Ministro da Saúde explica chegada do coronavírus ao Brasil

Cultura, violência e direito à insurreição

Por Miguel do Rosário

21 de julho de 2017 : 14h21

(Foto: ESQUERDA ONLINE)

O amigo Roberto Ponciano me enviou um texto, há alguns dias, que eu demorei um pouco para publicar, porque achei que traz argumentos que precisam de alguns esclarecimentos e, talvez, de um contraponto.

Ponciano mostra-se impaciente (e eu diria, com toda razão) com a docilidade “cultural” que parece ter tomado conta das nossas manifestações políticas.

Vou arriscar um spoiler do texto e citar a frase com que ele fecha o seu argumento:

Neste “ritmo’ de “paz e amor”, em que estamos, embalados pelos showmícios de Caetano, ao menos nos tornaremos os escravos mais alegres do mundo.

Ponciano vai além e revê a questão dos black blocs, tão repudiados pela esquerda partidária. Ele faz críticas duras ao black blocs, mas não por seu estilo agressivo, e sim por sua falta de substância política e organização.

Após lembrar que a maioria dos black blocs parece se inspirar em teorias e práticas anarquistas, nosso articulista lembra que as primeiras greves no Brasil foram organizadas pelo movimento anarquista. Ele cita a COB, a Confederação Operária Brasileira, organização fundamental no processo de conscientização política do proletariado nacional do início do século XX.

Mutatis mutandis, se pudéssemos trazer a COB para o século XXI, ficaria difícil imaginá-la em escaramuças inúteis (inúteis porque sem objetivo tático e ou estratégico) com o batalhão de choque da PM, ou quebrando abrigos de ônibus, que serão usados exatamente pelos trabalhadores nos dias seguintes. A COB teria como missão ocupar fábricas, escolas, estradas e resistir, usando a violência se necessária.

Eu, no entanto, discordo um pouco de Ponciano, porque acho que ele, ao depreciar o estilo “cultural” e “festivo” das manifestações políticas no Brasil, está mais uma vez cometendo o velho erro da esquerda brasileira de negar a importância da luta simbólica.

A luta simbólica é fundamental. A eterna inapetência absoluta da esquerda partidária para fazer a luta simbólica, é uma das causas de suas derrotas no Brasil.

A luta simbólica é o que poderíamos chamar também de luta no campo da comunicação. Algumas lideranças de esquerda passaram a dar aparente atenção maior à comunicação, mas ainda não entenderam o que é comunicação. A comunicação política, para ser eficaz, precisa da cultura. Ou seja, precisa de chicos, caetanos, emicidas e mano brows.

Por outro lado, Ponciano está certo. Não podemos ficar só nos showmícios de Caetano. O golpe é brutal, avança muito rápido e é chegado o momento de atitudes mais objetivas.

***

O Cafezinho publica o texto abaixo, feito com exclusividade para o Cafezinho, e pede aos internautas que comentem, dêem sua opinião, apresentem os pontos que discordam ou concordam.

Cultura, violência e direito à insurreição

Por Roberto Ponciano*

O direito dos povos a se insurgir, de armas nas mão, se necessário, contra os tiranos não é uma invenção “comunista”. Está nos enciclopedistas, mas antes está em Santo Agostinho e também em Abraham Lincoln. Santo Agostinho é o primeiro grande padre da igreja a considerar justo e cristão o tiranicidio. Logicamente que este caput não é uma incitação ao tiranicídio, é apenas um preâmbulo necessário para que entendamos que, quando Marx diz “a violência é a parteira da história”, ele não está inventando a roda. Não foram os socialistas ou comunistas que primeiro entenderam que as mudanças sociais são violentas (Independência dos Estados Unidos e de toda a América Latina, Revolução Francesa, Revolução Russa), antes deles os padres já haviam entendido e a burguesia revolucionária francesa e dos Estados Unidos. A declaração universal dos direitos humanos é a rebenta, limpinha e cheirosa, das mortíferas Revolução Francesa e Guerra de Independência dos Estados Unidos. Parece muito pacífica, mas é resultado da luta de vida e morte, da burguesia contra a nobreza de um lado, na França (lembrando que o proletariado faz parte da burguesia nesta luta) e dos colonos dos EUA contra o domínio da metrópole do outro. A declaração, tão límpida, cheira a sangue e fumo, para quem conhece a história.

Esta introdução serve para aclarar o que vou falar, após ler o texto, de passeata em passeata, chegamos à guilhotina. Um texto bastante interessante no que diz respeito à intenção, mas que para mim erra na mão. O capitalismo é VIOLENTO. No Brasil, todo ano, 39 mil jovens são assassinados todo ano numa guerra civil não declarada. Desde o golpe, triplicou a população de pessoas obrigadas a viver na rua, sem nenhum direito, como bicho; e passamos das 14 milhões de pessoas sem emprego e com um futuro sombrio. O Brasil voltou ao mapa da fome. A desigualdade absoluta, um abismo social que no Brasil é o maior do mundo, só existe porque NOSSA SOCIEDADE É VIOLENTA. A polícia no Brasil não existe para reprimir o tráfico, existe para evitar que a favela desça e destrua o asfalto. Existe para que uma sociedade, com tecido social rasgado como é a brasileira, não entre em guerra civil. A solução, dado o descalabro social é uma só, uma guerra sem quartel contra os pobres e a pobreza, assim como o genocídio social, em curso em larga escala, neste momento.

Assim, concordo em gênero, número e grau com o texto, no sentido de que uma passeata, de mês em mês, para derrubar Michel Temer, é tão inútil quando um ato-show em Copacabana. Desde logo, digo que participei de todas as passeatas. Não sou determinista, se existe algo bom em Michel Temer ter continuado na Presidência da República (mesmo contra a vontade, da sim poderosa, mas não onipotente, Rede Globo), foi o desmentir os determinismos mecanicistas, que já tem todos os dados da história mesmo antes de eles serem rolados. Para os deterministas, a Globo sozinha manda e desmanda no Brasil. Mas não só a permanência de Temer no Planalto mostra o contrário, a vitória do PT em quatro eleições seguidas mostra que o poder da mídia é imenso, mas é só uma das instâncias determinantes da realidade, não é a realidade toda. Gramsci ensina que ninguém pode prever em detalhes a história, porque os fatores qualitativos e quantitativos mudam de lugar todo o tempo. Ninguém sabe efetivamente onde a acumulação quantitativa se fará salto qualitativo. Esta previsão, ao final é práxis coletiva. Mas sim, é fácil diagnosticar, que naqueles dias passados, próximos da denúncia de Joesley, a decisão coletiva de se fazer greve geral por um dia era completamente insuficiente para derrubar um governo.

Os protestos que derrubaram quatro presidentes na Argentina e levaram à eleição de Nestor Kirchner, que finalmente estabilizou política e economicamente o país, foram muito mais intensos e radicais que os brasileiros. Minha principal discordância do texto, de passeata em passeata chegamos à guilhotina, é a condenação da tática black block por esta usar a violência, não os condeno por isto. Não, não sou black block, nem simpatizante deles. Sendo bem teórico, vou citar não Marx, nem Lênin, mas Sartre, que diz que o marxismo é a única filosofia (política, este termo “política” é minha observação) viva. Diz Sartre que, ao fim, estratégias e táticas que parecem inovadoras nos fazem regressar a organizações, análises e formas de luta pré-marxista, ou seja, à pré-história da organização dos trabalhadores. Minhas críticas aos black blocs são bem outras. A primeira de todas é que ninguém sabe bem ao certo o que eles são, nem mesmo eles. Dizer que os blacks blocs são “uma tática e não uma organização” é uma tautologia que, obviamente não explica nada. Esta forma avessa à organização dos trabalhadores atrapalha mais que ajuda qualquer movimento. É lógico que para se organizarem para cada alto eles tenham alguma organização, é mais lógico ainda que se esta organização começa, acaba e termina com a violência esporádica em cada ato dos trabalhadores. Com isto, eles acabam, querendo ou não, sendo linha auxiliar da repressão, em lugar de aliados dos trabalhadores.

Primeiro porque, até ideologicamente, fica difícil situá-los. Em alguns atos com blacks vejo bandeiras anarquistas. O que me parece é que eles sequer estudaram ou compreendem o que foi o movimento anarquista. Os anarquistas negavam a necessidade de partidos, não de organizações operárias, tanto que os anarquistas são responsáveis no Brasil, através da COB, por algumas das principais greves do século XX. Lembrando que a COB era uma Central Sindical que se pretendia nacional, e que organizava não só os atos, mas as reivindicações e até o socorro-mútuo dos trabalhadores. Mutatis mutandis, se pudéssemos trazer a COB para o século XXI, ficaria difícil imaginá-la em escaramuças inúteis (inúteis porque sem objetivo tático e ou estratégico) com o batalhão de choque da PM, ou quebrando abrigos de ônibus, que serão usados exatamente pelos trabalhadores nos dias seguintes. A COB teria como missão ocupar fábricas, escolas, estradas e resistir, usando a violência se necessária. A violência não e uma estratégia em si, mas sim, como forma de resistência não pode ser negada a priori. Ocupar e resistir, por todos os meios. Então, os blacks blocs são um débil simulacro do movimento anarquista operário, que sim, este movimento anarquista operário tinha lado, tática, estratégia, objetivos. Minha condenação aos blacks blocs é toda neste sentido, total falta de estratégia, análise, organização, objetivos. Atrapalham muito mais o movimento social do que ajudam.

Assim, concordo com o texto no sentido de que um dia de greve por mês é muito, muito pouco. Pouco porque já dá ao inimigo a previsão do que necessita para continuar no poder. Resistir aquele dia, contabilizar os prejuízos, saber que a mobilização não passará daquele dia e que no dia seguinte o país “entrará na normalidade”. Não concordo no sentido do “pacifismo das manifestações”. As manifestações sim, tem que ser pacíficas, no sentido óbvio que não devemos cair em provocações nem provocar o batalhão de choque com o único objetivo de deflagrar um confronto. Isto é patetice metida a pseudo-radicalismo. Fora que todos que já foram em qualquer ato veem a quantidade de provocadores infiltrados (P2, S2), que se aproveitam para criar um clima de pânico e desarticular o movimento. Mas discordo também de alguns companheiros e companheiras que chegaram a dizer: “por causa dos blacks blocos nem posso levar meus filhos pequenos nas manifestações”. Estamos no meio de um golpe, com um tirano usurpador no poder. Não é tempo de “paz e amor”. Uma coisa, que a esquerda perdeu, foi a dimensão do risco de fazer parte do movimento social, coisa que tínhamos até o fim da década de 70. Num movimento radical, contra um golpista. O confronto pode ser duro e podemos sim, chegar mesmo a perder a vida. Então, deixem nossos filhos pequenos em casa, até terem idade para se defender ou decidir arriscar a própria vida.

Numa golpe com esta dimensão, com esta profundidade, necessitamos mais do que apenas um dia de manifestação e parar de analisar a história como se ela fora um jardim de infância e não houvesse confrontação para a consecução dos objetivos. Não se prepara uma omelete sem quebrar ovos. Para a volta da democracia necessitamos de uma greve generalizada e por tempo indeterminado. Já ouvi alguns dizendo que seria algo muito caro. Caro? Com certeza, mas é uma luta de vida e morte, porque a reforma trabalhista vai, ao fim, acabar com os sindicatos. E, por acaso, os sindicatos estavam melhores na década de 70, quando promoveram as grandes greves generalizadas contra o arrocho e a ditadura militar? Greve de um dia não serve nem mais para provocar um susto em Temer. E mais do que greve, ocupações no campo e na cidade, paralisação total das indústrias, das refinarias, bloqueio de estradas, ocupação dos Ministérios, escrachos nos gabinetes dos deputados e senadores, paralisação de rodovias e aeroportos, ocupação das empresas de comunicação golpistas. Lutar por todos os meios acessíveis, sem trégua. Não devemos propor a violência numa correlação de forças em que seria um suicídio para nós, afinal, as armas são todas deles. Mas sim, devemos prever a violência da repressão e estarmos preparados e organizados para resistir minimamente a ela. Este é o dever de todo militantes social que luta pela volta da democracia.

Neste “ritmo’ de “paz e amor”, em que estamos, embalados pelos showmícios de Caetano, ao menos nos tornaremos os escravos mais alegres do mundo.

* Escritor, filósofo marxista e dirigente sindical.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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34 comentários

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Maicon Lopes Ferreira

18 de agosto de 2018 às 15h25

A ditadura do proletariado nada mais é o do que o direito do povo se insurgir. http://teoriaerevolucao.pstu.org.br/marx-e-a-questao-do-programa-a-ditadura-do-proletariado/

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LUCIENE MARIA MALTA DE SOUZA

25 de julho de 2017 às 14h45

Sobre a docilidade e a lógica paz e amor, concordo sim.
Parece que o golpe AINDA não atingiu o povo, o conjunto de trabalhadores e trabalhadoras. Estamos em estado de choque, sem reação.
Vai piorar e ainda não sabemos o que fazer

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Mauricio

25 de julho de 2017 às 13h40

A docilidade da esquerda é visivel. Concordo com Roberto Ponciano, a hora é de ações diretas. A esquerda paz e amor, curte reproduzir palavras de ordem no FaceBook. Temer taí, ficando e pelo visto vai ficar e aqui vamos nos resumir a gritar #ForaTemer ?

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Beba Monteiro

24 de julho de 2017 às 17h27

A relação que o Lula tem com o povo pobre, sua raiz nos movimentos sociais, seu nome cravado na história, na luta contra a ditadura por liberdades democráticas, nas Diretas já e no processo de redemocratização do país, sua experiência exitosa de governo popular, incluindo o pobre no orçamento da união, criando rede de proteção social, distribuindo renda e promovendo justiça social, deixando a presidência com 86% de aprovação, sua história de luta pelas causas do povo, tudo isso faz dele o maior líder popular capaz de eleger um poste da esquerda. Por isso, que eu digo sem medo de errar, que Lula condenado sem prova, apenas com base na convicção do juiz tucano Moro, não perde para nenhum golpista desses blindados pelo supremo guardião do golpe, com provas fartas e robustas, com conta na Suíça, extrato bancário, vídeo, gravação de áudio, cheque nominal, mala de dinheiro e aeronave com cocaína. Quer apostar??

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Ferreira Hernandes

24 de julho de 2017 às 10h18

o Carlos, um dos que comentam neste espaço é daqueles que usam os velhos argumentos para evitar a reação da esquerda. Vamos jogar flores para Temer e seus amigos, não é isto Carlos? Não tem otário aqui.

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    Carlos

    24 de julho de 2017 às 11h41

    Mas o que está sendo proposto é claramente a esquerda “pegar em armas”.

    Já sabemos onde isso vai dar.

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      Rogerio D Maestri

      25 de julho de 2017 às 14h43

      A onde? Eu não sei!

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Ferreira Hernandes

24 de julho de 2017 às 10h15

Há momentos em que a pacificidade é a solução e outros em que ela é a inimiga. Os brasileiros estão sendo agredidos pelos mandatários da nação. A balança que deveria ter no equilíbrios dos pratos seu objetivo, parece ter se conformado e até decidido pelo pender de um deles. Falo da Justiça. E neste ambiente de injustiças consentidas, resta rezar e lutar. Como dizem os crentes que “Deus ajuda a quem trabalha”, falta a luta e já. De alguma forma temos que fazer aumentar a pressão sobre os responsáveis pelas maldades contra o povo, para felicidade da elite. Uma das formas está em curso e funciona muito bem, falta maior adesão. Trata-se de gritos de “golpista” e “tra[ra”, acompanhado de arremesso de ovos(de preferência podres, coisa que se consegue facilmente injetando neles um pouquinho de álcool com uma seringa). Os canalhas devem sentir-se ameaçados, com vergonha e sem poder frequentar espaços públicos. Viver na toca ou jogar fora a maldade deve ser a escolha deles. E suas famílias sofrerão a pressão natural por não poder acompanhá-los.

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Aníbal jukov

23 de julho de 2017 às 09h31

Ponciano, perfeito, concordo. Não basta somente showmícios é preciso avançar estrategicamente com táticas de guerrilha contra um inimigo feroz que avançaavança a cada dia contra nós. Realmente a história não é um jardim de infância. Ninguém aqui está reinventando roda, a vida, a história é a única filosofia da verdade, como disse Napoleão, o Bonaparte, não aquele do TSE.
É um caminho longo,mas urgente, é preciso começar os trabalhos dos movimentos em universidades, sindicatos, associações .É guerra ,É guerra sim!!!

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Carlos

22 de julho de 2017 às 17h31

Mas, mas, mas… não é a esquerda que vive pedindo desarmamento?

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Joao Luiz Caetano

22 de julho de 2017 às 13h49

A SERVIÇO DA GLOBO E DA CIA ESTÁ O SERGIO TUCANO MORO.

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Marivaldo Do carmo silva

22 de julho de 2017 às 07h24

Estou de pleno acordo com o texto,e preciso numa greve convencer os trabalhadores dos meios de transportes a participarem cem por cento das mobilizacoes.

Responder

Carrie Coleman

22 de julho de 2017 às 07h59

Responder

Carrie Coleman

22 de julho de 2017 às 07h59

Responder

Carrie Coleman

22 de julho de 2017 às 07h58

Responder

carlos

22 de julho de 2017 às 01h50

Mais um pouco e vao começar a falar em pegar em armas.
Site irresponsável.

Responder

    Rogerio D Maestri

    25 de julho de 2017 às 14h45

    É?
    Agora a polícia matar mais do que os latrocínios o que é? Responsabilidade?

    Responder

L@!r M@r+€$

22 de julho de 2017 às 00h47

Enquanto o bicho não pegar de verdade, vamos sempre ser esse 3o mundo de m****.!

Dom Pedro poderia ter falado pros Portugueses que pediram indenização ao Brasil: “Venham tomar esta p****! É independência ou morte meeesssmoooo!”. Mas não! Pegou dinheiro da Inglaterra e comprou a independência em 30 vezes com carnê das Casas Bahia! Nem vou falar da “República” que só se implantou o presidencialismo em 1993 no plebiscito que foi convocado pelo Marechal Deodoro.

O Brasil está longe de ser um lugar sério! E o povo só vai ser levado a sério quando essa corja que corrói os três poderes ser arrastada pelas próprias tripas!

Na boa…

Mas isso NUNCA vai acontecer.

Responder

    Rogerio D Maestri

    25 de julho de 2017 às 14h46

    Será?

    Responder

Sebastiao Marcirio De Araujo Magalhaes

22 de julho de 2017 às 02h16

EU Quero um Brasil diferentes sem Corrupção

Responder

    L@!r M@r+€$

    22 de julho de 2017 às 00h51

    Corrupção consome menos de 1/2 porcento do orçamento brasileiro. É muita grana pra um bosta assalariado como você, mas está longe de ser o grande ofensor do orçamento. Mire esses juizes caríssimos do sistema judicial, um dos mais ineficiente do mundo.

    Para de ser coxinha invejoso e chorão e ficar reclamando de um problema menor.

    Responder

Reginaldo Gomes

21 de julho de 2017 às 22h40

Só existe um ator capaz de meter o pé na bunda do golpe e dos golpistas .
Esse ator é o POVO .
O único ataque que o golpismo sente dor (muita dor) é a manifestação do povo.
A consciência e espontaneidade das das pessoas é que dá força .
Se o golpe perceber que as pessoas estão conscientes e aderindo espontaneamente na manifestação, o golpe tem um infarto.
Esse é o desafio.
(não duvide , o golpe mede a espontaneidade!!!)

Responder

Luiz

21 de julho de 2017 às 17h26

Não concordo. Estar “preparado” esperando a violência deles já significa que a violência está ali, escondida, mas está ali. Pra mim não adianta querer forçar qualquer mudança, mas sim cada um fazer o que está ao seu alcance e deixar que cada um faça sua escolha ao seu tempo. Ao gerar uma intenção de estar pronto pra violência você já está atraindo-a pra si mesmo. É inútil e só perpetua a violência.
A verdadeira coragem está em respeitar sem agredir, buscar alternativas de expressar sua voz e não se deixar levar pelo ódio. Esse é um grande desafio, mas é a maneira mais eficiente, pois trata-se de criar aquilo que você deseja. Gandhi disse “seja a mudança que você quer ver no mundo”, e assim ele agiu, a cada agressão sofrida nunca revidou, até que a postura de não-violência mantida com persistência pelos ativistas indianos gerou a independência da Índia.

Responder

Marilu Gomes Parreiras

21 de julho de 2017 às 16h29

A luta simbólica torna-se desnecessária quando a guerra começa a ser de verdade, covarde, acuando o homem entre a sua existência facilmente desprezada e o poder absoluto de quem lhe pode obrigar à morte. Aí, neste segmento, surge e urge a necessidade pela sobrevivência. A LUTA SIMBÓLICA é válida quando ambas as partes decidirem encerrar a guerra sem prejuízo para todos. Não é o caso.

Responder

Vladimir Cavalcante

21 de julho de 2017 às 16h21

Concordo com Ponciano estamos muito acomodados e esperando cair do céu o castigo aos golpista, vejo sinceramente que às nossas lideranças estão na zona de conforto, com sua vida boa de pequeno burguês, achando que o judiciário vá tomar providências em cancelar o golpe, e os comícios com artistas embalados com músicas com dancinha e cervejas geladas vai derrubar algum governo golpista, estamos do jeito que o poder quer em uma verdadeira inércia, temos que parar o Brasil de fato, fazer uma grande marcha para Brasília, uma marcha que nem o maotsentug fez com milhares de trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade vindo de vários cantos do Brasil , ocupar e tomar Brasília, ocupando os três poderes e derrubando este governo golpista e invertendo a ordem constitucional , montando um governo provisório, até eleger um congresso do povo com todos os setores da sociedade organizada, com representantes de todas as instituições e sindicatos, para reformular uma nova constituição em todas as áreas, política, econômica, trabalhista, judiciária e social , acabando com todos os privilégios e imunidade do executivo, legislativo e judiciário, aí sim todos nós seremos iguais perante às leis .
Temos que usar a internet e se mobilizar marcar uma data e começar a marcha, quando as primeiras pessoas começar a marcha e as mobilizações na internet se intensificar e milhões de pessoas estiverem chegando em Brasília aí vamos ter uma verdadeira revolução sem armas, foi o que ocorreu recentemente nos países árabes.

Responder

    Michele

    22 de julho de 2017 às 19h02

    O povo esta dividido, enfeitiçado pela globo, e com medo!

    Responder

Elaineg

21 de julho de 2017 às 16h10

Chega de servir de chacota por um bando de despolitizados que não conhecem o que é a luta dos movimentos sociais na busca de afirmação de Direitos coletivos. Várias conquistas só se concretizaram debaixo de muita paulada, tortura e com a vida de alguns. Manifestação na base da paz e amor estão desvalorizando os movimentos. Concordo que ocupação tem que ser em pontos estratégicos e os ataques simultâneos para dificultar a tática policial. Greves de um dia só, o autor tem razão, não surte efeito, tem que ser por tempo indeterminado. Vamos amargar ainda um bom tempo sob o golpe, se não houver protagonismo e organização, para que os trabalhadores em geral, enxerguem que a luta não é de um ou dois partidos, mas de uma classe. E na atual conjuntura a classe dominante, deita e rola.

Responder

    José Dirceu Ignácio da Silva

    21 de julho de 2017 às 16h32

    kkkkkkkkkkkkkk… Elaineg, você deve fumar muita maconha, estudar sociologia e morar com a mãe.
    Pobre criança!!

    Responder

André Galvão

21 de julho de 2017 às 16h06

Ah, tá explicado… acabou-se a mamata dos sindicatos e o “cumpanheiro'” decidiu lutar ( dar piti) agora…
Patético!

Responder

Adelino Ferreira

21 de julho de 2017 às 16h03

Onde te acho pra quebrar sua cara, Ponciano?

Responder

Antônio Vieira Moraes

21 de julho de 2017 às 16h00

Sou à favor da violência militar… Estou esperando só vocês virem pra eu me esbaldar… Meter porradaem vagabundo marxista… meus olhos chegam à brilhar… Venham, por favor!!!

Responder

Gus

21 de julho de 2017 às 15h15

O que dizer de um texto que incita a violência e o terrorismo? Só realmente os desesperados defensores da seita corrupta que não tem argumentos quando a justiça se faz para todos e mostra que ninguém está acima dela, nem mesmo seu messias, semi-deus Lula..

Responder

Joao

21 de julho de 2017 às 14h31

Sou a favor da violência, considerando a violência que tem sido o golpe, concentrada em Brasília; o ponto máximo foi o Ocupa Brasília, que deixou o Temer apavorado, se tivesse mais gente naquele dia, e eles estivessem mais irados e mais organizados, teríamos vencido ali mesmo. Uma nova manifestação como aquela, maior, pode pôr fim ao golpe. (Proponho: (Caçada aos golpistas.) Fora isso, apoio escrachos como a revolta do ovo por todo o Brasil, onde quer que os golpistas se atrevam a sair em público.

Responder

    Roberto Ponciano Gomes de Souza Júnior

    21 de julho de 2017 às 17h34

    Camaradas, não consigo responder ou acompanhar todos os comentários, deixo meu zap se alguém quiser resposta individual, 97043-9194.

    Responder

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