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IBGE, classe média, antipetismo: tentando entender o caminhão

Por Redação

07 de outubro de 2019 : 02h28

Uma mensuração mais precisa do rendimento das famílias brasileiras é fundamental para entender melhor como elas pensam e, a partir daí, desenvolver estratégias políticas bem sucedidas.

A Pesquisa do Orçamento Familiar (POF) 2017/18, do IBGE, divulgada há pouco, nos oferece informações estratégicas neste sentido.

Eu fiz um exercício estatístico para compararmos as amostras usadas pelos dois principais institutos de pesquisa com os números do IBGE. 

Datafolha e Ibope (em especial este último) talvez estejam usando números defasados em suas pesquisas, o que pode explicar algumas falhas ocorridas em 2018, nas sondagens de intenção de voto.

A mais recente pesquisa Ibope de avaliação de governo, divulgada há algumas semanas, trazia um recorte por renda no qual os eleitores com renda familiar inferior a 2 salários representavam 56% dos entrevistados; os eleitores com renda acima deste nível representavam 37% da população; outros 7% não responderam.

Entretanto, segundo o POF 2017/18, quase 40 milhões de famílias, ou 57% da população brasileira (estimada em 69 milhões de famílias pela mesma pesquisa), tem renda familiar superior a R$ 2,8 mil.

As famílias brasileiras com renda inferior a R$ 2.862 por mês, eram 29,3 milhões, ou 42,4% do total.

O salário mínimo em 2019 está em R$ 998. Segundo o Ibope, os entrevistados com renda familiar superior a 5 salários, ou aproximadamente R$ 5.000/mês, representam 11% do total de sua amostra. 

Mas segundo o POF 2017/18, o Brasil tem 18,6 milhões de famílias, ou 27% do total da população, com renda acima de R$ 5.700.

Considerando uma renda superior a R$ 9 mil/mês, temos 9 milhões de famílias, ou 13% da população.

Examinem os gráficos e tabelas abaixo (clique nas imagens para ampliar). Eu volto em seguida.

A tabela acima mostra que, mesmo considerando o POF anterior, de 2008/09, as amostras usadas por Datafolha e Ibope já apresentavam diferenças significativas em relação aos números do IBGE. Com o POF divulgado este ano, porém, essas diferenças se tornam ainda mais relevantes.

Arredondado um pouco os números, para que eles caibam na unidade “salário mínimo”, podemos afirmar que, segundo o POF 2017/18, apenas 24% das famílias brasileiras apresentavam renda inferior a 2 salários; vendo a mesma realidade por outro ângulo: 76% das famílias brasileiras tem renda mensal acima de 2 salários.

 

 

Os números do IBGE nos permitem fazer especulações mais objetivas sobre as classes sociais brasileiras.

A renda, apesar de não ser o único fator a ser considerado, é a maneira mais fácil de entendermos o perfil e o tamanho na sociedade brasileira, por exemplo, do que se convencionou chamar de “classe média”.

Então eu estabeleci alguns parâmetros que me pareceram razoáveis, e dividi as famílias brasileiras em sete classes: classe baixa baixa, classe baixa média, classe baixa alta, classe média baixa, classe média média, classe média alta e classe alta. O quadro a seguir traz as faixas de renda correspondentes a cada um desses grupos.

Fui bastante severo com a categoria classe média: apenas aquelas famílias com renda superior a R$ 5,7 mil, conforme o POF 2017/18, foram classificadas como classe média. Daí para baixo, classifiquei como classe baixa.

Assim me parece que o termo classe média fica menos vulgarizado.

Quando agrupamos as subclasses, temos o seguinte quadro:

  • a classe baixa, formada por famílias com renda mensal inferior a R$ 5,7 mil, abriga 50,4 milhões de famílias, ou 73% da população brasileira.
  • a classe média, com renda mensal entre R$ 5,7 mil e R$ 23,8 mil, é formada por 16,7 milhões de famílias, com 24% da população.
  • a classe alta, ou os “ricos”, ganham acima de R$ 23,8 mil ao mês, e totalizam 1,84 milhão de famílias.

Na tabela abaixo, eu uso a classificação inventada por mim para apresentar um comparativo das duas últimas POF do IBGE. Clique para ampliar.

 

A participação de programas sociais federais na renda total das famílias aumentou 94% nos últimos 10 anos, de 0,57% para 1,12%, mas este percentual ainda assim não é relevante.

A partir da classe baixa alta, os programas sociais federais não tem mais participação expressiva no rendimento total das famílias.

Já a participação do trabalho no rendimento total cresce conforme escalamos a pirâmide social: enquanto nos estratos mais baixos, o trabalho corresponde a menos de 45% da renda, nas classes médias e na classe alta, o trabalho vai de 64% a 70%.

Identificar essas diferenças nos ajudam a entender as prioridades políticas e o processo ideológico de cada classe.

Na última pesquisa de intenção de voto antes do segundo turno, Bolsonaro conseguiu uma vantagem de 61% X 39% sobre Haddad entre eleitores com renda familiar mensal entre 2 e 5 salários; esse segmento, segundo o Datafolha, representaria cerca de 38% do eleitorado; segundo nossos cálculos, porém, usando o POF 2017/18 do IBGE, ele corresponde a quase metade (49%) dos eleitores.

Outro dado importante para entender a dinâmica da opinião pública é uma pesquisa Datafolha, colhida entre os dias 4 e 5 de julho deste ano, sobre a prisão de Lula.

Entre eleitores com renda familiar entre 2 a 5 salários, os quais, segundo nosso parâmetro, são os estratos superiores da classe baixa (classe baixa alta), 63% consideram que a prisão de Lula é justa.

Entre os que ganham menos de 2 salários de renda familiar (que correspondem a 24% da população), no entanto, 51% consideram que a prisão de Lula é injusta.

Uma outra pesquisa, feito pelo instituto FSB em parceria com a Veja, na segunda semana de agosto, trouxe a seguinte amostra.

Num eventual segundo turno, entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, a vantagem do presidente sobre o petista ainda é profundamente marcada pela renda. Entre eleitores com renda entre 2 e 5 salários, os quais, lembre-se, eu classifico aqui como classe baixa, ou seja, pobres, mas que já apresentam valores e aspirações semelhantes aos da classe média, Jair Bolsonaro ganha por 57% X 28%; entre eleitores com renda acima de 5 salários, a maior parte do qual está na classe média baixa, a votação de Bolsonaro seria de 61% X 28%. 

Na pesquisa para o primeiro turno, se a eleição fosse hoje, o resultado ficou assim:

A vantagem de Bolsonaro junto ao eleitorado com renda superior a 2 salários ainda é avassaladora.

Esses números mostram que o principal desafio do campo progressista, portanto, será reconquistar o respeito dos estratos mais instruídos da classe baixa e da classe média.

A estratégia de alguns intelectuais, de criar estereótipos negativos, e até mesmo preconceituosos, sobre a classe média, me parece equivocada, e segui-la talvez tenha sido uma razões das sucessivas derrotas que o campo progressista vem sofrendo há algum tempo.

Nos Estados Unidos, as elites intelectuais progressistas cometeram erros similares, e que levaram à vitória de Donald Trump.

A pesquisadora Joan C.Williams lançou há pouco um livro intitulado White Working Class, Overcoming Class Cluelessness in America, que poderíamos traduzir para Classe Trabalhadora Branca, Superando a Ignorância de Classe nos EUA. No livro, Williams explica que decidiu, a pedido de seu editor, chamar a classe média americana de “classe trabalhadora”, para evitar uma armadilha semântica e política (também comum no Brasil), na qual profissionais liberais com alto poder aquisitivo, e que deveriam, com mais justiça, chamar a si mesmo de “ricos”, se auto-classificam de “classe média”.

Quer dizer, aqui a confusão é ainda pior. Com objetivo de criar uma narrativa, que se revelaria exagerada, e até mesmo falsa, de que as crescentes insatisfações com os rumos do país, durante os governos de esquerda, resultavam de um preconceito de elite enraizado nas classes privilegiadas,  setores progressistas passaram a demonizar a classe média, termo que passou a ser associado a “elite”.

Só que a classe média brasileira, assim como a americana, não é elite. Não possui os meios de produção. Não acumula grandes poupanças ou propriedades. Sua estabilidade financeira depende de trabalho duro, disciplina, e a confiança de seus empregadores em sua honestidade, o que a faz dar grande importância a esses valores.

Partilhando os mesmos valores da classe média, vem os estratos mais instruídos da classe baixa, que eu chamo aqui de “classe baixa alta”. Somando essa classe baixa alta à classe média baixa, temos um total de 30 milhões de famílias, ou 44% da população brasileira.

Desde as “jornadas de junho” de 2013 que a classe média parece ter tomado consciência do poder político que as redes sociais lhe proporcionaram. A partir daí, ela tem obtido vitórias sucessivas. Foi às ruas para pedir o impeachment, e conseguiu. Foi às ruas para pressionar o sistema de justiça a prender Lula, e conseguiu. Nas eleições de 2018, a rejeição ao PT junto à classe média era avassaladora, e foi uma das principais causas da vitória de Jair Bolsonaro.

Segundo o Datafolha, a rejeição a Fernando Haddad junto a eleitores com renda familiar média acima de 5 salários atingiu 66% pouco antes da eleição no primeiro turno (mas cairia para 58% na última sondagem); segundo o POF 2017/18, temos quase 19 milhões de famílias com renda acima de 5 salários, que representam 27% da população.

Nossa classificação inscreve o eleitor que ganha de 5 a 10 salário de renda familiar como classe média baixa. Não estamos falando aqui, portanto, do voto ou da rejeição das “elites”.

Entre eleitores com renda média de 2 a 5 salários (classe baixa), Haddad também despontava como líder em rejeição (chegou a 48%, contra 41% de Bolsonaro) .

Às vésperas da eleição no segundo turno, o Ibope fez uma pesquisa sobre rejeição aos partidos políticos. Novamente nos deparamos com um quadro de rejeição muito alto ao PT junto aos eleitores com renda familiar acima de 2 salários: 47% de rejeição entre eleitores com renda de 2 a 5 salários, e 53% de rejeição entre eleitores com renda superior a 5 salários.

Sobre esse antipetismo, que produziu o impeachment e depois a vitória de Jair Bolsonaro, e que ajuda a manter a extrema-direita coesa, há um livro lançado em 2018, por dois pesquisadores brasileiros, David J.Samuels e Cesar Zucco, mas escrito em inglês, intitulado Partisans, Antipartisans, and Nonpartisans, Voting Behavior in Brazil. A tradução seria algo como Militantes, Antimilitantes e Não-militantes, o comportamento do voto no Brasil.

Apesar do assunto principal do livro ser o conceito mais geral de “antimilitância”, logo no início os autores admitem que o fenômeno, no Brasil, se materializa no antipetismo, e daí eles vão especular sobre suas causas e analisar o que ele significa.

O livro traz descobertas muito importantes para se entender a conjuntura política brasileira. Os dados usados vão até as eleições municipais de 2016. Eles descobrem, por exemplo, que o antipetismo foi desenvolvendo, com o tempo, vários aspectos do que se chama “Identidade social”, que é justamente o conceito que se usa para definir as subculturas partidárias.  Ou seja, o antipetismo vinha adquirindo características de postura e opinião que se costuma ver na militância partidária.

Outra descoberta é que o antipetismo, já consolidado como uma “identidade social” política, tinha se tornado o maior grupo “partidário” do país. Cruzando diversas pesquisas, eles fazem uma tabela com a evolução de quatro grandes grupos de opinião política: os militantes duros (hard-core partisans), os simpatizantes (positive-only partisans), os antimilitantes (negative partisans) e os não militantes. Os militantes duros (onde o PT representa quase a metade) caíram muito em 2014, para 14%, contra 21,7% em 2010 e 29,20% em 2006. Já os antimilitantes atingiram seu nível máximo em 2014, com 22,57%, assim como os não-militantes, que chegaram a 45% no mesmo ano.

Em seguida, eles separaram os grupos que orbitam em torno do PT, e que representariam perto de 40% do eleitorado: Petistas duros (hard-core partisans), simpatizantes petistas (positive-only petistas), anti-petistas puros (que não tem outro partido, apenas não gostam do PT) e anti-petistas de outros partidos.

Nota-se um crescimento constante do “antipetismo puro”, que atinge 15,59% em 2014, e, segundo os pesquisadores, continuava a crescer em 2015 e 2016 na esteira dos ataques midiáticos e das denúncias de corrupção.

Já os “petistas puros” seriam 7% em 2014, o menor percentual desde 1989, quando era apenas de 5,5%. O auge do petismo, segundo essa pesquisa, foi em 2006, quando o “petismo puro” chegou a quase 14% do eleitorado.

Quando os autores vão pesquisar as causas do antipetismo, notam, com certa surpresa, que elas variam com o tempo, de modo que eles concluem que o antipetismo “escolhe” suas razões conforme as circunstâncias. A corrupção não seria, de fato, o principal motivo, mas apenas aquele mais “à mão” para dar vazão a um sentimento. Em 1997, por exemplo, numa pesquisa que sondava as razões de não se gostar do PT, 17% dos entrevistados respondem que simplesmente “não gostam”. Já em 2006, quando as denúncias do mensalão vem à tôna, 46,5% afirmam que a principal razão era a corrupção e a perda de confiança.

 

Uma outra tabela que chama atenção é uma pesquisa inédita que os próprios autores organizaram entre outubro e novembro de 2015, via Facebook, e sobre a qual eles aplicaram técnicas estatísticas para lhe deixar mais ou menos conforme a realidade sócio-econômica e regional do eleitorado brasileiro.

A quantidade de respondentes categorizados como “antipetistas” foi de 747, num total de 2.099, ou seja 35%, ao passo que os “petistas” somaram 121 respostas, ou 6%.

Um outro aspecto interessante na pesquisa é que, segundo os autores, a clivagem entre petismo e antipetismo não se caracterizaria como “esquerda e direita”; suas pesquisas indicam que as diferenças ideológicas entre os dois grupos não apresentam diferenças relevantes nesses termos (para ler esse trecho, clique aqui e aqui).

A tese principal dos autores é que a política brasileira, por alguma razão, estruturou-se em torno desses dois núcleos duros de identidade: petismo e antipetismo.

Na história recente do país, concluem, nenhum partido conseguiu mobilizar tantas paixões e tantos ódios como o Partido dos Trabalhadores.

Um entendimento melhor sobre o caminhão que nos atropelou em 2018 passa pelo estudo desapaixonado, franco, objetivo, de todas essas questões, uma atenção redobrada para as ondas de opinião nas redes sociais, e o desenvolvimento da capacidade de ouvir e compreender as demandas das diferentes classes.

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34 comentários

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Ioiô de Iaiá

09 de outubro de 2019 às 15h08

Na verdade é a história que se repete. O antipetismo é equivalente ao antigetulismo, que foi também fabricado pela mídia da época. Culpar o PT é não entender os processos que a Casa Grande e EUA utilizam para impedir que o voto livre da maioria da população eleja candidatos de esquerda. Esse processo tem semelhança com o que ocorre em diversos países sulamericanos.
No caso do Bozo, ele ainda contou com disparos em massa do WhatsApp e com o auxílio inestimável dos evangélicos.

Responder

    Cláudio

    10 de outubro de 2019 às 10h06

    Meu Deus que comentário infeliz, melhor rever seus conceitos e não acreditar na mídia falsa que temos hoje.

    Responder

Marcio Prado

09 de outubro de 2019 às 09h20

Sinto dizer, Miguel, mas o ANTI-CIRISMO é muito mais forte que o antipetismo. Em meu favor, tenho a melhor de todas as pesquisas: o resultado das eleições de 2018. Ciro Gomes, após 03 eleições presidenciais, 100% conhecido do público, foi tirado do 2º turno por dois estreantes: Bolsonaro e Haddad. Ciro não foi ignorado apenas pelos 49 milhões de eleitores de Bolsonaro e pelos 31 milhões de Haddad. Foi solenemente ignorado pelos mais de 40 milhões que votaram nulo/branco ou se abstiveram de votar.
Se o PT tem problemas com essa classe merda amorfa e teleguiada pela burguesia apátrida que nos governa, imagina o PDT. Um partido sem corpo e com a cabeça nos anos dourados do getulismo

Responder

LUPE

08 de outubro de 2019 às 23h31

Caros leitores

O respeitável Miguel do Rosário debatendo com trollers, ou seja,

“comentaristas”, dólares, instituto, inimigos nossos………………

Por isso é que o Brasil 247…………………..

Miguel, qualé??????????????????

Responder

Paulo Bearzoti Filho

08 de outubro de 2019 às 21h34

Prezado Miguel
Ótimo artigo, como sempre. Fiquei, contudo, com uma dúvida. Pareceu-me que as pesquisas eleitorais (Datafolha, Ibope) classificam a renda do/a eleitor/a, enquanto a pesquisa do IBGE trata da renda familiar. Daí os diferentes percentuais para cada faixa de renda. Não seria essa a diferença? Ou será que me equivoco? Parabéns pelo blog, que sempre acompanho.

Responder

Nilson

08 de outubro de 2019 às 14h27

Miguel, acho que essa insistência em analisar o anti petismo, cria uma oportunidade para os conservadores atacarem o maior e mais representativo partido do campo progressista e enfraquecendo assim, a luta para implantação dos projetos que visam melhorar a qualidade de vida dos mais necessitados. O Datafolha, que de bobo não tem nada, deveria perguntar se o indivíduo é alinhado com as idéias progressistas ( Bolsa Família, Valorização do SM, Minha Casa Minha Vida, Financiamento para o Ensino Superior, Mais Médicos,etc.. ), ou não, em sendo , qual o Partido de sua preferência? aí sim, teríamos um quadro mais claro do posicionamento ideológico da população e da rejeição do PT junto a população; temos um caso real no Rio, onde o PT há muito tempo não frequenta o segundo turno e a população votou nos candidatos conservadores. A realidade é que , qualquer um ( PT, PC do B, PSOL, PSB, PDT) que ameaçar o status quo, será severamente apedrejado pela turma do R$, se o PT a nível nacional é a melhor oportunidade pro Campo Progressista , vamos com ele! se no Rio é o PSOL, Tamo Junto! no Maranhão é Flávio Dino, Viva!
Ninguém larga a mão de ninguém!

Responder

degas

08 de outubro de 2019 às 10h23

Claro que não é apenas a corrupção. Herdeiro do totalitarismo esquerdista, o petismo é uma seita autoritária, arrogante, formada por pessoas que em sua imensa maioria não geram riqueza alguma e que, depois de alguns anos no poder, passaram a se considerar donas do país. Com grande parte da imprensa dominada por amigos, baseados na manipulação dos mais ignorantes e recebendo até 80% dos votos dos beneficiários do Bolsa Família, o criminoso Lula e os petistas em geral se sentiram até no direito de zombar de quem não votava neles. Mas, como bem diz o artigo, essa parcela da população conseguiu se articular através das redes e retirá-los do poder.

Sem a máquina na mão, perderam a eleição. Devem perder outras porque agora é o Bolsonaro quem vai explorar a ignorância dos bolsistas e similares. E se ganharem por algum acidente não conseguirão governar, pois o eleitor mais humilde só interfere na sociedade no dia da eleição e a opinião capaz de se fazer ouvir é a dos segmentos que foram para a rua pelo impeachment, onde ninguém aceitaria calado a volta do horror petista.

É até engraçado quando alguns dizem que o bandido Lula pacificaria o país. É justamente o contrário, ele e o seu partido são o maior fator de desagregação do Brasil. O “nós contra eles” que o presidiário tanto estimulou acabou por se impor na sociedade. Mas o outro lado reagiu e o país só terá paz quando o lado dele voltar a ser irrelevante e não puder mais atrapalhar.

Responder

    Cláudio

    10 de outubro de 2019 às 10h13

    Degas, Perfeito comentário, chega de tanto cinismo por parte da esquerda e mídia, acredito num país bem melhor, só deixarem o homem (Bolsonaro e equipe) trabalharem, tem muitas pessoas que ainda torcem contra nossa nação e contra a própria família e um futuro promissor. Chega de PT PSOL PDT.

    Responder

Bernardo

07 de outubro de 2019 às 22h42

Olha, não tenho dados estatisticos, mas este numero do IBGE parece muito exagerado.
Não conheco este Brasil em que metade da população tem renda familiar acima de 3 mil reais.
Não bate com os demais dados e sensação nas ruas. Esmagadora maioria ganha 1 a 2 salarios mínimos. Hoje muitas famílias só tem um adulto. Pega a aposentadoria como exemplo e dos “privilegiados” que conseguiram contribuir por 15 anos 80% ganham até 2.000 reais.
85% é escola publica, 75% nao tem plano de saúde. Isso nao casa com estes dados de renda do gráfico.
Entao acho que vale uma checagem aí. Os dados do datafolha parecem bem mais realistas.

Responder

Evandro Garcia

07 de outubro de 2019 às 21h05

Após o mensalão e o peteólão o que passa na cabeça de uma pessoa para conseguir votar numa quadrilha como o PT….?

Coisas de quarto mundo.

Responder

Andressa

07 de outubro de 2019 às 21h02

Polarização não significa nada, é direita de um lado e esquerda do outro desde sempre, funciona assim em qualquer lugar que não seja uma ditadura, por isso esquerdistas não gostam.

Responder

Marco Antonio

07 de outubro de 2019 às 19h18

O que nós temos mesmo no Brasil, não é bem uma “divisão de classes”, e isso de Petismo e Ante-Petismo na realidade tem mais haver com “educação” e “cultura social”. Quem já não viu, uma pessoa “super-legal” que quando recebe um cargo de “Chefia” muda totalmente seu comportamento, por vezes achando-se o “rei da cocada”. Conheci muitos que durante o governo Socialista que antes nem emprego tinham, e com o emprego e uma melhora na vida, mudou como se fosse então um “mega empresário”, o “Status” que tinha que passar para “plateia” é que ele então, era “Doutô” e por isso não poderia mais ser simpático ao socialismo, temos sim no Brasil é muitos “Idiotas”… que se julgam ser o que não são.
Claro que se aliar ai a religiosidade (lavanderia de cabeças) e uma mídia PORCA em Coluio com um Judiciário capenga, temos então essa polarização estupida.
Boa Matéria.

Responder

Netho

07 de outubro de 2019 às 17h07

IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS,
ARTIGO 153, INCISO VII, CONSTITUIÇÃO DE 1988.
FEZ, DIA 05 PRÓXIMO PASSADO, 31 ANOS, SEM REGULAMENTAÇÃO.
ARRECADAÇÃO POTENCIAL DE CEM BILHÕES DE REAIS ANUAIS, NO CASO DE ENTRAR EM VIGÊNCIA COM A MESMA ALÍQUOTA INCIDENTE SOBRE AS GRANDES FORTUNAS NA FRANÇA.

Responder

Antonio

07 de outubro de 2019 às 15h51

Complementando, o país precisa crescer de forma a gerar 3 a 4 milhões de novos empregos por ano (o correspondente, teoricamente, a entrada de jovens no mercado de trabalho, ano a ano, com idade de 18 anos). E ainda gerar outros milhões de empregos para absorver 12 a 13 milhões de pessoas desempregadas. Sabe-se lá quanto mais, visto que não há precisão do mercado de trabalho informal no Brasil. Com PIB negativo ou próximo de zero o abismo só tende a aumentar.

Responder

Antonio

07 de outubro de 2019 às 15h43

Prezado Ricardo, sinceramente não entendemos sua colocação. Se a classe média foi a mais favorecida pelo governo do PT, como afirmar que o PT só se preocupou com minorias. O problema meu amigo é que a economia de país desde 2014 vem desabando ano a ano e os governos desde então não tem competência para desenvolver planos de desenvolvimento econômico que gerem renda e empregos. Não há a menor criatividade e estudos para que o país volte a crescer. E pelo visto não há o menor interesse. Esse pessoal que aí está, com altos cargos no governo e altos rendimentos (generais e outros militares acumulando aposentadorias, procuradores, juízes, políticos, etc.) não tem o menor compromisso com a população. Todos vivem a muitos e muitos anos mamando nos impostos que nós pagamos. Todos são funcionários públicos de carreira privilegiados.

Responder

    Ricardo

    08 de outubro de 2019 às 08h51

    Prezado Antonio, nunca irei perdoar lula e o pt por nao terem mexido um milimetro seguer na perversa tabela de imposto de renda…que como vc sabe so afeta a classe media (media) e media baixa!!(quando brasil estava nadando em dinheiro e com superavits anuais).
    Nunca irei perdoar lula e o pt que tinham 86 % de aprovacao pópular e praticamente mandavam no congresso..por nao ter taxado bancos e milionarios e desonerando pequenas e medias empresas!!( o que a dilma fez nao conta, ja q foi desastre)
    Nunca irei perdoar lula e o pt por nao terem feito uma modernizacao , simplificacao e desoneracao tributaria, onde ainda hoje sao os mais pobres e a classe media que mais pagam impostos!!
    O pt poderia ter feito tudo isso ate com certa facilidade….e hj estariamos bem melhor e nao teriamos que aguentar o psl e bolsonaro ganharem os louros por fazerem as reformas que o pt nao fez pq estava muito ocupado em planejar , preparar e executar seu projeto de poder a la maduro!!
    Nem vou falar de seguranca publica…onde raramente o pt apresenta algum projeto em favor da sociedade e contra os bandidos!!
    Abcs

    Responder

Paulo

07 de outubro de 2019 às 15h27

Uma baita confusão de números de pesquisas antigas , de 2018 , misturadas com dados do IBGE.
Que tal analizar o datafolha de algumas semanas atrás que mostra Haddad vencendo fora da margem de erro?
O datafolha tem acertado desde 1989.
Mas devemos ignorar o método científico e misturar pesquisas de um ano atrás escolhidas arbitrariamente?
Vocês ignoram uma pesquisa de semanas atrás e usam uma de um ano atrás , do mesmo instituto?
Atacam o datafolha e usam dados dele na mesma matéria?
Demite o estagiário Miguel , essa matéria foi uma bagunça sem nexo nenhum.

Responder

    Redação

    07 de outubro de 2019 às 20h42

    Paulo, a pesquisa que eu quis trazer era a que me parecia mais próxima do resultado das urnas.

    Responder

      Antonio Sobreira

      08 de outubro de 2019 às 08h41

      Prezado,
      Gostei do artigo. Bem cuidado. Com comparações de outras análises. Esse público dos indecisos que decidem eleições nessa bolha ideológica fica mais nítido. Coincide com partes do estudo da fundação Abramo que avalia a percepção da população de periferia que prefere se identificar como empresário e não como operário por ser dono de um carrinho de pipoca. Pelo diagnóstico do texto devemos reduzir a crítica à classe média como ricos e tratá-los discursivamente como trabalhadores e que de fato são. E de fato há um novo trabalhador que recusa o rotulo de classe trabalhadora. Só que também precisamos de um trabalho que explica essa mesma classificação ter se afastado do PSDB ou DEM para apostar em uma corrente sem qualquer apelo social ou desenvolvimentista. Eu creio que o PSDB, Ciro, PMDB e DEM fizeram o discurso da classe média trabalhadora. O estudo explica a perda de adesão ao PT, mas por que as mesmas reflexões não colocou esse eleitor no caminho de políticos moderados me coloca em dúvida. Outra coisa bastante interessante é que o PT foi importante para o progresso dessa elevação econômica, mas Temer e este atual governo fazem ela afundar a três anos e a adesão a eles é relativamente estável! Se discursivamente os intelectuais e PT fez um discurso que desconsiderava esse eleitor, não são as mesmas bases da crítica que servem para a adesão! Parece que o voto emocional decide tudo e não a base material da reprodução das forças de trabalho. abs

      Responder

Justiceiro

07 de outubro de 2019 às 14h34

Eu gostaria que tivesse uma pesquisa (mas só entre petistas pra não deixar dúvidas) quem quer Lula livre, ou quer Lula permaneça na cadeia.

Depois que Lula completou 1/6 da pena, Deltan Dallagnol mandou soltar Lula. Mas ele se rebarbou e não quis sair. Desde então, um grupo apoia que Lula fique na cadeia e outro quer que Lula saia da prisão,mesmo com tornozeleira eletrônica(ele ainda tem pena a cumprir).

Então, que se faça uma pesquisa: Lula livre(com tornozeleira) ou Lula preso?

Deltan, que mandou prender Lula, já mandou soltar.

Que tal a pesquisa começar pelo Lule?

Responder

    Justiceiro

    07 de outubro de 2019 às 14h36

    Em vez de “que tal começar pelo Lule, leia-se “começar pelo Lupe.

    Responder

      LUPE

      08 de outubro de 2019 às 00h22

      Caro Justiceiro

      Que tal começar
      pelos bandidos mais perigosos,
      os corruptos
      traidores da pátria,
      os lesa pátria
      sem nenhum escrúpulo ou honra?
      Os pagos em dólares
      para colaborar com nossos inimigos,
      para trair o Brasil e os brasileiros?
      Os frequentadores
      da casa dos nossos inimigos?
      Em resumo
      os nojentos,
      asquerosos que nem você?

      Responder

marcos

07 de outubro de 2019 às 13h42

de 2.800 á 5.700 é classe baixa??? entao 75% dos brasileiros é classe baixa???
seria como dizer que quem mede 1.90 de altura é “medio” e só quem mede de 2.00 para cima é “alto”.
abaixo de 1.85 é tudo anao…
materia RIDICULA, classista e fascista escrita evidentemente por um filhinho de papai riquinho!!!
pdt = lixo.

Responder

    Redação

    07 de outubro de 2019 às 14h06

    Marcos, primeiro, o que tem a ver PDT com a matéria???

    Segundo, estamos falando aqui de renda familiar, em famílias com 3 ou 4 membros. Essa categoria aí é classe baixa alta, ou seja, o estrato mais altos da classe trabalhadora. É apenas um parâmetro arbitrário, com o qual você pode concordar ou não, e que uso com base nas sete faixas apresentadas pelo IBGE.

    Meu pai faleceu há muitos anos, não era rico, assim como também não sou (infelizmente).

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    Evandro Garcia

    07 de outubro de 2019 às 14h47

    Kkkkk,

    você de novo passando vergonha de graça Gringo.

    Como andam seus investimentos no tesouro direto…?

    Responder

LUPE

07 de outubro de 2019 às 12h54

Caros leitores

Há uma equação
que define melhor tudo isso.
1. Brasil, território riquíssimo
(petróleo, minérios, diamantes, etc.)
2. Atrai a ganância
de superpoderosos inimigos estrangeiros
3. Estes dominam e controlam
quase todas as mídias do Mundo
(Grande Mídia e redes sociais)
4. Com esse domínio
destroem a reputação
e a imagem
daqueles que lhes são
inconvenientes,
se negam a colaborar com eles.
5. Através do controle da mídia
jogam o povo
em
PRAZEROSO ódio
contra aqueles
que lhes são “inconvenientes”
6. Classe média brasileira é precária,
muitos ódios infantis indesejáveis .
Independentemente
do dinheiro que ganham
e do grau de instrução que possuem
são presa fácil da Mídia
envenenadora e manipuladora
de suas cabeças.
7. Com a cabeça envenenada
pela Mídia,
odeiam quem deveriam ter
como amigo,
e, até mesmo,
como seus heróis.
8. E mitificam ,
amam ,
idolatram
aqueles trastes, corruptos,
traidores da Pátria,
lesa pátrias
que, na verdade
e nas escondidas,
são representantes,
são colaboradores
daqueles nossos
superpoderosos
inimigos.

Nem é tão simples assim, mas………………………

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Nelsonz

07 de outubro de 2019 às 12h38

Adequar ao discurso q o.cafezinho quer e discurso nazista. Lembre q Hitler falou o q o povo quis ouvir! Populismo ideológico! Partido tem de ter identidade e a sua sociedade avalia quando esta identidade traz valor. Parece q o cafezinho nem ouve as entrevistas q pública. O HAddad disse isto. Se o povo quer errar q erre e sofra!

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Roberto Kodama

07 de outubro de 2019 às 11h08

Um outro componente que deveria ser cruzado seria o crescimento do pentecostalismo no Brasil segregado por rendimentos. A teologia da prosperidade tem muito a ver com o antipetismo (genericamente chamado de anticomunismo).

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Gutierrez Lhamas Coelho

07 de outubro de 2019 às 08h20

Excelente análise, trabalho cuidadoso na composição e avaliação dos dados. Não sei se era objetivo abordar, mas o anti petismo floresceu a partir de 2013 /2014, a partir de intenso processo midiático de indução, tornando o eleitor apenas um idiota papagaiado, incapaz de pensar e deduzir em função de fatos. De lá para cá deu no que deu, descemos a ladeira sem freios, não há sinais de recuperação econômica e os trabalhadores foram remetidos à condição de condenados. Sugere-se a renovação desta interessante análise a partir de dados contemporâneos. Todos sabemos e alguns estratos da sociedade já sentem com força, as barrigas estão doendo.

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    Ricardo

    07 de outubro de 2019 às 13h11

    Porem mesmo com a barriga doendo como vc disse nao votarao no pt.Enquanto o pt no fizer a famosa autocritica e parar de querer atuar apenas para as minorias deixando de lado quem realmente carrega o piano neste pais ou seja a CLASSE MEDIA… nunca mais ganha eleicao pra presidente!!

    Responder

Gabriel

07 de outubro de 2019 às 04h37

Excelente, dois artigos num só. Gostei muito da segunda parte, falando do antipartidarismo, e fiquei curioso com o livro da americana sobre o chamado “White trash”. Acho que temos que fazer exercício parecido… se a classe trabalhadora abandona a esquerda, é óbvio que fizemos algo muito errado.

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