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Hum… Receita desmonta fraude em venda de papel

Por Miguel do Rosário

13 de dezembro de 2013 : 12h42

Hum… Essa história me parece contada pela metade. A quem interessaria aumentar artificialmente a receita das revendedoras de papel para jornais e revistas, com o objetivo de baixar o preço do produto? 

13/12/2013 – 03h00
Receita desmonta fraude em venda de papel sem tributos

CLAUDIA ROLLI, NA FOLHA
DE SÃO PAULO

A Receita Federal desmontou um esquema de sonegação de impostos na importação de papel imune, usado para imprimir livros e jornais.

Foram identificadas como fraudadoras 43 empresas, entre importadoras, estabelecimentos de fachada (criados para emitir notas fiscais) e empresas de cobrança.
Por ano, entidades do setor estimam que R$ 500 milhões em tributos deixem de ser recolhidos com a fraude.

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O papel usado na impressão de livros, jornais e periódicos é isento do pagamento de tributos como Imposto de Importação, IPI, PIS/Cofins e ICMS. A diferença na carga tributária entre o papel comercial e o imune é de 35%.

O grupo investigado trazia o papel ao país declarando que ele estaria destinado a livros ou jornais, mas, na prática, revendia-o a atacadistas, distribuidores e empresas interpostas, para ser usado por gráficas em panfletos (venda de imóveis), propaganda (supermercados, drogarias) e até mesmo ser vendido como papel sulfite no varejo, papelarias e pequenos comércios.

Na alfândega de Santos, foram 250 contêineres apreendidos, com 5.000 toneladas de papel. Em um depósito da região metropolitana, mais 2.200 toneladas. No total, valem R$ 22 milhões.

Foi a maior apreensão já feita no Estado, segundo o fisco, que investiga as empresas desde janeiro.

“Serão fiscalizados também os clientes que se aproveitaram da fraude, comprando papel com menor preço, de empresas laranjas”, diz Fabio Ejchel, superintendente-adjunto da RF de São Paulo.

O fisco paulista deve cassar a inscrição estadual dos estabelecimentos que participavam da fraude -são 35 identificadas como empresas “noteiras”, criadas por “laranjas” para emitir notas.

Com documentação falsa, um contador conseguiu abrir um empresa há dois anos com duas sócias -uma delas estava morta desde 2005, e a outra em 2007, informa Marcos F.P. de Siqueira, superintendente-adjunto da RF, para área aduaneira.

No Paraná e em Santa Catarina, outra quadrilha, formada por distribuidoras e importadoras, também está sob investigação.

Ao menos duas empresas já pararam no Brasil de produzir papel couché -usado quando imune na fabricação de revistas e periódicos e quando não imune em panfletos comerciais, folders e cardápios de restaurantes, pizzarias, cafés-, segundo elas, por causa da concorrência desleal: a japonesa Oji Papéis e a finlandesa Ahlstrom.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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Luiz Carlos

15 de dezembro de 2013 às 12h23

O sonho dourado dos capitalistas tupiniquins é ficarem totalmente isentos que qualquer imposto. Os benefícios prestados pelos governos, inclusive os empréstimos a juros simbólicos do BNDES, seriam pagos pelos pobres através do consumo. A luta deles é primeiro esta e depois a luta política, incluindo os preconceitos de ex classe dominante. Sonegam (vide Globo e Bancos), compram parlamentares para providenciar seus interesses, e ainda nos vendem produtos cada vez piores/sem credibilidade e mais caros. Assim iremos todos para o buraco.

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Barbara Ferreiro

14 de dezembro de 2013 às 01h53

A GROBO , faz lavagem com papel , aí é FLATULÊNCIA , pelo jeito a GROBO , tá valendo menis que um PUM .

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