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O relatório completo do Datafolha sobre a reforma da Previdência

Por Redação

11 de abril de 2019 : 04h15

51% rejeitam reformar Previdência

Opinião Pública – 10/04/2019 12h53
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DE SÃO PAULO

Informados de que “o sistema de Previdência Social brasileiro é controlado pelo Governo Federal, que usa o dinheiro arrecadado do INSS junto a trabalhadores e empresas para pagar alguns tipos de benefícios para a população, como, por exemplo, as aposentadorias, pensões e auxílio doença”, um em cada três (34%) brasileiros com 16 anos ou mais avaliaram como ótimo ou bom o sistema de Previdência Social brasileiro. Em patamar próximo, 30% consideram o sistema ruim ou péssimo, e para outros 34% ele é regular, com 2% sem opinião sobre o tema.

Na parcela que aprova o governo Jair Bolsonaro, 41% aprovam o atual sistema de pagamento de pensões e aposentadorias, em proporção maior do que o registrado entre aqueles que desaprovam a atual gestão (30%) ou a consideram regular (31%).

Os brasileiros esperam se aposentar com 61 anos, em média. O número fica próximo do registrado em pesquisas de abril de 2017 (60 anos) e julho de 2016 (60 anos). Há 41% que preveem se aposentar com até 60 anos, sendo que 17% pretendem se aposentar antes dos 55, e 24%, entre 56 e 60 anos. Um em cada cinco (20%) planeja se aposentar entre 61 e 65 anos, e 9% com 66 anos ou mais. Os demais já estão aposentados (16%), não esperam se aposentar (6%) ou não souberam responder (8%).

Entre as mulheres, 22% esperam se aposentar até os 55 anos, ante 12% entre os homens. Na parcela dos mais escolarizados, 16% esperam se aposentar após os 65 anos, índice que cai para 9% entre brasileiros que estudaram até o ensino médio, e fica em 6% entre quem estudou até o ensino fundamental. Na parcela com renda mensal familiar de 5 a 10 salários, 21% já estão aposentados. Entre quem tem renda de até 2 salários, esse índice é de 13%.

Cerca de metade (49%) da população adulta do país avalia que os trabalhadores se aposentam mais cedo do que deveriam, e para 38% eles se aposentam na idade adequada. Apenas 12% acreditam que os brasileiros se aposentam muito cedo, 2% não opinaram.

Entre os que aprovam o governo Bolsonaro, fica acima da média (44%) o índice dos que avaliam que os trabalhadores se aposentam na idade adequada, e abaixo da média (38%) a dos que avaliam que se aposentam mais tarde do que deveriam.

Considerando tudo o que viram ou ouviram sobre a Reforma da Previdência, independente do grau de conhecimento e repercussão sobre a proposta, 51% dos brasileiros se declaram contra a medida, 41% que são a favor, e uma parcela de 7% é indiferente à reforma, além de 2% que não opinaram.

Entre os homens, há empate (48% a favor, 45% contra), enquanto a rejeição entre as mulheres tem expressiva vantagem (56% a 34%). Na faixa dos mais jovens, 53% rejeitam a reforma, e 37% aprovam. Entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, a tendência se inverte: 48% são contra, e 41%, a favor. Quanto mais alto o grau de escolaridade, maior a rejeição à reforma: entre quem estudou até o fundamental, 47% se opõem às mudanças na Previdência, índice que sobe para 52% entre quem estudou até o ensino médio, e para 54% entre quem estudou até o ensino superior.

O oposto ocorre com as variações conforme a renda, com os mais pobres se opondo em maior proporção à reforma (53% na faixa de até 2 salários mínimos são contra, ante 46% na faixa de 5 a 10 salários). Na região Nordeste, 57% são contra, ante 47% no Sul e no Centro Oeste/Norte.

Na parcela de eleitores de Jair Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial, a posição pró reforma da previdência é majoritária (55%), mas há parcela significativa (36%) que se opõe à mudança proposta por seu governo. Entre os que consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom, 65% são a favor de reformar a Previdência, e 28% são contra. Na fatia que considera sua gestão regular, 52% adotam posição contrária, e 39%, favorável. Entre aqueles que avaliam como ruim ou péssimo a gestão do militar reformado, a posição contra a reforma predomina (76%), e 17% desse grupo é a favor da proposta.

A avaliação conforme o grau de conhecimento sobre a proposta, segundo autodeclaração dos entrevistados, mostra que há oposição à reforma entre quem está bem informado, mais ou menos informado ou mal informado, e apenas entre quem não tem conhecimento há empate (40% a favor, 41%), mas com um alto percentual de pessoas sem opinião sobre o tema (16%).
Na parcela de pessoas que ocupam cargo público ou moram no mesmo domicílio que funcionários públicos, 57% se posicionam contra a reforma da Previdência. Entre militares e pessoas que moram com militares, 55% são a favor das mudanças na Previdência.

Alguns pontos específicos que podem ser alvo de mudança na reforma da Previdência foram tema de questionamento junto aos brasileiros, e há posição majoritária favorável a mudanças na aposentadorias de funcionários públicos, mas rejeição à idade mínima maior para homens e mulheres, bem como ao tempo de contribuição necessário para ter direito ao benefício máximo pago pela Previdência Social.

No resultado mais elástico entre os consultados, 72% são favor que funcionários públicos tenham o mesmo teto de aposentadoria que os trabalhadores da iniciativa privada, e 23% são contra, além de 4% de indiferentes ou entrevistados que não opinaram. A proposta tem ampla aceitação mesmo entre quem é funcionário público ou moram com algum funcionário público (73% a favor, 22% contra neste grupo).

Dois em cada três brasileiros (66%) acreditam ainda que servidores públicos que ganham mais devem pagar alíquotas mais altas para a Previdência, e 31% são contra essa ideia, com os demais (3%) indiferentes ou sem opinião a respeito. Entre os homens, o apoio chega a 73%, ante 59% entre as mulheres. Na parcela que é funcionário público ou mora com alguém que exerce esse tipo de função, 72% são a favor, e 27%, contra.

A proposta de estabelecer a idade mínima para mulheres se aposentarem aos 62 anos tem dois terços (65%) contra, e 34% a favor. A rejeição à proposta é similar entre homens (64%) e mulheres (66%). Entre quem é a favor da reforma da Previdência, o placar sobre a idade mínima para mulheres (51% a favor, 48% contra). Na parcela que aprova o governo Bolsonaro até aqui, 51% apoiam a proposta, e 49% se opõem.

Estabelecer a idade mínima de 65 anos para os homens se aposentarem enfrenta a rejeição de 53%, e 46% são a favor da medida. Homens (52% contra) e mulheres (53% contra) têm opinião similar a respeito do tema. Entre quem tem curso superior, há empate (50% contra, 49% a favor), e entre quem tem renda mensal familiar de 5 a 10 salários a posição favorável se sobrepõe (55% a 43%). Na fatia da população que é a favor da reforma, 61% são a favor da idade mínima de 65 anos para os homens se aposentarem, e 38%, contra. Entre eleitores de Bolsonaro, 54% são a favor, e entrem quem define seu governo como ótimo ou bom, esse índice fica em 57%.

Publicado no site do Datafolha

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6 comentários

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Paulo

11 de abril de 2019 às 23h31

Mais R$ 1,4 milhão identificados pela Polícia Federal, tendo como destinatários o Botafogo e seu painho, César Maia. É com esse que nós vamos?

Responder

Carlos Eduardo

11 de abril de 2019 às 13h36

Não vai passar.

Responder

    Paulo

    11 de abril de 2019 às 17h26

    Tomara! Pelo menos, não da forma que está. Tem que desidratar bem issudae, talkei!?

    Responder

Paulo

11 de abril de 2019 às 09h04

“Entre os homens, há empate (48% a favor, 45% contra), enquanto a rejeição entre as mulheres tem expressiva vantagem (56% a 34%).” Ou seja, as mulheres, ou estão melhor informadas, ou são mais espertas que os homens. E isso com o agravante de que os cuecas irão se aposentar mais tarde que elas, e, com menor expectativa de vida, irão gozar menos tempo de aposentadoria, talvez na proporção de 1 x 3…

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    lucio

    11 de abril de 2019 às 11h35

    é porqué as mulheres mais se beneficiam da mamada publica das aposentadorias (come em TUDO sempre se beneficiam do dinheiro dos homens), kkkkk

    Responder

      Paulo

      11 de abril de 2019 às 17h24

      Na verdade, acho injusto e cruel as mulheres se aposentarem antes. No mundo inteiro já estão igualando, ou já é igual há algum tempo. Vivendo mais e se aposentando antes, elas consomem mais dinheiro da Previdência. Desse jeito, não há caixa que dê conta…e os homens pagando a conta…

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