Câmara discute privatização da Eletrobras

Bolsonaro indica Augusto Aras para a PGR

Por Redação

06 de setembro de 2019 : 14h21

No site da PGR

Presidente indica Augusto Aras para o cargo de procurador-geral da República

O subprocurador-geral da República está no MPF há 32 anos e atualmente coordena a Câmara de Consumidor e Ordem Econômica

O subprocurador geral da República Augusto Aras foi indicado, nesta quinta-feira (5), para ocupar o cargo de procurador-geral da República no biênio 2019- 2021. A indicação foi feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro e, após publicação no Diário Oficial, será encaminhada ao Senado onde Aras passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge termina em 17 de setembro. Caso o processo de nomeação não seja concluído até essa data, o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), Alcides Martins, exercerá a função de forma interina.

Baiano de Salvador, o subprocurador-geral da República Antônio Augusto Brandão de Aras tem 60 anos e integra o Ministério Público Federal desde 1987. É o atual coordenador da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), que atua em matéria econômica e do consumidor. O subprocurador-geral também atuou nas 1ª e 2ª CCRs que tratam dos assuntos administrativo e criminal, respectivamente, além de integrar o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF).

Augusto Aras também foi procurador regional eleitoral na Bahia (1991/1993); representante do MPF no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (2008/2010) e corregedor auxiliar do MPF (2012/2013), além de ser professor da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) desde 2002.

É doutor em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005), Mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000). Atualmente, é professor da Universidade de Brasília, lecionando as disciplinas de Direito Eleitoral e Direito Privado.

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8 comentários

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Netho

07 de setembro de 2019 às 21h57

A questão não é se o sujeito é grego, troiano ou moicano.
O “x” do problema é o seu não reconhecimento pelos próprios pares, nem sua participação voluntária na concorrência à lista tríplice.
A legitimação funcional em processo de escolha democrático, participativo e transparente, mediante sabatina diante de todos os procuradores, não pode ser desqualificado como se fosse, exclusivamente, um defeito de origem inquinado de “corporativo”.
O que o procurador-geral fez para ser indicado ninguém sabe, ninguém viu.
Ademais, não é recomendável indicar um procurador que, também, advoga em caráter privado, porque não está sujeito às regras de dedicação exclusiva pelo fato de ser originário dos procuradores que entraram na carreira antes da Carta de 88.
Eticamente, o próprio procurado teria de declinar da indicação e do convite.
Não foi o que fez, muito pelo contrário.
Segundo a Lei de Murphy, tudo que começa errado, termina mal.

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Alexandre Neres

06 de setembro de 2019 às 23h17

Qual o jeito mais fácil de desmontar o combate à corrupção? Colocar o Moro no Ministério da Justiça. Já caiu Receita Federal. Já caiu Coaf. Já caiu lista tríplice da PGR. O próximo a cair é o diretor-geral da Polícia Federal. Enquanto isso, vemos aquela figurinha bisonha cometendo toda sorte de erros de português, ao passo que seu protegido FHC assevera que não tem traquejo para a política e que deveria pedir demissão do cargo. Porém, não tem estatura nem dignidade e tem apego ao cargo, só lhe restando rastejar de forma vil, caladinho, ao tempo em que os órgãos de combate à corrupção se esboroam na sua gestão e perdem por completo sua autonomia.

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NeoTupi

06 de setembro de 2019 às 15h22

Grande escolha. Falo sério. O “comunista” Aras já defendeu o MST, já teve excelente relações com a cúpula petista, é fã de Che Guevara, é contra o lava-jatismo, é contra o combate à corrupção destruir empresas, é contra a demonização da política, é contra estrelismo de procurador e juízes. E é mais um sapo gigantesco para Moro engolir.
Para escolher um “comunista” deste, preferido do Toffoli, o acordão deve ter sido forte para blindar o filho Flávio, o compadre Queiroz no pacote, e engavetar o inquérito da Nathália Queiroz fantasma no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro.

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    Paulo

    06 de setembro de 2019 às 18h32

    E você aplaude isso? Que decepção!

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      NeoTupi

      06 de setembro de 2019 às 20h13

      Só não aplaudiria o acórdão Flavio-Queiroz e outros engavetamentos que provavelmente virão. Mas isso viria com qualquer outro PGR escolhido pelo Bozo, e a instituição Ministério Público já está contaminada mesmo, deixando de ser republicano, vide a blindagem da própria Lava jato a FHC, aos banqueiros pagadores de palestras, a industria de delação premiada com advogado irmão de procurador recebendo milhões para intermediar acordos, e outros malfeitos.

      Então é melhor um “comunista” que bagunça a cabeça dos bolsominions e morominions, e eles perdem a fé no mito.
      Do ponto de vista político, a escolha foi excelente para a oposição, pois enfraquece todos seus perseguidores.

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        Paulo

        08 de setembro de 2019 às 10h25

        Cálculo político acima da ética e até, muitas vezes, da própria legalidade. Esquerda e direita, nisso, se equivalem…

        Responder

          NeoTupi

          08 de setembro de 2019 às 13h41

          Ética na política e na democracia é excercer o poder para o povo e pelo povo. Não é enganá-lo, principalmente para tirar dinheiro de 99% do povo e entregar aos 1% já muito ricos.
          O MPF perdeu a ética, ao se tornar um agitador das massas com projeto de poder político e aliado do projeto neoliberal anti-povo. E virou um braço de advocacia do mercado financeiro e agentes da política externa estadunidense. Perdeu a ética ao perder a rés pública e agir como lobista.
          Melhor reduzir danos e fazer um freio de arrumação para o MPF retornar à atuação dentro da rés pública, do compromisso com aquilo que é justo, de forma imparcial.
          E nem ética pessoal podemos falar de alguns procuradores e juízes, quando agiram em busca de fama destruindo a vida de pessoas famosas, algumas inocentes, motivados por ambições políticas e financeiras pessoais.

          Paulo

          09 de setembro de 2019 às 14h49

          Os fins, então, justificam os meios?


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