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Embraer anuncia férias coletivas para 15 mil funcionários

Por Redação

10 de outubro de 2019 : 19h50

No Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Em transição para a Boeing, Embraer anuncia férias coletivas

Trabalho será interrompido nas unidades da empresa de 6 a 20 janeiro de 2020

A Embraer anunciou que vai dar férias coletivas para todos trabalhadores que atuam nas unidades instaladas no Brasil para realizar a transição do comando da empresa para os norte-americanos da Boeing.

As férias coletivas serão concedidas de 6 a 20 janeiro. A medida deve impactar cerca de 15 mil trabalhadores, paralisando as unidades Faria Lima e Eugênio de Melo, em São José dos Campos, Taubaté, Sorocaba, Gavião Peixoto e Botucatu, todas no estado de São Paulo.

Os escritórios da Embraer em São Paulo e em Belo Horizonte (MG) também serão afetados.

A decisão causa apreensão entre os trabalhadores, preocupados com as medidas que a nova direção da companhia eventualmente possa tomar.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, que representa a maior parte dos trabalhadores da Embraer no país, é contra as coletivas, de acordo com a decisão tomada pela categoria.

“Em assembleia, os trabalhadores reivindicaram da empresa a concessão de licenças remuneradas, ao invés de férias coletivas, se fosse preciso parar a produção por conta da mudança do controle operacional”, informou o diretor do Sindicato Herbert Claros.

A direção do Sindicato também tem tentado agendar, até agora sem sucesso, uma reunião com o presidente da companhia, Francisco Gomes Neto. Um novo pedido de encontro foi protocolado na quarta-feira (9), para tratar das próprias férias coletivas, Campanha Salarial e a repressão protagonizada pela Polícia Militar durante a greve realizada na unidade Faria Lima, em São José, nos dias 24 e 25 de setembro.

Para o Sindicato, a Embraer já iniciou a transição para a Boeing, com demissões realizadas a conta-gotas e ataques aos direitos dos trabalhadores.

Na Campanha Salarial, além de oferecer aos funcionários apenas a reposição da inflação, a empresa quer impor o fim da estabilidade no emprego para portadores de doenças ocupacionais e da proibição da terceirização em todos os setores da fábrica – conquistas previstas nas convenções coletivas assinadas em anos anteriores pela direção da fábrica e do Sindicato.

“Desde o início, nos posicionamos contra a venda da Embraer à Boeing, porque sabíamos que isso implicaria maiores ataques aos trabalhadores, além de afetar a soberania do país. Ainda estamos estudando táticas para tentar barrar essa transação no âmbito judicial”, revelou Herbert.

***

PS Cafezinho: Confira o relatório financeiro anual da Embraer de 2018, clicando aqui.

Abaixo, dois prints do relatório de 2018. A Embraer tem pago, anualmente, mais de R$ 500 milhões ao governo em impostos e contribuições.

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10 comentários

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Bento Carneiro

12 de outubro de 2019 às 10h43

Suponho eu que não será fácil arrumar emprego de engenheiro aeronautico para projeto aqui no Brasil. É lá nos EUA um ou outro vai conseguir se for muito fera.
Provavelmente a boeing qdo comprou a Embraer já devia saber que seu avião Max era um lixo. Projeto com defeito insanável até hj. Deram o pulo do gato em comprar a Embraer. Levam tudo a preço de banana inclusive engenheiros que vão ensinar americanos fazer este tipo de avião médio já que a Boeing não tem avião bom igual o da Embraer nesse tamanho.
Férias coletivas é a ante-sala do facão.

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Miramar

11 de outubro de 2019 às 15h09

Quero deixar registrado meus respeitos a esses trabalhadores injustiçados. Ninguém ocupa algum posto de trabalho na Embraer sem possuir competência e qualificação. Agora, caso algum deles esteja se sentindo frustrado em suas recentes escolhas eleitorais, sinta-se à vontade para conhecer propostas alternativas. A propósito, só houve um candidato a se dispor a impedir a concretização desse negociata no pleito eleitoral recente. Sim, estamos falando de Ciro, o Grande.

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Edu

11 de outubro de 2019 às 14h21

Um capitão e um general, presidente e vice, estão acabando com a soberania nacional;
O conceito de soberania do presidente e do vice deve ser algo muito ultrapassado.
Enquanto eles acham que defende a soberania por fora ela esta sendo desmontada por dentro..
Quanta incompetência. Uma hora o povo há de acordar.
Só não sei porque o campo progressista esta quieto e não chama manifestações contra o desmonte nacional.

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Desempregado

11 de outubro de 2019 às 14h07

Desemprego esta alto.

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João Ferreira Bastos

11 de outubro de 2019 às 13h53

Onde estão os defensores das privatizações ? Que privatizando serão criados empregos ????

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Andressa

11 de outubro de 2019 às 13h23

A Embraer è dos acionistas hà 20 anos ou mais, quem decide sào eles, o resto è papo inutil de quem nào tem açoes da mesma e que por tanto vale menos de nada (tanto quanto a golden share).

Quem possui algo de particular ainda tem o direito de decidir o que fazer com o mesmo sem que ninguem alèm dele coloque o bico, muito menos um presidente da republica.

Gravissimo seria o contrario, nào estamos em Cuba ainda e nem na Coreia do Norte.

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Volmar

11 de outubro de 2019 às 08h10

Votaram no Bozo. Agora querem o que?

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[Wasp] Lisbeth Salander

11 de outubro de 2019 às 03h39

bem feito… que votem em Bolsonaro em 2022 novamente!

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Alexandre Neres

11 de outubro de 2019 às 00h12

Estão satisfeitos, seus capachos, aonde seu servilismo tosco está nos levando? Quem muito se rebaixa acaba mostrando a bunda.

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Paulo

10 de outubro de 2019 às 22h23

Começou o desmonte de uma das empresas mais bem sucedidas do Brasil, em termos de tecnologia…nada é por acaso…

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