Câmara discute privatização da Eletrobras

Tratamento dado aos nossos heróis nacionais – Capítulo 5

Por Redação

23 de janeiro de 2017 : 11h10

Por Paulo Metri, enviado ao Cafezinho

Falar sobre um herói desconhecido é, a primeira vista, irracional. Mas, se for explicado que é um herói almejado, já planejado em detalhes, e que faria muito bem para a sociedade se existisse, começa a fazer sentido. Por outro lado, talvez ele já exista e eu não se sei sobre a sua existência.

Este herói nacional é o militar perfeito. Escrevi, em artigos passados, que a postura do militar deveria ser a de não tomar posição a favor de nenhum lado político e não se envolver com este debate. Enfim, cumprir a risca o que a Constituição diz. Mudei de opinião ao me conscientizar que o texto constitucional não retrata o que é melhor para a sociedade.

Em uma entrevista ao Estadão, em 11/12/16, o Comandante do Exército, General Villas Boas, após dizer que a chance de uma intervenção militar hoje era zero, disse: “Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia.” “Atitude insana” seria o pedido de um golpe militar? E, se o pedido for este, “reação em cadeia” seria o fato do pedido se agigantar? E, se ele se agigantar, qual a reação dos militares da ativa? Seria extremamente importante o General não deixar nenhuma dúvida no ar.

Ao falar sobre os militares da reserva, o General disse que a reserva é sempre mais arisca, mais audaciosa, mas “até o momento está bem, sob controle”. Ele não me tranquilizou sobre o que é possível acontecer no futuro. Existe a possibilidade dos militares da reserva ficarem fora de controle? E, aí, o que acontecerá?

O artigo 142 da Constituição Federal de 1988 diz que: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Promulgada três anos depois dos 21 anos de ditadura civil-militar, ainda assim a Constituição contém a obsessão das Forças Armadas serem as garantidoras da lei e da ordem. Não há a preocupação que estas Forças garantam a inclusão social ou que se oponham à entrega de um patrimônio nacional a estrangeiros. A obsessão exclusiva pela lei e pela ordem pode ser interpretada como sendo um excelente pretexto para a usurpação do poder de políticos escolhidos pelo povo e que não são da preferência de grupos econômicos e de políticos perdedores da eleição. A ordem assim conseguida é na base da repressão. A população é dominada por medo. Esta ordem lembra muito a “paz de cemitério”.

Desta forma, o militar perfeito não deve ter ânsia de poder e não deve satisfazer os anseios de nenhum grupo, que queira se apossar do poder, pela força ou por imposição midiática, inclusive com golpe parlamentar e do judiciário, alegando argumentos fictícios. A única transmissão de poder deve se dar nas épocas combinadas previamente e em respeito ao voto popular.

Eu tive um sonho. Todo o Alto Comando das Forças Armadas estava em um amplo salão. Estavam lá oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e também os que servem no Estado Maior das Forças Armadas. Creio que, como uma deferência ao Exército, era o Comandante desta Força que ia falar. Logo no início da sua fala, disse que, para as afirmações que faria, tinha a concordância de todas as patentes e os comandos daquela sala, que “são os atuais representantes das Forças Armadas”.

Ele disse que estava ali para comunicar uma mensagem, que seria transmitida uma única vez, que os militares continuavam sem querer se envolver em política partidária, que não querem também opinar sobre as diversas leis que tramitam no Congresso ou as políticas de governo, excetuando aquelas relacionadas à Defesa Nacional. Que os militares continuavam reconhecendo o Presidente da República como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas.

Deu uma pausa e disse: “No entanto, os militares não podem se calar, sem serem cúmplices, da entrega que está sendo feita do patrimônio nacional. Este patrimônio não pertence aos políticos que estão em cargos públicos no momento, nem a grupos empresariais ou a uma geração. Ele pertence a todas as gerações, a atual e as futuras, da sociedade brasileira. Trata-se de verdadeiro crime de lesa-pátria querer explorá-lo rapidamente e trazendo pouco benefício para a sociedade.”

Continuou, dizendo: “A Constituição de 1988 era um excelente ponto de partida para a sociedade. No entanto, políticos representantes de grupos econômicos vêm a modificando a cada mandato, sem terem sido eleitos como constituintes, e hoje, ela é uma colcha de retalhos, que se distanciou da proteção à sociedade. As Forças Armadas existem para defender a Pátria, que não é só os acidentes geográficos existentes em nossa região do planeta. Pátria inclui seus habitantes e nossas Forças não podem ficar alheias ao fato que grupos os estão explorando.”

Finalizou da seguinte forma: “No presente governo, existiram várias transações, quase doações, e todas seguiram o que os instrumentos jurídicos mandam. Contudo, estes instrumentos foram criados ou administrados por inimigos do povo. Por exemplo, parte do campo de Carcará, grande parte da malha de gasodutos, campos do Pré-Sal, empreendimentos na Petroquímica e muitos outros, compõem o assalto recente no setor de petróleo ao bem público e em benefício de petrolíferas estrangeiras. Essas transações devem ser desfeitas. Não há ‘ato jurídico perfeito’ quando um dos lados teve preços e condições aviltados nos contratos.”

Após esta comunicação, fiquei pensando: “Isto é um ultimato. Não há a chance de não ser obedecido sem ser deposto, mesmo o Comandante-em-Chefe. E, se este quiser substituir a liderança militar, pelo que foi dito, não existirá substituto, ou seja, não há oficial que aceite o cargo. Se o Comandante-em-Chefe não cumprir o determinado, possivelmente o poder será passado de imediato para o seguinte na linha sucessória. Este é um golpe? Sim, o ‘golpe do bem’” Acordei feliz, pois tinha conhecido a versão atual do militar perfeito. Estes já existiram no passado. Cometerei o erro de citar só três, pois excluirei vários outros: General Horta Barbosa, Almirante Álvaro Alberto e Brigadeiro Sergio Ferolla. Certamente, eles existem hoje, mas algo os proíbe de aflorar.

E o tratamento que é dado a eles pela sociedade? Esta não sabe que eles podem existir e, muito menos, como eles poderiam nos beneficiar. Aliás, não vamos longe, a sociedade se manifesta pouco ou quase nada sobre as Forças Armadas que quer. Quando, na verdade, elas podem ser um fator de indução de bem-estar.

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8 comentários

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Eliseu Leão

24 de janeiro de 2017 às 11h31

Os ”três mosqueteiros” foram ”quatro”. Paulo Metri esqueceu do ”D’Artagnan”, general Estillac Leal.

O Brasil encontra-se incapacitado de explicar o passado da ditadura; torturadores e financiadores da repressão continuam a distorcer a história. Essa ”amnesia” explica o prestigio das FFAA nos dias de hoje. Como reconheceu um analista politico, as Forças Armadas criaram a ilusão de ser um ator para ser esquecido, se não …… Foi essa lógica levou FHC e Lula a nunca adotarem uma política efetiva de criminalização dos militares e civis: torturador impunido, general desobrigado a reconhecer crimes contra a humanidade, etc. O general Vilas Boas é cinico como o Papa Francisco (nomes de papas são escolhas políticas e o nome do atual já é um programa); cinico como Cristine Lagard, que ”critica” o Meirelles (quando o FMI não passa de arma da diplomacia dos EUA para a ”new” Guerra Fria) e a estratégia da nova Guerra Fria é velha: nunca parar de forçar outros países a privatizar as respectivas economias para abrir-se às políticas neoliberais das empresas e dos bancos estadunidenses.

«O Brasil reserva aos estrangeiros o tratamento mais liberal do mundo, não existem quaisquer restrições em relação à nacionalidade dos acionistas, não existem limites à exportação do capital lá investido e o reinvestimento dos lucros será considerado incremento do capital original”» Essa foi uma das primeiras medidas do Castello Branco e foi publicada no Suplemento especial do New York Times do dia 19 de janeiro de 1969. O governo Castello assinara um acordo que garantia aos investidores estrangeiros o reconhecimento de um status de extraterritorialidade. Reduziam-se impostos sobre os lucros; criavam-se enormes facilidades creditícias para os estrangeiros e contemporâneamente, anulavam-se todas as medidas tomadas pelo governo Goulart, que dificultavam a exportação dos lucros. Esse acordo fora uma das razões para o golpe de 1964. Qualquer semelhança com 2016 não é mera coincidência.

O Metri teve esse sonho porque eliminou da sua memória fatos como o de Volta Redonda, iniciados um mes depois de promulgada essa Carta Constitucional de 1988, no dia 9 de novembro, com Zé Sarney na Presidência, Moreira Franco no governo do Rio de Janeiro e o general José Luís Lopes da Silva no comando.

Um importante jurista brasileiro escrevera na época: «Uma Constituição foi votada com intensa participação popular, como nunca havia acontecido no transcurso de nossa História. A Assembleia Constituinte, que votou a Constituição de 1988, abriu-se à escuta dos anseios da cidadania. As vozes da rua pleitearam Justiça Social, Educação, Democracia, Direitos Humanos. Não houve emendas populares pedindo o retrocesso institucional, o endurecimento da repressão, a supressão de garantias. Entretanto, em contraste com a esperança de um novo ciclo histórico, bolsões de pensamento e comportamento ditatorial permaneceram em muitas instituições e espaços sociais, inclusive na Justiça, na Polícia, em órgãos de Governo, na Universidade, nos meios de comunicação.»

A prova que nada mudara foi imediata: a obsessão antissindical dos oficiais psicopatas, resultou num assalto covarde aos grevistas da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, assassinando três operários desarmados – William Fernandes Leite, 22 anos, com um tiro de metralhadora no pescoço, Valmir Freitas Monteiro, 27 anos com um tiro de metralhadora nas costas, Carlos Augusto Barroso, 19 anos, com o crânio esmagado. Após os assassinatos e prisões, a greve continuou até o dia 23 de novembro, com a vitória dos trabalhadores que conquistaram todas as suas reivindicações. Vale recordar que no dia 1º de maio do ano seguinte foi erguido um memorial em homenagem aos três operários, abatido horas depois por uma bomba. O memorial foi recolocado mas a cidade degradou-se com o aumento do desemprego, dos suicídios e da violência urbana. O Exército brasileiro, rebaixado à condição humilhante e incontitucional de espancador de civis, mostrara-se mais uma vez, obediente ao serviço dos reacionários e antinacionalistas. Só os canalhas brutalizam e conspiram contra o proprio país. Aquela greve, aqueles assassinatos, aquelas prisões, ficaram como marcas indeléveis da implantação do projeto neoliberal no Brasil nos governos Collor e FHC e que agora reaparece numa forma ainda mais brutal.

Trecho da entrevista ao professor João Quartin de Moraes feita pelo historiador Augusto Buonicore, publicada em agosto de 2014, no site Vermelho:

Pergunta – Os militares também tiveram um papel importante – se não central – na campanha nacionalista ocorrida na década de 1950. A Campanha do Petróleo é Nosso! foi praticamente comandada por oficiais. O que levou a ala nacionalista, que chegou a ter o ministro da Guerra e a direção do Clube Militar, a gradualmente perder espaço dentro das Forças Armadas? Havia outro cenário possível?

Resposta – «Entre 1946 e 1964 houve duas conjunturas em que a “ala nacionalista” ocupou posições decisivas no Exército e na política brasileira: em 1950-1952 e em 1961-1964. Em 1950, a chapa nacionalista, encabeçada pelos generais Estillac Leal e Horta Barbosa, venceu por ampla maioria as eleições para a direção do Clube Militar. Mais do que meros nacionalistas, os oficiais que a integravam eram também anti-imperialistas. Além da campanha O Petróleo é Nosso!, tiveram também papel importante, ao lado do PCB (do qual alguns faziam parte), na luta para impedir que soldados brasileiros servissem de tropa auxiliar na invasão estadunidense da Coreia, decidida pelo presidente Truman. Nelson Werneck Sodré, que a integrava e já era considerado, não sem razão, o principal teórico da esquerda militar, assumiu a direção do Departamento Cultural do Clube, cuja revista tornou-se a tribuna dos oficiais empenhados a fundo na batalha pelo desenvolvimento nacional, por uma política externa independente e por reformas sociais avançadas.

A direita militar, exacerbada pelos ódios da “guerra fria”, logo se articulou numa “Cruzada Democrática” para aniquilar os que ousavam contestar a subordinação do Brasil ao “colosso do Norte” (fórmula reverencial dos deslumbrados com o poderio do dólar e do Pentágono). Com o apoio dos colossos estadunidenses, logrou não somente derrotar a ala nacionalista do Exército, mas também acuar Getúlio ao suicídio.
Na História militar do Brasil Sodré relata as perseguições então desatadas, que só seriam suplantadas pelo expurgo promovido pelos golpistas vitoriosos de 1964 contra seus companheiros de farda fiéis à legalidade constitucional. Interrompida em 1955, quando o general Henrique Lott desarticulou o dispositivo golpista da UDN contra a posse de Juscelino Kubitschek, a perseguição recrudesceu em 1960, com a vitória de Jânio Quadros sobre o general Lott, candidato nacionalista.»

Quantos brasileiros, hoje, sabem dessa ”Cruzada Democratica” criada nas FFAA, para perseguir os patriotas da ”Ala Nacionalista”, terrorizando-os com inquéritos e prisões de oficiais, sargentos, soldados e marinheiros nacionalistas ligados à luta anti-imperialista? A ”Cruzada Democratica” transformou quartéis em locais de tortura, oficiais transformaram-se em carrascos, celas em câmaras de defuntos. O general Alcides Etchegoyen, sociopata que fez carreira, quintessência do entreguismo, defensor transloucado da mais completa subserviência econômica e militar do Brasil com os EUA e antiesquerdista aloprado, foi o mais credenciado para assumir a direção do Clube Militar então transformado em manicômio.

Não acredito que o informante da CIA, traidor, lesa–pátria, corrupto e atual presidente ilegitimo do Brasil, Temer, tenha feito o que fez sem o ”OK” conivente da ainda ativa ”Cruzada Democratica” formada por militares entreguistas, permanentemente amaestradas no principio de subordinação aos EUA (segundo a ideia-projeto do Golbery que esteve por trás do golpe militar de 1964 e que reaparece brutalmente no golpe contra Dilma). — Como explicar o editorial — Vamos à Guerra! — do general Rômulo Bini Pereira, publicado no dia 7 de março de 2016, na Folha de São Paulo? O titulo do editorial dele aludia ao discurso do Lula, que usara a expressão “vamos à guerra” ao conclamar a militância na defesa da Petrobrás!!

Esse Bini, que não merece nem a patente de general brasileiro, faltou com respeito ao ex-Presidente da Republica que livrou o país da dependência externa pagando a dívida com o FMI, acumulando US$ 370 bilhões em reservas internacionais, transformando nosso país no quarto maior credor individual externo dos EUA (sem aumentar a dívida pública); que promoveu extraordinários avanços sociais; que voltou a produzir e a construir navios, ferrovias, usinas hidrelétricas, plataformas e refinarias de petróleo, mísseis, tanques, belonaves, submarinos, rifles de assalto; que multiplicou o valor do salário mínimo e da renda per capita em dólares. O governo Lula financiou a construção do estaleiro e da Base de Submarinos de Itaguaí, investindo 7 bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a França, financiou a construção de vários submersíveis convencionais e do primeiro submarino nuclear brasileiro, cujo projeto foi detonado pela “Lava-Jato”; comprou novas fragatas na Inglaterra, voltou a fabricar navios patrulha em nossos estaleiros, até para exportação para países africanos, investindo na remotorização totalmente nacional de mísseis tipo Exocet; investiu na modernização do porta-aviões São Paulo; investiu na compra de um novo navio científico oceanográfico na China; investiu bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a Suécia, dos novos caças-bombardeio Gripen NG-BR, que serão fabricados dentro do país, com a participação de empresas brasileiras e da SAAB, com licença de exportação para outras nações; que encomendou à Aeronáutica e à Embraer, com investimento de um bilhão de reais, do governo federal, o projeto do novo avião cargueiro militar multipropósito KC-390, desenvolvido com a cooperação da Argentina, Chile, Portugal e República Tcheca; comprou para os Grupos de Artilharia Aérea de Auto-defesa da FAB, novas baterias de mísseis IGLA-S; fez acordo com a África do Sul, para o desenvolvimento conjunto — em um projeto que também participa a Odebrecht — com a DENEL Sul-africana, do novo míssil ar-ar A-Darter, para armar os novos caças Gripen NG BR; que financiou o desenvolvimento, para o Exército, do novo Sistema Astros 2020, e recuperado financeiramente a AVIBRAS; financiou e encomendou o desenvolvimento e a fabricação, com uma empresa privada, de 2.050 blindados da nova família de tanques Guarani, construídos na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais; desenvolvolveu e fabricou a nova família de radares SABER, e, pelo IME e a IMBEL, para as três armas, a nova família de Fuzis de Assalto IA-2, a primeira totalmente projetada no Brasil; encomendou e investiu na compra de helicópteros russos e na nacionalização de novos helicópteros de guerra da Helibras. Lula defendeu a nossa soberania.

Trecho da entrevista ao cínico general Vilas Boas à Folha, em 2012: PERGUNTA — Em 2005, o então Comandante do Exército, general Albuquerque (*), disse “o homem tem direito a tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo” (no Exército). A realidade atual mudou? RESPOSTA — “Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.”
(*) o fascista general Albuquerque foi protagonista em 2004 de um grave incidente quando o Centro de Comunicação Social do Exército publicou nota no Correio Braziliense justificando a tortura de prisioneiros políticos durante a ditadura. Esse Albuquerque é aquele que no dia 1º de março de 2006 mandou parar um avião na cabeceira da pista para retirar dois passageiros e embarcar, com sua mulher, no lugar deles. Esse crime chama-se abuso de poder. Semanas depois e na maior cara de pau, ele evocava o ”incontestável apoio popular” ao golpe de 64 e exortava os brasileiros ao dever da democracia!!

A Guerra Fria não acabou. O inimigo do bloco ocidental não é mais o comunismo, agora são os BRICS, ALBA, Unasul.

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Roberto Souza

24 de janeiro de 2017 às 04h18

A “população” ama os militares, estão sempre gritando por uma intervenção militar, o escritor teve um sonho alucinógeno, porque ignorâr que os militares não passam de brasileiros, e por isso nem sempre prédipostoa a apoiar a democracia e liberdade. Parece muito arriscado!

O golpe de 64 também deveria ser apenas para se retirar o presidente eleito “lesa pátria”, mas durou 21 anos!

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Diomar Ferreira

23 de janeiro de 2017 às 18h08

Aqui vc tratou de um ponto crucial todos foram pago e receberão eu cei quem pagou o diretor da … e vai acontecer de novo em 2018 fiquem de olho! ??

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Camilo França

23 de janeiro de 2017 às 15h16

Eis uma visão sobre o papel das Forças Armadas de que eu não tinha noção. A minha concepção era por demais rasteira já que se restringia à proteção espacial, visando ao combate a invasões estrangeiras. Essa concepção de proteção ao patrimônio que pode ser suprimido por uma geração de congressistas agindo em conluio com interesses pessoas ou forças econômicas estrangeiras para nos tirar o futuro, não me passava pela cabeça. Belo texto, bela reflexão…

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Movimento Brasil LIVRE E SOBERANO-Rede Internacional da Legalidade

23 de janeiro de 2017 às 17h02

VAMOS COMPARTILHAR EM NOSSA PÁGINA!

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Cristiano Mendonça

23 de janeiro de 2017 às 15h05

A corja está incomodando aos militares. Eles são conservadores mas são patriotas e quem está esfolando a Pátria não são bolivaristas, mas sim a fina casta da elite brasileira e seus pau-mandados.

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vera lúcia conceição vassouras

23 de janeiro de 2017 às 11h48

Assim como todos sabem, porém fingem desconhecer, que a única saída é criar uma ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE sem a participação das quadrilhas institucionalizadas, todos também sabem que SOMENTE UMA INTERVENÇÃO MILITAR poderá obstruir essas facções criminosas instaladas nos três poderes da república. Uma Nação é constituída por nacionalistas, jamais por lacaios de interesses internacionais. Será que as forças armadas desconhecem que o conceito SOBERANIA é muito mais abrangente do que manter a lei e a ordem de serviçais bárbaros contra seu povo? Uma lástima.

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    Roberto Souza

    24 de janeiro de 2017 às 04h24

    Esse não é exatamente o que os coxinhas escreviam nos comentários do globo. com, depois que a Dilma tinha sido eleita!

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