagnol, foi um dos principais líderes das 10 Medidas propostas pelo coordenador da força-tarefa junto aos meios de comunicação, defendendo inclusive os pontos polêmicos, como o chamado teste de integridade e admitiu, publicamente, ser favorável ao uso de provas ilícitas se o caso investigado for de interesse público.

Assim como os membros acima citados, Diogo que foi o mais jovem integrante da força-tarefa, começou a aparecer nos horários nobres dos telejornais entre outubro e novembro do ano passado.

Isabel Cristina Groba Vieira

 Mais discreta, Isabel Cristina Vieira não deixou de usar os grandes jornais e meios de comunicação dispostos a receber furos, entrevistas e opiniões, a exemplo dos outros procuradores da Lava Jato.

Entre as polêmicas, a procuradora já defendeu a legalidade dos grampos divulgados pelo juiz Sérgio Moro, de conversas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a então presidente Dilma Rousseff e outros detentores de foro privilegiado.

Na mesma linha de Castor de defesa de que os meios justificam os fins, assinou nota pública de que as revelações trazidas com as interceptações divulgadas dos políticos traziam um bem maior, de mostrar suposta obstrução à investigação em “guerra subterrânea e desleal travada nas sombras, longe dos tribunais”.

“Os atentados à investigação revelam a extensão do abuso de poder e do descaso com o Estado Democrático de Direito na República”, disse, em nota, ao lado de outros procuradores da força-tarefa, publicada em março deste ano.

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Chevron mal na fita https://www.ocafezinho.com/2011/11/22/chevron-mal-na-fita/ https://www.ocafezinho.com/2011/11/22/chevron-mal-na-fita/#respond Tue, 22 Nov 2011 18:37:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=1190 Muito se reclamou, com razão, do atraso da imprensa em noticiar o vazamento de petróleo nos poços submarinos da Chevron, mas agora os jornais estão compensando o erro com uma ampla cobertura do acidente.

O Globo publicou uma dura manchete contra a petroleira americana, acusando-a de mentir e ocultar informações.

A Folha também deu manchete na primeira página e fez infográficos bastante informativos. Fotografei dois, que achei mais legais:

O Estadão também deu manchete bastante dura contra Chevron.

Vale a pena assistir a reportagem no Jornal da Globo de ontem à noite.

O governo tem aparecido positivamente na crise. A culpa tem sido debitada inteiramente na conta da Chevron, embora talvez tivesse sido necessário, ao governo, ter feito uma fiscalização mais atenta. De qualquer forma, o acidente (ou crime ambiental, dependendo do ângulo) já está sendo tratado pelas autoridades, a começar pela presidente da república, como a oportunidade de se criar um marco de procedimentos de segurança, de forma a evitar que acontençam outros problemas semelhantes no futuro. O pré-sal lidará com volumes de petróleo bem superiores aos atuais, e um acidente similar poderia gerar consequências mais graves.

 

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O estranho silêncio da mídia sobre o vazamento da Chevron https://www.ocafezinho.com/2011/11/16/o-estranho-silencio-da-midia-sobre-o-vazamento-da-chevron/ https://www.ocafezinho.com/2011/11/16/o-estranho-silencio-da-midia-sobre-o-vazamento-da-chevron/#respond Wed, 16 Nov 2011 14:15:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=708 Reproduzo abaixo um dos últimos posts do blog Tijolaço, do deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ). Desde alguns dias, o Tijolaço vem denunciando o estranho silêncio da mídia em relação àquele que parece ser um dos maiores acidentes ecológicos ocorridos na costa brasileira. As marés e os ventos estão levando o petróleo para longe do litoral, mas e se não tivéssemos esta sorte? Como lidaríamos com uma tragédia desse porte? De qualquer forma, está faltando, de fato, maiores informações sobre o episódio. Até o momento, não se viu uma entrevista com algum executivo da Chevron, a empresa responsável pelo poço que sofre o vazamento.

Leia abaixo o post do Tijolaço:

Especialista: derrame de óleo pode ser 10 vezes maior

O  site de observação de imagens de satélite Skytruth acaba de publicar uma imagem e uma avaliação sobre a mancha causada pelo vazamento de petróleo do poço da Chevron no Campo de Frade, ao largo do Rio de Janeiro.

E a conclusão do geógrafo John Amos, um ativista ambiental que mantém o site há dez anos é de que:

“A  imagem de satélite  MODIS / Aqua da NASA, acima, foi tirada há três dias. Ela mostra uma mancha de óleo aparente originária do local de perfuração e que se estende por 2.379 quilômetros quadrados (o extremo sul da mancha fica aprisionado em um redemoinho no sentido horário interessante nas correntes oceânicas). De 1 micron de espessura, representa um volume de 628 mil galões (14.954 barris) de petróleo.

Supondo que o vazamento começou ao meio-dia em 8 de novembro (24 horas antes de termos observá-lo em imagens de satélite), estimamos uma taxa de vazamento de pelo menos 157 mil galões (3.738 barris) por dia. Isso é mais de 10 vezes maior do que a estimativa da Chevron de 330 barris por dia.”

 

Amos trabalhou com as coordenadas dos poços enviadas pelo deputado Brizola Neto, pelo twitter, constantes do relatório oficial da ANP sobre as perfurações em andamento e concluídas, que podem ser conferidas aqui.

Hoje, finalmente a ANP divulgou um comunicado em seu site, dizendo que numa reunião de emergência realizada domingo (por que só veio a público hoje?) aprovou-se o plano de emergência apresentado pela Chevron para deter o vazamento e que a diretora da ANP  Magda Chambriard esteve na Sala de Emergência da Chevron acompanhando os trabalhos para conter o vazamento.

Onde fica essa sala de emergência? Quem responde por ela? Em que a empresa baseia suas avaliações? A ANP recebeu fotos da mancha? Tem fotos de satélite dela? Divulgou-as? Ou isso é uma ação privada?

Amanhã, o deputado Brizola Neto vai apresentar um requerimento pedindo a presença dos diretores da ANP e da Chevron para explicar o vazamentio e apresentar as informações que a imprensa não está publicando.

A foto da Nasa é uma prova de que não são  “umas gotinhas” inofensivas, a mancha é imensa. Você pode vero original aqui e a imagem tratada aqui.

Mesmo contra todo o bloqueio da mídia, vamos defender a verdade. Não é mais possível tratar quase que secretamente um vazamento.

A presidenta Dilma Rousseff exigiu uma investigação completa sobre o vazamento. O Tijolaço está fazendo sua parte.

E esperando que as autoridades públicas façam a delas.

 

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