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Petrobras diz que óleo no Nordeste veio da Venezuela

Por Redação

25 de outubro de 2019 : 21h01

No DW

Análise em mais de 30 amostras indica que petróleo saiu de três campos venezuelanos. Material teria vazado de navio. Mistério sobre vazamento dificulta combate e ações para evitar contaminação.

A Petrobras afirmou nesta sexta-feira (26/10) as manchas de petróleo que atingem o litoral do Nordeste desde setembro é proveniente de três campos da Venezuela. As origens e o local exato do vazamento ainda são desconhecidos.

“Fizemos análises em mais de 30 amostras e concluímos que [o petróleo] era de três campos venezuelanos”, afirmou o diretor de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo de Almeida Neto. “A origem do vazamento é outra coisa”, acrescentou.

A análise confirma um relatório apresentado pela própria Petrobras há duas semanas, que concluiu que as manchas uma mistura de óleos provenientes da Venezuela. Outro estudo realizado pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicou essa mesma origem. A Venezuela nega ser responsável pelas manchas de petróleo que estão poluindo centenas de praias brasileiras.

Neto afirmou que a estatal acompanha a situação desde setembro quando as primeiras manchas começaram a aparecer nas praias. O executivo explicou que o petróleo, provavelmente, vazou no Oceano Atlântico e entrou numa corrente marítima que vem da África e que na altura de Pernambuco se bifurca, o que levou o material a se espalhar por todo o litoral do Nordeste.

Ainda segundo Neto, o petróleo afunda no mar e, por isso, não é possível detectá-lo por imagens de satélite, radares ou sobrevoos na região, o que dificulta o combate. Também não há como colocar barreiras de contenção para evitar que as manchas cheguem às praias.

“Quando vaza de uma instalação de produção, a gente detecta a origem e consegue combater mais fácil. Quando não tem o fator de origem, não se sabe como foi e quando foi, é como [procurar] agulha no palheiro”, ressaltou o executivo.

A estatal trabalha com a hipótese que o óleo vazou de algum navio que passa pela costa do país ou afundou na região. A Marinha do Brasil está investigando o caso.

A Petrobras está auxiliando o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na limpezas de praias. De acordo com o executivo, a estatal enviará equipamentos de proteção a voluntários. Os custos da ação serão pagos pelo governo federal.

Até agora, 1.027 toneladas de petróleo foram retiradas das praias. Quase 4 mil pessoas trabalham na remoção dos resíduos.

Com o governo Bolsonaro criticado pela demora e falta de ações efetivas para conter o desastre ambiental no Nordeste, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, passou a insinuar, sem provas, que o Greenpeace, uma das principais ONGs ambientais do mundo, seria responsável pela situação.

CN/efe/abr/ots

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4 comentários

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Pedro

26 de outubro de 2019 às 20h37

Ao que tudo indica O Brasil não monitora návios que passam na costa marítima brasileira.
Navios passa pra lá e prá ca sem serem monitorados? Sem saber o que transportam?
Acho que precisamos de satélites para monitorar junto com a marinha.
Alguma coisa precisa ser feita só não dá para ficar sem respostas em um acidente desses.
Imagina só se fosse um vazamento altamente tóxico, muito pior do que este, as pessoas morreriam.
E o desgoverno não faz nada e não monitora nada.

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Jones

26 de outubro de 2019 às 20h28

O Ministério da Defesa da Rússia publicou neste sábado (26) imagens de satélite provando o contrabando pelos EUA de petróleo da Síria através de navios-tanque.

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019102614692725-militares-russos-divulgam-fotos-de-satelite-comprovando-contrabando-de-petroleo-sirio-pelos-eua/

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Wellington

26 de outubro de 2019 às 15h49

Saem ilegalmente da Venezuela e lá fora no meio do mar passam para outros navios.

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Evandro Garcia

26 de outubro de 2019 às 11h07

Viva la Revolucion !!

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