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Classe média foi enganada pela mídia que fez o “trabalho sujo” do golpe

Por Redação

23 de janeiro de 2017 : 14h21

No Barão de Itarare

Classe média foi enganada pela mídia que fez o “trabalho sujo” do golpe

O sociólogo e pesquisador Jessé Souza rebateu em sua página no Facebook um artigo publicado por Celso Rocha de Barros na Folha de S. Paulo nesta semana, questionando a teoria de que a classe média, na verdade, usou a Lava Jato de pretexto para apoiar o golpe quando, na verdade, o motivo velado que a levou às ruas das principais capitais do País foi o ódio contra classes mais desfavorecidas, alimentado paulatina e discretamente pela grande mídia.

Para Jessé, a classe média não percebeu “a distorção sistemática da realidade” praticada pelos veículos da grande mídia que ajudaram a articular o golpe do impeachment para defender interesses das camadas mais ricas da sociedade.

Jessé atacou, ainda, o fato de Celso ter deixado o fator mídia de lado ao sustentar que a classe média não é manipulável nem agiu de maneira inconsciente ao protestar contra o fim da corrupção do PT.

“O silêncio de Celso é sintomático e expressa a mentira e a fraude mais importante para que o golpe tenha acontecido e esteja hoje realizando a maior regressão histórica em todas as dimensões da vida que este pais jamais viu: a negação do papel da mídia como partido político das elites internas e externas que se uniram para rapina da riqueza de todos em favor de meia dúzia.”

“O papel manipulador da mídia depende precisamente de que ela não seja percebida como um ‘ator social com interesses próprios’. Quando ele se pergunta, candidamente, talvez motivado por uma dúvida autêntica, por que o ressentimento da fração, mais conservadora da classe média contra a pequena ascensão social dos mais pobres não teria se mostrado antes, a ausência de qualquer referência ao papel da mídia é o dado principal e sem dúvida mais curioso”, diz Jessé.

“A classe média foi feita de tola e trocou a sacralização de seu ódio covarde e canalha contra os mais frágeis que ela explora por uma exploração agora sem precedentes de toda a população inclusive dela própria classe média. Agora ela vai ter que pagar caro pela universidade, pelo plano de saúde e agora também pela própria aposentadoria privada”, disparou.

O GGN reproduz abaixo o texto de Jessé, publicado nesta quinta (19).

Por Jessé Souza

Meu colega Luis Felipe Miguel iniciou um debate interessante sobre a coluna de 16/01/17 de Celso Rocha de Barros no jornal “Folha de São Paulo”. Celso critica na sua coluna o que ele chama de explicação dominante da esquerda para o golpe de 2016. Essa explicação se basearia em três teses, sendo que duas dessas três teses ele retira de meu livro “ A Radiografia do golpe” de agosto de 2016. São elas a denúncia do golpe como fruto da articulação entre elite do dinheiro, mídia e Judiciário; e a tese do ressentimento da classe média contra as políticas de ajuda aos mais pobres que teria permitido usá-la, contra seus melhores interesses, como massa de manobra nas ruas e como “base popular” do golpe. Na sua coluna, o autor escolhe criticar apenas a tese do ressentimento. Celso não nega que o ressentimento social exista, mas ele acha que essa tese precisaria de “evidências empíricas” para ser efetivamente válida.

Celso parece esquecer que as pessoas na vida real têm pouco apreço pela verdade e muito apreço para a legitimação da vida que levam qualquer que seja ela. Celso parece esquecer, também, que o mundo social e subjetivo não são transparentes para as pessoas e que seria tão ridículo perguntar a um coxinha da paulista se ele está ali porque as distâncias com os miseráveis foram um pouco diminuídas, sendo o combate a corrupção mero pretexto, quanto perguntar ao homofóbico se ele percebe que sua violência aos homossexuais só pode ser explicada pela necessidade psíquica de silenciar seu próprio homossexualismo. A “verificação de uma tese de comportamento social” se dá sempre pela análise do comportamento objetivo e não pela legitimação consciente. Senão vejamos. Por que foram um milhão de pessoas – 80% da classe média – à avenida Paulista contra a corrupção supostamente só do PT e literalmente ninguém saiu ás ruas quando os principais políticos do PSDB foram todos eles, sem exceção, envolvidos em delações de desvios milionários? Por que os dois pesos e as duas medidas?

Mas o mais interessante ainda está por vir. Celso se pergunta a certa altura: e se o ressentimento tiver existido, por que ele não levou a classe média descontente às ruas no momento do auge da mobilidade social das camadas populares? A análise de Celso é toda construída sob o pressuposto não apenas de que as pessoas agem com total consciência de seus motivos reais, como também, de que suas ações e opiniões não são mediadas por ninguém. Sua pergunta parece revelar uma dúvida autêntica: ora, se a classe média se ressentiu, por que não teria mostrado, então, este ressentimento antes? Bingo! O coxinha leitor de Celso de Barros deve ter se sentido aliviado e pensado:

“Esses esquerdopatas e suas invencionices chavistas e bolivarianas, ressentido é ele que perdeu a mamata do petrolão”.

O grande e ensurdecedor silêncio na análise de Celso é a percepção da mídia como mediador neutro e imparcial. Existiria, assim, um tipo muito especial de empresa no capitalismo: aquela que não joga tudo que tem para maximizar seus lucros, mas sim para esclarecer de modo anódino, correto e sóbrio seu consumidor telespectador/leitor.

Celso fala do ressentimento e de sua transformação em ação coletiva como se este se desse espontaneamente, por um acordo secreto entre as pessoas que foram à avenida Paulista protestar. Tudo se dá como se num belo dia, todos os coxinhas resolvessem ligar um para o outro e combinar um passeio de protesto na avenida Paulista. Eles não foram motivados nem manipulados por ninguém. Perceba leitor, que Celso é sociólogo e doutor, formado em uma das melhores universidades inglesas. Se especialistas cometem essa ingenuidade, o que dizer dos leigos? Os leitores dos jornais e das televisões podem ser ótimos médicos, enfermeiros, advogados ou mecânicos, mas eles não compreendem a complexidade da realidade social assim como não percebem – do mesmo modo que o Doutor em Sociologia Celso Barros – as formas de violência simbólica e de distorção sistemática da realidade às quais estão expostos.

O silêncio de Celso é sintomático e expressa a mentira e a fraude mais importante para que o golpe tenha acontecido e esteja hoje realizando a maior regressão histórica em todas as dimensões da vida que este pais jamais viu: a negação do papel da mídia como partido político das elites internas e externas que se uniram para rapina da riqueza de todos em favor de meia dúzia. O papel manipulador da mídia depende precisamente de que ela não seja percebida como um “ator social com interesses próprios”. Quando ele se pergunta, candidamente, talvez motivado por uma dúvida autêntica, por que o ressentimento da fração, mais conservadora da classe média contra a pequena ascensão social dos mais pobres não teria se mostrado antes, a ausência de qualquer referência ao papel da mídia é o dado principal e sem dúvida mais curioso.

Ora, foi a mídia que dignificou e sacralizou o incômodo mesquinho e venal da fração conservadora da classe média primeiro com a necessidade de partilhar espaços sociais antes restritos a ela, como aeroportos e “shopping centers” e, depois, o “medo irracional” da competição por seus salários e prestígio social com a política de cotas sociais e bolsas nas universidades. O que aconteceu foi uma “sacralização moral” do ódio de classe – contra uma classe de “escravos modernos” desprezada, abandonada e percebida como mão de obra farta e barata para seu uso e abuso – que foi transformado em “indignação moral” contra a corrupção.

Antes da criminosa manipulação midiática – que hoje atolou o pais em ódio e obscurantismo – esse ódio de classe não era de expressão “legítima”. Em uma sociedade ainda que superficialmente cristã como a nossa, quem odeia os mais frágeis e os mais fracos é um simples canalha. Foi o trabalho da mídia que transformou o canalha em “herói nacional”, ao conferir o pretexto, o discurso e o herói de carne e osso (o juiz Sérgio Moro) da grande farsa que possibilitou transmutar o ódio ao PT e a sua obra de combate à pobreza em cruzada moral contra a corrupção.

E não é necessária nenhuma “survey” para comprovar isso caro colega Celso de Barros. Basta usar a velha e boa capacidade humana de reflexão autônoma e confrontar a reação da mídia e de seu público cativo contra o PT com a reação de ambos às inúmeras delações envolvendo todos os principais políticos do PSDB. Cadê os panelaços, onde estão os milhões de tolos que saíram a rua pelos mesmos motivos contra Lula e o PT? Afinal, se era para combater a corrupção, por que parou? Parou por que? E onde estão os editoriais inflamados e cheios de indignação que enchiam os jornais e as televisões do pais. A classe média foi feita de tola e trocou a sacralização de seu ódio covarde e canalha contra os mais frágeis que ela explora por uma exploração agora sem precedentes de toda a população inclusive dela própria classe média. Agora ela vai ter que pagar caro pela universidade, pelo plano de saúde e agora também pela própria aposentadoria privada. E outras contas pesadas virão. Além disso, é ela que vai andar com medo nas ruas e que vai empobrecer de modo crescente. Essa é a conta da dignificação e sacralização do ódio que a mídia lhe proporcionou.

Mas vamos insistir e usar aquele órgão que a mídia quer tornar obsoleto no Brasil: nosso cérebro e sua capacidade de reflexão. Será que os dois pesos e as duas medidas são por que o PSDB é o partido da rentismo e do capital financeiro e a imprensa é a defensora bem paga de ambos? É por isso que o país empobreceu e milhões perderam empregos e as causas são sempre postas na herança maldita? Quanto tempo irá decorrer até que a classe média compreenda que o trabalho que o PT fez foi superficial e apenas garantiu um grau de civilidade mínimo ao país? E que as calamidades que estão vindo e ainda virão como insegurança pública crônica, massacres e epidemias vão cair como as pragas do Egito sobre a própria classe média?

O silêncio sobre o papel da imprensa é o fundamento da continuidade da nova ordem. Uma imprensa que deu os motivos – todos falsos como vemos hoje – construiu a narrativa, criminalizou a política, justificou o ódio e até transformou sua marionete jurídica em herói nacional. Não existiriam Bolsonaros como ameaças reais sem esse trabalho prévio da imprensa. No entanto, como mostra meu colega Celso de Barros tão bem, ela fez toda o trabalho sujo e ninguém ainda a responsabiliza por isso. Até quando?

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45 comentários

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Paulo clerio

26 de janeiro de 2017 às 08h44

A maioria da população “pensante”deste nosso país ainda “acha que a mídia é o quarto poder.

Responder

JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

25 de janeiro de 2017 às 10h05

ME LEMBRO BEM,NO INÍCIO DO GOVERNO LULA QUANDO UM AMIGO PRODUTOR RURAL COLOU EM SEU VEÍCULO UM ADESIVO COM UMA FRASE,LULA A NOVA PRAGA DA LAVOURA.A ALGUNS DIAS ATRÁS,ESTE MESMO AMIGO VEIO RECLAMAR DA CRISE E ME DIZER QUE SENTE SAUDADES DO GOVERNO LULA,QUE NUNCA GANHOU TANTO DINHEIRO COMO NAQUELA ÉPOCA.
POIS É,AGORA É TARDE,A DILMA NÃO TAVA RUIM,AGORA CHUPA QUE É DE UVA

Responder

Amanda

24 de janeiro de 2017 às 15h26

Pelo mesmo motivo que a revolta da vacina não foi apenas por ignorância em não querer se vacinar. Vamos ler a história do nosso país!

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Antônio Oliveira

24 de janeiro de 2017 às 12h58

O que chama atenção é ninguém comentar sobre milhões de desempregados, fabricados no Governo Dilma… Ninguém fala da tragédia de Mariana, da saúde caótica e dá falta, total, de segurança… Nunca é comentado dá recessão que a ” honesta” PRESIDENTA nos jogou. Nunca é citado o ” é nós contra eles”, que tanto dividiu e gerou ódio no país…
Pergunto aos grandes socialistas: quantos sem tetos já acomodaram em suas casas? Quantos miseráveis vocês ajudaram? É pra rir…
A briga é pelo poder, não pelo bem estar do povo. E só!
Tudo farinha do mesmo saco!!!

Responder

    JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

    25 de janeiro de 2017 às 10h12

    VEM CÁ,A TRAGÉDIA DE MARIANA NÃO FOI PROVOCADA POR AQUELA EMPRESA QUE O FERNANDO HENRRIQUE PRIVATIZOU,MAS PRIVATIZAR NÃO É BOM?POIS É,MAIS UMA BOLA FORA DE VOCÊS DA DIREITA,PRIVATIZAM E DEPOIS QUEM COMPRA DEIXA O LIXO PARA TOMARMOS CONTA,VAMOS VER O QUE VAI ACONTECER COM A PETROBRÁS QANDO ESTIVER JOGANDO PETRÓLEO EM NOSSAS PRAIAS,QUERO VER SE ALGUM PAPAGAIO DE PIRATA DA GLOBO VEM AQUI DEFECAR ASNEIRAS.

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    juca

    25 de janeiro de 2017 às 12h51

    Quem nos jogou na crise foi a presidenta ou foi a parceria midia/lava jato?
    Compare os números da economia antes(12/2013) e depois(12/2016) da parceria midia/lava jato entrar em ação. você vai se surpreender.
    Aliás. a cada dia fica mais claro que a lava jato foi uma operação comandada do exterior para quebrar uma das pernas dos brics. Nunca teve qualquer intenção de combater a corrupção. Aquela foto do FDP moro aos beijos com o ébrio aécio é uma prova contundente do fato.

    Responder

Sergio Henrique

24 de janeiro de 2017 às 12h24

É um debate muito interessante e oportuno. O fato da “mídia” ter colaborado com o golpe desde a sua concepção, mesmo no período embrionário, é escandaloso e está escancarado. Mas também existe no individuo médio brasileiro um sentimento egoísta e um preconceito rasteiro que sempre afloram em sutis opiniões e afirmações mascaradas por justificativas hipócritas e evasivas nunca reconhecendo a verdadeira origem cruel, imoral e psicopata, desses pensamentos. Um exemplo disso é a afirmação do ex-secretário da juventude quando comentava o episódio ocorrido nos presídios de Manaus. Comentários iguais a estes eu ouvi as dezenas.
Bom eu não tenho a formação cientifica adequada para entrar nesta demanda, sou um simples espectador leigo do comportamento social, mas que existe uma cumplicidade entre a sociedade e a mídia neste golpe está claro. Não só a mídia manipulou, mas também à sociedade, conscientemente, entrou em sintonia com o apelo midiático como forma de justificar o comportamento moralmente reprovável de seus conceitos individuais.

Responder

Paulo

24 de janeiro de 2017 às 10h18

Moro fora do Brasil e não vi nada de golpe. Para mim , independente de coxinha ou mortadela, rico ou pobre, o fato é um só! A corrupção estava institucionalizada. Aliás, esta ainda e nenhum partido atualmente possui legitimidade. Em qualquer país decente o mínimo de suspeita é o suficiente para afastar um governante. Neste caso não temos o mínimo, mas suspeitas de uma quadrilha formada para saquear o estado e um bando de quadrilheiros travestidos de representantes do povo legislando em causa própria. Agora o que me estranha é a cegueira e as besteiras que a gente lê no noticiário e em blogs como este. Ninguém tem.projeto de nação. Só se preocupam com seus próprios interesses. Que se dane o resto. Não é mesmo esquerda caviar e direita coxinha ?

Responder

    juca

    25 de janeiro de 2017 às 12h53

    não sei se você realmente mora fora do país. Se mora, é um otário.
    Os ladrões de verdade estão agora no governo rapinando tudo o que podem.
    E a lava rato não se manifesta.

    Responder

Lúcia Rangel

24 de janeiro de 2017 às 09h57

Prof. Jessé, seus artigos sempre fazem uma análise profunda, crítica e abrangente dos temas trabalhados. Acho importante destacar esse aspecto porque não temos tido muitos autores com essa competência e disposição intelectual honesta, clara. Parece que nossos sociólogos e cientistas políticos ficam acovardados diante do poder da mídia, ou será que estão preocupados em garantir um emprego na grande mídia, (dois ou três grandes jornais ou organizações globo) após a aposentadoria acadêmica!
Nas TVs, abertas ou fechadas, não temos nenhum programa discutindo sobre política ou economia, que possa esclarecer a população, ou pelo menos a classe média, fazê-la refletir. Onde a população pode buscar informações? É preciso formar nossa sociedade.

Responder

RL

24 de janeiro de 2017 às 07h37

A classe média está pondo a culpa no Lula do que acontece. Se a Petrobrás está sendo vendida é culpa do Lula e não o tal Parente. Não há propinas a serem questionadas no caso Parente. Parente, o inglês que vende o Brasil pois rouba, é um homem “limpo”. O Temer que rouba é limpo, pois é paulista. A classe média culpa Lula pois tem um tremendo preconceito, um nojo abissal de nordestinos. Não tem nojo dos ingleses e holandeses que estão comprando e rindo na sua cara e que ajudaram nessa tomada de poder também.
A classe média está desesperada para que “arrumem um jeito de por Lula na cadeia”. Isso a gente lê hoje e não ontem. Não importa se há provas. querem um Lula na cadeia e rebelião no mesmo dia para degolá-lo. Já anteciparam na capa da revista, o Lula degolado. Pois só assim sentirá prazer e fará a vontade dos estrangeiros. Eles são loucos e querem fazer as vontades dos estrangeiros. Estão pouco se importando se vai pagar mais caro, trabalhar mais se não tem mais universidades para os filhos. O problema é o Lula. Na visão deles foi o Lula que fez isso. Por mais que a mídia tenha ensinado os mantras contra quem defende os direitos dos trabalhadores, a classe média é assim pois gosta e odeia muito, muito mesmo, qualquer coisa que se assemelhe a nordestinos. Odeia pobre, embora sendo. Não adianta negar, isso é um problema basilar no Brasil e é isso.

Responder

NICO

23 de janeiro de 2017 às 21h59

Para vocês que ainda não acreditam que foram enganados pela mídia, vai aí alguns argumentos para te convencer: A “galera usurpadora” está entregando tudo, o pré-sal; a base de Alcântara; a previdência aos Banqueiros (aposentadoria somente a privada – se quiser aposentar um dia); a reforma no ensino (escola boa para seu filho, só se for escola particular – privada); a reforma trabalhista (vai ter que negociar salário com o dono da Ford, da Mercedes, os donos da Fiesp que patrocinaram o golpe); acabar com o Sus (vai ter que pagar médico particular ou então, uma fortuna para os planos de saúde); Vinte anos de atraso com a pec 55 (tudo congelado, menos a farmácia, o super mercado, a padaria, o barbeiro – cabeleireira, o açougue, as contas de água, energia elétrica, condomínio de seu prédio, IPTU, IPVA, gasolina, pedágio, TV a cabo, etc…). A mídia (principalmente), as elites, a Polícia Federal, a maioria dos integrante da Câmara e Senado, parte do Judiciário e do Ministério, estão atolados até o pescoço no “Golpe”. As pessoas que não percebem o atraso que estão nos impondo como povo, é porque são completamente cegos ou não querem enxergar.

Responder

LUIZ TAVE

23 de janeiro de 2017 às 21h42

NAO TEM MENTIRA QUE DURE PARA SEMPRE ! A MIN ROSA WEBER TEVE A CARA DE PAU DE FAZER A DILMA RESPONDER , O PORQUE ELA ESTAVA CHAMANDO O GOLPE DE GOLPE ! VERGONHOSO UMA MULHER DO STF DESISTABILIZNGO UMA PRESIDENTA HONESTA , E BLINDANDO O SOBRINHO VAGABUNDO AECIO NEVES ! CANALHAS ! COVARDES ! GOLPISTAS !

Responder

Edson

23 de janeiro de 2017 às 19h08

E o caos midiático?
Com a Dilma a MIDIA era crise noite e dia… Agora e violência em presídios, doenças de todos os tipos, assassinatos.nas ruas, tragédias familiares, assaltos e outros, essa é a pauta dos jornais, essa MIDIA golpista quer o caos para pedir intervenção militar e sustentar o GOLPE!
E depois do “acidente” descarado do avião do Teori acho que terá mais acidentes por aí! Depois o PIG trará videntes, numerólogos, astrólogos para manipular o povo!

Responder

emerson57

23 de janeiro de 2017 às 18h33

“as formas de violência simbólica e de distorção sistemática da realidade às quais estão expostos.”
Pois é. Atingiram profundamente inclusive a classe média fardada. Que bate continência para golpista. E aprova a entrega do submarino nuclear e da base de Alcantara e das riquezas nacionais. E ainda vai ser usada como guarda de presídio!
Jatinho novo, Submarino, Pesquisa nuclear ? Para que, se os golpistas estão terceirizando até o controle do espaço aéreo nacional?
fegacê disse que iria acabar com a era Vargas. Estão acabando inclusive com o Brasil.
Desse modo o Brasil se tornará uma imensa Cuba. Não a de Fidel, mas a de Fulgêncio Batista.

Responder

Joseph Gerald Washington

23 de janeiro de 2017 às 18h13

Eu não sou adepto pleno de que as pessoas não “sabiam”. Para mim as pessoas sabiam e ainda sabem muito bem o que fizeram.
Basta lembrarmos de faixas como:
O CUNHA É CORRUPTO MAS ESTÁ DO NOSSO LADO.
Esse pessoal que foi pra Rua foi por serem contra a política de valorização do Salário-mínimo, contra um dólar alto e impeditivo para viagens internacionais, contra a presença de Médicos Cubanos no Brasil, contra a entrada de POBRE em Universidades Federais, … etc.

Responder

Miguel Candia

23 de janeiro de 2017 às 18h28

…todas as classes nos enganamos…pois historicamente a estrutura política e as leis que regem sobre sí é de uma completa proteçao a pessoas espertas que sabem que jamais serao atingidos. Ha um revesamento oculto de poder. O unico que nao tem consciencia disso é justamente a classe enganada , ou seja , todos…

Responder

Edilce Terra

23 de janeiro de 2017 às 18h26

Ahhh conta outra!

Responder

Diego Emmanuel

23 de janeiro de 2017 às 18h24

Enganda nada, só ignorante e reprodutora de discursos sem analisar. Já está sendo prejudicada e será mais ainda.

Responder

Rejane Medeiros

23 de janeiro de 2017 às 18h22

Ainda tem pobre de direita aplaudindo

Responder

Felipe Martins Hernandes

23 de janeiro de 2017 às 18h07

quando atingir a idade mental necessária para falar igual homem ai a gente conversa, paz

Responder

Felipe Martins Hernandes

23 de janeiro de 2017 às 18h05

a vontade, só tomara que sua empresa não seja estatizada, se não la se vai seu salario, e boa sorte ai com todo seu intelecto nível bolsominion que só sabe zuar ao invés de comentar

Responder

Felix Nonnenmacher

23 de janeiro de 2017 às 18h02

Felipe Martins Hernandes Esse tthread de comentários será encerrado em breve e para evitar contratempos nosso gerente sugere que futuras queixas sejam enviadas por escrito para: Casa do Papai Noel, Onde Todo o Discurso de Direita Vira Realidade, s/n, Lapônia. As reclamações enviadas a esse endereço serão atendidas quando os remetentes atingirem a idade mental de 12 anos. Agradecemos a preferência pela página O Cafezinho, sustentada por governos corruptos enquanto MBL é sustentada por governos íntegros.

Responder

Felipe Martins Hernandes

23 de janeiro de 2017 às 17h54

Resumindo, falou, falou, falou e no fim prefere dizer fodasse ja que nem desenvolver um argumento consegue, continue assim caro futuro da esquerda

Responder

Felix Nonnenmacher

23 de janeiro de 2017 às 17h52

Felipe Martins Hernandes Entendo. Então Sr Felipe sugiro que o Sr pegue uma senha e dirija-se de à área da fila do foda-se, onde outro atendente o encaminhará a outra área de foda-se, que estarei informando o gerente, o qual estará lhe atendendo em instantes.

Responder

Felippe Nithack

23 de janeiro de 2017 às 17h44

Enganada o cacete. A elite crediário achou que ia chegar a casa grande mas jamais passarão da senzala. Apoiaram o golpe com a intencao de se beneficiar mas se ferraram. Não acredito em inocência e sim em Imbecilidade política, basta ver quantos seguidores tem Bolsomerda, Silas Salafrário, Os Tucanalhas, …

Responder

Felipe Martins Hernandes

23 de janeiro de 2017 às 17h39

felix, so uma pergunta, essa pagina chama o cafezinho ou antagonista?

Responder

Norma L Mmdiniz

23 de janeiro de 2017 às 17h27

Discordo, ela tem acesso à internet, todo tipo de informação. Ela e mesquinha, preconceituosa, falsa, odeia a possibilidade de dividir.Portanto e muito paternalismo, tirar suas responsabilidades

Responder

Marcio Fernandes

23 de janeiro de 2017 às 17h24

Enganada não, consoante ao pensamento da mídia.

Responder

Atreio

23 de janeiro de 2017 às 15h15

Grande Jessé.
Muito interessante o fato de todos os grandes pensadores e analistas de hoje serem sociológos e filósofos…justamente as duas materias q mendocinha e mISHELL definiram q não devem mais ser ensinadas nas escolas……
cortela, jessé, clovis de barros, karnal…..todos popstar junto a juventude hj, mas parece q pensar a sociedade e analisar desdobramentos sociais de politicas publicas não interessa o povo da loja.

Responder

Felix Nonnenmacher

23 de janeiro de 2017 às 17h09

Felipe Martins Hernandes Tá reclamando do quê, coxa? O Antagonista recebe do Alckmin e você não fala nada? VAZA!

Responder

Felix Nonnenmacher

23 de janeiro de 2017 às 17h07

Então vá para outras páginas, como a do MBL, por exemplo, a qual é financiada pelo PMDB para enganar as pessoas dizendo que Lula e Dilma são beneficiados pela morte de Teori, mesmo quando este era juiz do STF, o qual só julga POLÍTICOS COM FORO PRIVILEGIADO, CASO DE TEMER E AÉCIO, NÃO LULA E DILMA. CAI FORA.

Responder

Felipe Martins Hernandes

23 de janeiro de 2017 às 17h07

Legal, mas sabia que o cafezinho só em 2016 recebeu mais de 150 mil em financiamento pelo governo dilma? Parabens, você esta defendendo o partido com informações compradas por ele

Responder

Nathan O Martins

23 de janeiro de 2017 às 17h07

É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas foram enganadas.
Mark Twain

Responder

São Jorge Guerreiro

23 de janeiro de 2017 às 17h05

Por aqui só há um compromisso: com a realidade dos fatos e a clareza na informação…Quem mente, engana e manipula é a GLOBO GOLPISTA!

Responder

Felix Nonnenmacher

23 de janeiro de 2017 às 17h05

Acho que o termo “enganada” tem de ser colocado em perspectiva. Se levarmos em conta as técnicas de propaganda e marketing usadas pela mídia, então é possível dizer que a mídia apenas ecoa o que já se encontra na cabeça da classe média: preconceitos, negações e delírios de grandeza.

Responder

Marildo Proner

23 de janeiro de 2017 às 17h03

Marina Sandrini Proner. A melhor do ano.

Responder

Antonio Passos

23 de janeiro de 2017 às 15h01

Desde QUANDO a classe média não manifesta seu ÓDIO as classes pobres ? Se for verificar direitinho, TODOS que agora odeiam o PT já odiavam há 20 anos atrás, apenas de maneira mais discreta. São os mesmos que em 90 acreditaram que LULA tinha um som melhor, são os mesmos que sempre diziam que não votavam em analfabeto, são os mesmos que diziam que LULA não gostava de trabalhar, etc. Chego a imaginar que o Brasil não tem solução, porque nossa cultura é tão atrasada, que levará gerações para evoluir. Isto depois da democratização da mídia. A não ser que ocorra algo traumático que imponha a mudança via sofrimento.

Responder

    Adam Smith

    23 de janeiro de 2017 às 15h20

    Antonio,

    releia o artigo ou refaça a alfabetização para então depois tentar superar o analfabetismo funcional.

    O artigo já traz a resposta para sua primeira pergunta.

    Observação: é inacreditável que nesta altura do campeonato, alguém ainda acredite que existe mídia democrática no Brasil… Enfim, você é um exemplo clássico do “atraso” de “nossa” cultura, alguém que acha que sabe, mas infelizmente nem criticar com pertinência alguns poucos parágrafos consegue.

    Cansaço dessa gente…

    Responder

    Maria Thereza Gonçalves de Freitas

    23 de janeiro de 2017 às 16h23

    O ódio sempre existiu, é verdade, mas era um pouco contido, até pra não ficar feio. Os golpistas, mídia à frente, açularam e soltaram as feras. Vemos, hoje, pessoas manifestarem seus preconceitos e ressentimentos até com certo orgulho. Começaram a debochar do politicamente correto que, fora alguns exageros, era o início de um processo mais civilizatório. Agora, é a barbárie. E quem soltou as feras não tem moral pra recolocá-las nas jaulas. Como diz vc, levaremos muito tempo pra voltar ao ponto que estávamos, quanto mais evoluir.

    Responder

Maria Zoraya

23 de janeiro de 2017 às 16h57

Infeliz aquele que acreditou na midia Golpista!

Responder

Dinamar Rezek

23 de janeiro de 2017 às 16h57

Verdade

Responder

Cassiano Ricardo

23 de janeiro de 2017 às 16h45

FOI enganada ..
É enganada…
e SERÁ enganada
.. prefere CONTINUAR ‘fazendo-de-conta” que não sabe de nada …

Responder

Valor Afro - Escravidão, mais de 03 séculos construindo o Brasil.

23 de janeiro de 2017 às 16h44

Tipo “colaboradores” enganados? Tipo boa-fé? Tipo Brasileiros Coxinhas e Vigaristas (171) enganados?

Responder

Marli De Almeida Ramires

23 de janeiro de 2017 às 16h41

Isso mesmo. Jessé de Souza tem o meu respeito.

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