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IBGE: Subocupação bate recorde e renda média cai

Por Redação

28 de junho de 2019 : 10h52

Trechos da matéria publicada há pouco no site do IBGE (e que reproduzimos na íntegra, ao final do post):

A população subutilizada (29,2 milhões de pessoas) é recorde da série iniciada em 2012, com alta em ambas as comparações: 2,7% (mais 744 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,9% (mais 1.066 mil pessoas) frete ao mesmo trimestre de 2018.

(…)

O número de trabalhadores por conta própria (24,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica e subiu nas duas comparações: 1,4% (mais 322 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,1% (mais 1.170 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.289) caiu 1,5% frente ao trimestre anterior e ficou estável frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 207,5 bilhões) permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,4% (mais R$ 4,9 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.

Abaixo, um trecho do quadro sintético (cuja íntegra pode ser baixada aqui). O relatório completo pode ser baixado aqui.

Observe que a geração de empregos está se concentrando em empregos sem carteira e trabalhos “por conta própria” sem CNPJ.

Separei também alguns gráficos do relatório completo:

Na Agência IBGE Notícias

PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 12,3% e taxa de subutilização é 25,0% no trimestre encerrado em maio de 2019

28/06/2019 09h00 | Atualizado em 28/06/2019 09h00

No trimestre encerrado em maio de 2019, a taxa de desocupação (12,3%) ficou estável em relação ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%) e caiu na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (12,7%).

A população desocupada (13,0 milhões de pessoas) ficou estatisticamente estável tanto frente ao trimestre anterior como em relação a igual período de 2018.

A população ocupada (92,9 milhões de pessoas) cresceu em ambas as comparações: 1,2% (mais 1.067 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 2,6% (mais 2.361 mil pessoas) na comparação como o mesmo período de 2018.

A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas) recuou (-1,2%) frente ao trimestre anterior (menos 777 mil pessoas) e permaneceu estável frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (25,0%) igualou o recorde da série, subindo em ambas as comparações: tanto em relação ao trimestre anterior (24,6%) quanto ao mesmo trimestre móvel de 2018 (24,6%).

A população subutilizada (29,2 milhões de pessoas) é recorde da série iniciada em 2012, com alta em ambas as comparações: 2,7% (mais 744 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,9% (mais 1.066 mil pessoas) frete ao mesmo trimestre de 2018.

O número de pessoas desalentadas (4,9 milhões) é recorde da série histórica e ficou estável em ambas as comparações. O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi de 4,4%, repetindo o recorde da série e mantendo estabilidade em ambas as comparações.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,2 milhões de pessoas, ficando estável frente ao trimestre anterior e subindo 1,6% (mais 521 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018. Já o número de empregados sem carteira assinada (11,4 milhões de pessoas) subiu em ambas as comparações: 2,8% (mais 309 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,4% (mais 372 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

O número de trabalhadores por conta própria (24,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica e subiu nas duas comparações: 1,4% (mais 322 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 5,1% (mais 1.170 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.289) caiu 1,5% frente ao trimestre anterior e ficou estável frente ao mesmo trimestre de 2018. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 207,5 bilhões) permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,4% (mais R$ 4,9 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.

A taxa de desocupação foi estimada em 12,3% no trimestre móvel de março a maio de 2019, ficando estável em relação ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (12,4%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel de 2018, quando a taxa foi estimada em 12,7%, o quadro foi de queda (-0,5 ponto percentual).

No trimestre de março a maio de 2019, havia aproximadamente 13,0 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente ficou estável frente ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 e, também, no confronto com igual trimestre do ano anterior.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi estimada em 25,0% no trimestre móvel de março a maio de 2019, mantendo-se em nível recorde e registrando alta em ambas as comparações, tanto em relação ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019 (24,6%) quanto ao mesmo trimestre móvel de 2018 (24,6%).

No trimestre de março a maio de 2019, havia 28,5 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente bateu o recorde da série e cresceu 2,7% (mais 744 mil pessoas) frente ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019. No confronto com igual trimestre de 2018, esta estimativa cresceu 3,9% (mais de 1066 mil pessoas subutilizadas).

O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi estimado em 7,2 milhões no trimestre de março a maio de 2019. Houve aumento de 8,8% em relação ao trimestre anterior (mais 582 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2018, essa estimativa cresceu 14,2%.

O contingente na força de trabalho potencial foi estimado em 8,3 milhões de pessoas. Esta população cresceu 2,9% (mais 231 mil pessoas) comparada ao trimestre anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2018, houve alta de 4,7% (mais 374 mil pessoas).

O contingente fora da força de trabalho foi estimado em 64,7 milhões de pessoas. Esta população apresentou uma redução (-1,2%, ou menos 777 mil pessoas) comparada ao trimestre anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2018, houve estabilidade.

O contingente de pessoas desalentadas foi estimado 4,9 milhões no trimestre de março a maio de 2019, o recorde da série. Houve estabilidade em ambas as comparações. Já o percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou desalentada foi estimado em 4,4%, ficando estável em ambas as comparações.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) foi estimada em 105,9 milhões de pessoas. Esta população cresceu 1,1% (mais 998 mil pessoas) frente ao trimestre anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2018, houve alta de 2,1% (mais 2,2 milhões de pessoas).

A população ocupada chegou a 92,9 milhões, com crescimento de 1,2% (mais 1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior e alta de 2,6% (mais 2,4 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O nível da ocupação foi de 54,5%, com alta de 0,6 p.p. frente ao trimestre anterior (53,9%). Em relação a igual trimestre de 2018, houve crescimento de 0,9 p.p.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos), chegou a 33,2 milhões, com estabilidade frente ao trimestre anterior. Contra o mesmo trimestre de 2018, houve alta de 1,6% (mais 521 mil pessoas).

A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (11,4 milhões de pessoas) cresceu 2,8% em relação ao trimestre anterior (mais 309 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2018, houve alta de 3,4% (mais 372 mil pessoas).

A categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 24,0 milhões de pessoas, o recorde da série histórica iniciada em 2012. Houve alta de 1,4% na comparação com o trimestre anterior (mais 322 mil pessoas). Em relação ao mesmo período de 2018, houve elevação de 5,1% (mais 1,2 milhão de pessoas).

A categoria dos empregadores (4,4 milhões de pessoas) ficou estável em ambas as comparações, assim como a categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,2 milhões de pessoas.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,5 milhões de pessoas, cresceu 2,3% frente ao trimestre anterior. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2 289 no trimestre de março a maio de 2019, com redução de 1,5% frente ao trimestre anterior e estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2018.

A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas (R$ 207,5 bilhões) apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e cresceu 2,4% (mais R$ 4,9bilhões) frente ao mesmo trimestre de 2018.

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9 comentários

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Alan C

28 de junho de 2019 às 11h01

Vou contar uma coisa que aconteceu comigo esta semana.

Uma empresa me ofereceu um trabalho num projeto de 2 anos a um salário 35% mais baixo do praticado no mercado.

Recusei a oferta dizendo que o salário estava muito defasado e que eles não conseguiriam nenhum profissional com experiência, apenas gente com pouca ou quase nenhuma experiência, e que, para a atividade que queriam isso seria um problema para eles mesmos.

A resposta foi muito reveladora (embora não fosse uma grande novidade), disseram que não podem fazer diferente pq toda a concorrência está pressionando os salários para baixo, e que se eles não fizerem tb, não conseguem ganhar contratos.

ESSE É O BRASIL PÓS GOLPE E PÓS REFORMA TRABALHISTA.

Responder

    Marcio

    28 de junho de 2019 às 11h10

    Antès davam cheque em branco para vocè por o valor que quiser…

    O que tem a ver a Reforma Trabalhista com trabalho autonomo ?

    Responder

      Somos Todos Tontos

      28 de junho de 2019 às 11h58

      Se ela força toda a massa salarial para baixo é claro que ela afeta os autônomos.
      Assim como os aumentos do salário mínimo da epóca do PT forçavam os rendimentos de autônomos para cima , pela lei da oferta e demanda e pelo fato das empresas faturarem mais com o povo tendo mais dinheiro para gastar.
      Hoje temos muita gente ganhando menos do que o salário mínimo , o que empobrece todo o país , incluindo pequenos empresários.
      Um dia veremos pessoas contando vantagem assim: eu ganho UM salário mínimo , sou um privilegiado.

      Responder

        Marcio

        28 de junho de 2019 às 12h11

        A Reforma da Previdencia ou nada è a mesma coisa.

        Eu aumentei todos meus preços e nos ultimos anos crescemos de 20% atè 40% (o ano passado).

        Tive muitos mais problemas trabalhando na Europa na decada passada que no Brasil nos ultimos 4-5 anos.

        Responder

          Alan C

          28 de junho de 2019 às 13h26

          Não explicou nada… exemplo:

          O mercado escravizante (graças a “reforma” trabalhista) de delivery de comida aumentou mais que os seus supostos 40%, isso quer dizer que o brazil está numa condição econômica boa pra investir?

          Ñ

          Marcio

          28 de junho de 2019 às 13h59

          Corte a barba…rsrs

      Alan C

      28 de junho de 2019 às 13h22

      E este trabalhador autônomo atua sob as leis de onde? Da China?? rs…

      Cheque em branco ajudou a comprar o triplex de Paris.

      Responder

        Marcio

        28 de junho de 2019 às 14h05

        Trabalhador autonomo ou empresario nào tem lei, se autodesafia e reinventa todos dias, corre atràs…se vira.

        Responder

          Alan C

          28 de junho de 2019 às 15h00

          Jesus!….


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