Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

S.O.S. Cafezinho! A máquina não vencerá o homem!

Por Miguel do Rosário

20 de novembro de 2013 : 17h30

Na segunda-feira, fazendo hidroginástica às três horas da tarde, um horário no qual a piscina fica apenas dignamente lotada, lá estava eu, fazendo movimentos patéticos com pernas e braços, rodeado de simpáticas senhoras com mais de 80 anos.

Não pude deixar de refletir sobre a condição humana, em como estamos ferrados. Eu, com menos de 40 anos, já repleto de lesões musculares que me deixam sempre perto da invalidez física completa (e sem direito a aposentadoria). E que me forçam a inventar, para mim mesmo, licenças médicas que, na verdade, se resumem a algumas horas de caminhadas no aterro, aulas de hidroginástica ou escapulidas à noite para um boteco sujo.

Pensei no Genoíno, torturado novamente, desta vez com muito mais precisão e maldade que antes, porque é uma tortura aplicada à sua honra, à sua família, à sua alma. E eu aqui, sem poder fazer nada, a não ser me aplicar em exercícios físicos que me permitam continuar trabalhando e sobrevivendo.

Ontem aproveitei também para conversar com um amigo, o Fábio Lau, do Conexão Jornalista, para desabafar que meu maior adversário hoje não é Ali Kamel e sim a minha própria saúde.

Trabalho desde os 16 anos em computador. Tornei-me, imagino eu, um dos digitadores mais rápidos do país. Uso todos os dedos e não olho o teclado. Nessa brincadeira, lá se vão vinte e dois anos escrevendo quase ininterruptamente. Escrevendo literatura, jornalismo, estatísticas, códigos de programação, propostas de publicidade, projetos para dominar o mundo, traduções.

Então contei ao Fábio minha teoria sobre o homem e a máquina, extraída dos filmes de ficção científica, que eu assisto compulsivamente. Há muitos anos eu desenvolvo, apenas para mim mesmo, teorias políticas com base em observações sobre os mitos modernos do cinema. Um dos arquétipos pós-modernos mais poderosos é a dominação do homem pela máquina. Stanley Kubrick é um dos primeiros a projetar esse mito na tela grande, ao criar o Hal-9000, o computador que enlouquece e decide tomar o poder na espaçonave.

O processo que Ali Kamel move contra mim me pôs na condição de homem contra a máquina. Quem sou eu? Um blogueiro que cozinha sua própria comida. Esta semana, fui ao Detran para entregar um documento que estava faltando para completar o processo de transferência de propriedade e vistoria do carro, e fui informado que o prazo expirou. Terei que recomeçar tudo de novo. É a terceira vez este ano.

São essas pequenas e ridículas desgraças do cotidiano que me impedem de escrever mais e fazer um trabalho mais regular no blog. Mas tenho confiança no futuro. Com profissionalismo, disciplina e um tiquinho de sorte (que é fundamental), irei aprimorando cada vez mais o meu trabalho e montando uma estrutura mínima.

Ali Kamel, com certeza, não faz nada disso. Ele não precisa aprender códigos de programação, nem vai ao Detran, não passa boa parte do tempo em supermercados, fazendo comida e tentando manter a casa em ordem, como eu. Não perdeu noites inteiras lutando contra um vírus de computador, ou matutando ideias mirabolantes para não passar necessidade no dia seguinte.

Também não o imagino numa piscina, rodeado de senhoras da terceira idade acima do peso, rodando braços para um lado e para o outro.

Não tenho advogados da Globo para me defender, porque em geral não preciso de ninguém para me defender. Eu mesmo o faço, com meus modestos recursos intelectuais e tecnológicos. E mesmo assim, com todas as minhas limitações, consigo assustar o mais poderoso executivo da maior empresa de mídia da América Latina!

Eu sou o homem, ele é a Máquina, a Corporação. Sou um ferrado, com uma mão na frente outra atrás, mas se pudesse escolher meu destino, escolheria mil vezes o meu ao de Ali Kamel!

*

Comprei recentemente a última edição de Direita e Esquerda, um livrinho já clássico de Bobbio. A edição vem com alguns apêndices fundamentais, como uma carta entre o italiano e Perry Anderson, editor da New Left Review, a principal publicação de esquerda dos Estados Unidos. Bobbio, em comentário a Anderson sobre Fukuyama, diz que o autor da teoria do “fim da história”, que durante um tempo se tornou a bíblia dos neocons, fez uma análise completamente equivocada de um conceito de Hegel.

Diz Bobbio:

“Gostaria apenas de acrescentar que é completamente equivocada a interpretação da famosa dialética Senhor-Escravo de Hegel que Fukuyama extrai do célebre comentário de Kojève. Nesse comentário de Kojève, o conflito entre o Senhor e o Escravo não termina, como pensa Fukuyama, com a vitória do Senhor, mas com a vitória do Escravo, graças à sua atividade específica que é o trabalho: ‘O Senhor jamais pode se afastar do Mundo em que vive; se este Mundo perece, perece com ele. Apenas o Escravo pode transcender o Mundo dado (submetido ao Senhor) sem perecer… Transformando o Mundo mediante o trabalho, o Escravo transforma a si próprio e cria assim as novas condições objetivas que lhe permitem retomar a Luta libertadora em busca do conhecimento, que ele, por temer a morte, havia no início recusado a empreender. (…) Quem enfrenta o supremo risco da morte não é o Senhor, mas o Escravo, que, em obediência ao Senhor, faz de si mesmo – de seu próprio corpo, transformando numa arma viva – um instrumento de morte.”

Este sou eu. Este é Genoíno. Quem se lasca somos nós, os escravos da senzala. A gente é forçado, pela vida, a lutar o tempo inteiro. Ali Kamel, Merval Pereira e demais lordes da grande mídia vivem numa espécie de Versalhes pós-moderna, rodeados de lacaios, de equipamentos, de joias e dinheiro. Não vivem a guerra do dia a dia. Eles têm poder, mas se enfraquecem sem se dar conta disso. Seus instintos de luta se atrofiam. Enquanto isso, um blogueiro como eu é forçado a aprimorar diariamente as técnicas de luta. É assim que nos tornamos mais fortes e venceremos um dia.

Os blogueiros tem sido caluniados constantemente pela grande mídia, que só se refere à nós como chapa-brancas, receptadores de verba pública, sujos. Com essas ofensas, intimidam os anunciantes privados, receiosos de se “misturar” com subversivos da nossa laia. Intimidam às vezes o próprio governo, que distribui banners para só meia dúzia de blogs (eu sempre fico de fora).

Intimidam nós mesmos e desestimulam os jovens a arriscarem uma carreira independente.

E quem nos acusa? Os lordes da mídia, que em toda a história viveram dos favores do Estado. Do Estado brasileiro e dos Estados Unidos. Ganharam financiamentos bilionários, às vezes a fundo perdido. Importaram maquinário sem pagar impostos. Conspiraram contra a democracia e derrubaram um presidente eleito exatamente para terem acesso aos recursos públicos.

É um tanto irônico, não fossem tão trágicas as consequências dessa falácia, que a mídia brasileira, que exerceu um chapa-branquismo verdadeiramente criminoso, e por isso a chamamos de golpista, hoje se compraza em ofender os blogs, as únicas vozes que ousam contestar seu domínio sobre a opinião pública, dizendo que somos “chapa-branca” que recebem “verba pública”.

É muita cara de pau. Mas é triste constatar que logram enganar tantas pessoas. Gente que se alinha à Globo para atacar os blogs. Junto com eles, como sempre, os esquerdinhas radicais  e sua intransigência burra ou falsa.

Para enganar o povo e alimentar seu próprio poder, a Globo açula os instintos mais baixos de algumas classes. Assim como fez em 1964. Merval Pereira, em sua coluna de hoje, denuncia as “elites privilegiadas” que agora reclamam da Justiça. Vejam só. Merval Pereira, empregadinho da família mais rica do Brasil, acusa Genoíno, o político mais pobre do país, um homem alquebrado, doente, traumatizado pela tortura que sofreu na ditadura, de pertencer à elite privilegiada!

Por que o Brasil está fazendo isso? Por que o Brasil prendeu e torturou Genoíno quando jovem e volta a fazê-lo quando velho? Um homem, antes e hoje, que apenas se dedicou a lutar por justiça social!

Por que, meu Deus? Que loucura mórbida é esta, que sadismo é esse, que volta sempre a dominar o Leviatã da mídia e seus exércitos de zumbis?

Antes, torturaram Genoíno em nome da “democracia”. Hoje, fazem-no em nome de que? Da justiça social? Da vingança contra as elites?

Ora, as elites. As elites e seus jatinhos, helicópteros, centenas ou mesmo milhares de imóveis no Brasil e no exterior…

Mas a mídia, esperta, diz a seu público que as elites são os petistas no poder.

Os cargos públicos, no Executivo e no Legislativo, são transitórios. Um ex-ministro, um ex-deputado, não é mais nada. Fica lá dois, quatro, cinco anos, depois volta à terra e tem que ralar como qualquer outro cristão.

Os únicos cargos públicos realmente aristocráticos, porque vitalícios, estão no Ministério Público e no Judiciário. Por isso, são estas instituições que tendem a formar quadros ultraconservadores, e que odeiam os “políticos”, considerados sempre incultos, corruptos e vagabundos.  Só que eles, os promotores, procuradores e juízes se revelaram, nesta Ação Penal 470, os mais corruptos, os mais nocivos e os mais crápulas de todos.

Nenhum réu preso na Ação Penal 470 é poderoso. Alguns são ricos, mas não poderosos. Simone Vasconcelos, ex-secretária de Marcos Valério, é rica e poderosa? A troco de que condená-la nesta Ação Penal 470? Por conspirar para eternizar o PT no poder através da aprovação da reforma da Previdência?

Um desses quinta-colunas das redes sociais, um desses pusilânimes ressentidos, sem coragem de se juntar ao coro dos psicopatas que festejam a barbaridade que estão fazendo com os réus da Ação Penal 470, apelou para a condição de Jacinto Lamas.

“Cada vez que se chama Jacinto Lamas de preso político se está cuspindo na cara de Herzog”.

Ora, essa gente é muito burra. Eles associam a condição de preso político à alguma espécie de santidade. Eles acham que todos os presos políticos, na história das ditaduras, eram santos, de esquerda, éticos e generosos? Ora, um filho da puta ladrão e, até mesmo assassino, também pode ser um preso político, desde que a sua prisão não esteja ligada aos crimes que efetivamente cometeu, mas a um processo político viciado. Neste sentido, todos os réus da Ação Penal 470 são, sim, presos políticos.

Nunca senti tanto nojo da imprensa brasileira. Ao mesmo tempo, sinto que alguma coisa de importante, alguma coisa nova, está prestes a acontecer.

Ontem acompanhei um amigo do Pizzolato que foi se encontrar com dois jornalistas da Globo, num restaurante em Copa. Uma moça bonita e simpática, e um rapaz um pouco mais velho que eu. O rapaz, um nome conhecido na Globo, me pareceu digno, e até mesmo um pouco ingênuo, ou fingindo sê-lo, ao afirmar que se empenharia em compreender efetivamente o que aconteceu no mensalão. O pano de fundo é a curiosidade e o nervosismo da mídia em torno do “dossiê” do Pizzolato. O que tem esse dossiê? Onde está Pizzolato? Ele dará entrevista? Os grandes jornais estão disputando um “furo”.

Demos exemplares da revista Retrato do Brasil aos dois, e eu disse: “leia essa revista com espírito desarmado, sem ódio político”. O jornalista me respondeu que sua filosofia é sempre estar desarmado. “Não tenho lado”, disse ele, sem saber o quanto essa resposta me decepcionou. É uma resposta clichê, farisaica, que em geral é hipócrita ou ingênua.

Sou adepto de Rui Barbosa, que falava: não existe imparcialidade diante da injustiça. Há um componente meio trágico nessa forma de pensar, mas infelizmente é a verdade: ou se está ao lado do povo, ou contra ele. Ao trabalhar na Globo, entretanto, um jornalista pode fazer um jogo duplo. A própria Globo é inteligente demais para não fazer jogo duplo e simular, intermitentemente, estar ao lado do interesse público. Mas ao longo de sua história, a Vênus sempre deixou bem claro de que lado está.

Certa hora, fui discretamente ao balcão do bar e, num ato de orgulho insano, paguei a conta. Queria ter o prazer de falar aos dois jornalistas: “Patrocínio Cafezinho!” E falei.

Até então, eu tinha agido com total cordialidade. Mas aí um pouco da irritação acumulada em anos de análise dos golpismos diários da Globo veio à tôna e eu disse para ele informar ao senhor Merval Pereira que eu não recebia nenhum dinheiro do governo.

“E manda um abraço para o Ali Kamel”, disse à guisa de despedida, antes de ir encontrar Raimundo Pereira e outros amigos que lutam para inocentar Pizzolato.

*

O jornalista questionou porque o amigo do Pizzolato trabalhava a seu favor. “Ora, porque sou amigo dele há muitos anos”, respondeu.

Tem gente, porém, que nunca vai entender isso, que há gente que assume causas por amizade, por ideais. O jornalista da Globo também perguntou pela esposa de Pizzolato. Eu respondi: “Traumatizada, cara. Anos de falsas acusações contra seu marido, um homem simples, sem recursos, sem dinheiro sequer para o advogado. A própria esposa teve que trabalhar para a sua defesa, fazendo uma verdadeira e duríssima caça a documentos que a acusação sistematicamente procurava esconder.”

Sobre o “dossiê” de Pizzolato, eu também tenho algumas partes aqui guardadas. O documento que divulguei ontem, o contrato entre a DNA e a Globo, está nesse dossiê, por exemplo. Nele, se vê que a Globo pagava bônus de volume à DNA, assim como faz com todas as agências. Alguns comentaristas ainda presos à lógica midiática reagiram dizendo que o documento não prova nada. Claro que prova, mas é preciso reuni-lo com os outros documentos. Todos os pontos da defesa de Pizzolato (e, consequentemente, de todos os réus) estão ancorados em documentos. No caso do documento que eu publiquei ontem (contrato da Globo com a DNA), deve-se entendê-lo junto com o Regulamento da Visanet (ver abaixo) e os documentos apresentados pela defesa dos publicitários, que provam o uso regular dos recursos da Visanet em campanhas de publicidade.

Outros comentaristas questionaram o porque desses documentos não terem vindo à tôna antes. Respondo. Em primeiro lugar, porque a acusação ocultou, deliberadamente, todos os documentos que podiam atrapalhar a montagem da farsa. Só depois da aceitação da denúncia, os advogados de defesa, a duras penas, começaram a ter acesso a documentos como o Laudo 2828, o Regulamento da Visanet, e contratos entre DNA e Globo que provam a regularidade do uso do Bônus de Volume. A mídia, por sua vez, fazia uma enorme carnaval, mas não apresentava nenhuma informação, depoimento ou documento que favorecesse a versão dos réus. Os buracos das matérias eram sempre ocupados com enormes infográficos, aqueles mesmos que jamais ousaram fazer quando há denúncias envolvendo a direita. Quando é o PSDB em jogo, eles dão a denúncia, mas sem grandes infográficos e, sobretudo, sem o espírito de campanha, sem a marcha militar tocando ao fundo.

Ainda na conversa com o jornalista da Globo, depois de sugerir que lesse a revista Retrato do Brasil com espírito desarmado, eu lhe contei a história de uma prima minha, que trabalhou no Estadão no período do mensalão. Ela me contava que suas colegas de profissão se engajaram tão histericamente na campanha contra o PT que chegavam a ligar para os senadores virem às sessões da CPI. Elas se tornaram uma espécie de milícia midiática anti-PT, como são até hoje.

Eu reproduzo abaixo outro documento bombástico. É o regulamento da Visanet. Este documento foi deliberadamente ocultado dos réus e da opinião pública até bem depois da aceitação da denúncia. É evidente que isso (esconder documentos) é um crime e representa mais um exemplo de cerceamento do direito à defesa.

Esse regulamento, sozinho, derruba a Ação Penal 470, porque ele prova duas coisas:

1) que os recursos do Fundo Visanet pertenciam à Visanet, uma empresa privada. Não era dinheiro público.

2) segundo o regulamento, cada banco sócio do fundo visanet tinha que escolher um gestor para autorizar as propostas de campanha publicitária e autorizar os pagamentos. A palavra final era da Visanet, sempre, mas os bancos também participavam do processo, mediante um gestor. No Banco do Brasil, esse gestor nunca foi Henrique Pizzolato. Ele não tinha nenhum poder para aprovar pagamentos à DNA, quanto mais transferir dinheiro sem a contrapartida dos serviços. Ele assinava memorandos internos. E, no caso em questão, a Procuradoria incriminou Pizzolato por causa de apenas 3 memorandos internos que ele assinou, mas que eram documentos sem nenhum valor deliberativo.

Eu sugiro aos leitores que assistam a esse vídeo, que acabei de editar, com um depoimento do próprio Pizzolato sobre a sua situação.

Em seguida, assistam a este outro vídeo, que traz um depoimento de Raimundo Pereira, editor da Retrato do Brasil, sobre o erro da procuradoria na questão do Visanet.

*

Agora explico o título de post. Ontem eu tive uma reunião com meu advogado. É um profissional muito bom, ligado ao conselho da OAB do Rio, e que pensa como eu. Acha um absurdo Ali Kamel querer silenciar a blogosfera via ações judiciais. E está otimista que vamos ganhar essa luta. Combinei com ele um valor razoável. A ajuda do Barão de Itararé deve cobrir a maior parte.

Mas preciso fazer uma última campanha de arrecadação de recursos para completar o pagamento deste advogado, e também para fortalecer o blog. Ano que vem será um ano eleitoral, e o aumento de visitação facilitará muito a comercialização de publicidade e venda de assinaturas. Mas ainda preciso contar com a ajuda de vocês para fechar bem este ano.

Eis as maneiras como você pode ajudar o Cafezinho:

1) Me perdoando por um atraso. Os livros que eu lançaria em novembro, só poderei fazê-lo em março de 2014. Os últimos desdobramentos (a prisão dos réus) e a ação do Ali Kamel, me forçam a incluir alguns capítulos em ambos os livros, além de terem me tomado o tempo e a serenidade necessários para finalizar o trabalho. Se você já fez sua reserva, tenha paciência que o livro será entregue em sua residência, em março.

2) Como ainda estou decidido a imprimir por conta própria e distribuir apenas aqui pelo blog, será uma tiragem limitada. Portanto, se você estiver interessado em adquirir um exemplar dos dois livros que lançarei em março do ano que vem, ainda pode fazer a sua reserva, por aqui.

3) Fazendo uma assinatura do Cafezinho.

4) Comprando títulos do Cafezinho.

5) Se quiser simplesmente fazer uma doação para ajudar nas custas do processo, as contas estão no link de Assinatura. Qualquer ajuda é importante.

*

Os psicopatas de Facebook (uma praga hoje em dia) ficaram completamente enlouquecidos quando divulguei essa foto ontem. Só por isso, vou divulgar a toda hora. Ela foi tirada em fevereiro ou março deste ano, numa jantar de que participei em homenagem a Genoíno. Na foto, Jorge Mautner, Genoíno e eu. Foi antes de Genoíno apresentar problemas cardíacos. Ele estava começando a superar a depressão, e me parecia bem forte e confiante de que venceria mais esta batalha. Não podia prever que mais covardias e arbitrariedades seriam cometidas por um Supremo comandado por um empregadinho sem escrúpulos da Globo.

eueGenoino

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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28 comentários

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José Carlos

22 de novembro de 2013 às 00h38

Miguel do Rosário é meu herói da resistência. E que texto denso e avassalador.

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Bel

21 de novembro de 2013 às 20h26

Pizzolato em vídeo detona: http://www.youtube.com/v/JHbouI62In8?hl=pt_BR&version=3&rel=0&showinfo=0

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Ana Luiza Backes

21 de novembro de 2013 às 20h45

Adoro ler o que você escreve, Miguel. Por que é inteligente, apaixonado e porque, ainda que a gente saiba que não existe ” a justiça” ou “a verdade”…a gente percebe que você as ama e persegue…

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Mutema

21 de novembro de 2013 às 06h27

Excelente!
Coragem e paciência para enfrentar a ignorância e o obscurantismo!

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Renato Abreu

21 de novembro de 2013 às 02h49

As pessoas sabem ler?

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Vilena Soares

21 de novembro de 2013 às 02h35

Parabéns. Texto mais impressionante, tocante…

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Maria Viana Costa

21 de novembro de 2013 às 02h13

Eu só sei de uma coisa, no caso do Genoino ele foi punido por avalizar o seu PT(assinar empréstimos de fachada) em um esquema corrupto, acredito que não tenha levado muito dinheiro nisso, mas tem que pagar por achar que todo brasileiro é bobo, e por achar que o Estado Brasileiro estava a serviço do partido dele, ou seja, pagou por ser burro mesmo, e achar que a ideologia dele era maior que tudo e todos.

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Marcilio Landim Meireles

21 de novembro de 2013 às 01h57

corrupto fdp….

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Maria De Lourdes Carvalho

21 de novembro de 2013 às 01h44

Texto impecável. Parabéns. A luta continua.

Responder

Janete Moura

21 de novembro de 2013 às 00h28

Nossa Senhora, q Deus nos livre dos comunistas!

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Renato Abreu

21 de novembro de 2013 às 00h22

É isso aí Miguel! Os coxinhas, os reaças e os golpistas não gostam dos nomes que lhes damos, a carapuça serviu e eles ficam inquietos com isso. Sabem quem são.

E o “dossiê” do Pizolatto, o inquerito 2474, vai acabar com a farça de uma vez por todas! Mais inquietude do lado de lá!

Ps: belo post! Quando eu tiver grana vou assinar O Cafezinho, o blog mais bombástico da web!

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Fatima Felipe Freire

20 de novembro de 2013 às 23h05

Estou intrigada com algo que vem acontecendo ultimamente quando chega ao meu Facebook um link do blog O Cafezinho, logo abaixo aparece links da Isto É , Folha e outras do gênero com a seguinte frase; semelhantes a O cafezinho, com o número de curtidas e para serem curtidas, o pior é que não sei como retirar da página.

Responder

Jose Francisco Oliveira

20 de novembro de 2013 às 23h01

Vamos lá, guerreiro !!!

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Lilian Vinhas

20 de novembro de 2013 às 22h56

Fantástico esse texto, parabéns por seu trabalho, ele é simplesmente essencial.

Responder

nancy lima

20 de novembro de 2013 às 20h18

parabéns,vamos a luta!

Responder

Fernando Castilho

20 de novembro de 2013 às 22h10

Miguel, chorei. Agora mesmo ergo as mãos ao céu e agradeço o privilégio de encontrar você e ser seu amigo, mesmo que virtual, uma pessoa de caráter realmente. Obrigado, amigo.

Responder

Jaciel Barros

20 de novembro de 2013 às 22h01

Matheus Volponi, O Cafezinho já vestiu faz tempo…

Responder

Jaciel Barros

20 de novembro de 2013 às 22h00

A casa do PT e do Foro de São Paulo, vai cair.

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Jaciel Barros

20 de novembro de 2013 às 21h59

“Coxinha”, “PIG”, “reaça”, etc… só os verdadeiros idiotas úteis usam esse tipo de vocabulário.

Quem defende esse tipo de criminoso, tem o rabo preso e é tão canalha quanto.

Responder

Denise Barbosa

20 de novembro de 2013 às 21h13

Grande Miguel

Responder

Flá Ahm

20 de novembro de 2013 às 20h11

não sei se choro, esperneio ou tenho fé. Fé em pessoas brilhantes que podem desprogramar a máquina.

Responder

Miguel Do Rosario

20 de novembro de 2013 às 20h09

Coxinha patético.

Responder

Vera Borda Candido Pereira

20 de novembro de 2013 às 19h56

No começo de dezembro voltarei a assinar o blogue. Até agora, não deu.

Responder

Matheus Volponi

20 de novembro de 2013 às 19h55

Patético

Responder

O Cafezinho

20 de novembro de 2013 às 19h55

Coxinha

Responder

    Avelino

    20 de novembro de 2013 às 20h13

    Você se descreveu muito bem.

    Responder

      Avelino

      21 de novembro de 2013 às 05h18

      Este comentário foi para o tal Matheus.

      Responder

Matheus Volponi

20 de novembro de 2013 às 19h44

Descurtindo a page agora!

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