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Especialista confirma: desindustrialização é um mito

Por Miguel do Rosário

16 de abril de 2012 : 04h41

(Marcio Holland)

Parece que a imprensa finalmente descobriu que não há desindustrialização e que foi usada pela Fiesp, pelos sindicalistas e pelo governo, para empurrar goela abaixo da opinião pública conservadora uma política industrial fortemente desenvolvimentista. Por essa entrevista com Marcio Holland, está claro que o próprio governo tem consciência de que não há um processo de desindustrialização. Há indústrias em dificuldades, e o governo está disposto a ajudá-las, mas a quantidade de setores que vão indo bem, serve de comepensação. A indústria brasileira, assim como suas congêneres em todo o mundo ocidental, estão tendo que se acomodar à entrada avassaladora da China no mercado internacional. E o peso dos serviços vem crescendo em todo o mundo, reduzindo o percentual das indústrias nos respectivos PIBs.

Leia a entrevista com Marcio Holland, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para o jornal O Globo.

‘A desindustrialização no Brasil é um mito’
O Globo – 15/04/2012, Por Martha Beck

BRASÍLIA. Integrante da equipe que montou o plano Brasil Maior – que destinou mais de R$ 60 bilhões em incentivos ao setor produtivo – o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, disse ao GLOBO que a tese de que o país passa por um processo de desindustrialização é um mito.

MÁRCIO HOLLAND: A desindustrialização no Brasil é um mito, um falso problema. O controle inflacionário, a estabilidade de preços e o aumento da renda elevaram a demanda das classes C e D, que deixaram de consumir manufaturados básicos e agora consomem produtos mais sofisticados e serviços. Com isso, você tem a oferta de novos produtos associados mais a serviços do que a manufaturados. Então a indústria vai perdendo participação em relação ao PIB, mas ainda tem seu dinamismo.

HOLLAND: Nos últimos 30 anos, a China tornou-se a maior produtora mundial de bens manufaturados e a maior exportadora mundial. Isso afetou a competitividade da indústria não só no Brasil como no resto do mundo. Todos os países tiveram que se reposicionar. A indústria brasileira também.

HOLLAND: Se não fossem as medidas do governo, a taxa de câmbio estaria mais apreciada, a indústria estaria sofrendo mais.

HOLLAND: Num mundo como o atual, não se adota um pacote de medidas que funciona como uma bala de prata, resolvendo os problemas de uma vez. O governo está atento, vem tomando medidas e vai tomar quando for necessário.

HOLLAND: Estamos fazendo todos os esforços nesse sentido. Muitos estímulos já foram dados.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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