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Notas internacionais (por Ana Prestes) 10/12/18

Por Ana Prestes

10 de dezembro de 2018 : 10h15

– Várias atividades ocorrem hoje em todo o mundo pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos, data da assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos em Paris, 10 de dezembro de 1948, há 70 anos.

– O ministério das Relações Exteriores da China que já havia convocado o embaixador do Canadá no sábado (8), convocou ontem (9) o embaixador dos EUA no país para expressar “forte protesto” contra a prisão da vice-presidente financeira da companhia chinesa Huwaei, Meng Wanshou, na semana passada. O governo chinês pede que os EUA retirem o pedido de prisão contra a executiva. Meng está presa no Canadá desde o dia 1º. de dezembro e enfrenta pedido de extradição para os EUA. A alegação é de que ela acobertou laços de sua empresa com uma empresa americana Skycom que tentou vender equipamentos ao Irã, que sofre sanções comerciais dos EUA.

– Em sua edição de domingo (9), o jornal chinês Diário do Povo trouxe ontem um duro texto sobre a prisão da executiva da Huwaei, afirmando que “com cada um de seus movimentos, a Huawei influi no mundo…” e que “prender uma pessoa sem apresentar um claro motivo é uma violação total dos direitos humanos dessa pessoa”. O texto apela para que o Canadá “pense com clareza” e que a China “não criará problemas, mas ninguém deve subestimar a confiança, vontade e força da China”.

– Acordo do Brexit construído por Theresa May com a UE vai a voto amanhã no parlamento britânico. O desfecho ainda é incerto, com grande probabilidade de derrota para May. O cenário mais catastrófico para a economia britânica, segundo FMI e OCDE seria a um Brexit “hard”, sem acordo.

– Uma curiosa decisão proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, nesta segunda (10), informa que o Reino Unido, caso queira pode “abandonar o abandono da União Europeia”, ou seja, desistir do Brexit. Desde que seja antes da data oficial do Brexit em 29 de março próximo ou de data estipulada por eventual extensão do prazo de 2 anos para a saída.

– Peruanos foram ontem às urnas para um referendo. Votaram cerca de 24 milhões de pessoas. Os pontos votados foram sobre uma reforma do poder judiciário, controle do financiamento dos partidos políticos, não reeleição de parlamentares e formação de um parlamento com duas casas. Ficou aprovado no referendo a formação de um Conselho Nacional de Justiça, controle do financiamento a partidos, não possibilidade de reeleição de parlamentares e o não estabelecimento de um Congresso bicameral.

– Os coletes amarelos foram às ruas da França novamente no último sábado (8), foi o quarto sábado consecutivo. Estima-se que cerca de 130 mil manifestantes participaram e 1723 foram detidos. Um pronunciamento de Macron é aguardado para o inicio desta semana. Segundo o governo, ele fará “anúncios importantes”. Enquanto os coletes amarelos se manifestavam nas ruas de Paris e outras partes da França, o presidente estadunidense, D. Trump, tuitava sobre os atos de forma provocativa com Macron. O ministro francês de relações exteriores Jean-Yves Le Drian reagiu dizendo que os franceses não tomam partido nos debates americanos, portanto que Trump deixasse de comentar questões internas francesas.

– Ministro das Relações Exteriores do Peru, Néstor Popolizio, informou que vai propor ao Grupo de Lima, em reunião marcada para janeiro, uma “ruptura de relações diplomáticas coma Venezuela”. O rompimento seria consequência natural, segundo o ministro, do não reconhecimento das eleições presidenciais de maio passado. Nicolás Maduro foi reeleito em 23 de maio passado e iniciará um novo mandato no próximo dia 10 de janeiro.

– O presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, denunciou ontem (9) que os EUA ativaram um plano para derrubá-lo com apoio da Colômbia. Segundo o presidente venezuelano, haverá uma coletiva de imprensa nos próximos dias para esclarecer os dados obtidos sobre o plano. Venezuelanos votaram ontem (9) para vereadores.

– Começa hoje no Marrocos uma conferência internacional para ratificar o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular que foi concluído em julho no âmbito da ONU. Entre outras coisas, o pacto proíbe deportações coletivas e discriminação dos migrantes, quando da análise de seus pedidos de refúgio ou permanência. Segundo a ONU, há hoje mais de 258 milhões de imigrantes no mundo e esse número deve continuar crescendo.

– O Brasil participa da conferência internacional sobre migrações no Marrocos durante estes dias com delegação chefiada pelo chanceler Aloysio Nunes. Segundo nota do Itamaraty, o pacto “será de grande importância para a garantia do tratamento digno aos mais de 3 milhões de brasileiros que residem no exterior”.

– Mesmo que o Pacto Mundial sobre migrações não seja vinculativo, não havendo, portanto sanções previstas para seu não cumprimento, vários países não o integrarão.  Os primeiros a abandonar foram os EUA, seguidos da Hungria, República Dominicana, Austrália, Israel, Polônia, Eslováquia, República Tcheca, Áustria, Suíça e Bulgária e mais recentemente o Chile.

– O governo do Chile informou ontem (9) que não participará da conferencia internacional que firmará o Pacto Global sobre Migração que começa hoje (10) no Marrocos. Segundo o ministério do interior chileno os pontos do pacto “não se aplicam” à política migratória chilena.

– Na Bélgica, uma divergência sobre a participação do país no Pacto Mundial sobre Migrações provocou a saída do partido Nova Aliança Flamenga da coalizão que governa o país há 4 anos, retirando os ministros do Interior, Migração, Defesa e Finanças. O primeiro-ministro Charle Michel fica agora à frente de um governo minoritário.

– Em oração durante festa da Imaculada Conceição em Roma, neste sábado (8), o papa Francisco pediu que fossem protegidos os direitos das famílias que abandonam seus países em busca de uma vida melhor. O papa lembrou que a Virgem Maria e José tiveram que deixar seu país, Nazaré, e ir a Belém para o nascimento de Jesus.

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7 comentários

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PEDRO ALFREDO

14 de dezembro de 2018 às 09h51

== SIM ,SOU MARXCHISTA ==

Bom…,
Mudando de assunto:

Ser machista é BOM demais!

Sim, sou machista. Sou um macho notável. E as mulheres apreciam bastante isso.
Sou um macho alfa.
Sim, eu assusto. Igual ao trovão. Igual ao abismo. Igual a montanha grandiosa. Sou um macho sublime.

Ilustre.

Adoro.

E vou escrever esta história para exteriorizar que sou sublime.

Responder

Reginaldo Gomes

11 de dezembro de 2018 às 13h02

Faz tempo que num mando uma teoria da conspiração ; então vai uma das boas!!!!
As multinacionais farmacêuticas e médicas atacam seu maior inimigo brasileiro!!!
Quem?
Quem?
Quem?
O João de Deus. Esse homem tá curando a mais de quatro décadas milhares e milhares de pessoas com qualquer tipo tipo de doença , em qualquer estágio (até terminal!) . SEM REMÉDIO , SEM MÉDICO, SEM HOSPITAL E DE GRAÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não tem multinacional que aguenta!!!
1)”Perfeito é Deus que usa qualquer instrumento para realizar a bondade infinita”
2)”Os crimes não anulam bondades ; bondades não anulam crimes, tudo deve ser rigorosamente medido.

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Pedro Alfredo

10 de dezembro de 2018 às 23h30

‘Tô nem aí para essas feministas..
o termo “Machista” é bem pejorativo e foi construído pelos movimentos feministas

para oprimir homens e, assim, deixá-las passar com suas vontades raivosas.

Sou Machista e não será esse “bulling” de mulheres que querem rebaixar os homens no

mundo (depois de conquistado pelos “machistas” as custas de muito sangue) que me

irá fazer entregá-lo à mulher gratuitamente, isso pq elas resolveram isso.
Tô fora..

Responder

Pedro Alfredo

10 de dezembro de 2018 às 10h46

Bom…,
Mudando de assunto:

Sim sou machista. Sou um macho notável. E as mulheres apreciam bastante isso.
Sou um macho alfa.
Sim, eu assusto. Igual ao trovão. Igual ao abismo. Igual a montanha grandiosa. Sou um macho sublime.

Ilustre.

Responder

    Alan Cepile

    10 de dezembro de 2018 às 13h07

    3 goiabas
    descasque
    bata no liquidificador com água ou leite
    sirva

    Responder

      Pedro Alfredo

      10 de dezembro de 2018 às 22h51

      ALAN CEPILLE:

      O da “Esquerdinha Cirandeira”. Todo certinho. Todo docinho, florzinha. Não come carne. Daquele que dá a mão pra todo mundo.

      Que tal entrar pra uma cetinha religiosa? Hein, Cepille, esquerdinha colorida?

      Responder

José Ricardo Romero

10 de dezembro de 2018 às 10h40

Ano zero da declaração dos deveres do ser humano.
Declaração dos deveres do ser humano.
– Meu corpo meu templo. Meu corpo abriga minha mente ou minha alma ou meu espírito. Devo cuidar dele com os cuidados e a reverência que se tem a um templo.
– Não devo fazer mal a ninguém. Devo fazer deste mandamento um processo de contínua atenção e aprimoramento.

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬
Seguem-se algumas consequências das declarações acima:
– Amor e sexo nunca poderão ser usados como formas de poder. Estas duas potências têm que se manifestar de maneira livre e espontânea.
– Nunca criar compromissos e deveres para os outros. Compromissos e deveres são necessidades pessoais e individuais, intrasferíveis.
– A liberdade é a consequência natural do cumprimento dos deveres. Ninguém nasce livre. A liberdade se conquista e não é um direito natural.
– A verdade não existe. Logo, não é um dever procura-la. O que existe são pontos de vista.

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