Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Apertem os cintos, o piloto sumiu!

Por Miguel do Rosário

23 de dezembro de 2014 : 16h22

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Pensei que a presidenta tinha amadurecido politicamente, mas acho que me iludi.

Se o governo continuar trocando os pés pelas mãos desse jeito, os próximos quatro anos serão um pesadelo.

A última trapalhada da presidenta, no café da manhã com jornalistas da grande imprensa, ao dizer que consultaria o Ministério Público antes de escolher um ministro, resultou num belíssimo tiro no próprio pé.

Errar é humano.

O que nos intriga são as causas do erro.

Dilma está novamente fazendo o jogo da mídia.

Em seu discurso de posse, falou em “pacto nacional contra a corrupção”.

Ótimo, precisamos mesmo disso. Só que um pacto pressupõe que todos os lados queiram fazer um acordo, e não é o que acontece no Brasil.

Era necessário tocar na corrupção, mas também na questão política, e daí mencionar o monopólio da mídia.

Uma mídia mais plural significa uma mídia mais democrática, capaz de indicar caminhos para se mudar a cultura de corrupção no Brasil.

Ninguém parou para pensar que a cultura de corrupção no Brasil é fruto do status quo?

Do mesmo status quo que fez dos barões da mídia as famílias mais ricas do país?

A mídia nunca ajudou a combater a cultura da corrupção, até porque ela vive da corrupção.

Sem corrupção, o que a mídia vai denunciar?

Sem corrupção, a mídia terá que fazer um debate político sério sobre políticas sociais.

A corrupção enriquece os corruptos mas enfraquece partidos e governos, ou seja, debilita o universo político, que pertence ao coletivo, para fortalecer apenas alguns indivíduos.

E interessa à mídia que os governos e partidos sejam fracos, para que ela possa manipulá-los e chantageá-los.

Por isso a mídia só trata o tema da corrupção com moralismo e sensacionalismo.

Não há um debate calmo e maduro sobre formas de combatê-la. Não se investiga o exemplo de outros países, em como eles conseguiram reduzir as suas taxas de corrupção.

A corrupção também precisa da blindagem da mídia.

A corrupção tucana, por exemplo, sempre contou, até hoje, com a proteção da mídia.

Com o PT no Executivo, criou-se um atrito entre mídia e governo, e este é o ponto saudável desta briga.

O lado não saudável é a distorção do processo democrático. A mídia só denuncia um lado do espectro político, e isso não ajuda a combater a corrupção, e cria um desequilíbrio na formação da opinião pública.

Não existe nada mais idiota, por exemplo, do que achar que se vai combater a corrupção tirando o PT do poder.

Estou lendo com muita atenção o livro da Clauda Wallin sobre a Suécia. A luta contra a corrupção na Suécia se deu ampliando a participação social, aumentando a transparência pública e combatendo a desigualdade econômica.

Interessante notar que estas são as principais armas para se combater a corrupção, segundo as próprias autoridades suecas.

Aqui, a única arma contra a corrupção brandida por autoridades e mídia parece ser a truculência penal.

Recentemente, o procurador geral, num acesso de fúria udenista, disse que os corruptos precisam “conhecer o cárcere”.

Sim, mas e quando o corrupto for o promotor público? O próprio juiz? A própria mídia?

Não adianta, a forma mais eficaz de combater a corrupção é ampliando a transparência e isso implica também na instituição de uma mídia mais plural e, portanto, mais eficiente.

Uma imprensa que, em sua diversidade, investigue tucanos e petistas.

Mesmo sendo um dos países menos corruptos do mundo, os suecos ainda se preocupam em aumentar, cada vez mais, a transparência do Estado e a vigilância.

A Suécia possui uma TV pública com um jornalismo de altíssima qualidade, independente de governos e partidos, que faz denúncias regularmente contra autoridades e empresas.

Por que Dilma não falou na mídia em seu discurso de posse?

Por que não externou um projeto de combater a corrupção através da ampliação da participação social, a qual, por sua vez, poderia ser aprimorada via abertura de canais públicos de TV em cada município.

Uma tv pública para que cada cidade acompanhe os debates e os gastos de sua prefeitura, de sua câmara de vereadores, de seu judiciário e de seu ministério público.

Por que se limitou a fazer um discurso convencional contra a corrupção, aderindo à agenda udenista?

É óbvio.

Ela fez isso porque viu apenas a repercussão que poderia ter na imprensa familiar.

Em junho de 2013, milhões de pessoas saíram as ruas entoando o refrão: “a verdade é dura, a rede globo apoiou a ditadura”.

Quando Dilma fez seu pronunciamento, algumas semanas depois, tentando responder às ruas, não falou na mídia.

Perdeu uma belíssima oportunidade para fazer história.

E não falou porque a mídia “filtrou”, em seus canais, a manifestação das ruas contra a própria mídia.

A mesma coisa agora vale para a sua afirmação, a jornalistas, de que consultaria o procurador geral da república e o ministério público antes de escolher um ministro.

“Eu só quero sim ou não”, disse Dilma.

Por um segundo, um dos meus botões disse a outro: “pode ser uma boa ideia! Dá um drible no Ministério Público, que se tornou uma espécie de quinto poder (o quarto é a mídia). Se houver qualquer denúncia contra o ministro, o MP partilhará a responsabilidade. Afinal, manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

O outro botão, porém, rebateu de pronto: “e você acha que o procurador vai cair nessa? além do mais, isso é entregar, voluntariamente, um poder soberano, fundado no voto popular, em mãos de outro, estamental, baseado numa meritocracia ainda profundamente elitista”.

Dito e feito.

Dilma tomou um carão desnecessário do procurador, da mídia e até mesmo conseguiu ressuscitar, das catacumbas de Miami, Joaquim Barbosa, o justiceiro mascarado!

Era óbvio que uma afirmação dessas só poderia ser feita se combinada antes com o procurador-geral. E, de qualquer forma, é um absurdo.

No mesmo café da manhã com os jornalistas, Dilma ou os jornalistas mencionam a abertura do capital da Caixa.

Dilma responde que isso está em estudo, e pronto, fica por isso mesmo, um fantasma no ar.

Não há o mínimo respeito pela base social que tanto lutou por sua eleição.

Que história é essa de abrir o capital da Caixa?

Custa vir e dar uma explicação mais consistente?

A base social de Dilma não é intolerante. Ao contrário, tem infinita capacidade de compreensão dos dilemas do governo.

Mas precisa de um mínimo de atenção, que as coisas sejam explicadas para ela.

A presidenta, pelo jeito, não tem um conselho político.

E desistiu de constituir um serviço de inteligência, que até países pequenos possuem, como Cuba e Israel, para analisar o passado e a integridade de seus colaboradores.

Quer dizer que se o procurador dissesse apenas “não” para algum ministro, sem acrescentar mais nenhuma informação, a presidenta desistiria de nomeá-lo?

A presunção da inocência foi abolida no Brasil?

Basta um procurador implicar com alguém, que a pessoa perde seus direitos políticos?

Neste caso, Dilma teria que pedir a opinião também da Globo, antes de nomear alguém.

A comunicação oficial, um ponto central em qualquer instituição, mormente um governo numa democracia altamente polarizada quanto a nossa, permanece terceirizada à mídia de oposição.

Ninguém dá entrevistas, não há um porta-voz, o blog do Planalto é insosso.

Sempre que um ministro quer falar à população, vai à Globo.

Alguns se limitam a programa de entrevistas em tv fechada, como Mercadante.

A intenção nem é falar à população, mas apenas a setores da elite.

A TV Brasil continua jogada às traças, aparelhada por um esquerdismo senil, que não se interessa por audiência.

Ao invés de comprar séries de qualidade, que possam competir com novelas da Globo, prefere exibir apenas documentários sonolentos.

Não tem uma curadoria para filmes, da América Latina, da Europa, da Ásia, ou mesmo dos EUA. Prefere reprisar, pela milésima vez, algum filme brasileiro da década de 80. Qualquer filme.

Pior, a TV Brasil não tem uma relação orgânica com as redes sociais. As entrevistas nos programas do Nassif e do Paulo Moreira Leite não são enviadas para os blogs, para que possam ser assistidas via internet.

Aliás, será preciso, em breve, medir a audiência das tvs também nas redes sociais.

O jornalismo da TV Brasil, por sua vez, permanece atrelado a um burocratismo medroso, preguiçoso e borolento.

Para encerrar o post com um pouco de otimismo, o blog do Rovai diz que Ricardo Berzoini deve ser nomeado ministro da Comunicação.

A pasta será fortalecida com a transferência de toda a responsabilidade da publicidade oficial para ela.

Como Berzoini é um quadro político com um pouco de brizolismo nas veias, é uma luz no fim do túnel.

Feliz Natal!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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42 comentários

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Surreal

25 de dezembro de 2014 às 13h36

O POVO QUER SABER… SE NÃO QUEREM OU NÃO PODEM CHEGAR NOS VERDADEIROS MAFIOSOS TUCANALHAS, CORRUPTOS SECULARES, VERDADEIROS LESA PÁTRIA, QUALQUER OPERAÇÃO DA PF CONTRA A CORRUPÇÃO SERÁ APENAS OPERAÇÃO POLÍTICA SEM SENTIDO E A JUSTIÇA CONTINUARÁ SENDO UMA BALANÇA MUITO DESEQUILIBRADA. O POVO QUER SABER… E OS MAFIOSOS CORRUPTOS TUCANALHAS SOLTOS??? SOLTOS DE INÚMERAS CPIS. ATÉ QUANDO??? ATÉ QUANDO OS CORRUPTOS TUCANALHAS VÃO CONTINUAR SENDO BLINDADOS PELOS JUÍZES E MÍDIA CÚMPLICE MERCENÁRIA??? O POVO QUER SABER. ATÉ QUANDO??? ATÉ QUANTO??? OU MUITAS EMPRESAS E POLÍTICOS VÃO PAGAR AS PENAS, MENOS O LÍDER DAS CORRUPÇÕES: O PSDB E SEUS PROTEGIDOS? E ATÉ QUANDO A MÍDIA ENTREGUISTA VAI TRAIR O BRASIL???

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Ricardo

24 de dezembro de 2014 às 10h45

Votei na Dilma por falta de opção. Ela é péssima!!!! Até quando o PT vai aguentar tanta incompetência dessa senhora. Ainda bem que nossos partidos de direita e seus candidatos são ridículos.

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elisa

24 de dezembro de 2014 às 09h28

Concordo com o Emerson Luis, acho que essa questão do Ministério Público é um esboço de um jogo político da Dilma, que, ainda que atrapalhadamente, está tentando começar algo. Quanto aos Ministérios, gostei do Cid e do Berzoini, ainda que preferisse o Franklin Martins, de todos para mim a pior escolha foi a Kátia Abreu. O Kassab, não gostei, mas foi um dos que ajudaram a eleger a Dilma, talvez, dentro das proporções, mais do que o PT,o Kassab deu muito mais a cara a bater, contrariando inclusive o PSDB. Tantos foram para o lado de lá, pelo menos um veio para cá, não é? Enquanto não houver reforma política, vai ser assim, o governo tem de escolher entre a base aliada (dar apoio aos aliados já é um avanço no caso da Dilma), mas é uma base balaio de gatos.

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L. Souza

24 de dezembro de 2014 às 00h07

Não nos deixemos incomodar por declarações arrogantes dadas por juristas de plantão que passam a vida decorando códigos para manipular opiniões e fazer jogo de influência em seus próprios benefícios. Não vamos entrar nesse jogo de baixo quilate. Se colocado à frente de qualquer microempresa nenhum deles sobreviveria. A intenção da presidenta era e continua sendo excelente. Nomear com mais subsídios é uma excelente técnica. Exercitada em grandes empresas com a assessoria de auditorias internas, que nem por isso perdem a sua autonomia. Não entremos no jogo dos papagaio dos tucanos.

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Renato

23 de dezembro de 2014 às 21h12

Sem corrupção, o que a mídia vai denunciar?

Melhor ler isso que ser cego.

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Renato

23 de dezembro de 2014 às 21h11

“Sem corrupção, o que a mídia vai denunciar?”
Melhor ler isso que ser cego…

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Ines Ferreira

23 de dezembro de 2014 às 22h04

concordo com vc e acho q ter mercadante como conselheiro tb não é positivo há melhores.

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Masuko Souza

23 de dezembro de 2014 às 21h47

Mas o Barbalho para a Pesca também é difícil de aceitar!

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Diogo Vicenzi

23 de dezembro de 2014 às 21h39

Uma ressalva: Não existe essa de dar explicação sobre abrir o capital da caixa para a bolsa! Nós lutamos contra o projeto de Aécio que visava o enfraquecimento dos bancos públicos brasileiros. Dilma dizendo isso, esta adotando o projeto que foi extirpado via voto popular.

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Edson J

23 de dezembro de 2014 às 19h15

Infelizmente, Miguel, esses quatro anos tendem a ser decepcionantes para a maioria, os 54 milhões que elegeram Dilma. Como ela só ouve o dândi da Casa Civil e o estorvo da Justiça, só vai fazer besteira. Aliás, é o que tem feito desde a eleição.

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Euler

23 de dezembro de 2014 às 18h57

Havia comentado no Tijolaço que discordava desta postura da nossa presidenta, de consultar o MP na escolha de ministros de estado. Trata-se de uma prerrogativa exclusiva da presidenta, e ela não pode abrir mão deste poder. Já tem aberto mão de muitos poderes e atribuições, por exemplo, quando permite que a Polícia Federal aja de forma partidarizada contra o PT. No tocante à mídia, não há mais o que comentar ou o que lamentar tamanho o descaso com uma questão tão essencial para a governabilidade de qualquer partido, e mais ainda para um partido que defenda propostas de transformações sociais. O Brasil dos de baixo está sendo sangrado por conta dessa omissão do governo federal em permitir que permaneça o mafioso monopólio da mídia golpista.

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Joao Felipe Martins

23 de dezembro de 2014 às 20h51

Bom texto. Obrigado.

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Carlos Costa

23 de dezembro de 2014 às 20h32

Eu acredito que Dilma não confia nas informações passadas pela “sua” Polícia Federal. Dilma não consultará o MP; pedir-lhe-á “nada consta” apenas.

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J Pericles

23 de dezembro de 2014 às 18h23

Tsunami no Brasil?
A pobre menina-rica Venina, meteu a mão em cumbuca!
A Graça Fóssil, Aprendiz de Feiticeira, com J. Santana como tutor, já começou a “desconstruir” a figura da Gerente Dedo Duro. Lembram da Marina Silva? A farsa se repete. A delação da Venina não será premiada.
Sem esperança! A Justiça tarda e falha!
Já tirei meu visto para a Bolívia. Lá eu sou amigo do índio.

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Ester Alves

23 de dezembro de 2014 às 19h54

Calma gente, ainda estamos na etapa de organização esse segundo governo, ele não pode soltar informações sigilosas, diante dessa mídia abutre e inimiga em cima, todo cuidado é pouco. Ainda não podemos antever as articulações do governo em formação. Torço e oro muito que acertem. Gostaria muito que os blogueiros bem informados e com habilidade de análise dos fatos políticos continuassem o seu trabalho que podem ajudar as ações do governo, porque não acredito que o governo dispense a leitura e orientação de jornalistas independentes.

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Mauricio Gomes

23 de dezembro de 2014 às 17h51

Nomear Kátia Abreu, Kassab e Helder Barbalho é uma afronta para a militância que empurrou a Dilma para a vitória e que sofreu até o final da apuração. A seguir nessa toada, os próximos serão o BolsoASNO, o Garotinho e o Silas Malafaia. Não votei na Dilma para isso, ou ela faz um segundo mandato muito melhor que o primeiro ou adeus PT em 2018.

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    Paulo Antonio Bondan

    23 de dezembro de 2014 às 17h55

    Garotinho já esta na maquina

    Responder

Carminha

23 de dezembro de 2014 às 17h51

Miguel acho que Dilma só quer saber da idoneidade dos possíveis ministros,e não a permissão.

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    Miguel do Rosário

    23 de dezembro de 2014 às 18h09

    Sim, mas a idoneidade de ninguém está em mãos do MP.

    Responder

      Ricardo

      24 de dezembro de 2014 às 10h47

      Resposta PERFEITA, Miguel!

      Responder

MANREL

23 de dezembro de 2014 às 17h27

Miguel, concordo contigo, porem, a melhor maneira de enfrentar o touro é quando se está na arena, nesta eleição já passamos vários obstáculos, a partir do 2º semestre vamos pegar o Touro pelo rabo.

Responder

nilo walter

23 de dezembro de 2014 às 17h23

Miguel, já li o livro sobre a Suécia citado no seu texto .

Boas festas e muita saúde extensivas aos seus familiares.
Descanse a cuca.

Eleição não resolve os problemas do Brasil .

Responder

Lesina

23 de dezembro de 2014 às 17h20

Concordo absolutamente e creio que a Dilma do segundo mandato tem-se demonstrado pior que a do Primeiro, Governo novo, ideias novas, mas talvez nao melhores.

Responder

Lucas Sposito

23 de dezembro de 2014 às 19h19

Boa matéria. Gostei muito da frase em que disse: “não existe nada mais idiota do que pensar que se tirar o PT isso irá acabar com a corrupção”. Concordo em gênero, número e grau.

Responder

Alex Dal Pino

23 de dezembro de 2014 às 19h16

Eu discordo. Ela tem que checar o sujeito antes de indica-lo, ela poderia ter usado a Abin, aí todo mundo que tá rodando a baiana ia dizer que ela tá invadindo a vida privada de santos. Mais fácil peguntar ao Janot se o sujeito ta na lista da lava jato. Não tem trapalhada nenhuma. Imaturidade política é a de quem a acusa disso

Responder

    O Cafezinho

    23 de dezembro de 2014 às 19h21

    ué, tanto é trapalhada que o procurador se recusou, de maneira humilhante para a presidencia da republica

    Responder

    Alex Dal Pino

    23 de dezembro de 2014 às 19h22

    ele se recusou porque o segredo de justiça só vale para o governo

    Responder

    O Cafezinho

    23 de dezembro de 2014 às 19h38

    sim

    Responder

Paulo Silva

23 de dezembro de 2014 às 17h15

A carcomídia depende da corrupção para sobreviver.

Responder

Alexandro Rodrigues

23 de dezembro de 2014 às 19h13

Essa Dilma é uma idiota mesmo! Eu não votei na Dilma, eu votei no PT! Agora que dá vergonha alheia o amadorismo desse bando de ministros inexpressivos comandados por uma tecnocrata antipática, ahh isso dá! Claro que não seria melhor com o Cheirador e espancador de mulheres. Agora o tal ministro da justiça, que deveria ter aconselhado ela sobre a inviabilidade desta consulta, resolve manifestar-se depois da tal presidenta já ter dito merda em público! E pior… ela vai manter o Zé Cardoso no cargo… ahhh Dilma! As vezes de raiva, acho que você até mereceria um impeachment… Quem não merece é o Brasil!

Responder

    Alex Dal Pino

    23 de dezembro de 2014 às 19h17

    Não tem amadorismo nenhum.

    Responder

      Mauro Silva

      23 de dezembro de 2014 às 19h46

      concordo.
      é títere do império.
      mais um.
      foi o maior estelionato eleitoral da história brasileira.

      Responder

    Alexandro Rodrigues

    23 de dezembro de 2014 às 19h20

    A questão Alex não é a consulta em si. Claro que é melhor checar se fulano tá metido ou não nestas falcatruas para evitar crises (por que de crises o governo Dilma já tá cheio). A questão é a viabilidade legal de tal consulta ao MP. Este é o ponto. Se o vagabundo do Ministro da Justiça sabia que isso não seria possível, por que ele não a informou antes que ela desse mais essa bola fora em público?

    Responder

    Fabio

    28 de dezembro de 2014 às 12h14

    Dilma é uma traidora e não merece governar um gigante como nosso Brasil.

    Responder

Gisele Secco

23 de dezembro de 2014 às 19h05

Daniel e Álvaro Nascimento

Responder

Armand de Brignac

23 de dezembro de 2014 às 17h04

A inveja que você tem da GLOBO é imensurável !

Responder

    Miguel do Rosário

    23 de dezembro de 2014 às 17h15

    Inveja de quem se fez na ditadura?

    Responder

    Joca de Ipanema

    23 de dezembro de 2014 às 17h55

    Monsieur de Brignac, Vicomte des Mes Deux Couilles.
    Savez-vous qu’une révolution a eu lieu, il y a dejà un certain temps, et que le cou de Votre Altissime Seigneurerie Louis Capet a éte tranché à l’appareil de Mr Guiollotin?

    Responder

      Armand de Brignac

      23 de dezembro de 2014 às 18h39

      Vous pouvez aller vous faire foutre, Joca de Ipanema !

      Responder

        Miguel do Rosário

        23 de dezembro de 2014 às 18h56

        Education!

        Responder

Arthur Caria

23 de dezembro de 2014 às 18h41

Roque Pinto

Responder

Cleide Portella

23 de dezembro de 2014 às 18h29

Putz!! Você tem razão!! Desta maneira vão ser 4 anos sofrendo!! :(

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