Economistas discutem a desindustrialização no Brasil

De volta às ruas! Sexta é dia de greve e manifestação

Por Redação

13 de junho de 2019 : 15h27

Os organizadores dos atos de sexta-feira, dia 14 de junho, ao menos no Rio de Janeiro, incluíram muitas atividades na periferia, incluindo aulas públicas, na linha do que viemos discutindo aqui no blog, de introduzir formas mais instrutivas de manifestação.

Para saber os locais de manifestação em todo país, entre nessa página aqui da CUT, ou confira no quadro abaixo.

O Cafezinho fará a cobertura do ato e da greve no Rio de Janeiro e em outras cidades. Acompanhe por aqui, em nosso twitter (@ocafezinho) e em nossa página do Facebook.

***

Abaixo, a nota publicada no portal da CTB:

A classe trabalhadora vai parar o Brasil contra a reforma de Bolsonaro

Sexta-feira, 14 de junho, é dia de luta contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, por uma aposentadoria digna, em defesa do Emprego e da Educação. Vamos juntos parar o país com uma grande greve geral.

O que o governo propõe não é reforma, é o fim da sua aposentadoria.

A proposta encaminhada ao Congresso não combate desigualdades nem tampouco privilégios. Prejudica os mais pobres e só beneficia os ricos, sobretudo banqueiros e grandes empresários.

O governo mente quando diz que a reforma da Previdência vai resolver o problema econômico e gerar emprego. É o mesmo discurso usado para aprovar a reforma trabalhista, que não gerou empregos e precarizou o trabalho. Aumentou o desemprego e o número de trabalhadores sem carteira assinada depois que virou Lei. A informalidade (que compreende também os que trabalham por conta própria) é recorde. Atingiu 34,3 milhões de pessoas em 2018, número superior ao dos empregados formais (33,3 milhões).

Além disso, diferente do que apregoam seus defensores, a PEC nº 06/2019 (que muda as regras das aposentadorias), vai aumentar a desigualdade e agravar, em vez de resolver, o desequilíbrio fiscal. Quase todo o valor de R$ 1 trilhão que pretendem economizar, será retirado dos setores mais vulneráveis, dos trabalhadores e trabalhadoras que ganham até 2 salários mínimos. Um crime.

Além disso os recursos subtraídos dos trabalhadores vão servir apenas para cobrir os custos de transição do sistema de repartição para o modelo de capitalização que Paulo Guedes quer impor e que significa pura e simplesmente a privatização do sistema previdenciário.

A Previdência Pública é a garantia da sua aposentadoria. Ela é infinitamente melhor que o regime de capitalização, onde só os bancos lucram. Vale lembrar que, para milhões de pessoas, a aposentadoria pública é a única fonte de sobrevivência.

A reforma da dupla Bolsonaro/Paulo Guedes acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a idade mínima. Para homens, aos 65 anos e para as mulheres, 62.

Corta drasticamente o valor dos Benefícios de Prestação Continuada (BPC) para idosos (65 anos) e deficientes em situação de miséria. Uma tragédia!

Vamos juntos participar dos atos organizados pelas entidades sindicais e movimentos sociais contra esta perversa reforma que quer acabar com a dignidade do povo brasileiro.

CTB- Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

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22 comentários

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Darth Plagueis o Sábio

14 de junho de 2019 às 16h04

O único crime verdadeiramente imperdoável que um homem pode cometer é a submissão.
Pois esse é um crime contra si mesmo.
O pobre de direita é um fraco que desistiu , não só da liberdade , como também na vida.
A única coisa que lhe resta , em sua não-vida , é o desejo sádico de ver os que querem ser livres sofrendo.

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Herbert

14 de junho de 2019 às 13h15

Vamos torcer para que essa greve tenha sucesso. tudo indica que terá.

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Olavo

14 de junho de 2019 às 11h54

Passei na praça próximo a minha casa e tinha seis pessoas na tal greve. Dois são professores a mais de 30 anos, um drogado pedindo dinheiro para comprar uma pedra de crack, uma mulher de 60 anos berrando feito uma louca, e duas crianças tremendo de frio. É esta a greve??? Esta esquerda bandida, ultrapassada, fraca e corrupta adora passar vexame.

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Marcio

14 de junho de 2019 às 09h22

Aqui na minha cidade (1 milhào de habitantes do sud/est funciona tudo regolarmente).

De manhà cedo tinham uns 20 elementos com camisas vermelhas no meio de uma BR bloqueando o transito, a policia chegou, ameaçou de descer a lenha e foram embora….lixo.

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    Francisco

    14 de junho de 2019 às 12h02

    Como assim, “Aqui na minha cidade… funciona tudo regolarmente”?

    Ignora que o BC atualizou, hoje, que o indicador de Atividade Econômica registrou a quarta queda seguida da economia em abril/19, projetando PIB zero no ano e indicando retração?

    A greve e ‘otras cositas’ piores, como o caos social sem controle, são possíveis consequências e não causas do desgoverno, desinformado ‘gente de bem’, que ainda enxerga ‘elementos’ nos que enxergam o que não vê, provavelmente por ser adestradamente cego.

    Responder

      Marcio

      14 de junho de 2019 às 12h14

      Sinto muito mas nào posso fazer nada para seus problemas…boa sorte.

      Responder

Gustavo

13 de junho de 2019 às 21h55

O nível de desinformação é enorme e sem dúvida proposital e casuísta. O regime de capitalização já saiu do texto do relator bem como o BPC e até os estados e municípios. O relator não leu o texto e não houve votação nem na comissão. Emendas podem ser incluídas bem como votações em separado e o que a oposição melhor poderia fazer é discutir e contribuir.

Ainda assim, alardeiam-se aos quatro cantos que a reforma é ruim, que vai ter capitalização, que é um crime e todo o resto. Não haverá nenhum presidente que irá melhorar a previdência. Não importa o partido, não importa a época. Todos vão reformar (como fizeram ou tentaram todos os antecessores de Bolsonaro e como farão seus sucessores).

Ao invés de discutir, a ideia é obstruir sem proposta e simplesmente pelo viés ideológico. Essa negativa vai custar caro. Pura massa de manobra. Criticar sem uma proposta não é solução.

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    Paulo

    13 de junho de 2019 às 23h48

    Gustavo, a capitalização saiu agora por manobra diversionista e por estratégia para aprovação do texto principal. Em nenhum momento Guedes ou nenhum integrante da cúpula do projeto de Reforma da Previdência abdicou desse intento criminoso. Apenas o diferiram…

    Responder

      Ivan

      14 de junho de 2019 às 13h09

      A capitalização está na proposta do governo, basta ler a PEC.

      Responder

        Gustavo

        14 de junho de 2019 às 19h17

        Oi Ivan,

        De fato o regime de capitalização está na PEC, mas como amplamente disseminado pela mídia o relator tirou do texto. Considerando que o presidente da Câmara não é favorável, que a oposição é contra e o centrão também é contra é bem improvável que haja acordo para reincluir esse item.

        Responder

      Gustavo

      14 de junho de 2019 às 13h17

      Oi Paulo tudo bem ?

      Concordo totalmente com sua colocação. Pra mim é claro que não era vontade do governo (ou melhor do Paulo Guedes) retirar o regime de capitalização (que inclusive ninguém do governo até agora explicou as regras de transição, o custo e as vantagens). Todavia esse item foi retirado do texto do relator e não retornará exatamente por esse motivo além do que a esmagadora maioria do plenário é contra e não passaria a reforma (e interessa ao governo passar a reforma).

      Mas é exatamente em pontos como esse que vejo a crítica despropositada, ou seja, vamos fazer uma greve geral para manifestar contra algo que já foi retirado. Vamos mobilizar o país contra algo que não será implementado. Vamos fazer uma greve geral para criticar e não oferecer nada em troca, ou seja, vamos protestar e deixar a previdência do jeito que está (sendo que não vejo nenhum economista sério dizer que não precisa fazer reforma).

      Seria mais sensato esperar o relator apresentar o voto, ver como a comissão vota e fazer a grande manifestação (se houver sentido) às vésperas da votação do plenário. Aí sim haveria coerência. Fazer uma greve geral contra a reforma da previdência atacando pontos que sequer estão contemplados e se omitir da discussão, do debate e de apresentar propostas alternativas me parece comportamento de massa de manobra e não de gente pensante.

      É um grande desserviço tentar paralisar o país com essa pauta dessa maneira.

      Responder

    Marcio

    14 de junho de 2019 às 09h28

    E’ a exploraçào do analfabetismo, da pobreza e da ingenuidade de sempre…

    Que a capitalizaçao nào fazia parte da reforma a gente jà tinha falado por aqui varias vezès, o BPC tambèm.

    A unica coisa que muda è nas aposentadorias gordas do setor publico,…o resto nào farà diferença alguma.

    Sem explorar o tal de pobre nào tem assuntos e muito menos votos, por tanto è necessario inventa-los….lixo.

    Responder

    Herbert

    14 de junho de 2019 às 12h59

    Gustavo,
    A previdência não é deficitária como se apregoa por aí. O que o governo federal quer é acabar com ela. Você citou que o regime de capitalização e o BPC saíram, mas esqueceu de dizer que as cruéis alíquotas progressivas foram mantidas.

    Responder

      Gustavo

      14 de junho de 2019 às 20h09

      Oi Hebert,

      Há controversas sobre o real déficit da previdência com certeza. Há quem diga que ele não existe já que a soma das receitas previdenciárias e as receitas de seguridade social superam os gastos em previdência. Há também quem diga que existe já que se você somar todas as receitas de previdência e seguridade obteria um valor inferior às despesas de previdência e seguridade. É possível conferir os números em: https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/relatorio/relatorio-resumido-da-execucao-orcamentaria-rreo/publicacao-2019-03-29-5422520409 (cabe lembrar que mesmo nos anos do governo Dilma o relatório aponta déficit previdenciário)

      Todavia não quero me ater se existe ou não o déficit da previdência. O fato é que a despesa previdenciária é disparadamente a que mais cresce e hoje já representa metade das despesas obrigatórias do governo. Essa despesa cresce a cada ano acima da inflação independente se o PIB é positivo ou negativo ela continua a crescer e por isso recebe o maior foco.

      Sobre as ditas cruéis alíquotas progressivas há se ponderar também os efeitos da dita “crueldade”. Veja que ela tem alcance maior (22%) sobre os mais ricos (inclusive aqueles funcionários públicos que ultrapassam o teto constitucional) sendo que na situação atual, aqueles que ganham “inconstitucionalmente” acima do teto não pagam essa alíquota. Isso não seria positivo ? E se há problemas com a tabela não seria o caso de rediscutir ? Rever as faixas e reavaliar ? Ou simplesmente é ruim e ponto final é a solução ? Vamos então nos negar a discutir o tema e deixar como está ?

      Pode-se divergir sobre a reforma da previdência proposta pelo governo é devida ou não, pode-se argumentar sobre vários dos pontos individuais e se eles são justos ou necessários e pode-se até argumentar sobre as premissas que embasam a proposição de reforma. Só acho que o importante é debater, discutir e tentar chegar a uma boa proposta e não simplesmente promover uma greve geral com base naquilo que não será implementado. Todos os antecessores de Bolsonaro propuseram e (ou) fizeram reformas. Seus sucessores provavelmente também o farão, pois, previdência é um assunto que sempre necessita ser visto. Vejo muita gente criticando a reforma, mas não vejo ninguém de credibilidade dizendo que não tem que ter reforma.

      Por que esses incentivadores da greve geral não apresentam a proposta de previdência deles ?

      Responder

Rafael

13 de junho de 2019 às 19h40

Boa noite!
Excelentíssimos, venho deixar minha critica construtiva.
Na frase abaixo que está na matéria tem um erro.

A classe trabalhadora vai parar o Brasil contra a reforma de Bolsonaro

Os trabalhadores vão estar trabalhando para sustentar suas famílias, e não vão comparecer em um dia de semana na manifestação para atrapalhar o trabalho de quem não quer se manifestar.

SUGIRO QUE MUDEM A DATA DA MANIFESTAÇÃO PARA O FINAL DE SEMANA, COM O PROPÓSITO DE NÃO CERCEAR O DIREITO DE IR E VIR DE QUALQUER UM CIDADÃO E PARA QUE O MÁXIMO DE TRABALHADORES COMPAREÇAM A MANIFESTAÇÃO.

Responder

Ivan

13 de junho de 2019 às 18h31

Acho que a greve vai ser boa e o povo inundará as ruas, mas por outro lado achei que a pauta dessa “greve geral” (não gosto nem um pouco desse nome), deveria ter sido melhor explicada ao povo e melhor digerida tb, tá meio solto, tem muita gente que vai mas nem sabe direito sobre o que vai protestar.

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    Marcio

    13 de junho de 2019 às 19h52

    “…tem muita gente que vai mas nem sabe direito sobre o que vai protestar.”

    Disse tudo.

    Responder

Geraldo

13 de junho de 2019 às 16h30

Miguel, na boa mas não entendi o pq de vc ter excluído o meu comentário? Será que é proibido falar algo sobre os partidos de esquerda? Não xinguei ninguém, não usei palavrões e nem agredi ninguém? Não acredito que a censura voltou ao nosso País pelas mãos daqueles que tanto a criticaram. Decepcionante a sua postura de censor.

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    Redação

    13 de junho de 2019 às 16h33

    Geraldo, não excluí. É que agora estou moderando. Vou aprovar agora.

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Geraldo

13 de junho de 2019 às 16h04

Me desculpa, mas neste dia e horário estarei trabalhando como a maioria dos brasileiros. Infelizmente não sou sindicalista, político, e nem faço parte da CUT, MST e UNE. Outra coisa, o PT vive dizendo que não apoia a reforma pq defende os mais pobres. Então pq 30 deputados do PT não abriram mão das suas aposentadorias especiais?

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    Batista

    14 de junho de 2019 às 11h12

    Vá ver estão aguardando se pronunciarem antes a ‘patriótica gente de bem’ do judiciário e das forças armadas, né, não?

    Responder

chichano goncalvez

13 de junho de 2019 às 15h40

Ou o trabalhador engole esse desgoverno ou será esmagado por ele, e seus filhos e netos pagarão a conta do estrago.

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