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Fotografia do Carnaval 2018 de Belo Horizonte. Por Maxwell Vilela/ Jornalistas Livres

Ruas deixam Bolsonaro nas cordas

Por Tadeu Porto

05 de março de 2019 : 21h29

No seu primeiro teste popular, o governo Bolsonaro tá saindo com gostinho de derrota. Resultado objetivo disso e ver o presidente e seu clã, em vão, tentarem atacar o Carnaval, comprando brigas inúteis e patéticas no twitter.

Bolsonaro está nas cordas, claramente. Não há outra explicação que não seja o destempero, para o presidente arriscar sua popularidade assim com barracos na rede sociais.

Primeiramente, não vamos nos iludir, é apenas uma tontura em um round. Muito pouco, perto do capital político que Bolsonaro montou. Esse governo, e principalmente a sua ideologia, não vão ruir tão cedo.

Contudo é interessante testar a popularidade do Bolsonaro na “vida real”, afinal, Jair é fruto de uma estratégia de marketing virtual e não é uma liderança que saiu das ruas.

O Carnaval viraliza por si só, portanto os robôs do governo não conseguiram desviar o debate. Soma-se atitudes desastrosas como do PM de Minas  querendo censurar blocos (filho direto do bolsonarismo), temos um ambiente viral de rejeição ao presidente: “Ei Bolsonaro, vtnc”.

[Aliás, estou em BH, aqui foi realmente tá bem politizado, lindo de ver]

Mas o destaque vai pro PM covarde que quebrou o braço de um companheiro do PT.

Não poderia ser mais baixo do que atacar um cara imobilizado e de costas! Além de sádico o policial é covarde, ou seja, a cara desse governo Bolsonaro que parece não ter honra ou Ética alguma (Bebianno e Ilona que o digam).

A resposta a tanta sujeira vem com humor, como as mamadeiras de piroca, as fantasias de laranja e as marchinhas que estão espalhadas por todos blocos do país. Também não dá pra fugir da resposta política, e nela o presidente Lula apresenta força mais uma vez, com o grito de Lula Livre, em todo lugar.

O presidente fake, eleito por bolsões de mentiras, não aguenta a verdade. O autoritarismo dele não suporta a liberdade de expressão; a ignorância não suporta a inteligência crítica e o preconceito não suporta a liberdade racial, de genêro ou LGBT.

O choque de realidade deixou nosso presidente tonto.

Tadeu Porto

Colunista do Cafezinho e diretor da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.

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