Bahia: Refinaria privatizada provoca desabastecimento de Gás de Cozinha

17/04/2017- São Paulo- SP, Brasil- O prefeito João Doria na coletiva de imprensa do projeto remédio rápido, A disponibilidade de medicamentos nas farmácias da Prefeitura de São Paulo atingiu a média de 90%, nível considerado aceitável e dentro dos padrões praticados na iniciativa privada Foto: Cesar Ogata / Secom

Por que a direita tem calafrios só de pensar em eleições diretas?

Por Pedro Breier

09 de junho de 2017 : 12h13

(Remédio tome Rápido senão vence. Foto: Cesar Ogata/Secom)

Por Pedro Breier, colunista do Cafezinho

A resposta é simples: medo.

A direita, quando chega ao poder, tira a máscara de defensora do Estado mínimo e adota uma espécie de “Estado máximo para os chegados”, passando a drenar, como se não houvesse amanhã, os recursos oriundos dos impostos para as mãos dos empresários amigos.

Políticas públicas nas áreas da saúde, educação e cultura são sumariamente cortadas ou reduzidas à insignificância.

Investimento em infraestrutura? Esqueça.

Rios de dinheiro para a máfia midiática em troca de apoio? Claro que sim!

Não é preciso muita análise para concluir que este jeito de governar não é nada atraente aos olhos de mais ou menos 99% da população. Por isso as eleições são um estorvo para os donos do poder. Por isso a Globo tem calafrios ao ouvir falar em diretas.

Mas não há como fugir do voto para sempre. O tempo da ditadura, ao menos da escancarada, acabou. De vez em quando os eleitores vão às urnas, fazer o que.

A solução para convencê-los a votarem contra os próprios interesses é uma combinação de controle da informação, manipulação das notícias e marketing grosseiro.

João Doria, a grande esperança coxinha para 2018, é um exemplo muito bem acabado desse padrão de comportamento clássico dos girondinos tupiniquins.

Seu mais recente presente – com dedicatória assinada em conjunto com o padrinho/inimigo Alckmin – para os amigos de fé, irmãos camaradas, é a isenção de R$ 66 milhões em impostos em troca de doações de remédios que custariam R$ 35 milhões se comprados pela prefeitura.

A benevolência tucana com os pobres empresários do setor farmacêutico não para por aí: não foi exigida data de validade superior a doze meses, como ocorre na venda de remédios para farmácias e hospitais privados. O edital das doações fala apenas em validade “preferencialmente” superior a seis meses. Há remédios nas farmácias com data de vencimento muito próxima. E o custo pelo descarte dos medicamentos, vejam que beleza, foi transferido das empresas para a prefeitura.

Não é o negócio dos sonhos?

Para os empresários, com certeza. Já para os que precisam de medicamentos e para os que financiam a festa com seus impostos, é um acinte.

É aí que entra em cena o marketing tosco característico do ex-apresentador de talk show.

Doria divulgou ontem um vídeo inacreditável no qual apresenta os novos uniformes dos agentes de trânsito de São Paulo. Ao fim do vídeo o prefeito agradece “às empresas e todos os que estão cooperando, sem nenhum interesse, exceto servir a população de São Paulo”.

“Sem nenhum interesse”. Hahaha.

Por isso tudo a direita tem ojeriza a palavras como eleições, diretas, voto, povo.

A Globo, capitã do time, sabe que todo o marketing do mundo é pouco, muito pouco, para fazer a população engolir “gestores” do naipe de um João Doria.

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve sobre política n'O Cafezinho desde 2016.

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19 comentários

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Luana

19 de junho de 2017 às 18h48

Quanta tolice!
Não existe esquerda nem direita no Brasil… existem monte de ladrões que se escondem atrás de ideais com fim apenas de roubar dinheiro do povo.
No contexto não compreendo o motivo pelo qual atacam tanto a ” direita”, se foi a mesma quem sempre lutou e apoiou a liberdade, quando historicamente sabemos que a esquerda sempre caminha para ditadura.

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Danilo De Bortoli

11 de junho de 2017 às 00h17

É a ocupação do vácuo deixado pela falta de conteúdo crítico. É a falta da apropriação do conhecimento ao longo dos tempos. É a ausência do Estado no suprimento do pensamento crítico. Culpá-los não resolve. O que podemos fazer de mais inteligente para evidenciar a realidade para além do vício da polarização que nos divide e nos torna rivais?

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Presb Manoel Messias

10 de junho de 2017 às 02h06

SE O PSDB GANHAR ALGUMA ELEIÇÕES VÃO PRIVATIZAR TUDO AQUI EM SÃO PAULO ATE OS PARQUES ELES QUEREM VENDER O ÚNICO ESTADIO PUBLICO QUEREM VENDER TIROU OS COBRADORES DE ÔNIBUS.A JUSTIÇA MANDOU COLOCAR DE VOLTA .TIROU O LEITE E TRANSPORTE GRATUITO DAS CRIANÇAS ESTE É O JEITO DO PSDB GOVERNA

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Roseli Verlindo

09 de junho de 2017 às 20h52

Já vi comentários que não querem diretas porque não confiam nas urnas eletrônicas!!!! Olha o absurdo kkk.

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Rogério Bezerra

09 de junho de 2017 às 15h47

Grandes negócios para grandes empresários.
Os médios e pequenos empresários, que tanto apoiaram o golpe, estão a ver navios…

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Joeliton Bezerra

09 de junho de 2017 às 15h28

Remédio Rápido: Tome Rápido, antes que vença!!!!

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Ismael Luiz de Campos

09 de junho de 2017 às 17h55

POR QUE NUNCA GANHAM KKKKKK

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José

09 de junho de 2017 às 14h48

Por que a direita tem calafrios só de pensar em eleições diretas? Simples, porque eles tem certeza que vão perder. Não nos esqueçamos que essa Direita já perdeu quatro eleições presidenciais seguidas. Eles sabem que o povo rejeita o projeto deles, eles sabem disso. É por isso que eles tem medo de eleições, sabem que perdem. A Direita pode enganar o povo por um tempo, mas a máscara cai rapidinho. E com o desastre do governo Temer, o povo está se dando conta de como é um governo de direita. Eles tem certeza que vão perder, por isso são contra as direitas. E a desculpa que eles estão dando é que a Constituição prevê eleição indireta em caso de vacância do Presidente e do Vice. Acontece que, a Constituição nada mais é do que a manifestação da vontade popular. Se o povo quer que a Constituição seja mudada para permitir eleição direta, a Constituição tem que ser alterada e ponto final, é a vontade do povo. Se o povo não está concordando com algum dispositivo constitucional, ele tem que ser mudado. Não é o povo que tem que se sujeitar ao que diz a Constituição, pelo contrário, é a Constituição que tem que se sujeitar a vontade popular. E a vontade do povo é eleição direta. Agora, se o povo quer uma coisa, e os parlamentares defendem o oposto daquilo que o povo quer… Se a vontade do povo não é levada em conta, então a nossa democracia é uma completa farsa.

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Carlos

09 de junho de 2017 às 14h45

” A direita, quando chega ao poder, tira a máscara de defensora do Estado mínimo e adota uma espécie de “Estado máximo para os chegados”, passando a drenar, como se não houvesse amanhã, os recursos oriundos dos impostos para as mãos dos empresários amigos. ”

Engraçado. Acho que já ví isso acontecer no governo Lula e Dilma.

JBS que o diga.

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Thiago Silva

09 de junho de 2017 às 17h17

Medo do lula!

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Benedito Domingues

09 de junho de 2017 às 16h37

Responder

C.Poivre

09 de junho de 2017 às 13h17

Enquanto o PT tentou tirar a palavra “socialismo” de seu EstatuTo, a Esquerda volta a bombar na Europa exatamente por pregar um SOCIALISMO democrático:

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/jeremy-corbyn-o-triunfo-da-igualdade-o-regresso-ao-futuro-e-o-caminho-para-a-esquerda/

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    Maria Mirian

    10 de junho de 2017 às 21h07

    Porque são analfabetos políticos.

    Responder

Giovana Tambosi

09 de junho de 2017 às 15h20

Eu gostaria de ver a seguinte pergunta nos blogs da esquerda: por que os brasileiros votam na esquerda para presidente e na direita para o congresso nacional?

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    Emerson Lins

    09 de junho de 2017 às 15h52

    Não existe ligação…vc vota no presidente e não na orientação…:)

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    Leo Soler

    09 de junho de 2017 às 15h56

    BOA PERGUNTA?

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    Giovana Tambosi

    09 de junho de 2017 às 16h13

    Emerson Lins, pela lógica deveria ter.

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      Luiz Pereira

      09 de junho de 2017 às 21h08

      O voto não é orientado apenas pela lógica, os estudos de comportamento eleitoral tem demonstrado que diversos fatores desde o mais pragmático ao mais afetivo podem decidir o voto, não é minha área de especialidade mas o que já vi sobre o assunto aponta para um conjunto complexo de fatores, não é para menos que os candidatos atuam em várias frontes de estratégia, desde apresentação de programas até ataques à reputação. Quanto a Câmara dos Deputados há de se lembrar que o sistema é proporcional e não majoritário, o número de cadeiras de que o partido tem direito está vinculado ao calculo do coeficiente eleitoral e partidário, grandes puxadores de votos acabam garantindo cadeiras aos colegas de partido que atingiram pelo menos 10% do coeficiente eleitoral. Ademais não é raro em outros países do mundo que o Legislativo assuma composição distinta do Executivo, Maurice Duverger já demonstrou que esses casos tendem a fortalecer a divisão de poderes

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    Gerson Pompeu

    11 de junho de 2017 às 01h55

    Analfabetismo político.
    Não conhecem as atribuições de cada cargo político nem o que está nos âmbitos municipal, estadual e municipal.
    Se quisermos realmente concientizar as pessoas, devemos exigir que faça parte do currículo escolar, explicar o que é de quem devemos cobrar as coisas.
    A mídia corporativa e golpista faz questão de confundir, de acordo com a sua conveniência, para que a maioria continue a ser facilmente manipulada.

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