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Moro recua e se declara incompetente para julgar desvios em pedágios no Paraná

Por Redação

13 de junho de 2018 : 10h15

Publicado no Conjur

Depois de declarar que “não faria sentido” dispersar provas envolvendo operadores já investigados na operação “lava jato”, o juiz federal Sergio Moro voltou atrás nesta segunda-feira (11/6) e abriu mão de julgar processos sobre suposto esquema de propinas envolvendo uma rodovia do Paraná. Ele alegou excesso de trabalho e baseou-se em voto derrotado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Assim, a chamada 48ª fase da “lava jato” — que fez buscas na sede do governo estadual e resultou na prisão de seis pessoas em fevereiro deste ano, mesmo sem ligação com denúncias na Petrobras —, deve passar agora para outra vara criminal de Curitiba, ainda indefinida.

O caso envolve a suspeita de que uma concessionária tenha superfaturado despesas e simulado contratos para esconder repasses de vantagem indevida, o que teria inclusive aumentado as tarifas de pedágio de forma artificial. A investigação chegou primeiro à Vara Federal de Jacarezinho (PR), mas o juízo preferiu encaminhar os autos a uma das varas especializadas em lavagem de dinheiro.

Moro quis assumir os processos em novembro de 2017, pois disse ter encontrado “pontos de conexões probatórias óbvios” no uso de atividades dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran.

O juiz reconheceu na época que atividades em outros estados poderiam ser distribuídas a outros juízos pelo país, porém considerou insensato impedi-lo de analisar os indícios de crimes em Curitiba, com entregas de dinheiro por lá e em benefício de agentes públicos da própria cidade.

O advogado José Carlos Cal Garcia Filho, que representa um dos acusados, questionou no TRF-4 a competência de Moro, assim como a defesa de outro envolvido, representado por Rodrigo Muniz Santos. A maioria da 8ª Turma analisou os argumentos em maio deste ano, porém considerou inadequada a via eleita — pedido de Habeas Corpus, em vez de exceção de incompetência.

O relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, ficou vencido ao reconhecer que o inquérito originário não apresenta qualquer relação com a Petrobras.

Muito trabalho
Quase um mês depois do julgamento, foi Sergio Moro quem reconsiderou o próprio entendimento. Na decisão desta segunda, ele disse que já está sobrecarregado com “as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobras e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”.

Embora esteja desde 2015 sem receber outros processos, o titular da 13ª Vara Federal de Curitiba disse que cuida de casos com muita complexidade, “gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável”. Afirmou ainda que, conforme “juízos de conveniência e oportunidade”, é mais recomendável acompanhar o voto do relator no TRF-4, apesar de vencido.

A medida, afirma, também encerrará qualquer novo questionamento das defesas sobre a prevenção. O julgador determinou a redistribuição de uma ação penal e processos conexos entre as varas criminais de Curitiba, excluindo-se a própria. Moro, entretanto, manteve válidos os atos processuais já praticados.

As defesas queriam que fossem derrubadas as decisões anteriores, mas ele disse que cabe ao próximo juízo decidir o que fazer com os atos antigos.

Clique aqui para ler a decisão.
5016582-60.2018.4.04.7000

* Texto atualizado às 20h40 do dia 11/6/2018 para acréscimo de informação.

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3 comentários

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Gustavo Horta

13 de junho de 2018 às 15h25

“FARINHA DO MESMO SACO”, VOCÊS
> https://gustavohorta.wordpress.com/2018/06/13/farinha-do-mesmo-saco-voces/

… …Vocês são cúmplices, e se mantêm cumplices, do juíz e da Justiça que mantém preso um cidadão sobre o qual foram imputados crimes inexistentes, como sistematicamente vem sendo provado. Vocês são cúmplices da Justiça institucionalizada que se mostra cega e impotente diante de crimes consagrados com provas daqueles que vocês escolheram com seu apoio e com suas panelas assumir o poder sobre toda a nação brasileira.

Vocês são cúmplices, falsos patriotas traidores. Vocês são cúmplices quando não são coautores e partícipes de toda a sacanagem deste bordel Brazil. Não. Não está errado. É mesmo com “z”, tendo uma bandeira que agora sim é vermelha: vermelha, azul e branca. … …

gustavohorta.wordpress.com

#LULALIVRE
#LULA2018

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henrique de oliveira

13 de junho de 2018 às 14h54

Será que papai também estava enfiado ate o talo com os pedágios? porque no Banestado arquivado pelo filhinho ele estava perdido.

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حسين إدريس

13 de junho de 2018 às 13h02

Pedágios tucanos!
Fascinante.

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