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O IDH segundo a Globo

Por Miguel do Rosário

31 de julho de 2013 : 12h52

Mídia, como sempre, tenta esconder dados positivos do governo

Por Ronaldo Souza,  em comentário no blog do Nassif

Veja na figura abaixo os mapas do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que foram divulgados pela imprensa brasileira. No caso em particular, esses mapas estão no site G1, da Globo. Veja aqui a matéria.

É de fato um desenvolvimento simplesmente fantástico.

Vamos observa-lo um pouco mais de perto. Chamo a atenção, porém, que me reportarei a “regiões” do país, sem nenhuma preocupação de delimita-las com precisão geográfica. Perceba que, de acordo com as barras explicativas, as cores mais fortes, no tom vermelho, correspondem a muito baixo desenvolvimento humano. No mapa de 1991, onde predominam? Em toda região norte/nordeste/centrooeste do Brasil. Na região sul/sudeste encontram-se sinais de baixo desenvolvimento humano e provavelmente (pela dificuldade em se observar pela proximidade das cores), de médio desenvolvimento humano.

No mapa de 2010, é absolutamente diferente o panorama. Restam pouquíssimas “zonas” de muito baixo desenvolvimento humano (restritas ao que se pode chamar de região amazônica), ainda algumas entre baixo desenvolvimento humano e médio desenvolvimento humano (restritas ao norte/nordeste) e de alto desenvolvimento humano e muito alto desenvolvimento humano, mais concentradas nas regiões sul/sudeste, porém “espalhando-se” pelo país. Isso coloca o Brasil entre os países que atingiram os mais altos Índices de Desenvolvimento Humano no mundo. Um detalhe deve ser observado. Observe que os mapas correspondem ao período de 1991 a 2010, espaço de tempo de 20 anos, o que corresponde ao título da matéria publicada pela Globo; IDH municipal do Brasil cresce 47,5% em 20 anos, aponta Pnud.

São esses mapas que têm sido divulgados pela imprensa, como mostra a matéria da Globo, o que deixa a impressão de que essa melhora se deve aos governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010).

Evidentemente que um crescimento dessa magnitude não acontece da noite para o dia. Governos e décadas são necessários para isso, sendo impossível atingi-lo em curto espaço de tempo. No entanto, não é exatamente como se tem tentado mostrar.

Em primeiro lugar, três mapas existem e não dois. Como podemos observar na figura abaixo, entre os mapas já mostrados, os de 1991 e 2010, existe um outro que expressa como estava esse mesmo IDH em 2000.

Se observarmos os três mapas, 1991 – 2000 e 2010, veremos uma situação diferente.

Entre 1991 e 2000 podemos perceber, sem dúvidas, mudanças expressivas. Aqui podemos observar que essas mudanças para melhor se deram fundamentalmente nas regiões sul/sudeste. Toda a região norte/nordeste até então não tinha sido contemplada com melhorias na qualidade de vida, ficara esquecida. Esse período corresponde ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Não há como negar, entretanto, e os mapas não deixam dúvidas, que é a partir daí que ocorre a grande mudança no Brasil e ela corresponde ao governo Lula (2003-2010). É isso que diz o Índice de Desenvolvimento Humano divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, órgão da ONU. Nas palavras do próprio Pnud, “Atlas Brasil 2013 mostra redução de disparidades entre norte e sul nas últimas duas décadas”.

Em outras palavras, TODO o Brasil, e não só determinadas regiões dele, passou a ter direito à melhor qualidade de vida.

Gostem ou não, um governo é reconhecido no mundo todo por ter feito essa mudança na vida dos brasileiros: o governo Lula.

É isso que a imprensa tenta esconder.

Veja aqui as explicações para isso na entrevista com o presidente do IPEA, Marcelo Neri.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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