Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

O futuro do Brasil está em aberto: Se Temer cair, o que pode acontecer?

Por Redação

13 de dezembro de 2016 : 16h38

O editorial do jornal OGlobo de hoje, 13, que propõe eleições indiretas caso Michel Temer seja inviabilizado, marcou o fim do último reduto midiático do presidente. A crise está escancarada. Jornalista apresenta dossiê do que está por vir nos próximos meses para o Brasil.

No Jornal GGN

Xadrez dos senhores da guerra contra o pacto nacional

Por Luis Nassif

Peça 1 – o vazamento da delação da Odebrecht

O Procurador Geral da República Rodrigo Janot ordenou abertura de sindicância para investigar o vazamento da delação do lobista Cláudio Monteiro, da Odebrecht.

É blefe. Como é blefe a desculpa de que há várias fontes de vazamento, não sendo possível apurar a origem do vazamento.

Dado o alto grau de octanagem da delação – que deixa em suspenso todo o mundo político – só há duas explicações para o fato do PGR não ter montado um sistema severo de controle sobre os documentos:

Hipótese 1 – o vazamento partiu da própria PGR.

Hipótese 2 – o vazamento partiu de operadores da Lava Jato, para rebater tentativas de interferência do PGR sobre a operação.

Nos dois casos, o ponto em comum é a aliança cada vez mais explícita do PGR com o PSDB.

Pela Hipótese 1, Janot estaria empenhado em implodir o esquema Michel Temer no governo para abrir espaço para o PSDB.

Pela Hipótese 2, Janot estaria interferindo na Lava Jato visando proteger as lideranças tucanas.

Há um conjunto de evidências reforçando essas hipóteses.

A primeira evidência está na ofensiva de Janot visando manter a OAS fora da delação.

Desde o início, a estratégia traçada pelos tucanos – verbalizada várias vezes por FHC e pelas tentativas de anistia ao caixa 2 lideradas por Aécio Neves – consistia em dividir as propinas em dois grupos. O primeiro grupo seria o financiamento de campanha através do caixa 2. O segundo, a corrupção propriamente dita, que consiste no recebimento de percentuais das obras feitas.

A delação da Odebrecht mirou apenas o caixa 2. A da OAS entraria pelo universo das propinas, inclusive relatando o sistema de pagamentos aos governos Geraldo Alckmin e José Serra – que, aliás, obedecia à mesma tabela de 5% cobrada por Sérgio Cabral.

Janot já brecou duas vezes as delações.

A segunda evidência no fato de, dispondo de uma enorme relação de políticos denunciados – incluindo José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves -, na segunda-feira Janot ter tirado da gaveta a denúncia contra o presidente do Senado Renan Calheiros.

Qual a lógica, em um momento em que tanto Senado quanto Supremo Tribunal Federal negociam uma distensão?

Aí, entramos na peça 2 do Xadrez, a disputa pelo pós Temer.

Peça 2 – pacto político ou guerra

O governo Temer definitivamente naufragou.

Há três perspectivas em vista.

1. Um grande pacto político que consiga brecar a crise e prepare a transição para eleições diretas.

2. A queda de Temer e a eleição indireta de um novo presidente.

3. A manutenção de um Temer repaginado, definitivamente sob a tutela do PSDB.

A primeira hipótese não interessa ao PSDB – e, por extensão, a Janot. Ao PSDB porque todas as pesquisas de opinião mostram o partido sem um candidato competitivo. A Janot porque a recomposição política – em torno de um pacto – significaria o fim da eleição direta para PGR pelo Ministério Público Federal. Janot será reconhecido no futuro, pela categoria, como o coveiro da lista tríplice.

Restam as duas hipóteses seguintes.

A menos pior das alternativas – para o PSDB – seria manter Temer como boneco de ventríloquo e operar por trás a implementação do saco de maldades do desmonte do estado social e nacional. A segunda alternativa, mais custosa, seria o PSDB assumir em uma eleição indireta.

Em ambas as situações, a aliança PSDB-Globo-PGR teria que enfrentar a competição dos dois principais operadores do Senado, Renan e Romero Jucá.

As ideias ainda estão no ar, sem estarem completamente assentadas, mas há uma conjunção ampla de indícios apontando na mesma direção de inviabilizar diretas e pactos:

· Na segunda, Janot atirou em Renan.

· Não por coincidência, na terça o Globo lançou a campanha “indiretas, já” e focou em Romero Jucá os ataques mais fortes de seu editorial. Defendeu a Constituição contra “artificialismos” – no caso, eleições diretas, que embutem esse “artificialismo” extravagante de devolver o poder ao voto.

· No Estadão, as lideranças tucanas propõem a Temer jogar ao mar seus auxiliares restantes e casar de papel passado com o PSDB.

Não se surpreenda se o próximo alvo da PGR for Jucá, enquanto mantém em banho maria as investigações sobre a tríade tucana.

Peça 3 – o avanço do estado de exceção

Assim como o impeachment abriu uma caixa de Pandora que colocou em curto circuito todos os controles institucionais, a escalada do arbítrio ganhou vida própria.

Nos últimos dias o Exército ocupou Recife, devido a uma possível greve de soldados. Nas TVs locais, o comandante do Exército fala sobre a quantidade de soldados disponíveis para policiamento ostensivo nas principais capitais, incluindo Brasilia.

Em todos os estados, a cada dia aumenta a violência da repressão da Polícia Militar.

Está se tornando o novo normal.

No Paraná, o juiz Sérgio Moro prossegue em suas manipulações autoritárias, com o uso abusivo do poder que lhe foi conferido. Questionado pelos advogados de Lula sobre a tentativa do procurador de induzir à resposta da testemunha, simplesmente cassou o direito dos advogados de defesa. Tomou o partido da acusação sem a menor preocupação em disfarçar.

Há toda uma discussão no direito administrativo sobre o poder-dever ou dever-poder na administração pública.

Há um conceito unânime, entre os administrativistas, da prioridade do interesse público sobre o interesse particular. Ao Estado cabe atender o interesse público. O poder do agente público é um mero instrumento para o atendimento do objetivo maior, que é interesse público. Sendo assim, o poder deve se submeter aos princípios da dignidade da pessoa humana.

São conceitos civilizatórios, como diria nosso “iluminista” Ministro Luís Roberto Barroso. Perdão, me enganei! O “iluminismo” apud Barroso diz que o caminho da civilização é o estado de exceção. Sobre ele, falamos mais abaixo.

Peça 4 – os dois caminhos possíveis

Há dois caminhos possíveis para o pós-Temer.

O inevitável será o grande acordo nacional, em um ponto qualquer do futuro, que garanta o enfrentamento da crise econômica e defina as bases para o novo tempo político – cujo desfecho serão as eleições diretas. A incógnita, no caso, é saber em que ponto do futuro e em que nível de esgarçamento social e econômico baixará o bom senso.

O alternativo é o aprofundamento do desmonte do Estado sendo empurrado goela abaixo do país por um governo sem a legitimidade dos votos.

Trata-se de uma tática suicida – em termos de país e em termos de estratégia -, que demonstra bem a truculência e miopia dessa parte da elite brasileira que se rendeu ao protagonismo midiático.

A insistência no desmonte do Estado aprofundará ainda mais a crise.

Só quando o quadro estiver totalmente caótico, se entenderá que o único caminho será o do grande pacto que permita as saídas tradicionais: um grande programa de investimentos públicos, retomada do papel dos bancos públicos para renegociar as dívidas acumuladas do setor privado, oxigênio para os estados, retomada da cadeia do petróleo e gás, interrompendo o trabalho de destruição da economia comandado pelo Ministério Público Federal e a legitimação política para uma política isonômica de equilíbrio fiscal.

E se o tecido social chegar a tal nível de esgarçamento que leve a uma semi-guerra civil, acelerando a entrada dos militares no jogo? E se surgir um Napoleão no meio do caminho, não um maluco como Bolsonaro, mas um general articulado?

Os mediadores

A decisão final dependerá do papel dos mediadores. E quem serão os mediadores?

Os possíveis interlocutores do Senado estão sendo bombardeados por Janot e pela Globo.

O Supremo definitivamente perdeu a condição de mediação.

Lá, o Ministro Luís Roberto Barroso – aquele que em cada três entrevistas menciona seis vezes a palavra “iluminismo” – tornou-se o principal avalista do estado de exceção.

Ontem, no Estadão, Barroso vestiu-se com o desprendimento dos sábios iluministas, como quem seleciona o grande gesto da mesma maneira que escolhe uma gravata da moda, e mencionou as críticas que têm recebido, considerando inevitáveis a quem, como ele, pretende “avançar com certas doses de iluminismo em locais onde ele ainda não chegou”.

Como não é de ferro, teve seu momento de Carmen Lúcia, com a frase “viver não é esperar a tempestade passar, mas aprender é dançar na chuva”. E aceitou estoicamente as incompreensões de que tem sido alvo: “Vai ficando cada dia mais difícil, porque você vai colecionando pessoas que vão ficando desagradadas. Mesmo assim, a gente tem que ’empurrar’ a história e fazer aquilo que acha certo”.

Mencionou, como alvo das incompreensões, suas bandeiras iluministas sobre aborto e relações homoafetivas, que o deixam mal apenas nos grotões, não nos salões da sociedade e da academia.

Ora, o problema desse agente da história – e do Supremo – não é o das decisões contramajoritárias – que deveriam ser o foco de sua atuação –, mas a falta de coerência, a maneira como se curvou ao clamor da turba e da mídia e se tornou um dos principais agentes do atraso mais anacrônico, o direito penal do inimigo e o desmonte da precária rede de proteção social que o país construiu.

Não se trata de um iluminista, mas de uma luminária que não consegue projetar sua luz além dos limites estreitos do seu grupo social.

A desordem institucional do país, aliás, teve início quando o Ministro Teori Zavascki ordenou a prisão de um senador, Delcídio do Amaral, atropelando a Constituição, como lembrou o cientista social Marcos Nobre em sua coluna no Valor. A partir daí, desandou de vez o estado de direito, abrindo espaço para arbitrariedades de todos os níveis e para uma ampla subversão nas próprias instituições, da qual o exemplo mais candente é a autonomia de vôo e as seguidas provocações da força tarefa da Lava Jato ao PGR Janot.

Portanto, conte-se pouco com o Supremo para a tarefa de mediação.

Peça 5 – o caminho do acordo

A batalha civilizatória real, que decidirá nosso futuro como nação, dependerá das lideranças razoáveis começarem a desenhar o caminho do grande acordo, cuja celebração maior se dará nas eleições diretas e nos pactos a serem firmados no segundo turno.

Que as lideranças responsáveis do PT, do PSDB, do Senado e da Câmara, que os Ministros responsáveis do Supremo comecem a desarmar suas hostes e a desenhar os termos do grande pacto.

Haverá dificuldades de monta.

Uma delas, o PSDB-mídia aceitar a inevitabilidade da volta do protagonismo de Lula. O maior prejuízo imposto ao país não foi a destruição de Lula como liderança de esquerda, mas do mediador que conseguiu civilizar os movimentos populares, conter a esquerda mais radical e compor com as forças políticas e econômicas tradicionais. Lula é a única pessoa capaz de unificar todas as esquerdas e convencê-las da importância do pacto.

Outra dificuldade será o PT e as forças de esquerda aceitarem o protagonismo de FHC. Em que pese seu oportunismo e mesquinharias, tantas vezes demonstradas ao longo da campanha do impeachment, FHC ainda é a esperança de bom senso na frente golpista. Também é a única voz do PSDB com influência no mercado e no meio empresarial.

No Senado, se não forem queimados pela ação oportunista de Janot, e se a saída buscada não for a do estado de exceção, Renan Calheiros e Romero Jucá são interlocutores políticos de peso.

O empresariado precisará se recompor em torno de lideranças responsáveis. Há instituições que não perderam a respeitabilidade, como o IEDI (Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial), a Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas), a ABDIB (Associação Brasileira da Indústria de Base) entre outras, como o Instituto Ethos. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) terá que se desvencilhar do oportunismo rasteiro de seu presidente Paulo Skaf.

Não haverá como fugir do grande pacto, que desembocará em eleições diretas civilizadas, nas quais será possível aos dois lados explicitar seus conceitos e doutrinas, clarificar seus projetos de país, explicitar pontos em comum na grande agenda nacional.

A única incógnita é o tamanho necessário da crise para eliminar resistências e promover a pacificação.

Espera-se que seja antes de se ter o país transformado em escombros, envolto nas guerras bárbaras.

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35 comentários

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Welbi Maia Brito

14 de dezembro de 2016 às 10h46

Como os próprios delatores relataram, eles nunca estiveram com Alckmin para tratar de doações ou propinas. Ele nunca participou de nenhuma negociação. Todas as contribuições recebidas em campanhas eleitorais disputadas por Alckmin foram devidamente contabilizadas e informadas à Justiça Eleitoral pelos respectivos comitês financeiros cujos membros eram os únicos autorizados a falar em nome do candidato. Definitivamente, não há nada contra Alckmin.

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    Disqus LAM Mod

    14 de dezembro de 2016 às 21h11

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    Definitivamente a ignorancia e uma bencao. E tem quem diga que e melhor ler uma merda dessas do que ser cego. Sei nao…

    Responder

Viviane

14 de dezembro de 2016 às 04h37

Adoro o Nassif, mas ele viaja quando acredita haver lideranças responsáveis no PSDB…francamente…

Responder

Anastacia

13 de dezembro de 2016 às 23h24

Passou da horas para um pacto dos bacanas. As instituições faliram-se, os caciques políticos arrasaram-se, a justiça minúscula anulou-se. De agora em diante, com a PEC e a reforma da previdência (que será aprovada no mesmo embalo) é o povo, que desperto, terá que tomar as rédeas do país. Porque não se falou nas representações populares no artigo? Chega! Porque continuar acreditando que os eternos donos de golpes serão capazes de serem melhores do que são? É hora de pensar em alguma coisa diferente, nova, livre destes paspalhos e torturadores medievais. O que será, como será e com quem será é impossível saber hoje. Não há posições previsíveis no tabuleiro atualmente. A saída da barbárie em que meteram nosso país não é para arrogantes patriotas de araque que renegam e espoliam nosso país. É tarefa hercúlea para cada brasileiro que preza sua nacionalidade brasileira, que ama seu país, que trabalha honestamente para viver. Quiseram destruir a liderança de Lula, o único que até certo ponto poderia ter sido o mediador. Não conseguiram, mas nem mesmo ele pode liderar mais nada; nem é justo lhe pedir tamanho sacrifício. É o povo, tem que ser o povo a indicar um bom caminho para nossa nação. Precisamos saber encontrar este caminho sem contar com os bacanas hipócritas que não nos representam ou seremos trucidados como pessoas, como povo, como nação. Um primeiro passo seria conseguirmos anular o golpe para recuperar um mínimo de decência e de honradez…

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    Maat

    14 de dezembro de 2016 às 00h16

    Concordo, não existe pacto entre elite e classe trabalhadora, o que existe é a relação trabalho versus salário. Lula fez o pacto com a carta, da parte dele existiu o mesmo, agora da parte da elite, apenas consentiram por 4 anos, achando que o Lula seria um fracasso, como estava dando certo, começaram a romper com o pacto, criando o Mentirão do PT, até chegarem o golpe.

    Responder

      Samuel Souza

      15 de dezembro de 2016 às 08h55

      Você resumiu com perfeição.. Parabéns.

      Responder

    Viviane

    14 de dezembro de 2016 às 04h40

    Parabéns. Vc falou tudo.

    Responder

marco

13 de dezembro de 2016 às 23h01

Pois aí esta posto,Sr.Nassif,uma das grandes ” EMBRULHADAS “em que nos meteu,o grande brasileiro Luis Inácio Lula da Silva.A pacificação das ditas “ESQUERDAS “,que eu até agora não consegui entender,o que significa.A tal pacificação dos esquerdistas,redundou num REPUBLICANISMO CALHORDA,que para citar somente um exemplo,criou a DELAÇÃO PREMIADA, essa aberração jurídica,ensejou o surgimento de LUISES BONAPARTES no Judiciário e M.Público,abrindo para que esses agentes públicos partidarizassem suas atividades e atribuições.Isso é REPUBLICANISMO BURRO.Diferentemente do Republicanismo que nos legou o século dezenove e que Getúlio tentou e deu com os burros na agua e que Juscelino também tentou e Lula também.Com esse republicanismo burro,a única coisa que se consegue,é estar no governo sem QUASE NENHUM PODER.Getúlio em 37, tentou,mas a guerra o deixou desarmado.Então,de tudo o que põe no seu artigo,comento este que me chamou mais a atenção. Republicanismo não burro,prescinde de criar condições de PODER,senão vira bagunça que estamos nós,assistindo.

Responder

Jorge Milan

13 de dezembro de 2016 às 22h52

Vivemos um momento horrível de nossa história. Estamos vendo como o poder judiciário é o mais corrupto dos poderes. Está muito claro como a mídia golpista, o PIG, está por trás do golpe. Impossível negociar com ladrões, não estou inventando, pois estamos assistindo, todos nós, a merda que este governo está fazendo. E não adianta os alienados virem dizer que está tudo muito bem, pois não está. Com o governo atual, ninguém está seguro, nem mesmo os empresários, pois se o mercado não vende, como a economia cresce? O Estado é responsável em fazer essa roda gira, o mercado sozinho não é capaz de realizar essa tarefa.

Responder

    Italo Rosa

    14 de dezembro de 2016 às 08h04

    infelizmente a classe dominante é míope e ignorante, não enxerga além do imediato. sensatez é pedir demais. não sei aonde o desmanche do país pode chegar.

    Responder

J.J. Boo

13 de dezembro de 2016 às 22h46

Admiro o trabalho aqui.
Conforme ja era previsivel, a velha midia teve força para tirar a presidente, mas nao tem força para dar governabilidade ao usurpador Temer. Se em 64 tinha censura e rede globo, agora ha internet.
Gracas a isso, o brasil se tornou um trem desgovernado.
Temos ainda 17 dias para uma eleicao direta. Caso contrario serao dois anos de paralisia, com grande probabilidade de uma constrangedora eleicao indireta pelo corrupto congresso.
Entao gostaria de sugerior o seguinte: os veiculos alternativos da internet (viomundo, tijolaco, dcm, cartacapital, o cafezinho, pragmatismopoliticp, etc… ) poderiam fazer campanhas juntos por diretas ja. Essa é a hora de se unirem para lutarem contra um poder altamente concentrado.
Uma chamada destaque para uma eapecie de editorial em conjunto propondo as eleiçoes diretas.
A questao aqui é de mobilizaçao popular e a internet e as redes sociais dao poderes ineditos.
É um momento propicio para isso e mais: demonstaria pras velhas oligarquias da midia que a internet esta mudando o jogo do poder.
Varios blogs que recebem milhoes de visitas publicando em conjunto uma campanha assim e as possiveis compartilhamentos nas redes sociais seria algo que a velha midia nao poderia ignorar.
Pensem com carinho na proposta, é plenamente viável e pode representar a mudança nos eixos do poder. Além de ser dempnstracao inequivoca dos novos tempos que estao vindos. Há no momento uma tempestade perfeita e com ela uma oportunidade que nao deveria ser desperdicada. Grato!

Responder

cousinelizabeth

13 de dezembro de 2016 às 22h35

Seria ótimo poder vislumbrar algum sinal de civilização no horizonte brasileiro hoje, como faz o Nassif, mas não consigo. Lamentavelmente, só enxergo os escombros e as guerras bárbaras.

Responder

    Viviane

    14 de dezembro de 2016 às 04h39

    Compartilho sua opinião Cousine. O Nassif é tão lúcido… mas de vez em quando derrapa na maionese. Lideranças responsáveis do PSDB? Grande acordo? Hello !!!

    Responder

Marcos Omag

13 de dezembro de 2016 às 21h09

Não acredito em vozes civilizadas no PSDB. Eles querem o desmonte do Estado nacional brasileiro e não vão abrir mão disso. O PT, de uma direção esclerosada, que aceitou como “republicanas” as pancadas que a democracia levou desde 2007 (aceitação da denúncia do mensalão no STF), não tem capacidade de negociação na cúpula, e a base enxergou no Golpe a completa desmoralização da democracia representativa no Brasil, o que dificultará muito qualquer negociação com o empresariado. E há ainda o fator externo, decisivo para o Golpe. Retomar o Pré-Sal seria fundamental para um bom futuro para o Brasil no século XXI, mas os EUA resistirão com sua interferência distópica na sociedade brasileira como bem mostrou a conspiração que terminou no Golpe contra Dilma. É claro que uma atuação enérgica do governo brasileiro colocaria na cadeia os prepostos estadunidenses aqui como as “lideranças” do MBL, Vem Pra Rua e Instituto Millenium, mas como vimos no Golpe de 2016, não podemos esperar nenhuma energia da cúpula petista para evitar novo desastre. O futuro que aguarda o Brasil é a sua transformação paulatina em um Grande Haiti assim que a maldita PEC da Morte comepar a mostrar seus efeitos, e apenas uma revolução pela base poderá evitar tal triste destino ao nosso país..

Responder

Rafael Carvalho e Lima

13 de dezembro de 2016 às 20h52

Krk, Jader Barbalho demonstrou consternação pelo regime golpista; estarão estes ladrões com medo de levar um golpe agora?

Responder

C.Poivre

13 de dezembro de 2016 às 20h14

Nação, claramente, deposita suas esperanças em Lula:

http://www.tijolaco.com.br/blog/os-que-o-datafolha-mostra-que-o-povo-vai-entendendo-que-lula-e-o-que-tem-contra-crise/

Responder

Roque Silva

13 de dezembro de 2016 às 19h22

Como banalizar uma denúncia do porte da Oddebrecht:
http://especiais.g1.globo.com/politica/2016/quem-e-quem-na-lista-da-odebrecht/

Responder

Eduardo Albuquerque

13 de dezembro de 2016 às 18h59

Não há mais porque se evitar crises. Ou a crise. Aqui embaixo ninguém quer ir pro abismo. E se nos empurrarem nós puxaremos quem nos empurra.

Responder

enganado

13 de dezembro de 2016 às 18h36

Qq merda que vier tanta faz como fez, só vem com a aprovação dos militares, não duvidem porque sem militares NÃO TEM GOLPE DE ESPÉCIE NENHUMA. A entrega do BRASIL aos USraHell já vem inscrita no Pacote, sob o nome de REFORMA para o ___braziUS__ CRESCER. Já contaram o Número de REFORMAS que a DIREITA nos impõem para o __braziUS__ CRESCER??? Estamos crescendo igual a puta que pariu da mãe dele, ou seja crescemos igual rabo de cavalo, para BAIXO e/ou raiz de árvores pois a cada dia nos enterramos mais, Nação sem moral/sem constituição/meretrício / …. . Só mais PUTARIA com as mesmas cores do GOLPE-1954, mas tons DIFERENTES. Melhor dizendo, marrom cocô, ora claro ora mais escuro e assim vai … , isto aqui é Terra da Casa da Mãe JOANA, esclarecendo, CX da Mãe Joana. Basta ver que a rede gRoubo já elegeu a sem vergonha da MaUrina presidente, aliás condecorada pelo judeu, George Soro, dono da UScrânia. Isto tem cabimento?!?!? Os 10P’s estão MUITO FUDIDOS, nas Mãos da DIREITA / ANGLO-SIONISTA / MILITARES. Pátria de P_O_R_R_A nenhuma!!! Isto é uma gandaia, avacalhação, esculhambação, terra ninguém, …. Enfim quem deveria tomar conta da CONSTITUIÇÃO (artigo 42) tá correndo atrás do LULA / matando a DILMA de fome / querendo matar o sr. Stédeli / …. ; por outro lado soltos estão os PATRIOTAS das Primeiras HORAS: MORO(condecorado) e sua GANG / JUDICIÁRIO e sua GANG / Congresso e sua GANG / P$$$DB e sua GANG / DEM e sua GANG / STF e sua GANG / TSE e sua GANG / militares e sua GANG / …. isto não passa de espelunca de beira de estrada, manda quem tem o dedo no gatilho e o resto fodam-se.

Responder

Pedro Alcantara

13 de dezembro de 2016 às 17h50

Que merda de texto…

Responder

    Leonardo

    13 de dezembro de 2016 às 18h26

    Fala aí intelectual, contra-ponha seu argumentos. Faça como o jornalista acima. Estabeleça suas considerações com suas objeções ao artigo. Rebater na base do “isto é merda” tem cheiro de ignorância grossa. Vamos lá sabichão, mais uma chance para você.

    Responder

      Charles

      13 de dezembro de 2016 às 19h09

      O dinheiro que pagam pra ele e os outros trolls não é o suficiente pra ele poder formar textos coerentes ou com algum Quê de inteligência.

      Responder

      Pedro Alcantara

      14 de dezembro de 2016 às 16h06

      Vai dar esta sua bunda suja, seu pelego de merda! O texto é uma merda, nunca vi tanta baboseira junta.

      Responder

        Disqus LAM Mod

        14 de dezembro de 2016 às 21h08

        Pedro, o viado da foto e voce?

        Responder

          Pedro Alcantara

          15 de dezembro de 2016 às 09h48

          Pergunta para as putinhas da sua mãe e irmã. Apesar de empurrar com força nelas por trás, elas devem lembrar do meu rosto…

          Disqus LAM Mod

          15 de dezembro de 2016 às 13h10

          Elas lembram. Perguntei agora e falaram que voce e o viadinho que brochou na hora de meter nelas. Bela cara de viado voce tem. Se quiser rola, eh soh falar. Te viro do avesso, Pedro viado.

          Pedro Alcantara

          15 de dezembro de 2016 às 15h17

          Eu sabia que elas iam lembrar. Gritaram na hora que empurrei com pressão no rabicó delas. Mas eu nem dei confiança, soquei bem fundo nas duas… Então foram elas que mandaram os presentes e um bilhete com o seguinte recado, “Até quem enfim encontramos um macho de verdade, pois, na nossa casa só tem um corno e um filho homossexual”. Volta Pedrão, suas putas te esperam”

          Disqus LAM Mod

          15 de dezembro de 2016 às 16h39

          Elas gostam de rola, Pedrinho. De macho. Voce ta se confundindo porque teu “rabico”; que alias e apelido que so um viado como tu usaria pra se referir a um cu; deve estar piscando de tanta vontade de agasalhar uma tromba. Pedro, voce sabia que teu tesao de cu afeta ate a tua limitada capacidade cognitiva? Manda um mail pra eu te enviar umas belas fotografias da minha verga ereta e a gente marca hora e lugar pra eu varar tua cavidade pelvica. Tu vai vazar merda, leite e gemer de prazer por dias a fio. Manda ai o contato que eu te curro e te curo.

          Pedro Alcantara

          15 de dezembro de 2016 às 17h39

          Elas gostam mesmo de rola, e grande. Por isto exigiam que eu as penetrasse. O mais interessante é que elas até choraram na hora que empurrei, mas pediam insistentemente para eu não parar. Lembro tbm que elas diziam, papai e irmãozinho iam adorar levar uma empurrada sua. Pena que eles não estão aqui, pois, foram fazer passeata a troco de uma mortadela e um copo de suco de groselha… O que a fome não faz né, largar a mãe e a irmã em casa, para passar vergonha na rua.

          Disqus LAM Mod

          15 de dezembro de 2016 às 20h16

          O seu discutir politica no momento em que falamos de sua curra, ou melhor, sua cura, e sintomatico. Voce deve deixar de lado as complexidade e se ater ao que e simples. Teu cu precisa de pau. Eu tenho aqui, rijo, cabecudo e veiudo, o resgate da dignidade do teu “rabico”. Me manda um contato pra eu ir ate ai. Deixa de enfiar braco de viola no rabo. Vou te lubrificar por baixo. Tua carinha de viado nao nega. Voce precisa que eu te cubra como o boi faz com a vaca. Te viro do avesso, viadinho. Me manda teu mail.

          Pedro Alcantara

          16 de dezembro de 2016 às 09h43

          kkkk, sendo vc filho de um corno, tudo que escreveu não passa de uma mera expectativa que vc tem em ser currado por alguém. Me desculpa, mas só penetro no rabicó de mulheres, principalmente mulheres de petralhas. Aí sim, empurro sem dó. A sugestão para a sua tara por homens, é vc fazer uma visita intima para o zé dirceu, palocci, vacari, cunha e cabral (seus amiguinhos) e conhecer o tião pé de mesa. É ele quem está cuidando dos petistas em Curitiba.

          Disqus LAM Mod

          16 de dezembro de 2016 às 12h57

          Pedrinho, sua pinta de viado agarrado com o braco da viola, sentindo o cheirinho de cu que ficou depois que voce o enfiou no traseiro, nao nega. Para de falar em mulher que teu negocio e macho. Teu tesao de cu pede um caralho de respeito dentro do teu reto. Me manda um contato. Vou te currar, e te curar. A cura atraves da curra. Nao tenha medo.

Anderson Wergutz Flip

13 de dezembro de 2016 às 17h16

Quem está financiando este pasquim?

Responder

    Roberto

    13 de dezembro de 2016 às 19h35

    Visitantes como vocÊ!

    Responder

    Neto Carvalho

    14 de dezembro de 2016 às 08h36

    Pensar não dói nem paga imposto, faz um esforço, ô incauto!

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