Cafezinho 2 minutos: Posse de Bolsonaro e alegações finais contra Lula

Petroleiros precisam se unir! Não é hora de sectarismo sindical

Por Miguel do Rosário

15 de janeiro de 2017 : 12h30

DIVIDIDAS, AS FEDERAÇÕES ENFRAQUECEM A DEFESA DAS CAUSAS DOS PETROLEIROS

Por Claudio Oliveira, colunista do Cafezinho

A Petrobras enfrenta hoje provavelmente a maior ameaça da sua história. O novo Plano de Negocios foi elaborado por colonizadores que só pensam em explorar o Brasil e seu povo. O dias atuais não são muito diferentes dos vividos por Tiradentes no sec XVIII. O país está dividido entre os que querem desenvolve-lo, os que querem explora-lo, e a grande massa que não percebe o que está acontecendo.

Aqueles que tem consciência sabem que nós estamos numa guerra em defesa do patrimônio nacional. Numa guerra cada um atua com a arma que dispõe, seja um canhão, uma faca ou até mesmo uma pedra. Cada um tem de fazer sua parte. Numa guerra nós precisamos antes de tudo de união e foco em objetivos que possam levar a uma vitória.

Recentemente escrevi um artigo intitulado “É preciso uma greve geral para tentar salvar a Petrobras”. E eu acredito nisto. Fiquei muito satisfeito de ver na internet este artigo publicado na revista do Sindicato dos Bancários de Ponte Nova – MG. Significa que tem gente que concorda com esta idéia.

Não acredito que sozinhas e isoladas a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) possam enfrentar as forças existentes no governo, no congresso e na mídia.

È claro que se, por exemplo, um Procurador Federal conseguir fazer um intervenção na empresa, paralisando o processo les-pátria em andamento, muita coisa seria salva. Mas será que isto vai acontecer ?

Pode também ocorrer do governo Temer cair, sendo convocada eleições e as coisas se reverterem. Tudo é possível. Mas são apenas hipóteses.

O fato no entanto, é que, no momento, a Petrobras está sendo esquartejada e o mínimo que se pode esperar é que os petroleiros estejam unidos. Se os petroleiros não se unirem como vamos conquistar o apoio de outros sindicatos, associações etc ? Para ganhar esta luta nós precisamos do apoio da opinião pública.

Paralelamente a tudo isto, FNP e FUP estão discutindo com Petrobras o ACT. A FUP no último dia 05 apresentou uma proposta para fechamento do acordo. A FNP não apresentou proposta oficial mas tem divulgado suas reinvindicações. Não existem grandes divergências. Por que não esquecer por uns tempos as rusgas do passado e fazer uma proposta conjunta, mostrando união ?

É preciso lembrar que a luta hoje não é apenas por reajuste salarial ou obtenção de ATS. A luta é para salvar a Petrobras. Salvando-se a Petrobras todos os problemas podem ser resolvidos com o tempo, caso contrário os problemas só tendem a aumentar.

A Petrobras convocou a FUP para reunião no próximo dia 18 às 10 horas, e convocou a FNP para o mesmo dia às 15 horas. Já pensaram se as duas chegassem juntas, no mesmo horário e com uma proposta unificada ?

Cláudio da Costa Oliveira
Economista aposentado da Petrobras

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Rafael Látaro

18 de janeiro de 2017 às 14h13

É PRECISO UNIR TODOS OS PETROLEIROS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS, EM DEFESA DOS EMPREGOS E POR NENHUM DIREITOS A MENOS!

A FNP protocolou um ofício convidando a FUP para a realização de um Encontro Nacional de Petroleiros, ainda no mês de Janeiro, para organizar de forma unitária a resistência contra os ataques no ACT e também contra o desmonte da Petrobras. Em resposta a esse ofício, a FUP publicou um documento, assinado pelo seu coordenador, José Maria Rangel, em que faz uma série de considerações sobre o tema da Unidade Nacional Petroleira. Com esse texto queremos expor nossas opiniões sobre qual o melhor caminho para organizar a categoria, nesse momento.

É um fato que a direção da Petrobras, com Pedro Parente à sua frente, assim como o governo Temer, querem impor um enorme retrocesso nos direitos sociais e na soberania nacional. Reforma trabalhista, previdenciária, cortes de investimentos sociais e o aumento das privatizações farão com o que os trabalhadores brasileiros retrocedam em meses conquistas que levamos décadas para construir.

Por isso, compactuamos com a ideia de que era e ainda é necessário que os trabalhadores, as trabalhadoras e a juventude lutem contra o golpe parlamentar que levou Michel Temer à presidência. Como já esta provado, o impeachment serviu para facilitar a aplicação desse plano de ataques aos nossos direitos.

Diante disso, é necessário a mais ampla unidade de ação contra esse retrocesso. Precisamos unir todos que querem lutar. Não pode haver restrição a qualquer setor da classe trabalhadora para defender os nossos direitos. Por que precisamos lutar, JÁ. As bandeiras que unem nacionalmente a categoria petroleira são: CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS! NENHUM DIREITO A MENOS!

O documento apresentado pela FUP, no entanto, divide a categoria petroleira entre quem lutou contra o golpe e quem não lutou, condicionando a sua participação no Encontro ao veto desses últimos. A bem da verdade, nenhum sindicato petroleiro apoiou o golpe. Todos os Sindipetros que votaram alguma resolução sobre o tema condenaram o impeachment, desde sindicatos ligados à FUP e também sindicatos ligados à FNP.

Mas é verdade, também, que parte da categoria petroleira não quis lutar contra o golpe, ou porque foi a favor do impeachment da Dilma, ou porque não viu motivações para defendê-la. Mas muitos desses também são contra o desmonte da Petrobras e querem defender os nossos direitos.

Nesse momento, o que precisamos é mais do que unidade no momento da luta, mas organizar conjuntamente a resistência, não deixando brechas para a direção da empresa nos dividir. Não podemos esperar até 2018, com a expectativa de que as eleições resolvam os nossos problemas. O processo de privatização em curso, assim como a retirada de direitos, está numa velocidade assustadora. Se não fizermos nada, em poucos meses já não teremos mais diversos campos do pré-sal, algumas de nossas refinarias, termelétricas, fábricas de fertilizantes, a BR Distribuidora, a Transpetro ou mesmo a nossa aposentadoria. Mais uma vez, precisamos lutar, JÁ!

Por isso, achamos muito importante a iniciativa da FNP de propor o Encontro Nacional Unitário, com dirigentes e ativistas da base, e sabemos que há diversos ativistas e também dirigentes da FUP que já perceberam a urgência da unidade nacional. Esperamos que esses companheiros somem-se ao chamado para que a FUP aceite o convite, sem impor condições que inviabilizem o caráter unitário e nacional do Encontro. Não há outro caminho para derrotar Temer e seu Parente.

#MAISPetroleiros, 16/01/2017.

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Dalva Terezinha Paiva Sinaidi

16 de janeiro de 2017 às 16h15

Parece que os brasileiros ainda não acordaram para o que está por vir. Só a união da FNP e da FUP PODEM SALVAR A A PETROBRÁS. Na impossibilidade de isso acontecer as coisas caminharam para um desfecho terrível para a Petrobrás e para o Povo Brasileiro. Não dá para entender o que esá se passandO em suas cabeças. Será que preferem referendar o governo golpista de Temer e sua laia?

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Flávio Bertelli

15 de janeiro de 2017 às 17h05

Esse é um dos aprendizados da esquerda. Afinal, é de lá que saíram os dirigentes tanto da FUF quanto da FNP. Deixar as divergências pontuais de lado e perceber – será que pensam além do próprio umbigo? – a situação política e social em que se encontra o Brasil. Mesmo que na sociedade contemporânea haja diferenças daquilo que Marx tratou em sua época, o substrato da luta de classes permanece. Estamos com um poder ilegítimo, cuja principal tarefa é equacionar as relações para a entrada de multi e transnacionais no âmago das riquezas nacionais, cujo principal vetor é a Petrobrás. Além disso, será que não percebem que se o plano dos golpistas for avante eles, trabalhadores, ou perderão o emprego ou estarão nas mãos de empresas que não lhes darão o mínimo respeito? É muito estranho que a expectativa sobre a reação da entrega da Petrobrás, já em curso, não tenha se realizado até agora, por meio de seus empregados e representantes.

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