Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Cientistas políticos entram na campanha contra o golpe

Por Miguel do Rosário

03 de dezembro de 2015 : 21h37

Se este impeachment acontecer, os golpistas que assumirem o poder vão ter de usar muita bomba, muito cassetete.

Setores crescentes da sociedade não aceitarão facilmente um golpe paraguaio.

O impeachment pode ter apoio dos retardados on line, mas os cientistas políticos, em sua esmagadora maioria, são contra.

Na época de Collor, havia consenso contra o presidente.

Hoje não.

Há uma preocupação genuína em se preservar a democracia, contra aventuras políticas e rupturas traumáticas.

O respeito ao resultado das urnas é condição essencial para termos uma democracia consolidada.

***

No site da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP).

Nota: ABCP expressa preocupação e perplexidade com a aceitação do pedido de impeachment do mandato de Dilma Rousseff

A Associação Brasileira de Ciência Política vem a público expressar sua preocupação com o pedido de impeachment do mandato exercido pela presidente Dilma Rousseff, aceito ontem pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A ABCP conclama os atores políticos do país a agirem com responsabilidade na defesa da estabilidade das instituições democráticas.

Embora o instrumento jurídico-político do impeachment faça parte da institucionalidade democrática existente no Brasil, causa perplexidade e preocupação a forma como ele foi aceito pelo presidente da Câmara dos Deputados. Acuado por gravíssimas denúncias de corrupção e ocultação de recursos no exterior, o deputado Cunha utilizou-se do instrumento, talvez o mais importante na defesa da ordem democrática, como arma na tentativa de resguardar seus interesses privados. Por conta disso, a ABCP expressa a sua perplexidade diante da utilização ilegítima e sem fundamentação jurídica do instrumento do impeachment por uma das mais altas autoridades da república.

Independentemente das opiniões favoráveis ou contrárias ao governo de Dilma Rousseff, a ABCP chama a atenção da população brasileira para os riscos iminentes diante das grandes conquistas da nossa democracia desde 1988. Temos no Brasil instituições republicanas fortes, um judiciário independente e uma cidadania ativa. Acreditamos que o grave momento por que passa a democracia no país tem de ser resolvido no sentido do reforço da legalidade, da impessoalidade, do interesse público e do equilíbrio entre os poderes que têm inspirado nossa construção democrática desde 1988.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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26 comentários

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Luiz Alberto Gonzales

05 de dezembro de 2015 às 13h08

Fôra DILMA.
Fôra PT corrupto

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Eder Julio

04 de dezembro de 2015 às 22h59

fora Dilma e fora cunha.

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Silvio Guedes

04 de dezembro de 2015 às 10h53

O plano B do golpe do PSDB é colocar o Temer no lugar da presidente Dilma para colocar a pauta “ponte para o inferno” de brutal retrocesso e evitar a justiça no pé deles.

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Thiago Nicolau

04 de dezembro de 2015 às 03h01

Golpe é meu ovo

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Marcia Garabini

04 de dezembro de 2015 às 01h55

É um aborto vindo de quem veio!

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Eduardo Benzatti

04 de dezembro de 2015 às 01h42

Dia seguinte: Governadores do NE contra o Golpe; imprensa internacional denunciando tentativa de Golpe, Mercado reage bem, CNBB contra, a Rede contra, o PSOL contra… o processo de impeachment nasceu morto.

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Messias Franca de Macedo

03 de dezembro de 2015 às 22h10

PT não cede à chantagem de Eduardo Cunha e recupera a dignidade

O analista político Paulo Vannuchi comentou o acolhimento de pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha.

https://soundcloud.com/redebrasilatual/sem-ceder-a-chantagem-de-cunha-pt-recupera-sua-dignidade

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h02

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h02

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h02

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h02

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h01

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h01

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h00

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Rose Andrade

04 de dezembro de 2015 às 00h00

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    Felipe Corrêa

    04 de dezembro de 2015 às 02h57

    acho que tão torcendo pra trocar o piloto, ja que ele ta fazendo o avião cair.

    Responder

Rose Andrade

03 de dezembro de 2015 às 23h59

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Rose Andrade

03 de dezembro de 2015 às 23h59

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Luiz Henrique

03 de dezembro de 2015 às 23h57

Golpe nao

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Luiz Henrique

03 de dezembro de 2015 às 23h57

Golpe nao

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Messias Franca de Macedo

03 de dezembro de 2015 às 21h48

Leonardo Boff: um eticamente desqualificado, um delinquente político, manda a julgamento uma mulher íntegra e ética
POR FERNANDO BRITO · 03/12/2015
(…)
FONTE [LÍMPIDA!]: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/12/03/um-eticamente-desqualificado-manda-a-julgamento-uma-mulher-integra-e-etica/

Responder

Messias Franca de Macedo

03 de dezembro de 2015 às 21h47

Três razões pelas quais o pedido de impeachment é inconstitucional

publicado em 03 de dezembro de 2015 às 20:53

Objeções jurídicas ao impeachment

Do Congresso em Notas – Laboratório de Estudos Mídia e Política/IESP/UERJ

(…)
DESVIO DE PODER
O Presidente da Câmara recebeu o pedido de impeachment horas depois de o Partido dos Trabalhadores ter anunciado que votaria pela admissibilidade do processo pela cassação de Cunha no Conselho de Ética. Trata-se de uma retaliação explícita.
(…)
RITO DO IMPEACHMENT
O primeiro ponto questionável é a falta do direito de defesa prévio anterior ao recebimento do pedido de impeachment. A Lei nº 1.079/1950, que regula o impeachment, é anterior à Constituição de 1988. A Constituição prevê uma série de garantias procedimentais (como o direito ao contraditório) que não seriam devidamente contempladas pela Lei.
Além disso, nem a Constituição nem a Lei dão ao Presidente da Câmara o poder de receber a denúncia sozinho.
(…)
MÉRITO
Existem várias objeções ao mérito do pedido de impeachment – centrado nas “pedaladas fiscais”. A primeira delas é que justamente ontem o Congresso aprovou o PLC 5, que permitiu ao governo devolver as “pedaladas” de 2014. A proposta aprovada previu o abatimento de até R$ 57 bilhões para compensação dos pagamentos atrasados.
A Comissão Especial da OAB criada para dar parecer sobre o impeachment, por sua vez, decidiu que no mérito o impeachment é inconstitucional. São três argumentos:
(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.viomundo.com.br/politica/as-tres-razoes-pelas-quais-o-pedido-de-impeachment-e-inconstitucional.html#comment-947194

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Katy Katyta

03 de dezembro de 2015 às 23h47

E o povo ? cadê? não precisa gostar da Dilma mais do seu país o povo tem que se manifesta pq essa não é a vontade da maioria mais sim de meia dúzia de políticos que não pensa no povo no país mais sim em seus próprios interesses

Responder

Katy Katyta

03 de dezembro de 2015 às 23h47

E o povo ? cadê? não precisa gostar da Dilma mais do seu país o povo tem que se manifesta pq essa não é a vontade da maioria mais sim de meia dúzia de políticos que não pensa no povo no país mais sim em seus próprios interesses

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Joel Araujo

03 de dezembro de 2015 às 23h47

Não destruirão nossa democracia! Não permitiremos!

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Joel Araujo

03 de dezembro de 2015 às 23h47

Não destruirão nossa democracia! Não permitiremos!

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