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A comparação entre Cemig, Enel (Ampla) e Light desmonta a farsa da privatização da Eletrobrás

Por Tadeu Porto

23 de agosto de 2017 : 09h10

Por Tadeu Porto

Quando vejo alguma discussão sobre a privatização da matriz de energia elétrica brasileira, como o governo Temer – golpista – anunciou a privatização da Eletrobrás, como bom mineiro que frequenta o Rio praticamente toda semana, não consigo deixar de comparar as empresas que atuam na energia elétrica dos dois estados.

E tudo por uma constatação muito simples: por experiência mesmo, descobri que a energia mineira é muito melhor que a energia carioca, pois sistematicamente tenho problemas na capital fluminense (com a Light) ou no Norte do estado em Macaé ou Campos (com a Enel, antiga Ampla), enquanto raramente tenho problemas com a Cemig na minha querida Contagem.

Pois bem, temos aqui dois estados que fazem fronteira e de grandeza econômica semelhante – segundo e terceiro PIB’s brasileiro – e, portanto, fazer a comparação entre os dois é bem factível. Constatamos, então, que ambos utilizaram caminhos diferentes para suas companhias de energia elétrica: galera do “uai” manteve uma empresa estatal enquanto  o pessoal do “caraca” privatizou suas empresas.

E o resultado dessas escolhas diferentes foi um fato impossível de se ignorar: a energia do Rio de Janeiro é pior que a de Minas Gerais.

E nem precisa argumentar muito para provar isso, afinal, quando a estrutura energética do Rio estava em crise aguda, em 2006, foi a Cemig que assumiu a Light para salvar a empresa do desastre que foi a privatização. Até hoje o estado do Maracanã paga caro pelo falta de investimento das empresas privadas que focaram exclusivamente no lucro imediato e não melhorou a estrutura energética no ritmo que o crescimento da região necessitava. 

Vale lembrar, por exemplo, essa notícia de 1998 da Folha de São Paulo “Apesar da crise, Light e Cerj lucram mais”: logo depois da privatização, as empresas cariocas aumentarem bem seus lucros mas, em contrapartida, foram alvo de um aumento gigante de insatisfação dos consumidores e consumidoras.

Ou seja, privatiza, aumenta o lucro no curto prazo – que cai na mão de fundos de investimentos sem compromisso com o país – e depois que quebra sobra, justamente, para aqueles que foram prejudicados pelos maus serviços prestados, quando a empresa privada em crise recorre ao dinheiro público.

Só mesmo um Golpe de estado consegue voltar com uma atrocidade dessa depois da péssima experiência que o país teve. O voto popular, soberano e sábio, nunca aceitaria tamanha aberração.

Tadeu Porto

Colunista do Cafezinho e diretor da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.

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24 comentários

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Fábio Delgado

24 de agosto de 2017 às 05h23

Adoro ver esse desespero da esquerdalha! Pavor de sair da teta

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Fernando Cesar Reis Santos

24 de agosto de 2017 às 00h08

Reclamam das privatizações mais não vejo nenhum dos petistas dizendo não ao bolsa político,vocês também vão ser beneficiados né.

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Reginaldo Ruiz

23 de agosto de 2017 às 21h12

Basta! Este governo já destruiu muito nosso país! Não tem legitimidade, não tem credibilidade e muito menos idoneidade pra vender o patrimônio do povo brasileiro!

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Elton Jcs

23 de agosto de 2017 às 15h33

Como resultado das privatarias temos aumento exorbitante do custo de produção e custo de vida no Brasil, tirando competitividade em relação ao resto do mundo e matando o mercado interno de várias formas, mas principalmente pelo custo elevado de vida e achatamento salarial. Em suma, destruição nacional. Acho que irreversível. Quero que venha guerra civil. O país não tem mais nenhum futuro, exceto como colônia extrativista.

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Emmanuell Miqueletti

23 de agosto de 2017 às 11h54

Você não jogou nenhum dado.
Apenas jogou sua visão subjetiva do negocio.
Quanto custa a energia privada x pública?
Quanto tempo a rede ficou fora do ar?

Não adianta privatizar e manter o monopolio ligado ao estado, deveria sim privatizar e deixar as regulações de lado ai sim iria funcionar.

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    Tadeu Porto

    24 de agosto de 2017 às 09h25

    Amigo,

    A Light foi privatizada no final da década de 1990 e praticamente faliu em 2006. Quem salvou a empresa privatizada foi a Estatal Cemig! Precisa de mais?

    Responder

Atreio

23 de agosto de 2017 às 11h31

soberano e sábio.
o povo é a chave. Dilma vana a presidente.
Ela volta, sem crime não há STF nem PGR q segure o impeachment dos canalhas pra “estancar a sangria”. Eles parecem tentar. afundam no esgoto moral eterno os nomes de suas familias. cmtam com a memória fraca de nosso povo. tolos.
seus filhos e netos irão lhes cobrar.

melhor agirem logo.

ANULA STF!
ANULA PGR!

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Jane Freitas

23 de agosto de 2017 às 14h08

Td a privatização não é benéfica ao povo… ao menos os exemplos q temos até agora… nossa soberania está sendo desmontada..

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Cesar Biasotto

23 de agosto de 2017 às 13h58

O problema é o governo, não as empresas. A Odebrecht é privada.

Responder

Cesar Biasotto

23 de agosto de 2017 às 13h58

O problema é o governo, não as empresas. A Odebrecht é privada.

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Raphael Carvalho

23 de agosto de 2017 às 13h45

Ricardo Noblat, o puxa-saco número 1 de Temer, quer saber se o povo concordaria com a privatização da Petrobras. Vamos votar nessa enquete e dar a ele uma lição.

https://twitter.com/BlogdoNoblat/status/900149251174477825

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Joao Luiz Caetano

23 de agosto de 2017 às 13h41

SERGIO TUCANO MORO, A SERVIÇO DA CIA E DA GLOBO.

Responder

Joao Luiz Caetano

23 de agosto de 2017 às 13h41

SERGIO TUCANO MORO, A SERVIÇO DA CIA E DA GLOBO.

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Rodrigo Magno

23 de agosto de 2017 às 13h02

A CEMIG é uma Empresa de economia mista.

Responder

    Tadeu Porto

    23 de agosto de 2017 às 13h18

    Uai… Eletrobrás, hoje, também. Deixa como está (no mínimo).

    Responder

    Rodrigo Magno

    23 de agosto de 2017 às 13h21

    Claro. N sou a favor da privatização não. Por mim n seria nem mista. 100% estatal. Só comentei pq no texto n deixa claro.

    Responder

    Tadeu Porto

    23 de agosto de 2017 às 13h42

    Ahhh tah! Valeu Rodrigo!!

    Responder

Rodrigo Magno

23 de agosto de 2017 às 13h02

A CEMIG é uma Empresa de economia mista.

Responder

    Tadeu Porto

    23 de agosto de 2017 às 13h18

    Uai… Eletrobrás, hoje, também. Deixa como está (no mínimo).

    Responder

    Rodrigo Magno

    23 de agosto de 2017 às 13h21

    Claro. N sou a favor da privatização não. Por mim n seria nem mista. 100% estatal. Só comentei pq no texto n deixa claro.

    Responder

    Tadeu Porto

    23 de agosto de 2017 às 13h42

    Ahhh tah! Valeu Rodrigo!!

    Responder

Benes Junior

23 de agosto de 2017 às 09h39

Acompanhei a privatização da CERJ, enquanto meu padrasto trabalhava lá e eu estagiava numa cooperativa de projetos.
Vi colegas sendo obrigados a se aposentar e setores desorganizados pela falta de gente competente….
Com as perdas, constantes aumentos de energia elétrica…
Agora querem entregar Furnas, Eletrobrás, Petrobrás e toda soberania nacional!
Lamentável!

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