Jornal da Forum: Lula quer reindustrializar o Brasil!

A derrocada da narrativa do golpe

Por Pedro Breier

05 de março de 2018 : 11h24

(Ficou difícil sem os militares. Charge: Laerte)

Por Pedro Breier

Algumas notícias dos últimos dias demonstram cabalmente que os artífices do golpe de 2016 perderam espetacularmente a guerra narrativa.

Comecemos pela disciplina sobre o golpe de 2016, que se espalha como rastilho de pólvora por universidades Brasil afora.

O professor Luís Felipe Miguel, do curso de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB), foi o primeiro a lançar a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”.

A truculência burra do governo Temer expressou-se em toda a sua mediocridade por meio do ministro da Educação, Mendonça Filho, que ameaçou acionar o Ministério Público para apurar suposto “ato de improbidade” por parte do professor.

A tentativa de censura pegou muito mal para o governo e provocou uma linda reação: até agora outras 13 universidades, de diversos estados do país, anunciaram a criação de disciplinas na mesma linha.

Algumas pesquisas recém divulgadas também atestam que as mentiras utilizadas para alijar o governo eleito do poder – e o líder das pesquisas da próxima eleição – estão, uma a uma, caindo por terra.

Da encomendada pela CUT ao Vox Populi o dado mais interessante é que 56% dos entrevistados consideram que o processo e a condenação de Lula foram políticas, enquanto 32% consideram se tratar de um processo normal.

A pesquisa Ipsos/Estadão revelou que Sergio Moro ostenta nada menos do que 51% de rejeição. A rejeição de Michel Temer explica o sucesso do Vampirão da Tuiuti: singelos 93% rejeitam o presidente sem voto.

Essas porcentagens são absolutamente diversas das desejadas pelo oligopólio de mídia que controla a comunicação no Brasil. Imaginem como estaria a opinião pública se houvesse um mínimo de espaço para a esquerda na televisão, nos jornais e nas revistas.

O contorcionismo ridículo da imprensa corporativa para defender o catastrófico governo Temer é, também, evidência de que a disputa pelos corações e mentes dos brasileiros está perdida para o consórcio golpista.

A mais recente pérola chapa branca ficou por conta do Estadão, que conseguiu soltar uma matéria com o seguinte título: “Desemprego sobe, mas isso não é desanimador”. O jornal foi massacrado nas redes sociais.

A cada dia que passa a consciência da população se expande. A lenda do “impeachment para salvar o país” morreu.

Restou aos golpistas correrem a chamar os militares (o que, infelizmente, datou a excelente charge que ilustra este post).

Pusilânimes.

 

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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11 comentários

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euclides de oliveira pinto neto

07 de março de 2018 às 19h20

Não há clima para golpe militar no país. Qualquer tentativa nessa direção criaria uma catástrofe política de consequências inimagináveis… Este “golpe” de 1916 foi produzido para acelerar alguns processos de saqueios do patrimônio público – Petrobrás, pré-sal, Eletrobrás, aquífero, cessão de áreas para ONGs internacionais, além de mais 75 empresas em vista, sendo devidamente “trabalhadas” pelo Moreira Franco e outros larápios parlamentares… A consciência do povo não é igual a 1964… o povo está mais esclarecido e não se deixa levar facilmente pelas grandes redes de midia corruptas e compradas… e as forças armadas também não querem ser culpadas por um retrocesso político no país, que ninguém sabe como terminaria… Vamos observar o que está acontecendo na nossa vizinha Venezuela e as verdadeiras razões para a agressão que o pais sofre por parte dos abutres multinacionais, muito semelhantes quando da gestão Dilma Roussef, afastada num golpe de estado promovido pelos parlamentares vendidos…

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Vicente

05 de março de 2018 às 17h41

Enquanto os EUA engolem o Brasil inteiro, parte dos militares ainda fica no delírio de “ameaça comunista”.
Nem os 13 anos de governo do PT foram suficientes pra essa gente sair do transe.
Talvez eles não queiram acordar: mais fácil achar que existe uma ameaça comunista a ter que admitir que o que querem é ser capitães do mato dos norte americanos, ganhando remuneração de classe média para entregar o país à miséria.

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Felipe

05 de março de 2018 às 17h01

Por favor, corrijam o título… Não é “A derrocada da narrativa do golpe” e sim “A derrocada da narrativa do processo legítimo”. A narrativa do golpe foi vencedora, até pela indicação no corpo do texto. (independente de ser um problema muito além da narrativa, mas de realidade concreta).

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    Alexandre

    06 de março de 2018 às 11h14

    Perfeita observação.

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Marcelo da Cunha Barreto

05 de março de 2018 às 16h04

Não vejo a hora deste GOLPE se desmoronar, e que os coxinhas manifestoches se toquem da irresponsabilidade de seus atos.

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Wila

05 de março de 2018 às 15h51

5 de março e o congresso brasileiro esta parado.
Precisamos de cobertura do que ocorre em brasília.
O que os deputados e senadores progressistas estão fazendo?

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Izildo Corrêa Leite

05 de março de 2018 às 15h38

Sugiro aos “intelectuais” de direita que, nas universidades em que trabalham, ministrem disciplinas sobre o que chamam “impeachment”. Será interessantíssimo ver salas vazias, com professores à espera de midiotas. A iniciativa poderia caber a Janaina Paschoal. Que tal, “doutora”? Topas?

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luiz paiva sousa

05 de março de 2018 às 13h42

Mendonça sois tu mais uma farsa primeiro foi teu pai que apoiou os governos golpitas de 64 e agora tu que tembém participou do golpe de 2016, o povo tá de olho e sabem que ARENA, PDS, PFL e DEM são a mesma praga, ou seja mudaram apenas de nome mais a forma de agir não mudou é sempre mentindo e manipulando os B.O. que nos últimos 40 anos diminuiram, nas eleições de outubro você e seus paceiros terão o troco nas urnas.

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Rogério Bezerra

05 de março de 2018 às 12h38

Temos que nomear os golpistas locais e internacionais. Informar onde atuam e de quais empresas são donos. Mostrar o quanto o golpe beneficiou países como EEUU, claro, Noruega, França, Canadá e os demais concorrentes globais.
Ou alguém acredita que os governos desses países torcem pelo Brasil ? Tão cheirando o quê?

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Gustavo Horta

05 de março de 2018 às 11h57

Não são mais milhões de Moro. Não são mais milhões de Aécio. Não são mais milhões de Cunha. Não são mais milhões de porra nenhuma. Para estes que eram milhões de alguma coisa virou tudo “farinha do mesmo saco”.
É claro que pode ser tudo farinha. Mas são de sacos diferentes, são de qualidades diferentes.

100 MIL ANOS ATRÁS
> https://gustavohorta.wordpress.com/2018/03/05/100-mil-anos-atras/

Eu nasci há pouco mais de 100 mil anos atrás.Dez mil a mais, dez mil a menos cento e poucos mil… Que diferença faz?Já fui banguelo, ja fui barbudo, cabeludo. Já fui branco. Originalmente preto. Depois amarelo, vermelho, branco. Pardo, mestiço, caboclo, cafuzo, “afro-americano”.Já fui ocidental, já fui asiático.Você já fui índio, já fui cantor, já fui…

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John Jahnes

05 de março de 2018 às 11h34

MORO E SUA TRUPE PROPUZERAM UMA CLÁUSULA DE SUCESSO PARA OS BANDIDOS DELATORES. Essa “CLÁUSULA DE SUCESSO” é apenas mais uma INFÂMIA CONTRA O JUDICIÁRIO NACIONAL, e se os grandes marajás, donos dos mais altos cargos da justiça brasileira e que devem botar ordem na casa, não tomarem uma providência urgente contra os que adotaram essa ILEGALIDADE, esse CRIME contra o justiça brasileira, teremos que nos conformar COM TUDO QUE SE DIZ ATUALMENTE DESSE PODER CONFUSO, AMEDRONTADO E QUE ESTA SENDO CONIVENTE COM TODOS TIPOS DE CRIMES QUE SE EXECUTAM NO BRASIL. – O JUDICIÁRIO ESTÁ PODRE e tem que ser reestudado, reformulado, para voltar a ter alguma utilidade , já que é o órgão mais oneroso do tesouro nacional.

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