Ciro Gomes ao vivo na Band

Liguem o pisca alerta. Segundo turno? Pode não dar tempo

Por Denise Assis

05 de julho de 2018 : 18h40

*Denise Assis

Há cerca de 15 dias, FHC, o maestro do golpe, que sob a fachada de um impeachment (sem crime, e por isto golpe), tirou do poder Dilma Rousseff, a presidenta eleita, vem sinalizando que orquestra um desdobramento do seu feito, para 2019.

Com a desenvoltura de sempre, e o espaço generoso que a mídia lhe confere, ele se move de um lado a outro, tentando, mais uma vez, tirar do povo o gosto da escolha de um(a) novo(a) presidente.

De preferência, dando aos seus atos o aspecto de “legalidade”, pois não quer mergulhar na lama os punhos de renda de sua fatiota de “príncipe”.

No momento, o seu plano é convencer aos da direita, (aquele rapaz fora, porque é fascista, e não mais de direita), de abrirem mão de suas candidaturas, em torno de um nome mais forte do que o do picolé de chuchu, a fim de arrombar a festa das eleições de outubro já no primeiro turno. Como se costuma dizer, liquidar a fatura.

Sem capacidade de unificar o próprio partido, ou alavancar votos para o insosso candidato que não é da sua simpatia, e muito menos do eleitorado, FHC busca manobrar com os partidos de direita uma “unificação”.

Para quem duvida de seus atributos golpistas, o site 247 tratou de nos refrescar a memória,  trazendo de volta, nesta semana, um artigo da autoria do ex-presidente, publicado nos jornalões de fevereiro de 2015, onde ele conclamava ao golpe:

“Nada se consertará sem uma profunda revisão do sistema político e mais especificamente do sistema partidário e eleitoral. Com uma base fragmentada e alimentando os que o sustentam com partes do orçamento, o Governo atual não tem condições para liderar tal mudança. E ninguém em sã consciência acredita no sistema prevalecente. Daí minha insistência: ou há uma regeneração “por dentro”, Governo e partidos reagem e alteram o que se sabe que deve ser alterado nas leis eleitorais e partidárias, ou a mudança virá “de fora”. No passado, seriam golpes militares. Não é o caso, não é desejável nem se veem sinais.”

E não só conclamava, como distribuía as tarefas, escalando os segmentos que agiriam para que tudo saísse a seu gosto:

Resta, portanto, a Justiça. Que ela leve adiante a purga; que não se ponham obstáculos insuperáveis ao juiz, aos procuradores, delegados ou à mídia. Que tenham a ousadia de chegar até aos mais altos hierarcas, desde que efetivamente culpados. Que o STF não deslustre sua tradição recente. E, principalmente, que os políticos, dos governistas aos oposicionistas, não lavem as mãos. Não deixemos a Justiça só. Somos todos, responsáveis perante o Brasil, ainda que desigualmente. Que cada setor político cumpra sua parte e, em conjunto, mudemos as regras do jogo partidário eleitoral. Sob pena de sermos engolfados por uma crise, que se mostrará maior do que nós.

Os escalados em 2015, a saber: mídia, Justiça e Congresso cumpriram os seus papéis com muita dedicação. E tanta, que conseguiram, não só derrubar o governo, como garantir como  síndico por ele escalado, alguém com a índole “altruísta”, a ponto de, à base de uma boa porção de óleo de peroba, sem se importar com o alto índice de rejeição, arregaçar as mangas e, num ímpeto, entregar as encomendas dos “amiguinhos” de FHC.

Por “amiguinhos”, entendam: a elite empresarial – que sonhava com a reforma trabalhista; os americanos – de olhos compridos no pré-sal, na Embraer, no Aquífero Guarani, na base de Alcântara e outras delícias nacionais que eles queriam, porque queriam.

Como desdobramento, trataram de satisfazê-lo e colocar na cadeia o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, disparado nas pesquisas, tirando a legitimidade da eleição, que FHC quer continuar regendo. Sim, sem legitimidade, pois se 42%, (quase metade do eleitorado, portanto), diz que vai anular ou votar em branco, se recusando a participar de uma eleição sem o seu candidato preferido, a eleição será mera mise en scène.

Para agravar o quadro, a esquerda segue com vários candidatos, apostando em se unir apenas no segundo turno. Pode não dar tempo.

A julgar pela volúpia de FHC pelo poder, pelos compromissos assumidos com os seus “amiguinhos”, e pela “obediência” e deslumbre que consegue em torno de suas ideias, é tempo da esquerda ligar o pisca alerta e observar mais de perto a “inquietação”, deste senhor. Não se pode duvidar do seu poder de ação. Seja lá o que for que ele está apontando com a sua batuta, é para lá que devemos guiar os nossos olhares. Não duvidemos de sua capacidade de produzir golpes suaves: “No passado, seriam golpes militares. Não é o caso, não é desejável”, mas é certo que o seu arquivo de partituras pode nos levar a, de novo, dançar uma polca em outubro. Alertai-vos!

* Jornalista

 

 

Denise Assis

Denise Assis é autora dos livros: "Propaganda e cinema a Serviço do Golpe" e "Imaculada". É colunista do blog O Cafezinho desde 2015.

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12 comentários

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Guimarães Roberto

08 de julho de 2018 às 08h07

O desejo do príncipe da privataria é ser aclamado como candidato da direita, pelo menos sem oposição dentro da própria direita. Mas os partidos de direita não irão apoiá-lo para o primeiro turno pois, se o fizerem, deixarão de eleger muitos deputados e senadores. E todos os partidos sabem que é o Congresso que ditará o rumo do país.

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Hell Back

07 de julho de 2018 às 21h33

Lula livre! Lula candidato!

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Badaró

06 de julho de 2018 às 10h05

Ai,ai, Miguel.
Fiagacê é golpista por tentar unir o centro em um candidato único.
E Lula é o quê tentando reunir toda a esquerda em sua pretensa candidatura?

A esquerda se unir pode, a direita é golpe.

Responder

    Jochann Daniel

    07 de julho de 2018 às 14h40

    Ô “Badaró”
    (Já saquei
    que estás a trabalho,
    com seus “comentários”)
    Esquerda se unir pode,
    melhora o Brasil.
    Haja vista o governo Lula,
    o melhor
    que o Brasil jamais teve,
    estatisticamente falando.
    Direita
    (na verdade
    uns mil quadrilheiros
    altamente influentes,
    sob a proteção e promoção
    da Mídia)
    se unir
    dá em golpe.
    Haja vista
    o Golpe
    que levou ao impeachment
    que derrubou Dilma.
    Totalmente ilegal
    e inconstitucional.
    À frente do Golpe
    “alguém”
    que sempre foi
    a serviço
    de nossos
    inimigos.
    Um bandido lesa pátria,
    um traidor do Brasil
    e dos brasileiros.
    Tanto que a privataria
    que levou a cabo
    deu um prejuízo
    de 20 tril~hoes de reais
    ao Brasil,
    desde que foi
    perpetrado
    (já imaginou quantas escolas,
    quantos hospitais,
    quantos empregos,
    quanta vida melhor
    o Brasil deixou de ter
    com esse bandido
    e sues crimes?

    Responder

      Jochann Daniel

      07 de julho de 2018 às 14h48

      Adendo:
      Deu no Golpe
      que levou ao Poder
      os moços
      que estão destruindo
      deliberadamente
      o País……
      Por que
      e para quem…………… a resposta fica para outra oportunidade,
      é uma história um pouco longa….

      Responder

Fábio Ribeiro

06 de julho de 2018 às 09h50

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/

Responder

Jandui Tupinambás

06 de julho de 2018 às 09h49

Nunca vi tanta falta de lógica….

A direita não votos pra ganhar no segundo o que dirá no primeiro turno.

E se tivesse, o que adianta a esquerda se unir com seus 49.99999999% de votos?

#LulaLivre Lula presidente.

E se tiver segundo turno, o Ciro, a contra-gosto, vai ter que apoiar!

:-)

Responder

h

06 de julho de 2018 às 00h45

Se a direita com o secreto candidato de FHC tem condições de ganhar a eleição já no primeiro turno, então pouco importa se a esquerda for junto o separada no primeiro turno.
O que a esquerda precisa é primeiro manter a candidatura de Lula a todo o custo, porque vitória da esquerda só com Lula. Se a Globo e STF mantiverem a candidatura de Lula impugnada, aí o mais certo é termos pelo menos duas candidatura, até porque se a esquerda se unir em torno de uma candidatura tem que ganhar já no primeiro turno, porque senão vai perde no segundo.

Responder

John Jahnes

05 de julho de 2018 às 20h35

PORQUE OM FHC AINDA NÃO FOI PRESO POR TODAS SUAS ROUBALHEIRAS, QUE SOMADAS dão de um milhão a zero em tudo que tentam imputar ao LULA?
SÓ NA PRIVATARIA TUCANA ELE JÁ DEVERIA PEGAR UNS 50 ANOS DE CADEIA.
https://www.google.com.br/search?q=PRIVATARIA+TUCANA&oq=PRIVATARIA+TUCANA&aqs=chrome..69i57j0l5.4598j0j8&sourceid=chrome&ie=UTF-8
NO APARTAMENTO QUE HOJE MORA, MAIS UNS 30 ANOS.
https://jornalggn.com.br/blog/banqueiro-do-propinoduto-paulista-vendeu-apartamento-a-fhc
NA FAZENDA Córrego da Ponte, MAIS 40 ANOS DE CADEIA SEM PERDÃO.
http://www.tijolaco.com.br/blog/a-historia-da-incrivel-fazenda-de-20-dolares-de-fhc-e-seu-aeroporto-de-empreiteira/
E NO FAMOSO APARTAMENTO DA AVENUE FOCH EM PARIS, INCONTPAVEIS ANOIS. IRIA FICAR DEVENDO CENTENAS DE ANOS DEPOIS DE SUA MORTE.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/se-esse-apartamento-falasse-a-vida-de-rico-de-fhc-em-paris-por-kiko-nogueira/
— — — —
• COLETÂNEA DE TEXTOS SOBRE FHC, O VENDILHÃO DA PÁTRIA.
https://limpinhoecheiroso.com/2014/04/15/coletanea-de-textos-fhc-o-vendilhao-da-patria/
https://odia.ig.com.br/brasil/2018/03/5520467-em-quatro-anos-de-lava-jato-nenhum-politico-do-psdb-foi-preso.html#foto=1

Responder

Alan

05 de julho de 2018 às 19h13

Ah mas o Ciro é coronel, não é confiável, fala mal do lula, não é de esquerda… Já tô até vendo alguns comentários, rsrs.

Responder

    Fábio Ribeiro

    05 de julho de 2018 às 22h32

    Estranho, Alan, não vi na matéria ela sugerindo uma união em torno do Ciro, seja ele de esquerda ou não, tenha falado mal do Lula ou não. Pode por favor marcar este ponto pra mim, o artigo deve ter vindo incompleto pra mim. Obrigado

    Responder

    Jandui Tupinambás

    06 de julho de 2018 às 09h54

    Não, Alan.

    O que a esquerda de verdade vai dizer é que o artigo não tem lógica alguma. Se a direita TIVESSE votos pra vencer no primeiro turno (sic!!!), pra quê a esquerda teria que se unir? O que adianta juntar 49% de votos?

    A cina de Ciro é apoiar a esquerda, a contra-gosto, no segundo turno. SE Lula não levar logo no primeiro….

    Responder

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